{"id":919,"date":"2024-05-16T18:06:36","date_gmt":"2024-05-16T18:06:36","guid":{"rendered":"https:\/\/pracaclovis.com\/?p=919"},"modified":"2025-11-12T17:58:30","modified_gmt":"2025-11-12T20:58:30","slug":"nem-tudo-e-silencio","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pracaclovis.com\/?p=919","title":{"rendered":"Nem tudo \u00e9 sil\u00eancio"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"has-background wp-block-paragraph\" style=\"background-color:#e1dede\">BISCHAIN, Sonia Regina. Nem tudo \u00e9 sil\u00eancio. S\u00e3o Paulo: Sarau da Brasa, 2010.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-right wp-block-paragraph\">Lua Gill da Cruz<br><em>Ilustra\u00e7\u00e3o: \u00c1gueda Horn<\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Se a produ\u00e7\u00e3o liter\u00e1ria sobre a tem\u00e1tica da ditadura no Brasil sempre existiu, inclusive durante o pr\u00f3prio per\u00edodo autorit\u00e1rio, ainda falta muito a ser dito. A experi\u00eancia de negras\/os, pobres e trabalhadores que habitam, organizam-se, resistem e pensam desde a periferia foi pouco contada. O romance de Sonia Bischain (S\u00e3o Paulo, SP, 1957), <em>Nem tudo \u00e9 sil\u00eancio<\/em>, de 2010, desde o t\u00edtulo busca uma linguagem atenta a esses sil\u00eancios.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A autora \u00e9, al\u00e9m de escritora, fot\u00f3grafa e designer. A produ\u00e7\u00e3o art\u00edstica multim\u00eddia \u00e9 bem aproveitada na obra, que inclui fotografias, poesia e outras linguagens. Seu trabalho ganha espa\u00e7o nos conhecidos Saraus da cidade de S\u00e3o Paulo, e a primeira edi\u00e7\u00e3o de <em>Nem tudo \u00e9 sil\u00eancio<\/em> (2010) foi publicada no \u00e2mbito do Coletivo Cultural Poesia na Brasa; a segunda (2017), de maneira independente. Al\u00e9m do romance, as publica\u00e7\u00f5es da autora contemplam poesia, como em <em>Rua de tr\u00e1s<\/em>, de 2009; fotografia, em <em>Cultura daqui, olhares da Brasa<\/em>, de 2015; e os romances <em>Vale dos Atalhos<\/em>, de 2013, e <em>Viandante \u2013 labirintos entressonhos<\/em>, de 2017, no qual retoma o per\u00edodo ditatorial.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Produzido no contexto das literaturas perif\u00e9ricas, <em>Nem tudo \u00e9 sil\u00eancio<\/em> prop\u00f5e um olhar atento a um Brasil invisibilizado, destacando as experi\u00eancias de popula\u00e7\u00f5es pobres e \u00e0s margens da sociedade. Na obra, s\u00e3o as mulheres as respons\u00e1veis por \u201cescovar a hist\u00f3ria a contrapelo\u201d e narrar uma esp\u00e9cie de romance de forma\u00e7\u00e3o do Brasil, voltando-se para as antepassadas ind\u00edgenas acolhidas por escravizadas, no final do s\u00e9culo XIX, e chegando, finalmente, na mem\u00f3ria da ditadura militar brasileira como o momento mais agravante da viol\u00eancia sist\u00eamica e permanente a que os moradores das periferias foram submetidos, especialmente as mulheres. Em uma narrativa n\u00e3o linear, bastante fragment\u00e1ria e com varia\u00e7\u00e3o da voz narrativa \u2013 aspectos que, por vezes, complexificam o andamento da trama \u2013, de temporalidade estendida, condensada e oscilante entre diferentes vozes e narradoras, relacionam-se hist\u00f3rias particulares e individuais, situadas em diversos tempos e espa\u00e7os, de mulheres e suas fam\u00edlias imbricadas com os acontecimentos da hist\u00f3ria do Brasil.