{"id":8434,"date":"2026-07-03T17:29:53","date_gmt":"2026-07-03T20:29:53","guid":{"rendered":"https:\/\/pracaclovis.com\/?p=8434"},"modified":"2026-07-06T11:21:10","modified_gmt":"2026-07-06T14:21:10","slug":"trilogia-abnegacao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pracaclovis.com\/?p=8434","title":{"rendered":"Trilogia Abnega\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"has-background wp-block-paragraph\" style=\"background-color:#e1dede\">DAL FARRA, Alexandre. <em>Trilogia Abnega\u00e7\u00e3o<\/em>. Belo Horizonte: Javali, 2017.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-right wp-block-paragraph\">Artur Sartori Kon<br><em>Ilustra\u00e7\u00e3o:<\/em> <em>L\u00e9o Tavares<\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><em>Trilogia Abnega\u00e7\u00e3o <\/em>\u00e9 um ciclo dram\u00e1tico escrito por Alexandre Dal Farra (S\u00e3o Paulo, SP, 1961) para montagens estreadas em 2014, 2015 e 2016 por seu grupo, o Tablado de Arruar (nome posteriormente alterado para Tablado SP). O conjunto de textos tem como premissa a recusa de uma avalia\u00e7\u00e3o apressada a respeito do cen\u00e1rio pol\u00edtico nacional, bem como de qualquer pretens\u00e3o de superioridade cr\u00edtica ou posi\u00e7\u00e3o de exterioridade em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 realidade criticada. Ler a trilogia hoje pode ser uma tarefa dif\u00edcil, devido \u00e0 pouca dist\u00e2ncia em rela\u00e7\u00e3o a acontecimentos recentes da pol\u00edtica brasileira<em>.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Como a maior parte da obra dramat\u00fargica do autor, a trilogia \u00e9 uma imers\u00e3o no que h\u00e1 de absurdo e contradit\u00f3rio na pol\u00edtica brasileira contempor\u00e2nea, sendo esse efeito imersivo intensificado pela proximidade temporal excessiva entre a obra e os acontecimentos que nela s\u00e3o refletidos. A a\u00e7\u00e3o da pe\u00e7a revela n\u00e3o as mazelas de um sistema pol\u00edtico do qual o artista se coloca como opositor virtuoso, mas antes algo estarrecedor, e at\u00e9 monstruoso, dentro do pr\u00f3prio campo ideol\u00f3gico do autor, que \u00e9 o da esquerda brasileira. Nesse caso, o espectro referido aparece tal como organizado desde o fim da Ditadura Civil-Militar, posteriormente dominado pelo Partido dos Trabalhadores e principalmente configurado a partir da chegada dele ao poder no s\u00e9culo XXI.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em <em>Trilogia Abnega\u00e7\u00e3o<\/em> se v\u00ea, segundo Luiz Fernando Ramos (2017), \u201co derreter de um projeto emancipat\u00f3rio galvanizador das esperan\u00e7as de milh\u00f5es de brasileiros\u201d, de modo que o leitor se enxerga tragicamente lan\u00e7ado \u201cdo cume da expectativa radiante ao fosso do \u00e1rido deserto\u201d. Desse modo, n\u00e3o parece haver um intuito reacion\u00e1rio, mas antes um efeito provocativo ou pol\u00eamico, n\u00e3o por acaso recebido com incompreens\u00e3o e at\u00e9 acusa\u00e7\u00f5es de \u201cfazer o jogo da direita\u201d quando esse espectro pol\u00edtico voltava a ganhar espa\u00e7o, amea\u00e7ando voltar ao poder e destruir conquistas de tr\u00eas mandatos presidenciais do PT (Martins, 2022).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Diante desse cen\u00e1rio, \u201cAbnega\u00e7\u00e3o 1\u201d encena a reuni\u00e3o secreta de um partido numa fazenda no interior de S\u00e3o Paulo, durante a madrugada. Celso, Jonas, Jos\u00e9 e Paulo est\u00e3o ali para lidar com uma situa\u00e7\u00e3o desconhecida para o leitor\/espectador, referida como \u201co nosso problema\u201d ou \u201co acidente\u201d. Adiante, os personagens citam uma rela\u00e7\u00e3o aparentemente il\u00edcita com empreiteiras, mas n\u00e3o h\u00e1 exatamente a discuss\u00e3o de uma solu\u00e7\u00e3o para o problema apresentado, apenas digress\u00f5es, desvios e desaven\u00e7as sobre quest\u00f5es menores.