{"id":7930,"date":"2026-04-23T11:47:13","date_gmt":"2026-04-23T14:47:13","guid":{"rendered":"https:\/\/pracaclovis.com\/?p=7930"},"modified":"2026-04-23T11:47:13","modified_gmt":"2026-04-23T14:47:13","slug":"tempo-de-servidao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pracaclovis.com\/?p=7930","title":{"rendered":"Tempo de servid\u00e3o"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"has-background wp-block-paragraph\" style=\"background-color:#e1dede\">BICHARA, Ivan. <em>Tempo de servid\u00e3o<\/em>. Rio de Janeiro: Jos\u00e9 Olympio, 1988.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-right wp-block-paragraph\">Carlos Wender Sousa Silva<br><em>Ilustra\u00e7\u00e3o: Julio Lapagesse<\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><em>Tempo de servid\u00e3o<\/em>, romance publicado em 1988 pelo escritor, advogado e pol\u00edtico Ivan Bichara Sobreira (Cajazeiras, PB, 1918 \u2013 Rio de Janeiro, RJ, 1998), tem como plano hist\u00f3rico e pol\u00edtico a presen\u00e7a de um Estado autorit\u00e1rio que imp\u00f5e \u00e0 sociedade seu projeto de poder, corroendo significativamente ideais como democracia e liberdade. O romance \u00e9 constru\u00eddo em torno da rela\u00e7\u00e3o entre Cacilda, uma menina do sert\u00e3o, criada entre a Para\u00edba e o Cear\u00e1, que cresceu ouvindo falar dos parentes que foram trabalhar na extra\u00e7\u00e3o da borracha na Amaz\u00f4nia, explorados nos seringais, e Cristiano Barbosa, jovem professor no liceu de Jo\u00e3o Pessoa e estudante da Faculdade de Direito de Recife.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ainda jovem, Cacilda \u00e9 expulsa da escola de freiras por ter recebido uma carta de um caixeiro viajante chamado Maneco Torres. Al\u00e9m disso, a fome e a mis\u00e9ria que testemunhava a levam a deixar a fam\u00edlia e seguir os caminhos dele. Essa era uma decis\u00e3o motivada pela infelicidade e pelo desespero que se impunham cotidianamente. Este homem se revelou, nesse contexto, como uma possibilidade de futuro para a personagem. Cacilda passa, assim, a ajudar Maneco Torres no controle, distribui\u00e7\u00e3o e reabastecimento de tecidos pela regi\u00e3o. Tempos depois, afasta-se dele e vai trabalhar num bar em Jo\u00e3o Pessoa por indica\u00e7\u00e3o, \u201cregistrando as compras, as vendas, as d\u00edvidas, os pap\u00e9is\u201d, mas \u00e9 logo demitida por inadequa\u00e7\u00f5es ao ambiente.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u00c9 nesse per\u00edodo que surge Cristiano. Ele busca saber quem era essa jovem que lhe chamara a aten\u00e7\u00e3o. Ela ent\u00e3o tenta uma rela\u00e7\u00e3o com o rapaz, mas, tempos depois, separa-se dele em raz\u00e3o dos ci\u00fames excessivos e parte para Pernambuco, pois Maneco Torres, que tinha assumido uma delegacia em Recife, havia lhe convidado para trabalhar com ele. Tratava-se, na verdade, de uma tentativa de reaproxima\u00e7\u00e3o. O Dr. Manoel Torres havia se tornado delegado da Ordem Pol\u00edtica e Social (DOPS). \u201cManeco era, mesmo, um homem importante, com tr\u00eas telefones na mesa enorme, um retrato, na parede, de Get\u00falio Vargas sorrindo e outro, de um homem gordo, de olhos mi\u00fados e maliciosos, com cara de chin\u00eas\u201d. Tinha conquistado respeito e fama de cruel, torturador de presos e carrasco. Maneco queria, dessa forma, demonstrar seu prest\u00edgio e sua nova posi\u00e7\u00e3o social \u00e0 protagonista.