{"id":8678,"date":"2026-07-14T12:23:30","date_gmt":"2026-07-14T15:23:30","guid":{"rendered":"https:\/\/pracaclovis.com\/?p=8678"},"modified":"2026-07-14T12:26:34","modified_gmt":"2026-07-14T15:26:34","slug":"a-mancha-roxa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pracaclovis.com\/?p=8678","title":{"rendered":"A mancha roxa"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"has-background wp-block-paragraph\" style=\"background-color:#e1dede\">MARCOS, Pl\u00ednio. <em>A mancha roxa<\/em>. S\u00e3o Paulo: Edi\u00e7\u00e3o do autor, 1988.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-right wp-block-paragraph\">Felipe Augusto Leite<br><em>Ilustra\u00e7\u00e3o: Jo\u00e3o Victor Flecki<\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em 1988, Pl\u00ednio Marcos (Santos, SP, 1935 \u2013 S\u00e3o Paulo, SP, 1999) concluiu a vers\u00e3o definitiva de <em>A mancha roxa<\/em>. O drama come\u00e7ou a ser redigido em 1969 e, inicialmente, foi intitulado <em>A noite das diabas<\/em>. Ocupando um lugar singular dentro da vasta e multifacetada produ\u00e7\u00e3o dramat\u00fargica de Pl\u00ednio Marcos, <em>A mancha roxa<\/em>, escrita tr\u00eas d\u00e9cadas depois da primeira pe\u00e7a do autor, assinala seu retorno \u00e0 viol\u00eancia caracter\u00edstica de suas obras mais conhecidas ap\u00f3s a breve e prof\u00edcua incurs\u00e3o pela religiosidade subversiva de <em>Madame Blavatsky<\/em> (1985) e de <em>Balada de um palha\u00e7o <\/em>(1986). A primeira encena\u00e7\u00e3o do texto ocorreu em 13 de mar\u00e7o de 1989 no Teatro do Bixiga, localizado em S\u00e3o Paulo, capital, e contou com a dire\u00e7\u00e3o de Leo Lama, filho do dramaturgo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Dando \u00eanfase \u00e0 mis\u00e9ria dos marginalizados e \u00e0 progressiva dissolu\u00e7\u00e3o das estruturas e dos v\u00ednculos sociais, a f\u00e1bula de <em>A mancha roxa<\/em> estende-se ao longo de um ato. Para Patrice Pavis (2001), o drama em um ato desenvolveu-se sobretudo a partir do s\u00e9culo XIX e concentra a mat\u00e9ria dram\u00e1tica em um conflito marcante ou em um epis\u00f3dio substancial. Sendo assim, esse tipo de pe\u00e7a costuma apresentar ritmo din\u00e2mico e acelerado. Em<em> A mancha roxa<\/em>, a emerg\u00eancia da crise instaura uma atmosfera de tens\u00e3o permanente, que avan\u00e7a com crescente intensidade.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ambientada em um pres\u00eddio feminino (mais precisamente em uma cela especial do pres\u00eddio), a pe\u00e7a exp\u00f5e as v\u00edsceras dos mecanismos de controle dos corpos e delineia um quadro de vida penetrado pela viol\u00eancia e pela morte. Na cela destinada a detentas que possuem n\u00edvel superior (e que tamb\u00e9m \u00e9 ocupada por mulheres que ali chegaram por interm\u00e9dio da concess\u00e3o de benef\u00edcios e da troca de favores), o grupo composto por Santa, Doutor, Professora, Linda, Tita e Isa v\u00ea surgir entre elas uma mol\u00e9stia que, identificada pela irrup\u00e7\u00e3o de manchas arroxeadas na pele, \u00e9 transmitida por meio de fluidos e mat\u00e9ria corporal: as presas entoam repetitivamente as frases \u201cPelo sangue. Pela porra. Pela merda\u201d, como em um transe ou em uma litania.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em larga medida,<em> A mancha roxa<\/em> parece evocar o contexto que abrigou a sua pr\u00f3pria escrita. Pl\u00ednio Marcos finalizou o drama no mesmo ano em que, a pedido de Dr\u00e1uzio Varela, elaborou o texto <em>Ei, amizade<\/em> (1988) para uma campanha de preven\u00e7\u00e3o da AIDS realizada na Casa de Deten\u00e7\u00e3o (SP). No entanto, o dramaturgo evita nomear diretamente a enfermidade na pe\u00e7a e ela apenas se manifesta como \u201ca roxa\u201d, elemento que extrapola a fun\u00e7\u00e3o de simples progn\u00f3stico e adquire densidade aleg\u00f3rica.