{"id":812,"date":"2024-05-09T19:49:09","date_gmt":"2024-05-09T19:49:09","guid":{"rendered":"https:\/\/pracaclovis.com\/?p=812"},"modified":"2025-11-12T18:02:10","modified_gmt":"2025-11-12T21:02:10","slug":"as-mulheres-de-tijucopapo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pracaclovis.com\/?p=812","title":{"rendered":"As mulheres de Tijucopapo"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"has-background wp-block-paragraph\" style=\"background-color:#e1dede\">FELINTO, Marilene. <em>As mulheres de Tijucopapo.<\/em> Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1982.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-right wp-block-paragraph\">Marianna Scaramucci<br><em>Ilustra\u00e7\u00e3o: Carolina Vigna<\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><em>As mulheres de Tijucopapo<\/em> \u00e9 o romance de estreia da escritora, jornalista e tradutora Marilene Felinto (Recife, PE, 1957). Publicado pela primeira vez em 1982, no mesmo ano o livro recebeu o Pr\u00eamio da Uni\u00e3o Brasileira dos Escritores e, em 1983, o Pr\u00eamio Jabuti da C\u00e2mara Brasileira do Livro na categoria Autor Revela\u00e7\u00e3o. O romance foi traduzido para o ingl\u00eas, o franc\u00eas, o holand\u00eas e o catal\u00e3o. A este seguir\u00e3o mais dois romances que v\u00e3o prosseguir o programa da escrita inaugurado com o primeiro no que diz respeito \u00e0 brutalidade da linguagem, ao trabalho liter\u00e1rio sobre o estranhamento da exist\u00eancia e ao emprego das vozes femininas. Felinto \u00e9 tamb\u00e9m autora de v\u00e1rias colet\u00e2neas de contos, de obras que re\u00fanem artigos in\u00e9ditos e artigos publicados em revistas e jornais, al\u00e9m de cr\u00f4nicas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><em>As mulheres de Tijucopapo<\/em> faz com que a mulher migrante nordestina se apodere do eu narrativo e conte, em primeira pessoa, o processo do seu pr\u00f3prio resgate. Em 33 breves cap\u00edtulos, o leitor acompanha a viagem imagin\u00e1ria da jovem R\u00edsia, <em>alter ego<\/em> da autora, que se desloca de S\u00e3o Paulo, cidade para onde migrou com a fam\u00edlia quando crian\u00e7a, at\u00e9 a regi\u00e3o m\u00edtica de Tijucopapo, em Recife. Romance de autofic\u00e7\u00e3o, o texto se constr\u00f3i na altern\u00e2ncia entre o mon\u00f3logo interior, o discurso indireto livre, os di\u00e1logos com personagens reais ou imaginados, os <em>flashbacks<\/em> que relembram o passado da protagonista e a narrativa das v\u00e1rias etapas da viagem.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ao abandonar S\u00e3o Paulo, R\u00edsia relembra com desespero e raiva a pr\u00f3pria inf\u00e2ncia de menina imigrante na periferia da metr\u00f3pole: amaldi\u00e7oa um clima familiar esqu\u00e1lido e incapaz de amor; destr\u00f3i as figuras de uma m\u00e3e submissa e de um pai violento e trai\u00e7oeiro: \u201cPapai, seu filho-da-puta. Mam\u00e3e, sua cara de cu\u201d; revive as humilha\u00e7\u00f5es que experimentou na escola, lugar onde descobriu a pr\u00f3pria diferencialidade, por ser racializada e discriminada enquanto pobre e imigrante; condena as contradi\u00e7\u00f5es de uma sociedade e de uma educa\u00e7\u00e3o religiosa, mas hip\u00f3crita; reelabora a dor pela perda da melhor amiga, Nema, e por ter ferido mortalmente a Jonas, seu primeiro amor. R\u00edsia questiona e recusa tamb\u00e9m sua pr\u00f3pria perten\u00e7a \u00e0 vida mundana e intelectual de S\u00e3o Paulo, descrita como \u201ca rica\u201d, o lugar do