{"id":800,"date":"2024-05-03T18:05:58","date_gmt":"2024-05-03T18:05:58","guid":{"rendered":"https:\/\/pracaclovis.com\/?p=800"},"modified":"2025-11-12T17:59:39","modified_gmt":"2025-11-12T20:59:39","slug":"a-republica-dos-sonhos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pracaclovis.com\/?p=800","title":{"rendered":"A rep\u00fablica dos sonhos"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"has-background wp-block-paragraph\" style=\"background-color:#e1dede\">PI\u00d1ON, N\u00e9lida. <em>A rep\u00fablica dos sonhos<\/em>. Rio de Janeiro: Francisco Alves, 1984.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-group is-layout-constrained wp-block-group-is-layout-constrained\">\n<p class=\"has-text-align-right wp-block-paragraph\">M. Carmen Villarino Pardo<br><em>Ilustra\u00e7\u00e3o: Gra\u00e7a Craidy<\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em agosto de 1984, foi publicado o romance <em>A rep\u00fablica dos sonhos<\/em>. Era o d\u00e9cimo livro da autora N\u00e9lida Pi\u00f1on (Rio de Janeiro, RJ, 1937 \u2013 Lisboa, PT, 2022), cuja estreia no campo liter\u00e1rio brasileiro se produziu em 1961 com o romance <em>Guia-mapa de Gabriel Arcanjo<\/em>. Entre um e outro, publicou <em>Madeira feita cruz<\/em> (1962, romance), <em>Tempo das frutas<\/em> (1966, contos), <em>Fundador <\/em>(1969, romance), <em>A casa da paix\u00e3o<\/em> (1972, novela), <em>Sala de armas<\/em> (1973, contos), <em>Tebas do meu cora\u00e7\u00e3o<\/em> (1974, romance), <em>A for\u00e7a do destino<\/em> (1978, romance) e <em>O calor das coisas<\/em> (1980, contos). Esses t\u00edtulos configuram uma parte de sua extensa obra, que abrange, at\u00e9 o fim de sua trajet\u00f3ria, novos romances: <em>A doce can\u00e7\u00e3o de Caetana<\/em>, 1987; <em>Vozes do deserto<\/em>, 2004; <em>Um dia chegarei a Sagres<\/em> \u2013 o \u00faltimo publicado em vida, 2021. H\u00e1 tamb\u00e9m outros livros de contos: <em>O&nbsp;Cortejo&nbsp;do Divino e outros Contos&nbsp;Escolhidos<\/em>, 2000; <em>A camisa do marido, <\/em>2014; de mem\u00f3rias <em>Cora\u00e7\u00e3o&nbsp;Andarilho, <\/em>2009; de <em>&#8220;fragmentos&#8221;<\/em>\/ensaio(s): <em>O p\u00e3o de cada dia<\/em>, 1997; <em>At\u00e9<\/em> <em>amanh\u00e3 outra vez<\/em>, 1999; <em>Aprendiz de Homero, <\/em>2008;<em> Livro das Horas, <\/em>2012;<em> Filhos da Am\u00e9rica, <\/em>2016;<em> Uma furtiva l\u00e1grima, <\/em>2019; de discursos: <em>O presum\u00edvel cora\u00e7\u00e3o da Am\u00e9rica, <\/em>2002; e infanto-juvenil: <em>A roda do vento, <\/em>1996.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A escritora carioca, com fortes v\u00ednculos familiares e afetivos com a Galiza, era formada em Jornalismo pela Pontif\u00edcia Universidade Cat\u00f3lica do Rio de Janeiro \u2013 PUC-RJ. Foi eleita para a cadeira n\u00famero 30 da Academia Brasileira de Letras em 1989, de que tomou posse em 1990, tornando-se sua primeira Presidente no ano do centen\u00e1rio da ABL (1996-1997). O pioneirismo da autora tamb\u00e9m se evidencia em numerosos e prestigiados pr\u00eamios e distin\u00e7\u00f5es, v\u00e1rios deles fora do Brasil (Premio de Literatura Latinoamericana y del Caribe Juan Rulfo 1995; Premio Ibero-Americano de Narrativa Jorge Isaacs 2001; Premio Pr\u00edncipe de Asturias das Letras 2005; primeira mulher <em>Doutora Honoris Causa<\/em> pela Universidade de Santiago de Compostela 1998, entre outros). Sua proje\u00e7\u00e3o internacional \u2013 fundamentalmente ligada \u00e0 agente liter\u00e1ria catal\u00e3 Carmen Balcells \u2013 deve-se \u00e0 tradu\u00e7\u00e3o de v\u00e1rias de suas obras para diversas l\u00ednguas e a uma presen\u00e7a habitual em numerosos encontros e eventos (dentro e) fora do Brasil \u2013 em diversas feiras internacionais do livro, de modo individual ou como membro da comitiva brasileira \u2013, com especial destaque no mundo hispanofalante.