{"id":8791,"date":"2026-08-05T15:15:06","date_gmt":"2026-08-05T18:15:06","guid":{"rendered":"https:\/\/pracaclovis.com\/?p=8791"},"modified":"2026-08-05T15:15:07","modified_gmt":"2026-08-05T18:15:07","slug":"o-cego-e-a-dancarina","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pracaclovis.com\/?p=8791","title":{"rendered":"O cego e a dan\u00e7arina"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"has-background wp-block-paragraph\" style=\"background-color:#e1dede\">NOLL, Jo\u00e3o Gilberto. <em>O cego e a dan\u00e7arina<\/em>. S\u00e3o Paulo: Civiliza\u00e7\u00e3o Brasileira, 1980.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-right wp-block-paragraph\">Anderson da Mata<br><em>Ilustra\u00e7\u00e3o: Nino Palmieri <\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Estreia de Jo\u00e3o Gilberto Noll (Porto Alegre, RS, 1946, \u2013 Porto Alegre, RS, 2017), <em>O cego e a dan\u00e7arina<\/em> apresenta, em seus 25 contos, parte importante do que viria a constituir a po\u00e9tica de contesta\u00e7\u00e3o, erotismo e iconoclastia de um autor que se dedicou majoritariamente a outro g\u00eanero: o romance. N\u00e3o passou despercebido, contudo, o lan\u00e7amento desse volume de contos em 1980. O impacto refletiu-se n\u00e3o apenas nas premia\u00e7\u00f5es que recebeu Pr\u00eamio Jabuti, Pr\u00eamio da Associa\u00e7\u00e3o Paulista de Cr\u00edticos de Arte e Pr\u00eamio do Instituto Nacional do Livro \u2013, mas tamb\u00e9m na tradu\u00e7\u00e3o para o audiovisual logo ap\u00f3s a publica\u00e7\u00e3o, com a adapta\u00e7\u00e3o do conto \u201cAlguma coisa urgentemente\u201d para o cinema no multipremiado longa-metragem <em>Nunca fomos t\u00e3o felizes<\/em> (1984), dirigido por Murilo Salles. Noll, que nunca deixou de escrever e publicar contos em antologias e na imprensa, apenas retornaria ao g\u00eanero em livro mais de duas d\u00e9cadas depois, com os experimentais <em>M\u00ednimos m\u00faltiplos comuns<\/em> (2003) e<em> A m\u00e1quina do ser<\/em> (2006). \u00c9 um livro cuja atualidade se confirma, de um lado, pelo momento hist\u00f3rico da abertura cujos acertos, erros e omiss\u00f5es seguem repercutindo no presente, e de outro, pela for\u00e7a do estilo de Noll, que leva para a forma do conto a elabora\u00e7\u00e3o de um modo de presen\u00e7a sensual que desvia do realismo para chegar a uma abertura radical para a experi\u00eancia do leitor na constru\u00e7\u00e3o de sentidos \u2013 ou na recusa dessa obriga\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cAlguma coisa urgentemente\u201d, que abre o livro, \u00e9 o conto de Noll que mais repercutiu ao longo de sua carreira. N\u00e3o por acaso: trata-se de uma narrativa que absorve e traduz a atmosfera de expectativa e ansiedade que cercava o pa\u00eds naquele momento de transi\u00e7\u00e3o \u2013 no p\u00f3s-anistia, durante a abertura e antes da sa\u00edda dos generais dos pal\u00e1cios de Bras\u00edlia. Na hist\u00f3ria, um jovem narra sua inf\u00e2ncia e adolesc\u00eancia longe do pai \u2014 que, ap\u00f3s anos na clandestinidade, retorna j\u00e1 doente e mutilado para se preparar para a morte diante dos olhos do filho. Quase nada \u00e9 mencionado diretamente e n\u00e3o h\u00e1 um acontecimento que conduza a narrativa. Ela se constr\u00f3i no adiamento ansioso e cheio de expectativas de um futuro que n\u00e3o chega \u2013 mas que n\u00e3o \u00e9, necessariamente, de esperan\u00e7a. Tudo se sintetiza na frase com que ele encerra o relato: \u201ce eu fiquei parado na porta pensando que eu precisava fazer alguma coisa urgentemente \u201d.