{"id":8366,"date":"2026-07-06T10:28:46","date_gmt":"2026-07-06T13:28:46","guid":{"rendered":"https:\/\/pracaclovis.com\/?p=8366"},"modified":"2026-07-13T11:20:46","modified_gmt":"2026-07-13T14:20:46","slug":"hoje-e-dia-de-rock","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pracaclovis.com\/?p=8366","title":{"rendered":"Hoje \u00e9 dia de rock"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"has-background wp-block-paragraph\" style=\"background-color:#e1dede\">VICENTE, Jos\u00e9. <em>Hoje \u00e9 dia de rock<\/em>. Rio de Janeiro: Lia, 1972. A pe\u00e7a veio a p\u00fablico em 1971.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-right wp-block-paragraph\">Esther Marinho Santana<br><em>Ilustra\u00e7\u00e3o: Esp\u00edrito Objeto<\/em> <\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em sua primeira publica\u00e7\u00e3o, de 1972, <em>Hoje \u00e9 dia de rock<\/em>, de Jos\u00e9 Vicente (Alpin\u00f3polis, MG, 1945 \u2013 S\u00e3o Paulo, SP, 2007), vem acompanhada do curioso subt\u00edtulo \u201cRoteiro para um espet\u00e1culo em estilo de romance\u201d, que desaparece na reedi\u00e7\u00e3o do texto lan\u00e7ada em 2010 pela Imprensa Oficial do Estado de S\u00e3o Paulo. \u00c0 nova vers\u00e3o foi acrescentado um pr\u00f3logo escrito pelo autor, em que classifica a obra como uma \u201cpe\u00e7a-romance\u201d e atribui a sua g\u00eanese a uma carta recebida em 1970, na qual seu irm\u00e3o, Messias, comunicava o falecimento do pai, Pedro.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ent\u00e3o com 25 anos de idade, Jos\u00e9 Vicente passava uma temporada na Inglaterra ao lado do amigo e tamb\u00e9m dramaturgo Ant\u00f4nio Bivar (1939-2020), meses depois de ambos terem despontado como dois dos nomes mais elogiados da cena brasileira, em meio ao enrijecimento das pr\u00e1ticas de censura impostas pelo Ato Institucional n n\u00ba 5. Ap\u00f3s ter a sua primeira pe\u00e7a, <em>Santidade<\/em>, citada pelo presidente Artur da Costa e Silva em rede televisiva como uma perfeita ilustra\u00e7\u00e3o da imoralidade a ser banida da cultura nacional, em 1968, Jos\u00e9 Vicente logrou ter <em>O assalto<\/em> estreada no ano seguinte, no Teatro Ipanema, no Rio de Janeiro, de onde seguiu para o Teatro Maria Della Costa, em S\u00e3o Paulo. Gra\u00e7as ao embate vulc\u00e2nico entre o banc\u00e1rio Vitor e o Varredor do pr\u00e9dio, trancafiados ap\u00f3s o expediente em uma sala abafada, o dramaturgo foi aclamado pelo cr\u00edtico S\u00e1bato Magaldi (1969) como expoente de uma \u201cnova dramaturgia brasileira\u201d, in\u00e9dita em seu tom intimista e provocativo. Em 1970, <em>Os convalescentes <\/em>apresentou para as plateias dos Teatros Opini\u00e3o e Galp\u00e3o, novamente nos eixos carioca e paulistano, um diagn\u00f3stico col\u00e9rico do beco sem sa\u00edda encontrado pela intelectualidade brasileira do per\u00edodo. A f\u00faria adotada at\u00e9 ali dissipa-se de s\u00fabito, por\u00e9m, com <em>Hoje \u00e9 dia de rock.