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em sua dilatada trajet\u00f3ria liter\u00e1ria, o romance <em>A rep\u00fablica dos sonhos<\/em> ocupa um lugar destacado. Trata-se de uma volumosa obra de 761 p\u00e1ginas, resultante de v\u00e1rias vers\u00f5es pr\u00e9vias. Foi publicada pela editora carioca Francisco Alves \u2013 respons\u00e1vel tamb\u00e9m pelo texto das orelhas \u2013 com uma capa discreta e s\u00f3bria, de cor ocre, o que o diferencia de seus livros anteriores, nos quais havia elementos de publicidade destacados para os leitores e um apelo visual para os poss\u00edveis consumidores. \u00c9 uma nova casa editorial em sua trajet\u00f3ria, pois ela j\u00e1 havia publicado, no Brasil, pela Edi\u00e7\u00f5es GRD, Jos\u00e9 \u00c1lvaro Editor, Sabi\u00e1, Jos\u00e9 Olympio, Record e Nova Fronteira.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A publica\u00e7\u00e3o de <em>A rep\u00fablica dos sonhos,<\/em> na altura da 8\u00aa Bienal Internacional do Livro de S\u00e3o Paulo, j\u00e1 vinha sendo anunciada previamente pela autora e se d\u00e1 em um ano de especial relev\u00e2ncia para a hist\u00f3ria pol\u00edtica e social brasileira devido \u00e0 campanha para as <em>Diretas J\u00e1! <\/em>(1984) e \u00e0 esperan\u00e7a pelo fim da ditadura. \u00c9 o mesmo ano, tamb\u00e9m, da publica\u00e7\u00e3o dos romances <em>Viva<\/em> <em>o povo brasileiro<\/em>, de Jo\u00e3o Ubaldo Ribeiro, e <em>A condol\u00eancia<\/em>, de M\u00e1rcio Souza, nos quais a hist\u00f3ria brasileira \u00e9 tamb\u00e9m mat\u00e9ria ficcional.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Fascinada pela ideia de poder entender uma \u00e9poca atrav\u00e9s do g\u00eanero do romance e de uma narrativa de f\u00f4lego, Pi\u00f1on tenta mostrar, nesta obra de teor hist\u00f3rico, um painel da sociedade brasileira dos oitenta anos anteriores \u00e0 sua publica\u00e7\u00e3o, a partir de uma fam\u00edlia de emigrantes galegos cujo patriarca \u2013 Madruga (um nome, como o de outras personagens do livro, carregado de simbolismo) \u2013 se instala com seu amigo Ven\u00e2ncio no Rio de Janeiro da segunda d\u00e9cada do s\u00e9culo XX.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ao iniciar o romance com o an\u00fancio de que Eul\u00e1lia, a matriarca da fam\u00edlia, come\u00e7a a morrer em uma ter\u00e7a-feira, o leitor entra em uma estrutura circular que, ao longo de uma semana de tempo cronol\u00f3gico, vai permitir viagens no tempo e no espa\u00e7o por v\u00e1rias d\u00e9cadas da vida brasileira e mesmo s\u00e9culos da hist\u00f3ria galega e espanhola, com o risco de, por vezes, trope\u00e7ar em alguma repeti\u00e7\u00e3o. A micro-hist\u00f3ria dessa fam\u00edlia (e os conflitos pessoais que cada um de seus membros vive) entrela\u00e7a-se com uma perspectiva da macro-hist\u00f3ria, quer do presente, quer do passado desses espa\u00e7os sociais (brasileiros, galegos e espanh\u00f3is). \u00c9 uma hist\u00f3ria que atravessa com pinceladas a guerra civil espanhola, o per\u00edodo de Get\u00falio Vargas, a cria\u00e7\u00e3o de Bras\u00edlia, a ditadura de 1964 e o AI-5, mas que tamb\u00e9m mergulha em hist\u00f3rias antigas \u2013 em algum caso, com processos de mitifica\u00e7\u00e3o \u2013 de domina\u00e7\u00f5es sobre o povo galego, sobre os ciganos na Espanha ou sobre os escravos de origem africana no Brasil. \u00c9 uma narrativa que aborda paix\u00f5es de diversa natureza, vencedores e vencidos, buscadores de oportunidades e fracassados, nesse amplo painel de hist\u00f3rias que \u00e9, fundamentalmente, uma \u201crep\u00fablica dos sonhos\u201d no (para o) Brasil, com personagens em uma narrativa que se torna o retrato de uma sociedade complexa em que habitam.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O cruzamento de perspectivas \u2013 que afetam personagens, tempo, espa\u00e7o e focaliza\u00e7\u00e3o \u2013 v\u00ea-se favorecido pela estrutura tipo mosaico do romance. A obra est\u00e1 dividida em trinta e sete cap\u00edtulos \u2013 em geral, por volta de vinte p\u00e1ginas, com algumas exce\u00e7\u00f5es \u2013, separados unicamente por espa\u00e7os em branco e sem uma identifica\u00e7\u00e3o em forma de t\u00edtulo ou n\u00famero.