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Se, por um lado, a mancha pode ser vista como sinal concreto de cont\u00e1gio (ao descobri-la nos bra\u00e7os de Isa, em uma passagem presente no in\u00edcio do texto, o Doutor assegura: \u201cA Isa t\u00e1 com a roxa. T\u00e1 com a roxa. \u00c9 meu dever avisar. N\u00e3o sei o que se pode fazer, mas ficamos sabendo que a mancha roxa t\u00e1 a\u00ed mesmo\u201d), por outro, corresponde \u00e0 marca produzida pela viol\u00eancia a que as mulheres encarceradas s\u00e3o submetidas nesse universo regido por micropoderes, depend\u00eancia qu\u00edmica, abuso sexual institucionalizado, aus\u00eancia de amparo jur\u00eddico, barganha, coer\u00e7\u00e3o e hierarquias internas inst\u00e1veis. Desse modo, a mancha roxa simboliza a desintegra\u00e7\u00e3o das institui\u00e7\u00f5es, das rela\u00e7\u00f5es humanas e do tecido social, ultrapassando o dom\u00ednio do corpo individual e incidindo, de maneira vigorosa e decisiva, principalmente ao final da pe\u00e7a, sobre a coletividade: \u201cNingu\u00e9m vai escapar. A roxa pega um por um\u201d, o Doutor sentencia.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Nessa hist\u00f3ria de mulheres roxas, a mazela transforma-se em sintoma de uma necropol\u00edtica cotidiana fundamentada no descarte de vidas presas e pobres. Destacando o car\u00e1ter arbitr\u00e1rio das categorias de poder dentro do sistema prisional, o texto d\u00e1 continuidade \u00e0 investiga\u00e7\u00e3o sobre a opress\u00e3o instalada no cerne das institui\u00e7\u00f5es disciplinares iniciada j\u00e1 em <em>Barrela <\/em>(1958), que marca a estreia de Pl\u00ednio Marcos na cena liter\u00e1ria. Em <em>A mancha roxa<\/em>, o pres\u00eddio surge como dispositivo que, ao promover e perpetuar viol\u00eancia f\u00edsica e simb\u00f3lica, revela o fracasso do Estado. Regulando os desejos e os corpos das detentas, a cela especial consubstancia os poderes que, ao punir, abandonam; ao vigiar, corrompem; ao encarcerar, s\u00e3o incapazes de garantir condi\u00e7\u00f5es adequadas \u00e0quelas que est\u00e3o sob a sua tutela.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u00c9 nesse sentido que, ao encontrar \u201ca roxa\u201d em sua pr\u00f3pria pele, a Professora, uma das detentas, vocifera: \u201cCanalhas! Eu estou doente. Doente. Mas vim para c\u00e1 boa. O Estado, o Estado, o Estado \u00e9 respons\u00e1vel por mim. O Estado tem que me curar. Eu quero minha sa\u00fade. Quero minha vida. O Estado \u00e9 culpado. O Estado \u00e9 culpado. O Estado \u00e9 culpado\u201d. No limite, mais do que sinal de uma afec\u00e7\u00e3o f\u00edsica, a presen\u00e7a da \u201croxa\u201d materializa uma falha estatal grave.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u00c0 medida que o cont\u00e1gio progride, as detentas convertem \u201ca roxa\u201d em um instrumento de enfrentamento contra a neglig\u00eancia e o descaso. Por meio de uma invers\u00e3o disruptiva, a mancha, que de in\u00edcio surge como \u00edndice de vulnerabilidade, torna-se uma esp\u00e9cie de arma apontada para o Estado que condena as detentas \u00e0 precariedade. Trata-se de uma atitude extrema que \u00e9 assumida como forma de resist\u00eancia a um sistema que as abandona e as sujeita \u00e0 viol\u00eancia estrutural. Em sua l\u00f3gica interna, esse movimento d\u00e1 a ver que o corpo social, ao excluir sistematicamente essas mulheres, est\u00e1 sob amea\u00e7a e corre perigo: \u201cPra cada uma, mil! Pra cada uma, mil! Pra cada uma, mil!\u201d, \u00e9 o que indica outro bord\u00e3o, reiterado v\u00e1rias vezes durante a pe\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Com <em>A mancha roxa<\/em>, Pl\u00ednio Marcos demonstra ser um dos mais incisivos dramaturgos na representa\u00e7\u00e3o da viol\u00eancia que permeia as rela\u00e7\u00f5es humanas, sociais e interpessoais. Explorando a intersec\u00e7\u00e3o entre doen\u00e7a, c\u00e1rcere e abandono estatal, o autor constr\u00f3i uma topografia da opress\u00e3o e configura uma densa reflex\u00e3o a respeito da desumaniza\u00e7\u00e3o imposta a sujeitos marginalizados. Com linguagem agressiva e direta, a pe\u00e7a constr\u00f3i um microcosmo atravessado por brutalidade e degrada\u00e7\u00e3o e aproxima as dimens\u00f5es est\u00e9tica e \u00e9tica.