{"id":8911,"date":"2026-08-18T12:48:42","date_gmt":"2026-08-18T15:48:42","guid":{"rendered":"https:\/\/pracaclovis.com\/?p=8911"},"modified":"2026-08-18T12:48:43","modified_gmt":"2026-08-18T15:48:43","slug":"os-labios-umidos-de-marilyn-monroe","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pracaclovis.com\/?p=8911","title":{"rendered":"Os l\u00e1bios \u00famidos de Marilyn Monroe"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"has-background wp-block-paragraph\" style=\"background-color:#e1dede\">EMEDIATO, Luiz Fernando. <em>Os l\u00e1bios \u00famidos de Marilyn Monroe<\/em>. S\u00e3o Paulo: \u00c1tica, 1978.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-right wp-block-paragraph\">Ewerton Martins Ribeiro<br><em>Ilustra\u00e7\u00e3o: L\u00e9o Tavares<\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os anos 1970 marcam a consolida\u00e7\u00e3o da proemin\u00eancia do conto no contexto da contradit\u00f3ria e tardia moderniza\u00e7\u00e3o do Brasil. O chamado <em>boom<\/em> do g\u00eanero coincide com o auge da Ditadura Militar brasileira (1964-1985); assim, n\u00e3o espanta que parte significativa da produ\u00e7\u00e3o do per\u00edodo trate da situa\u00e7\u00e3o pol\u00edtica da na\u00e7\u00e3o. <em>Os l\u00e1bios \u00famidos de Marilyn Monroe<\/em>, livro de Luiz Fernando Emediato (Belo Vale, MG, 1951), \u00e9 exemplar desse tipo de produ\u00e7\u00e3o da era de ouro do conto brasileiro.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O volume re\u00fane 15 hist\u00f3rias de forte e quase sempre expl\u00edcito teor pol\u00edtico, escritas durante a juventude do autor, vivida na \u00e9poca da intensifica\u00e7\u00e3o da repress\u00e3o estatal promovida pela Ditadura. De modo geral, seus contos parecem se passar no violento per\u00edodo p\u00f3s-1968, tempo de crescimento da censura, escancarada persegui\u00e7\u00e3o pol\u00edtica, pr\u00e1tica sistem\u00e1tica de tortura e aniquila\u00e7\u00e3o de grupos de resist\u00eancia \u00e0 repress\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A maior parte dos contos alude diretamente a esse contexto, como ocorre em \u201cLonge da terra\u201d e em \u201cA extirpa\u00e7\u00e3o do c\u00e2ncer\u201d, dois dos destaques do volume, que apresentam hist\u00f3rias de homens mutilados f\u00edsica e mentalmente pela tortura. Escritos em terceira pessoa, mas sob o ponto de vista dos torturados, esses contos exp\u00f5em a consequ\u00eancia que a desumanidade vivida ter\u00e1 para a (impossibilidade de plena) vida futura dos indiv\u00edduos, sejam os que foram capazes de resistir calados (caso do primeiro conto), sejam os que capitularam \u00e0 dor e delataram (caso do segundo).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Outros contos fazem refer\u00eancia a aspectos dos bastidores do momento pol\u00edtico. Um exemplo \u00e9 \u201cO vago brilho das estrelas\u201d, conto que, se n\u00e3o trata diretamente da participa\u00e7\u00e3o dos Estados Unidos no Golpe de 1964 e na subsequente manuten\u00e7\u00e3o da Ditadura, alude indiretamente \u00e0 posi\u00e7\u00e3o exercida pelos EUA, naquele momento, de baluarte da opress\u00e3o latino-americana e da direita mundial. No conto, um jovem brasileiro est\u00e1 andando de bicicleta e encontra, tamb\u00e9m sobre uma bicicleta, o \u201cgrande ator e <em>show-man<\/em>\u201d estadunidense Ringo Martin, ent\u00e3o j\u00e1 \u201cvelho e triste\u201d. Enquanto pedalam, os personagens entabulam um di\u00e1logo banal, de fundo aleg\u00f3rico, mas atravessado por desilus\u00e3o e abandono, alusivo a ambas realidades nacionais.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Na hist\u00f3ria, pedala-se n\u00e3o na dire\u00e7\u00e3o de um destino (do trajeto) ou de um desfecho (do contexto pol\u00edtico geral), mas na dire\u00e7\u00e3o do impasse (entre norte e sul, velhice e juventude, morte e vida, opressor e oprimido, explorador e explorado). \u201cRingo Martin faz-me ver, com um sinal, que seguir\u00e1 pela rua da direita. Devo seguir pela da esquerda, o que significa que chegou ao fim nossa viagem a dois\u201d, anota-se em dado momento, compondo uma imagem objetiva para a subjetividade do impasse vivido.