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">H\u00e1 uma altern\u00e2ncia de tr\u00eas vozes narradoras que participam de um jogo mais amplo com fun\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m metaliter\u00e1ria. De modo que, de certa forma, podemos dizer que se trata de um texto de espelhos no qual a pr\u00f3pria narrativa aparece exposta, por meio da multiplica\u00e7\u00e3o dos pontos de vista: um di\u00e1rio dentro do corpo da narrativa; caixas em que Eul\u00e1lia guarda zelosamente \u201chist\u00f3rias de vida\u201d dos filhos e filhas; telegramas do av\u00f4 Madruga \u00e0 neta Breta \u2013 em Paris \u2013 onde se fala de anos dif\u00edceis de censura e sil\u00eancios; bilhetes da filha Esperan\u00e7a que conserva seu irm\u00e3o Miguel e, ap\u00f3s um tempo, entrega \u00e0 filha daquela (Breta); e perspectivas de personagens, como Breta, atenta \u201c\u00e0 com\u00e9dia humana\u201d, passando para o papel suas viv\u00eancias e da fam\u00edlia, sabedora de n\u00e3o poder contar uma hist\u00f3ria plena. Na \u00faltima frase da obra, ela promete escrever um livro: \u201cApenas sei que amanh\u00e3 come\u00e7arei a escrever a hist\u00f3ria de Madruga\u201d. E a\u00ed o ponto final de uma narrativa consciente de si pr\u00f3pria, cujo final mostra o momento do nascimento de uma escritora encarregada de costurar os fios dessa(s) hist\u00f3ria(s).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">De fato, a mem\u00f3ria \u2013 em v\u00e1rias de suas vertentes \u2013 \u00e9 um dos ingredientes fundamentais para agrupar os diversos movimentos e encaixes de personagens, espa\u00e7o, tempo, narradores e estrutura.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Nesse sentido, \u00e9 um livro no qual, para al\u00e9m de estarem presentes \u2013 como pano de fundo ou mesmo como personagens \u2013 o Brasil, a Galiza e a Espanha, conhecemos hist\u00f3rias dos antepassados de Madruga e de seus descendentes, em uma cr\u00f4nica que podemos qualificar de familiar ou de saga, em que as personagens femininas Eul\u00e1lia, Esperan\u00e7a e Breta t\u00eam especial relev\u00e2ncia. Elas s\u00e3o exemplos de tr\u00eas gera\u00e7\u00f5es de mulheres em que Eul\u00e1lia \u2013 vinda da long\u00ednqua Galiza e com a empregada Odete como confidente \u2013 representa os valores de uma cultura conservadora que aceita os valores patriarcais da sociedade, em parte representada por Madruga. J\u00e1 sua filha Esperan\u00e7a simboliza a rebeldia de uma gera\u00e7\u00e3o que vive tempos de mudan\u00e7as pol\u00edticas e sociais e que desafia a ordem representada pelos pais. E Breta \u00e9 a jovem ativista que vivencia as incipientes conquistas sociais das mulheres e que quebra sil\u00eancios seculares ao se tornar escritora \u2013 conquistas lentas que falam de hist\u00f3rias de mulheres no plano ficcional e, em parte tamb\u00e9m, no plano social de um Brasil em transforma\u00e7\u00e3o, at\u00e9 ao ponto de ser poss\u00edvel uma leitura em c\u00f3digo feminista de <em>A rep\u00fablica dos<\/em> <em>sonhos.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Nesse amplo painel de materiais repertoriais utilizados na obra, os imigrantes (fundamentalmente galegos) aparecem como uma lanterna de que se serve a autora para olhar ficcionalmente para seu pa\u00eds, o Brasil, assunto central do romance. O Brasil, como a Galiza, s\u00e3o materiais muito presentes em v\u00e1rias obras da autora, assim como em seus diversos depoimentos e discursos ao longo de sua trajet\u00f3ria.