{"id":984,"date":"2024-05-22T12:41:42","date_gmt":"2024-05-22T12:41:42","guid":{"rendered":"https:\/\/pracaclovis.com\/?p=984"},"modified":"2025-11-12T18:03:00","modified_gmt":"2025-11-12T21:03:00","slug":"luanda-beira-bahia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pracaclovis.com\/?p=984","title":{"rendered":"Luanda Beira Bahia"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"has-background wp-block-paragraph\" style=\"background-color:#e1dede\">AGUIAR FILHO, Adonias. <em>Luanda Beira Bahia. <\/em>Rio de Janeiro: Civiliza\u00e7\u00e3o Brasileira, 1971.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-right wp-block-paragraph\">Lilian Reichert Coelho<br><em>Ilustra\u00e7\u00e3o: Deborah Dornellas<\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Na fic\u00e7\u00e3o de Adonias Filho (Itaju\u00edpe, BA, 1915 \u2013 Ilh\u00e9us, BA, 1990), a vida humana orienta-se para o cumprimento de um destino em espa\u00e7os geralmente hostis que n\u00e3o constituem meros ambientes, mas seres vivos, com os quais o humano mant\u00e9m conex\u00f5es viscerais e amb\u00edguas. \u00c9 assim entre Alexandre e o Vale do Ouro, em <em>Mem\u00f3rias de L\u00e1zaro <\/em>(1952); com Cajango e a mata de Camac\u00e3, em <em>Corpo Vivo <\/em>(1962); entre Oleg\u00e1rio, Tibite, Jairo e a constru\u00e7\u00e3o, em <em>O forte <\/em>(1965); e tamb\u00e9m em<em> Luanda Beira Bahia<\/em><a><em> <\/em><\/a>(1971), entre Ca\u00fala e a jindiba e, principalmente, entre os homens e o mar. Os seres da natureza n\u00e3o s\u00e3o apenas personificados nessas narrativas, s\u00e3o viventes dos quais o ser humano depende para ser quem \u00e9 e cumprir sua sorte.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O mar \u00e9 o elemento de converg\u00eancia no romance, unindo todos os personagens, a despeito de ser uma figura de dispers\u00e3o. Em outra escala, partilha centralidade com uma \u00e1rvore, a jindiba (figura que remete a raiz, perman\u00eancia), e com o pescador que se torna marinheiro, Jo\u00e3o Joanes, o Sardento. \u00c9 ele quem alinhava involuntariamente seus infort\u00fanios e o de outros\/as, sujeito das a\u00e7\u00f5es que conduzem os protagonistas Ca\u00fala e Iuta \u00e0 consuma\u00e7\u00e3o irrevog\u00e1vel de seu destino. O oceano Atl\u00e2ntico \u00e9 a origem da narrativa e testemunha que antecede a exist\u00eancia desses humanos e sobreviver\u00e1 inc\u00f3lume \u00e0 cat\u00e1strofe.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em <em>Luanda Beira Bahia<\/em>, os homens de Ilh\u00e9us, \u201cos brancos e os negros, os de sangue portugu\u00eas e africano\u201d, s\u00e3o atra\u00eddos pelo chamado irrecus\u00e1vel do mar, enquanto \u00e0s mulheres, de c\u00e1 e de Luanda, cabe esper\u00e1-los regressar em um sofrimento que lhes consome aos poucos as for\u00e7as e a vida. Assim foi com Morena, \u201ccabocla de Oliven\u00e7a\u201d, m\u00e3e de Ca\u00fala, e com Corina Mulele, angolana de Quibala, filha do marinheiro e ca\u00e7ador portugu\u00eas Manuel Sete, m\u00e3e de Iuta.