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Trava-se ent\u00e3o, entre Cristiano e o delegado, um duplo interesse antag\u00f4nico em torno de Cacilda. De um lado, Cristiano remetia \u00e0 paix\u00e3o e \u00e0 d\u00favida, por outro, essa possibilidade de um novo emprego lhe colocaria num mundo totalmente distinto daquelas mem\u00f3rias de fome e mis\u00e9ria da inf\u00e2ncia, ainda que o custo disso fosse permanecer \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o dos interesses repulsivos de Maneco. Este j\u00e1 sabia da presen\u00e7a de um professor da Para\u00edba na cidade. Cristiano j\u00e1 era visto como um impedimento para a reaproxima\u00e7\u00e3o entre o agente repressor do Estado e Cacilda. Ele ainda considerava Cristiano, um estudante, um inimigo do regime. Este tinha se tornado alvo do Dr. Manuel Torres e do regime autorit\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Cristiano, por sua vez, questiona o amigo de universidade Daniel sobre quais raz\u00f5es o Estado Novo \u2013 na figura de Maneco \u2013 teria para persegui-lo, n\u00e3o sendo ele um alvo do regime por n\u00e3o ser nem comunista, nem integralista, tampouco ter envolvimento com qualquer movimento pol\u00edtico considerado inimigo &nbsp;do Estado. No que o personagem rebate: \u201cSe ele resolver perseguir voc\u00ea, ele o transformar\u00e1 no que quiser: comunista, ladr\u00e3o, tarado sexual. Disp\u00f5e de todos os recursos para a instaura\u00e7\u00e3o desse clima de medo, de terror. Disp\u00f5e de toda for\u00e7a, prende, forja inqu\u00e9ritos, tortura, obt\u00e9m confiss\u00f5es, cartas de suicidas; condena e executa a senten\u00e7a. [&#8230;] O que se tem feito, aqui, com os presos pol\u00edticos, com os comunistas, principalmente, deve causar inveja \u00e0 Gestapo\u201d. \u00c9 nesse contexto ent\u00e3o que o personagem precisa enfrentar os interesses de Maneco, figura que sobrep\u00f5e seus projetos pessoais aos p\u00fablicos num contexto de exce\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><em>Tempo de servid\u00e3o<\/em> tem um narrador em terceira pessoa que dirige as sucess\u00f5es de eventos na narrativa de forma coordenada, com cortes e amarra\u00e7\u00f5es que se entrecruzam e formam um mosaico das rela\u00e7\u00f5es que se atravessam no romance, dividido em dezoito cap\u00edtulos. O narrador tem uma posi\u00e7\u00e3o parcial dos acontecimentos, revelando, em diversos momentos, sua vis\u00e3o em rela\u00e7\u00e3o a determinado fato ou personagem. Ele tem, por exemplo, uma vis\u00e3o racializada das posi\u00e7\u00f5es sociais das personagens, o que \u00e9 notado nas descri\u00e7\u00f5es e nas rela\u00e7\u00f5es entre os brancos e negros: o \u201cmoleque\u201d que ajuda Cacilda a encontrar a rua do escrit\u00f3rio de Maneco; a \u201cnegrinha\u201d que ajuda nas coisas da casa de Tio Francisco; o investigador de rua \u201cmulato\u201d que atende \u00e0s ordens de Maneco Torres. O narrador faz ju\u00edzos de valor, faz avalia\u00e7\u00f5es morais e psicol\u00f3gicas e descreve as personagens a partir de uma posi\u00e7\u00e3o social tamb\u00e9m demarcada.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Al\u00e9m disso, o texto \u00e9 marcado por elementos de suspense que promovem expectativas, tens\u00f5es e curiosidades no leitor. O escritor se vale desse recurso narrativo na constru\u00e7\u00e3o est\u00e9tica do romance, ou seja, como um recurso estil\u00edstico, cujo objetivo \u00e9 provocar esses efeitos na recep\u00e7\u00e3o, na medida em que o tempo narrativo \u2013 cortes, idas e vindas, altern\u00e2ncias de percep\u00e7\u00f5es (narrador central-personagens) \u2013 e a focaliza\u00e7\u00e3o \u2013 narrador-personagens-leitor \u2013 s\u00e3o conduzidos de maneira a produzir essas expectativas e tensionamentos. Em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 focaliza\u00e7\u00e3o, por exemplo, o narrador, por vezes, se coloca na posi\u00e7\u00e3o das personagens, antecipando ou revelando as ideias, as impress\u00f5es e as orienta\u00e7\u00f5es destas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><em>Tempo de servid\u00e3o<\/em> traz, portanto, para o centro da narrativa, a presen\u00e7a de um Estado arbitr\u00e1rio e autorit\u00e1rio que procura moldar os interesses individuais e as rela\u00e7\u00f5es sociais. Nos