{"id":8817,"date":"2026-08-05T16:05:59","date_gmt":"2026-08-05T19:05:59","guid":{"rendered":"https:\/\/pracaclovis.com\/?p=8817"},"modified":"2026-08-05T16:05:59","modified_gmt":"2026-08-05T19:05:59","slug":"o-que-e-isso-companheiro","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pracaclovis.com\/?p=8817","title":{"rendered":"O que \u00e9 isso, companheiro?"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"has-background wp-block-paragraph\" style=\"background-color:#e1dede\">GABEIRA, Fernando. <em>O que \u00e9 isso, companheiro?<\/em>. Rio de Janeiro: Codecri, 1979.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-right wp-block-paragraph\">L\u00facia Tormin Mollo<br><em>Ilustra\u00e7\u00e3o: Ademaro Mollo Junior<\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u00c9 a partir da vis\u00e3o de um guerrilheiro que o leitor se aproxima da narrativa sobre o sequestro do embaixador norte-americano Charles Burke Elbrick, no ano de 1969. <em>O que \u00e9 isso, companheiro?<\/em>, de Fernando Gabeira (Juiz de Fora, MG, 1941), publicado em 1979, \u00e9 o relato pessoal de um dos participantes do sequestro que marcou o per\u00edodo da Ditadura Militar no Brasil (1964-1985). Na obra memorial\u00edstica, ele narra a sua inser\u00e7\u00e3o na guerrilha, os dilemas de quem opta pela luta armada, a vida na clandestinidade, assim como detalha de que modo se deu o rapto do embaixador dos EUA e, depois, a pr\u00f3pria pris\u00e3o, que durou meses at\u00e9 o ex\u00edlio.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A biografia de Gabeira transita entre o jornalismo, as letras e a pol\u00edtica. Na d\u00e9cada de 1960, ele era jornalista e trabalhava no <em>Jornal do Brasil<\/em>, ao mesmo tempo em que escrevia para o <em>Panfleto<\/em>, seman\u00e1rio da ala esquerda do Partido Trabalhista Brasileiro (PTB). Passou um per\u00edodo em ex\u00edlio no Chile e na Su\u00e9cia, e, depois de voltar ao Brasil, em 1979, publicou mais dois livros em sequ\u00eancia: <em>O crep\u00fasculo do macho<\/em> (1980) e <em>Entradas e bandeiras<\/em> (1981). Junto a <em>O que \u00e9 isso, companheiro?<\/em>, esses outros dois t\u00edtulos s\u00e3o considerados, por parte da cr\u00edtica, uma trilogia.\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Posteriormente, Gabeira escreveu uma s\u00e9rie de outros livros memorial\u00edsticos e de reportagens. Como pol\u00edtico, participou da cria\u00e7\u00e3o do Partido Verde, foi eleito deputado federal pela primeira vez em 1994 e, depois, por mais tr\u00eas mandatos consecutivos (1998, 2002 e 2006). Concorreu ainda \u00e0 Presid\u00eancia da Rep\u00fablica, \u00e0 prefeitura e ao governo do Rio de Janeiro. Atualmente, \u00e9 comentarista de televis\u00e3o e de r\u00e1dio. Seu livro de estreia ganhou notoriedade e foi adaptado para o cinema em 1997, com dire\u00e7\u00e3o de Bruno Barreto, al\u00e9m de ter sido lan\u00e7ado tamb\u00e9m nos Estados Unidos com o nome <em>Four days in September<\/em>.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">No ano da publica\u00e7\u00e3o de <em>O que \u00e9 isso, companheiro?