{"id":8415,"date":"2026-07-07T09:32:13","date_gmt":"2026-07-07T12:32:13","guid":{"rendered":"https:\/\/pracaclovis.com\/?p=8415"},"modified":"2026-07-08T10:59:56","modified_gmt":"2026-07-08T13:59:56","slug":"a-invencao-do-nordeste","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pracaclovis.com\/?p=8415","title":{"rendered":"A inven\u00e7\u00e3o do Nordeste"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"has-background wp-block-paragraph\" style=\"background-color:#e1dede\">FONTES, Henrique; CAPISTRANO, Pablo. A inven\u00e7\u00e3o do Nordeste. <em>In<\/em>: GRUPO CARMIN. <em>D\u00e9cada Carmin<\/em>. Natal: Fortunella Casa Editrice, 2017. <\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-right wp-block-paragraph\">Luan Queiroz da Silva<br><em>Ilustra\u00e7\u00e3o: Manuela Dib<\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Na primeira cena de <em>A inven\u00e7\u00e3o do Nordeste<\/em>, pe\u00e7a publicada e encenada em 2017, j\u00e1 se enuncia a quest\u00e3o central que ser\u00e1 o mote da investiga\u00e7\u00e3o que sustenta a composi\u00e7\u00e3o do texto de Pablo Capistrano (Natal, RN, 1974) e Henrique Fontes (Manaus, AM, 1975) para o grupo Carmin: um ator nordestino poderia representar um personagem nordestino? A pergunta, que aparece na boca de um dos personagens, estabelece-se como o ponto de partida para uma reflex\u00e3o em torno das condi\u00e7\u00f5es e do conjunto de for\u00e7as respons\u00e1veis pela constitui\u00e7\u00e3o das identidades, em especial a nordestina. Ao mesmo tempo, a interroga\u00e7\u00e3o colocada pela dramaturgia exibe e tensiona o questionamento a respeito da maneira com que a arte reflete e participa da concep\u00e7\u00e3o de um imagin\u00e1rio sobre essa regi\u00e3o do pa\u00eds, articulando as representa\u00e7\u00f5es do nordestino a uma s\u00e9rie de efeitos que ser\u00e3o tamb\u00e9m sociais e pol\u00edticos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><em>A inven\u00e7\u00e3o do Nordeste<\/em> \u00e9 a quarta pe\u00e7a do repert\u00f3rio autoral do grupo Carmin, companhia que nasceu em Natal, no Rio Grande do Norte, e que desenvolve seus trabalhos desde 2007. Com uma pesquisa que se volta ao tratamento da mem\u00f3ria e da Hist\u00f3ria, o Carmin apoia sua linguagem est\u00e9tica em refer\u00eancias e t\u00e9cnicas do teatro documental, al\u00e9m de fazer uso de elementos do audiovisual, costurando uma pr\u00e1tica art\u00edstica na qual se conjuga ainda, em muitos momentos, a apropria\u00e7\u00e3o do c\u00f4mico e de aspectos humor\u00edsticos. A tessitura desse projeto se alinha \u00e0 formula\u00e7\u00e3o de uma postura pol\u00edtica e cr\u00edtica, com o indicativo nas pe\u00e7as de um exerc\u00edcio que se realiza por meio de uma escava\u00e7\u00e3o e de uma reescrita do passado. Isso se projeta tamb\u00e9m como um questionamento do tempo presente, com a explora\u00e7\u00e3o nas dramaturgias de temas sociais variados, como a condi\u00e7\u00e3o de mulheres em situa\u00e7\u00e3o de rua, o abandono de idosos ou os h\u00e1bitos da classe m\u00e9dia brasileira.