{"id":8371,"date":"2026-06-15T22:28:26","date_gmt":"2026-06-16T01:28:26","guid":{"rendered":"https:\/\/pracaclovis.com\/?p=8371"},"modified":"2026-07-06T11:26:00","modified_gmt":"2026-07-06T14:26:00","slug":"murro-em-ponta-de-faca","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pracaclovis.com\/?p=8371","title":{"rendered":"Murro em ponta de faca"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"has-background wp-block-paragraph\" style=\"background-color:#e1dede\">BOAL, Augusto. <em>Murro em ponta de faca<\/em>. S\u00e3o Paulo: Hucitec, 1978.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-right wp-block-paragraph\">Maria Clara Gon\u00e7alves<br><em>Ilustra\u00e7\u00e3o: Rafael Trinc<\/em>o<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><em>Murro em ponta de faca<\/em>, escrita por Augusto Pinto Boal (Rio de Janeiro, RJ, 1931 \u2013 Rio de Janeiro, RJ, 2009) em 1974, retrata as agruras enfrentadas por um grupo de seis brasileiros que, assim como o autor, viviam sob a condi\u00e7\u00e3o for\u00e7ada do ex\u00edlio. Boal deixou o Brasil em 1971, ap\u00f3s ser perseguido, preso e torturado pelo Regime Militar, experi\u00eancia que marca profundamente sua produ\u00e7\u00e3o do per\u00edodo. A pe\u00e7a, contudo, permaneceu interditada at\u00e9 1978, quando finalmente obteve libera\u00e7\u00e3o cens\u00f3ria e foi encenada pela primeira vez no Teatro de Artes Israelita Brasileiro (TAIB), coincidindo com a publica\u00e7\u00e3o do texto dram\u00e1tico pela editora Hucitec.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Boal escreveu <em>Murro em ponta de faca<\/em> durante sua estadia em Portugal, ap\u00f3s ter passado pela Argentina e pelo Peru, e dois epis\u00f3dios foram decisivos para converter essa viv\u00eancia em obra dram\u00e1tica. O primeiro foi o recebimento da carta-can\u00e7\u00e3o \u201cMeu caro amigo\u201d, enviada por Chico Buarque, que lhe trazia not\u00edcias da repress\u00e3o \u201caqui na terra\u201d e reabria a ferida da dist\u00e2ncia. O segundo foi o pedido de Fernando Peixoto para que Boal registrasse suas andan\u00e7as e reflex\u00f5es do ex\u00edlio, uma convoca\u00e7\u00e3o que n\u00e3o apenas o impulsionou criativamente, mas tamb\u00e9m legitimou o gesto de transformar uma experi\u00eancia individual em narrativa coletiva. Em <em>Hamlet e o padeiro<\/em>, Boal rememora esse contexto com crueza: \u201cEscrevi <em>O Murro<\/em> em Lisboa quando exilados se suicidavam. Tribo de solit\u00e1rios, t\u00e3o juntos, iguais: t\u00e3o s\u00f3s!\u201d (Boal, 2000). A pe\u00e7a emerge, portanto, da tentativa de elaborar uma condi\u00e7\u00e3o profundamente fraturante, marcada pela descontinuidade, pelo deslocamento e pela necessidade incessante de reconstru\u00e7\u00e3o de si. Ao escrever a partir de sua pr\u00f3pria trajet\u00f3ria, Boal figura uma comunidade igualmente ferida, unida pelo trauma compartilhado da desterritorializa\u00e7\u00e3o. Como a anistia brasileira s\u00f3 seria promulgada em 1979, <em>Murro em ponta de faca<\/em> pode ser lida tamb\u00e9m como parte do movimento pol\u00edtico e cultural que, no final da d\u00e9cada de 1970, pressionava o Regime Militar a reconhecer a urg\u00eancia hist\u00f3rica do retorno dos exilados.