{"id":8807,"date":"2026-08-05T15:45:23","date_gmt":"2026-08-05T18:45:23","guid":{"rendered":"https:\/\/pracaclovis.com\/?p=8807"},"modified":"2026-08-05T15:47:32","modified_gmt":"2026-08-05T18:47:32","slug":"leao-de-chacara","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pracaclovis.com\/?p=8807","title":{"rendered":"Le\u00e3o-de-ch\u00e1cara"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"has-background wp-block-paragraph\" style=\"background-color:#e1dede\">ANT\u00d4NIO, Jo\u00e3o. <em>Le\u00e3o-de-ch\u00e1cara<\/em>. Rio de Janeiro: Civiliza\u00e7\u00e3o Brasileira, 1975.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-right wp-block-paragraph\">Jos\u00e9 Humberto Torres Filho<br><em>Ilustra\u00e7\u00e3o: Jo\u00e3o Victor Flecki<\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A m\u00fasica \u201cEsse cara\u201d, de Caetano Veloso, \u00e9 a primeira de algumas ep\u00edgrafes musicais que comp\u00f5em o livro <em>Le\u00e3o-de-ch\u00e1cara <\/em>(1975) e seus quatro contos. Sussurro lamentado, o bolero gravado por Beth\u00e2nia se derrama: \u201ccom seus olhinhos infantis \/ como os olhos de um bandido\u201d. Nessa imagem da contradi\u00e7\u00e3o pin\u00e7ada por Jo\u00e3o Ant\u00f4nio (Osasco, SP, 1937 \u2013 Rio de Janeiro, RJ, 1996), o diminutivo \u201colhinhos\u201d parece quase singelo demais, como se destoasse do livro por vir, que Leo Gilson Ribeiro, em resenha de 1975, classificou como \u201cum soco\u201d. \u00c9, antes de mais nada, um aceno para personagens e hist\u00f3rias que partem da vulnerabilidade de uma inf\u00e2ncia de abandono, um embate sem descanso com a vida, invariavelmente estampados nos olhos do malandro.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O bolero se mistura \u00e0 ironia do samba carioca na ep\u00edgrafe seguinte, do conto \u201cLe\u00e3o-de-ch\u00e1cara\u201d. Em \u201cEsquina da vida\u201d, Noel Rosa localiza a boemia de Jo\u00e3o Ant\u00f4nio naquilo que ela tem de mais pungente, a consci\u00eancia das desigualdades sociais e o enorme mal-estar vindo da\u00ed. Os versos cantam: \u201c\u00c9 na esquina da vida \/ Que eu fa\u00e7o o confronto \/ Do malandro pronto e do ot\u00e1rio \/ Que nasceu para milion\u00e1rio\u201d. No samba, uma esquina; na literatura, a porta de boate. De repente, como quem d\u00e1 de cara com seu destino em uma rua escura, a primeira frase do conto anuncia: \u201cO luminoso se acende e, num golpe, fixa as oito letras do nome franc\u00eas e isto aqui, a que os ot\u00e1rios e os espertinhos chamam de buate, est\u00e1 aberto na noite\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A prefer\u00eancia pela narra\u00e7\u00e3o em primeira pessoa demonstra o interesse pelo malandro e pelo le\u00e3o-de-ch\u00e1cara como sujeitos, as quest\u00f5es que lan\u00e7am sobre o mundo e a si mesmos. Como se pode notar, o ponto de vista assumido \u00e9 o de quem observa a boate a partir do lado de fora. Narrador-personagem, o le\u00e3o se situa neste limiar, que \u00e9 a porta da boate. A ado\u00e7\u00e3o da perspectiva de fora sugere a consci\u00eancia que o autor possu\u00eda sobre o perfil dos seus leitores e a postura liter\u00e1ria assumida por ele, de enfrentamento \u00e0s acomoda\u00e7\u00f5es sociais. Em entrevista \u00e0 revista <em>Cr\u00edtica<\/em>, de 1975, Jo\u00e3o Ant\u00f4nio diz que o le\u00e3o \u201c\u00e9 um personagem muito rico e muito dram\u00e1tico, \u00e9 um personagem que incomoda muito, incomoda principalmente a classe que o usa\u201d. Condensando as inquieta\u00e7\u00f5es do livro, o le\u00e3o sai do sil\u00eancio esperado do porteiro que serve para revelar que seu sil\u00eancio n\u00e3o \u00e9 gosto de servir, mas estrat\u00e9gia para lidar com os ot\u00e1rios. Apesar de estar rente \u00e0 porta, o le\u00e3o n\u00e3o \u00e9 um sujeito fronteiri\u00e7o. De modo geral, os demais personagens dos contos s\u00e3o muito bem situados