Mapeamento Crítico da Literatura Brasileira Contemporânea

Assis Brasil

Parnaíba (PI), 1932 – Teresina (PI), 2021
Na obra Scrittori brasiliani: testi e traduzioni, organizada por Giovanni Ricciardi e publicada em 2003, o estudioso classificou a produção literária de Assis Brasil como realismo mágico. Formado em Jornalismo, Francisco de Assis Almeida Brasil produziu inúmeros livros de diversos gêneros, de romances à poesia e livros infanto-juvenis, além de ter trabalhado como cronista e crítico literário. Ricciardi situou sua obra especialmente como prosa da década de 1970. No Praça Clóvis, o autor é contemplado com a resenha de seu romance Os que bebem como cães, de 1975.
Ilustração: Francisco Dalcastagnè Miguel

G.R.: Como apresentaria sociológica e culturalmente seu núcleo familiar de origem e o meio ambiente?

A. B.: Eu sou do Piauí, da cidade de Parnaíba, onde fiquei até os 14 anos. Acho que já dessa fase vem o meu interesse pela literatura, devido à influência dos meus pais. Minha mãe gostava de escrever e meu pai gostava de ler. Tive uma infância muito livre, às margens do rio Parnaíba e lá observei muitas coisas, principalmente a pobreza do beira-rio, a prostituição nos cais, os meninos soltos tomando banho. Tudo isso me inspirou a fazer o meu primeiro romance, Beira Rio Beira Vida. De Parnaíba, me transferi para Fortaleza, onde continuei os estudos. Lá, aos 16 anos, comecei a colaborar em jornais.

G.R.: Foi sozinho para Fortaleza?

A. B.: Primeiro fui com um irmão para estudar num colégio interno, particular, não religioso. Depois, toda minha família se transferiu lá.

G.R.: Como foi sua infância em Parnaíba?

A. B.: Estive lá há pouco tempo, depois de muitos anos, não mudou nada! Minha mãe era um tanto liberal e, então, nós fomos criados soltos, com uma vida meio aventureira. Eramos três irmãos e uma irmã. Esta, por causa do velho preconceito de não deixar moça sair, não saía muito. Já os meninos podiam. Eu tinha um irmão mais velho e nós ganhamos uma bicicleta e íamos tomar banho de rio às escondidas. Minha infância foi muito agitada, muito cheia.

G.R.: Quando foi para Fortaleza, continuou os estudos?

A. B.: Sim, fiz o 2° grau e aos 18 anos eu já estava escrevendo no jornal. Eu morava na praia de Iracema e me impressionei com a vida dos jangadeiros e então comecei a elaborar uma novela juvenil. Eu tinha pensado em fazer Direito, mas como já trabalhava no jornal fazendo crônicas (comecei a publicar aos 16 anos), fui para o Rio em 1950 e cursei jornalismo na Escola de Comunicações da PUC. Daí, me aproximei do Jornal do Brasil que estava lançando um suplemento que durou de 1956 a 1961, onde colaborei e de onde partiu todo meu aprendizado literário. Comecei a fazer críticas de ficção. Eu já era profissional, porque vivia da literatura, embora trabalhasse em jornal. Além das críticas literárias, fazia traduções, ensaios, comecei a estudar a obra do Faulkner e depois escrevi um ensaio sobre ele.

G.R.: Seu primeiro livro publicado, considera um sucesso, um insucesso, um marco determinante?

A. B.: Meu primeiro livro foi a novela a que me referi, sobre os jangadeiros, Verdes mares bravios. Foi editada no Rio. Eu não o considero como um livro definitivo, mas eu sempre gostei da história. Não gostava da linguagem porque eu era imaturo, estava aprendendo ainda. É uma mistura de romantismo com realismo. Muitos anos depois, fiz uma síntese desse livro, conservei a história e mudei a linguagem e foi publicado pela editora Melhoramentos com o título Aventuras no mar, mas na minha bibliografia consta: Verdes mares bravios (a partir da edição com o título Aventuras no mar). Isto prova que eu não repudiei a estréia. O que eu considero como primeiro romance é Beira rio beira vida, de 1965, mas entre Verdes mares bravios e Beira rio beira vida há o ensaio sobre Faulkner e um livro de contos.

