{"id":8829,"date":"2026-08-05T16:23:33","date_gmt":"2026-08-05T19:23:33","guid":{"rendered":"https:\/\/pracaclovis.com\/?p=8829"},"modified":"2026-08-05T16:27:49","modified_gmt":"2026-08-05T19:27:49","slug":"o-menino-grapiuna","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pracaclovis.com\/?p=8829","title":{"rendered":"O menino grapi\u00fana"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"has-background wp-block-paragraph\" style=\"background-color:#e1dede\">AMADO, Jorge. <em>O menino grapi\u00fana<\/em>. Rio de Janeiro: Record, 1981.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-right wp-block-paragraph\">Carlos Wender Sousa Silva<br><em>Ilustra\u00e7\u00e3o: Jo\u00e3o Victor Flecki <\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><em>O menino grapi\u00fana<\/em>, de Jorge Amado (Itabuna, BA, 1912 \u2013 Salvador, BA, 2001), \u00e9 um livro de mem\u00f3rias que abre as portas para uma visita \u00e0 inf\u00e2ncia e juventude do escritor baiano e \u00e0 constru\u00e7\u00e3o de sua identidade, tecida no esbo\u00e7o das experi\u00eancias sociais estabelecidas na regi\u00e3o cacaueira, que abrange cidades como Ilh\u00e9us e Itabuna. Isso permite ao leitor compreender a obra n\u00e3o apenas como relato memorial\u00edstico, mas tamb\u00e9m como leitura cr\u00edtica de uma forma\u00e7\u00e3o social espec\u00edfica. Grapi\u00fana, al\u00e9m de uma identifica\u00e7\u00e3o geogr\u00e1fica, corresponde a um modo de experimentar e compartilhar a vida.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Nesse livro, o protagonista narra o avan\u00e7o da planta\u00e7\u00e3o de cacau sobre a mata virgem, at\u00e9 ent\u00e3o inexplorada, assim como o deslocamento migrat\u00f3rio de pessoas que deixavam a seca e a pobreza do alto sert\u00e3o em busca de trabalho nos cacauais do sul da Bahia. Eventos como elei\u00e7\u00f5es vigiadas por jagun\u00e7os e epidemias de doen\u00e7as que dizimavam as popula\u00e7\u00f5es da zona do cacau, como o surto de var\u00edola, revelam n\u00e3o apenas o contexto hist\u00f3rico, mas a naturaliza\u00e7\u00e3o da viol\u00eancia e da precariedade como elementos estruturantes daquela sociedade.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Al\u00e9m disso, as lembran\u00e7as incluem atividades corriqueiras, como o encontro do rio com o mar, a movimenta\u00e7\u00e3o dos dias de feira e a satisfa\u00e7\u00e3o em acumular hist\u00f3rias e experi\u00eancias vividas no cotidiano daquele povo. Em meio a esse cen\u00e1rio, o menino crescia e acompanhava o surgimento da cidade, da vida urbana, da primeira loja e do primeiro ve\u00edculo a motor. Desse modo, o narrador aprendeu sobre as pessoas e a vida circulando por bares, salas de jogo e bord\u00e9is, e n\u00e3o se conformou com a imposi\u00e7\u00e3o de pensamentos alheios e dogm\u00e1ticos, muito comuns no internato do col\u00e9gio dos jesu\u00edtas, onde estudou. Ele construiu um aprendizado social \u00e0 margem das institui\u00e7\u00f5es formais, revelando o tensionamento com os modelos tradicionais de forma\u00e7\u00e3o moral e intelectual.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Esse menino constitui, portanto, sua identidade em meio a rela\u00e7\u00f5es sociais e de trabalho que evidenciam tanto a vitalidade quanto as contradi\u00e7\u00f5es daquele universo: o canoeiro que passa o dia para l\u00e1 e para c\u00e1 levando gente e carga, o plantador de cacau que se confunde com a mata fechada, os mascates que anunciavam mercadorias diversas e os feirantes. A narrativa percorre a vida familiar e comunit\u00e1ria, revela os la\u00e7os de amizade e exp\u00f5e hist\u00f3rias regionais que se misturam \u00e0s mem\u00f3rias individual e coletiva, assim como as disputas em torno da posse da terra e as lendas e mitos constituintes do imagin\u00e1rio das comunidades locais. S\u00e3o mem\u00f3rias de um menino que \u201cvive entre a realidade e a imagina\u00e7\u00e3o\u201d. Ele cresceu sobre uma terra violenta, em meio a epidemias e disputas armadas, ao mesmo tempo em que vivenciou momentos agrad\u00e1veis ao lado do mar, entre encontros e v\u00ednculos afetivos que estabelecia ao longo da vida. Conviveu, de forma paradoxal, com experi\u00eancias de afeto e pr\u00e1ticas sistem\u00e1ticas de exclus\u00e3o.