{"id":8389,"date":"2026-06-15T22:33:50","date_gmt":"2026-06-16T01:33:50","guid":{"rendered":"https:\/\/pracaclovis.com\/?p=8389"},"modified":"2026-07-06T11:24:05","modified_gmt":"2026-07-06T14:24:05","slug":"solidao-a-comedia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pracaclovis.com\/?p=8389","title":{"rendered":"Solid\u00e3o, a com\u00e9dia"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"has-background wp-block-paragraph\" style=\"background-color:#e1dede\">PEREIRA, Vicente. <em>Solid\u00e3o, a com\u00e9dia<\/em>. Rio de Janeiro: Revista de Teatro da SBAT, 1994. <\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-right wp-block-paragraph\">Lu\u00eds Francisco Wasilewski<br><em>Ilustra\u00e7\u00e3o: L\u00e9o Tavares<\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><em>Solid\u00e3o, a com\u00e9dia<\/em> \u00e9 um mon\u00f3logo escrito por Vicente Pereira (Uberl\u00e2ndia, MG, 1949 \u2013 Bras\u00edlia, DF, 1993), um dos mais importantes nomes do Teatro Besteirol, g\u00eanero teatral brasileiro surgido na d\u00e9cada de 1980. O termo \u201cbesteirol\u201d foi cunhado pelo cr\u00edtico Macksen Luiz em sua aprecia\u00e7\u00e3o da com\u00e9dia musical <em>As mil e uma encarna\u00e7\u00f5es de Pompeu Loredo<\/em>, escrita e encenada por Mauro Rasi e Vicente Pereira em 1980 (Marinho, 2004). A partir da\u00ed, tornou-se um adjetivo utilizado pela cr\u00edtica oitentista para definir um conjunto de espet\u00e1culos, geralmente encenados por uma dupla de autores e atores no formato de esquetes, os quais faziam uso da par\u00f3dia cinematogr\u00e1fica e teatral.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A obra <em>Solid\u00e3o, a com\u00e9dia<\/em> guarda uma importante hist\u00f3ria de repercuss\u00e3o nos palcos brasileiros. N\u00e3o \u00e0 toa, a encena\u00e7\u00e3o com Diogo Vilela representando as cinco personagens, sob dire\u00e7\u00e3o de Marcus Alvisi, foi uma das montagens mais emblem\u00e1ticas do teatro brasileiro na d\u00e9cada de 1990.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Existem duas vers\u00f5es da pe\u00e7a. A primeira foi editada pela revista de teatro da SBAT, em 1994, possui quatro mon\u00f3logos e no \u00faltimo h\u00e1 uma personagem feminina. Essa montagem foi estreada por Pereira, em 1990, no Teatro do Posto 6, no Rio de Janeiro, com o pr\u00f3prio autor representando todos os pap\u00e9is. Essa encena\u00e7\u00e3o foi dirigida por Jorge Fernando e a cenografia foi assinada por Luiz Carlos Ripper, em um de seus derradeiros trabalhos, pois faleceu em 1996.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A segunda vers\u00e3o, n\u00e3o editada, tem cinco esquetes e, no \u00faltimo, h\u00e1 uma personagem masculina e um ep\u00edlogo reflexivo sobre a finitude da vida escrito pelo autor, a pedido do diretor Marcus Alvisi (Wasilewski, 2010). Essa vers\u00e3o estreou em 15 de janeiro de 1991, na Sala Gil Vicente do Teatro Ruth Escobar, em S\u00e3o Paulo, com Diogo Vilela interpretando as personagens. O fato de a pe\u00e7a ter duas encena\u00e7\u00f5es com dois atores diferentes em um curto espa\u00e7o de tempo foi apontado pelo cr\u00edtico Fl\u00e1vio Marinho (2004) como algo \u201crar\u00edssimo na hist\u00f3ria do teatro brasileiro\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O ator, dramaturgo e diretor Miguel Falabella afirma que <em>Solid\u00e3o, a com\u00e9dia<\/em> surgiu de uma encomenda feita a Pereira. Ap\u00f3s ter assistido, nos Estados Unidos, a uma pe\u00e7a representada por Lily Tomlin, <em>The Search for signs of intelligent life in the universe<\/em> (<em>A busca de sinais de vida inteligente no universo<\/em>), pediu que o amigo escrevesse um mon\u00f3logo em que interpretasse diversas personagens. Por conta da formata\u00e7\u00e3o da obra, composta de v\u00e1rios esquetes, Falabella acabou n\u00e3o representando o texto, no entanto, a estrutura e o conte\u00fado de <em>The Search for signs of intelligent life in the universe<\/em> serviram de inspira\u00e7\u00e3o para que, ao lado de Maria Carmem Barbosa, Falabella escrevesse um de seus textos dram\u00e1ticos <em>Louro, alto, solteiro, procura<\/em>\u2026, que estreou em 1994 (Wasilewski, 2010).