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O espet\u00e1culo estreou em 4 de outubro de 1978, com Bethy Caruso, Francisco Milani, Martha Overbeck, Othon Bastos, Renato Borghi e Thaia Perez (elenco da Companhia de Teatro Othon Bastos), sob dire\u00e7\u00e3o de Paulo Jos\u00e9. O programa da montagem re\u00fane informa\u00e7\u00f5es importantes sobre o processo de cria\u00e7\u00e3o da pe\u00e7a, incluindo a transcri\u00e7\u00e3o de cartas enviadas a Boal por Fernando Peixoto e pelo pr\u00f3prio Paulo Jos\u00e9. Nessas correspond\u00eancias, torna-se claro o percurso que levou \u00e0 escolha da dire\u00e7\u00e3o: impossibilitado de assumir a encena\u00e7\u00e3o devido a compromissos profissionais, Peixoto indica Paulo Jos\u00e9 para o lugar. O programa tamb\u00e9m inclui materiais posteriormente incorporados \u00e0 primeira publica\u00e7\u00e3o da pe\u00e7a, como a letra de \u201cMeu caro amigo\u201d, um depoimento de Gianfrancesco Guarnieri, \u201cUm grito de socorro, de amor e de alerta\u201d, em que ressalta as qualidades art\u00edsticas do texto e rememora a trajet\u00f3ria de Boal, especialmente os trabalhos que realizaram juntos no Teatro de Arena. Completa o conjunto o texto de Boal, \u201cEu quero cantar I\u00f3iku\u201d, cujo t\u00edtulo remete a uma palavra de uma l\u00edngua cantada da Lap\u00f4nia \u2013 i\u00f3iku que significa \u201cmuito obrigado\u201d \u2013 e com a qual o autor expressa sua gratid\u00e3o a todos que tornaram poss\u00edvel aquela encena\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O enredo de <em>Murro em ponta de faca<\/em>, dividido em dois atos ou duas partes,<em> <\/em>centra-se na trajet\u00f3ria dos casais Paulo e Maria, Marga e Doutor, e Foguinho e Barra pelos pa\u00edses Chile, Argentina e Fran\u00e7a. Oriundos de realidades distintas, permanecem juntos enquanto buscam sobreviver por diferentes espa\u00e7os, como em um pr\u00e9dio superlotado ap\u00f3s o Golpe de Estado do Chile ou um apartamento em Paris. Toda movimenta\u00e7\u00e3o c\u00eanica ocorre em cima de um tapete que serve como o espa\u00e7o da a\u00e7\u00e3o; quando os atores saem de cena, devem permanecer fora do tapete, mas sempre aos olhos do p\u00fablico. Comp\u00f5em o cen\u00e1rio, ainda, malas de diversos tamanhos que desempenham fun\u00e7\u00f5es, como cama, cadeira, mesa, al\u00e9m de guardar objetos que ser\u00e3o usados por eles. A mala funciona como extens\u00e3o da identidade: m\u00f3vel, fragmentada, sempre prestes a ser reaberta ou rearrumada. As transi\u00e7\u00f5es entre as cenas s\u00e3o marcadas pelo acender e apagar das luzes, recurso que sublinha tanto o car\u00e1ter descont\u00ednuo da experi\u00eancia do ex\u00edlio quanto a sensa\u00e7\u00e3o de cortes bruscos na vida dos personagens. Outro ponto que merece destaque \u00e9 que, apesar da densidade tem\u00e1tica, Boal constr\u00f3i um texto permeado por momentos c\u00f4micos, que funcionam como brechas de al\u00edvio e quebram a tens\u00e3o da situa\u00e7\u00e3o retratada.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O primeiro ato se inicia com os personagens envolvidos em atividades triviais em um apartamento no Chile, a\u00e7\u00f5es que delineiam suas singularidades: \u201cBarra est\u00e1 cozinhando, Paulo est\u00e1 dedilhando o viol\u00e3o, Foguinho lendo jornais e recortando not\u00edcias, Margarida cuidando de si, Seu Doutor bebericando, Maria ensimesmada, pensando, sempre triste, sempre\u201d (Boal, 1978). A trivialidade dessas a\u00e7\u00f5es, entretanto, est\u00e1 longe da neutralidade: cada gesto carrega uma cr\u00edtica impl\u00edcita \u00e0 precariedade subjetiva produzida pelo ex\u00edlio. A cozinha de Barra, o viol\u00e3o de Paulo, os recortes obsessivos de Foguinho, o autocuidado de Margarida, a bebida de Doutor e a introspec\u00e7\u00e3o dolorosa de Maria comp\u00f5em um microcosmo de estrat\u00e9gias e condi\u00e7\u00f5es de sobreviv\u00eancia, como pequenos modos de sustentar uma identidade fraturada. Absorvidos em suas tarefas, os personagens parecem elaborar ou, em alguns casos, mascarar a suspens\u00e3o identit\u00e1ria imposta pela condi\u00e7\u00e3o de desterro. Nesse conjunto, o gesto de Maria, \u201csempre triste, sempre\u201d, funciona como uma fissura no cotidiano encenado: \u00e9 ali que a tentativa de normalidade se rompe e emerge, com for\u00e7a, a dimens\u00e3o afetiva e pol\u00edtica do ex\u00edlio.