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os espectros do autoritarismo est\u00e3o presentes de diversas formas em muitos dos contos de <em>O cego e a dan\u00e7arina<\/em>. Em algumas narrativas, essa presen\u00e7a \u00e9 clara e direta, como em \u201cRuth\u201d, na qual um senador prestes a ser cassado e um personagem chamado Exilado, ambos em Paris, se reencontram. Eles se ligam tanto pelo amor \u00e0 mesma mulher quanto por uma trajet\u00f3ria comum de luta pol\u00edtica, mostrando como a milit\u00e2ncia se entrela\u00e7a ao desejo, unindo na trama personagens em posi\u00e7\u00f5es de poder t\u00e3o distintas por suas afinidades afetivo-pol\u00edticas. Isso fica ainda mais expl\u00edcito em \u201cEncontro no quarto escuro\u201d, que apresenta a hist\u00f3ria de uma mulher que esteve presa no in\u00edcio dos anos 1970 e que, anos depois, encontra-se deitada com o filho de um ministro do regime, como um paradoxo do desejo, \u00edntimo, em contraste com a pol\u00edtica, vivida fora da cama.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em outra chave, de modo mais elusivo, o autoritarismo aparece na viol\u00eancia absurda de \u201cO cego e a dan\u00e7arina\u201d, quando o narrador \u00e9 baleado pela pr\u00f3pria mulher que admira; ou ainda no suspense crescente de \u201cDuelo antes da noite\u201d, em que duas crian\u00e7as caminham em tens\u00e3o at\u00e9 o momento em que uma delas \u00e9 levada por um carro misterioso, deixando em ambas um \u201cn\u00f3 no peito\u201d, como afirma o narrador. Nessas e em outras hist\u00f3rias, Noll constr\u00f3i atmosferas densas e inquietantes, nas quais o passado repressivo, ora pass\u00edvel de ser mapeado na hist\u00f3ria, ora elaborado como um mito, nunca est\u00e1 totalmente ausente, manifestando-se nos gestos, nas rela\u00e7\u00f5es e nos sil\u00eancios das personagens.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A constru\u00e7\u00e3o de uma atmosfera de incerteza, tens\u00e3o e expectativa \u00e9 um aspecto que ganha relevo no conjunto dos contos, mesmo sem o peso do contexto hist\u00f3rico marcado pela ditadura. Nesse sentido, destaca-se \u201cO meu amigo\u201d, que traz um narrador ressentido relatando, com crescente ansiedade, a rela\u00e7\u00e3o amb\u00edgua com esse amigo que despreza, admira e, de algum modo, deseja. Formalmente intrincado, o texto \u00e9 interrompido no momento em que o adolescente que narra explica a um estranho \u2013 um homem que fugira de um hosp\u00edcio e que ele encontra \u00e0 beira de um lago \u2013 como pretendia matar o amigo, abrindo a possibilidade de leitura de que o plano teria sido executado contra ele mesmo. O tom soturno do conto n\u00e3o dispensa a sensualidade que atravessa a experi\u00eancia de um adolescente \u00e0s voltas com seu amadurecimento sexual.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A sensualidade associada ao absurdo e \u00e0 viol\u00eancia \u00e9 outra din\u00e2mica presente em diferentes contos do volume, como \u201cIrm\u00e3 Linda\u201d, narrado por uma freira de vida sexual intensa. A personagem associa o gozo \u00e0 vida sem meias palavras: \u201cn\u00e3o devo, porque ser freira \u00e9 a morte. E eu gozo\u201d. Explorar a rela\u00e7\u00e3o entre o sagrado e o profano \u2013 transformando religi\u00e3o em culto \u00e0 vida pela via da profana\u00e7\u00e3o \u2013 \u00e9 uma das ideias que Silviano Santiago (2002), ao criticar o primeiro romance de Noll, desenvolve ao aproximar sua obra de um \u201cevangelho\u201d e que tamb\u00e9m vale para os textos reunidos em <em>O cego e a dan\u00e7arina. <\/em>Esse sagrado, \u00e0 sua maneira, expressa-se pelo modo como o desejo se torna o eixo central da experi\u00eancia humana, n\u00e3o para tornar o texto pornogr\u00e1fico, mas, sim, para evitar que essa dimens\u00e3o seja escamoteada em outras formas est\u00e9ticas tradicionalmente vistas