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 composi\u00e7\u00e3o do drama, chama a aten\u00e7\u00e3o a emers\u00e3o de procedimentos tradicionalmente vinculados \u00e0 l\u00edrica (como a polifonia de fontes enunciativas e a inser\u00e7\u00e3o de ritmo, melodia e m\u00fasica nos di\u00e1logos), o espelhamento entre os fragmentos extra\u00eddos do Evangelho (proferidos em v\u00e1rios momentos por Santa, uma das detentas) e o que \u00e9 dito e experienciado pelas mulheres encarceradas. De fato, <em>A mancha roxa<\/em> transita em meio a uma zona de tens\u00f5es, e a degrada\u00e7\u00e3o das condi\u00e7\u00f5es de exist\u00eancia nos pres\u00eddios \u00e9 expressa ora por meio dos recursos da poesia (\u201cMuitas mulheres roxas \/ no f\u00edgado, nos rins, no mart\u00edrio \/ roxas dilaceradas \/ obscuras roxas \/ carnes podres \/ almas debilitadas \/ podres roxas \/ suplicam piedade \/ mas nenhuma consola\u00e7\u00e3o \/ nenhuma responder\u00e1\u201d), ora por meio da crueza do l\u00e9xico e do rebaixamento do vocabul\u00e1rio (\u201cNojentas! Filhas da puta! Porcas! Est\u00e3o todas empesteadas\u201d).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Como se percebe, Pl\u00ednio Marcos delineia o drama individual das detentas, isto \u00e9, o aparecimento da enfermidade, para constituir um panorama mais complexo e amplo. Partindo de uma trag\u00e9dia \u00edntima, a pe\u00e7a coloca em cena uma cr\u00edtica sist\u00eamica e evidencia um quadro brutal. Convocando o leitor e o espectador a focalizar a mis\u00e9ria, a viol\u00eancia e o horror que alimentam esse quadro, <em>A mancha roxa<\/em> incita \u00e0 conscientiza\u00e7\u00e3o frente \u00e0 dura realidade enfrentada nos pres\u00eddios brasileiros, e talvez seja essa a sua contribui\u00e7\u00e3o mais poderosa para a dramaturgia nacional.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Para saber mais<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">LIMA, Rain\u00e9rio (2023). <em>A mancha roxa<\/em>, o teatro da peste e o direito \u00e0 viol\u00eancia. <em>Aletria: Revista de Estudos de Literatura<\/em>, v. 33, n. 4, p. 76-95. Dispon\u00edvel em: <a href=\"https:\/\/periodicos.ufmg.br\/index.php\/aletria\/article\/view\/44887\">https:\/\/periodicos.ufmg.br\/index.php\/aletria\/article\/view\/44887<\/a>. Acesso em: 19 out 2025.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">PAVIS, Patrice (2001)<em>. Dicion\u00e1rio de teatro<\/em>. S\u00e3o Paulo: Perspectiva.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">P\u00c9CORA, Alcir (2016). Atr\u00e1s desses muros. <em>In<\/em>: MARCOS, Pl\u00ednio. <em>Obras teatrais<\/em>: atr\u00e1s desses muros. Rio de Janeiro: Funarte. p. 19-44.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">SANTOS, Cl\u00f3vis Domingos; MACIEL, Paulo Marcos Cardoso (2023). Um espelho sem reflexo: <em>A mancha roxa<\/em> na cr\u00edtica teatral brasileira. <em>Urdimento \u2013 Revista de Estudos em Artes C\u00eanicas<\/em>, Florian\u00f3polis, v. 2, n. 47, p. 1-26. Dispon\u00edvel em:<a href=\" https:\/\/periodicos.udesc.br\/index.php\/urdimento\/article\/view\/23074\"> https:\/\/periodicos.udesc.br\/index.php\/urdimento\/article\/view\/23074<\/a>. Acesso em: 25 out 2025.