G.R.: Houve em sua vida uma encruzilhada, um acontecimento que o marcou determinantemente?

A. B.: Não. Eu costumo dizer que sou religioso sem religião. Sempre tive um certo sentimento religioso das coisas. Li muita coisa sobre orientalismo, zen, e aquela coisa da inação, a não-ação total, budista. Acho muito interessante como um comportamento para enfrentar determinados problemas. Comecei a aprender a ser equilibrado, a não fazer dum probleminha um problemão. O zen diz que quando estamos numa encruzilhada, indecisos entre dois caminhos, podemos tomar qualquer um, porque será o nosso destino. Em 65, quando ganhei o prêmio Walmap com o Beira rio beira vida e no fim do ano sofri um acidente e fiquei desempregado, minha vida ficou um pouco complicada, com duas operações sofridas nas pernas, enfrentei a coisa com muita fleuma. O que me tirou dessa situação foi o livro que, através de Fausto Cunha e Adonias Filho, vendi ao INL e com o dinheiro paguei minhas dívidas e retomei a encruzilhada.

G.R.: Você nunca trabalhou para um patrão?

A. B.: Não, eu sou muito folgado! O meu livro A filha do meio-quilo escrevi na redação do JB, no meio do barulho. Nunca liguei para patrão.

G.R.: Descreva um pouco a sua vida de profissional da literatura brasileira.

A. B.: Em 1969, quando deixei a Tribuna da Imprensa, o último jornal em que trabalhei, eu era solteiro e podia levar a vida mais facilmente, então, decidi me dedicar à literatura. Realmente, foi uma audácia, muitos amigos me aconselharam a não fazer isso. Eu já tinha publicado a Tetralogia piauiense, os livros estavam vendendo, principalmente o Beira rio, que ainda hoje está me dando dinheiro. Eu comecei a me preparar financiera e psicologicamente para parar. Resolvi trocar o patrão pela liberdade. Daí em diante nunca mais pa­rei de publicar livro. No começo foi um pouco difícil. Eu fazia, além dos meus, alguns encomendados, principalmente para as Edições de Ouro, mas sempre fazia como eu queria. Como a editora era grande, me dava uma margem econômica melhor.

G.R.: Como se origina um texto?

A. B.: Vejamos Beira rio beira vida, uma das minhas primeiras experiências, escrito em 1964e editado em 1965. A idéia de fazê-lo me surgiu no Rio de Janeiro, embora a história se passe em minha terra. Comecei a lembrar coisas da minha infância, mas eu não queria fazer um livro de memórias, e sim de ficção. A história que eu queria fazer era a de gerações de prostitutas na beira do rio, que viviam dos marinheiros, dos navios- gaiolas que faziam a viagem entre Parnaíba e outros portos, desembarcando arroz, algodão, e que já não existem mais. Eu sentei para escrever a história de três mulheres, de três gerações – a mãe, a filha e a neta. Na época, eu estava muito impregnado de teorias literárias, eu tinha lido muita coisa sobre técnica narrativa e não pensava muito no leitor – ainda hoje não penso muito, mas faço uma concessão. A primeira versão do Beira rio beira vida foi um texto único, sem capítulos. De propósito, eu misturava as três personagens: para o leitor era difícil identificar quem era quem. O que eu queria mostrar era o ambiente e o tipo de pessoas que viviam ali. Quando fiz a primeira versão, Guimarães Rosa ainda estava vivo. Através de um amigo comum, eu levei para ele ler e ele disse que estava uma beleza, porque ele gostava muito de rios, mas me aconselhou a não o publicar como estava. Então, eu resolvi refazer o texto. Cada livro de ficção se apresenta de uma maneira diferente para o escritor. Certa vez, eu estava caminhando pela rua, sem pensar em coisa alguma e, de repente, me veio uma história na cabeça, uma fábula. Era uma história de uma nitidez incrível, me surgiu do começo ao fim, se desenvolveu come se fosse um carretel. Eu voltei para casa e escrevi como me surgiu. Publiquei como livro juvenil, mas, no fundo, é para todo mundo: chama-se Nenê russo, o mensageiro, é uma crítica aos meios de comunicação.

