{"id":7924,"date":"2026-04-20T12:05:33","date_gmt":"2026-04-20T15:05:33","guid":{"rendered":"https:\/\/pracaclovis.com\/?p=7924"},"modified":"2026-04-20T12:05:33","modified_gmt":"2026-04-20T15:05:33","slug":"sueli-romance-confesso","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pracaclovis.com\/?p=7924","title":{"rendered":"Sueli: romance confesso"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"has-background wp-block-paragraph\" style=\"background-color:#e1dede\">NEVES, Reinaldo Santos. <em>Sueli<\/em>: <em>romance confesso<\/em>. Vit\u00f3ria: Funda\u00e7\u00e3o Ceciliano Abel de Almeida, 1989.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-right wp-block-paragraph\">Camila David Dalvi<br><em>Ilustra\u00e7\u00e3o: L\u00e9o Tavares<\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ambientado em regi\u00f5es urbanas de alta circula\u00e7\u00e3o na Grande Vit\u00f3ria, no Esp\u00edrito Santo, o livro <em>Sueli<\/em>: <em>romance confesso<\/em> (1989), de Reinaldo Santos Neves (Vit\u00f3ria, ES, 1946), possui 172 p\u00e1ginas e \u00e9 o quarto romance do autor em uma vasta produ\u00e7\u00e3o que inclui romances, antologias, contos, poemas, dentre outros. Em termos estruturais, \u00e9 dividido em 129 pequenas partes numeradas e apresenta uma linguagem sagaz, permeada de intertextos \u2013 especialmente ligados ao jazz ou \u00e0 literatura, por vezes referenciados em nota de rodap\u00e9 \u2013, metalinguagens e neologismos formados a partir de palavras do portugu\u00eas, do ingl\u00eas e do franc\u00eas. Encontram-se, aqui e acol\u00e1, express\u00f5es latinas e bastante conhecimento sobre outras l\u00ednguas e alfabetos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Sobre o percurso do autor, sabe-se que, entre 1970 e 2012, Reinaldo atuou como servidor p\u00fablico na Universidade Federal do Esp\u00edrito Santo (Ufes). Estando nesses ambientes acad\u00eamicos, ap\u00f3s ter cursado Letras, ocupou-se de leitura, pesquisa e escrita liter\u00e1ria, bem como do trabalho com edi\u00e7\u00e3o de cole\u00e7\u00f5es que punham no centro a produ\u00e7\u00e3o capixaba. Sua atuante presen\u00e7a \u00e0 frente da Funda\u00e7\u00e3o Ceciliano Abel de Almeida (entre 1978 e 1989) desvelou suas habilidades de se projetar como escritor e de, sobretudo, difundir a literatura produzida no Esp\u00edrito Santo \u2013 caminho que outros trilharam junto a ele, como \u00e9 o caso do escritor, pesquisador e professor, al\u00e9m de seu amigo, tamb\u00e9m mencionado no romance, Paulo Roberto Sodr\u00e9. Assim, colocou em cena escritores aclamados pela cr\u00edtica, tais quais Bernadette Lyra e Waldo Motta.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">De fato, sua vasta obra o coloca em posi\u00e7\u00e3o de evid\u00eancia n\u00e3o s\u00f3 no recanto esp\u00edrito-santense, mas pelo pa\u00eds. Sua carreira como escritor, que come\u00e7a aos oito anos de idade, passa de 70 anos de dura\u00e7\u00e3o. H\u00e1, entre seus romances, enredos de f\u00f4lego e complexos. Suas obras <em>A cr\u00f4nica de Malemort<\/em> (1978) \u2013 mencionada, inclusive, pelo personagem de <em>Sueli<\/em>: <em>romance confesso<\/em> \u2013 e <em>A longa hist\u00f3ria<\/em> (2007) remontam a ambi\u00eancias medievais, com escritos em linguagem que emulam o arcaico. Posteriormente, em um grande projeto que envolve estudo, camadas ficcionais e temas relativos a escritas ap\u00f3crifas, desenvolve a trilogia <em>A folha de hera<\/em> (2011, 2012 e 2014). Outros textos importantes s\u00e3o <em>O poema graciano<\/em> (1982) e <em>A ceia dominicana<\/em>: <em>romance neolatino<\/em> (2008), os quais tratam de um mesmo personagem: Graciano, que circula entre as elites do espa\u00e7o urbano de Vit\u00f3ria.