<\/em>, Gabeira havia chegado recentemente de um per\u00edodo de quase dez anos fora do pa\u00eds. Segundo o pr\u00f3prio autor, a obra foi escrita durante os anos de ex\u00edlio, a partir de uma promessa feita a si mesmo: registraria suas mem\u00f3rias, caso conseguisse escapar das persegui\u00e7\u00f5es da ditadura. O Brasil caminhava para a redemocratiza\u00e7\u00e3o. Nesse cen\u00e1rio, a voz e os relatos do jornalista trouxeram para a superf\u00edcie uma an\u00e1lise, at\u00e9 ent\u00e3o pouco conhecida, das torturas de presos pol\u00edticos e da luta armada. Na \u00e9poca, muito se questionava sobre a milit\u00e2ncia que pegava em armas, mesmo dentro do pr\u00f3prio movimento: \u201cO caminho da tomada do poder \u00e9 ou n\u00e3o \u00e9 pac\u00edfico? Isso era mais do que uma discuss\u00e3o: era uma obsess\u00e3o\u201d. Gabeira, assim, retrata o guerrilheiro que resiste e combate, mas tamb\u00e9m revela aquele que foge do conflito: \u201cVoc\u00ea diz que vai resistir, voc\u00ea parte para resistir, mas o que voc\u00ea vai fazer, de verdade, \u00e9 fugir\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O livro \u00e9 narrado em primeira pessoa, escrito a partir do presente, por meio de um autor-narrador-personagem. A primeira edi\u00e7\u00e3o foi feita pela editora Codecri, com integrantes do peri\u00f3dico <em>O Pasquim<\/em>. Essa escolha foi decisiva para a produ\u00e7\u00e3o da obra, assim como para a inser\u00e7\u00e3o dela e do autor no meio liter\u00e1rio, bem como para a forma\u00e7\u00e3o de um perfil para o seu p\u00fablico: o leitor do jornal. Logo um ano e meio ap\u00f3s a publica\u00e7\u00e3o, j\u00e1 tinham sido vendidos 100 mil exemplares (Waizbort, 2013). Atualmente, o interesse na obra continua existindo, prova disso \u00e9 que a \u00faltima edi\u00e7\u00e3o foi publicada em 2016, 37 anos depois do lan\u00e7amento da primeira.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><em>O que \u00e9 isso, companheiro? <\/em>leva o leitor ao Rio de Janeiro da d\u00e9cada de 1960, desde os primeiros anos sob a Ditadura Militar at\u00e9 o auge do autoritarismo, com a decreta\u00e7\u00e3o do Ato Institucional n.\u00ba 5 e a intensifica\u00e7\u00e3o das torturas e mortes. O t\u00edtulo do livro pode ser compreendido a partir das contradi\u00e7\u00f5es apresentadas pelo narrador em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s escolhas pol\u00edticas, \u00e0s diferentes gera\u00e7\u00f5es, \u00e0s encruzilhadas dentro do pr\u00f3prio movimento da esquerda e \u00e0s escolhas entre quem estava na milit\u00e2ncia e quem seguia fora dela. Nesse panorama, acompanha-se a trajet\u00f3ria de um intelectual que decidiu pegar em armas e precisou se adaptar ao novo meio, em diferentes sentidos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Na clandestinidade, Gabeira intensificou seus trabalhos de militante: distribuiu panfletos a oper\u00e1rios; ligou para familiares de desaparecidos; aprendeu a usar t\u00e9cnicas de guerrilha, a manusear armas, a se preparar para uma poss\u00edvel pris\u00e3o e tortura \u2013 \u201calgo inalcan\u00e7\u00e1vel\u201d. Al\u00e9m disso, o autor mostra como alguns integrantes do movimento, incluindo ele, romantizavam a a\u00e7\u00e3o armada. Sair no jornal, nas p\u00e1ginas policiais era uma conquista. Sobre isso, ele acrescenta e explica: \u201ca fantasia trilha caminhos que n\u00e3o se controlam, ali onde eu ca\u00ed, qualquer um ca\u00eda\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A escrita do livro \u00e9 fluida e econ\u00f4mica, e essa concis\u00e3o parece ser uma escolha. Ao tratar de acontecimentos ver\u00eddicos, Gabeira dispensa muitos detalhes, como nomes completos e contextos hist\u00f3ricos abrangentes, e essa op\u00e7\u00e3o estil\u00edstica levantou cr\u00edticas tanto por parte de colegas militantes quanto de especialistas. O narrador admite que busca uma constru\u00e7\u00e3o textual sem \u201cefeitos t\u00e9cnicos\u201d, e declara n\u00e3o ser poss\u00edvel \u201ccontrolar\u201d um livro. Assim, ele inicia o relato sobre o sequestro do embaixador norte-americano. Em sua mem\u00f3ria, os detalhes do fato se acumulam e \u00e9 desta forma que ele conta o que aconteceu naquela quinta-feira, 4 de setembro de 1969.