socialmente e geograficamente. Advindos das periferias da cidade, seja Rio de Janeiro ou S\u00e3o Paulo, s\u00e3o pessoas marcadas pela viol\u00eancia das ruas e pelo forte sentimento de exclus\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Filho de uma fam\u00edlia pobre de S\u00e3o Paulo, o pr\u00f3prio Jo\u00e3o Ant\u00f4nio viveu pr\u00f3ximo do universo que retrata. Sobre \u201cMalagueta, Perus e Bacana\u00e7o\u201d, conto a respeito de tr\u00eas jogadores de sinuca da periferia paulistana e que d\u00e1 t\u00edtulo ao seu livro de estreia, publicado em 1963, chega a dizer: \u201cA aventura ou desventura da noite dos tr\u00eas jogadores, em cima da qual eu fa\u00e7o a novela ou conto, foi vivida por mim muitas vezes\u201d (Ant\u00f4nio, 1975). J\u00e1 se referindo a \u201cPaulinho Perna Torta\u201d, \u00faltimo conto de <em>Le\u00e3o-de-ch\u00e1cara<\/em>, afirma: \u201cn\u00e3o \u00e9 autobiogr\u00e1fica, mas muita coisa daquilo foi vivenciada, foi vista, fui acompanhando\u201d. A literatura aqui est\u00e1 impregnada do mundo, ou seja, nas palavras do autor, \u201c\u00e9 um corpo-a-corpo com a vida e n\u00e3o uma atitude liter\u00e1ria, vazia de sentido\u201d (Ant\u00f4nio, 1975).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ainda assim, trata-se de uma obra que se faz a partir da representa\u00e7\u00e3o do outro, o que revela certo olhar externo, curioso, at\u00e9 mesmo com marcas de uma perspectiva de classe m\u00e9dia, a mesma que Jo\u00e3o Ant\u00f4nio busca questionar. Mesmo que por vezes o autor n\u00e3o consiga totalmente livrar seu texto desse olhar de fora, em seus contos n\u00e3o h\u00e1 apenas simpatia pelos personagens que atentamente observa, mas um enraizado compromisso com eles. Dito de outro modo, a literatura de Jo\u00e3o Ant\u00f4nio se volta para um arsenal de personagens ignoradas na hist\u00f3ria da literatura brasileira, com todos os riscos da\u00ed advindos, porque parte de uma posi\u00e7\u00e3o pol\u00edtica de cr\u00edtica aos avan\u00e7os do capital sobre a cidade.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O conto \u201cTr\u00eas cunhadas \u2013 Natal 1960\u201d \u00e9 o \u00fanico do livro em que o autor deixa de lado malandros e le\u00f5es para acompanhar a perambula\u00e7\u00e3o de um funcion\u00e1rio no centro do Rio de Janeiro em busca de presentes de Natal para suas cunhadas, ainda que lhe falte dinheiro para sustentar a casa e os filhos em Niter\u00f3i. \u00c9 tamb\u00e9m a \u00fanica narrativa em terceira pessoa e se constr\u00f3i pelo uso constante do discurso indireto livre: \u201cO que esculhamba a vida da gente s\u00e3o as presta\u00e7\u00f5es\u201d. O tom de desabafo sustenta a intromiss\u00e3o do personagem que nunca deixa a voz narrativa atuar sozinha: \u201cPobre n\u00e3o luta; pobre peleja\u201d. Aqui, a incurs\u00e3o cr\u00edtica sobre os apelos do que Jo\u00e3o Ant\u00f4nio chamar\u00e1 em obras futuras de \u201cclasse m\u00e9rdea\u201d, com a promessa inalcan\u00e7\u00e1vel de acesso a bens e de uma experi\u00eancia de perten\u00e7a, ganha uma abordagem, pela primeira vez, central na cont\u00edstica do autor. Este aspecto passa a figurar continuamente em sua produ\u00e7\u00e3o seguinte, encontrando no t\u00edtulo <em>Abra\u00e7ado ao meu rancor<\/em> (1986) uma das grandes imagens-s\u00edntese de sua obra.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Todos os livros de Jo\u00e3o Ant\u00f4nio s\u00e3o dedicados a Lima Barreto, um autor cuja cr\u00edtica social foi interpretada como manifesta\u00e7\u00e3o de ressentimento. Mais que dedicado, <em>Le\u00e3o-de-ch\u00e1cara<\/em> \u00e9 consagrado ao escritor fluminense. Em uma ponta, isso diz do empenho de validar o trabalho de um autor cuja hist\u00f3ria foi marcada pelo desprezo de seus pares, fruto do racismo, do inc\u00f4modo \u00e0s cr\u00edticas tecidas \u00e0 elite liter\u00e1ria da \u00e9poca e, por fim, de uma boemia sabidamente rejeitada pelos imortais da Academia Brasileira de Letras. Na outra ponta, trata-se de um posicionamento do autor como herdeiro art\u00edstico e pol\u00edtico de Lima, um modo de dar seguimento a um projeto liter\u00e1rio que tem interesse pela vida daqueles que n\u00e3o conv\u00eam e pelo pessimismo cr\u00edtico sobre as transforma\u00e7\u00f5es do meio urbano.