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Muitas dessas caracter\u00edsticas j\u00e1 se fazem presentes em <em>Jacy<\/em>, de 2013, pe\u00e7a de ampla repercuss\u00e3o cujo enredo se alimenta do encontro que os integrantes do Carmin tiveram com velhos documentos e fragmentos da vida de uma senhora de 90 anos, fato que os levou ao desejo de contar a trajet\u00f3ria de uma mulher aparentemente comum que morou no Rio Grande do Norte. Em <em>A inven\u00e7\u00e3o do Nordeste<\/em>, por sua vez, h\u00e1 um fortalecimento dessa rela\u00e7\u00e3o do grupo com o tratamento da mem\u00f3ria hist\u00f3rica. Como indica Quit\u00e9ria Kelly, atriz e integrante do coletivo potiguar, em entrevista concedida a Ivan de Melo Santos (Santos, 2018), a ideia para a pe\u00e7a surgiu em 2014, diante do crescimento de ataques xenof\u00f3bicos dirigidos a nordestinos durante a disputa presidencial que culminou com a reelei\u00e7\u00e3o de Dilma Rousseff. Foi ali que nasceu nos artistas a vontade de investigar como se constroem e se manifestam os clich\u00eas sobre o Nordeste, em uma busca que ganharia f\u00f4lego, posteriormente, no contato dos atores com as contribui\u00e7\u00f5es oferecidas pela leitura do livro <em>A inven\u00e7\u00e3o do Nordeste e outras artes <\/em>(2009), do historiador Durval Muniz de Albuquerque Jr.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">De acordo com Albuquerque Jr. (2009), mais do que apenas uma regi\u00e3o dotada de tra\u00e7os naturais, econ\u00f4micos, pol\u00edticos e sociais, o Nordeste \u00e9 resultado de uma s\u00e9rie de constru\u00e7\u00f5es imag\u00e9tico-discursivas estabelecidas ao longo de muitas d\u00e9cadas e respons\u00e1veis por moldar e modular os sentidos individuais e coletivos que s\u00e3o difundidos sobre esse espa\u00e7o geogr\u00e1fico. Essas constru\u00e7\u00f5es, fabricadas por inst\u00e2ncias como o discurso sociol\u00f3gico, mas tamb\u00e9m pela literatura, pelo cinema e por outras artes, teriam, na reflex\u00e3o do historiador, intensificado uma homogeneiza\u00e7\u00e3o do imagin\u00e1rio disseminado a respeito do Nordeste e dos nordestinos. Tal homogeneiza\u00e7\u00e3o traria como efeito o apagamento das diferen\u00e7as e das especificidades que marcam os nove estados da regi\u00e3o, em nome do ideal de uma suposta ess\u00eancia capaz de capturar e sintetizar uma identidade que, na verdade, \u00e9 heterog\u00eanea e diversa.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u00c9 justamente essa reflex\u00e3o que conduz <em>A inven\u00e7\u00e3o do Nordeste<\/em>. Na pe\u00e7a de 2017, o enredo que se desenrola tem como n\u00facleo a prepara\u00e7\u00e3o de dois atores, Mateus e Robson, que, ap\u00f3s uma s\u00e9rie de entrevistas e testes, foram escolhidos para a \u00faltima etapa de uma sele\u00e7\u00e3o que tem como objetivo a convoca\u00e7\u00e3o de um ator que representar\u00e1, em uma grande produ\u00e7\u00e3o, um personagem nordestino. Como supervisor e avaliador dos int\u00e9rpretes est\u00e1 Henrique, um diretor contratado por uma produtora \u201cde fora\u201d que direciona Mateus e Robson na busca por uma voz e por express\u00f5es categorizadas como tipicamente nordestinas. Nessa l\u00f3gica, a adequa\u00e7\u00e3o dos atores ao papel se liga \u00e0 capacidade de cada um deles de se aproximar o m\u00e1ximo poss\u00edvel de um repert\u00f3rio j\u00e1 compartilhado sobre a regi\u00e3o nordestina, imprimindo e emulando elementos e c\u00f3digos associados ao que, em dado momento da dramaturgia, classifica-se como um \u201cnordeste familiar\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">No processo de descoberta desse \u201cnordeste familiar\u201d, o que a pe\u00e7a explora s\u00e3o algumas das imagens enraizadas sobre a regi\u00e3o, e que passam, por exemplo, pela discuss\u00e3o a respeito do jeito de corpo e do sotaque \u201cperfeitos\u201d para uma representa\u00e7\u00e3o fidedigna do estilo de vida daqueles que pertencem \u00e0 regi\u00e3o ou pela indica\u00e7\u00e3o de que seria imposs\u00edvel um tratamento da realidade nordestina sem a exposi\u00e7\u00e3o de temas como a seca, o coronelismo e o canga\u00e7o. Na articula\u00e7\u00e3o dessas imagens, o que se produz ao longo da dramaturgia \u00e9 uma esp\u00e9cie de ganho de consci\u00eancia, por parte dos aspirantes ao t\u00e3o desejado papel, da artificialidade dessa constru\u00e7\u00e3o idealizada sobre uma regi\u00e3o t\u00e3o complexa. Isso \u00e9 ressaltado, ao final, com o an\u00fancio de que, ironicamente, ap\u00f3s todos os esfor\u00e7os dos atores para imprimir uma \u201cnordestinidade\u201d durante a prepara\u00e7\u00e3o e os ensaios, quem ficaria com o personagem seria Cau\u00e3 Reymond, um ator carioca. Como rea\u00e7\u00e3o \u00e0 not\u00edcia, Mateus, ent\u00e3o, pergunta-se e pergunta a Robson: \u201cSer\u00e1 que a gente n\u00e3o consegue representar o lugar que a gente mesmo inventou?\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O desconforto e a decep\u00e7\u00e3o que se manifestam na fala do personagem tamb\u00e9m orientam o olhar para a forma escolhida pela dramaturgia, que, dividida em movimentos (oito, no total), apropria-se da metalinguagem como recurso de composi\u00e7\u00e3o dramat\u00fargica, colocando em cena os pr\u00f3prios bastidores da cria\u00e7\u00e3o de um processo art\u00edstico. Essa escolha, que faz com que a pe\u00e7a se apresente como a prepara\u00e7\u00e3o para uma produ\u00e7\u00e3o por vir, ajuda a apontar como o espa\u00e7o da representa\u00e7\u00e3o, incluindo o da representa\u00e7\u00e3o dram\u00e1tica, participa diretamente da configura\u00e7\u00e3o de imagens e de um repert\u00f3rio muitas vezes limitante sobre o Nordeste, ao mesmo tempo em que pode se tornar ref\u00e9m desse mesmo imagin\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Isso se torna particularmente importante ao se observar o percurso de um grupo como o Carmin, que, surgido em Natal, tem, ao longo de sua trajet\u00f3ria, n\u00e3o s\u00f3 se desvencilhado de concep\u00e7\u00f5es estereotipadas acerca da cultura e da viv\u00eancia nordestinas, bem como tem operado com um deslocamento cr\u00edtico dessas imagens gen\u00e9ricas. Nessa perspectiva, n\u00e3o parece mera coincid\u00eancia que os nomes dos personagens da pe\u00e7a se confundam com os nomes de alguns dos pr\u00f3prios integrantes do coletivo potiguar que aparecem em cena \u2013 Henrique Fontes, Mateus Cardoso e Robson Medeiros \u2013, em um movimento que p\u00f5e em xeque os limites entre o \u201creal\u201d e o ficcional e abre a possibilidade de leitura a respeito de quanto a mem\u00f3ria dos atores, incluindo a experi\u00eancia que eles t\u00eam como artistas nordestinos, tamb\u00e9m contribuiu para a constru\u00e7\u00e3o da dramaturgia.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Nesse sentido, o que se organiza em <em>A inven\u00e7\u00e3o do Nordeste<\/em> \u00e9 uma retomada ir\u00f4nica de algumas das representa\u00e7\u00f5es associadas ao territ\u00f3rio nordestino. O que a dramaturgia agencia, afinal de contas, \u00e9 o quanto essas representa\u00e7\u00f5es que se lan\u00e7am \u00e0 miss\u00e3o de pensar o Nordeste como uma ess\u00eancia deveriam ser vistas sob suspeita, propondo uma reescrita da rela\u00e7\u00e3o estabelecida com essa perspectiva que por tantos anos ambicionou, e ainda ambiciona, encontrar no nordestino uma autenticidade ou um tra\u00e7o identit\u00e1rio totalmente definido e definitivo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Para saber mais<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">ALBUQUERQUE JR., Durval Muniz de (2009). <em>A inven\u00e7\u00e3o do Nordeste e outras artes<\/em>. 