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Por outro lado, os contos do volume que n\u00e3o referenciam de forma clara o contexto da Ditadura parecem sugeri-lo negativamente, via aus\u00eancia. Exemplo disso \u00e9 \u201cA origem dos an\u00e9is de Saturno\u201d, que apresenta \u2013 em tom sublime, hiperb\u00f3lico, quase transcendental \u2013 a cena de uma primeira experi\u00eancia sexual de dois adolescentes, C\u00e2ndida (a pura, inocente) e Paulo (o pequeno, humilde). Pelo contraste que estabelece com o teor pol\u00edtico geral e de natureza macrossocial do livro, essa pureza arquet\u00edpica e quase m\u00edtica da cena se instaura como ru\u00eddo evocador daquilo que n\u00e3o aparece objetivamente no texto.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Quando se fala do que n\u00e3o aparece objetivamente no texto, fala-se da onipresen\u00e7a do estado opressor naquela \u00e9poca hist\u00f3rica, que se fazia sentir como pot\u00eancia, sempre na imin\u00eancia de se realizar como repress\u00e3o e viol\u00eancia reais. Al\u00e9m disso, faz-se refer\u00eancia tamb\u00e9m ao medo gen\u00e9rico entranhado nos esp\u00edritos jovens da \u00e9poca; diz-se, ainda, dos horrores da viol\u00eancia realmente emp\u00edrica, praticada diuturnamente no escuro dos por\u00f5es, subtraindo da vida de centenas de brasileiros qualquer possibilidade de viver o amor naquele molde id\u00edlico retratado pela cena.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A despeito de relativa variedade de formas empregadas nos textos da obra, alguns recursos formais se destacam no conjunto como recorr\u00eancias estil\u00edsticas. V\u00e1rios contos, por exemplo, iniciam-se tratando de assuntos triviais, pr\u00f3prios do cotidiano afetivo e social (a rela\u00e7\u00e3o amorosa, no j\u00e1 citado \u201cLonge da terra\u201d; a rotina de participa\u00e7\u00e3o na institui\u00e7\u00e3o cidade, em \u201cA perna\u201d, talvez o mais sofisticado texto do livro etc.), para mais \u00e0 frente, quando o leitor j\u00e1 se familiarizou com o andamento da trama, situ\u00e1-la conjunturalmente no contexto da repress\u00e3o estatal.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O recurso colabora para gerar efeitos n\u00e3o apenas de surpresa, mas sobretudo de intensifica\u00e7\u00e3o da complexidade, como o conto \u201cA perna\u201d exemplifica. Sua trama se inicia repassando a rotina citadina de um desempregado que \u00e9 amputado da perna direita, passa fome e est\u00e1 na imin\u00eancia de ter de morar na rua. S\u00f3 mais \u00e0 frente, ap\u00f3s recuperar a vida pregressa do personagem e situar tamb\u00e9m sua fragilidade mental, a hist\u00f3ria faz saber que se trata de uma v\u00edtima da Ditadura \u2013 com isso, faz nascer, na recep\u00e7\u00e3o, um acr\u00e9scimo de compaix\u00e3o. Mais tarde, uma nova virada ocorre, resultando outra vez numa intensifica\u00e7\u00e3o da complexidade. Quando vai se encaminhar para o final, a hist\u00f3ria finalmente faculta compreender que o protagonista resultou, daquilo que a vida lhe fez, num assediador sexual. Ao apresentar sua trama nessa ordena\u00e7\u00e3o, o conto convoca a recep\u00e7\u00e3o a interpret\u00e1-lo como um homem que s\u00f3 consegue recuperar algo da possibilidade de sociabilidade que a repress\u00e3o lhe subtraiu por meio do contato abusivo que estabelece com suas v\u00edtimas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">De fato, esta ser\u00e1 uma ideia que o livro repetir\u00e1: a de que a Ditadura, quando n\u00e3o desaparecia com as pessoas, no m\u00ednimo tornava-as incapazes de seguir funcionais para as vidas social e pessoal. Em suma, o per\u00edodo mutilou a humanidade brasileira de maneira decisiva. Ao mesmo tempo, por diferentes imagens, o livro tamb\u00e9m parece sugerir que \u00e9 preciso \u201ccortar na carne\u201d se aquilo que um pa\u00eds quer \u00e9 realmente vencer e superar seu hist\u00f3rico cancro golpista e ditatorial.