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em dado momento, Celso e Jos\u00e9 brigam acaloradamente, e sabe-se que h\u00e1 alguns documentos importantes referentes ao caso, mas o leitor n\u00e3o tem conhecimento do conte\u00fado deles. Em vez da exposi\u00e7\u00e3o do que h\u00e1 de relevante nessa documenta\u00e7\u00e3o, acompanham-se os gritos e a viol\u00eancia que se desencadeiam nas discuss\u00f5es. Aos poucos percebe-se que os pr\u00f3prios personagens n\u00e3o entendem bem as regras do caso: a linguagem, mais do que um c\u00f3digo interno que o leitor n\u00e3o acessa, mostra a falta de clareza e o desentendimento entre os participantes da reuni\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Uma quinta personagem, Fl\u00e1via, entra em cena e parece s\u00f3 estar no local para servir caf\u00e9 e bebidas, mas, aos poucos, revela-se pe\u00e7a importante do mist\u00e9rio: aceita propina para se manter em sil\u00eancio, declara estar ali por convic\u00e7\u00e3o e fidelidade (uma vez que dedicou mais de dez anos ao partido) e sugere um poss\u00edvel passado amoroso com um dos homens. Por fim, uma breve segunda cena, fora da casa, encerra a pe\u00e7a, sem explica\u00e7\u00f5es. O espectador fica apenas com a imagem de Celso sujo, impregnado do mau cheiro de mat\u00e9ria em decomposi\u00e7\u00e3o oriundo de um silo de sementes da fazenda, terminando a pe\u00e7a de modo brusco.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cAbnega\u00e7\u00e3o 2: o come\u00e7o do fim\u201d faz refer\u00eancia ao assassinato nunca esclarecido do petista Celso Daniel, ent\u00e3o prefeito de Santo Andr\u00e9, em 2002, que aparece como inspira\u00e7\u00e3o para a hist\u00f3ria do personagem Jorge, ou seja, n\u00e3o h\u00e1 car\u00e1ter documental no texto. Acompanha-se, pois, a cr\u00f4nica de uma morte anunciada desde a primeira cena, que se inicia com a comemora\u00e7\u00e3o da elei\u00e7\u00e3o de Jorge, \u201ctranstornado\u201d com o enriquecimento de colegas do partido. Ele declara ter feito um dossi\u00ea sobre o assunto, enquanto seus companheiros tentam dissuadi-lo de uma poss\u00edvel den\u00fancia. A men\u00e7\u00e3o aos colegas de Jorge, que reconhecemos como sendo personagens de \u201cAbnega\u00e7\u00e3o 1\u201d, parece localizar temporalmente a a\u00e7\u00e3o da segunda pe\u00e7a antes da primeira.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ao longo da pe\u00e7a, a consci\u00eancia do esc\u00e2ndalo e do risco de vida vai fazendo com que Jorge mergulhe em uma loucura hamletiana, real ou encenada, enquanto as demais personagens tentam manter a apar\u00eancia de normalidade. Mesmo diante do absurdo e do horror, as a\u00e7\u00f5es s\u00e3o justificadas pelas personagens como partes necess\u00e1rias do \u201ccaminho para o socialismo\u201d. Por\u00e9m, entremeadas \u00e0s cenas em que \u00e9 contado o caso do assassinato de Jorge, surgem outros epis\u00f3dios que n\u00e3o t\u00eam rela\u00e7\u00e3o com ele, nos quais personagens an\u00f4nimos vivem e descrevem viol\u00eancias gratuitas, quase <em>nonsenses<\/em>. Desse modo, parece imposs\u00edvel definir se a contraposi\u00e7\u00e3o entre esses dois tipos de cenas deveria produzir um efeito de contraste ou se, pelo contr\u00e1rio, essa constru\u00e7\u00e3o funcionaria como duplica\u00e7\u00e3o da narrativa principal: a hist\u00f3ria de como \u201cmataram uma