{"id":8384,"date":"2026-06-23T12:18:07","date_gmt":"2026-06-23T15:18:07","guid":{"rendered":"https:\/\/pracaclovis.com\/?p=8384"},"modified":"2026-06-23T12:18:07","modified_gmt":"2026-06-23T15:18:07","slug":"rasga-coracao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pracaclovis.com\/?p=8384","title":{"rendered":"Rasga cora\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"has-background wp-block-paragraph\" style=\"background-color:#e1dede\">VIANNA FILHO, Oduvaldo. <em>Rasga cora\u00e7\u00e3o.<\/em> Rio de Janeiro: Servi\u00e7o Nacional do Teatro, 1980.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-right wp-block-paragraph\">Mileni Vanalli Ro\u00e9fero<br><em>Ilustra\u00e7\u00e3o: <em>Julio Lapagesse<\/em><\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A pe\u00e7a <em>Rasga cora\u00e7\u00e3o <\/em>foi escrita por Oduvaldo Vianna Filho (Rio de Janeiro, RJ, 1936 \u2013 Rio de Janeiro, RJ, 1974) entre 1972 e 1974, encenada pela primeira vez em setembro de 1979 e publicada no ano seguinte, em 1980. Vianinha foi um autor muito significativo na d\u00e9cada de 1960, sobretudo por n\u00e3o dissociar o seu trabalho art\u00edstico da milit\u00e2ncia comunista e do trabalho realizado no Centro Popular de Cultura (CPC), do qual era um dos fundadores.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Antes de seu percurso com o CPC, Vianinha participou do Teatro de Arena e colaborou para a consolida\u00e7\u00e3o de experimenta\u00e7\u00f5es c\u00eanicas voltadas \u00e0 an\u00e1lise cr\u00edtica da realidade nacional, marcadas pelo posicionamento pol\u00edtico e questionador, pela ruptura com o modelo comercial de encena\u00e7\u00e3o e pela cria\u00e7\u00e3o a partir de temas nacionais. Al\u00e9m disso, teve papel fundamental no processo de apropria\u00e7\u00e3o, \u00e0 brasileira, de procedimentos \u00e9picos inspirados no teatr\u00f3logo alem\u00e3o Bertolt Brecht, tais como a men\u00e7\u00e3o cr\u00edtica a dados e estat\u00edsticas sociais em cena, e a incorpora\u00e7\u00e3o ao drama de elementos como a narra\u00e7\u00e3o, os coros (que costumam apresentar uma perspectiva cr\u00edtica \u00e0 narrativa comum) e as m\u00fasicas (criadas na mesma chave, mesclando o problema da pe\u00e7a com problemas reais).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ao longo de sua trajet\u00f3ria, Vianinha escreveu pe\u00e7as nas quais analisava as contradi\u00e7\u00f5es brasileiras com toques de humor sat\u00edrico e recursos estil\u00edsticos, como as rimas, que conferiam fluidez e dinamismo \u00e0 leitura, e representavam a marca registrada da escrita do autor. Nas suas pe\u00e7as, explorava temas como consci\u00eancia de classe, transforma\u00e7\u00e3o pol\u00edtica e conflitos familiares atravessados pela ideologia. Vianinha come\u00e7ou influenciado pelo didatismo pol\u00edtico e pelo teatro de agita\u00e7\u00e3o do CPC, mas, com o passar dos anos, elaborou formas mais complexas de dramaturgia, fundindo procedimentos \u00e9picos brechtianos \u00e0 cria\u00e7\u00e3o de personagens densos e dial\u00f3gicos. Como sua escrita era marcada pela cr\u00edtica social, a censura militar proibiu ou mutilou diversas pe\u00e7as \u2013 o que revela o quanto a sua produ\u00e7\u00e3o confrontava o autoritarismo e indicava a import\u00e2ncia de repensar as estruturas sociais e culturais brasileiras.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><em>Rasga cora\u00e7\u00e3o <\/em>foi o \u00faltimo texto para teatro escrito pelo autor e se somou \u00e0s dezenas de pe\u00e7as e roteiros para cinema e televis\u00e3o escritos ao longo de sua vida. Esse texto, assim como <em>Papa Highirte <\/em>\u2013 tamb\u00e9m escrito no per\u00edodo mais agressivo da Ditadura Militar, de persegui\u00e7\u00e3o pol\u00edtica e controle ideol\u00f3gico sobre a produ\u00e7\u00e3o art\u00edstica \u2013, tornou-se um dos mais vetados pela censura, e s\u00f3 foi liberado para encena\u00e7\u00e3o em 1979, quando se deu in\u00edcio \u00e0 abertura pol\u00edtica.