deslocamentos entre um lugar e outro, percebe-se a maior presen\u00e7a de for\u00e7a policial e repressiva, que parava viajantes para verificar ostensivamente documentos e revistar as bagagens. O contexto s\u00f3cio-hist\u00f3rico do romance tamb\u00e9m est\u00e1 demarcado: o Brasil tinha entrado na guerra contra o Eixo \u2013 Alemanha nazista, It\u00e1lia fascista e Jap\u00e3o; os pra\u00e7as embarcavam para a It\u00e1lia. Ao visitar Recife para sondar como Cacilda estava, Cristiano passa na Faculdade de Direito, onde os estudantes discutiam a restaura\u00e7\u00e3o das liberdades e o restabelecimento da democracia. Questionam a presen\u00e7a de infiltrados nas aulas e a necessidade de aprova\u00e7\u00e3o dos nomes do Diret\u00f3rio Acad\u00eamico pelo Gabinete do Interventor Federal.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">De cima de um banco, um estudante discorria: \u201cA ditadura, minha gente, n\u00e3o aparece de repente, da noite para o dia; ela germina e cresce, lentamente, como erva daninha, nos disfarces mais variados\u201d. Pessoas eram presas pela pol\u00edcia pol\u00edtica sob a alega\u00e7\u00e3o de \u201catividade subversiva\u201d. No corredor da Faculdade de Direito, outro estudante esbravejava: \u201cAcusam, prendem, torturam, forjam provas, julgam e executam a pr\u00f3pria senten\u00e7a\u201d. Outros tamb\u00e9m questionavam as pretens\u00f5es do Estado de concentrar em si poderes absolutos e sem quaisquer mecanismos de conten\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Na trama que envolvia as tr\u00eas personagens centrais, Cristiano, ap\u00f3s uma arma\u00e7\u00e3o de Maneco para peg\u00e1-lo, conclui que as concep\u00e7\u00f5es de justi\u00e7a, de liberdade e as garantias individuais que tanto estudara no curso de Direito iam, de certa maneira, no sentido oposto ao projeto de sociedade e \u00e0 nova ordem promovidos pelo Estado Novo. Moacir Vieira, ex-policial que ajudava Cristiano, ao ser indagado sobre a legalidade de determinadas a\u00e7\u00f5es de coopera\u00e7\u00e3o e de articula\u00e7\u00e3o entre policiais, responde ao amigo: \u201cManda quem pode, rapaz. Essa \u00e9 a lei em vigor\u201d. Nesse contexto, o estudante \u00e9 v\u00edtima de emboscadas com o objetivo de prend\u00ea-lo ou mat\u00e1-lo e passa a se esconder nas casas de amigos. Havia se tornado um inimigo do regime. A paix\u00e3o entre Cacilda e Cristiano enfrenta, dessa maneira, a f\u00faria institucional de Maneco, que far\u00e1 de tudo para sobrepor sua vontade.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Por sua vez, o delegado constr\u00f3i um curr\u00edculo contundente de repress\u00e3o, com informa\u00e7\u00f5es de muitas pris\u00f5es de comunistas e desaparecimentos inexplic\u00e1veis. J\u00e1 era visto por muitos como cruel e sanguin\u00e1rio. Ganhou fama de acusador, juiz e carrasco. Fazia suas pr\u00f3prias interpreta\u00e7\u00f5es da lei, determinava unilateralmente seus usos e alcances. Perseguia e calava os inimigos do regime, da religi\u00e3o, da fam\u00edlia, da p\u00e1tria. O doutor Manoel Torres, como gostava de ser chamado, tinha se tornado um dos homens mais influentes de Pernambuco e uma figura de prest\u00edgio dentro do governo. De dentro do seu gabinete de investigador-chefe do DOPS, soava como um homem imbat\u00edvel e marcado por condutas eticamente injustific\u00e1veis. Manejava o or\u00e7amento e o quadro de funcion\u00e1rios de sua pasta como bem queria. Maneco se valia dos recursos do Estado autorit\u00e1rio de que dispunha n\u00e3o apenas para perseguir e eliminar movimenta\u00e7\u00f5es pol\u00edticas contr\u00e1rias ao regime, mas tamb\u00e9m para favorecer e impor seus interesses pessoais, como a tentativa abusiva e for\u00e7ada de retomar o relacionamento com Cacilda. <\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em s\u00edntese, Ivan Bichara apresenta