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A a\u00e7\u00e3o foi integrada entre o Movimento Revolucion\u00e1rio 8 de Outubro (MR-8), do qual Gabeira fazia parte, e a A\u00e7\u00e3o de Liberta\u00e7\u00e3o Nacional (ALN), liderada por Carlos Marighella, que mandou dois militantes vindos de S\u00e3o Paulo com rev\u00f3lveres, rifles e metralhadoras. Com o plano pronto, eles partiram para a execu\u00e7\u00e3o do sequestro. O resultado foi o embaixador sendo levado com um saco na cabe\u00e7a, dentro de uma kombi, chegando numa casa alugada em Santa Teresa, e cercado por sequestradores \u201cencantados\u201d com o resultado bem-sucedido da captura.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O livro \u00e9 dividido em dezesseis partes. Na mais extensa, intitulada \u201cOnde o filho chora e a m\u00e3e n\u00e3o ouve\u201d, o narrador conta sobre o tempo na pris\u00e3o e as torturas. Depois da entrega do embaixador, Gabeira \u00e9 preso, ocasi\u00e3o em que leva um tiro que atinge o rim, o est\u00f4mago e o f\u00edgado. Os interrogat\u00f3rios policiais come\u00e7am ainda no hospital. A partir disso, o escritor passou por diversos pres\u00eddios e celas no Rio de Janeiro e em S\u00e3o Paulo: pela Opera\u00e7\u00e3o Bandeirantes, pelos Departamentos de Ordem Pol\u00edtica e Social, pela Ilha das Flores, pela Ilha das Cobras, pelo 1\u00ba Batalh\u00e3o de Pol\u00edcia do Ex\u00e9rcito (onde funcionou o DOI-Codi), pela Ilha Grande e pelo pres\u00eddio Milton Dias Moreira. Da\u00ed vem o t\u00edtulo citado da se\u00e7\u00e3o do livro: s\u00e3o locais em que muitos presos pol\u00edticos choraram sem serem ouvidos por suas m\u00e3es.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Durante a escrita, o narrador se divide entre a dor, a indigna\u00e7\u00e3o e, em certa medida, at\u00e9 mesmo o bom humor. Em determinado momento, escreve: \u201cdivertia-me escalando a cela como um gato e escorando nas grades para ver Santa Teresa\u201d. Em outro, o tom muda: \u201cOs rel\u00f3gios tapados ficaram para mim como s\u00edmbolos da tortura\u2026 A tortura s\u00f3 \u00e9 perfeita se o tempo n\u00e3o passa\u201d. Por esse e por outros motivos, sua narrativa foi e ainda \u00e9 objeto de pesquisa e an\u00e1lise.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em <em>O que \u00e9 isso, companheiro?,<\/em> o leitor vai encontrar uma reflex\u00e3o sobre a dor f\u00edsica provocada pelas agress\u00f5es. Devido ao seu quadro cl\u00ednico agravado, algumas t\u00e9cnicas de tortura n\u00e3o foram aplicadas a Gabeira, como por exemplo, o pau de arara. Diante dessa constata\u00e7\u00e3o, ele levanta uma quest\u00e3o: \u201c\u00e9 preciso pedir desculpas por n\u00e3o ter sido t\u00e3o torturado quanto os outros?\u201d. A fala exp\u00f5e um sentimento recorrente entre aqueles que passaram por viv\u00eancias traum\u00e1ticas coletivas, que muitas vezes sentem culpa pelos que n\u00e3o sobreviveram ou foram mais torturados: \u201cO que adiantaria sobreviver, quando tantos, melhores do que n\u00f3s, desapareciam?