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><em>Rasga cora\u00e7\u00e3o<\/em> foi escrita em um momento doloroso, pois Vianinha enfrentava o est\u00e1gio terminal de um c\u00e2ncer que o colocava sob forte press\u00e3o emocional. Nesse per\u00edodo, ele se dividia entre a urg\u00eancia de concluir a pe\u00e7a e a consci\u00eancia de suas limita\u00e7\u00f5es&nbsp;f\u00edsicas crescentes. Entre os problemas de sa\u00fade, o desencanto pol\u00edtico e o desejo de transmiss\u00e3o hist\u00f3rica, a pe\u00e7a<em>&nbsp;<\/em>surge&nbsp;tentando sintetizar d\u00e9cadas de debates internos da esquerda brasileira e, sobretudo, os impasses de uma gera\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica do Partido Comunista Brasileiro (PCB).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O enredo \u00e9 ambientado em um apartamento do Rio de Janeiro, no ano de 1972, e retrata os conflitos da diferen\u00e7a geracional de uma fam\u00edlia de classe m\u00e9dia. Os personagens que figuram tais conflitos s\u00e3o Cust\u00f3dio Manh\u00e3es Jr. (Manguari Pistol\u00e3o), que dedicou a vida \u00e0s atividades de milit\u00e2ncia do PCB, e seu filho Lu\u00eds Carlos (Luca), um jovem de 17 anos, idealista e questionador que diverge da milit\u00e2ncia tradicional do pai.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em determinado momento da pe\u00e7a, o jovem Luca passa a integrar o movimento de resist\u00eancia \u00e0 proibi\u00e7\u00e3o de cabelos compridos na institui\u00e7\u00e3o em que estuda. Manguari, pai de Luca, o instrui a respeito da import\u00e2ncia de organizar institucionalmente o coletivo, dando uma sugest\u00e3o de plano t\u00e1tico. O garoto, contudo, levado pelas ideias mais radicais de Milena, sua namorada e l\u00edder do movimento, junto ao restante do grupo, invade o col\u00e9gio \u00e0 noite e queima o arquivo com as provas, em uma tentativa de retalia\u00e7\u00e3o \u00e0 suspens\u00e3o que haviam sofrido. Ao fim da invas\u00e3o, Luca \u00e9 detido e agredido pelo inspetor da institui\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Como puni\u00e7\u00e3o pelo ato de vandalismo, Luca \u00e9 expulso do col\u00e9gio e tudo indica que perder\u00e1 o ano letivo. Manguari sugere alternativas para que o garoto n\u00e3o perca a oportunidade de prestar vestibular e, pouco depois, descobrem que outra institui\u00e7\u00e3o aceitar\u00e1 os alunos expulsos. As duas possibilidades fracassam, porque Luca desiste da faculdade depois de se envolver com pr\u00e1ticas de ioga e estudos sobre ecologia e se encantar com o estilo de vida que prega o equil\u00edbrio na rela\u00e7\u00e3o com a natureza.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Para al\u00e9m do plano narrativo, h\u00e1 quest\u00f5es estil\u00edsticas que complexificam a leitura e a an\u00e1lise da obra, acrescentando camadas interpretativas. Uma delas \u00e9 o fato de que, a cada vez que surgem situa\u00e7\u00f5es desafiadoras, as rubricas da pe\u00e7a indicam a abertura, atrav\u00e9s da ilumina\u00e7\u00e3o e da reorganiza\u00e7\u00e3o do espa\u00e7o c\u00eanico, de uma \u201cfenda\u201d para o passado, na qual percebemos que o pai, na sua juventude, passou pelos mesmos conflitos que o filho vivencia no presente. Assim, quando os personagens do passado do pai se somam ao presente, ora como uma cena simult\u00e2nea, ora como intromiss\u00e3o desses personagens no plano perif\u00e9rico da a\u00e7\u00e3o, vemos as mesmas situa\u00e7\u00f5es se repetirem em planos temporais diferentes: com o pai no passado e com Luca no presente.