{"id":964,"date":"2024-05-22T11:41:43","date_gmt":"2024-05-22T11:41:43","guid":{"rendered":"https:\/\/pracaclovis.com\/?p=964"},"modified":"2025-11-12T17:58:30","modified_gmt":"2025-11-12T20:58:30","slug":"a-resistencia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pracaclovis.com\/?p=964","title":{"rendered":"A resist\u00eancia"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"has-background wp-block-paragraph\" style=\"background-color:#e1dede\">FUKS, Juli\u00e1n. A resist\u00eancia. S\u00e3o Paulo: Companhia das Letras, 2015.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-right wp-block-paragraph\">Sheila Jacob<br><em>Ilustra\u00e7\u00e3o: Carolina Vigna<\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Narrado em primeira pessoa, o romance <em>A resist\u00eancia<\/em> foi publicado em 2015 por Juli\u00e1n Fuks (S\u00e3o Paulo, SP, 1981). Filho de pais argentinos, o escritor, que tamb\u00e9m \u00e9 tradutor e cr\u00edtico liter\u00e1rio, teve reconhecimento nacional e internacional com essa publica\u00e7\u00e3o. A obra \u00e9 constru\u00edda a partir de lembran\u00e7as que irrompem quando o narrador busca contar a hist\u00f3ria do seu irm\u00e3o mais velho, filho adotivo dos pais psicanalistas, por eles acolhido enquanto viviam em Buenos Aires em plena ditadura, \u00e0 qual se opunham. Os militantes, que fogem de seu pa\u00eds natal e esperam que a estadia no Brasil seja provis\u00f3ria, acabam escolhendo aqui permanecer, e \u00e9 onde teriam, anos mais tarde, dois filhos biol\u00f3gicos, cabendo a um deles o desafio de contar essa hist\u00f3ria.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A ep\u00edgrafe da obra, inscrita em espanhol e retirada do livro de mesmo nome assinado pelo argentino Ernesto S\u00e1bato, d\u00e1 o tom da obra: \u201cCreo que hay que resistir: \u00e9ste h\u00e1 sido mi lema. Pero hoy, cu\u00e1ntas veces me he preguntado c\u00f3mo encarnar esta palabra\u201d. Ou seja, Juli\u00e1n Fuks apresenta, nesse livro, os v\u00e1rios sentidos que a palavra \u201cresist\u00eancia\u201d pode assumir, compreendidos tanto no \u00e2mbito familiar quanto no contexto hist\u00f3rico e social mais amplo. Trata-se da resist\u00eancia pol\u00edtica, da resist\u00eancia ao esquecimento e, tamb\u00e9m, da resist\u00eancia da\/pela linguagem, mesmo que se (re)conhe\u00e7a \u2013 e se anuncie \u2013 quais s\u00e3o suas limita\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A ideia do livro surge a partir de um pedido do irm\u00e3o do narrador-personagem: \u201cSobre isso voc\u00ea devia escrever um dia, sobre ser adotado, algu\u00e9m precisa escrever\u201d. Para corresponder a tal expectativa, \u00e9 preciso mergulhar nas lembran\u00e7as e tentar captar o passado, que sempre escapa e do qual, mesmo assim, n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel fugir, trazendo \u00e0 tona as trapa\u00e7as e os imperativos da mem\u00f3ria. \u201cN\u00e3o consigo lembrar como era passar um minuto, dez minutos, uma hora ao seu lado, e tamb\u00e9m n\u00e3o consigo evit\u00e1-lo\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Al\u00e9m de convocar momentos \u00edntimos e caseiros, alguns deles j\u00e1 