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ao se examinar o conjunto de esquetes de <em>Solid\u00e3o, a com\u00e9dia<\/em>, fica evidente que Pereira mant\u00e9m um aspecto fundamental para a compreens\u00e3o de sua dramaturgia: a presen\u00e7a de personagens <em>gauches<\/em>, ou seja, aquelas que est\u00e3o \u00e0 margem da sociedade. Como sugere o pr\u00f3prio t\u00edtulo, o olhar do autor para essas figuras n\u00e3o s\u00f3 capta a sutileza \u2013 triste ou melanc\u00f3lica \u2013 de sua condi\u00e7\u00e3o, mas tamb\u00e9m as vincula a uma visada nitidamente humor\u00edstica.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O primeiro esquete se chama \u201cA s\u00e9tima arte\u201d, e aborda tema recorrente nos textos dram\u00e1ticos do Besteirol, o universo cinematogr\u00e1fico. A cr\u00edtica teatral B\u00e1rbara Heliodora (2000), no artigo \u201cUm belo filho da censura\u201d, no qual fez um balan\u00e7o dos vinte anos do Teatro Besteirol, comentou a rela\u00e7\u00e3o do g\u00eanero com o cinema: \u201cNada poderia anunciar t\u00e3o claramente que era uma nova gera\u00e7\u00e3o, um outro tempo, que chegava ao teatro: no universo que o g\u00eanero criava choviam as refer\u00eancias a um novo modo de ver as coisas, pesava muito a din\u00e2mica do cinema (que os autores vivenciavam muito mais do que o teatro), e o conte\u00fado cr\u00edtico tinha muito a ver com a faixa et\u00e1ria\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Na rubrica de apresenta\u00e7\u00e3o de <em>A s\u00e9tima arte<\/em>, o autor fala que o esquete se passa em \u201cum velho cinema, desses que n\u00e3o existem mais\u201d. Ao apresentar sua personagem, lan\u00e7a seu olhar sobre os <em>gauches<\/em>, os estranhos \u2013 figuras, segundo sua vis\u00e3o, pat\u00e9ticas e ris\u00edveis da sociedade. Em cena, h\u00e1 um homem que marcou um encontro no cinema com uma mulher chamada Aline. O espectador aguarda a chegada da pretendente e, enquanto ela n\u00e3o chega, a personagem masculina faz v\u00e1rias cita\u00e7\u00f5es cinematogr\u00e1ficas. Ele, ent\u00e3o, projeta, naquele universo imag\u00e9tico da tela grande, os filmes aos quais assistiu ao longo da vida, estabelecendo uma compara\u00e7\u00e3o entre sua solid\u00e3o e o cinema. Nesse jogo, ora on\u00edrico, ora saudoso, ora rid\u00edculo e melanc\u00f3lico, ele se revela algu\u00e9m que sempre usou sua paix\u00e3o cinematogr\u00e1fica como modo de escapismo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O segundo esquete se chama \u201cA fogueira das vaidades\u201d, t\u00edtulo hom\u00f4nimo do filme de Brian de Palma e do livro de Tom Wolfe, no qual a pel\u00edcula se inspirou. O texto de Pereira lan\u00e7ou seu olhar cr\u00edtico para os <em>yuppies<\/em>, figuras emblem\u00e1ticas da d\u00e9cada de 1980 que promoviam um fren\u00e9tico culto \u00e0 moda e se preocupavam excessivamente com a apar\u00eancia. Em cena est\u00e1 Tony se preparando para ir a uma festa da alta sociedade. Ele faz uso de uma linguagem pr\u00f3pria das colunas sociais e dos editoriais de moda. Suas falas soam estereotipadas, o que para o p\u00fablico da \u00e9poca era facilmente identific\u00e1vel: \u201cacho rubi uma pedra <em>demod\u00e9e<\/em>, mas as de l\u00e1pis-laz\u00fali, definitivamente n\u00e3o combinam com este smoking\u201d. Nesse coment\u00e1rio, especificamente, a personagem tenta dialogar com a esposa, que est\u00e1 se arrumando, e parece buscar algum tipo de valida\u00e7\u00e3o, mas ela n\u00e3o lhe responde. Assim, a cena da personagem falando constantemente e sendo ignorado sugere o vazio existencial que muitas vezes se faz presente entre os ricos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O terceiro