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Apesar do volume, a intensa campanha de promo\u00e7\u00e3o editorial, o assunto e a posi\u00e7\u00e3o j\u00e1 consolidada da autora no sistema liter\u00e1rio brasileiro, naquela altura, levaram <em>A rep\u00fablica dos sonhos<\/em> a conseguir boa recep\u00e7\u00e3o e, logo, a ter uma segunda edi\u00e7\u00e3o. Em 1985, recebeu os pr\u00eamios de Melhor livro de fic\u00e7\u00e3o do ano da Associa\u00e7\u00e3o Paulista de Cr\u00edticos de Arte (APCA) e do PEN Clube Brasil. Fora do pa\u00eds, <em>A rep\u00fablica dos sonhos <\/em>tamb\u00e9m \u00e9 sua obra de maior repercuss\u00e3o, com tradu\u00e7\u00f5es para o castelhano, franc\u00eas e ingl\u00eas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Conv\u00e9m destacar, ainda, o lan\u00e7amento de uma edi\u00e7\u00e3o comemorativa dos 30 anos de publica\u00e7\u00e3o da obra, em 2014, pela editora Record, com um ensaio do escritor Alberto Mussa, e um conjunto de imagens sobre a trajet\u00f3ria da pr\u00f3pria obra, inclu\u00eddos manuscritos de algumas das v\u00e1rias vers\u00f5es da primeira edi\u00e7\u00e3o, uma rela\u00e7\u00e3o de objetos que acompanharam a autora em seu retiro em Congonhas do Campo para redigir uma parte importante da obra e um pequeno <em>guia-mapa<\/em> \u2013 em modo de resumo gr\u00e1fico \u2013 das personagens e dos aspectos destacados da trama.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Para saber mais<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">MONIZ, Naomi Hoki (1993). <em>As viagens de N\u00e9lida, a escritora<\/em>. Campinas: Editora da Unicamp.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">VILLARINO PARDO, M. Carmen (2000). A<em>proxima\u00e7\u00e3o \u00e0 obra de N\u00e9lida Pi\u00f1on. A rep\u00fablica dos sonhos<\/em>: a trajet\u00f3ria de N\u00e9lida Pi\u00f1on na segunda metade do s\u00e9culo XX. Santiago de Compostela: Servicio de Publicaci\u00f3ns da Universidade de Santiago de Compostela.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">VILLARINO PARDO, M. Carmen (2009). N\u00e9lida Pi\u00f1on no campo liter\u00e1rio brasileiro em 1969. <em>Estudos de Literatura Brasileira Contempor\u00e2nea<\/em>, Bras\u00edlia, n. 34, p. 147-155. Dispon\u00edvel em: <a href=\"https:\/\/periodicos.unb.br\/index.php\/estudos\/article\/view\/9639\/8511\">https:\/\/periodicos.unb.br\/index.php\/estudos\/article\/view\/9639\/8511<\/a>. Acesso em: 23 jan. 2023.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">VILLARINO PARDO, M. Carmen (2020). Repertorio, autor, lector y mercado editorial en el Brasil de 1970-1980: principales din\u00e1micas. <em>Revista Iberoamericana<\/em>, Pittsburgh, n. 271, p. 477-494. <\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">ZOLIN, L\u00facia Osana (2003). <em>Desconstruindo a opress\u00e3o. A imagem feminina em A Rep\u00fablica dos Sonhos de N\u00e9lida Pi\u00f1on<\/em>. Maring\u00e1: Editora da Universidade Estadual de Maring\u00e1.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Iconografia<\/strong><\/p>\n<\/div>\n\n\n<style type=\"text\/css\">\n#foogallery-gallery-3085.fg-masonry { --fg-gutter: 10px; }<\/style>\n\t\t\t<div class=\"foogallery foogallery-container foogallery-masonry foogallery-lightbox-foogallery fg-center fg-masonry fg-ready fg-transparent fg-round-small fg-shadow-small fg-loading-dots fg-loaded-slide-up fg-captions-bottom fg-hover-fade fg-hover-plus fg-col3\" id=\"foogallery-gallery-3085\" data-foogallery=\"{&quot;item&quot;:{&quot;showCaptionTitle&quot;:true,&quot;showCaptionDescription&quot;:true},&quot;lazy&quot;:true,&quot;template&quot;:{&quot;horizontalOrder&quot;:true}}\" 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data-caption-title=\"EUA, Knopf, 1989\" data-attachment-id=\"789\" data-e-disable-page-transition=\"true\" data-type=\"image\" class=\"fg-thumb\"><span class=\"fg-image-wrap\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" title=\"EUA, Knopf, 1989\" width=\"250\" height=\"375\" class=\"skip-lazy fg-image\" data-src-fg=\"https:\/\/pracaclovis.com\/wp-content\/uploads\/cache\/2024\/05\/Estados-Unidos-Knopf-1989\/782066830.jpg\" src=\"data:image\/svg+xml,%3Csvg%20xmlns%3D%22http%3A%2F%2Fwww.w3.org%2F2000%2Fsvg%22%20width%3D%22250%22%20height%3D%22375%22%20viewBox%3D%220%200%20250%20375%22%3E%3C%2Fsvg%3E\" loading=\"eager\"><\/span><span class=\"fg-image-overlay\"><\/span><\/a><figcaption class=\"fg-caption\"><div class=\"fg-caption-inner\"><div