vividos durante o ex\u00edlio da fam\u00edlia no Brasil, o romance aborda a hist\u00f3ria da Argentina ao trazer cenas e registros sobre o regime militar do pa\u00eds vizinho, proporcionando um tr\u00e2nsito entre o particular e o coletivo. Um dos v\u00e1rios exemplos \u00e9 quando o narrador cita um jantar organizado pelos pais aos colegas de trabalho da m\u00e3e. Ningu\u00e9m aparece, provavelmente \u2014 suspeita o enunciador \u2014 por considerarem inseguro aquele tipo de encontro. \u201cColegas de todas as horas, companheiros de lutas di\u00e1rias, por que desapareciam, por que calavam agora?\u201d. Inspirado por tais reflex\u00f5es, imaginam-se outros jantares suspensos, mas por motivos distintos, em tempos de persegui\u00e7\u00e3o, tortura, ex\u00edlio, assassinatos e sumi\u00e7os repentinos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A obra de Juli\u00e1n Fuks integra um conjunto de produ\u00e7\u00f5es sobre as ditaduras latino-americanas assinadas n\u00e3o por quem viveu diretamente tais regimes de exce\u00e7\u00e3o, mas, sim, por seus filhos, filhas, netos, netas, parentes de outras gera\u00e7\u00f5es, sujeitos que se prop\u00f5em a contar a hist\u00f3ria daqueles que resistiram e que, por isso, foram perseguidos, partiram para o ex\u00edlio, sofreram tortura, ca\u00edram na clandestinidade e\/ou at\u00e9 mesmo desapareceram. \u00c9 como se, em coro com o autor do livro, questionassem: \u201cPode um ex\u00edlio ser herdado? Ser\u00edamos n\u00f3s, os pequenos, t\u00e3o expatriados quanto nossos pais? [&#8230;] Estar\u00e1 tamb\u00e9m a persegui\u00e7\u00e3o pol\u00edtica submetida \u00e0s normas da hereditariedade?\u201d.&nbsp; Nesse caso, a escrita converte-se em uma forma de honrar a hist\u00f3ria de quem ousou resistir e de perpetuar seu exemplo, fazendo jus a esse legado.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Soma-se, ao tema do ex\u00edlio \u2014 vivido e herdado \u2014 a quest\u00e3o do desaparecimento pol\u00edtico, referida como uma \u201cmorte incompleta\u201d. A colega de trabalho da m\u00e3e do narrador, a jovem psic\u00f3loga Marta Brea, \u00e9 mais uma das tantas v\u00edtimas do terrorismo de Estado argentino, sequestrada em meio a uma reuni\u00e3o profissional e nunca mais vista, at\u00e9 que uma carta, recebida em 2011, ratificava o seu assassinato trinta e quatro anos antes. Registra-se, nesse momento, a viol\u00eancia de um regime que eterniza o luto ao inviabiliz\u00e1-lo. Nas palavras do autor, \u201ca atrocidade de um regime que mata tamb\u00e9m a morte dos assassinados\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ao (tentar) recuperar a trajet\u00f3ria do irm\u00e3o mais velho, cuja origem \u00e9 desconhecida e assim permanecer\u00e1, o texto tamb\u00e9m trata de um tema caro \u00e0s ditaduras latino-americanas, que \u00e9 o sequestro, por agentes do regime, de filhos e filhas de desaparecidos pol\u00edticos. Quando se pensa na Argentina, v\u00eam \u00e0 mente um dos filmes mais famosos do cinema daquele pa\u00eds, <em>A hist\u00f3ria oficial<\/em> (1985, dirigido por Luis Puenzo), e o c\u00e9lebre Movimento das Av\u00f3s da Pra\u00e7a de Maio, com seu apelo pela devolu\u00e7\u00e3o