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Embora a t\u00f4nica realista se fa\u00e7a presente nas cenas familiares da pe\u00e7a, o movimento din\u00e2mico entre passado e presente e as incurs\u00f5es pret\u00e9ritas rompem com o imaginado realismo c\u00eanico. Al\u00e9m disso, a perspectiva \u00e9pica, evidenciada pelo distanciamento brechtiano, intercambia dialeticamente a raz\u00e3o e a emo\u00e7\u00e3o e demonstra a predominante caracter\u00edstica do teatro pol\u00edtico. A influ\u00eancia do teatro dial\u00e9tico brechtiano no teatro brasileiro come\u00e7ou com consist\u00eancia na d\u00e9cada de 1960 e seguiu ganhando notoriedade nas d\u00e9cadas seguintes, pois o escritor alem\u00e3o desenvolveu recursos formais de distanciamento para canalizar a frui\u00e7\u00e3o est\u00e9tica \u00e0 consci\u00eancia cr\u00edtica, que coincidia com o interesse de parte da comunidade teatral brasileira em chamar aten\u00e7\u00e3o para os problemas mais urgentes da materialidade dada. Essas ferramentas tinham como objetivo expor contradi\u00e7\u00f5es e evidenciar que o mundo \u00e9 transform\u00e1vel. Em <em>Rasga cora\u00e7\u00e3o<\/em>,<em> <\/em>o distanciamento aparece de maneira destacada por meio das men\u00e7\u00f5es \u00e0s estat\u00edsticas reais e aos dados hist\u00f3ricos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em um segundo momento, o paralelismo temporal demonstra o car\u00e1ter c\u00edclico que acomete as gera\u00e7\u00f5es. Para mencionar apenas um exemplo, Nena, a m\u00e3e de Luca, horroriza-se quando chega a casa e percebe que o filho e a namorada est\u00e3o juntos no quarto. No momento seguinte, a cena reproduzida \u00e9 a de Cust\u00f3dio e Nena jovens, flagrados no quarto pelo pai dele. O tom de repres\u00e1lia que Nena exige que o marido aplique sobre o filho \u00e9 o mesmo recebido por eles na juventude.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">No entanto, mais do que a reprodu\u00e7\u00e3o do senso comum de que \u201ca hist\u00f3ria se repete\u201d, a dramaturgia destaca que, por tr\u00e1s da aparente repeti\u00e7\u00e3o, cada gera\u00e7\u00e3o reage de uma forma \u00e0s diferentes circunst\u00e2ncias hist\u00f3ricas, sociais e pol\u00edticas em que vive. A juventude de Cust\u00f3dio e Nena na d\u00e9cada de 1940, por exemplo, \u00e9 completamente diferente da do filho deles, em 1970, embora pensem e ajam de modos parecidos. O apartamento em que vivem funciona como uma r\u00e9plica minorada da sociedade brasileira, em que h\u00e1 o pai militante, o filho rebelde e a m\u00e3e conciliadora, reproduzindo o ciclo de lutas pol\u00edticas no Brasil e a repeti\u00e7\u00e3o das desilus\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em <em>Rasga cora\u00e7\u00e3o<\/em>, considerada uma das mais completas pe\u00e7as do autor pela maturidade te\u00f3rico-cr\u00edtica e pelo tempo de pesquisa que antecedeu sua escrita, Vianinha tenta conciliar responsabilidade familiar e ideologia pol\u00edtica. Ao comentar sobre o texto, ele pr\u00f3prio relata seu interesse em homenagear a velha guarda militante, respons\u00e1vel, segundo sua perspectiva, pela politiza\u00e7\u00e3o do pa\u00eds. O enredo da pe\u00e7a se mistura \u00e0 sua pr\u00f3pria hist\u00f3ria, j\u00e1 que ele era filho de militantes do PCB e tamb\u00e9m foi um jovem ligado aos movimentos de esquerda, de resist\u00eancia \u00e0s opress\u00f5es e ao teatro pol\u00edtico. A quest\u00e3o, ent\u00e3o, concentra-se em discutir os diferentes entendimentos da posi\u00e7\u00e3o revolucion\u00e1ria ao longo do tempo e das gera\u00e7\u00f5es. Embora a trama esteja situada no contexto da d\u00e9cada de 1970, seu conte\u00fado apresenta impressionante atualidade no Brasil, porque ainda hoje \u00e9 poss\u00edvel identificar situa\u00e7\u00f5es de disputa de projeto de pa\u00eds, contradi\u00e7\u00f5es internas nos movimentos progressistas, embates entre gera\u00e7\u00f5es, especialmente de cunho ideol\u00f3gico, e tens\u00f5es entre milit\u00e2ncia e vida privada.