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em Jo\u00e3o Ant\u00f4nio, o rancor \u00e9 um catalisador de afetos como a raiva e o sentimento de injusti\u00e7a, ajudando a dar vaz\u00e3o a um sentido de insubordina\u00e7\u00e3o social. Nenhum personagem ilustra t\u00e3o bem isso quanto Jo\u00e3ozinho da Babil\u00f4nia, o le\u00e3o-de-ch\u00e1cara, narrador do conto hom\u00f4nimo, que encontrou o amor em Guiomar, uma \u201cmalandreca\u201d que fala como ele, inclusive na avers\u00e3o aos ot\u00e1rios: \u201cesta coisa nos junta \u2013 vivendo de ot\u00e1rios, na humilha\u00e7\u00e3o e no vexame, tendo de suportar as vontades para levantar os tutu dos trouxas, a gente tem bronca dessa ra\u00e7a. Diferen\u00e7a s\u00e9ria, raiada; enrustida, represada. [&#8230;] Pud\u00e9ssemos, seriam esfolados vivos. Todos e sem pena\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Desde sua estreia com <em>Malagueta, Perus e Bacana\u00e7o <\/em>(1963), o sentido de revolta j\u00e1 estava presente na obra de Jo\u00e3o Ant\u00f4nio, com certa dose de melancolia envolvida. Com <em>Le\u00e3o-de-ch\u00e1cara<\/em>, publicado mais de dez anos depois, o autor compromete-se ainda mais com seus personagens, principalmente naquilo que eles t\u00eam de inapreens\u00edvel. Alfredo Bosi (1986), a prop\u00f3sito de <em>Abra\u00e7ado ao meu rancor <\/em>(1986), identifica \u201cum fort\u00edssimo pathos que vai do \u00f3dio \u00e0 ternura e do sarcasmo \u00e0 piedade. Ora, realismo fervido na revolta pende mais para a margem que para o centro da sociedade\u201d. Por isso, Jo\u00e3o Ant\u00f4nio impregna esses indiv\u00edduos de experi\u00eancias antes de tudo humanas. E nada demonstra isso t\u00e3o bem como a profus\u00e3o de conselhos que brota das narrativas de <em>Le\u00e3o-de-ch\u00e1cara<\/em>, sobretudo do conto-t\u00edtulo. \u201cNunca um bom conselho\u201d, diz esse narrador, lembrando da inf\u00e2ncia dif\u00edcil, para logo em seguida dividir seus pr\u00f3prios e muitos conselhos com o leitor: \u201cNo mundo tem dois tipos de gente: os que aturam e os que faturam. [&#8230;] C\u00e1 de minha parte, tenho faturado pouco e aturado muito. Outras certezas: em lagoa de piranha, jacar\u00e9 nada de costas ou procura as margens. Quem vacilar e n\u00e3o for duro se estrepa\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O conto final, \u201cPaulinho Perna Torta\u201d, o \u00fanico do livro que se passa em S\u00e3o Paulo, o mais extenso tamb\u00e9m, parece reunir todos esses aspectos: inf\u00e2ncia, amor, descoberta de si, do mundo e de sua crueldade, viol\u00eancia policial, morte, solid\u00e3o, busca por pertencimento e a hist\u00f3ria de um nome que \u00e9 uma alcunha, mas que nunca deixou de ser o nome poss\u00edvel. A vida de Paulinho Perna Torta tem a dimens\u00e3o da experi\u00eancia transmitida, que n\u00e3o pode ignorar a cidade \u00e0 sua volta, porque de resto seria falsifica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Hoje, a obra de Jo\u00e3o Ant\u00f4nio segue desafiando a classe m\u00e9dia em suas acomoda\u00e7\u00f5es, toma a literatura como um espa\u00e7o de resist\u00eancia e vive o desafio da representa\u00e7\u00e3o do outro, sem se esquivar das feridas que marcam a sociedade, que fundamentam nossas desigualdades. Produ\u00e7\u00e3o de enorme inventividade est\u00e9tica que se planta na terra concretada dos problemas sociais brasileiros, trata-se de uma literatura que busca modos de dizer e pensar essa sociedade, pautados na revolta dos dias.