G.R.: Qual é a sua relação com a escrita, com a palavra, com o estilo?

A. B.: Pelo fato de eu ter lido muito, acho que é importante a linguagem e acho que o escritor deve saber escrever, ele só deve romper com a norma da língua quando sabe o que está fazendo. Tenho um romance chamado O destino da carne, o primeiro de uma tetralogia, onde fiz um rompimento com a norma da língua, sem exagerar, só naquilo que eu achava que era funcional para dizer determinadas coisas. A linguagem literária não é língua normativa, então, quando o escritor domina a língua, ele pode revolvê-la, como é o caso de Guimarães Rosa. Neste livro, O destino da carne, eu fiz a maior experiência em termos de linguagem literária. A linguagem é importante, mas não sozinha, ela é um dos elementos: conteúdo e forma.

G.R.: Por que escreve?

A. B.: Já ouvi muitos escritores dizerem que escrevem porque não saberiam fazer outra coisa. Eu gosto muito de carpintaria e poderia ser um carpinteiro. Escrever talvez seja um acidente, como uma profissão qualquer, ou talvez, o escritor tenha uma emoção mais sensível, mais à flor da pele, tenha necessidade de dizer alguma coisa para alguém. Para mim, escrever é um ato que me dá imenso prazer. Uma das maiores alegrias da minha vida é ser escritor.

G.R.: Em seu trabalho criativo específico prevalece a interrupção ou a continuidade? Há crises? Com o quê as identificaria?

A. B.: Há interrupções, crises. Para o livro Os que bebem como cães pensei muitos anos. É um livro baseado nas experiên­cias de tortura que algumas pessoas me contaram. Mas eu gosto mui­to de distinguir literatura de jornalismo e não queria fazer um livro de depoimentos, mas um romance. Passei cinco anos pensando em escrevê-los e, quando me sentei, escrevi-o de um jato. Ganhei o prêmio Walmap de 75.

G.R.: Há momentos felizes ou ideais para escrever?

A. B.: Há sim. Certos escritores dizem que sentem dores de parto. Comigo não acontece isso, tenho o maior prazer, às vezes eu até vibro. Tenho um romance chamado Deus, o sol, Shakespeare, experimental, é um romance-ensaio, renovador na técnica narrativa. Eu vibrei muito escrevendo-o, às vezes eu me levantava para gozar aquilo que tinha me aparecido no momento do ato criador. Achava muita graça, pois é uma sátira sobre a vida agitada de hoje. Me dá muito prazer escrever.

G.R.: Houve em sua vida de escritor um acontecimento bastante gratif­icante ou de grande frustração?

A. B.: Os prêmios que eu ganhei foram sempre motivos de alegria. Eu tenho 60 livros publicados, mas cada livro que sai é como se fosse o primeiro. Eu continuo ainda virgem em relação à publicação de livros. É aquela história de lamber a cria. Grandes frustrações não tive, devido à minha preparação psicológica, ao estudo do zen. As coisas não são tão importantes como a gente quer. O segredo está aí. Há uma sabedoria nisso.


G.R.: Onde encontra estímulos e pretextos para escrever?

A. B.: Já pensei muito nisso. Quando eu era jovem, gostava de fazer sonetos para as namoradas e acho que elas eram um estímulo, mas no fundo, eu queria conquistá-las e usava isso como artimanha, fazia acrósticos com seus nomes. Hoje eu não sei. Talvez seja pelo fato de eu gostar muito de escrever e de ler.