concreto, das luzes cintilantes, das filas nos cinemas, dos carros da moda, dos universit\u00e1rios e dos bairros ricos que ela frequentou quando, jovem adulta, come\u00e7ou a estudar e a ganhar dinheiro de forma independente da fam\u00edlia: \u201cS\u00e3o Paulo \u00e9 de um jeito que n\u00e3o \u00e9 o meu. E \u00e9 tremendo de choro que suporto aceitar que S\u00e3o Paulo tem o seu jeito\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A fic\u00e7\u00e3o de Felinto surge, por um lado, de raz\u00f5es autobiogr\u00e1ficas, respondendo \u00e0 necessidade de uma catarse pessoal e psicol\u00f3gica; por outro, ela responde tamb\u00e9m \u00e0 exig\u00eancia de elaborar o trauma coletivo da migra\u00e7\u00e3o, da discrimina\u00e7\u00e3o de classe, de g\u00eanero e de ra\u00e7a. Afinal, para a protagonista, o sentimento de desarraigo tem a ver com m\u00faltiplas feridas: a di\u00e1spora, a racializa\u00e7\u00e3o, a subalterniza\u00e7\u00e3o, mas tamb\u00e9m o desamor, herdado de gera\u00e7\u00f5es de mulheres marginalizadas, pobres, resignadas, violadas, tra\u00eddas. Por isso, a viagem que R\u00edsia empreende representa um itiner\u00e1rio cat\u00e1rtico, com o objetivo de renascer como uma mulher nova, reinventando a sua genealogia materna: \u201cMinha dor de cabe\u00e7a \u00e9 da vida. E come\u00e7ou com o nascimento de minha m\u00e3e. E se estende hoje a todas as partes minhas. Desse meu corpo que vai. Que vai ver se renasce em Tijucopapo onde nasceu mam\u00e3e.\u201d O caminho da jovem \u00e9 um caminho a p\u00e9, que dura simbolicamente nove meses, o tempo de uma nova gesta\u00e7\u00e3o, possibilitada tanto pela viagem como pela pr\u00f3pria escrita. Mesmo experimentando muitas vezes a tenta\u00e7\u00e3o de desistir, R\u00edsia avan\u00e7a no vasto territ\u00f3rio que separa a metr\u00f3pole de S\u00e3o Paulo do Nordeste de suas origens, sempre afastada dos caminhos principais, num percurso n\u00e3o linear, inverso ao do \u00eaxodo rural: \u201cmata adentro evitando a BR engenheira que leva e traz carros de S\u00e3o Paulo\u201d. O espa\u00e7o que a protagonista atravessa durante o dia \u00e9 povoado de baba\u00e7u e mocambos, de camponeses e gado pastando, enquanto as noites s\u00e3o repletas de perigos, entre animais reais e imaginados.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Como observa Jo\u00e3o Camillo Penna em ensaio de 1995, o romance de Felinto lida essencialmente com o problema das origens, ou da falta de origens. E, de fato, esse lugar origin\u00e1rio ao qual voltar, o espa\u00e7o do Nordeste, objetivo da viagem, sobrep\u00f5e-se constantemente ao espa\u00e7o da origem materna. A cidade onde R\u00edsia nasceu \u00e9 Poti: \u201ca vila-lua onde eu nasci e onde nasciam essas mulheres doidas como tia, ou essas pobres mulheres como mam\u00e3e, que eram dadas numa noite de luar, por minha av\u00f3, uma negra pesada, e que depois seriam mulheres sem m\u00e3e nem irm\u00e3os, desgarradas, mulheres t\u00e3o sem nada, mulheres t\u00e3o de nada\u201d. Felinto constr\u00f3i, assim, uma tipologia feminina cujas origens s\u00e3o comuns e ao mesmo tempo inexistentes: \u201cTudo de mam\u00e3e \u00e9 adotado e adotivo. Minha m\u00e3e n\u00e3o tem origens, minha m\u00e3e n\u00e3o \u00e9 de verdade. Eu n\u00e3o sei se minha m\u00e3e nasceu\u201d. O dif\u00edcil trabalho da escrita e da viagem ficcional est\u00e1 voltado justamente a remediar essa falta: a escrita e o mito s\u00e3o os meios que possibilitam reinventar uma origem, recolocar o lugar de