&nbsp;<\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Desenvolvida sem intrigas ou qualquer cl\u00edmax dram\u00e1tico e repleta de \u00edndices autobiogr\u00e1ficos, a pe\u00e7a se apresenta como um exerc\u00edcio memorial\u00edstico de ares deliberadamente fantasiosos, incorporando \u00e0 sua estrutura diversas imagens po\u00e9ticas e elementos da forma romanesca e dos contos de fada. Trata-se, como Jos\u00e9 Vicente declara no pr\u00f3logo da edi\u00e7\u00e3o de 2010, de uma \u201c<em>recherche<\/em>\u201d, isto \u00e9, uma busca. O termo assinala uma prov\u00e1vel intertextualidade com <em>Em busca do tempo perdido <\/em>(<em>\u00c0 la recherche du temps perdu<\/em>), de Marcel Proust, publicado em sete volumes, de 1913 a 1927. N\u00e3o raro chamado apenas, justamente, de <em>La Recherche<\/em>, o romance abarca as experi\u00eancias da inf\u00e2ncia \u00e0 idade adulta de um narrador n\u00e3o nomeado. Nas reflex\u00f5es em torno do processo criativo de narrar, das contradi\u00e7\u00f5es dos sujeitos e da sociedade francesa do final do s\u00e9culo XIX e in\u00edcio do XX, bem como do escoar irrefre\u00e1vel dos anos, o leitor de Proust se v\u00ea diante de diversas lembran\u00e7as involunt\u00e1rias que invadem uma narrativa que termina por acolh\u00ea-las. <em>Hoje \u00e9 dia de rock<\/em>, ao contr\u00e1rio, organiza-se como uma caminhada empenhada na escava\u00e7\u00e3o da mem\u00f3ria na qual a pr\u00f3pria procura se satura e se justifica em si mesma.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Dividida em duas partes, a pe\u00e7a come\u00e7a com a incorpora\u00e7\u00e3o de um recurso t\u00edpico dos contos de fada: conforme determinam as rubricas, projetadas no palco, \u201cem g\u00f3tico de livro infantil velho\u201d, surge a express\u00e3o \u201cEra uma vez\u201d. As diversas cenas aut\u00f4nomas que se seguem acompanham o deslocamento do sert\u00e3o para a cidade do m\u00fasico e fogueteiro Pedro e sua esposa, Ad\u00e9lia, com os cinco filhos. Na imemorial e irrecuper\u00e1vel Minas \u2013 assim denominada, simplesmente Minas \u2013 a fam\u00edlia abandona uma rotina descrita como t\u00e3o prec\u00e1ria quanto arrebatadora, triste e bonita, para que cada um de seus membros encontre uma nova vida. \u201cMinas morreu. Virou lenda. N\u00f3s \u00e9 que estamos vivos\u201d, declara Ad\u00e9lia a um Pedro enredado na nostalgia.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Alternados por musicalidade, os diferentes momentos mostram o casal administrando um botequim comprado com o dinheiro da venda de suas terras; Quincas, o filho mais velho, anunciando uma viagem pelo mundo com a esposa, Neuzinha; Davi, o filho do meio, indo para o semin\u00e1rio para que assim pudesse estudar; Ros\u00e1rio, a filha cega, imersa em um seu pr\u00f3prio universo; Isabel, a filha exuberante, flertando com Elvis Presley, mas fugindo com o namorado Teco; Valente, uma faceta de Jos\u00e9 Vicente, em sua n\u00edtida solid\u00e3o desarranjada; e uma personagem ind\u00edgena, a Inca, cujos press\u00e1gios refletem, naquelas personagens, as trilhas arrasadas, e tamb\u00e9m ainda inexploradas, de uma Am\u00e9rica ancestral.