daqueles \u201cmuitos beb\u00eas sequestrados, apropriados pelos militares, entregues a fam\u00edlias amigadas ao regime, passados de m\u00e3o em m\u00e3o como mercadorias valiosas, extraviados sem deixar rastros\u201d. H\u00e1 inclusive no romance o registro da recupera\u00e7\u00e3o do neto 114, um caso de extremo valor simb\u00f3lico por ser neto de Estela de Carlotto, l\u00edder hist\u00f3rica e presidenta de uma associa\u00e7\u00e3o que pode ser referenciada como mais uma das personifica\u00e7\u00f5es da palavra-chave que d\u00e1 t\u00edtulo \u00e0 obra.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><em>A resist\u00eancia<\/em> constitui-se em \u201cum livro sobre essa crian\u00e7a, meu irm\u00e3o, sobre dores e viv\u00eancias de inf\u00e2ncia, mas tamb\u00e9m sobre persegui\u00e7\u00e3o e resist\u00eancia, sobre terror, tortura e desaparecimento\u201d. \u00c9, al\u00e9m de tudo isso, uma obra de metafic\u00e7\u00e3o com tra\u00e7os autobiogr\u00e1ficos, ou seja, convoca acontecimentos vividos por seu produtor ao mesmo tempo em que revela o processo de escrita e as ang\u00fastias que o acompanham.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Esse aspecto metalingu\u00edstico se evidencia quando, j\u00e1 perto do desfecho, narra-se um di\u00e1logo com os pais ap\u00f3s terem lido um livro escrito pelo filho motivado pela ado\u00e7\u00e3o do irm\u00e3o mais velho e alguns de seus impactos nas rela\u00e7\u00f5es familiares. A m\u00e3e atesta a fidelidade aos fatos, \u201cfiel como se pode ser fiel \u00e0s instabilidades da mem\u00f3ria\u201d, ao mesmo tempo em que reconhece algumas lacunas e imprecis\u00f5es, ressaltando ter apreciado \u201cque houvesse ao menos um desvio patente, vest\u00edgio de tantos outros desvios, apreciei que nem tudo respondesse ao real ou tentasse ser seu simulacro\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Apresenta-se ao leitor uma trajet\u00f3ria amb\u00edgua e porosa em que autor e narrador se aproximam, se confundem e, ao mesmo tempo, se afastam e se tensionam, o que se percebe quando, no momento final, \u00e9 citado o <em>alter ego<\/em> Sebasti\u00e1n \u2014 presente, inclusive, em outras obras de Fuks, como o livro antecessor, <em>Procura do romance<\/em> (2011), e o que o sucedeu, <em>A ocupa\u00e7\u00e3o <\/em>(2019): &nbsp;\u201cCom esses escombros imateriais tenho tratado de construir o edif\u00edcio desta hist\u00f3ria, sobre alicerces subterr\u00e2neos tremendamente inst\u00e1veis\u201d.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Exp\u00f5e-se, portanto, o jogo entre realidade e fic\u00e7\u00e3o que sustenta essa e tantas outras narrativas que se prop\u00f5em a abordar epis\u00f3dios hist\u00f3ricos traum\u00e1ticos, sempre refletindo sobre as lacunas, as limita\u00e7\u00f5es, a urg\u00eancia, a inevitabilidade e, ao mesmo tempo, a impossibilidade de se narrar o vivido. Como l\u00ea-se na obra: \u201cSei que escrevo o meu fracasso. [&#8230;] Vacilo entre um apego incompreens\u00edvel \u00e0 realidade \u2014 ou aos esparsos despojos de mundo que costumamos chamar de realidade \u2014 e uma inexor\u00e1vel disposi\u00e7\u00e3o fabular, um truque alternativo, a