class=\"fg-caption-title\">EUA, Knopf, 1989<\/div><\/div><\/figcaption><\/figure><div class=\"fg-loader\"><\/div><\/div><div class=\"fg-item fg-type-image fg-idle\"><figure class=\"fg-item-inner\"><a href=\"https:\/\/pracaclovis.com\/wp-content\/uploads\/2024\/05\/Editorial-Presenca-1997.jpg\" data-caption-title=\"Editorial Presen\u00e7a, 1997\" data-attachment-id=\"786\" data-e-disable-page-transition=\"true\" data-type=\"image\" class=\"fg-thumb\"><span class=\"fg-image-wrap\"><img decoding=\"async\" title=\"Editorial Presen\u00e7a, 1997\" width=\"250\" height=\"375\" class=\"skip-lazy fg-image\" data-src-fg=\"https:\/\/pracaclovis.com\/wp-content\/uploads\/cache\/2024\/05\/Editorial-Presenca-1997\/1863308804.jpg\" src=\"data:image\/svg+xml,%3Csvg%20xmlns%3D%22http%3A%2F%2Fwww.w3.org%2F2000%2Fsvg%22%20width%3D%22250%22%20height%3D%22375%22%20viewBox%3D%220%200%20250%20375%22%3E%3C%2Fsvg%3E\" loading=\"eager\"><\/span><span class=\"fg-image-overlay\"><\/span><\/a><figcaption class=\"fg-caption\"><div class=\"fg-caption-inner\"><div class=\"fg-caption-title\">Editorial Presen\u00e7a, 1997<\/div><\/div><\/figcaption><\/figure><div class=\"fg-loader\"><\/div><\/div><div 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A rep\u00fablica dos sonhos. Rio de Janeiro: Francisco Alves, 1984. M. Carmen Villarino PardoIlustra\u00e7\u00e3o: Gra\u00e7a Craidy Em agosto de 1984, foi publicado o romance A rep\u00fablica dos sonhos. Era o d\u00e9cimo livro da autora N\u00e9lida Pi\u00f1on (Rio de Janeiro, RJ, 1937 \u2013 Lisboa, PT, 2022), cuja estreia no campo liter\u00e1rio brasileiro se produziu [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":4,"featured_media":4073,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"categories":[555],"tags":[97,92,59],"cronologia":[31],"estado":[125],"regiaodaautoria":[45],"autoria":[250,248],"class_list":["post-800","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-romance","tag-metaliteratura","tag-migracao","tag-romance-historico","cronologia-31","estado-rio-de-janeiro","regiaodaautoria-sudeste","autoria-autoriabranca","autoria-autoriafeminina"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pracaclovis.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/800","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pracaclovis.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pracaclovis.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pracaclovis.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/4"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pracaclovis.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=800"}],"version-history":[{"count":14,"href":"https:\/\/pracaclovis.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/800\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":6732,"href":"https:\/\/pracaclovis.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/800\/revisions\/6732"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pracaclovis.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/4073"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pracaclovis.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=800"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pracaclovis.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=800"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pracaclovis.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=800"},{"taxonomy":"cronologia","embeddable":true,"href":"https:\/\/pracaclovis.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcronologia&post=800"},{"taxonomy":"estado","embeddable":true,"href":"https:\/\/pracaclovis.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Festado&post=800"},{"taxonomy":"regiaodaautoria","embeddable":true,"href":"https:\/\/pracaclovis.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fregiaodaautoria&post=800"},{"taxonomy":"autoria","embeddable":true,"href":"https:\/\/pracaclovis.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fautoria&post=800"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}