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O enredo de <em>Sueli<\/em>: <em>romance confesso<\/em> gira em torno de um escritor, Reynaldo Santos Neves \u2013 e aqui, no exerc\u00edcio da escrita autoficcional, narrador-personagem e autor se diferenciam apenas pela troca do \u201ci\u201d pelo \u201cy\u201d no nome \u2013, que conta a hist\u00f3ria de sua fulminante paix\u00e3o pela, \u00e0 \u00e9poca, jovem jornalista Sueli, 14 anos mais nova que ele. Os acontecimentos da narrativa se iniciam em 1983 e duram alguns anos. Assim, autor, personagem e narrador, todos s\u00e3o Reinaldos\/Reynaldos, escritores, servidores p\u00fablicos que frequentam palestras, lan\u00e7amentos e outros eventos culturais comuns \u00e0 capital do estado na d\u00e9cada de 1980. J\u00e1 a \u201cmusa\u201d, amada, segundo o pr\u00f3prio narrador, n\u00e3o apresentava nada de extraordin\u00e1rio em sua apar\u00eancia, j\u00e1 que era de uma \u201cantibeleza\u201d, de um \u201ccontracharme\u201d flagrantes. Todavia, justamente por isso e por seus cabelos negros e seu prognatismo mandibular, fisgou o interesse do escritor. Essa paix\u00e3o foi ganhando peso ap\u00f3s o reconhecimento, vindo de outros conhecidos, das habilidades de escrita que Sueli, \u201c<em>avis rara<\/em>\u201d, apresentava. N\u00e3o s\u00f3 suas mat\u00e9rias eram bem escritas, como seu trabalho era realizado com seriedade digna de aten\u00e7\u00e3o. Cabe notar nesse movimento o olhar de tutela masculino, que a v\u00ea, mais jovem, como algu\u00e9m promissor a ser referendado. Esse ser amado corresponde a uma figura real que, posteriormente, veio a se tornar editora-chefe de uma das redes de jornalismo mais proeminentes do estado do Esp\u00edrito Santo; por\u00e9m, a grafia do nome real \u00e9 com \u201cy\u201d: Suely. Ou seja, em um primeiro jogo com a escrita perform\u00e1tica, Reinaldo e Suely, nas combina\u00e7\u00f5es de linguagem, misturam-se igualmente na grafia de seus nomes.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Como se adivinha pelo t\u00edtulo da obra, a grande motiva\u00e7\u00e3o \u00e9 confessar um romance. Como g\u00eanero liter\u00e1rio, parece se situar, \u00e0 primeira vista, no \u00e2mbito da escrita ficcional, entretanto a caracteriza\u00e7\u00e3o pelo adjetivo \u201cconfesso\u201d, ao perturbar seu <em>status<\/em> de puramente ficcional, localiza-o nos entremeios da autofic\u00e7\u00e3o. E assim o autor embaralha fronteiras entre vida e obra, demonstrando, ainda, gostar de fazer jogos metalingu\u00edsticos e poliss\u00eamicos. N\u00e3o \u00e0 toa, h\u00e1 v\u00e1rios momentos de brincadeiras com o termo <em>romance<\/em>, que ora \u00e9 narrativa ficcional, ora \u00e9 sentimento amoroso, ora \u00e9 variante vulgar da l\u00edngua; e \u00e0s vezes pode adquirir mais de uma acep\u00e7\u00e3o. Nessas e em outras reflex\u00f5es, permeadas de bom humor, ironias, sarcasmos \u00e1cidos e algum pessimismo, o autor demonstra