vontade de forjar sentidos que a vida se recusa a dar. Nem com esse duplo artif\u00edcio alcan\u00e7o o que pensava desejar\u201d. Nessa busca pela palavra inalcan\u00e7\u00e1vel, mesclam-se narrativa ficcional, ensaio, relato autobiogr\u00e1fico e registro hist\u00f3rico, al\u00e9m de incorporar a dissolu\u00e7\u00e3o das fronteiras r\u00edgidas que costuma(va)m definir os diferentes g\u00eaneros textuais. O pr\u00f3prio autor vem chamando de \u201cp\u00f3s-fic\u00e7\u00e3o\u201d essas aproxima\u00e7\u00f5es e hibridismos presentes em grande parte dos romances contempor\u00e2neos, inclusive no seu livro aqui resenhado<em>.&nbsp;<\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Com essa obra, Juli\u00e1n Fuks recebeu diversos pr\u00eamios, entre eles o Jabuti de melhor&nbsp;Romance Liter\u00e1rio, e o segundo lugar no Pr\u00eamio Oceanos, ambos no ano de 2016. Foi, na mesma \u00e9poca, finalista do Pr\u00eamio S\u00e3o Paulo de Literatura, na categoria \u201cmelhor livro de romance do ano\u201d. Tamb\u00e9m foi vencedor dos pr\u00eamios liter\u00e1rios Jos\u00e9 Saramago (2017) e Anna Seghers (2018). Em 2019, foi mais uma vez vencedor do Pr\u00eamio Jabuti, dessa vez na categoria \u201clivro brasileiro publicado no exterior\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Seus primeiros reconhecimentos foram bastante alardeados e comemorados, principalmente porque, no ano posterior \u00e0 publica\u00e7\u00e3o da obra, a sociedade brasileira viveu a \u201cruptura com a ordem democr\u00e1tica\u201d por meio do golpe que destituiu a presidenta Dilma Rousseff, e o \u201ccombate e a resist\u00eancia estavam na ordem do dia\u201d, como ressaltado pelo pr\u00f3prio escritor em discurso proferido na cerim\u00f4nia do Pr\u00eamio Jabuti. Soma-se a esse contexto mais imediato a import\u00e2ncia de se resgatar, divulgar e denunciar, cada vez mais, o que foi o per\u00edodo das ditaduras em nosso continente, apontando, sempre que poss\u00edvel, para os riscos e as amea\u00e7as dos regimes autorit\u00e1rios na atualidade. Afinal de contas, como ressalta o pr\u00f3prio pai, em um di\u00e1logo inscrito na obra, quando questionado sobre o eventual interesse por acontecimentos de um tempo t\u00e3o distante: \u201cas ditaduras podem voltar, voc\u00ea deveria saber\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Para saber mais<\/strong><strong><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">FERNANDES, P\u00e1dua (2019). Po\u00e9ticas da migr\u00e2ncia e ditadura: ex\u00edlio e di\u00e1spora nas obras de Juli\u00e1n Fuks e Francisco Maciel. <em>Estudos de Literatura Brasileira Contempor\u00e2nea<\/em>, Bras\u00edlia, n. 58, p. 1-12. Dispon\u00edvel em: <a href=\"https:\/\/periodicos.unb.br\/index.php\/estudos\/article\/view\/28065\/24111\">https:\/\/periodicos.unb.br\/index.php\/estudos\/article\/view\/28065\/24111<\/a>. Acesso em: 12 fev. 2023.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">FIGUEIREDO, Eur\u00eddice (2020). A resist\u00eancia, de Juli\u00e1n Fuks: uma narrativa de filia\u00e7\u00e3o. <em>Estudos de Literatura Brasileira Contempor\u00e2nea<\/em>, Bras\u00edlia, n. 60, p. 1-8. Dispon\u00edvel em: <a href=\"https:\/\/periodicos.unb.br\/index.php\/estudos\/article\/view\/30795\/25813\">https:\/\/periodicos.unb.br\/index.php\/estudos\/article\/view\/30795\/25813<\/a>. Acesso em: 8 fev. 2023.