{"id":8429,"date":"2026-07-06T10:28:50","date_gmt":"2026-07-06T13:28:50","guid":{"rendered":"https:\/\/pracaclovis.com\/?p=8429"},"modified":"2026-07-06T10:28:51","modified_gmt":"2026-07-06T13:28:51","slug":"mare-projeto-brasil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pracaclovis.com\/?p=8429","title":{"rendered":"MAR\u00c9\/PROJETO bRASIL"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"has-background wp-block-paragraph\" style=\"background-color:#e1dede\">ABREU, Marcio. <em>MAR\u00c9\/PROJETO bRASIL<\/em>. Rio de Janeiro: Cobog\u00f3, 2016.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-right wp-block-paragraph\">Nayara Macedo Barbosa de Brito<br><em>Ilustra\u00e7\u00e3o:<\/em> <em>L\u00e9o Tavares<\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Refletindo sobre as transforma\u00e7\u00f5es ocorridas na dramaturgia europeia a partir da virada do s\u00e9culo XX, e observando as diferentes conven\u00e7\u00f5es dramat\u00fargicas \u00e0s quais chegaram os autores que analisou em <em>Drama from Ibsen to Brecht <\/em>(1983), bem como a rela\u00e7\u00e3o dessas conven\u00e7\u00f5es com a realidade social na\/da qual emergiram, o cr\u00edtico de cultura Raymond Williams formulou a no\u00e7\u00e3o de \u201cestrutura de sentimento\u201d. Segundo ele, tais conven\u00e7\u00f5es seriam \u201cum modo de responder a um mundo particular [&#8230;], na experi\u00eancia, o \u00fanico modo poss\u00edvel\u201d e se fundamentam \u201cnos mais profundos e, com frequ\u00eancia, menos tang\u00edveis elementos da nossa experi\u00eancia\u201d. Para o cr\u00edtico, \u00e0 experi\u00eancia viva de cada \u00e9poca corresponderiam determinados \u201cmodos de sentir\u201d (Ramos, 2010) que, ao serem incorporados e formalizados nas obras de arte, dariam origem a t\u00e9cnicas ou conven\u00e7\u00f5es espec\u00edficas caracter\u00edsticas de um per\u00edodo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">No trabalho da companhia brasileira de teatro, fundada em 2000 na cidade de Curitiba (PR) e formada por artistas de v\u00e1rias regi\u00f5es do pa\u00eds, a pesquisa de linguagem se traduz no \u201cdesejo de reinven\u00e7\u00e3o [\u2026] de mundos atrav\u00e9s da l\u00edngua [\u2026] ou, ainda, do que n\u00e3o cabe [nas palavras]\u201d (Abreu, 2016). Tal pesquisa aponta para os modos de sentir a partir dos quais esse coletivo de artistas vem produzindo seu trabalho, sob a dire\u00e7\u00e3o de Marcio Alexandre Abreu dos Santos (Rio de Janeiro, RJ, 1970).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u00c9 nessa perspectiva que a companhia vem experimentando, desde o in\u00edcio de sua trajet\u00f3ria, a constru\u00e7\u00e3o de \u201cpe\u00e7as com dramaturgia pr\u00f3pria, escritas em processos colaborativos e simult\u00e2neos \u00e0 cria\u00e7\u00e3o dos espet\u00e1culos\u201d (Companhia Brasileira de Teatro, s.d.a). No que diz respeito \u00e0 rela\u00e7\u00e3o entre essas constru\u00e7\u00f5es e \u00e0 realidade social da\/na qual emergiram \u2013 ou, nos termos de Williams, \u00e0 estrutura de sentimento na qual se inscrevem \u2013, <em>PROJETO bRASIL<\/em> \u00e9 a primeira pe\u00e7a em que essa articula\u00e7\u00e3o \u00e9 assumida de modo expl\u00edcito. Todavia, com uma importante ressalva, sublinhada por Abreu em entrevistas e reiterada na apresenta\u00e7\u00e3o que escreveu para a publica\u00e7\u00e3o do texto: n\u00e3o se trata de uma pe\u00e7a <em>sobre <\/em>o Brasil, mas de uma dramaturgia constru\u00edda <em>a partir<\/em> desse pa\u00eds, considerando a experi\u00eancia das diversas viagens realizadas por seu extenso territ\u00f3rio, as leituras que fizeram \u201ca respeito da forma\u00e7\u00e3o de um pensamento sobre o Brasil\u201d e \u201ca viv\u00eancia das transforma\u00e7\u00f5es turbulentas que vem [sic] acontecendo no mundo\u201d (Companhia Brasileira de Teatro, s.d.b). Tanto em <em>PROJETO bRASIL<\/em> quanto em <em>MAR\u00c9<\/em>, afirma o autor, \u201ch\u00e1 uma dimens\u00e3o de di\u00e1logo com o real, sem a ingenuidade ou pretens\u00e3o de reproduzi-lo\u201d (Abreu, 2016).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><em>PROJETO bRASIL<\/em>, estreada em Curitiba em setembro de 2015, com texto publicado em 2016, est\u00e1 organizada sob a forma de 16 discursos verbais e n\u00e3o verbais. Constru\u00edda em processo colaborativo, a dramaturgia \u00e9 assinada por Abreu e pelo elenco \u2013 Geovana Soar, Nadja Naira (que tamb\u00e9m assina a ilumina\u00e7\u00e3o do espet\u00e1culo) e Rodrigo Bolzan. Entre os discursos, h\u00e1 aqueles escritos pelo diretor, outros constru\u00eddos coletivamente e, depois, musicados por Felipe Storino (que executa a trilha sonora ao vivo e tamb\u00e9m comp\u00f5e as a\u00e7\u00f5es do espet\u00e1culo), discursos adaptados de falas reais de figuras p\u00fablicas estrangeiras e sequ\u00eancias estruturadas como a\u00e7\u00f5es performativas, em som e imagem, que igualmente produzem sentidos sobre o Brasil.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Uma passagem exemplar da articula\u00e7\u00e3o discursiva \u2013 e do mergulho cr\u00edtico sobre o pa\u00eds \u2013 ocorre entre os discursos 4 e 5. No quarto, m\u00faltiplas inst\u00e2ncias enunciadoras atuam em polifonia. Ao som de \u201cDimokransa\u201d(\u201cDemocracia\u201d), da cantora cabo-verdeana Mayra Andrade, os corpos de Rodrigo Bolzan e Nadja Naira se beijam \u201clongamente\u201d (Abreu, 2016), enquanto, em <em>off<\/em>, suas vozes reproduzem uma fala da ex-ministra da Justi\u00e7a da Fran\u00e7a, Christiane Taubira, em defesa da proposta de lei para o casamento entre pessoas do mesmo sexo e para a ado\u00e7\u00e3o por casais homoafetivos. Em seguida, ainda sob sua fala, os mesmos atores se dirigem at\u00e9 a plateia e oferecem, a cada pessoa espectadora, um beijo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Essa atmosfera de liberdade e afeto, em toda a sua for\u00e7a pol\u00edtica \u00e9, no entanto, bruscamente dissipada pelo discurso seguinte, no qual Bolzan e Soar representam uma situa\u00e7\u00e3o de estupro. Ao final da a\u00e7\u00e3o \u2013 em que Naira \u201carremessa violentamente contra eles pequenos objetos que explodem espalhando tinta preta [\u2026] sangue preto\u201d e Storino \u201ccapta as vozes e os ru\u00eddos com microfones e reverbera sons de viol\u00eancia\u201d \u2013, a atriz se aproxima do microfone e, \u201ctr\u00f4pega\u201d, tenta falar; por\u00e9m sua fala soa inintelig\u00edvel.