4. ed. Recife: FJN; Ed. Massangana; S\u00e3o Paulo: Cortez.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">PENHA, Alexandre Vin\u00edcius Xavier (2021). <em>A inven\u00e7\u00e3o do Nordeste, do grupo Carmin: <\/em>media\u00e7\u00f5es entre teatro, hist\u00f3ria e mem\u00f3ria. Disserta\u00e7\u00e3o. (Mestrado em Letras) \u2013 Universidade Estadual de Maring\u00e1, Maring\u00e1, PR.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">SANTOS, Ivan de Melo (2018). <em>Hist\u00f3ria em cartaz: o teatro documental do Grupo Carmin, um exerc\u00edcio de hist\u00f3ria p\u00fablica<\/em>. Trabalho de Conclus\u00e3o de Curso (Gradua\u00e7\u00e3o em Hist\u00f3ria) \u2013 Universidade Federal do Rio Grande do Norte, Natal, RN.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">P\u00e1gina sobre o grupo na Enciclop\u00e9dia do Ita\u00faCultural. Acesso em: <a href=\"https:\/\/enciclopedia.itaucultural.org.br\/grupos\/81576-grupo-carmin\">https:\/\/enciclopedia.itaucultural.org.br\/grupos\/81576-grupo-carmin<\/a>. 29 maio.2026.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Iconografia<\/strong><\/p>\n\n\n<style type=\"text\/css\">\n#foogallery-gallery-8416.fg-masonry { --fg-gutter: 10px; }<\/style>\n\t\t\t<div class=\"foogallery foogallery-container foogallery-masonry foogallery-lightbox-foogallery fg-center fg-masonry fg-ready fg-transparent fg-round-small fg-shadow-small fg-loading-dots fg-loaded-slide-up fg-captions-bottom fg-hover-fade fg-hover-plus fg-col3\" id=\"foogallery-gallery-8416\" data-foogallery=\"{&quot;panel&quot;:{&quot;buttons&quot;:{&quot;download&quot;:false}},&quot;item&quot;:{&quot;showCaptionTitle&quot;:true,&quot;showCaptionDescription&quot;:true},&quot;lazy&quot;:true,&quot;template&quot;:{&quot;horizontalOrder&quot;:true}}\" data-foogallery-lightbox=\"{&quot;thumbs&quot;:&quot;bottom&quot;,&quot;thumbsCaptions&quot;:false,&quot;thumbsBestFit&quot;:false,&quot;thumbsSmall&quot;:false,&quot;thumbsCaptionsAlign&quot;:&quot;default&quot;,&quot;info&quot;:&quot;bottom&quot;,&quot;infoVisible&quot;:true,&quot;infoOverlay&quot;:true,&quot;infoAlign&quot;:&quot;default&quot;,&quot;transition&quot;:&quot;fade&quot;,&quot;hoverButtons&quot;:false,&quot;fitMedia&quot;:false,&quot;noScrollbars&quot;:true,&quot;preserveButtonSpace&quot;:true,&quot;buttons&quot;:{&quot;fullscreen&quot;:true,&quot;info&quot;:true,&quot;thumbs&quot;:false,&quot;download&quot;:false},&quot;video&quot;:{&quot;autoPlay&quot;:true}}\" style=\"--fg-title-line-clamp: 0; --fg-description-line-clamp: 0;\" >\n\t\t<div class=\"fg-column-width\"><\/div>\n\t<div class=\"fg-gutter-width\"><\/div>\n\t\t<div class=\"fg-item fg-type-image fg-idle\"><figure class=\"fg-item-inner\"><a href=\"https:\/\/pracaclovis.com\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/Fortunella-Casa-Editrice-2017.avif\" data-caption-title=\"Fortunella Casa Editrice, 2017\" data-attachment-id=\"8417\" data-e-disable-page-transition=\"true\" data-type=\"image\" class=\"fg-thumb\"><span class=\"fg-image-wrap\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" title=\"Fortunella Casa Editrice, 2017\" width=\"250\" height=\"273\" class=\"skip-lazy