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O livro \u00e9 estruturado em duas se\u00e7\u00f5es, uma com seis partes, outra composta por um breve ep\u00edlogo no qual o personagem P\u00e9-de-Vento, amigo fiel de Jo\u00e3o Joanes e de seu filho Ca\u00fala, contribui para o desfecho fatal. O narrador, n\u00e3o identificado, \u00e9 onisciente e porta-se de modo distanciado em rela\u00e7\u00e3o aos personagens e aos acontecimentos, mas n\u00e3o aos lugares, descritos de maneira po\u00e9tica e comovente. As for\u00e7as da natureza induzem os personagens, impelindo-os \u00e0 a\u00e7\u00e3o. Nota-se certa superficialidade na constru\u00e7\u00e3o de suas subjetividades, sendo caracterizados de maneiras estereotipadas e depreciativas, como ocorre com a professora de Geografia de Ca\u00fala, Maria da Hora, \u201cnegra sem beleza alguma\u201d, \u201co sangue africano que a fazia assim uma feiticeira\u201d. As mulheres negras, pobres e maduras s\u00e3o, em geral, apresentadas em tom de menosprezo, tanto pelo narrador quanto pelas pr\u00f3prias filhas mesti\u00e7as (Corina Mulele e Iuta). S\u00e3o exce\u00e7\u00f5es os aventureiros brancos portugueses.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A primeira parte da se\u00e7\u00e3o I \u00e9 antecedida pelo pr\u00f3logo, no qual se apresenta a jindiba, a ba\u00eda do Pontal, em Ilh\u00e9us, onde \u201cnada aconteceu durante muito tempo\u201d, embora houvesse \u201cum ou outro grupo de \u00edndios\u201d, at\u00e9 a chegada do homem, Jo\u00e3o Joanes, o Sardento, concebido como o pai, n\u00e3o apenas de Ca\u00fala, mas aquele que d\u00e1 origem, o portugu\u00eas n\u00e3o apresentado como invasor, mas colonizador imprescind\u00edvel porque movimenta a vida. Na primeira parte, ap\u00f3s o breve pr\u00f3logo \u2013 que culminar\u00e1 de certa forma em uma circularidade em rela\u00e7\u00e3o ao ep\u00edlogo, pela forte presen\u00e7a da imagem da jindiba \u2013 a narrativa inicia no Pontal, com a hist\u00f3ria de Jo\u00e3o Joanes, Morena e Ca\u00fala, at\u00e9 a morte da m\u00e3e, desgostosa com a partida do marido para o mar, a aus\u00eancia de dez anos de not\u00edcias e a temida transforma\u00e7\u00e3o do filho em marinheiro, auxiliado pelo amigo P\u00e9-de-Vento e por Mestre Vitorino, dono de um barco que transporta cacau a Salvador. Na segunda parte, que transcorre em Luanda, apresenta-se a hist\u00f3ria de Manuel Sete, Corina Mulele, Vicar e Iuta, que tem em Jos\u00e9 Babino um fiel amigo e ajudante.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Na terceira parte, Ca\u00fala est\u00e1 em Salvador, onde se depara com pessoas que conheceram seu pai e lhe relatam sua desgra\u00e7a pelo envolvimento compuls\u00f3rio numa trama violenta de contrabando de diamantes, persegui\u00e7\u00f5es e assassinatos. \u00c9 nessa parte, no miolo do livro, que Adonias Filho inclui uma cr\u00edtica social a partir da tem\u00e1tica da explora\u00e7\u00e3o mineral, dos arranjos complexos de contraven\u00e7\u00f5es e tamb\u00e9m do transporte das am\u00eandoas de cacau de Ilh\u00e9us para o exterior. Isso \u00e9 muito diferente do modo como apresenta as viol\u00eancias do sul da Bahia nos romances anteriores, mais pr\u00f3ximos da chamada literatura do cacau. Nesse aspecto, <em>Luanda Beira Bahia<\/em> destoa de outros romances de Adonias Filho, promovendo uma guinada, ainda que n\u00e3o radical, na posi\u00e7\u00e3o pol\u00edtico-ideol\u00f3gica do escritor, que se recusava a tratar de tem\u00e1ticas sociais, tendo defendido (na fic\u00e7\u00e3o e em textos cr\u00edticos) o argumento de que a literatura deveria almejar os valores universais (Souza de Oliveira, 2020).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A convers\u00e3o para um discurso social demonstra-se pelo reconhecimento da import\u00e2ncia das rela\u00e7\u00f5es entre o Brasil e a \u00c1frica, ocorrendo a partir da viagem de Adonias Filho ao continente africano como delegado ao II Congresso das Comunidades de Cultura Portuguesa em Mo\u00e7ambique, em 1967 (Rehem, 2020; Mattos, 2016).