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Essas mem\u00f3rias apresentam tamb\u00e9m aquilo que alimentou a experi\u00eancia liter\u00e1ria de Amado: \u201ctemas permanentes, o amor e a morte est\u00e3o no centro de toda a minha obra de romancista\u201d, declara. Ele foi inserido no mundo das jogatinas de p\u00f4quer, no qual coron\u00e9is e comerciantes depositavam suas sortes. Logo tamb\u00e9m conheceu as casas de mulheres, onde se deparou com \u201cos limites extremos da mis\u00e9ria e da grandeza do ser humano\u201d. Essa mat\u00e9ria-prima da condi\u00e7\u00e3o humana serviu substancialmente \u00e0 produ\u00e7\u00e3o liter\u00e1ria do escritor baiano, deslocando o foco tradicional da narrativa liter\u00e1ria para a representa\u00e7\u00e3o dos sujeitos marginalizados: \u201cQue outra coisa tenho sido sen\u00e3o um romancista de putas e vagabundos? Se alguma beleza existe no que escrevi, prov\u00e9m desses despossu\u00eddos, dessas mulheres marcadas com ferro em brasa, os que est\u00e3o na f\u00edmbria da morte, no \u00faltimo escal\u00e3o do abandono\u201d. E acrescenta: \u201cNa literatura e na vida, sinto-me cada vez mais distante dos l\u00edderes e dos her\u00f3is, mais perto daqueles que todos os regimes e todas as sociedades desprezam, repelem e condenam\u201d.\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Como j\u00e1 mencionado pelo autor, o vazio e a prepot\u00eancia dos l\u00edderes e her\u00f3is n\u00e3o lhe interessavam, pois estes se legitimam por meio dos instrumentos de opress\u00e3o e de viol\u00eancia. A literatura buscada por ele, ao contr\u00e1rio, \u00e9 espa\u00e7o essencialmente de liberdade, de inven\u00e7\u00e3o e de sonho. Trata-se de uma escrita que se alimenta das potencialidades humanas, encontradas sobretudo em espa\u00e7os destitu\u00eddos de poder. Assim, pode-se considerar que sua obra \u00e9 permeada pelo suor, pela labuta do dia a dia, por uma esp\u00e9cie de sujeira que se lan\u00e7a sobre qualquer pretens\u00e3o liter\u00e1ria limpa, linear e idealizada. \u00c9 uma literatura que n\u00e3o apenas recusa os modelos heroicos tradicionais, mas afirma uma est\u00e9tica que converte a vida ordin\u00e1ria em mat\u00e9ria central de elabora\u00e7\u00e3o art\u00edstica e cr\u00edtica social.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Amado buscou essas potencialidades na amizade, ainda na juventude, com os considerados vagabundos, os feirantes e os praticantes do candombl\u00e9. Experi\u00eancias como a liberdade de sua adolesc\u00eancia em Salvador abriram-lhe horizontes e permitiram a constru\u00e7\u00e3o de espa\u00e7os ficcionais que captavam a dimens\u00e3o humana, ou seja, sua literatura era constru\u00edda tendo como base o cotidiano de pessoas comuns que d\u00e3o vida \u00e0 cidade e \u00e0 comunidade. Al\u00e9m disso, o escritor apreciava o tio, a quem atribu\u00eda uma moral pr\u00f3pria, e que apontava a heresia de um padre do col\u00e9gio dos jesu\u00edtas, refutando as ideologias alienantes. O autor tamb\u00e9m leu livros apresentados por esse mesmo padre, que reconheceu nele, ainda garoto, um potencial liter\u00e1rio. <em>O menino grapi\u00fana <\/em>projeta, portanto, a forma\u00e7\u00e3o autobiogr\u00e1fica de Amado, revelando um conjunto de rela\u00e7\u00f5es e eventos \u2013 imagin\u00e1rios e reais \u2013 de sua inf\u00e2ncia e juventude que contribu\u00edram significativamente para a forma\u00e7\u00e3o de sua personalidade e de seu pensamento.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Essas mem\u00f3rias s\u00e3o constitutivas da pr\u00f3pria compreens\u00e3o que o escritor baiano teve de si, da sociedade, da literatura, do ato de escrever, do papel do escritor, em suma, de todos esses debates que atravessaram toda a sua vida. As experi\u00eancias narradas pelo autor remetem a outro livro conhecido, no qual h\u00e1 certo teor memorial\u00edstico semelhante, <em>As palavras<\/em> \u2013 <em>Les mots <\/em>\u2013, publicado em 1964, por Jean-Paul Sartre. Na obra do escritor franc\u00eas, assim como na literatura de Amado, as palavras funcionam como media\u00e7\u00e3o entre experi\u00eancia e escrita, evidenciando que a forma\u00e7\u00e3o do escritor \u00e9 indissoci\u00e1vel do mundo social. No caso de Amado, ele tamb\u00e9m traduziu em palavras a imensid\u00e3o de um Brasil cuja experi\u00eancia \u00e9 frequentemente invisibilizada ou distorcida pelos diferentes espa\u00e7os de produ\u00e7\u00e3o de sentidos e significados dessa organiza\u00e7\u00e3o social.