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O romance come\u00e7a com \u201cTempo presente\u201d, quando temos acesso \u00e0s condi\u00e7\u00f5es prec\u00e1rias em que vive uma senhora, Iara, cercada por todo tipo de embalagens, fotografias e lixo. Ao seu aux\u00edlio vai uma personagem, Ritinha, que, depois de v\u00ea-la nessas condi\u00e7\u00f5es, passa a morar com ela. O contexto \u00e9 bem localizado e \u00e9 dali que parte o relato: uma favela, sobre a qual sobrevoa um helic\u00f3ptero.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Logo, e recuando no tempo, na sess\u00e3o intitulada \u201cTempos primeiros\u201d, duas escravizadas negras, em uma fazenda no interior de Minas, Aisha e Kinah, recebem uma \u201cbugresinha\u201d, a quem chamam de Jacira. A personagem, que estava gr\u00e1vida, acaba falecendo em um parto complicado, mas d\u00e1 \u00e0 luz a Jaci, filha da ind\u00edgena com um homem branco, que \u00e9 criada pelas mulheres escravizadas. Cercadas pela viol\u00eancia da escravid\u00e3o e desde o ambiente de uma senzala, onde vivem as tr\u00eas personagens, se encenam as viol\u00eancias formativas do Brasil: recebem relatos e contam sobre as formas de controle e de poder de senhores de escravos que mandavam castrar e cortar as l\u00ednguas de escravizados, al\u00e9m de ca\u00e7arem pessoas ind\u00edgenas nas matas ao redor. Quando as duas m\u00e3es de cria\u00e7\u00e3o falecem, Jaci decide ir em dire\u00e7\u00e3o ao Rio de Janeiro em busca de uma vida melhor, mas l\u00e1 passa a trabalhar como empregada dom\u00e9stica \u201cde domingo a domingo\u201d. As indica\u00e7\u00f5es temporais e espaciais, em geral, s\u00e3o narradas e percebidas a partir de eventos hist\u00f3ricos recuperados pela autora que se tornam ind\u00edcios pedag\u00f3gicos do contexto e lugar de onde e quando se narra.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ao se casar, Jaci tem de sair da casa da fam\u00edlia e morar com o marido e com os filhos, Olavo, Sebasti\u00e3o e Iara, em uma favela, onde sofrem com enchentes e doen\u00e7as. A oposi\u00e7\u00e3o entre a vida dessa fam\u00edlia e a fam\u00edlia para a qual Jaci trabalha \u00e9 relevante na constru\u00e7\u00e3o da narrativa, quando se destacam as diferen\u00e7as no acesso \u00e0 sa\u00fade, nas condi\u00e7\u00f5es de trabalho e nos meios de locomo\u00e7\u00e3o. Logo, o texto avan\u00e7a no tempo para acompanhar a hist\u00f3ria de outra mulher, Iara e seus filhos, Henrique, Lucas, Edson e Elisa.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">No cap\u00edtulo seguinte, intitulado \u201cMem\u00f3rias de Ritinha\u201d, o n\u00facleo familiar de Jaci e de sua filha, Iara, se perde e a aten\u00e7\u00e3o se volta para Ritinha e seu n\u00facleo familiar, at\u00e9 o reencontro entre os dois n\u00facleos familiares que vivem, inclusive, no mesmo bairro e cujas hist\u00f3rias se entrela\u00e7am. A rela\u00e7\u00e3o de Ritinha com Elisa, sua melhor amiga, \u00e9 apresentada assim que a menina aparece, no trecho <em>Inf\u00e2ncia<\/em>. Das percep\u00e7\u00f5es e lembran\u00e7as da personagem, \u00e9 a viol\u00eancia policial aquela que abre o trecho: a chegada de dois policiais da \u201cpol\u00edcia t\u00e9cnica\u201d que atiraram em um homem na sua frente. Nesse contexto de vulnerabilidade, as m\u00e3es de Ritinha e de Elisa s\u00e3o respons\u00e1veis por campanhas de solidariedade e as meninas, assim que crescem, tamb\u00e9m passam a se envolver com o bairro, tornando-se respons\u00e1veis por ajudar em cursos de alfabetiza\u00e7\u00e3o para adultos, principalmente para migrantes nordestinos que se mudaram para S\u00e3o Paulo em busca de uma vida melhor.