&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Compostas como um rememorar consciente, cada cena possui algo de gra\u00e7a e reden\u00e7\u00e3o. Assim, <em>Hoje \u00e9 dia de rock<\/em> segue na esteira da concep\u00e7\u00e3o de Jos\u00e9 Vicente de seu teatro como uma \u201cliturgia selvagem\u201d (Vicente, 1981), ainda que reorientada em outra dire\u00e7\u00e3o. Em suas obras anteriores, tal liturgia se constituiu como uma celebra\u00e7\u00e3o ritual\u00edstica de desnudamento violento das m\u00e1scaras cotidianas e, n\u00e3o raro, da pr\u00f3pria estrutura teatral, sugerindo a salva\u00e7\u00e3o dos leitores\/espectadores pela via das destrui\u00e7\u00f5es, dos paroxismos e de pe\u00e7as que pareciam implodir a si pr\u00f3prias. Aqui, no entanto, o texto se redime ao se expandir, tomando emprestadas descri\u00e7\u00f5es que escapam do formato habitual das rubricas dram\u00e1ticas para remeterem \u00e0 narra\u00e7\u00e3o romanesca. Pedro, Ad\u00e9lia, os cinco filhos e seus conhecidos ocupam um cotidiano que poderia ter sido dramatizado como banal, at\u00e9 mesmo tacanho, n\u00e3o fosse um sopro de ar m\u00e1gico. O botequim interiorano indistinto, frequentado todos os dias por um aposentado carente e alc\u00f3olatra, \u00e9 resgatado das mem\u00f3rias para, em cena, transformar-se no local onde a inquietude de uma jovem adolescente encontra, quando a m\u00e3e e a irm\u00e3 v\u00e3o para a missa, ningu\u00e9m menos que o cantor Elvis Presley, surgido de lambreta. Enquanto diversas personagens do dramaturgo sufocam e sucumbem em seus artif\u00edcios, a fam\u00edlia de Pedro Fogueteiro, por sua vez, al\u00e7a voos na fantasia para encontrar caminhos abertos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Segundo o cr\u00edtico Yan Michalski (1979), as tantas repress\u00f5es impostas ao teatro brasileiro no per\u00edodo da Ditadura Civil-Militar (1964-1985) produziram um \u201cpalco amorda\u00e7ado\u201d, incapaz de expressar as reais insatisfa\u00e7\u00f5es e aspira\u00e7\u00f5es dos criadores teatrais. Em cartaz no Teatro Ipanema de 1971 a 1973, <em>Hoje \u00e9 dia de rock \u2013 <\/em>cujo t\u00edtulo foi inspirado pelo programa de r\u00e1dio hom\u00f4nimo, transmitido aos s\u00e1bados pela Mayrink Veiga \u2013 transformou-se em uma esp\u00e9cie de sonho coletivo de uma juventude encantoada pelo brutal autoritarismo em vig\u00eancia. Alojados no espa\u00e7o da casa de espet\u00e1culos, muitos dos artistas ali se estabeleceram em comunidade, e eram not\u00f3rias as suas frequentes intera\u00e7\u00f5es com o p\u00fablico fora de cena. Nesse sentido, tanto por seu conte\u00fado quanto por sua dissemina\u00e7\u00e3o imediata, a pe\u00e7a \u00e9 hoje encarada como um exemplo da manifesta\u00e7\u00e3o da contracultura em solo nacional.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Importado dos Estados Unidos e aclimatado de maneiras diversas ao redor do globo a partir dos anos 1960, esse movimento cultural questionava e recha\u00e7ava os valores e normas tradicionais da sociedade estabelecida. Diferentemente do engajamento pol\u00edtico de grupos de esquerda, que viam na revolu\u00e7\u00e3o da classe trabalhadora ou na luta armada cursos de enfrentamento contra o regime ditatorial, a contracultura confiava em respostas de outra ordem, fundadas primeiramente na liberta\u00e7\u00e3o subjetiva. Em tal perspectiva, aos indiv\u00edduos caberiam a recusa dos c\u00f3digos vigentes