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A obra do autor, dessa forma, \u00e9 um mosaico daquilo que h\u00e1 de melhor e pior no ser humano. Caleidosc\u00f3pio esbo\u00e7ado por um menino que cresceu e amadureceu entre coron\u00e9is do cacau, jagun\u00e7os, vagabundos, jogadores, trabalhadores e tantos outros grupos sociais que, de fato, atribu\u00edam sentido \u00e0 vida social e faziam parte de sua experi\u00eancia vital. Nessa efervesc\u00eancia, ele experimentou a autonomia do pensamento e fez escolhas que lhe permitiram sonhar e enxergar outros mundos poss\u00edveis: \u201cN\u00e3o possu\u00edmos direito maior e mais inalien\u00e1vel do que o direito ao sonho. O \u00fanico que nenhum ditador pode reduzir ou exterminar\u201d. O sonho, portanto, \u00e9, para o escritor, um aspecto inerente \u00e0 condi\u00e7\u00e3o humana, algo que garante ao indiv\u00edduo o direito \u201ca comer, a trabalhar, a amar\u201d. \u00c9 esse desejo de sonhar que se encontra traduzido em toda a sua obra.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Para saber mais<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">SILVA, Maria Cleunice Fantinati; MACIEL, Sheila Dias (2012). As mem\u00f3rias de Jorge Amado: <em>O menino grapi\u00fana<\/em> e <em>Navega\u00e7\u00e3o de cabotagem<\/em>. <em>Revista Moara<\/em>, Bel\u00e9m, n. 37, p. 102-111, jan.\/jun. Dispon\u00edvel em: <a href=\"https:\/\/periodicos.ufpa.br\/index.php\/moara\/article\/view\/1351\">https:\/\/periodicos.ufpa.br\/index.php\/moara\/article\/view\/1351<\/a>. Acesso em: 7 out. 2025.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Iconografia<\/strong><\/p>\n\n\n<style type=\"text\/css\">\n#foogallery-gallery-8832.fg-masonry { --fg-gutter: 10px; }<\/style>\n\t\t\t<div class=\"foogallery foogallery-container foogallery-masonry foogallery-lightbox-foogallery fg-center fg-masonry fg-ready fg-transparent fg-round-small fg-shadow-small fg-loading-dots fg-loaded-slide-up fg-captions-bottom fg-hover-fade fg-hover-plus fg-col3\" id=\"foogallery-gallery-8832\" data-foogallery=\"{&quot;panel&quot;:{&quot;buttons&quot;:{&quot;download&quot;:false}},&quot;item&quot;:{&quot;showCaptionTitle&quot;:true,&quot;showCaptionDescription&quot;:true},&quot;lazy&quot;:true,&quot;template&quot;:{&quot;horizontalOrder&quot;:true}}\" data-foogallery-lightbox=\"{&quot;thumbs&quot;:&quot;bottom&quot;,&quot;thumbsCaptions&quot;:false,&quot;thumbsBestFit&quot;:false,&quot;thumbsSmall&quot;:false,&quot;thumbsCaptionsAlign&quot;:&quot;default&quot;,&quot;info&quot;:&quot;bottom&quot;,&quot;infoVisible&quot;:true,&quot;infoOverlay&quot;:true,&quot;infoAlign&quot;:&quot;default&quot;,&quot;transition&quot;:&quot;fade&quot;,&quot;hoverButtons&quot;:false,&quot;fitMedia&quot;:false,&quot;noScrollbars&quot;:true,&quot;preserveButtonSpace&quot;:true,&quot;buttons&quot;:{&quot;fullscreen&quot;:true,&quot;info&quot;:true,&quot;thumbs&quot;:false,&quot;download&quot;:false},&quot;video&quot;:{&quot;autoPlay&quot;:true}}\" style=\"--fg-title-line-clamp: 0; --fg-description-line-clamp: 0;\" >\n\t\t<div class=\"fg-column-width\"><\/div>\n\t<div class=\"fg-gutter-width\"><\/div>\n\t\t<div class=\"fg-item fg-type-image fg-idle\"><figure class=\"fg-item-inner\"><a href=\"https:\/\/pracaclovis.com\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/Record-1981.avif\" data-caption-title=\"Record, 1981\" data-attachment-id=\"8834\" data-e-disable-page-transition=\"true\" data-type=\"image\" class=\"fg-thumb\"><span class=\"fg-image-wrap\"><img decoding=\"async\" title=\"Record, 1981\" width=\"250\" height=\"383.17757009346\" class=\"skip-lazy fg-image\" data-src-fg=\"https:\/\/pracaclovis.com\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/Record-1981.avif\" src=\"data:image\/svg+xml,%3Csvg%20xmlns%3D%22http%3A%2F%2Fwww.w3.org%2F2000%2Fsvg%22%20width%3D%22250%22%20height%3D%22383.17757009346%22%20viewBox%3D%220%200%20250%20383.17757009346%22%3E%3C%2Fsvg%3E\" loading=\"eager\"><\/span><span class=\"fg-image-overlay\"><\/span><\/a><figcaption class=\"fg-caption\"><div