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Enquanto aguardam a moqueca preparada por Barra, feita com os \u00faltimos ingredientes trazidos do Brasil, os personagens evocam aquilo que deixaram para tr\u00e1s ao serem lan\u00e7ados ao ex\u00edlio. Cada um tenta reconstruir fragmentos de sua pr\u00f3pria identidade por meio de objetos que funcionam como \u00e2ncoras afetivas: o viol\u00e3o de Paulo, a biblioteca do Doutor, o som estereof\u00f4nico de Foguinho, os vestidos de Marga, as pimentas de Barra e o amigo de Maria, morto pela Ditadura. A men\u00e7\u00e3o ao amigo morto, no entanto, desloca o conjunto dessas lembran\u00e7as para outro patamar. Enquanto os demais personagens recorrem a objetos materiais, Maria s\u00f3 pode rememorar aquilo que n\u00e3o existe mais, algu\u00e9m que a Ditadura transformou em aus\u00eancia permanente.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A refei\u00e7\u00e3o \u00e9 interrompida pelas not\u00edcias da derrubada do governo chileno, obrigando os personagens a abandonar o ambiente dom\u00e9stico rec\u00e9m-reconstru\u00eddo e a retomar a instabilidade de sua trajet\u00f3ria. O abrigo improvisado em um pr\u00e9dio superlotado e insalubre exp\u00f5e a precariedade material e humana do ex\u00edlio naquele momento inicial. Ap\u00f3s obterem um salvo-conduto, seguem para a Argentina, onde, embora encontrem uma nova moradia, vivem sem recursos financeiros e sob clima pol\u00edtico tenso \u2013 ainda que, como ironiza Barra, trate-se da \u201cditadura mais democr\u00e1tica da Am\u00e9rica Latina\u201d (Boal, 1978). A chegada das cartas enviadas pelo governo su\u00ed\u00e7o anuncia mais um deslocamento, convocando-os a buscar ref\u00fagio na Europa, n\u00e3o como escolha, mas como continuidade for\u00e7ada de uma rota sempre determinada por outros.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Sentados sobre as malas organizadas de modo a lembrar a disposi\u00e7\u00e3o das cadeiras de um avi\u00e3o, inicia-se o segundo ato. Nesse arranjo c\u00eanico, os personagens atravessam mais um deslocamento for\u00e7ado, agora rumo a outro continente. Quanto maior a dist\u00e2ncia f\u00edsica do Brasil, mais intensamente sentem o peso simb\u00f3lico dessa travessia: migram n\u00e3o apenas para um novo territ\u00f3rio, mas para culturas cada vez mais distantes da sua. A cena evidencia o aprofundamento da sensa\u00e7\u00e3o de desenraizamento, como se o voo condensasse o momento em que o ex\u00edlio deixa de ser provis\u00f3rio para se tornar uma ruptura definitiva.