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Iconografia<\/strong><\/p>\n\n\n<style type=\"text\/css\">\n#foogallery-gallery-8325.fg-masonry { --fg-gutter: 10px; }<\/style>\n\t\t\t<div class=\"foogallery foogallery-container foogallery-masonry foogallery-lightbox-foogallery fg-center fg-masonry fg-ready fg-transparent fg-round-small fg-shadow-small fg-loading-dots fg-loaded-slide-up fg-captions-bottom fg-hover-fade fg-hover-plus fg-col3\" id=\"foogallery-gallery-8325\" data-foogallery=\"{&quot;panel&quot;:{&quot;buttons&quot;:{&quot;download&quot;:false}},&quot;item&quot;:{&quot;showCaptionTitle&quot;:true,&quot;showCaptionDescription&quot;:true},&quot;lazy&quot;:true,&quot;template&quot;:{&quot;horizontalOrder&quot;:true}}\" data-foogallery-lightbox=\"{&quot;thumbs&quot;:&quot;bottom&quot;,&quot;thumbsCaptions&quot;:false,&quot;thumbsBestFit&quot;:false,&quot;thumbsSmall&quot;:false,&quot;thumbsCaptionsAlign&quot;:&quot;default&quot;,&quot;info&quot;:&quot;bottom&quot;,&quot;infoVisible&quot;:true,&quot;infoOverlay&quot;:true,&quot;infoAlign&quot;:&quot;default&quot;,&quot;transition&quot;:&quot;fade&quot;,&quot;hoverButtons&quot;:false,&quot;fitMedia&quot;:false,&quot;noScrollbars&quot;:true,&quot;preserveButtonSpace&quot;:true,&quot;buttons&quot;:{&quot;fullscreen&quot;:true,&quot;info&quot;:true,&quot;thumbs&quot;:false,&quot;download&quot;:false},&quot;video&quot;:{&quot;autoPlay&quot;:true}}\" style=\"--fg-title-line-clamp: 0; --fg-description-line-clamp: 0;\" >\n\t\t<div class=\"fg-column-width\"><\/div>\n\t<div class=\"fg-gutter-width\"><\/div>\n\t\t<div class=\"fg-item fg-type-image fg-idle\"><figure class=\"fg-item-inner\"><a href=\"https:\/\/pracaclovis.com\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/Edicao-do-autor-1988.avif\" data-caption-title=\"Edi\u00e7\u00e3o do autor, 1988\" data-attachment-id=\"8327\" data-e-disable-page-transition=\"true\" data-type=\"image\" class=\"fg-thumb\"><span class=\"fg-image-wrap\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" title=\"Edi\u00e7\u00e3o do autor, 1988\" width=\"250\" height=\"350\" class=\"skip-lazy fg-image\" data-src-fg=\"https:\/\/pracaclovis.com\/wp-content\/uploads\/cache\/2026\/06\/Edicao-do-autor-1988\/2488393019.avif\" src=\"data:image\/svg+xml,%3Csvg%20xmlns%3D%22http%3A%2F%2Fwww.w3.org%2F2000%2Fsvg%22%20width%3D%22250%22%20height%3D%22350%22%20viewBox%3D%220%200%20250%20350%22%3E%3C%2Fsvg%3E\" loading=\"eager\"><\/span><span class=\"fg-image-overlay\"><\/span><\/a><figcaption class=\"fg-caption\"><div class=\"fg-caption-inner\"><div class=\"fg-caption-title\">Edi\u00e7\u00e3o do autor, 1988<\/div><\/div><\/figcaption><\/figure><div class=\"fg-loader\"><\/div><\/div><div class=\"fg-item fg-type-image fg-idle\"><figure class=\"fg-item-inner\"><a href=\"https:\/\/pracaclovis.com\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/Ingresso-para-a-encenacao-de-A-mancha-roxa-1989.avif\" data-caption-title=\"Ingresso para a encena\u00e7\u00e3o de &quot;A mancha roxa&quot;, 1989\" data-attachment-id=\"8326\" data-e-disable-page-transition=\"true\" data-type=\"image\" class=\"fg-thumb\"><span class=\"fg-image-wrap\"><img decoding=\"async\" title=\"Ingresso para a encena\u00e7\u00e3o de &quot;A mancha roxa&quot;, 1989\" width=\"250\" height=\"170\" class=\"skip-lazy fg-image\" data-src-fg=\"https:\/\/pracaclovis.com\/wp-content\/uploads\/cache\/2026\/06\/Ingresso-para-a-encenacao-de-A-mancha-roxa-1989\/2971222716.avif\" src=\"data:image\/svg+xml,%3Csvg%20xmlns%3D%22http%3A%2F%2Fwww.w3.org%2F2000%2Fsvg%22%20width%3D%22250%22%20height%3D%22170%22%20viewBox%3D%220%200%20250%20170%22%3E%3C%2Fsvg%3E\" loading=\"eager\"><\/span><span class=\"fg-image-overlay\"><\/span><\/a><figcaption class=\"fg-caption\"><div class=\"fg-caption-inner\"><div class=\"fg-caption-title\">Ingresso para a encena\u00e7\u00e3o de &#8220;A mancha roxa&#8221;, 1989<\/div><\/div><\/figcaption><\/figure><div class=\"fg-loader\"><\/div><\/div><\/div><style type=\"text\/css\">.fg-caption-title {font-family: \"Montserrat\", Sans-serif; font-size: 16px; text-align: center;}<\/style>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>MARCOS, Pl\u00ednio. 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