esquete intitula-se \u201cDama da noite\u201d e nos apresenta Genevi\u00e8ve, uma mulher que decide marcar um encontro \u00e0s escuras com seu pretendente num bar. Os dois se conhecem, ela entra em um mon\u00f3logo at\u00e9 que resolvem dan\u00e7ar e Genevi\u00e8ve ent\u00e3o come\u00e7a a falar de seus problemas de sa\u00fade. Todavia, o que era para ser uma sucess\u00e3o de males f\u00edsicos e mentais, sob a \u00f3tica do comedi\u00f3grafo, acaba sendo ris\u00edvel para o leitor\/espectador. Tem-se aqui uma situa\u00e7\u00e3o que se tornou corriqueira na sociedade contempor\u00e2nea: os encontros descart\u00e1veis e os \u201crelacionamentos l\u00edquidos\u201d. Com isso, \u00e9 como se a personagem materializasse, j\u00e1 nos modelos de encontro daquele per\u00edodo, uma dimens\u00e3o da vida social que hoje \u00e9 comum, sobretudo em virtude dos encontros via aplicativos de relacionamento.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O \u00faltimo esquete de <em>Solid\u00e3o, a com\u00e9dia <\/em>se chama \u201cVamos falar francamente?\u201d e, segundo o autor da pe\u00e7a, foi livremente inspirado em \u201cA visita da verdade\u201d, conto de Dorothy Parker. O texto da autora estadunidense apresenta uma mulher que acompanha sua amiga enferma no leito de morte e Pereira trouxe a mesma situa\u00e7\u00e3o para sua obra, em que apresenta Lucy, que cuida de sua amiga acamada. Vale destacar uma caracter\u00edstica recorrente na obra do autor: a refer\u00eancia a cita\u00e7\u00f5es musicais, especialmente de can\u00e7\u00f5es antigas e tristes, elemento utilizado para acentuar o tra\u00e7o melanc\u00f3lico das cenas. Basta examinar-se seu conjunto de textos teatrais para se constatar como a m\u00fasica era importante. Um exemplo emblem\u00e1tico disso \u00e9 o esquete \u201cTristonho sindicato\u201d da pe\u00e7a <em>Pedra, a trag\u00e9dia<\/em>, de 1986, escrito em parceria com Miguel Falabella e Mauro Rasi. Nesse caso, \u201ctristonho sindicato\u201d \u00e9 uma express\u00e3o que o escritor tomou como refer\u00eancia da can\u00e7\u00e3o \u201cBar da noite\u201d, de Haroldo Barbosa.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em determinada passagem de \u201cVamos falar francamente?\u201d, Lucy relembra que sua amiga acamada cantava bem e tocava acordeon. S\u00e3o ent\u00e3o elencadas pela personagem can\u00e7\u00f5es como \u201cSiboney\u201d, \u201cTenderly\u201d, \u201cBalada triste\u201d e \u201cCasinha pequenina\u201d. Como todos os esquetes de <em>Solid\u00e3o, a com\u00e9dia<\/em> tratam de situa\u00e7\u00f5es tristes de maneira c\u00f4mica, a cena cont\u00e9m tom humor\u00edstico quando Lucy v\u00ea a amiga chorando ao ser lembrada de seu passado como cantora e comenta que precisou vender o acordeon para pagar o tratamento hospitalar. Nesse esquete, por meio da comicidade, o dramaturgo tematizou algo que continua muito atual, a saber, o abandono e a solid\u00e3o das pessoas idosas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><em>Solid\u00e3o, a com\u00e9dia<\/em> \u00e9 o texto teatral mais conhecido e encenado de Vicente Pereira. Ele e os outros dramaturgos enquadrados pela cr\u00edtica teatral brasileira como \u201cescritores do besteirol\u201d n\u00e3o gostavam do r\u00f3tulo. O escritor fez uma declara\u00e7\u00e3o sobre sua procura por outros temas, quando come\u00e7ou a escrever na d\u00e9cada de 1990: \u201cestou preocupado em buscar temas mais universais. O teatro de refer\u00eancia fecha as possibilidades, e mesmo na com\u00e9dia, eu n\u00e3o faria mais isso\u201d (Muniz, 2000). O tom de encerramento e despedida de sua fala, mesmo que contundente, n\u00e3o retira de suas pe\u00e7as \u2013 e do que passou a ser visto tamb\u00e9m como um g\u00eanero t\u00edpico da \u00e9poca \u2013 sua for\u00e7a e atualidade.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Para saber mais<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">HELIODORA, Barbara (2000). Um belo filho da Censura, <em>Jornal O Globo<\/em>, Segundo Caderno, Rio de Janeiro, 5 abr., p. 2.