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">H\u00e1 ainda outros recursos que reincidem no conjunto, como as ep\u00edgrafes de modula\u00e7\u00e3o b\u00edblica, as enumera\u00e7\u00f5es, as chaves de ouro, as repeti\u00e7\u00f5es formais. Um exemplo desse \u00faltimo recurso se faz perceber no conto \u201cO teu sofrido povo desgarrado\u201d. Dos 21 par\u00e1grafos do texto, 16 se iniciam com o sujeito \u201cO presidente\u201d; paralelamente, os que n\u00e3o se valem da f\u00f3rmula s\u00e3o escolhidos para tratar do seu contraponto, um general que domina o microfone. A montagem \u00e9 um dos exemplos de como, nos contos, o trabalho formal se alinha ao conte\u00fado e se associa a ele no estabelecimento da hist\u00f3ria.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Al\u00e9m da macrotem\u00e1tica pol\u00edtica comum, o livro repisa, de tempos em tempos, certas imagens e perspectivas \u2013 recurso que colabora para que se estabele\u00e7a o senso geral de unidade do volume. A principal dessas recorr\u00eancias \u00e9 o erotismo, evocado por tr\u00eas de seus s\u00edmbolos: a nudez feminina, a masturba\u00e7\u00e3o masculina e os seios (sugestivamente, sempre pequenos) das mulheres. Outros refr\u00f5es, para al\u00e9m do sexo: o car\u00e1ter espetacular das experi\u00eancias sociopol\u00edticas, o motivo religioso, a viol\u00eancia vinda do poder e o j\u00e1 citado tema da amputa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ainda no \u00e2mbito dos aspectos formais, destacam-se a linguagem e o vocabul\u00e1rio simples e fortes, de ordem direta, em conson\u00e2ncia com a macrotem\u00e1tica de viol\u00eancia e crueza que permeia toda a obra. Sob essa perspectiva, express\u00f5es chulas pr\u00f3prias da oralidade \u2013 como \u201cc\u00e3o\u201d, \u201ccu\u201d, \u201cbunda\u201d, \u201cpunheta\u201d, \u201cfilho de uma puta\u201d \u2013 aparecem com naturalidade, sem serem moduladas nem pelo autopoliciamento moral, nem pela afeta\u00e7\u00e3o da sobreintencionalidade est\u00e9tica.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">No mesmo ano em que lan\u00e7ou <em>Os l\u00e1bios \u00famidos de Marilyn Monroe<\/em>, Emediato \u2013 que iniciou a carreira no jornalismo, para mais tarde tornar-se editor, ao fundar a Gera\u00e7\u00e3o Editorial \u2013 publicou outro livro de contos de mesmo enfoque, <em>A rebeli\u00e3o dos mortos<\/em> (1978), e, no ano anterior, havia publicado <em>N\u00e3o passar\u00e1s o Jord\u00e3o<\/em> (1977), livro que tamb\u00e9m orbita o tema da repress\u00e3o. Contudo, ap\u00f3s essa primeira safra, o escritor praticamente abandonou a carreira liter\u00e1ria, tornando-se bissexto.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em raz\u00e3o da tem\u00e1tica de suas obras, Emediato tamb\u00e9m p\u00f4de experimentar algo da repress\u00e3o estatal que \u00e9 retratada em seus contos. Em 1976, o escritor venceu o Concurso Guimar\u00e3es Rosa (com os originais de <em>N\u00e3o passar\u00e1s o Jord\u00e3o<\/em>), mas viu a decis\u00e3o ser revogada por influ\u00eancia da censura. No ano seguinte, venceu o Concurso de Literatura Cidade de Belo Horizonte (com <em>A rebeli\u00e3o dos mortos<\/em>), mas a prefeitura do munic\u00edpio, respons\u00e1vel pelo galard\u00e3o, retirou o pr\u00eamio, recusando-se a pag\u00e1-lo e a publicar o livro conforme mandava o regulamento.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em 2004, o escritor Luiz Ruffato organizou o conjunto de toda essa produ\u00e7\u00e3o Luiz Fernando Emediato \u2013 incluindo contos esparsos \u2013 em <em>Trevas no para\u00edso: hist\u00f3rias de amor e guerra nos anos de chumbo<\/em>, publicado pela editora do autor, a Gera\u00e7\u00e3o Editorial. No livro, Ruffato divide as hist\u00f3rias de Emediato em tr\u00eas vertentes: as que fazem a den\u00fancia da situa\u00e7\u00e3o pol\u00edtica via alegoria; as que aludem a essa situa\u00e7\u00e3o por meio do realismo (eventualmente, tamb\u00e9m do realismo m\u00e1gico) e as que buscam explorar a trivialidade do cotidiano.