como mais elevadas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ao enfocar o desejo e a express\u00e3o das sexualidades diversas de suas personagens, o texto desvia de um realismo que situaria as figuras em tempo e espa\u00e7o bem delimitados, investindo na constru\u00e7\u00e3o de percep\u00e7\u00f5es individuais que acompanham homens e mulheres por vezes perdidos, confusos ou em err\u00e2ncia. O t\u00edtulo de um dos contos, \u201cCena imprecisa\u201d, j\u00e1 antecipa o modo como as imagens s\u00e3o constru\u00eddas nesses textos. O conto, marcado por uma metalinguagem que tamb\u00e9m atravessa outros textos do volume, apresenta a paisagem de uma cidade abandonada, prestes a ser tomada por uma represa. Nas mem\u00f3rias do narrador diante das ru\u00ednas, ele evoca a hist\u00f3ria de um jovem infeliz tragado pelas \u00e1guas na rela\u00e7\u00e3o com o pai, um macho feito de virilidade vaidosa e misoginia convencional, promotor de festas e orgias sobre a mis\u00e9ria. A narrativa se constr\u00f3i sobre o artif\u00edcio, descarnando os personagens e deixando-os como pessoas de papel que s\u00e3o, vivas apenas em um simulacro, ou num teatro, como afirma o narrador.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Nesse sentido, diversas express\u00f5es do desejo, buscadas na individualidade de cada experi\u00eancia e de cada corpo, conferem aos textos uma materialidade que n\u00e3o se restringe \u00e0 forma social ou \u00e0 rela\u00e7\u00e3o entre fic\u00e7\u00e3o e hist\u00f3ria. Elas criam uma po\u00e9tica de desestabiliza\u00e7\u00e3o dos sentidos, que resguarda os sentidos do texto como pot\u00eancia, abrindo-os a diferentes leituras como uma proposta pol\u00edtico-est\u00e9tica. No caso de <em>O cego e a dan\u00e7arina<\/em>, essa proposta est\u00e1 relacionada tanto \u00e0 hist\u00f3ria de um pa\u00eds sob Ditadura Militar e \u00e0s din\u00e2micas sociais de gera\u00e7\u00f5es em processo de profunda mudan\u00e7a pol\u00edtica e social, quanto ao del\u00edrio, ao sonho, \u00e0 ansiedade, ao tes\u00e3o e \u00e0 expectativa de que alguma coisa deveria urgentemente acontecer, enfim.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Para saber mais<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">AVELAR, Idelber (2014). Revis\u00f5es da masculinidade sob ditadura: Gabeira, Caio e Noll. <em>Estudos de Literatura Brasileira Contempor\u00e2nea<\/em>, Bras\u00edlia, n. 43, p. 49-68. Dispon\u00edvel em: <a href=\"https:\/\/periodicos.unb.br\/index.php\/estudos\/article\/view\/9944\">https:\/\/periodicos.unb.br\/index.php\/estudos\/article\/view\/9944<\/a>. Acesso em: 20 set. 2025.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">SANTIAGO, Silviano (2002). O evangelho segundo Jo\u00e3o. <em>In<\/em>: SANTIAGO, Silviano. <em>Nas malhas da letras<\/em>: ensaios. Rio de Janeiro: Rocco. p. 72-78.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">SANTOS, Luis Alberto Brand\u00e3o (2019). <em>Can\u00e7\u00e3o de amor para Jo\u00e3o Gilberto Noll<\/em>. Belo Horizonte: Relic\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">SUSSEKIND, Flora (1986). Fic\u00e7\u00e3o 80: Dobradi\u00e7as e Vitrines. <em>Revista do Brasil<\/em>, Ano 2, n. 5.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">NUNCA fomos t\u00e3o felizes (1984). Dire\u00e7\u00e3o: Murilo Salles. Produ\u00e7\u00e3o: Murilo Salles e Mariza Le\u00e3o. Embrafilme, 1984. (100 min), son., color., 35 mm.