e a funda\u00e7\u00e3o de um mundo outro a partir dos tensionamentos do eu. \u00c9 o que bem ilustra, por exemplo, o momento da fuga de Valente, quando aparece usando a sombra para olhos e uma blusa de Isabel. Rumando para as perdas e os encontros de si, o jovem subverte estere\u00f3tipos de g\u00eanero e sexualidade e toda a vida corriqueira, afigurando-se, de acordo com a irm\u00e3, a nada menos do que \u201cum Imperador Asteca\u201d. Naquele que n\u00e3o se fixa no destino escolhido por sua fam\u00edlia e rejeita o que lhe seria conformado em nome do que ainda n\u00e3o foi experimentado, a pe\u00e7a prop\u00f5e, portanto, uma imagem heroica.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em um contexto sociopol\u00edtico de imposi\u00e7\u00e3o de silenciamento e esquecimento da hist\u00f3ria e dos sujeitos por ela atravessados, Jos\u00e9 Vicente conseguiu desamorda\u00e7ar o seu palco para transform\u00e1-lo em um altar para a mem\u00f3ria de si e de suas criaturas liter\u00e1rias. Descortinada como um conto de fadas, desenvolvida como uma procura envolta na fantasia, e encerrada com uma prociss\u00e3o de Corpus Christi \u2013 a celebra\u00e7\u00e3o cat\u00f3lica da presen\u00e7a de Jesus Cristo no p\u00e3o e vinho consagrados \u2013, <em>Hoje \u00e9 dia de rock <\/em>segue sensibilizando espectadores\/leitores, cinco d\u00e9cadas ap\u00f3s a sua estreia. Elaborada como uma celebra\u00e7\u00e3o salv\u00edfica, \u00e9 uma chance de respiro, encanto e trajet\u00f3rias em pulsa\u00e7\u00e3o. Afinal, como diz Pedro, \u201cEra a salva\u00e7\u00e3o. Continuava tudo\u201d.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Para saber mais&nbsp;<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">VICENTE, Jos\u00e9 (1981). Teatro representa\u00e7\u00e3o lit\u00fargica. <em>Arte em revista<\/em>, ano 3, n. 6, out., p. 76-77.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">MAGALDI, S\u00e1bato (1969). A grande for\u00e7a do nosso melhor teatro. <em>Jornal da Tarde<\/em>, 26 ago. 1969.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">MICHALSKI, Yan (1979). <em>O palco amorda\u00e7ado<\/em>. Rio de Janeiro: Avenir.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">NAPOLITANO, Marcos (2023). <em>Juventude e contracultura<\/em>. S\u00e3o Paulo: Contexto.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Iconografia<\/strong><\/p>\n\n\n<style type=\"text\/css\">\n#foogallery-gallery-8367.fg-masonry { --fg-gutter: 10px; }<\/style>\n\t\t\t<div class=\"foogallery foogallery-container foogallery-masonry foogallery-lightbox-foogallery fg-center fg-masonry fg-ready fg-transparent fg-round-small fg-shadow-small fg-loading-dots fg-loaded-slide-up fg-captions-bottom fg-hover-fade fg-hover-plus