um romance em que narrador e personagens marcam suas posi\u00e7\u00f5es em meio a conflitos, contradi\u00e7\u00f5es, tens\u00f5es, expectativas e interesses eminentemente humanos. H\u00e1 um dom\u00ednio da linguagem e de seus usos que torna o interesse pela obra permanente, apesar das contradi\u00e7\u00f5es que podem estar presentes, quem sabe, na pr\u00f3pria trajet\u00f3ria do escritor paraibano. Se, por um lado, o romance exp\u00f5e e denuncia o potencial autorit\u00e1rio e arbitr\u00e1rio do Estado Novo, por outro, o pr\u00f3prio Bichara foi eleito indiretamente como governador da Para\u00edba em 1975, cargo que ocupou at\u00e9 1978, quando disputou uma vaga no Senado pela ARENA. De toda forma, <em>Tempo de servid\u00e3o<\/em> \u00e9 uma obra da literatura brasileira contempor\u00e2nea que emerge de um trabalho est\u00e9tico, estil\u00edstico e hist\u00f3rico importante, produzida ap\u00f3s o autor encerrar sua carreira pol\u00edtica, junto com <em>Carcar\u00e1<\/em> (1984) e <em>Joana dos Santos<\/em> (1995).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Para saber mais<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">SILVA, Lucas Pereira da (2019). Aspectos do regionalismo liter\u00e1rio do romance de 30 em <em>Carcar\u00e1<\/em>, de Ivan Bichara Sobreira. Trabalho de Conclus\u00e3o de Curso (Monografia) \u2013 Universidade Federal de Campina Grande, Cajazeiras. Dispon\u00edvel em: <a href=\"https:\/\/dspace.sti.ufcg.edu.br\/handle\/riufcg\/11889\">https:\/\/dspace.sti.ufcg.edu.br\/handle\/riufcg\/11889<\/a> . Acesso em: 22 abr. 2026.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">RICARTE, Michell Alves de Almeida (2020). <em>A pol\u00edtica econ\u00f4mica do Governador Ivan Bichara Sobreira na Para\u00edba (1975-1978)<\/em>. Trabalho de Conclus\u00e3o de Curso (Monografia) \u2013 Universidade Federal de Campina Grande, Campina Grande. Dispon\u00edvel em: <a href=\"https:\/\/dspace.sti.ufcg.edu.br\/handle\/riufcg\/23311\">https:\/\/dspace.sti.ufcg.edu.br\/handle\/riufcg\/23311<\/a>. Acesso em: 22 abr. 2026.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Iconografia<\/strong><\/p>\n\n\n<style type=\"text\/css\">\n#foogallery-gallery-7931.fg-masonry { --fg-gutter: 10px; }<\/style>\n\t\t\t<div class=\"foogallery foogallery-container foogallery-masonry foogallery-lightbox-foogallery fg-center fg-masonry fg-ready fg-transparent fg-round-small fg-shadow-small fg-loading-dots fg-loaded-slide-up fg-captions-bottom fg-hover-fade fg-hover-plus fg-col3\" id=\"foogallery-gallery-7931\" data-foogallery=\"{&quot;item&quot;:{&quot;showCaptionTitle&quot;:true,&quot;showCaptionDescription&quot;:true},&quot;lazy&quot;:true,&quot;template&quot;:{&quot;horizontalOrder&quot;:true}}\" data-foogallery-lightbox=\"{&quot;thumbs&quot;:&quot;bottom&quot;,&quot;thumbsCaptions&quot;:false,&quot;thumbsBestFit&quot;:false,&quot;thumbsSmall&quot;:false,&quot;thumbsCaptionsAlign&quot;:&quot;default&quot;,&quot;info&quot;:&quot;bottom&quot;,&quot;infoVisible&quot;:true,&quot;infoOverlay&quot;:true,&quot;infoAlign&quot;:&quot;default&quot;,&quot;transition&quot;:&quot;fade&quot;,&quot;hoverButtons&quot;:false,&quot;fitMedia&quot;:false,&quot;noScrollbars&quot;:true,&quot;preserveButtonSpace&quot;:true,&quot;buttons&quot;:{&quot;fullscreen&quot;:true,&quot;info&quot;:true,&quot;thumbs&quot;:false},&quot;video&quot;:{&quot;autoPlay&quot;:true}}\" style=\"--fg-title-line-clamp: 0; --fg-description-line-clamp: 0;\" >\n\t\t<div class=\"fg-column-width\"><\/div>\n\t<div class=\"fg-gutter-width\"><\/div>\n\t\t<div class=\"fg-item fg-type-image fg-idle\"><figure class=\"fg-item-inner\"><a href=\"https:\/\/pracaclovis.com\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/Jose-Olympio-1988-1.avif\" data-caption-title=\"Jos\u00e9 Olympio, 1988\" data-attachment-id=\"7933\" data-e-disable-page-transition=\"true\" data-type=\"image\" class=\"fg-thumb\"><span