class=\"fg-caption-inner\"><div class=\"fg-caption-title\">Record, 1981<\/div><\/div><\/figcaption><\/figure><div class=\"fg-loader\"><\/div><\/div><div class=\"fg-item fg-type-image fg-idle\"><figure class=\"fg-item-inner\"><a href=\"https:\/\/pracaclovis.com\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/Companhia-das-Letras-2010.avif\" data-caption-title=\"Companhia das Letras, 2010\" data-attachment-id=\"8833\" data-e-disable-page-transition=\"true\" data-type=\"image\" class=\"fg-thumb\"><span class=\"fg-image-wrap\"><img decoding=\"async\" title=\"Companhia das Letras, 2010\" width=\"250\" height=\"376.15740740741\" class=\"skip-lazy fg-image\" data-src-fg=\"https:\/\/pracaclovis.com\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/Companhia-das-Letras-2010.avif\" src=\"data:image\/svg+xml,%3Csvg%20xmlns%3D%22http%3A%2F%2Fwww.w3.org%2F2000%2Fsvg%22%20width%3D%22250%22%20height%3D%22376.15740740741%22%20viewBox%3D%220%200%20250%20376.15740740741%22%3E%3C%2Fsvg%3E\" loading=\"eager\"><\/span><span class=\"fg-image-overlay\"><\/span><\/a><figcaption class=\"fg-caption\"><div class=\"fg-caption-inner\"><div class=\"fg-caption-title\">Companhia das Letras, 2010<\/div><\/div><\/figcaption><\/figure><div class=\"fg-loader\"><\/div><\/div><\/div><style type=\"text\/css\">.fg-caption-title {font-family: \"Montserrat\", Sans-serif; font-size: 16px; text-align: center;}<\/style>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>AMADO, Jorge. O menino grapi\u00fana. Rio de Janeiro: Record, 1981. Carlos Wender Sousa SilvaIlustra\u00e7\u00e3o: Jo\u00e3o Victor Flecki O menino grapi\u00fana, de Jorge Amado (Itabuna, BA, 1912 \u2013 Salvador, BA, 2001), \u00e9 um livro de mem\u00f3rias que abre as portas para uma visita \u00e0 inf\u00e2ncia e juventude do escritor baiano e \u00e0 constru\u00e7\u00e3o de sua identidade, [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":5,"featured_media":8793,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"categories":[585],"tags":[296,115,80,203],"cronologia":[31],"estado":[169],"regiaodaautoria":[44],"autoria":[250,249],"class_list":["post-8829","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-memorias","tag-infancia","tag-memoria","tag-povo","tag-regionalismo","cronologia-31","estado-bahia","regiaodaautoria-nordeste","autoria-autoriabranca","autoria-autoriamasculina"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pracaclovis.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/8829","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pracaclovis.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pracaclovis.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pracaclovis.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/5"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pracaclovis.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=8829"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/pracaclovis.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/8829\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":8835,"href":"https:\/\/pracaclovis.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/8829\/revisions\/8835"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pracaclovis.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/8793"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pracaclovis.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=8829"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pracaclovis.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=8829"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pracaclovis.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=8829"},{"taxonomy":"cronologia","embeddable":true,"href":"https:\/\/pracaclovis.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcronologia&post=8829"},{"taxonomy":"estado","embeddable":true,"href":"https:\/\/pracaclovis.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Festado&post=8829"},{"taxonomy":"regiaodaautoria","embeddable":true,"href":"https:\/\/pracaclovis.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fregiaodaautoria&post=8829"},{"taxonomy":"autoria","embeddable":true,"href":"https:\/\/pracaclovis.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fautoria&post=8829"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}