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">De fato, as tr\u00eas perspectivas s\u00e3o prof\u00edcuas para se mapear os principais macroaspectos formais e tem\u00e1ticos dos contos de <em>Os l\u00e1bios \u00famidos de Marilyn Monroe<\/em>. Cumpre notar, complementarmente, que v\u00e1rios desses contos, talvez todos, intercalam em si aspectos que remetem a mais de uma vertente, quando n\u00e3o \u00e0s tr\u00eas simultaneamente, variando apenas no quanto articulam cada uma delas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Para saber mais<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">CUNHA, Jo\u00e3o Manuel dos Santos (2012). Seis contos na era dos generais. <em>Revista Eletr\u00f4nica Literatura e Autoritarismo<\/em>, Santa Maria, n. 10, p. 131-157, set. Dispon\u00edvel em: <a href=\"http:\/\/w3.ufsm.br\/grpesqla\/revista\/dossie10\/RevLitAut_art09.pdf\">http:\/\/w3.ufsm.br\/grpesqla\/revista\/dossie10\/RevLitAut_art09.pdf<\/a>. Acesso em: 16 set. 2025.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">DALCASTAGN\u00c8, Regina. O conto brasileiro durante a ditadura. <em>Estudos de Literatura Brasileira Contempor\u00e2nea<\/em>, Bras\u00edlia, n. 66, p. 1-15, out. Dispon\u00edvel em: <a href=\"https:\/\/doi.org\/10.1590\/2316-40186606\">https:\/\/doi.org\/10.1590\/2316-40186606<\/a>. Acesso em: 16 set. 2025.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Iconografia<\/strong><\/p>\n\n\n<style type=\"text\/css\">\n#foogallery-gallery-8912.fg-masonry { --fg-gutter: 10px; }<\/style>\n\t\t\t<div class=\"foogallery foogallery-container foogallery-masonry foogallery-lightbox-foogallery fg-center fg-masonry fg-ready fg-transparent fg-round-small fg-shadow-small fg-loading-dots fg-loaded-slide-up fg-captions-bottom fg-hover-fade fg-hover-plus fg-col3\" id=\"foogallery-gallery-8912\" data-foogallery=\"{&quot;panel&quot;:{&quot;buttons&quot;:{&quot;download&quot;:false}},&quot;item&quot;:{&quot;showCaptionTitle&quot;:true,&quot;showCaptionDescription&quot;:true},&quot;lazy&quot;:true,&quot;template&quot;:{&quot;horizontalOrder&quot;:true}}\" data-foogallery-lightbox=\"{&quot;thumbs&quot;:&quot;bottom&quot;,&quot;thumbsCaptions&quot;:false,&quot;thumbsBestFit&quot;:false,&quot;thumbsSmall&quot;:false,&quot;thumbsCaptionsAlign&quot;:&quot;default&quot;,&quot;info&quot;:&quot;bottom&quot;,&quot;infoVisible&quot;:true,&quot;infoOverlay&quot;:true,&quot;infoAlign&quot;:&quot;default&quot;,&quot;transition&quot;:&quot;fade&quot;,&quot;hoverButtons&quot;:false,&quot;fitMedia&quot;:false,&quot;noScrollbars&quot;:true,&quot;preserveButtonSpace&quot;:true,&quot;buttons&quot;:{&quot;fullscreen&quot;:true,&quot;info&quot;:true,&quot;thumbs&quot;:false,&quot;download&quot;:false},&quot;video&quot;:{&quot;autoPlay&quot;:true}}\" style=\"--fg-title-line-clamp: 0; --fg-description-line-clamp: 0;\" >\n\t\t<div class=\"fg-column-width\"><\/div>\n\t<div class=\"fg-gutter-width\"><\/div>\n\t\t<div class=\"fg-item fg-type-image fg-idle\"><figure class=\"fg-item-inner\"><a href=\"https:\/\/pracaclovis.com\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/Atica-1978.avif\" data-caption-title=\"\u00c1tica, 1978\" data-attachment-id=\"8913\" data-e-disable-page-transition=\"true\" data-type=\"image\" class=\"fg-thumb\"><span class=\"fg-image-wrap\"><img decoding=\"async\" title=\"\u00c1tica, 1978\" width=\"250\" height=\"369.5652173913\" class=\"skip-lazy fg-image\" data-src-fg=\"https:\/\/pracaclovis.com\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/Atica-1978.avif\" src=\"data:image\/svg+xml,%3Csvg%20xmlns%3D%22http%3A%2F%2Fwww.w3.org%2F2000%2Fsvg%22%20width%3D%22250%22%20height%3D%22369.5652173913%22%20viewBox%3D%220%200%20250%20369.5652173913%22%3E%3C%2Fsvg%3E\" loading=\"eager\"><\/span><span class=\"fg-image-overlay\"><\/span><\/a><figcaption class=\"fg-caption\"><div class=\"fg-caption-inner\"><div class=\"fg-caption-title\">\u00c1tica, 1978<\/div><\/div><\/figcaption><\/figure><div class=\"fg-loader\"><\/div><\/div><\/div><style type=\"text\/css\">.fg-caption-title {font-family: \"Montserrat\", Sans-serif; font-size: 16px; text-align: center;}<\/style>\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>EMEDIATO, Luiz Fernando. 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