nascimento da m\u00e3e n\u00e3o j\u00e1 em Poti, mas em Tijucopapo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Tijucopapo \u00e9 o destino da viagem de R\u00edsia, lugar ao mesmo tempo concreto e imaginado, real e m\u00edtico, uma \u201cpaisagem revolucion\u00e1ria de mulheres guerreiras\u201d. \u00c9 o lugar da lend\u00e1ria revolta de 1646, quando, na altura das invas\u00f5es holandesas, diz-se que foram as mulheres a derrotar os agressores. Miticamente, portanto, em Tijucopapo pode nascer uma nova genealogia \u2014 nordestina \u2014 de mulheres guerreiras. Finalmente a protagonista poder\u00e1 se identificar com uma nova linhagem feminina, a estirpe de amazonas \u201cque n\u00e3o eram minha m\u00e3e\u201d, \u201cmulheres na defesa da causa justa\u201d, capazes de desencadear a revolu\u00e7\u00e3o feminina que ir\u00e1 resgatar R\u00edsia, junto com a pr\u00f3pria m\u00e3e, da viol\u00eancia sofrida por gera\u00e7\u00f5es de mulheres.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A passagem ulterior que a protagonista poder\u00e1 cumprir \u00e9 uma revolu\u00e7\u00e3o que n\u00e3o seja s\u00f3 individual ou familiar, mas coletiva. Ao longo da viagem, R\u00edsia tem se reapoderado tanto de uma s\u00e9rie de <em>topoi<\/em> pr\u00f3prios do Nordeste como de uma nova capacidade de amar, dois elementos que se condensam na figura do cangaceiro Lampi\u00e3o. Ser\u00e1 com ele que a jovem poder\u00e1 planejar a derradeira etapa da sua \u201crevolu\u00e7\u00e3o\u201d: voltar a S\u00e3o Paulo, para \u201cfazer a revolu\u00e7\u00e3o que derrube [\u2026] os culpados por todo o desamor que eu sofri e por toda a pobreza em que vivi\u201d. Um ato revolucion\u00e1rio que \u00e9 ao mesmo tempo uma vingan\u00e7a pessoal e coletiva, capaz de fazer justi\u00e7a para todas as v\u00edtimas de um Brasil estruturalmente in\u00edquo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Estilisticamente, Felinto, que \u00e9 leitora de Clarice Lispector, comp\u00f5e um romance de cunho autorreflexivo, capaz de mostrar explicitamente o processo da sua pr\u00f3pria cria\u00e7\u00e3o. A autora explicita a procura por uma palavra e por uma l\u00edngua que possibilitem o conto de si pr\u00f3pria. A linguagem deve ser reinventada, porque a viol\u00eancia, a pobreza, o preconceito lingu\u00edstico e o trauma da migra\u00e7\u00e3o levaram simbolicamente a pequena e a jovem R\u00edsia \u00e0 gaguez: &#8220;Em S\u00e3o Paulo eu quase perdi a fala\u201d. N\u00e3o por acaso o eu narrativo declara tencionar escrever uma carta \u2014 e n\u00e3o um livro \u2014 e deseja escrever numa l\u00edngua estrangeira, explicitando, dessa forma, a busca por um poss\u00edvel c\u00f3digo expressivo novo. A escrita que nasce desse processo \u00e9 violenta e hier\u00e1tica, o seu ritmo \u00e9 apertado e dram\u00e1tico, gerando um efeito de oralidade magn\u00e9tico e de perturbante for\u00e7a po\u00e9tica.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Hoje \u00e0 sua quinta edi\u00e7\u00e3o, a primeira publica\u00e7\u00e3o do romance foi encorajada por Marilena Chaui, que assinou tamb\u00e9m o pref\u00e1cio. O livro voltou a ser publicado em 1992 por Beatriz Bracher, na nascente Editora 34, enquanto em 2004 a editora Record publicou uma terceira edi\u00e7\u00e3o. Em 2019, \u00e9 lan\u00e7ada uma edi\u00e7\u00e3o da autora, feita, como explica Felinto na nota introdutiva, \u201ccom recursos pr\u00f3prios e na solid\u00e3o de quem nunca pertenceu (e sempre se rebelou) aos esquemas oficiais do \u2018mercado editorial\u2019\u201d. A \u00faltima edi\u00e7\u00e3o, de 2021, pela Ubu, conta com pref\u00e1cio de Beatriz Bracher e posf\u00e1cio de Leila Lehnen, com o ensaio de Jo\u00e3o Camillo Penna intitulado \u201cMarilene Felinto e a diferen\u00e7a\u201d e com as contribui\u00e7\u00f5es cr\u00edticas de Ana Cristina Cesar e Viviana Bosi, para al\u00e9m do pref\u00e1cio e do texto de orelha presentes na primeira edi\u00e7\u00e3o e assinados respectivamente por Marilena Chaui e Jos\u00e9 Miguel Wisnik. Esses e outros trabalhos cr\u00edticos mostram seu valor e sua atualidade no quadro do campo liter\u00e1rio brasileiro, mas tamb\u00e9m seu lugar \u201cfora dos esquemas\u201d, pois, ao entrela\u00e7ar tem\u00e1ticas como migra\u00e7\u00e3o, discrimina\u00e7\u00e3o de ra\u00e7a, classe e g\u00eanero \u2014 a partir de uma perspectiva feminina, nordestina e migrante \u2014, o romance coloca em quest\u00e3o o conceito un\u00edvoco de identidade brasileira. Ainda mais, a diferencialidade do texto, bem individuada por Penna, questiona o pr\u00f3prio conceito de literatura brasileira como sistema. A cr\u00edtica concorda em dizer que o romance n\u00e3o perdeu minimamente sua atualidade, pelo contr\u00e1rio: os profundos traumas que denuncia s\u00e3o os que ainda marcam o Brasil atual, e a obra contribui desconstruindo de modo implac\u00e1vel os estere\u00f3tipos que ainda imperam nas narrativas dominantes.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Para saber mais<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">CHAUI, Marilena (1982). Pref\u00e1cio. <em>In<\/em>: FELINTO, Marilene. <em>As mulheres de Tijucopapo<\/em>. Rio de Janeiro: Paz e Terra.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">DALCASTAGN\u00c8, Regina (2008). Entre sil\u00eancios e estere\u00f3tipos: rela\u00e7\u00f5es raciais na literatura brasileira contempor\u00e2nea. <em>Estudos de Literatura Brasileira Contempor\u00e2nea<\/em>, Bras\u00edlia, n. 31, p. 87-110. Acesso em: 8 maio 2023.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">LEHNEN, Leila (2021). O mapa de uma utopia. <em>In<\/em>: FELINTO, Marilene. <em>As Mulheres de Tijucopapo<\/em>. S\u00e3o Paulo: Ubu. p. 178-187.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">NASCIMENTO, Isabela Cristina do (2020). <em>Outras Macab\u00e9as<\/em>: mulheres nordestinas e deslocamento em dois romances de Marilene Felinto. Disserta\u00e7\u00e3o (Mestrado em Estudos Liter\u00e1rios) \u2013 Universidade Estadual Paulista, Araraquara.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">PENNA, Jo\u00e3o Camillo (1995). Marilene Felinto e a diferen\u00e7a. <em>Revista de Cr\u00edtica Liter\u00e1ria Latinoamericana<\/em>, n. 41, p. 213-253. Acesso em: 8 maio 2023.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Iconografia<\/strong><\/p>\n\n\n<style type=\"text\/css\">\n#foogallery-gallery-3096.fg-masonry { --fg-gutter: 10px; }<\/style>\n\t\t\t<div class=\"foogallery foogallery-container foogallery-masonry foogallery-lightbox-foogallery fg-center fg-masonry fg-ready fg-transparent fg-round-small fg-shadow-small fg-loading-dots fg-loaded-slide-up fg-captions-bottom fg-hover-fade fg-hover-plus