fg-image\" data-src-fg=\"https:\/\/pracaclovis.com\/wp-content\/uploads\/cache\/2026\/06\/Fortunella-Casa-Editrice-2017\/3841014973.avif\" src=\"data:image\/svg+xml,%3Csvg%20xmlns%3D%22http%3A%2F%2Fwww.w3.org%2F2000%2Fsvg%22%20width%3D%22250%22%20height%3D%22273%22%20viewBox%3D%220%200%20250%20273%22%3E%3C%2Fsvg%3E\" loading=\"eager\"><\/span><span class=\"fg-image-overlay\"><\/span><\/a><figcaption class=\"fg-caption\"><div class=\"fg-caption-inner\"><div class=\"fg-caption-title\">Fortunella Casa Editrice, 2017<\/div><\/div><\/figcaption><\/figure><div class=\"fg-loader\"><\/div><\/div><\/div><style type=\"text\/css\">.fg-caption-title {font-family: \"Montserrat\", Sans-serif; font-size: 16px; text-align: center;}<\/style>\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>FONTES, Henrique; CAPISTRANO, Pablo. A inven\u00e7\u00e3o do Nordeste. In: GRUPO CARMIN. D\u00e9cada Carmin. Natal: Fortunella Casa Editrice, 2017. Luan Queiroz da SilvaIlustra\u00e7\u00e3o: Manuela Dib Na primeira cena de A inven\u00e7\u00e3o do Nordeste, pe\u00e7a publicada e encenada em 2017, j\u00e1 se enuncia a quest\u00e3o central que ser\u00e1 o mote da investiga\u00e7\u00e3o que sustenta a composi\u00e7\u00e3o do [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":5,"featured_media":8599,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"categories":[584],"tags":[628,114,115,97],"cronologia":[34],"estado":[449],"regiaodaautoria":[44],"autoria":[250,249],"class_list":["post-8415","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-dramaturgia","tag-comedia","tag-identidade","tag-memoria","tag-metaliteratura","cronologia-34","estado-rio-grande-do-norte","regiaodaautoria-nordeste","autoria-autoriabranca","autoria-autoriamasculina"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pracaclovis.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/8415","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pracaclovis.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pracaclovis.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pracaclovis.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/5"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pracaclovis.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=8415"}],"version-history":[{"count":4,"href":"https:\/\/pracaclovis.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/8415\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":8603,"href":"https:\/\/pracaclovis.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/8415\/revisions\/8603"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pracaclovis.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/8599"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pracaclovis.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=8415"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pracaclovis.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=8415"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pracaclovis.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=8415"},{"taxonomy":"cronologia","embeddable":true,"href":"https:\/\/pracaclovis.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcronologia&post=8415"},{"taxonomy":"estado","embeddable":true,"href":"https:\/\/pracaclovis.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Festado&post=8415"},{"taxonomy":"regiaodaautoria","embeddable":true,"href":"https:\/\/pracaclovis.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fregiaodaautoria&post=8415"},{"taxonomy":"autoria","embeddable":true,"href":"https:\/\/pracaclovis.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fautoria&post=8415"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}