\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A maioria da popula\u00e7\u00e3o desconhecia o que se passava com os presos pol\u00edticos. Nem mesmo aqueles que estavam dentro do conflito armado e que se preparavam para uma poss\u00edvel pris\u00e3o possu\u00edam clareza dos acontecimentos: \u201cn\u00e3o conseguir\u00edamos apreender aquele processo em sua complexidade antes de viv\u00ea-lo na carne\u201d. Por isso, \u00e9 necess\u00e1rio ouvir as vozes daqueles que vivenciaram tal experi\u00eancia. Ademais, sabe-se que, ap\u00f3s um trauma surge a necessidade de elabora\u00e7\u00e3o dessa mem\u00f3ria. Portanto, <em>O que \u00e9 isso, companheiro?<\/em> pode ser visto como um relato hist\u00f3rico que ajudou a abrir caminho para se discutir a viol\u00eancia da ditadura militar, as torturas dentro das pris\u00f5es e a vida daqueles que optaram pela luta armada.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Para saber mais<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">L\u00cdSIAS, Ricardo (2016). O que os fortes queriam? Uma an\u00e1lise de <em>O que \u00e9 isso, companheiro?<\/em> e <em>Os carbon\u00e1rios<\/em>. <em>Estudos de Literatura Brasileira Contempor\u00e2nea<\/em>, Bras\u00edlia, n. 48, p. 229-246. Dispon\u00edvel em: <a href=\"https:\/\/periodicos.unb.br\/index.php\/estudos\/article\/view\/10119\">https:\/\/periodicos.unb.br\/index.php\/estudos\/article\/view\/10119<\/a>. Acesso em: 10 out. 2025.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O QUE \u00e9 isso, companheiro? (1997). Dire\u00e7\u00e3o: Bruno Barreto. Produ\u00e7\u00e3o: Angelo Gastal, Lucy Barreto e Luiz Carlos Barreto Mary Ann Braubach. Distribui\u00e7\u00e3o: Columbia Pictures do Brasil e Sony Corporation of America, 1998. Brasil. (105 min), son., color., 35 mm.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">PEREIRA, Rog\u00e9rio Silva; CURY, Maria Zilda (2019). <em>O que \u00e9 isso, companheiro?<\/em>, 40 anos: entre a autobiografia, o testemunho, a entrevista e a confiss\u00e3o. <em>Revista do Instituto de Estudos Brasileiros<\/em>, S\u00e3o Paulo, n. 73, p. 210-227. Dispon\u00edvel em: <a href=\"https:\/\/revistas.usp.br\/rieb\/article\/view\/161916\/155862\">https:\/\/revistas.usp.br\/rieb\/article\/view\/161916\/155862<\/a>. Acesso em: 3 out. 2025.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">WAIZBORT, Leopoldo (2013). A trilogia do retorno de Fernando Gabeira. <em>Revista da Funda\u00e7\u00e3o Casa de Rui Barbosa<\/em>, Rio de Janeiro, n. 7, p. 41-92. Dispon\u00edvel em: <a href=\"https:\/\/rubi.casaruibarbosa.gov.br\/handle\/20.500.11997\/18007\">https:\/\/rubi.casaruibarbosa.gov.br\/handle\/20.500.11997\/18007<\/a>. Acesso em: 17 out. 2025.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Iconografia<\/strong><\/p>\n\n\n<style type=\"text\/css\">\n#foogallery-gallery-8818.fg-masonry { --fg-gutter: 10px; }<\/style>\n\t\t\t<div class=\"foogallery foogallery-container foogallery-masonry foogallery-lightbox-foogallery fg-center fg-masonry fg-ready fg-transparent fg-round-small fg-shadow-small fg-loading-dots fg-loaded-slide-up fg-captions-bottom fg-hover-fade fg-hover-plus fg-col3\" id=\"foogallery-gallery-8818\" data-foogallery=\"{&quot;panel&quot;:{&quot;buttons&quot;:{&quot;download&quot;:false}},&quot;item&quot;:{&quot;showCaptionTitle&quot;:true,&quot;showCaptionDescription&quot;:true},&quot;lazy&quot;:true,&quot;template&quot;:{&quot;horizontalOrder&quot;:true}}\" 