fg-col3\" id=\"foogallery-gallery-8367\" data-foogallery=\"{&quot;panel&quot;:{&quot;buttons&quot;:{&quot;download&quot;:false}},&quot;item&quot;:{&quot;showCaptionTitle&quot;:true,&quot;showCaptionDescription&quot;:true},&quot;lazy&quot;:true,&quot;template&quot;:{&quot;horizontalOrder&quot;:true}}\" data-foogallery-lightbox=\"{&quot;thumbs&quot;:&quot;bottom&quot;,&quot;thumbsCaptions&quot;:false,&quot;thumbsBestFit&quot;:false,&quot;thumbsSmall&quot;:false,&quot;thumbsCaptionsAlign&quot;:&quot;default&quot;,&quot;info&quot;:&quot;bottom&quot;,&quot;infoVisible&quot;:true,&quot;infoOverlay&quot;:true,&quot;infoAlign&quot;:&quot;default&quot;,&quot;transition&quot;:&quot;fade&quot;,&quot;hoverButtons&quot;:false,&quot;fitMedia&quot;:false,&quot;noScrollbars&quot;:true,&quot;preserveButtonSpace&quot;:true,&quot;buttons&quot;:{&quot;fullscreen&quot;:true,&quot;info&quot;:true,&quot;thumbs&quot;:false,&quot;download&quot;:false},&quot;video&quot;:{&quot;autoPlay&quot;:true}}\" style=\"--fg-title-line-clamp: 0; --fg-description-line-clamp: 0;\" >\n\t\t<div class=\"fg-column-width\"><\/div>\n\t<div class=\"fg-gutter-width\"><\/div>\n\t\t<div class=\"fg-item fg-type-image fg-idle\"><figure class=\"fg-item-inner\"><a href=\"https:\/\/pracaclovis.com\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/Captura-de-tela-2026-06-01-143908.avif\" data-caption-title=\"Lia, 1972\" data-attachment-id=\"8369\" data-e-disable-page-transition=\"true\" data-type=\"image\" class=\"fg-thumb\"><span class=\"fg-image-wrap\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" title=\"Lia, 1972\" width=\"250\" height=\"377\" class=\"skip-lazy fg-image\" data-src-fg=\"https:\/\/pracaclovis.com\/wp-content\/uploads\/cache\/2026\/06\/Captura-de-tela-2026-06-01-143908\/2764575382.avif\" src=\"data:image\/svg+xml,%3Csvg%20xmlns%3D%22http%3A%2F%2Fwww.w3.org%2F2000%2Fsvg%22%20width%3D%22250%22%20height%3D%22377%22%20viewBox%3D%220%200%20250%20377%22%3E%3C%2Fsvg%3E\" loading=\"eager\"><\/span><span class=\"fg-image-overlay\"><\/span><\/a><figcaption class=\"fg-caption\"><div class=\"fg-caption-inner\"><div class=\"fg-caption-title\">Lia, 1972<\/div><\/div><\/figcaption><\/figure><div class=\"fg-loader\"><\/div><\/div><div class=\"fg-item fg-type-image fg-idle\"><figure class=\"fg-item-inner\"><a href=\"https:\/\/pracaclovis.com\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/Captura-de-tela-2026-06-01-143921.avif\" data-caption-title=\"Imprensa Oficial do Estado de S\u00e3o Paulo, 2010\" data-attachment-id=\"8368\" data-e-disable-page-transition=\"true\" data-type=\"image\" class=\"fg-thumb\"><span class=\"fg-image-wrap\"><img decoding=\"async\" title=\"Imprensa Oficial do Estado de S\u00e3o Paulo, 2010\" width=\"250\" height=\"369\" class=\"skip-lazy fg-image\" data-src-fg=\"https:\/\/pracaclovis.com\/wp-content\/uploads\/cache\/2026\/06\/Captura-de-tela-2026-06-01-143921\/641781355.avif\" src=\"data:image\/svg+xml,%3Csvg%20xmlns%3D%22http%3A%2F%2Fwww.w3.org%2F2000%2Fsvg%22%20width%3D%22250%22%20height%3D%22369%22%20viewBox%3D%220%200%20250%20369%22%3E%3C%2Fsvg%3E\" loading=\"eager\"><\/span><span class=\"fg-image-overlay\"><\/span><\/a><figcaption class=\"fg-caption\"><div class=\"fg-caption-inner\"><div class=\"fg-caption-title\">Imprensa Oficial do Estado de S\u00e3o Paulo, 2010<\/div><\/div><\/figcaption><\/figure><div class=\"fg-loader\"><\/div><\/div><\/div><style type=\"text\/css\">.fg-caption-title {font-family: \"Montserrat\", Sans-serif; font-size: 16px; text-align: center;}<\/style>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>VICENTE, Jos\u00e9. 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