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Para saber mais<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">BETTI, Maria Silvia (1997). <em>Oduvaldo Vianna Filho.<\/em> S\u00e3o Paulo: EDUSP.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">BORGES, Luiz Paix\u00e3o Lima (2021). Hist\u00f3ria e Dramaturgia: passado e presente em <em>Rasga Cora\u00e7\u00e3o<\/em>, de Oduvaldo Vianna Filho. <em>Conex\u00e3o Letras<\/em>,<em> <\/em>Porto Alegre, v. 16, n. 26, jul-dez., p. 158-173.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">PEIXOTO, Fernando (org.) (1983). <em>Vianinha \u2013 <\/em>teatro, televis\u00e3o, pol\u00edtica. S\u00e3o Paulo: Brasiliense.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Iconografia<\/strong><\/p>\n\n\n<style type=\"text\/css\">\n#foogallery-gallery-8385.fg-masonry { --fg-gutter: 10px; }<\/style>\n\t\t\t<div class=\"foogallery foogallery-container foogallery-masonry foogallery-lightbox-foogallery fg-center fg-masonry fg-ready fg-transparent fg-round-small fg-shadow-small fg-loading-dots fg-loaded-slide-up fg-captions-bottom fg-hover-fade fg-hover-plus fg-col3\" id=\"foogallery-gallery-8385\" data-foogallery=\"{&quot;panel&quot;:{&quot;buttons&quot;:{&quot;download&quot;:false}},&quot;item&quot;:{&quot;showCaptionTitle&quot;:true,&quot;showCaptionDescription&quot;:true},&quot;lazy&quot;:true,&quot;template&quot;:{&quot;horizontalOrder&quot;:true}}\" data-foogallery-lightbox=\"{&quot;thumbs&quot;:&quot;bottom&quot;,&quot;thumbsCaptions&quot;:false,&quot;thumbsBestFit&quot;:false,&quot;thumbsSmall&quot;:false,&quot;thumbsCaptionsAlign&quot;:&quot;default&quot;,&quot;info&quot;:&quot;bottom&quot;,&quot;infoVisible&quot;:true,&quot;infoOverlay&quot;:true,&quot;infoAlign&quot;:&quot;default&quot;,&quot;transition&quot;:&quot;fade&quot;,&quot;hoverButtons&quot;:false,&quot;fitMedia&quot;:false,&quot;noScrollbars&quot;:true,&quot;preserveButtonSpace&quot;:true,&quot;buttons&quot;:{&quot;fullscreen&quot;:true,&quot;info&quot;:true,&quot;thumbs&quot;:false,&quot;download&quot;:false},&quot;video&quot;:{&quot;autoPlay&quot;:true}}\" style=\"--fg-title-line-clamp: 0; --fg-description-line-clamp: 0;\" >\n\t\t<div class=\"fg-column-width\"><\/div>\n\t<div class=\"fg-gutter-width\"><\/div>\n\t\t<div class=\"fg-item fg-type-image fg-idle\"><figure class=\"fg-item-inner\"><a href=\"https:\/\/pracaclovis.com\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/Servico-Nacional-do-Teatro-1980-1.avif\" data-caption-title=\"Servi\u00e7o Nacional do Teatro, 1980\" data-attachment-id=\"8518\" data-e-disable-page-transition=\"true\" data-type=\"image\" class=\"fg-thumb\"><span class=\"fg-image-wrap\"><img decoding=\"async\" title=\"Servi\u00e7o Nacional do Teatro, 1980\" width=\"250\" height=\"371.30801687764\" class=\"skip-lazy fg-image\" data-src-fg=\"https:\/\/pracaclovis.com\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/Servico-Nacional-do-Teatro-1980-1.avif\" src=\"data:image\/svg+xml,%3Csvg%20xmlns%3D%22http%3A%2F%2Fwww.w3.org%2F2000%2Fsvg%22%20width%3D%22250%22%20height%3D%22371.30801687764%22%20viewBox%3D%220%200%20250%20371.30801687764%22%3E%3C%2Fsvg%3E\" loading=\"eager\"><\/span><span class=\"fg-image-overlay\"><\/span><\/a><figcaption class=\"fg-caption\"><div class=\"fg-caption-inner\"><div class=\"fg-caption-title\">Servi\u00e7o Nacional do Teatro, 1980<\/div><\/div><\/figcaption><\/figure><div class=\"fg-loader\"><\/div><\/div><div class=\"fg-item fg-type-image fg-idle\"><figure class=\"fg-item-inner\"><a href=\"https:\/\/pracaclovis.com\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/Captura-de-tela-2026-06-01-153237.avif\" data-caption-title=\"Temporal, 2020\" data-attachment-id=\"8386\" data-e-disable-page-transition=\"true\" data-type=\"image\" class=\"fg-thumb\"><span