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u00c9 comum localizar, na cr\u00edtica, o an\u00fancio de que <em>Luanda Beira Bahia<\/em> pode ter sido uma das primeiras produ\u00e7\u00f5es ficcionais brasileiras a abordar explicitamente as rela\u00e7\u00f5es hist\u00f3ricas e culturais entre Brasil e \u00c1frica, convocando seu passado comum de coloniza\u00e7\u00e3o por Portugal e suas similitudes no que diz respeito a quest\u00f5es \u00e9tnico-raciais, devido ao tr\u00e1fico de pessoas. A escravid\u00e3o n\u00e3o \u00e9 ponderada por Adonias Filho, que descreve apenas simetrias entre as cidades de Salvador e Luanda. A \u00c1frica \u00e9 apresentada por um vi\u00e9s ex\u00f3tico e obl\u00edquo, n\u00e3o condizente com a realidade (Souza de Oliveira, 2020), vista por um olhar estrangeiro desejoso da identifica\u00e7\u00e3o de homologias. Isso conduz a outro aspecto que a cr\u00edtica tem apontado com recorr\u00eancia em <em>Luanda Beira Bahia<\/em>, atinente ao refor\u00e7o ideol\u00f3gico do ponto de vista da coloniza\u00e7\u00e3o europeia, portuguesa, no caso do Brasil, de Angola e Mo\u00e7ambique, e tamb\u00e9m do mito da democracia racial. Diferentemente da \u201ccaboclada de cabelos pretos e lisos\u201d, Jo\u00e3o Joanes tinha o sangue portugu\u00eas mar\u00edtimo e aventureiro, como Manuel Sete, que \u00e9 mais eficiente do que os guerreiros africanos no exterm\u00ednio de um le\u00e3o aterrorizante. De fato, os personagens masculinos portugueses ou descendentes, brancos, s\u00e3o sempre superiores aos negros, africanos e \u00e0s mulheres, seja em for\u00e7a f\u00edsica ou intelig\u00eancia, esperteza. Corina Mulele, \u201cmesti\u00e7a, morena bem queimada\u201d, desprezava a pr\u00f3pria m\u00e3e, africana, idolatrando o pai, que sequer conhecera, e Iuta segue seus passos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Algumas cr\u00edticas tamb\u00e9m denunciam a omiss\u00e3o de refer\u00eancias \u00e0s lutas pela independ\u00eancia, que estavam no auge nas d\u00e9cadas de 1960 e 1970. Marcos Aur\u00e9lio dos Santos Souza (2010) exp\u00f5e entendimento diverso e perspicaz, evidenciando as rasuras, tanto na \u201cperspectiva hist\u00f3rica euroc\u00eantrica quanto [n]o ideal da mesti\u00e7agem\u201d, realizadas por Adonias Filho em <em>Luanda Beira Bahia<\/em> e tamb\u00e9m por outros escritores baianos e grapi\u00fanas, como Jorge Amado e Sos\u00edgenes Costa.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u00c9 na terceira parte do livro que algumas revela\u00e7\u00f5es s\u00e3o feitas sobre o contrabando, as perip\u00e9cias e a trai\u00e7\u00e3o sofrida por Jo\u00e3o Joanes. Quem conta \u00e9 Concei\u00e7\u00e3o do Carmo, primeiro amor de Ca\u00fala, inimiga da av\u00f3, M\u00e3e Filomena, que supostamente ajudara Jo\u00e3o Joanes a salvar-se da enrascada com a pol\u00edcia e os traficantes, mas \u201c\u00e9 uma pe\u00e7a na engrenagem toda\u201d, conforme delata Concei\u00e7\u00e3o sobre as rela\u00e7\u00f5es escusas da av\u00f3, dona de um restaurante no cais, insuspeita \u201csenhora do Mercado\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A quarta parte transcorre em Luanda, com Iuta, Jos\u00e9 Babino e o detalhado relato de Corina Mulele \u00e0 filha, saudosa do pai, \u201cbrasileiro muito branco de sardas na