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O peso do ex\u00edlio parece aumentar a cada deslocamento, e a permanente sensa\u00e7\u00e3o de n\u00e3o pertencimento evidencia o desgaste subjetivo dessa condi\u00e7\u00e3o. \u00c9 nesse clima de esgotamento que Barra, Foguinho e Doutor decidem retornar ao Brasil, mesmo conscientes dos riscos que os aguardam; j\u00e1 Marga, a personagem menos politizada do grupo, decide seguir a carreira de modelo. A Paulo, que decide permanecer, restaria apenas Maria; mas ela, cada vez mais tomada pela tristeza e pela descren\u00e7a que o ex\u00edlio produz, formula como \u00faltimo desejo a exist\u00eancia de uma casa \u201cem um pa\u00eds sem vento\u201d (Boal, 1978). A imagem, ao mesmo tempo po\u00e9tica e imposs\u00edvel, revela seu anseio por um lugar imune \u00e0s tempestades pol\u00edticas que arrastam sua vida de um territ\u00f3rio a outro. Como um pa\u00eds assim n\u00e3o existe, resta-lhe apenas a constata\u00e7\u00e3o de que sua experi\u00eancia est\u00e1 irremediavelmente fraturada. Diante dessa viv\u00eancia desterrada, Maria vislumbra n\u00e3o um novo deslocamento, mas uma sa\u00edda definitiva, sinal de que o ex\u00edlio ultrapassou o limite do suport\u00e1vel.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Agora completamente s\u00f3 em cena, Paulo profere as mesmas palavras que Boal disse no comit\u00ea de anistia pelo Brasil, realizado em Lisboa em 1977: a afirma\u00e7\u00e3o de estar vivo, l\u00facido e decidido a continuar lutando, apesar dos esfor\u00e7os do Regime Militar para silenci\u00e1-lo. O programa do espet\u00e1culo apresenta a \u00edntegra desse discurso, acompanhada de uma fotografia de Boal no evento, refor\u00e7ando a fus\u00e3o entre a experi\u00eancia biogr\u00e1fica do autor e a trajet\u00f3ria ficcional do personagem. Logo depois da fala de Paulo, o retorno dos atores em novos pap\u00e9is evidencia que o ex\u00edlio n\u00e3o se encerra naquela declara\u00e7\u00e3o; ao contr\u00e1rio, estende-se para al\u00e9m dela, revelando a persist\u00eancia hist\u00f3rica e coletiva dessa condi\u00e7\u00e3o de deslocamento. Os ecos dessa condi\u00e7\u00e3o, como se sabe, reboam at\u00e9 hoje.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Para saber mais<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">ANDRADE, Clara de (2014). <em>O ex\u00edlio de Augusto Boal<\/em>: reflex\u00f5es sobre um teatro sem fronteiras. Rio de Janeiro: 7 Letras.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">BOAL, Augusto (2000). <em>Hamlet e o padeiro<\/em>. S\u00e3o Paulo: Cosac Naify.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">MICHALSKI, Yan (1978). Boal t\u00e3o longe e t\u00e3o presente. <em>Jornal do Brasil<\/em>, 13 out. 1978. Caderno B, Rio de Janeiro.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">MICHALSKI, Yan (1979). <em>O palco amorda\u00e7ado<\/em>. Rio de Janeiro: Avenir.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">SANTOS, Desirree (2014). <em>Novos Horizontes: as cria\u00e7\u00f5es teatrais de Augusto Boal nos anos de ex\u00edlio.<\/em> Disserta\u00e7\u00e3o (Mestrado em Hist\u00f3ria) \u2013 Pontif\u00edcia Universidade Cat\u00f3lica do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Iconografia<\/strong><\/p>\n\n\n<style type=\"text\/css\">\n#foogallery-gallery-8372.fg-masonry { --fg-gutter: 10px; }<\/style>\n\t\t\t<div class=\"foogallery foogallery-container foogallery-masonry foogallery-lightbox-foogallery fg-center fg-masonry fg-ready fg-transparent fg-round-small fg-shadow-small fg-loading-dots fg-loaded-slide-up fg-captions-bottom fg-hover-fade fg-hover-plus