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Iconografia<\/strong><\/p>\n\n\n<style type=\"text\/css\">\n#foogallery-gallery-8796.fg-masonry { --fg-gutter: 10px; }<\/style>\n\t\t\t<div class=\"foogallery foogallery-container foogallery-masonry foogallery-lightbox-foogallery fg-center fg-masonry fg-ready fg-transparent fg-round-small fg-shadow-small fg-loading-dots fg-loaded-slide-up fg-captions-bottom fg-hover-fade fg-hover-plus fg-col3\" id=\"foogallery-gallery-8796\" data-foogallery=\"{&quot;panel&quot;:{&quot;buttons&quot;:{&quot;download&quot;:false}},&quot;item&quot;:{&quot;showCaptionTitle&quot;:true,&quot;showCaptionDescription&quot;:true},&quot;lazy&quot;:true,&quot;template&quot;:{&quot;horizontalOrder&quot;:true}}\" 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href=\"https:\/\/pracaclovis.com\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/Captura-de-tela-2026-08-05-150245.avif\" data-caption-title=\"Civiliza\u00e7\u00e3o Brasileira, 1980\" data-attachment-id=\"8801\" data-e-disable-page-transition=\"true\" data-type=\"image\" class=\"fg-thumb\"><span class=\"fg-image-wrap\"><img decoding=\"async\" title=\"Civiliza\u00e7\u00e3o Brasileira, 1980\" width=\"250\" height=\"376.62337662338\" class=\"skip-lazy fg-image\" data-src-fg=\"https:\/\/pracaclovis.com\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/Captura-de-tela-2026-08-05-150245.avif\" src=\"data:image\/svg+xml,%3Csvg%20xmlns%3D%22http%3A%2F%2Fwww.w3.org%2F2000%2Fsvg%22%20width%3D%22250%22%20height%3D%22376.62337662338%22%20viewBox%3D%220%200%20250%20376.62337662338%22%3E%3C%2Fsvg%3E\" loading=\"eager\"><\/span><span class=\"fg-image-overlay\"><\/span><\/a><figcaption class=\"fg-caption\"><div class=\"fg-caption-inner\"><div class=\"fg-caption-title\">Civiliza\u00e7\u00e3o Brasileira, 1980<\/div><\/div><\/figcaption><\/figure><div class=\"fg-loader\"><\/div><\/div><div class=\"fg-item fg-type-image fg-idle\"><figure class=\"fg-item-inner\"><a href=\"https:\/\/pracaclovis.com\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/o_cego_e_a_bailarina_ISBN_hd.avif\" data-caption-title=\"L&amp;amp;PM, 1986\" data-attachment-id=\"8803\" data-e-disable-page-transition=\"true\" data-type=\"image\" class=\"fg-thumb\"><span class=\"fg-image-wrap\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" title=\"L&amp;PM, 1986\" width=\"250\" height=\"380\" class=\"skip-lazy fg-image\" data-src-fg=\"https:\/\/pracaclovis.com\/wp-content\/uploads\/cache\/2026\/08\/o_cego_e_a_bailarina_ISBN_hd\/1850780197.avif\" src=\"data:image\/svg+xml,%3Csvg%20xmlns%3D%22http%3A%2F%2Fwww.w3.org%2F2000%2Fsvg%22%20width%3D%22250%22%20height%3D%22380%22%20viewBox%3D%220%200%20250%20380%22%3E%3C%2Fsvg%3E\" loading=\"eager\"><\/span><span class=\"fg-image-overlay\"><\/span><\/a><figcaption class=\"fg-caption\"><div class=\"fg-caption-inner\"><div class=\"fg-caption-title\">L&amp;PM, 1986<\/div><\/div><\/figcaption><\/figure><div class=\"fg-loader\"><\/div><\/div><div class=\"fg-item fg-type-image fg-idle\"><figure class=\"fg-item-inner\"><a href=\"https:\/\/pracaclovis.com\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/Rocco-1991.avif\" data-caption-title=\"Rocco, 1991\" data-attachment-id=\"8804\" data-e-disable-page-transition=\"true\" data-type=\"image\" class=\"fg-thumb\"><span class=\"fg-image-wrap\"><img decoding=\"async\" title=\"Rocco, 1991\" width=\"250\" height=\"378\" class=\"skip-lazy fg-image\" data-src-fg=\"https:\/\/pracaclovis.com\/wp-content\/uploads\/cache\/2026\/08\/Rocco-1991\/646924287.avif\" src=\"data:image\/svg+xml,%3Csvg%20xmlns%3D%22http%3A%2F%2Fwww.w3.org%2F2000%2Fsvg%22%20width%3D%22250%22%20height%3D%22378%22%20viewBox%3D%220%200%20250%20378%22%3E%3C%2Fsvg%3E\" loading=\"eager\"><\/span><span class=\"fg-image-overlay\"><\/span><\/a><figcaption class=\"fg-caption\"><div class=\"fg-caption-inner\"><div class=\"fg-caption-title\">Rocco, 1991<\/div><\/div><\/figcaption><\/figure><div class=\"fg-loader\"><\/div><\/div><div class=\"fg-item fg-type-image fg-idle\"><figure