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">MARINHO, Fl\u00e1vio (2004). <em>Quem tem medo de besteirol<\/em>? Rio de Janeiro: Relume Dumar\u00e1.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">MUNIZ, Alethea (2000). De alma lavada. <em>Correio Braziliense<\/em>. Bras\u00edlia, 12 nov.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">WASILEWSKI, Lu\u00eds Francisco (2009). <em>Isto \u00e9 Besteirol<\/em>: A obra dramat\u00fargica de Vicente Pereira no \u00e2mbito do Teatro Besteirol. Disserta\u00e7\u00e3o (Mestrado em Literatura Brasileira) \u2013 Universidade de S\u00e3o Paulo, S\u00e3o Paulo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">WASILEWSKI, Lu\u00eds Francisco (2010). <em>Isto \u00e9 Besteirol: <\/em>o teatro de Vicente Pereira. S\u00e3o Paulo: Imprensa Oficial do Estado de S\u00e3o Paulo. Cole\u00e7\u00e3o Aplauso Teatro Brasil.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Iconografia<\/strong><\/p>\n\n\n<style type=\"text\/css\">\n#foogallery-gallery-8391.fg-masonry { --fg-gutter: 10px; }<\/style>\n\t\t\t<div class=\"foogallery foogallery-container foogallery-masonry foogallery-lightbox-foogallery fg-center fg-masonry fg-ready fg-transparent fg-round-small fg-shadow-small fg-loading-dots fg-loaded-slide-up fg-captions-bottom fg-hover-fade fg-hover-plus fg-col3\" id=\"foogallery-gallery-8391\" data-foogallery=\"{&quot;panel&quot;:{&quot;buttons&quot;:{&quot;download&quot;:false}},&quot;item&quot;:{&quot;showCaptionTitle&quot;:true,&quot;showCaptionDescription&quot;:true},&quot;lazy&quot;:true,&quot;template&quot;:{&quot;horizontalOrder&quot;:true}}\" data-foogallery-lightbox=\"{&quot;thumbs&quot;:&quot;bottom&quot;,&quot;thumbsCaptions&quot;:false,&quot;thumbsBestFit&quot;:false,&quot;thumbsSmall&quot;:false,&quot;thumbsCaptionsAlign&quot;:&quot;default&quot;,&quot;info&quot;:&quot;bottom&quot;,&quot;infoVisible&quot;:true,&quot;infoOverlay&quot;:true,&quot;infoAlign&quot;:&quot;default&quot;,&quot;transition&quot;:&quot;fade&quot;,&quot;hoverButtons&quot;:false,&quot;fitMedia&quot;:false,&quot;noScrollbars&quot;:true,&quot;preserveButtonSpace&quot;:true,&quot;buttons&quot;:{&quot;fullscreen&quot;:true,&quot;info&quot;:true,&quot;thumbs&quot;:false,&quot;download&quot;:false},&quot;video&quot;:{&quot;autoPlay&quot;:true}}\" style=\"--fg-title-line-clamp: 0; --fg-description-line-clamp: 0;\" >\n\t\t<div class=\"fg-column-width\"><\/div>\n\t<div class=\"fg-gutter-width\"><\/div>\n\t\t<div class=\"fg-item fg-type-image fg-idle\"><figure class=\"fg-item-inner\"><a href=\"https:\/\/pracaclovis.com\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/Captura-de-tela-2026-06-01-153757.avif\" data-caption-title=\"Revista de Teatro da SBAT, 1994\" data-attachment-id=\"8392\" data-e-disable-page-transition=\"true\" data-type=\"image\" class=\"fg-thumb\"><span class=\"fg-image-wrap\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" title=\"Revista de Teatro da SBAT, 1994\" width=\"250\" height=\"342\" class=\"skip-lazy fg-image\" data-src-fg=\"https:\/\/pracaclovis.com\/wp-content\/uploads\/cache\/2026\/06\/Captura-de-tela-2026-06-01-153757\/1738516823.avif\" src=\"data:image\/svg+xml,%3Csvg%20xmlns%3D%22http%3A%2F%2Fwww.w3.org%2F2000%2Fsvg%22%20width%3D%22250%22%20height%3D%22342%22%20viewBox%3D%220%200%20250%20342%22%3E%3C%2Fsvg%3E\" loading=\"eager\"><\/span><span class=\"fg-image-overlay\"><\/span><\/a><figcaption class=\"fg-caption\"><div class=\"fg-caption-inner\"><div class=\"fg-caption-title\">Revista de Teatro da SBAT, 1994<\/div><\/div><\/figcaption><\/figure><div class=\"fg-loader\"><\/div><\/div><\/div><style type=\"text\/css\">.fg-caption-title {font-family: \"Montserrat\", Sans-serif; font-size: 16px; text-align: center;}<\/style>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>PEREIRA, Vicente. 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