utopia\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cRestos: Abnega\u00e7\u00e3o 3\u201d se afasta das pe\u00e7as anteriores por n\u00e3o continuar a narrativa, criando antes um \u201cprisma multiplicador\u201d (Ramos, 2017) com cinco contextos sociais diferentes, de cenas unidas pelo contraste entre passado de luta pol\u00edtica e presente de conformismo e desilus\u00e3o. Na casa dos herdeiros ricos (cenas I e VI), h\u00e1 uma mulher que participou da luta armada, e que agora lida com a culpa por ter uma empregada dom\u00e9stica, e um jovem aspirante a empreendedor. Numa casa de classe m\u00e9dia (cenas II e VII), dois homens que trabalham no Partido dos Trabalhadores disputam a mesma mulher: o ex-marido, que nunca conseguiu um cargo profissional, v\u00ea o concorrente, advogado bem-sucedido, como sintoma de uma rendi\u00e7\u00e3o \u00e0 vida burguesa, n\u00e3o mais \u201ccapaz de ser transformadora\u201d. J\u00e1 na resid\u00eancia da nova rica (III e VIII), a filha recebe seu pai, um ex-guerrilheiro, separado da dona da casa, decadente e sem teto, desgostoso com o enriquecimento da ex-esposa e com as novas gera\u00e7\u00f5es, que v\u00ea como \u201cjovens e ignorantes\u201d. Ele est\u00e1 desiludido com \u201cesse pa\u00eds [que] n\u00e3o tem mais futuro\u201d. Acompanha-se tamb\u00e9m um padre (possivelmente ex-guerrilheiro) que visita um apartamento pobre na Cohab (cenas IV e IX), onde morou no passado, local do qual tem boas lembran\u00e7as e para onde deseja voltar \u2013 seja por uma estranha valoriza\u00e7\u00e3o da mis\u00e9ria ou para fugir de bandidos que o perseguem. Al\u00e9m disso, h\u00e1 a casa de um oficial (cena V), onde um homem com passado de luta clandestina decide abandonar a fam\u00edlia e uma vida estranha e sem sentido que o levou a conviver com o desprezado cunhado militar.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Como se v\u00ea, se a trilogia come\u00e7a com uma forma dram\u00e1tica cl\u00e1ssica, n\u00e3o apenas seguindo as tr\u00eas unidades aristot\u00e9licas de a\u00e7\u00e3o, tempo e espa\u00e7o, mas concentrando tudo em um \u00fanico momento dram\u00e1tico, na pe\u00e7a seguinte \u00e9 instaurada uma cis\u00e3o entre dois tipos de cena: uma principal que conta a hist\u00f3ria e outra que lhe contrap\u00f5e imagens de viol\u00eancia sem referenciar nomes nem lugares. Por fim, a \u00faltima pe\u00e7a se divide em v\u00e1rios cen\u00e1rios independentes, nenhum mais importante do que o outro. Temos, ao longo das tr\u00eas partes, portanto, um \u201ccaminho de destrui\u00e7\u00e3o\u201d, ou de fragmenta\u00e7\u00e3o e despersonifica\u00e7\u00e3o crescentes, \u201capontando, assim, para a universalidade da ru\u00edna\u201d (Pinto, 2024).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ao mesmo tempo, h\u00e1 uma diminui\u00e7\u00e3o das indica\u00e7\u00f5es c\u00eanicas. \u201cAbnega\u00e7\u00e3o 1\u201d tem rubricas abundantes e, em alguns casos, grandiosas \u2013 \u201ctr\u00eas silos de armazenamento de 20 metros de altura\u201d, \u201ctrinta carros oficiais\u201d \u2013, sugerindo uma abordagem realista, \u201ccinematogr\u00e1fica\u201d (Ramos, 2017), ou que exige recursos \u00e9picos para ser encen\u00e1vel. \u201cAbnega\u00e7\u00e3o 2\u201d ainda traz rubricas, de tamanho m\u00e9dio, contextualizando as cenas e descrevendo as a\u00e7\u00f5es, que ainda t\u00eam grande import\u00e2ncia. Finalmente, \u201cRestos: Abnega\u00e7\u00e3o 3\u201d quase dispensa por completo essas indica\u00e7\u00f5es. Esse procedimento parece corresponder \u00e0 escolha da primeira encena\u00e7\u00e3o, em que os atores ficavam parados, sentados em cadeiras e olhando