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A periferia, a todo momento colocada no centro da cena, n\u00e3o \u00e9 apenas um lugar onde fam\u00edlias s\u00e3o a todo momento violentadas, com cotidianos marcados pelo racismo, pela explora\u00e7\u00e3o, pelas dificuldades de locomo\u00e7\u00e3o, pelo tr\u00e1fico de drogas, pela viol\u00eancia policial, pelo perigo no acesso ao aborto, pelo feminic\u00eddio, pela viol\u00eancia m\u00e9dica, por crimes. Esse \u00e9 tamb\u00e9m, e principalmente, um espa\u00e7o em que se demonstram as estrat\u00e9gias de luta e de resist\u00eancia, antes, durante e depois da ditadura.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A narrativa tamb\u00e9m acompanha o crescimento e desenvolvimento da personagem principal, Ritinha, que conhece o irm\u00e3o de Elisa, Henrique, militante e atuante no combate \u00e0 ditadura, nos cap\u00edtulos seguintes. Ambos atuam na periferia, nas lutas travadas com os trabalhadores e junto a grupos da esquerda cat\u00f3lica. A mobiliza\u00e7\u00e3o do casal, entretanto, \u00e9 interrompida pelos \u201cTempos de medo\u201d quando, depois de anunciar uma abertura \u201clenta, gradual e segura\u201d, o governo militar segue desaparecendo pessoas, caso de Henrique e de tantos outros. Com o desaparecimento do rapaz, a obra conta os processos iniciais da justi\u00e7a de transi\u00e7\u00e3o e das pol\u00edticas de repara\u00e7\u00e3o brasileiras. O desaparecido \u00e9 \u201cbeneficiado\u201d pela Lei de Anistia (1979), podendo supostamente voltar ao Brasil e, depois, pela Lei de Desaparecidos (1995), quando a narra\u00e7\u00e3o acusa a falta de pol\u00edticas que esclare\u00e7am as circunst\u00e2ncias da morte, a falta de acesso aos arquivos do Ex\u00e9rcito e da restitui\u00e7\u00e3o do corpo para que se possa velar o desaparecido.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O olhar sobre a ditadura n\u00e3o se resume apenas \u00e0 hist\u00f3ria de Henrique, mas busca construir uma perspectiva ampla sobre como o autoritarismo violentou as popula\u00e7\u00f5es mais pobres no seu cotidiano, deixando marcas nas formas como definiu termos como \u201ccomunista\u201d ou \u201ccriminoso\u201d ou, ainda, como se organizou em termos de pol\u00edtica de Estado. Diante da l\u00f3gica desenvolvimentista do Estado na constru\u00e7\u00e3o da ponte Rio-Niter\u00f3i, por exemplo, a narradora contrap\u00f5e os assassinatos dos corpos de oper\u00e1rios mortos na constru\u00e7\u00e3o com aqueles mortos executados na favela pela repress\u00e3o. Ali, s\u00e3o os mesmos corpos que s\u00e3o mortos nas m\u00e3os do Estado, sem diferencia\u00e7\u00e3o entre \u201cbandidos\u201d e \u201cterroristas\u201d. O texto questiona as defini\u00e7\u00f5es do per\u00edodo observando como a categoria de \u201cv\u00edtima\u201d tamb\u00e9m depende de um certo contexto e reconhecimento pol\u00edtico e social.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Assim como no restante do livro, a viol\u00eancia a que \u00e9 submetida a fam\u00edlia tampouco se reduz ao autoritarismo do passado. Descobrimos, ao longo da narrativa, que Iara ainda perderia os outros filhos. Elisa morre no contexto de viol\u00eancia de g\u00eanero \u2013 aspecto que se repete na hist\u00f3ria de outras mulheres coadjuvantes na narrativa \u2013 marital, Lucas e Edson desaparecem, um morto por traficantes pela d\u00edvida de drogas do irm\u00e3o e o outro sem que se tenha qualquer not\u00edcia. A busca pelo \u00faltimo filho supostamente vivo atravessar\u00e1 o futuro de Iara, no presente da narra\u00e7\u00e3o, que passar\u00e1 os seus \u00faltimos dias procurando nas ruas pelo rosto do jovem.