fg-col3\" id=\"foogallery-gallery-3096\" data-foogallery=\"{&quot;item&quot;:{&quot;showCaptionTitle&quot;:true,&quot;showCaptionDescription&quot;:true},&quot;lazy&quot;:true,&quot;template&quot;:{&quot;horizontalOrder&quot;:true}}\" data-foogallery-lightbox=\"{&quot;thumbs&quot;:&quot;bottom&quot;,&quot;thumbsCaptions&quot;:false,&quot;thumbsBestFit&quot;:false,&quot;thumbsSmall&quot;:false,&quot;thumbsCaptionsAlign&quot;:&quot;default&quot;,&quot;info&quot;:&quot;bottom&quot;,&quot;infoVisible&quot;:true,&quot;infoOverlay&quot;:true,&quot;infoAlign&quot;:&quot;default&quot;,&quot;transition&quot;:&quot;fade&quot;,&quot;hoverButtons&quot;:false,&quot;fitMedia&quot;:false,&quot;noScrollbars&quot;:true,&quot;preserveButtonSpace&quot;:true,&quot;buttons&quot;:{&quot;fullscreen&quot;:true,&quot;info&quot;:true,&quot;thumbs&quot;:false},&quot;video&quot;:{&quot;autoPlay&quot;:true}}\" style=\"--fg-title-line-clamp: 0; 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As mulheres de Tijucopapo. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1982. Marianna ScaramucciIlustra\u00e7\u00e3o: Carolina Vigna As mulheres de Tijucopapo \u00e9 o romance de estreia da escritora, jornalista e tradutora Marilene Felinto (Recife, PE, 1957). Publicado pela primeira vez em 1982, no mesmo ano o livro recebeu o Pr\u00eamio da Uni\u00e3o Brasileira dos Escritores [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":3,"featured_media":813,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"categories":[555],"tags":[111,92,574,577,90,98],"cronologia":[31],"estado":[134],"regiaodaautoria":[44],"autoria":[248],"class_list":["post-812","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-romance","tag-autoficcao","tag-migracao","tag-mulheres","tag-questoes-raciais","tag-relacoes-de-genero","tag-relacoes-raciais","cronologia-31","estado-pernambuco","regiaodaautoria-nordeste","autoria-autoriafeminina"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pracaclovis.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/812","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pracaclovis.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pracaclovis.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pracaclovis.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/3"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pracaclovis.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=812"}],"version-history":[{"count":13,"href":"https:\/\/pracaclovis.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/812\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":5135,"href":"https:\/\/pracaclovis.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/812\/revisions\/5135"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pracaclovis.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/813"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pracaclovis.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=812"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pracaclovis.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=812"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pracaclovis.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=812"},{"taxonomy":"cronologia","embeddable":true,"href":"https:\/\/pracaclovis.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcronologia&post=812"},{"taxonomy":"estado","embeddable":true,"href":"https:\/\/pracaclovis.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Festado&post=812"},{"taxonomy":"regiaodaautoria","embeddable":true,"href":"https:\/\/pracaclovis.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fregiaodaautoria&post=812"},{"taxonomy":"autoria","embeddable":true,"href":"https:\/\/pracaclovis.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fautoria&post=812"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}