para a frente, sem sequer contracenar propriamente. Fica evidente \u201ca concentra\u00e7\u00e3o do autor nas falas, que jorram violentamente [&#8230;], e menos no ajuste dos fatos da suposta trama\u201d (Ramos, 2017). O ciclo todo opera uma tens\u00e3o interna no realismo dram\u00e1tico, for\u00e7ando seus limites \u201cn\u00e3o com procedimentos habituais de distanciamento\u201d, mas expondo \u201cum discurso expl\u00edcito demais, consciente demais [&#8230;] absolutamente violento, como se as personagens n\u00e3o tivessem superego a lhes frear palavras e a\u00e7\u00f5es\u201d: trata-se de um \u201ccinismo psic\u00f3tico\u201d (Kon, 2017) que move a sociedade brasileira. Mas h\u00e1 uma diferen\u00e7a determinante entre as duas primeiras partes e a terceira: naquelas est\u00e3o ausentes \u201crecursos antirrealistas que nos levem \u00e0 identifica\u00e7\u00e3o com as personagens (e portanto \u00e0 autocr\u00edtica)\u201d (Kon, 2017). Corre-se o risco de transform\u00e1-las em monstros morais, ou, pelo contr\u00e1rio, de fetichizar a viol\u00eancia como elemento disruptivo do conformismo. A \u00faltima pe\u00e7a alcan\u00e7a \u2013 tanto no texto como na encena\u00e7\u00e3o \u2013 um impactante procedimento gen\u00e9rico, incluindo leitores e espectadores no horror encenado.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Para saber mais<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">MARTINS, Alexandre Ferreira Dal Farra (2019). [Entrevista concedida a] Isabel Diegues, Jos\u00e9 Fernando Peixoto de Azevedo e Kil Abreu (org.). <em>Maratona de dramaturgia<\/em>. Rio de Janeiro: Cobog\u00f3; S\u00e3o Paulo: Edi\u00e7\u00f5es SESC, p. 17-37.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">MARTINS, Alexandre Ferreira Dal Farra (2022). <em>O transe brasileiro no teatro<\/em>: din\u00e2micas de diferencia\u00e7\u00e3o e ascens\u00e3o autorit\u00e1ria vistas da cena. Tese (Doutorado em Artes C\u00eanicas) \u2013 Universidade de S\u00e3o Paulo, S\u00e3o Paulo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">KON, Artur Sartori (2017). <em>Da teatrocracia<\/em>: est\u00e9tica e pol\u00edtica do teatro paulistano contempor\u00e2neo. S\u00e3o Paulo: Annablume.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">PINTO, Andr\u00e9 de Souza (2024). Restos, ru\u00ednas e viol\u00eancia em <em>Trilogia Abnega\u00e7\u00e3o<\/em>, de Alexandre Dal Farra. <em>Missangas: Estudos em Literatura e Lingu\u00edstica<\/em>, Teixeira de Freitas, v. 5, n. 11, p. 66-80. Dispon\u00edvel em: <a href=\"https:\/\/revistas.uneb.br\/missangas\/article\/view\/22021\">https:\/\/revistas.uneb.br\/missangas\/article\/view\/22021<\/a>. Acesso em: 9 nov. 2025.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">RAMOS, Luiz Fernando (2017). Pref\u00e1cio. <em>In: <\/em>DAL FARRA, Alexandre. <em>Trilogia Abnega\u00e7\u00e3o. <\/em>Belo Horizonte: Javali. p. 7-10.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Iconografia<\/strong><\/p>\n\n\n<style type=\"text\/css\">\n#foogallery-gallery-8435.fg-masonry { --fg-gutter: 10px; }<\/style>\n\t\t\t<div class=\"foogallery foogallery-container foogallery-masonry foogallery-lightbox-foogallery fg-center fg-masonry fg-ready fg-transparent fg-round-small fg-shadow-small fg-loading-dots fg-loaded-slide-up fg-captions-bottom fg-hover-fade fg-hover-plus