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u00c9 ao final do livro que se descobre, ent\u00e3o, que a senhora do in\u00edcio da narrativa \u00e9 Iara, cuidada pela nora, Ritinha. Com uma focaliza\u00e7\u00e3o narrativa que mescla presente e futuro, a trama \u00e9 marcada pela perspectiva de um trauma cont\u00ednuo, atemporal, vivido por meio da perda dos filhos de Iara. A \u201cloucura\u201d que acomete a personagem devido a tantas viol\u00eancias \u2013 desaparecimento for\u00e7ado, viol\u00eancia de g\u00eanero, envolvimento com o tr\u00e1fico de drogas, a pr\u00f3pria situa\u00e7\u00e3o de rua \u2013 \u00e9 a de uma m\u00e3e em luto.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Da perspectiva de corpos e viv\u00eancias exclu\u00eddos e violentados e a partir de um espa\u00e7o deslocado dos centros que, em geral, t\u00eam suas narrativas contadas, Bischain retrata futuros impedidos e saqueados pela pobreza e pelas for\u00e7as do Estado. Aqui, n\u00e3o h\u00e1 repara\u00e7\u00e3o, n\u00e3o h\u00e1 justi\u00e7a e n\u00e3o h\u00e1 reconcilia\u00e7\u00e3o. A viol\u00eancia perpetrada, antes e depois, e intensificada durante o regime militar, atinge pobres, perif\u00e9ricos, ind\u00edgenas, negros e negras que, mesmo assim, encontram espa\u00e7os de resist\u00eancia e de resposta. O livro se ocupa de uma perspectiva fundamental, por muito silenciada na literatura. Atenta aos corpos e viv\u00eancias perif\u00e9ricas, questiona as viol\u00eancias e exclus\u00f5es que se mant\u00eam, seja no espa\u00e7o da representa\u00e7\u00e3o, seja no campo liter\u00e1rio.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Para saber mais<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">BISCHAIN, Sonia Regina (2020). A periferia vista pelas margens: vozes da periferia e a ditadura. <em>In<\/em>: OLIVEIRA, Rejane Pivetta de; THOMAZ, Paulo C\u00e9sar (Orgs.). <em>Literatura e ditadura<\/em>.<strong> <\/strong>Porto Alegre: Zouk. p. 217-228.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">CRUZ, Lua Gill da. (2021). <em>Pret\u00e9ritos futuros: <\/em>ditadura militar na literatura do s\u00e9culo XXI. Tese (Doutorado em Teoria e Hist\u00f3ria Liter\u00e1ria) \u2013 Universidade Estadual de Campinas, Campinas. Dispon\u00edvel em: <a href=\"https:\/\/hdl.handle.net\/20.500.12733\/1642099\">https:\/\/hdl.handle.net\/20.500.12733\/1642099<\/a>. Acesso em: 2 fev. 2023.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">FREDERICO, Graziele Meire (2017). <em>Aus\u00eancias e silenciamentos<\/em>: a \u00e9tica nas narrativas recentes sobre a ditadura brasileira. Disserta\u00e7\u00e3o (Mestrado em Literatura) \u2013 Universidade de Bras\u00edlia, Bras\u00edlia. Dispon\u00edvel em: <a href=\"http:\/\/www.realp.unb.br\/jspui\/handle\/10482\/24186\">https:\/\/repositorio.unb.br\/handle\/10482\/24186<\/a>.&nbsp;Acesso em: 2 fev. 2023.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">LIMA, Andressa Estrela (2020). Mulheres como sujeitos: nem tudo \u00e9 sil\u00eancio. <em>Revista \u00c1gua Viva<\/em>, v. 5, n. 3. Dispon\u00edvel em: <a href=\"https:\/\/periodicos.unb.br\/index.php\/aguaviva\/article\/view\/27023\">https:\/\/periodicos.unb.br\/index.php\/aguaviva\/article\/view\/27023<\/a>. Acesso em: 2 fev. 2023.