{"id":7897,"date":"2026-05-06T17:32:56","date_gmt":"2026-05-06T20:32:56","guid":{"rendered":"https:\/\/pracaclovis.com\/?p=7897"},"modified":"2026-05-20T10:28:36","modified_gmt":"2026-05-20T13:28:36","slug":"__trashed-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pracaclovis.com\/?p=7897","title":{"rendered":"O irm\u00e3o alem\u00e3o"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"has-background wp-block-paragraph\" style=\"background-color:#e1dede\">BUARQUE, Chico. <em>O irm\u00e3o alem\u00e3o<\/em>. S\u00e3o Paulo: Companhia das Letras, 2014.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-right wp-block-paragraph\">Juliana Florentino Hampel<br><em>Ilustra\u00e7\u00e3o: L\u00e9o Tavares<\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Francisco Buarque de Hollanda (Rio de Janeiro, RJ, 1944), ou simplesmente Chico Buarque, \u00e9 reconhecido por muitos cr\u00edticos como um dos mais importantes nomes da m\u00fasica popular brasileira (MPB). Como escritor, publicou seu primeiro romance, <em>Estorvo<\/em>, em 1991, obra laureada com o Pr\u00eamio Jabuti de Melhor Romance em 1992. No total, Buarque escreveu sete romances, entre eles <em>Budapeste <\/em>(2003), vencedor do Pr\u00eamio Jabuti de Livro de Fic\u00e7\u00e3o, e <em>Leite derramado<\/em> (2009), eleito o Livro do Ano pelo Pr\u00eamio Jabuti em 2010.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><em>O irm\u00e3o alem\u00e3o <\/em>(2014) \u00e9 seu quinto romance e tem como eixo narrativo a busca do narrador-autor-personagem por seu meio-irm\u00e3o alem\u00e3o, fruto do relacionamento do pai, o historiador S\u00e9rgio Buarque de Holanda, com Anne Ernst, enquanto trabalhava como correspondente na Alemanha nos anos 1930.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Segundo Buarque, <em>O irm\u00e3o alem\u00e3o <\/em>\u00e9 o livro sobre \u201ca busca intermin\u00e1vel desse fantasma de irm\u00e3o\u201d, de quem ele havia tomado conhecimento em 1967, por interm\u00e9dio do poeta Manuel Bandeira. A ideia de escrever acerca do tema surge muito mais pelo desconhecimento sobre essa \u201ccriatura distante de destino incerto\u201d do que pela \u00e2nsia de revelar uma hist\u00f3ria tabu da fam\u00edlia. Assim, o leitor \u00e9 conduzido por um labirinto narrativo no qual se acessa uma biografia desorganizada, em que se cruzam elementos da vida pessoal dos Buarque de Hollanda que s\u00e3o identific\u00e1veis, mas que, entretanto, aparecem desviados pela fic\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Estruturalmente, o romance \u00e9 dividido em 17 cap\u00edtulos, nos quais se sobressai uma narra\u00e7\u00e3o de car\u00e1ter autoficcional. Surgem, aqui e ali, cartas reais e inventadas relacionadas a Sergio Ernst\/G\u00fcnther \u2014 o irm\u00e3o alem\u00e3o \u2014 escritas por um Sergio de Hollander, al\u00e9m de documentos provenientes de embaixadas e de institui\u00e7\u00f5es germ\u00e2nicas informando a situa\u00e7\u00e3o do irm\u00e3o do narrador, que havia sido entregue pela m\u00e3e para ado\u00e7\u00e3o. O enredo se inicia justamente quando o narrador, Francisco de Hollander, carinhosamente apelidado de Ciccio, encontra acidentalmente, em 1960, uma dessas correspond\u00eancias ao folhear um dos livros da biblioteca paterna.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Nos demais cap\u00edtulos, desenvolve-se uma narrativa com detalhadas descri\u00e7\u00f5es da fam\u00edlia, incluindo o pai e sua biblioteca, cujos livros se multiplicam por prateleiras instaladas em quase todos os c\u00f4modos da casa; a m\u00e3e napolitana, Assunta, que sempre usa o italiano em situa\u00e7\u00f5es de tens\u00e3o e se mant\u00e9m o tempo todo atarefada atendendo \u00e0s necessidades do marido e dos dois filhos; o irm\u00e3o Domingos, o Mimmo, com suas aventuras amorosas em busca de mocinhas virginais; al\u00e9m de alguns amigos que convivem com Ciccio em diferentes per\u00edodos de sua vida, que v\u00e3o da adolesc\u00eancia ao ingresso na universidade.