que, al\u00e9m de falar sobre um amor \u201ccontemplat\u00f4nico\u201d \u2013 sobre sua \u201c<em>loverie<\/em>\u201d \u2013, que lhe causou muitas inquieta\u00e7\u00f5es, seu compromisso com a literatura, com o fazer fic\u00e7\u00e3o, est\u00e1 extremamente vivo e v\u00edvido. Portanto, o texto, que se poderia imaginar inebriado de sentimento, na verdade n\u00e3o \u00e9 desordenado: o trabalho ret\u00f3rico \u00e9 vis\u00edvel; a precis\u00e3o \u00e9 trabalhada at\u00e9 no que pode parecer ser acidental. Reynaldo, narrador, d\u00e1 uma amostra de sua afiada compreens\u00e3o do que est\u00e1 fazendo. O texto inicia em um semin\u00e1rio de poesia, quando o personagem conhece aquela que lhe tirar\u00e1 a paz: \u201csemin\u00e1rio que, como o nome indica, traz ent\u00e3o em seu ventre a semente deste romance. Poesia gera romance [&#8230;]. E poesia (entre outras coisas) \u00e9 ambiguidade, \u00e9 polissemia\u201d. Trabalhando ludicamente com as etimologias das palavras, Reynaldo fecunda, como s\u00eamen no ventre, a palavra: semin\u00e1rio de poesia; semin\u00e1rio de linguagem.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Outras estrat\u00e9gias s\u00e3o usadas pelo autor para enriquecer sua obra no intento autometaficcional. Uma dessas estrat\u00e9gias encontra-se na orelha do livro, denominada \u201cintr\u00f3ito\u201d, em que o autor \u2013 e aqui parece ser o Reinaldo \u2013, em um jogo argumentativo instigante, afirma que havia prometido a si mesmo n\u00e3o fazer mais textos de orelha de livro algum; por\u00e9m, por isso mesmo, acreditava que \u201cn\u00e3o podia, em s\u00e3 consci\u00eancia, pedir a ningu\u00e9m para escrever o texto da orelha\u201d de seu livro. Sendo assim, decide ser coerente com sua promessa, quebrando-a, para escrever \u201cainda que de m\u00e1 vontade\u201d a orelha que n\u00e3o teria coragem de pedir a ningu\u00e9m para escrever. No texto, Reinaldo, provocativo, reflete sobre uma suposta \u201cautoridade\u201d do escritor sobre o que se escreve, al\u00e9m de afirmar que tal introito poderia trazer ao leitor uma \u201cilus\u00e3o de estar no portal de uma rara experi\u00eancia liter\u00e1ria\u201d e justificar, legitimar \u201cquase tudo que for dito\u201d. O texto apresentado ao leitor \u00e9 definido como uma repres\u00e1lia, pois \u201capesar do tom de ironia, o romance \u00e9 bilioso; \u00e9 vingativo; \u00e9, at\u00e9, criminoso\u201d. O crime \u00e9 passional e, segundo ele, pode ser lido como uma declara\u00e7\u00e3o de amor. Nesse texto, agu\u00e7ando a curiosidade para a leitura, convoca o leitor: cabe a ele \u201co papel de sacerdote que escuta e absorve\u201d a vers\u00e3o unilateral daquele que Reinaldo (ou Reynaldo?) afirma ser o oprimido da hist\u00f3ria. Confessando-se \u2013 e talvez eximindo-se \u2013 no elemento paratextual, assume que tomou nomes das pessoas a sua revelia e que o teor impresso do romance tornou-se pura literatura; afinal \u201cj\u00e1 n\u00e3o est\u00e1 mais aqui quem amou\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Repete-se, no texto liter\u00e1rio, o recurso de reportar-se ao leitor, de maneira sutil, sem assedi\u00e1-lo t\u00e3o assertivamente, evocando-o a partilhar dessa confiss\u00e3o e at\u00e9 mesmo emitir poss\u00edveis ju\u00edzos de valor favor\u00e1veis ao personagem \u2013 um homem casado \u2013, que mant\u00e9m um interesse teimoso pela jovem Sueli. Ela \u00e9 apresentada como melindrosa e fria por n\u00e3o aceitar relacionar-se com algu\u00e9m que n\u00e3o seja solteiro. Ele, de sua parte, mostra-se surpreso por Sueli n\u00e3o conseguir compreender que ele ama sua esposa \u2013 e, portanto, nem cogita separar-se \u2013 e quer envolver-se com a jornalista. Reynaldo \u00e9 t\u00e3o obcecado que conversa sem pudores sobre Sueli com amigos do c\u00edrculo, escreve cartas sobre ela, investiga sua postura no trabalho e aproxima-se de Edna Teixeira, amiga da jornalista, criando, assim, um tri\u00e2ngulo discursivo peculiar de leva-e-traz de informa\u00e7\u00f5es entre eles. Nenhuma dessas pessoas, se se examina o que o narrador permite ao leitor saber, questiona seu estado civil e sua sanha pelo caso extraconjugal, apenas Sueli, que, para ele, o odeia. E esse suposto \u00f3dio por essa persegui\u00e7\u00e3o \u00e9 combust\u00edvel que alimenta o apaixonado, pois, para ele, o pior seria a indiferen\u00e7a completa.<br><br>Como escritor que \u00e9, Reynaldo afirma que seu \u201cof\u00edcio \u00e9 fazer fic\u00e7\u00e3o\u201d. Alterna, em momentos pontuais, entre primeira e terceira pessoa: \u201cO autor, eu lavo as m\u00e3os [&#8230;]: deixo o her\u00f3i achar se lhe apraz, que \u00e9 amado sob a forma de \u00f3dio\u201d. Isso mostra sua (de Reinaldo e Reynaldo) lucidez quanto \u00e0s v\u00e1rias dobras que a literatura pode dar, no jogo com elementos como mem\u00f3ria, hist\u00f3ria, encena\u00e7\u00e3o, contradi\u00e7\u00e3o. H\u00e1 na obra numerosos elementos que sugerem polifonias, como c\u00e2meras, telefones, cartas, cenas, cen\u00e1rios, teatros, palcos, di\u00e1logos enviesados, pressuposi\u00e7\u00f5es, poemas, al\u00e9m de jogos labir\u00ednticos e espe(ta)culares. Em uma passagem pelo centro hist\u00f3rico da cidade, onde a cena cultural acontecia, indo em dire\u00e7\u00e3o ao Teatro Carlos Gomes, ansioso por encontrar Sueli, afirma: \u201cSou eu: eis-me em cena\u201d. A cena, aqui, n\u00e3o \u00e9 o palco do teatro, mas a pr\u00f3pria rua da vida.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Para saber mais<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">DALVI, Camila David (2019). <em>Sueli: romance confesso<\/em> e o jogo perform\u00e1tico do escritor. <em>Fern\u00e3o<\/em>, v. 1, n. 1. Dispon\u00edvel em: <a href=\"https:\/\/periodicos.ufes.br\/fernao\/article\/view\/24529\/0\">https:\/\/periodicos.ufes.br\/fernao\/article\/view\/24529\/0<\/a>. Acesso em: 20 ago. 2025.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">MARTINELLI FILHO, Nelson (2002<em>). Confiss\u00e3o e autofic\u00e7\u00e3o na obra de Reinaldo Santos Neves<\/em>. Disserta\u00e7\u00e3o (Mestrado em Letras) \u2013 Universidade Federal do Esp\u00edrito Santo, Vit\u00f3ria.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">MARTINELLI FILHO, Nelson (2024). Os m\u00faltiplos mundos do escritor Reinaldo Santos Neves. <em>A Gazeta<\/em>, 30 nov. Dispon\u00edvel em: <a href=\"https:\/\/www.agazeta.com.br\/pensar\/os-multiplos-mundos-do-escritor-reinaldo-santos-neves-1124\">https:\/\/www.agazeta.com.br\/pensar\/os-multiplos-mundos-do-escritor-reinaldo-santos-neves-1124<\/a>. Acesso em: 19 ago. 2025.