<\/p>\n\n\n<style type=\"text\/css\">\n#foogallery-gallery-3098.fg-masonry { --fg-gutter: 10px; }<\/style>\n\t\t\t<div class=\"foogallery foogallery-container foogallery-masonry foogallery-lightbox-foogallery fg-center fg-masonry fg-ready fg-transparent fg-round-small fg-shadow-small fg-loading-dots fg-loaded-slide-up fg-captions-bottom fg-hover-fade fg-hover-plus fg-col3\" id=\"foogallery-gallery-3098\" data-foogallery=\"{&quot;item&quot;:{&quot;showCaptionTitle&quot;:true,&quot;showCaptionDescription&quot;:true},&quot;lazy&quot;:true,&quot;template&quot;:{&quot;horizontalOrder&quot;:true}}\" data-foogallery-lightbox=\"{&quot;thumbs&quot;:&quot;bottom&quot;,&quot;thumbsCaptions&quot;:false,&quot;thumbsBestFit&quot;:false,&quot;thumbsSmall&quot;:false,&quot;thumbsCaptionsAlign&quot;:&quot;default&quot;,&quot;info&quot;:&quot;bottom&quot;,&quot;infoVisible&quot;:true,&quot;infoOverlay&quot;:true,&quot;infoAlign&quot;:&quot;default&quot;,&quot;transition&quot;:&quot;fade&quot;,&quot;hoverButtons&quot;:false,&quot;fitMedia&quot;:false,&quot;noScrollbars&quot;:true,&quot;preserveButtonSpace&quot;:true,&quot;buttons&quot;:{&quot;fullscreen&quot;:true,&quot;info&quot;:true,&quot;thumbs&quot;:false},&quot;video&quot;:{&quot;autoPlay&quot;:true}}\" style=\"--fg-title-line-clamp: 0; --fg-description-line-clamp: 0;\" >\n\t\t<div class=\"fg-column-width\"><\/div>\n\t<div class=\"fg-gutter-width\"><\/div>\n\t\t<div class=\"fg-item fg-type-image fg-idle\"><figure class=\"fg-item-inner\"><a href=\"https:\/\/pracaclovis.com\/wp-content\/uploads\/2024\/10\/Sarau-da-Brasa-2010.webp\" data-caption-title=\"Sarau da Brasa, 2010\" data-attachment-id=\"3099\" data-e-disable-page-transition=\"true\" data-type=\"image\" class=\"fg-thumb\"><span class=\"fg-image-wrap\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" title=\"Sarau da Brasa, 2010\" width=\"250\" height=\"325\" class=\"skip-lazy fg-image\" data-src-fg=\"https:\/\/pracaclovis.com\/wp-content\/uploads\/cache\/2024\/10\/Sarau-da-Brasa-2010\/746992085.webp\" src=\"data:image\/svg+xml,%3Csvg%20xmlns%3D%22http%3A%2F%2Fwww.w3.org%2F2000%2Fsvg%22%20width%3D%22250%22%20height%3D%22325%22%20viewBox%3D%220%200%20250%20325%22%3E%3C%2Fsvg%3E\" loading=\"eager\"><\/span><span class=\"fg-image-overlay\"><\/span><\/a><figcaption class=\"fg-caption\"><div class=\"fg-caption-inner\"><div class=\"fg-caption-title\">Sarau da Brasa, 2010<\/div><\/div><\/figcaption><\/figure><div class=\"fg-loader\"><\/div><\/div><div class=\"fg-item fg-type-image fg-idle\"><figure class=\"fg-item-inner\"><a href=\"https:\/\/pracaclovis.com\/wp-content\/uploads\/2024\/10\/SB-Edicoes-2017.webp\" data-caption-title=\"SB Edi\u00e7\u00f5es, 2017\" data-attachment-id=\"3100\" data-e-disable-page-transition=\"true\" data-type=\"image\" class=\"fg-thumb\"><span class=\"fg-image-wrap\"><img decoding=\"async\" title=\"SB Edi\u00e7\u00f5es, 2017\" width=\"250\" height=\"380\" class=\"skip-lazy fg-image\" data-src-fg=\"https:\/\/pracaclovis.com\/wp-content\/uploads\/cache\/2024\/10\/SB-Edicoes-2017\/122131696.webp\" src=\"data:image\/svg+xml,%3Csvg%20xmlns%3D%22http%3A%2F%2Fwww.w3.org%2F2000%2Fsvg%22%20width%3D%22250%22%20height%3D%22380%22%20viewBox%3D%220%200%20250%20380%22%3E%3C%2Fsvg%3E\" loading=\"eager\"><\/span><span class=\"fg-image-overlay\"><\/span><\/a><figcaption class=\"fg-caption\"><div class=\"fg-caption-inner\"><div class=\"fg-caption-title\">SB Edi\u00e7\u00f5es, 2017<\/div><\/div><\/figcaption><\/figure><div class=\"fg-loader\"><\/div><\/div><\/div><style type=\"text\/css\">.fg-caption-title {font-family: \"Montserrat\", Sans-serif; font-size: 16px; text-align: center;}<\/style>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>BISCHAIN, Sonia Regina. 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