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Para saber mais<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">ANT\u00d4NIO, Jo\u00e3o (1975). O [sub] mundo de Jo\u00e3o Ant\u00f4nio. [Entrevista concedida a] Cr\u00edtica. <em>In:<\/em> ANT\u00d4NIO, Jo\u00e3o (2002). <em>Le\u00e3o-de-ch\u00e1cara<\/em>. S\u00e3o Paulo: Cosac Naify. p. 163-181.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">BOSI, Alfredo (1986). Um bo\u00eamio entre duas cidades. <em>In:<\/em> ANTONIO, Jo\u00e3o. <em>Abra\u00e7o ao meu rancor<\/em>. Rio de Janeiro: Guanabara. p. 5-13.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">CANDIDO, Antonio. Na noite enxovalhada. <em>Remate de Males<\/em>, Campinas, n. 19, p. 83-88. Dispon\u00edvel em: <a href=\"https:\/\/periodicos.sbu.unicamp.br\/ojs\/index.php\/remate\/article\/view\/8636100\">https:\/\/periodicos.sbu.unicamp.br\/ojs\/index.php\/remate\/article\/view\/8636100<\/a>. Acesso em: 20 set. 2025.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">LUCAS, F\u00e1bio (2012). Reflex\u00f5es sobre a prosa de Jo\u00e3o Ant\u00f4nio. <em>Remate de Males<\/em>, Campinas, n. 19, p. 89-103. Dispon\u00edvel em: <a href=\"https:\/\/periodicos.sbu.unicamp.br\/ojs\/index.php\/remate\/%20article\/view\/8636101\">https:\/\/periodicos.sbu.unicamp.br\/ojs\/index.php\/remate\/ article\/view\/8636101<\/a>. Acesso em: 20 set. 2025.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">MACEDO, Tania (2002). Malandros e merdunchos.<em> In:<\/em> ANT\u00d4NIO, Jo\u00e3o (2002). <em>Le\u00e3o-de-ch\u00e1cara<\/em>. S\u00e3o Paulo: Cosac Naify. p. 5-14.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">RIBEIRO, Leo Gilson (1975). O livro que deu um soco em nosso cr\u00edtico. <em>Jornal da Tarde<\/em>, 23 ago. 1975. Dispon\u00edvel em: <a href=\"https:\/\/leogilsonribeiro.com.br\/volume-10\/01-joao-antonio\/01-o-livro-que-deu-um-soco-em-nosso-critico.html\">https:\/\/leogilsonribeiro.com.br\/volume-10\/01-joao-antonio\/01-o-livro-que-deu-um-soco-em-nosso-critico.html<\/a>. Acesso em: 27 abr. 2026.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Iconografia<\/strong><\/p>\n\n\n<style type=\"text\/css\">\n#foogallery-gallery-8808.fg-masonry { --fg-gutter: 10px; }<\/style>\n\t\t\t<div class=\"foogallery foogallery-container foogallery-masonry foogallery-lightbox-foogallery fg-center fg-masonry fg-ready fg-transparent fg-round-small fg-shadow-small fg-loading-dots fg-loaded-slide-up fg-captions-bottom fg-hover-fade fg-hover-plus fg-col3\" id=\"foogallery-gallery-8808\" data-foogallery=\"{&quot;panel&quot;:{&quot;buttons&quot;:{&quot;download&quot;:false}},&quot;item&quot;:{&quot;showCaptionTitle&quot;:true,&quot;showCaptionDescription&quot;:true},&quot;lazy&quot;:true,&quot;template&quot;:{&quot;horizontalOrder&quot;:true}}\" 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href=\"https:\/\/pracaclovis.com\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/Civilizacao-Brasileira-1975.avif\" data-caption-title=\"Civiliza\u00e7\u00e3o Brasileira, 1975\" data-attachment-id=\"8814\" data-e-disable-page-transition=\"true\" data-type=\"image\" class=\"fg-thumb\"><span class=\"fg-image-wrap\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" title=\"Civiliza\u00e7\u00e3o Brasileira, 1975\" width=\"250\" height=\"382\" class=\"skip-lazy fg-image\" data-src-fg=\"https:\/\/pracaclovis.com\/wp-content\/uploads\/cache\/2026\/08\/Civilizacao-Brasileira-1975\/3053982953.avif\" src=\"data:image\/svg+xml,%3Csvg%20xmlns%3D%22http%3A%2F%2Fwww.w3.org%2F2000%2Fsvg%22%20width%3D%22250%22%20height%3D%22382%22%20viewBox%3D%220%200%20250%20382%22%3E%3C%2Fsvg%3E\" loading=\"eager\"><\/span><span class=\"fg-image-overlay\"><\/span><\/a><figcaption class=\"fg-caption\"><div class=\"fg-caption-inner\"><div class=\"fg-caption-title\">Civiliza\u00e7\u00e3o Brasileira, 1975<\/div><\/div><\/figcaption><\/figure><div