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u00c9 nesse sentido que a pesquisa de linguagem da companhia usa-apresenta \u201ca palavra como pot\u00eancia, como abertura de sentidos\u201d (Abreu, 2016) \u2013 como na fala de Taubira, que, associada \u00e0 m\u00fasica e \u00e0s a\u00e7\u00f5es performadas no discurso 4, disponibiliza-nos sensorialmente para a intera\u00e7\u00e3o que encerra a cena. Mas, tamb\u00e9m, usa-apresenta a palavra \u201ccomo insufici\u00eancia, como tentativa\u201d (Abreu, 2016), revelando os limites da l\u00edngua diante de experi\u00eancias-limite. Para Luciana Romagnolli (2016), em um dos posf\u00e1cios da publica\u00e7\u00e3o, \u201c<em>PROJETO bRASIL<\/em> desenha um n\u00e3o pa\u00eds: delineia-o e tangencia suas linhas mapeando o fora, aquilo que a identidade nacional n\u00e3o suporta. [\u2026] um Brasil que (ainda?) n\u00e3o \u00e9, um pa\u00eds que se almeja\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Foi a partir de outra experi\u00eancia-limite que Abreu escreveu <em>MAR\u00c9<\/em>. O massacre ocorrido no complexo de favelas da Mar\u00e9, no Rio de Janeiro, em 2013, fornece o pretexto para a escrita da pe\u00e7a, elaborada a convite do grupo Espanca! para compor, com textos de outros dramaturgos baseados em fatos reais ocorridos por volta daquela d\u00e9cada, o espet\u00e1culo <em>REAL<\/em>, estreado em S\u00e3o Paulo em novembro de 2015.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><em>MAR\u00c9<\/em> se organiza em quatro \u201cfalas sonoras\u201d, atribu\u00eddas a membros de uma mesma fam\u00edlia moradora da comunidade que d\u00e1 t\u00edtulo ao texto. Embora apresentadas em sequ\u00eancia, as falas, como indica a rubrica inicial, representam \u201ccenas quase simult\u00e2neas\u201d que revelam uma mesma situa\u00e7\u00e3o \u2013 o cotidiano atravessado pela viol\u00eancia \u2013 por meio de diferentes pontos de vista.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A indica\u00e7\u00e3o do car\u00e1ter sonoro das falas n\u00e3o \u00e9 redundante, mas exp\u00f5e o modo de composi\u00e7\u00e3o do texto. Na publica\u00e7\u00e3o, cada fala \u2013 da v\u00f3, do homem e da mulher \u2013 se estende, em m\u00e9dia, por tr\u00eas p\u00e1ginas em um fluxo cont\u00ednuo. A aus\u00eancia de par\u00e1grafos e de pontua\u00e7\u00e3o imprime um ritmo acelerado e c\u00edclico, evocando a\u00e7\u00f5es cotidianas de modo repetitivo, tal qual o movimento das mar\u00e9s, que levam e trazem imagens, como no seguinte trecho da fala da v\u00f3: \u201co pai de voc\u00eas d\u00e1 um duro danado voc\u00eas toma ten\u00eancia o feij\u00e3o t\u00e1 no fogo eu hein vou perder minha novela fica quieto garotos eu t\u00f4 surda do ouvido quero ver minha novela eu era bem nova tua m\u00e3e vai chegar o feij\u00e3o t\u00e1 no fogo o teu pai \u00e9 que gosta\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A \u00fanica exce\u00e7\u00e3o a essa estrutura \u00e9 a fala das crian\u00e7as, a segunda na sequ\u00eancia, proposta sob a forma de versos curtos dialogados, por meio dos quais acompanhamos uma brincadeira tradicional \u2013 conhecida por diferentes nomes pelo pa\u00eds \u2013 na qual se dizem nomes de pessoas, frutas, cores etc. para cada letra do alfabeto. Se, por um lado, essa cena produz um breve hiato de leveza diante da dura rotina j\u00e1 apresentada \u2013 antes de ser interrompida pela trag\u00e9dia que assola essa fam\u00edlia \u2013, por outro, ao jogar com nomes e letras, reafirma o apre\u00e7o de Abreu pelo trabalho sobre a palavra, sobre a linguagem.