cara\u201d, chamado Vicar. A cena das lembran\u00e7as de Corina, muito fraca, doente, transcorre na porta da barraca de frutas de Iuta. Corina resume o que sofrera Vicar no Brasil e conta como se safara da morte encomendada pelos contrabandistas com a ajuda de Gando, um marinheiro \u201cmesti\u00e7o\u201d, \u201cilh\u00e9u da ilha de S\u00e3o Tom\u00e9\u201d. Nesse ponto, o(a) leitor(a) tem certeza de que Jo\u00e3o Joanes e Vicar s\u00e3o a mesma pessoa e pressente a trag\u00e9dia. Antes disso, retardando as a\u00e7\u00f5es, Gando e Vicar seguem para Beira, em Mo\u00e7ambique, para perto da reserva de Gorongo\u00e7a, a fim de encontrar Xantu da Cabinda, quimbanda de quem \u201cGente de toda parte vem buscar conselho e prote\u00e7\u00e3o\u201d. \u00c9 nessa quarta parte tamb\u00e9m, em um tempo posterior, que Iuta conhece Nuzi\u00e1, toureiro africano famoso, por quem se apaixona.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Na quinta parte, Ca\u00fala decide partir para a \u00c1frica. O navio desvia de Luanda, rumando para Beira, onde Ca\u00fala conhece a \u00f3rf\u00e3 corajosa Maria-do-Mar. Assim como Jo\u00e3o Joanes, por acaso Ca\u00fala chega a Mo\u00e7ambique. Na sexta parte, aporta em Luanda, onde conhece Iuta. Por ci\u00fames da mo\u00e7a, que rompera o noivado, o toureiro Nizu\u00e1 luta com Jos\u00e9 Babino, que a protege. Ambos morrem numa cena violenta e Iuta fica s\u00f3 no mundo e traumatizada. Vende a barraca e decide deixar Luanda com Ca\u00fala rumo a Ilh\u00e9us. Na travessia, Iuta revela que est\u00e1 gr\u00e1vida. Ao chegarem, surpreendem-se ao perceberem Jo\u00e3o Joanes\/Vicar na casa de Ca\u00fala.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Na segunda se\u00e7\u00e3o, de n\u00e3o mais de duas p\u00e1ginas, P\u00e9-de-Vento conduz o desfecho da trag\u00e9dia, que decide ocultar das pessoas presentes ao triplo enterro. Derruba a jindiba, para que sirva de caix\u00e3o, enquanto devaneia sobre a possibilidade de torn\u00e1-la canoa e, desse modo, \u201cfariam novamente a viagem por Luanda, Beira e Bahia\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Alguns contornos da inevitabilidade do destino que marcam a prosa de Adonias Filho manifestam-se na realidade social da Ilh\u00e9us de hoje: disputas por terra e pelo cacau, viol\u00eancias e desigualdades diversas, discrimina\u00e7\u00e3o contra ind\u00edgenas, querelas sobre o porto. O Pontal ainda tem col\u00f4nias e associa\u00e7\u00f5es de pescadores, mas faz falta a cultura dos saveiros a enfeitar sua ba\u00eda.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Para saber mais<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">MATOS, Cyro de (2016). Os mares tr\u00e1gicos de Adonias Filho: Luanda Beira Bahia. <em>Revista Brasileira<\/em>, fase VIII, ano V. Dispon\u00edvel em: <a href=\"https:\/\/www.academia.org.br\/sites\/default\/files\/publicacoes\/arquivos\/revistabrasileira89.pdf\">https:\/\/www.academia.org.br\/sites\/default\/files\/publicacoes\/arquivos\/revistabrasileira89.pdf<\/a>. Acesso em: 28 fev. 2023.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">REHEM, Reheniglei (2020). Luanda Beira Bahia: esp\u00edrito do lugar, mem\u00f3ria e fic\u00e7\u00e3o. <em>Guriat\u00e3 \u2013 Revista da Academia de Letras de Itabuna<\/em>, n. 3, p. 24-31.