class=\"fg-image-wrap\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" title=\"Temporal, 2020\" width=\"250\" height=\"337\" class=\"skip-lazy fg-image\" data-src-fg=\"https:\/\/pracaclovis.com\/wp-content\/uploads\/cache\/2026\/06\/Captura-de-tela-2026-06-01-153237\/1290171582.avif\" src=\"data:image\/svg+xml,%3Csvg%20xmlns%3D%22http%3A%2F%2Fwww.w3.org%2F2000%2Fsvg%22%20width%3D%22250%22%20height%3D%22337%22%20viewBox%3D%220%200%20250%20337%22%3E%3C%2Fsvg%3E\" loading=\"eager\"><\/span><span class=\"fg-image-overlay\"><\/span><\/a><figcaption class=\"fg-caption\"><div class=\"fg-caption-inner\"><div class=\"fg-caption-title\">Temporal, 2020<\/div><\/div><\/figcaption><\/figure><div class=\"fg-loader\"><\/div><\/div><\/div><style type=\"text\/css\">.fg-caption-title {font-family: \"Montserrat\", Sans-serif; font-size: 16px; text-align: center;}<\/style>\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>VIANNA FILHO, Oduvaldo. Rasga cora\u00e7\u00e3o. Rio de Janeiro: Servi\u00e7o Nacional do Teatro, 1980.&nbsp; Mileni Vanalli Ro\u00e9feroIlustra\u00e7\u00e3o: Julio Lapagesse A pe\u00e7a Rasga cora\u00e7\u00e3o foi escrita por Oduvaldo Vianna Filho (Rio de Janeiro, RJ, 1936 \u2013 Rio de Janeiro, RJ, 1974) entre 1972 e 1974, encenada pela primeira vez em setembro de 1979 e publicada no ano [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":5,"featured_media":8336,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"categories":[584],"tags":[103,151,100,113],"cronologia":[31],"estado":[125],"regiaodaautoria":[45],"autoria":[250,249],"class_list":["post-8384","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-dramaturgia","tag-ditadura-1964-1985","tag-drama-familiar","tag-espaco-urbano","tag-repressao","cronologia-31","estado-rio-de-janeiro","regiaodaautoria-sudeste","autoria-autoriabranca","autoria-autoriamasculina"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pracaclovis.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/8384","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pracaclovis.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pracaclovis.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pracaclovis.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/5"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pracaclovis.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=8384"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/pracaclovis.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/8384\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":8499,"href":"https:\/\/pracaclovis.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/8384\/revisions\/8499"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pracaclovis.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/8336"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pracaclovis.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=8384"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pracaclovis.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=8384"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pracaclovis.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=8384"},{"taxonomy":"cronologia","embeddable":true,"href":"https:\/\/pracaclovis.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcronologia&post=8384"},{"taxonomy":"estado","embeddable":true,"href":"https:\/\/pracaclovis.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Festado&post=8384"},{"taxonomy":"regiaodaautoria","embeddable":true,"href":"https:\/\/pracaclovis.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fregiaodaautoria&post=8384"},{"taxonomy":"autoria","embeddable":true,"href":"https:\/\/pracaclovis.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fautoria&post=8384"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}