fg-col3\" id=\"foogallery-gallery-8372\" data-foogallery=\"{&quot;panel&quot;:{&quot;buttons&quot;:{&quot;download&quot;:false}},&quot;item&quot;:{&quot;showCaptionTitle&quot;:true,&quot;showCaptionDescription&quot;:true},&quot;lazy&quot;:true,&quot;template&quot;:{&quot;horizontalOrder&quot;:true}}\" data-foogallery-lightbox=\"{&quot;thumbs&quot;:&quot;bottom&quot;,&quot;thumbsCaptions&quot;:false,&quot;thumbsBestFit&quot;:false,&quot;thumbsSmall&quot;:false,&quot;thumbsCaptionsAlign&quot;:&quot;default&quot;,&quot;info&quot;:&quot;bottom&quot;,&quot;infoVisible&quot;:true,&quot;infoOverlay&quot;:true,&quot;infoAlign&quot;:&quot;default&quot;,&quot;transition&quot;:&quot;fade&quot;,&quot;hoverButtons&quot;:false,&quot;fitMedia&quot;:false,&quot;noScrollbars&quot;:true,&quot;preserveButtonSpace&quot;:true,&quot;buttons&quot;:{&quot;fullscreen&quot;:true,&quot;info&quot;:true,&quot;thumbs&quot;:false,&quot;download&quot;:false},&quot;video&quot;:{&quot;autoPlay&quot;:true}}\" style=\"--fg-title-line-clamp: 0; --fg-description-line-clamp: 0;\" >\n\t\t<div class=\"fg-column-width\"><\/div>\n\t<div class=\"fg-gutter-width\"><\/div>\n\t\t<div class=\"fg-item fg-type-image fg-idle\"><figure class=\"fg-item-inner\"><a href=\"https:\/\/pracaclovis.com\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/Captura-de-tela-2026-06-01-152207.avif\" data-caption-title=\"Hucitec, 1978\" data-attachment-id=\"8375\" data-e-disable-page-transition=\"true\" data-type=\"image\" class=\"fg-thumb\"><span class=\"fg-image-wrap\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" title=\"Hucitec, 1978\" width=\"250\" height=\"370\" class=\"skip-lazy fg-image\" data-src-fg=\"https:\/\/pracaclovis.com\/wp-content\/uploads\/cache\/2026\/06\/Captura-de-tela-2026-06-01-152207\/2694040120.avif\" src=\"data:image\/svg+xml,%3Csvg%20xmlns%3D%22http%3A%2F%2Fwww.w3.org%2F2000%2Fsvg%22%20width%3D%22250%22%20height%3D%22370%22%20viewBox%3D%220%200%20250%20370%22%3E%3C%2Fsvg%3E\" loading=\"eager\"><\/span><span class=\"fg-image-overlay\"><\/span><\/a><figcaption class=\"fg-caption\"><div class=\"fg-caption-inner\"><div class=\"fg-caption-title\">Hucitec, 1978<\/div><\/div><\/figcaption><\/figure><div class=\"fg-loader\"><\/div><\/div><div class=\"fg-item fg-type-image fg-idle\"><figure class=\"fg-item-inner\"><a href=\"https:\/\/pracaclovis.com\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/Captura-de-tela-2026-06-01-152218.avif\" data-caption-title=\"Cartaz da primeira encena\u00e7\u00e3o, 1978\" data-attachment-id=\"8374\" data-e-disable-page-transition=\"true\" data-type=\"image\" class=\"fg-thumb\"><span class=\"fg-image-wrap\"><img decoding=\"async\" title=\"Cartaz da primeira encena\u00e7\u00e3o, 1978\" width=\"250\" height=\"179\" class=\"skip-lazy fg-image\" data-src-fg=\"https:\/\/pracaclovis.com\/wp-content\/uploads\/cache\/2026\/06\/Captura-de-tela-2026-06-01-152218\/3124155468.avif\" src=\"data:image\/svg+xml,%3Csvg%20xmlns%3D%22http%3A%2F%2Fwww.w3.org%2F2000%2Fsvg%22%20width%3D%22250%22%20height%3D%22179%22%20viewBox%3D%220%200%20250%20179%22%3E%3C%2Fsvg%3E\" loading=\"eager\"><\/span><span class=\"fg-image-overlay\"><\/span><\/a><figcaption class=\"fg-caption\"><div class=\"fg-caption-inner\"><div class=\"fg-caption-title\">Cartaz da primeira encena\u00e7\u00e3o, 1978<\/div><\/div><\/figcaption><\/figure><div class=\"fg-loader\"><\/div><\/div><div class=\"fg-item fg-type-image fg-idle\"><figure class=\"fg-item-inner\"><a href=\"https:\/\/pracaclovis.com\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/Captura-de-tela-2026-06-01-152230.avif\" data-caption-title=\"Capa do programa da pe\u00e7a, 1978\" data-attachment-id=\"8373\" data-e-disable-page-transition=\"true\" data-type=\"image\" class=\"fg-thumb\"><span class=\"fg-image-wrap\"><img decoding=\"async\" title=\"Capa do programa da pe\u00e7a, 1978\" width=\"250\" height=\"328\" class=\"skip-lazy