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">FUKS, Juli\u00e1n (2017). A era da p\u00f3s-fic\u00e7\u00e3o: notas sobre a insufici\u00eancia da fabula\u00e7\u00e3o no romance contempor\u00e2neo. DUNKER, Christian <em>et al<\/em>. <em>\u00c9tica e p\u00f3s-verdade<\/em>. Porto Alegre: Dublinense, p. 73-93.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">HEINEBERG, Ilana (2020). Ex\u00edlio da ditadura na fic\u00e7\u00e3o brasileira da gera\u00e7\u00e3o p\u00f3s-memorial: a perspectiva e a est\u00e9tica dos filhos. <em>Estudos de Literatura Brasileira Contempor\u00e2nea<\/em>, Bras\u00edlia, n. 60, p. 1-12. Dispon\u00edvel em: <a href=\"https:\/\/periodicos.unb.br\/index.php\/estudos\/article\/view\/30804\/25814\">https:\/\/periodicos.unb.br\/index.php\/estudos\/article\/view\/30804\/25814<\/a>. Acesso em: 19 fev. 2023.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Iconografia<\/strong><\/p>\n\n\n<style type=\"text\/css\">\n#foogallery-gallery-3119.fg-masonry { --fg-gutter: 10px; }<\/style>\n\t\t\t<div class=\"foogallery foogallery-container foogallery-masonry foogallery-lightbox-foogallery fg-center fg-masonry fg-ready fg-transparent fg-round-small fg-shadow-small fg-loading-dots fg-loaded-slide-up fg-captions-bottom fg-hover-fade fg-hover-plus fg-col3\" id=\"foogallery-gallery-3119\" data-foogallery=\"{&quot;item&quot;:{&quot;showCaptionTitle&quot;:true,&quot;showCaptionDescription&quot;:true},&quot;lazy&quot;:true,&quot;template&quot;:{&quot;horizontalOrder&quot;:true}}\" data-foogallery-lightbox=\"{&quot;thumbs&quot;:&quot;bottom&quot;,&quot;thumbsCaptions&quot;:false,&quot;thumbsBestFit&quot;:false,&quot;thumbsSmall&quot;:false,&quot;thumbsCaptionsAlign&quot;:&quot;default&quot;,&quot;info&quot;:&quot;bottom&quot;,&quot;infoVisible&quot;:true,&quot;infoOverlay&quot;:true,&quot;infoAlign&quot;:&quot;default&quot;,&quot;transition&quot;:&quot;fade&quot;,&quot;hoverButtons&quot;:false,&quot;fitMedia&quot;:false,&quot;noScrollbars&quot;:true,&quot;preserveButtonSpace&quot;:true,&quot;buttons&quot;:{&quot;fullscreen&quot;:true,&quot;info&quot;:true,&quot;thumbs&quot;:false},&quot;video&quot;:{&quot;autoPlay&quot;:true}}\" style=\"--fg-title-line-clamp: 0; --fg-description-line-clamp: 0;\" >\n\t\t<div class=\"fg-column-width\"><\/div>\n\t<div class=\"fg-gutter-width\"><\/div>\n\t\t<div class=\"fg-item fg-type-image fg-idle\"><figure class=\"fg-item-inner\"><a href=\"https:\/\/pracaclovis.com\/wp-content\/uploads\/2024\/05\/Companhia-das-Letras-2015-1.jpg\" data-caption-title=\"Cia das Letras, 2015\" data-attachment-id=\"968\" data-e-disable-page-transition=\"true\" data-type=\"image\" class=\"fg-thumb\"><span class=\"fg-image-wrap\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" title=\"Cia das Letras, 2015\" width=\"250\" height=\"375\" class=\"skip-lazy fg-image\" data-src-fg=\"https:\/\/pracaclovis.com\/wp-content\/uploads\/cache\/2024\/05\/Companhia-das-Letras-2015-1\/3124725088.jpg\" src=\"data:image\/svg+xml,%3Csvg%20xmlns%3D%22http%3A%2F%2Fwww.w3.org%2F2000%2Fsvg%22%20width%3D%22250%22%20height%3D%22375%22%20viewBox%3D%220%200%20250%20375%22%3E%3C%2Fsvg%3E\" loading=\"eager\"><\/span><span