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Nessa pesquisa, se o autor \u201cdesenha seres sociais e subjetivos facilmente reconhec\u00edveis no contexto brasileiro\u201d (Romagnolli, 2016) \u2013 pela men\u00e7\u00e3o \u00e0 telenovela, \u00e0 feijoada \u2013, ao compor a partir da afeta\u00e7\u00e3o por um acontecimento, numa \u201crea\u00e7\u00e3o art\u00edstica ao real\u201d (Abreu, 2016), e ao investir na linguagem para reinvent\u00e1-lo, como lembra Romagnolli, o dramaturgo resgata da reifica\u00e7\u00e3o os seres humanos ali evocados.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><em>PROJETO bRASIL<\/em> e <em>MAR\u00c9<\/em> podem ser compreendidas como express\u00f5es de uma estrutura de sentimento contempor\u00e2nea, marcada pela conviv\u00eancia entre desejo de abertura \u2013 afetiva, pol\u00edtica, \u00e9tica \u2013 e pr\u00e1ticas reiteradas de viol\u00eancia e silenciamento. Ao reinventar o real a partir da linguagem, tensionando os limites da palavra, a dramaturgia de Marcio Abreu, em especial no trabalho com a companhia brasileira de teatro, formaliza esteticamente modos de sentir que emergem de um Brasil repleto de &nbsp;contradi\u00e7\u00f5es profundas. Nessa formaliza\u00e7\u00e3o, revela n\u00e3o apenas a sociedade brasileira, mas aquilo que ainda n\u00e3o lhe foi poss\u00edvel plenamente nomear e ser, oferecendo ao teatro um lugar de escuta e fabula\u00e7\u00e3o do futuro.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Para saber mais<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">ABREU, Marcio (2016). Escritas [Apresenta\u00e7\u00e3o]. <em>In:<\/em> ABREU, Marcio. <em>MAR\u00c9\/PROJETO bRASIL<\/em>. Rio de Janeiro: Cobog\u00f3. p. 7-8.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">COMPANHIA BRASILEIRA DE TEATRO (s.d.a). <em>companhia brasileira de teatro<\/em>. Dispon\u00edvel em: <a href=\"https:\/\/www.companhiabrasileira.art.br\/companhia-brasileira-de-teatro\/\">https:\/\/www.companhiabrasileira.art.br\/companhia-brasileira-de-teatro\/<\/a>. Acesso em: 9 mar. 2026.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">COMPANHIA BRASILEIRA DE TEATRO (s.d.b). <em>PROJETO bRASIL<\/em>. Dispon\u00edvel em: <a href=\"https:\/\/www.companhiabrasileira.art.br\/projeto-brasil\/\">https:\/\/www.companhiabrasileira.art.br\/projeto-brasil\/<\/a>. Acesso em: 9 mar. 2026.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">RAMOS, Luiz Fernando (2010). Pref\u00e1cio. <em>In:<\/em> WILLIAMS, Raymond. <em>Drama em cena<\/em>. S\u00e3o Paulo: Cosac Naify. p. 7-16.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">ROMAGNOLLI, Luciana E. (2016). Mar\u00e9s brasileiras: discursos em contrafluxo [Posf\u00e1cio]. <em>In:<\/em> ABREU, Marcio. <em>MAR\u00c9\/PROJETO bRASIL<\/em>. Rio de Janeiro: Cobog\u00f3. p. 85-93.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">WILLIAMS, Raymond (1983). Introduction. <em>In:<\/em> WILLIAMS, Raymond. <em>Drama from Ibsen to Brecht<\/em>. London: Pelican Books. p. 1-14.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Iconografia<\/strong><\/p>\n\n\n<style type=\"text\/css\">\n#foogallery-gallery-8430.fg-masonry { --fg-gutter: 10px; }<\/style>\n\t\t\t<div class=\"foogallery foogallery-container foogallery-masonry foogallery-lightbox-foogallery fg-center fg-masonry fg-ready fg-transparent fg-round-small fg-shadow-small fg-loading-dots fg-loaded-slide-up fg-captions-bottom fg-hover-fade fg-hover-plus