fg-image\" data-src-fg=\"https:\/\/pracaclovis.com\/wp-content\/uploads\/cache\/2026\/06\/Captura-de-tela-2026-06-01-152230\/3506602920.avif\" src=\"data:image\/svg+xml,%3Csvg%20xmlns%3D%22http%3A%2F%2Fwww.w3.org%2F2000%2Fsvg%22%20width%3D%22250%22%20height%3D%22328%22%20viewBox%3D%220%200%20250%20328%22%3E%3C%2Fsvg%3E\" loading=\"eager\"><\/span><span class=\"fg-image-overlay\"><\/span><\/a><figcaption class=\"fg-caption\"><div class=\"fg-caption-inner\"><div class=\"fg-caption-title\">Capa do programa da pe\u00e7a, 1978<\/div><\/div><\/figcaption><\/figure><div class=\"fg-loader\"><\/div><\/div><\/div><style type=\"text\/css\">.fg-caption-title {font-family: \"Montserrat\", Sans-serif; font-size: 16px; text-align: center;}<\/style>\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>BOAL, Augusto. Murro em ponta de faca. S\u00e3o Paulo: Hucitec, 1978. Maria Clara Gon\u00e7alvesIlustra\u00e7\u00e3o: Rafael Trinco Murro em ponta de faca, escrita por Augusto Pinto Boal (Rio de Janeiro, RJ, 1931 \u2013 Rio de Janeiro, RJ, 2009) em 1974, retrata as agruras enfrentadas por um grupo de seis brasileiros que, assim como o autor, viviam [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":5,"featured_media":8334,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"categories":[584],"tags":[103,155,115,92,83],"cronologia":[30],"estado":[125],"regiaodaautoria":[45],"autoria":[250,249],"class_list":["post-8371","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-dramaturgia","tag-ditadura-1964-1985","tag-exilio","tag-memoria","tag-migracao","tag-resistencia","cronologia-30","estado-rio-de-janeiro","regiaodaautoria-sudeste","autoria-autoriabranca","autoria-autoriamasculina"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pracaclovis.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/8371","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pracaclovis.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pracaclovis.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pracaclovis.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/5"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pracaclovis.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=8371"}],"version-history":[{"count":6,"href":"https:\/\/pracaclovis.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/8371\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":8592,"href":"https:\/\/pracaclovis.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/8371\/revisions\/8592"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pracaclovis.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/8334"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pracaclovis.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=8371"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pracaclovis.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=8371"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pracaclovis.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=8371"},{"taxonomy":"cronologia","embeddable":true,"href":"https:\/\/pracaclovis.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcronologia&post=8371"},{"taxonomy":"estado","embeddable":true,"href":"https:\/\/pracaclovis.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Festado&post=8371"},{"taxonomy":"regiaodaautoria","embeddable":true,"href":"https:\/\/pracaclovis.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fregiaodaautoria&post=8371"},{"taxonomy":"autoria","embeddable":true,"href":"https:\/\/pracaclovis.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fautoria&post=8371"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}