G.R.: Escreve regularmente todos os dias ou é possuído por raptus?

A. B.: Escrevo regularmente. Não tenho patrão, mas tenho o meu escritório, onde vou todos os dias e escrevo, recebo os editores, etc. Mas não tenho obrigação de ir, tiro férias quando minha mulher tira. Interrompo quando aparece algum trabalho de encomenda, uma introdução, uma orelha e quando volto a escrever, não tenho crises.

G.R.: Qual é o papel que o imprevisto desempenha em seu trabalho criador?

A. B.: O ato de criar já é um imprevisto. Recentemente, escrevi uma história aproveitando um personagem meu de uma série juvenil e tive vontade de mandar o texto para um concurso, mas como o personagem já era conhecido, deixei de lado e fiz uma nova versão. O livro cresceu mais cem páginas. Mudei o nome dos personagens, dividi o livro em três episódios.

G.R.: Qual é o livro dos outros que gostaria de ter escrito e por quê?

A. B.: Livros eu não sei, mas gostaria de ter alguns títulos na minha bibliografia. O Adonias Filho tem um livro que eu gosto muito do título, Os servos da morte. Claro que eu não me sinto um grande escritor por não querer ter escrito livros de outros. Há o Absalão! Absalão! do Faulkner que eu gosto muito, é uma fábula.

G.R.: Como se sente dentro da literatura brasileira?

A. B.: Eu, como crítico, estudioso e historiador da literatura, fiz uma série de ensaios que se chama A nova literatura e que abrange o romance, o conto, a crítica e a poesia, onde eu tento me situar e situar a minha geração, que não é mais modernista porque os autores de antologias consideram o Modernismo até os nossos dias. Uma das minhas teses nesses ensaios é que o Modernismo encerra-se em 1956, uma data simbólica, com o concretismo, com Grande Sertão: veredas, com Samuel Rawet no conto. Esta seria uma nova literatura, não mais o Modernismo que, na verdade, teve seu final com a Geração de 45. Na crítica também, depois de 56, militaram os próprios vanguardistas, como Augusto e Haroldo de Campos, com uma crítica mais para-científica, mais em cima do texto, mais objetiva. Procuro mostrar tudo isso no meu Livro de ouro da literatura brasileira. Eu me considero dessa geração de 56.

G.R.: O que pensa da literatura brasileira dos anos 1970 para cá?

A. B.: Acho que depois da vanguarda em poesia, houve urna espécie de volta àquela liberdade de linguagem do Modernismo, talvez ainda mais prosaica. Em literatura, todos nós sabemos, sempre há uma reação a um ciclo anterior, porque ela não evolui linearmente, mas em círculos, pois o escritor está sempre reapanhando a tradição. Acho que estes escritores novíssimos, com o conto, romperam a tradição da novela, do enredo longo e fazem o conto de flagrante – experiência feita por Machado de Assis – como o Luiz Vilela, por exemplo, que faz contos impressionantes!

G.R.: O cotidiano, a família, os filhos, como influenciam em seu trabalho?

A. B.: Não interferem, porque eu me isolo para escrever. Minha mulher gosta muito do meu trabalho e interfere positivamente.

G.R.: Entre as palavras seguintes: amor, cidade, poder, povo, solidão, solidariedade, prazer, amizade, violência, noite e silêncio, escolha três e diga o que pensa sobre elas.

A. B.: Amor é a coisa mais importante e se exercemos esse poder maior, que é divino, estamos, ao mesmo tempo sendo solidários, exercemos a solidariedade e, talvez, no recesso da noite, possamos fazer esse contato maior com o divino através dos nossos sentimentos de amor. O homem tem esse privilégio de se comunicar e de se salvar através do amor.

G.R.: Você acha que a publicidade seja importante para o sucesso de um livro?