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">RIBEIRO, Francisco Aur\u00e9lio; GOMES, Deny; BOUDOU, Telma (2019). Tr\u00eas ensaios sobre <em>Sueli: romance confesso<\/em>, de Reinaldo Santos Neves. <em>Fern\u00e3o<\/em>, v. 1, n. 1. Dispon\u00edvel em: <a href=\"https:\/\/periodicos.ufes.br\/fernao\/article\/download\/24532\/16716\">https:\/\/periodicos.ufes.br\/fernao\/article\/download\/24532\/16716<\/a>. Acesso em: 20 ago. 2025.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Iconografia<\/strong><\/p>\n\n\n<style type=\"text\/css\">\n#foogallery-gallery-7926.fg-masonry { --fg-gutter: 10px; }<\/style>\n\t\t\t<div class=\"foogallery foogallery-container foogallery-masonry foogallery-lightbox-foogallery fg-center fg-masonry fg-ready fg-transparent fg-round-small fg-shadow-small fg-loading-dots fg-loaded-slide-up fg-captions-bottom fg-hover-fade fg-hover-plus fg-col3\" id=\"foogallery-gallery-7926\" data-foogallery=\"{&quot;item&quot;:{&quot;showCaptionTitle&quot;:true,&quot;showCaptionDescription&quot;:true},&quot;lazy&quot;:true,&quot;template&quot;:{&quot;horizontalOrder&quot;:true}}\" data-foogallery-lightbox=\"{&quot;thumbs&quot;:&quot;bottom&quot;,&quot;thumbsCaptions&quot;:false,&quot;thumbsBestFit&quot;:false,&quot;thumbsSmall&quot;:false,&quot;thumbsCaptionsAlign&quot;:&quot;default&quot;,&quot;info&quot;:&quot;bottom&quot;,&quot;infoVisible&quot;:true,&quot;infoOverlay&quot;:true,&quot;infoAlign&quot;:&quot;default&quot;,&quot;transition&quot;:&quot;fade&quot;,&quot;hoverButtons&quot;:false,&quot;fitMedia&quot;:false,&quot;noScrollbars&quot;:true,&quot;preserveButtonSpace&quot;:true,&quot;buttons&quot;:{&quot;fullscreen&quot;:true,&quot;info&quot;:true,&quot;thumbs&quot;:false},&quot;video&quot;:{&quot;autoPlay&quot;:true}}\" style=\"--fg-title-line-clamp: 0; --fg-description-line-clamp: 0;\" >\n\t\t<div class=\"fg-column-width\"><\/div>\n\t<div class=\"fg-gutter-width\"><\/div>\n\t\t<div class=\"fg-item fg-type-image fg-idle\"><figure class=\"fg-item-inner\"><a href=\"https:\/\/pracaclovis.com\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/Fundacao-Ceciliano-Abel-de-Almeida-1989-1-scaled.avif\" data-caption-title=\"Funda\u00e7\u00e3o Ceciliano Abel de Almeida, 1989\" data-attachment-id=\"7991\" data-e-disable-page-transition=\"true\" data-type=\"image\" class=\"fg-thumb\"><span class=\"fg-image-wrap\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" title=\"Funda\u00e7\u00e3o Ceciliano Abel de Almeida, 1989\" width=\"250\" height=\"384\" class=\"skip-lazy fg-image\" data-src-fg=\"https:\/\/pracaclovis.com\/wp-content\/uploads\/cache\/2026\/04\/Fundacao-Ceciliano-Abel-de-Almeida-1989-1-scaled\/1446535489.avif\" src=\"data:image\/svg+xml,%3Csvg%20xmlns%3D%22http%3A%2F%2Fwww.w3.org%2F2000%2Fsvg%22%20width%3D%22250%22%20height%3D%22384%22%20viewBox%3D%220%200%20250%20384%22%3E%3C%2Fsvg%3E\" loading=\"eager\"><\/span><span class=\"fg-image-overlay\"><\/span><\/a><figcaption class=\"fg-caption\"><div class=\"fg-caption-inner\"><div class=\"fg-caption-title\">Funda\u00e7\u00e3o Ceciliano Abel de Almeida, 1989<\/div><\/div><\/figcaption><\/figure><div class=\"fg-loader\"><\/div><\/div><\/div><style type=\"text\/css\">.fg-caption-title {font-family: \"Montserrat\", Sans-serif; font-size: 16px; text-align: center;}<\/style>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>NEVES, Reinaldo Santos. 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