fg-col3\" id=\"foogallery-gallery-8435\" data-foogallery=\"{&quot;panel&quot;:{&quot;buttons&quot;:{&quot;download&quot;:false}},&quot;item&quot;:{&quot;showCaptionTitle&quot;:true,&quot;showCaptionDescription&quot;:true},&quot;lazy&quot;:true,&quot;template&quot;:{&quot;horizontalOrder&quot;:true}}\" data-foogallery-lightbox=\"{&quot;thumbs&quot;:&quot;bottom&quot;,&quot;thumbsCaptions&quot;:false,&quot;thumbsBestFit&quot;:false,&quot;thumbsSmall&quot;:false,&quot;thumbsCaptionsAlign&quot;:&quot;default&quot;,&quot;info&quot;:&quot;bottom&quot;,&quot;infoVisible&quot;:true,&quot;infoOverlay&quot;:true,&quot;infoAlign&quot;:&quot;default&quot;,&quot;transition&quot;:&quot;fade&quot;,&quot;hoverButtons&quot;:false,&quot;fitMedia&quot;:false,&quot;noScrollbars&quot;:true,&quot;preserveButtonSpace&quot;:true,&quot;buttons&quot;:{&quot;fullscreen&quot;:true,&quot;info&quot;:true,&quot;thumbs&quot;:false,&quot;download&quot;:false},&quot;video&quot;:{&quot;autoPlay&quot;:true}}\" style=\"--fg-title-line-clamp: 0; --fg-description-line-clamp: 0;\" >\n\t\t<div class=\"fg-column-width\"><\/div>\n\t<div class=\"fg-gutter-width\"><\/div>\n\t\t<div class=\"fg-item fg-type-image fg-idle\"><figure class=\"fg-item-inner\"><a href=\"https:\/\/pracaclovis.com\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/Javali-2017.avif\" data-caption-title=\"Javali, 2017\" data-attachment-id=\"8437\" data-e-disable-page-transition=\"true\" data-type=\"image\" class=\"fg-thumb\"><span class=\"fg-image-wrap\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" title=\"Javali, 2017\" width=\"250\" height=\"377\" class=\"skip-lazy fg-image\" data-src-fg=\"https:\/\/pracaclovis.com\/wp-content\/uploads\/cache\/2026\/06\/Javali-2017\/3996074463.avif\" src=\"data:image\/svg+xml,%3Csvg%20xmlns%3D%22http%3A%2F%2Fwww.w3.org%2F2000%2Fsvg%22%20width%3D%22250%22%20height%3D%22377%22%20viewBox%3D%220%200%20250%20377%22%3E%3C%2Fsvg%3E\" loading=\"eager\"><\/span><span class=\"fg-image-overlay\"><\/span><\/a><figcaption class=\"fg-caption\"><div class=\"fg-caption-inner\"><div class=\"fg-caption-title\">Javali, 2017<\/div><\/div><\/figcaption><\/figure><div class=\"fg-loader\"><\/div><\/div><div class=\"fg-item fg-type-image fg-idle\"><figure class=\"fg-item-inner\"><a href=\"https:\/\/pracaclovis.com\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/Franca-Solitaires-Intempestifs-2017.avif\" data-caption-title=\"Fran\u00e7a, Solitaires Intempestifs, 2017\" data-attachment-id=\"8436\" data-e-disable-page-transition=\"true\" data-type=\"image\" class=\"fg-thumb\"><span class=\"fg-image-wrap\"><img decoding=\"async\" title=\"Fran\u00e7a, Solitaires Intempestifs, 2017\" width=\"250\" height=\"399\" class=\"skip-lazy fg-image\" data-src-fg=\"https:\/\/pracaclovis.com\/wp-content\/uploads\/cache\/2026\/06\/Franca-Solitaires-Intempestifs-2017\/4208653974.avif\" src=\"data:image\/svg+xml,%3Csvg%20xmlns%3D%22http%3A%2F%2Fwww.w3.org%2F2000%2Fsvg%22%20width%3D%22250%22%20height%3D%22399%22%20viewBox%3D%220%200%20250%20399%22%3E%3C%2Fsvg%3E\" loading=\"eager\"><\/span><span class=\"fg-image-overlay\"><\/span><\/a><figcaption class=\"fg-caption\"><div class=\"fg-caption-inner\"><div class=\"fg-caption-title\">Fran\u00e7a, Solitaires Intempestifs, 2017<\/div><\/div><\/figcaption><\/figure><div class=\"fg-loader\"><\/div><\/div><\/div><style type=\"text\/css\">.fg-caption-title {font-family: \"Montserrat\", Sans-serif; font-size: 16px; text-align: center;}<\/style>\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>DAL FARRA, Alexandre. Trilogia Abnega\u00e7\u00e3o. Belo Horizonte: Javali, 2017. Artur Sartori KonIlustra\u00e7\u00e3o: L\u00e9o Tavares Trilogia Abnega\u00e7\u00e3o \u00e9 um ciclo dram\u00e1tico escrito por Alexandre Dal Farra (S\u00e3o Paulo, SP, 1961) para montagens estreadas em 2014, 2015 e 2016 por seu grupo, o Tablado de Arruar (nome posteriormente alterado para Tablado SP). 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