A. B.: Sim, é importante. Infelizmente, no Brasil, as edições são pequenas, os custos caríssimos e esse produto, o livro, não agüenta uma publicidade por esta ser muito cara. Uma das desculpas dos editores para não investir muito dinheiro num livro é esta, do alto preço da publicidade que elevaria o preço do livro, repassado ao comprador. Eu aceito essa desculpa porque as tiragens são pequenas. No caso de O perfume foi feito um trabalho de marketing em cima dele. O livro de autor brasileiro recebe notinhas nos jornais, gratuitas, que conseguimos através dos amigos e, ainda assim, é dificil, porque certos colunistas só publicam se mandarmos a notinha já pronta. Eles não têm sequer o trabalho de escrevê-la.

G.R.: Quando escreve, percebe autocensuras, temores em se revelar, laços, impedimentos?

A. B.: Não. Acho que o ato de criação é uma coisa meio esotérica, quando criamos estamos em outra dimensão, e eu não saio dela para pensar no resultado. Raramente penso no leitor, embora seja ele quem vai comprar o livro. Tenho liberdade na criação.

G.R.: O sucesso de uma obra depende de quem?

A. B.: No Brasil, depende do acaso. A crítica brasileira não exerce influência sobre a venda de um livro. No caso do best-seller, sim. O primeiro livro de Márcio Souza, Galvez, que foi lançado na província, ainda é mais difícil: por acaso, dois críticos, um do Rio e ou­tro de São Paulo, falaram nele e, coincidentemente, os dois disseram que era um dos raros livros alegres da literatura brasileira, que é muito séria, cheia de problemas, enfadonha. Mas o livro só veio começar a vender bem, alguns anos depois. Talvez, a crítica tenha exercido alguma influência.

G.R.: Quem é Assis Brasil?

A. B.: Como escritor, igual ao homem Assis Brasil. A literatura está muito ligada a mim em termos de existência, de sobrevivência. Acho que me realizo – se é que me realizo – através da literatura. Se sou pessoa, ser humano, é por causa da literatura, da arte. A arte e a literatura moldaram o meu caráter para eu ser uma pessoa mais acessível, mais condescendente, mais solidária, ter mais amor, mais respeito à vida, seja de quem for.

Para saber mais

BONAVINA, Rafael (2025). Os que bebem como cães. Praça Clóvis: mapeamento crítico da literatura brasileira contemporânea, Brasília. 13 abr. Disponível em: https://pracaclovis.com/?p=4774. Acesso em: 14 jan. 2026.

FONTINELES, Claudia Cristina da Silva; FONTINELES FILHO, Pedro Pio (2020). Resistência às mordaças: história e luta contra a opressão na literatura de Assis Brasil. Topoi (Rio J.), Rio de Janeiro, v. 21, n. 43, p. 45-67. Disponível em: https://doi.org/10.1590/2237-101X02104303. Acesso em: 14 jan. 2026.

LIMA, Tiago Caminha de; VIANA, Bartira Araújo da Silva (2021). O sentido do lugar geográfico: experiências e vivências dos personagens de Beira Rio Beira Vida (1965), de Francisco de Assis Almeida Brasil. Geografia, Literatura e Arte, v.3, n.1, p. 184-203, jan./jun. Disponível: https://doi.org/10.11606/issn.2594-9632.geoliterart.2021.176848. Acesso em: 14 jan. 2026.

* Ela foi previamente publicada na obra Biografia e criação literária. Vol.VI: escritores do Norte e Nordeste – Entrevistas. Lauro de Freitas, BA: Livro.com, 2009.

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Como citar:

ASSIS BRASIL, Luiz Antonio.
Entrevista concedida a Nome Sobrenome.

Praça Clóvis: 

mapeamento 

crítico 

da 

literatura 

brasileira 

contemporânea, 

Brasília. 

27 maio. 2026.

Disponível em:

8215.

Acessado em:

07 jun. 2026.