class=\"fg-image-wrap\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" title=\"Jos\u00e9 Olympio, 1988\" width=\"250\" height=\"383\" class=\"skip-lazy fg-image\" data-src-fg=\"https:\/\/pracaclovis.com\/wp-content\/uploads\/cache\/2026\/04\/Jose-Olympio-1988-1\/3323754638.avif\" src=\"data:image\/svg+xml,%3Csvg%20xmlns%3D%22http%3A%2F%2Fwww.w3.org%2F2000%2Fsvg%22%20width%3D%22250%22%20height%3D%22383%22%20viewBox%3D%220%200%20250%20383%22%3E%3C%2Fsvg%3E\" loading=\"eager\"><\/span><span class=\"fg-image-overlay\"><\/span><\/a><figcaption class=\"fg-caption\"><div class=\"fg-caption-inner\"><div class=\"fg-caption-title\">Jos\u00e9 Olympio, 1988<\/div><\/div><\/figcaption><\/figure><div class=\"fg-loader\"><\/div><\/div><\/div><style type=\"text\/css\">.fg-caption-title {font-family: \"Montserrat\", Sans-serif; font-size: 16px; text-align: center;}<\/style>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>BICHARA, Ivan. Tempo de servid\u00e3o. Rio de Janeiro: Jos\u00e9 Olympio, 1988. Carlos Wender Sousa SilvaIlustra\u00e7\u00e3o: Julio Lapagesse Tempo de servid\u00e3o, romance publicado em 1988 pelo escritor, advogado e pol\u00edtico Ivan Bichara Sobreira (Cajazeiras, PB, 1918 \u2013 Rio de Janeiro, RJ, 1998), tem como plano hist\u00f3rico e pol\u00edtico a presen\u00e7a de um Estado autorit\u00e1rio que imp\u00f5e [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":4,"featured_media":7943,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"categories":[555],"tags":[443,445,113,59,65,164],"cronologia":[31],"estado":[348],"regiaodaautoria":[44],"autoria":[250,249],"class_list":["post-7930","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-romance","tag-ditadura","tag-era-vargas-1930-1945-2","tag-repressao","tag-romance-historico","tag-sertao","tag-violencia","cronologia-31","estado-paraiba","regiaodaautoria-nordeste","autoria-autoriabranca","autoria-autoriamasculina"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pracaclovis.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/7930","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pracaclovis.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pracaclovis.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pracaclovis.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/4"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pracaclovis.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=7930"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/pracaclovis.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/7930\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":8121,"href":"https:\/\/pracaclovis.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/7930\/revisions\/8121"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pracaclovis.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/7943"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pracaclovis.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=7930"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pracaclovis.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=7930"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pracaclovis.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=7930"},{"taxonomy":"cronologia","embeddable":true,"href":"https:\/\/pracaclovis.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcronologia&post=7930"},{"taxonomy":"estado","embeddable":true,"href":"https:\/\/pracaclovis.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Festado&post=7930"},{"taxonomy":"regiaodaautoria","embeddable":true,"href":"https:\/\/pracaclovis.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fregiaodaautoria&post=7930"},{"taxonomy":"autoria","embeddable":true,"href":"https:\/\/pracaclovis.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fautoria&post=7930"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}