class=\"fg-item-inner\"><a href=\"https:\/\/pracaclovis.com\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/Captura-de-tela-2026-08-05-150316.avif\" data-caption-title=\"It\u00e1lia, Barbera, 2006\" data-attachment-id=\"8799\" data-e-disable-page-transition=\"true\" data-type=\"image\" class=\"fg-thumb\"><span class=\"fg-image-wrap\"><img decoding=\"async\" title=\"It\u00e1lia, Barbera, 2006\" width=\"250\" height=\"415\" class=\"skip-lazy fg-image\" data-src-fg=\"https:\/\/pracaclovis.com\/wp-content\/uploads\/cache\/2026\/08\/Captura-de-tela-2026-08-05-150316\/2234545680.avif\" src=\"data:image\/svg+xml,%3Csvg%20xmlns%3D%22http%3A%2F%2Fwww.w3.org%2F2000%2Fsvg%22%20width%3D%22250%22%20height%3D%22415%22%20viewBox%3D%220%200%20250%20415%22%3E%3C%2Fsvg%3E\" loading=\"eager\"><\/span><span 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O cego e a dan\u00e7arina. S\u00e3o Paulo: Civiliza\u00e7\u00e3o Brasileira, 1980. Anderson da MataIlustra\u00e7\u00e3o: Nino Palmieri Estreia de Jo\u00e3o Gilberto Noll (Porto Alegre, RS, 1946, \u2013 Porto Alegre, RS, 2017), O cego e a dan\u00e7arina apresenta, em seus 25 contos, parte importante do que viria a constituir a po\u00e9tica de contesta\u00e7\u00e3o, erotismo e [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":5,"featured_media":8794,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"categories":[538],"tags":[103,296,97,90,73],"cronologia":[31],"estado":[119],"regiaodaautoria":[42],"autoria":[250,249],"class_list":["post-8791","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-contos","tag-ditadura-1964-1985","tag-infancia","tag-metaliteratura","tag-relacoes-de-genero","tag-sexualidade","cronologia-31","estado-rio-grande-do-sul","regiaodaautoria-sul","autoria-autoriabranca","autoria-autoriamasculina"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pracaclovis.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/8791","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pracaclovis.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pracaclovis.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pracaclovis.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/5"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pracaclovis.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=8791"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/pracaclovis.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/8791\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":8806,"href":"https:\/\/pracaclovis.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/8791\/revisions\/8806"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pracaclovis.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/8794"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pracaclovis.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=8791"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pracaclovis.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=8791"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pracaclovis.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=8791"},{"taxonomy":"cronologia","embeddable":true,"href":"https:\/\/pracaclovis.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcronologia&post=8791"},{"taxonomy":"estado","embeddable":true,"href":"https:\/\/pracaclovis.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Festado&post=8791"},{"taxonomy":"regiaodaautoria","embeddable":true,"href":"https:\/\/pracaclovis.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fregiaodaautoria&post=8791"},{"taxonomy":"autoria","embeddable":true,"href":"https:\/\/pracaclovis.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fautoria&post=8791"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}