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href=\"https:\/\/pracaclovis.com\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/Codecri-1979.avif\" data-caption-title=\"Codecri, 1979\" data-attachment-id=\"8827\" data-e-disable-page-transition=\"true\" data-type=\"image\" class=\"fg-thumb\"><span class=\"fg-image-wrap\"><img decoding=\"async\" title=\"Codecri, 1979\" width=\"250\" height=\"433.92070484581\" class=\"skip-lazy fg-image\" data-src-fg=\"https:\/\/pracaclovis.com\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/Codecri-1979.avif\" src=\"data:image\/svg+xml,%3Csvg%20xmlns%3D%22http%3A%2F%2Fwww.w3.org%2F2000%2Fsvg%22%20width%3D%22250%22%20height%3D%22433.92070484581%22%20viewBox%3D%220%200%20250%20433.92070484581%22%3E%3C%2Fsvg%3E\" loading=\"eager\"><\/span><span class=\"fg-image-overlay\"><\/span><\/a><figcaption class=\"fg-caption\"><div class=\"fg-caption-inner\"><div class=\"fg-caption-title\">Codecri, 1979<\/div><\/div><\/figcaption><\/figure><div class=\"fg-loader\"><\/div><\/div><div class=\"fg-item fg-type-image fg-idle\"><figure class=\"fg-item-inner\"><a href=\"https:\/\/pracaclovis.com\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/Codecri-1981.avif\" data-caption-title=\"Codecri, 1981\" data-attachment-id=\"8826\" data-e-disable-page-transition=\"true\" data-type=\"image\" class=\"fg-thumb\"><span class=\"fg-image-wrap\"><img decoding=\"async\" title=\"Codecri, 1981\" width=\"250\" height=\"404.08163265306\" class=\"skip-lazy fg-image\" data-src-fg=\"https:\/\/pracaclovis.com\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/Codecri-1981.avif\" src=\"data:image\/svg+xml,%3Csvg%20xmlns%3D%22http%3A%2F%2Fwww.w3.org%2F2000%2Fsvg%22%20width%3D%22250%22%20height%3D%22404.08163265306%22%20viewBox%3D%220%200%20250%20404.08163265306%22%3E%3C%2Fsvg%3E\" loading=\"eager\"><\/span><span class=\"fg-image-overlay\"><\/span><\/a><figcaption class=\"fg-caption\"><div class=\"fg-caption-inner\"><div class=\"fg-caption-title\">Codecri, 1981<\/div><\/div><\/figcaption><\/figure><div class=\"fg-loader\"><\/div><\/div><div class=\"fg-item fg-type-image fg-idle\"><figure class=\"fg-item-inner\"><a href=\"https:\/\/pracaclovis.com\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/Nova-Fronteira-1982.avif\" data-caption-title=\"Nova Fronteira, 1982\" data-attachment-id=\"8825\" data-e-disable-page-transition=\"true\" data-type=\"image\" class=\"fg-thumb\"><span class=\"fg-image-wrap\"><img decoding=\"async\" title=\"Nova Fronteira, 1982\" width=\"250\" height=\"393.57429718875\" class=\"skip-lazy fg-image\" data-src-fg=\"https:\/\/pracaclovis.com\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/Nova-Fronteira-1982.avif\" src=\"data:image\/svg+xml,%3Csvg%20xmlns%3D%22http%3A%2F%2Fwww.w3.org%2F2000%2Fsvg%22%20width%3D%22250%22%20height%3D%22393.57429718875%22%20viewBox%3D%220%200%20250%20393.57429718875%22%3E%3C%2Fsvg%3E\" loading=\"eager\"><\/span><span class=\"fg-image-overlay\"><\/span><\/a><figcaption class=\"fg-caption\"><div class=\"fg-caption-inner\"><div class=\"fg-caption-title\">Nova Fronteira, 1982<\/div><\/div><\/figcaption><\/figure><div 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O que \u00e9 isso, companheiro?. Rio de Janeiro: Codecri, 1979. L\u00facia Tormin MolloIlustra\u00e7\u00e3o: Ademaro Mollo Junior \u00c9 a partir da vis\u00e3o de um guerrilheiro que o leitor se aproxima da narrativa sobre o sequestro do embaixador norte-americano Charles Burke Elbrick, no ano de 1969. 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