class=\"fg-loader\"><\/div><\/div><div class=\"fg-item fg-type-image fg-idle\"><figure class=\"fg-item-inner\"><a href=\"https:\/\/pracaclovis.com\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/Circulo-do-Livro-1976.avif\" data-caption-title=\"C\u00edrculo do Livro, 1976\" data-attachment-id=\"8813\" data-e-disable-page-transition=\"true\" data-type=\"image\" class=\"fg-thumb\"><span class=\"fg-image-wrap\"><img decoding=\"async\" title=\"C\u00edrculo do Livro, 1976\" width=\"250\" height=\"359\" class=\"skip-lazy fg-image\" data-src-fg=\"https:\/\/pracaclovis.com\/wp-content\/uploads\/cache\/2026\/08\/Circulo-do-Livro-1976\/681490698.avif\" src=\"data:image\/svg+xml,%3Csvg%20xmlns%3D%22http%3A%2F%2Fwww.w3.org%2F2000%2Fsvg%22%20width%3D%22250%22%20height%3D%22359%22%20viewBox%3D%220%200%20250%20359%22%3E%3C%2Fsvg%3E\" loading=\"eager\"><\/span><span class=\"fg-image-overlay\"><\/span><\/a><figcaption class=\"fg-caption\"><div 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Le\u00e3o-de-ch\u00e1cara. Rio de Janeiro: Civiliza\u00e7\u00e3o Brasileira, 1975. Jos\u00e9 Humberto Torres FilhoIlustra\u00e7\u00e3o: Jo\u00e3o Victor Flecki A m\u00fasica \u201cEsse cara\u201d, de Caetano Veloso, \u00e9 a primeira de algumas ep\u00edgrafes musicais que comp\u00f5em o livro Le\u00e3o-de-ch\u00e1cara (1975) e seus quatro contos. Sussurro lamentado, o bolero gravado por Beth\u00e2nia se derrama: \u201ccom seus olhinhos infantis \/ como [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":5,"featured_media":8795,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"categories":[538],"tags":[533,100,297,80],"cronologia":[30],"estado":[122],"regiaodaautoria":[45],"autoria":[250,249],"class_list":["post-8807","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-contos","tag-classes-sociais","tag-espaco-urbano","tag-periferia","tag-povo","cronologia-30","estado-sao-paulo","regiaodaautoria-sudeste","autoria-autoriabranca","autoria-autoriamasculina"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pracaclovis.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/8807","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pracaclovis.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pracaclovis.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pracaclovis.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/5"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pracaclovis.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=8807"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/pracaclovis.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/8807\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":8816,"href":"https:\/\/pracaclovis.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/8807\/revisions\/8816"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pracaclovis.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/8795"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pracaclovis.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=8807"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pracaclovis.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=8807"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pracaclovis.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=8807"},{"taxonomy":"cronologia","embeddable":true,"href":"https:\/\/pracaclovis.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcronologia&post=8807"},{"taxonomy":"estado","embeddable":true,"href":"https:\/\/pracaclovis.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Festado&post=8807"},{"taxonomy":"regiaodaautoria","embeddable":true,"href":"https:\/\/pracaclovis.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fregiaodaautoria&post=8807"},{"taxonomy":"autoria","embeddable":true,"href":"https:\/\/pracaclovis.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fautoria&post=8807"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}