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">SOUZA DE OLIVEIRA, Rosa Alda (2020). <em>Itiner\u00e2ncias no romance de l\u00edngua portuguesa (A gera\u00e7\u00e3o da utopia, O esplendor de Portugal e Luanda, Beira, Bahia)<\/em>: trespasses p\u00f3s-coloniais, impasses coloniais. Tese (Doutorado em Literatura) \u2013 Universidade de Bras\u00edlia, Universidade de Bras\u00edlia, Bras\u00edlia.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">SOUZA, Marcos Aur\u00e9lio dos Santos (2010). <em>Renegado come\u00e7o<\/em>: discurso fundacional e mesti\u00e7agem \u2013 Narrativas de Jorge Amado, Sos\u00edgenes Costa e Adonias Filho. Tese (Doutorado em Teorias e Cr\u00edtica da Literatura e da Cultura) \u2013 Universidade Federal da Bahia, Salvador.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Iconografia<\/strong><\/p>\n\n\n<style type=\"text\/css\">\n#foogallery-gallery-3125.fg-masonry { --fg-gutter: 10px; }<\/style>\n\t\t\t<div class=\"foogallery foogallery-container foogallery-masonry foogallery-lightbox-foogallery fg-center fg-masonry fg-ready fg-transparent fg-round-small fg-shadow-small fg-loading-dots fg-loaded-slide-up fg-captions-bottom fg-hover-fade fg-hover-plus fg-col3\" id=\"foogallery-gallery-3125\" data-foogallery=\"{&quot;item&quot;:{&quot;showCaptionTitle&quot;:true,&quot;showCaptionDescription&quot;:true},&quot;lazy&quot;:true,&quot;template&quot;:{&quot;horizontalOrder&quot;:true}}\" data-foogallery-lightbox=\"{&quot;thumbs&quot;:&quot;bottom&quot;,&quot;thumbsCaptions&quot;:false,&quot;thumbsBestFit&quot;:false,&quot;thumbsSmall&quot;:false,&quot;thumbsCaptionsAlign&quot;:&quot;default&quot;,&quot;info&quot;:&quot;bottom&quot;,&quot;infoVisible&quot;:true,&quot;infoOverlay&quot;:true,&quot;infoAlign&quot;:&quot;default&quot;,&quot;transition&quot;:&quot;fade&quot;,&quot;hoverButtons&quot;:false,&quot;fitMedia&quot;:false,&quot;noScrollbars&quot;:true,&quot;preserveButtonSpace&quot;:true,&quot;buttons&quot;:{&quot;fullscreen&quot;:true,&quot;info&quot;:true,&quot;thumbs&quot;:false},&quot;video&quot;:{&quot;autoPlay&quot;:true}}\" style=\"--fg-title-line-clamp: 0; --fg-description-line-clamp: 0;\" >\n\t\t<div class=\"fg-column-width\"><\/div>\n\t<div class=\"fg-gutter-width\"><\/div>\n\t\t<div class=\"fg-item fg-type-image fg-idle\"><figure class=\"fg-item-inner\"><a href=\"https:\/\/pracaclovis.com\/wp-content\/uploads\/2024\/05\/Civilizacao-brasileira-1977.jpeg\" data-caption-title=\"Civiliza\u00e7\u00e3o Brasileira, 1971\" data-attachment-id=\"988\" data-e-disable-page-transition=\"true\" data-type=\"image\" class=\"fg-thumb\"><span class=\"fg-image-wrap\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" title=\"Civiliza\u00e7\u00e3o Brasileira, 1971\" width=\"250\" height=\"375\" class=\"skip-lazy fg-image\" data-src-fg=\"https:\/\/pracaclovis.com\/wp-content\/uploads\/2024\/05\/Civilizacao-brasileira-1977.jpeg\" src=\"data:image\/svg+xml,%3Csvg%20xmlns%3D%22http%3A%2F%2Fwww.w3.org%2F2000%2Fsvg%22%20width%3D%22250%22%20height%3D%22375%22%20viewBox%3D%220%200%20250%20375%22%3E%3C%2Fsvg%3E\" loading=\"eager\"><\/span><span class=\"fg-image-overlay\"><\/span><\/a><figcaption class=\"fg-caption\"><div class=\"fg-caption-inner\"><div class=\"fg-caption-title\">Civiliza\u00e7\u00e3o Brasileira, 1971<\/div><\/div><\/figcaption><\/figure><div class=\"fg-loader\"><\/div><\/div><\/div><style type=\"text\/css\">.fg-caption-title {font-family: \"Montserrat\", Sans-serif; font-size: 16px; text-align: center;}<\/style>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>AGUIAR FILHO, Adonias. 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