class=\"fg-image-overlay\"><\/span><\/a><figcaption class=\"fg-caption\"><div class=\"fg-caption-inner\"><div class=\"fg-caption-title\">Cia das Letras, 2015<\/div><\/div><\/figcaption><\/figure><div class=\"fg-loader\"><\/div><\/div><div class=\"fg-item fg-type-image fg-idle\"><figure class=\"fg-item-inner\"><a href=\"https:\/\/pracaclovis.com\/wp-content\/uploads\/2024\/05\/Edimburgo-Charco-Press-2018.jpg\" data-caption-title=\"UK, Charco Press, 2018\" data-attachment-id=\"967\" data-e-disable-page-transition=\"true\" data-type=\"image\" class=\"fg-thumb\"><span class=\"fg-image-wrap\"><img decoding=\"async\" title=\"UK, Charco Press, 2018\" width=\"250\" height=\"377\" class=\"skip-lazy fg-image\" data-src-fg=\"https:\/\/pracaclovis.com\/wp-content\/uploads\/cache\/2024\/05\/Edimburgo-Charco-Press-2018\/3648998266.jpg\" src=\"data:image\/svg+xml,%3Csvg%20xmlns%3D%22http%3A%2F%2Fwww.w3.org%2F2000%2Fsvg%22%20width%3D%22250%22%20height%3D%22377%22%20viewBox%3D%220%200%20250%20377%22%3E%3C%2Fsvg%3E\" loading=\"eager\"><\/span><span class=\"fg-image-overlay\"><\/span><\/a><figcaption class=\"fg-caption\"><div class=\"fg-caption-inner\"><div class=\"fg-caption-title\">UK, Charco Press, 2018<\/div><\/div><\/figcaption><\/figure><div class=\"fg-loader\"><\/div><\/div><div class=\"fg-item fg-type-image fg-idle\"><figure class=\"fg-item-inner\"><a href=\"https:\/\/pracaclovis.com\/wp-content\/uploads\/2024\/05\/Espanha-Random-House-2018.jpg\" data-caption-title=\"Espanha, Random House, 2018\" data-attachment-id=\"969\" data-e-disable-page-transition=\"true\" data-type=\"image\" class=\"fg-thumb\"><span class=\"fg-image-wrap\"><img decoding=\"async\" title=\"Espanha, Random House, 2018\" width=\"250\" height=\"426\" class=\"skip-lazy fg-image\" data-src-fg=\"https:\/\/pracaclovis.com\/wp-content\/uploads\/cache\/2024\/05\/Espanha-Random-House-2018\/1935919638.jpg\" src=\"data:image\/svg+xml,%3Csvg%20xmlns%3D%22http%3A%2F%2Fwww.w3.org%2F2000%2Fsvg%22%20width%3D%22250%22%20height%3D%22426%22%20viewBox%3D%220%200%20250%20426%22%3E%3C%2Fsvg%3E\" loading=\"eager\"><\/span><span class=\"fg-image-overlay\"><\/span><\/a><figcaption class=\"fg-caption\"><div class=\"fg-caption-inner\"><div class=\"fg-caption-title\">Espanha, Random House, 2018<\/div><\/div><\/figcaption><\/figure><div class=\"fg-loader\"><\/div><\/div><\/div><style type=\"text\/css\">.fg-caption-title {font-family: \"Montserrat\", Sans-serif; font-size: 16px; text-align: center;}<\/style>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>FUKS, Juli\u00e1n. A resist\u00eancia. S\u00e3o Paulo: Companhia das Letras, 2015. Sheila JacobIlustra\u00e7\u00e3o: Carolina Vigna Narrado em primeira pessoa, o romance A resist\u00eancia foi publicado em 2015 por Juli\u00e1n Fuks (S\u00e3o Paulo, SP, 1981). Filho de pais argentinos, o escritor, que tamb\u00e9m \u00e9 tradutor e cr\u00edtico liter\u00e1rio, teve reconhecimento nacional e internacional com essa publica\u00e7\u00e3o. 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