fg-col3\" id=\"foogallery-gallery-8430\" data-foogallery=\"{&quot;panel&quot;:{&quot;buttons&quot;:{&quot;download&quot;:false}},&quot;item&quot;:{&quot;showCaptionTitle&quot;:true,&quot;showCaptionDescription&quot;:true},&quot;lazy&quot;:true,&quot;template&quot;:{&quot;horizontalOrder&quot;:true}}\" data-foogallery-lightbox=\"{&quot;thumbs&quot;:&quot;bottom&quot;,&quot;thumbsCaptions&quot;:false,&quot;thumbsBestFit&quot;:false,&quot;thumbsSmall&quot;:false,&quot;thumbsCaptionsAlign&quot;:&quot;default&quot;,&quot;info&quot;:&quot;bottom&quot;,&quot;infoVisible&quot;:true,&quot;infoOverlay&quot;:true,&quot;infoAlign&quot;:&quot;default&quot;,&quot;transition&quot;:&quot;fade&quot;,&quot;hoverButtons&quot;:false,&quot;fitMedia&quot;:false,&quot;noScrollbars&quot;:true,&quot;preserveButtonSpace&quot;:true,&quot;buttons&quot;:{&quot;fullscreen&quot;:true,&quot;info&quot;:true,&quot;thumbs&quot;:false,&quot;download&quot;:false},&quot;video&quot;:{&quot;autoPlay&quot;:true}}\" style=\"--fg-title-line-clamp: 0; --fg-description-line-clamp: 0;\" >\n\t\t<div class=\"fg-column-width\"><\/div>\n\t<div class=\"fg-gutter-width\"><\/div>\n\t\t<div class=\"fg-item fg-type-image fg-idle\"><figure class=\"fg-item-inner\"><a href=\"https:\/\/pracaclovis.com\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/Captura-de-tela-2026-06-10-152843.avif\" data-caption-title=\"Cobog\u00f3, 2016\" data-attachment-id=\"8432\" data-e-disable-page-transition=\"true\" data-type=\"image\" class=\"fg-thumb\"><span class=\"fg-image-wrap\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" title=\"Cobog\u00f3, 2016\" width=\"250\" height=\"370\" class=\"skip-lazy fg-image\" data-src-fg=\"https:\/\/pracaclovis.com\/wp-content\/uploads\/cache\/2026\/06\/Captura-de-tela-2026-06-10-152843\/3226704701.avif\" src=\"data:image\/svg+xml,%3Csvg%20xmlns%3D%22http%3A%2F%2Fwww.w3.org%2F2000%2Fsvg%22%20width%3D%22250%22%20height%3D%22370%22%20viewBox%3D%220%200%20250%20370%22%3E%3C%2Fsvg%3E\" loading=\"eager\"><\/span><span class=\"fg-image-overlay\"><\/span><\/a><figcaption class=\"fg-caption\"><div class=\"fg-caption-inner\"><div class=\"fg-caption-title\">Cobog\u00f3, 2016<\/div><\/div><\/figcaption><\/figure><div class=\"fg-loader\"><\/div><\/div><div class=\"fg-item fg-type-image fg-idle\"><figure class=\"fg-item-inner\"><a href=\"https:\/\/pracaclovis.com\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/Captura-de-tela-2026-06-10-152906.avif\" data-caption-title=\"PROJETO bRASIL, foto de Nana Moraes, 2016\" data-attachment-id=\"8431\" data-e-disable-page-transition=\"true\" data-type=\"image\" class=\"fg-thumb\"><span class=\"fg-image-wrap\"><img decoding=\"async\" title=\"PROJETO bRASIL, foto de Nana Moraes, 2016\" width=\"250\" height=\"167\" class=\"skip-lazy fg-image\" data-src-fg=\"https:\/\/pracaclovis.com\/wp-content\/uploads\/cache\/2026\/06\/Captura-de-tela-2026-06-10-152906\/1036152421.avif\" src=\"data:image\/svg+xml,%3Csvg%20xmlns%3D%22http%3A%2F%2Fwww.w3.org%2F2000%2Fsvg%22%20width%3D%22250%22%20height%3D%22167%22%20viewBox%3D%220%200%20250%20167%22%3E%3C%2Fsvg%3E\" loading=\"eager\"><\/span><span class=\"fg-image-overlay\"><\/span><\/a><figcaption class=\"fg-caption\"><div class=\"fg-caption-inner\"><div class=\"fg-caption-title\">PROJETO bRASIL, foto de Nana Moraes, 2016<\/div><\/div><\/figcaption><\/figure><div class=\"fg-loader\"><\/div><\/div><\/div><style type=\"text\/css\">.fg-caption-title {font-family: \"Montserrat\", Sans-serif; font-size: 16px; text-align: center;}<\/style>\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>ABREU, Marcio. 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