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Apesar de alguns fatos alusivos \u00e0 vida dos Hollanda e de certos documentos serem ver\u00eddicos, Buarque declara que o livro \u00e9 pura inven\u00e7\u00e3o. In\u00fameros cr\u00edticos asseveram que <em>O irm\u00e3o alem\u00e3o <\/em>deve ser lido sob a chave interpretativa da autofic\u00e7\u00e3o. Para Georg Wink, isso ocorre quando a narra\u00e7\u00e3o se apresenta como um jogo no qual ocorre um \u201coscilar difuso entre fato e fic\u00e7\u00e3o, entre os pactos referencial e ficcional. Autofic\u00e7\u00e3o \u00e9 uma forma de narra\u00e7\u00e3o como se fosse (parcialmente) verdadeira\u201d. E \u00e9 precisamente esse jogo entre relato e sua ficcionaliza\u00e7\u00e3o que captura o leitor, uma vez que paira sempre no ar o questionamento se dado epis\u00f3dio realmente aconteceu, conduzindo a uma infinita checagem de informa\u00e7\u00f5es, verifica\u00e7\u00e3o de not\u00edcias e busca por informa\u00e7\u00f5es que atestem o que est\u00e1 sendo dito.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Algumas estrat\u00e9gias utilizadas pelo autor parecem corroborar o ponto de vista de comentadores da obra. Por exemplo, no romance h\u00e1 \u201cbiografias ficcionais\u201d do irm\u00e3o alem\u00e3o criadas pelo narrador que, obcecado por sua hist\u00f3ria, inventa in\u00fameras possibilidades sobre a vida dele ap\u00f3s a ado\u00e7\u00e3o e, para cada uma dessas hip\u00f3teses, existe uma explica\u00e7\u00e3o que as tornam veross\u00edmeis. Conforme explica o cr\u00edtico Georg Wink, \u201cao longo do livro \u00e9 apresentado um caleidosc\u00f3pio de \u2018poss\u00edveis vidas\u2019 do irm\u00e3o\u201d, em um declarado processo de explorar prov\u00e1veis trajet\u00f3rias, entre elas a de que o irm\u00e3o teria viajado a S\u00e3o Paulo com uma bolsa do Instituto Goethe, mas que n\u00e3o chegara a contatar a fam\u00edlia brasileira; e outra que diz que ele teria sido um intelectual tal qual o pai, enfurnado em diferentes bibliotecas de Berlim.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O pacto estabelecido com o leitor em <em>O irm\u00e3o alem\u00e3o<\/em> \u00e9 o de que ser\u00e3o contadas verdades, por\u00e9m transformadas porque s\u00e3o convocadas a partir da fic\u00e7\u00e3o. Por essa raz\u00e3o, muitas vezes, enquanto revela algo, o narrador cria novas narrativas ficcionais que se entremeiam \u00e0s anteriores, confundindo e desorientando o leitor. Um exemplo desse estratagema \u00e9 a rela\u00e7\u00e3o de Ciccio com a biblioteca do pai, que se antropomorfiza, assumindo o papel de arrimo emocional: \u201cAt\u00e9 ent\u00e3o, para mim, paredes eram feitas de livros, sem o seu suporte desabariam casas como a minha, que at\u00e9 no banheiro e na cozinha tinha estantes do teto ao ch\u00e3o. E era nos livros que eu me escorava, desde muito pequeno, nos momentos de perigo real ou imagin\u00e1rio\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A literatura \u00e9 o alicerce desse narrador, que, entre outras pretens\u00f5es, busca, por meio dela, estreitar la\u00e7os com o pai, com quem afirma ter uma rela\u00e7\u00e3o distante, de pouca afinidade. Fato \u00e9 que S\u00e9rgio Buarque realmente possu\u00eda uma biblioteca com cerca de 10 mil volumes, que hoje faz parte do acervo da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). Tais elementos da narrativa, portanto, acabam por criar uma atmosfera de realidade verific\u00e1vel que, contudo, no decorrer da leitura, vai se provando ilus\u00f3ria, devido ao uso cont\u00ednuo de artif\u00edcios que provocam a d\u00favida, como as altern\u00e2ncias constantes entre registros de fabula\u00e7\u00e3o, sonhos e reflex\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Mayara Calqui (2021) declara que os livros s\u00e3o \u201cobjetos biogr\u00e1ficos dos Hollander\u201d, pois h\u00e1 um investimento afetivo na rela\u00e7\u00e3o de Ciccio com a biblioteca. Existiria ainda, de acordo com a pesquisadora, uma conex\u00e3o direta com a mem\u00f3ria cultural do pa\u00eds e, tamb\u00e9m, com a mem\u00f3ria liter\u00e1ria ocidental, \u201ccriando uma intertextualidade que forma um caleidosc\u00f3pio de refer\u00eancias liter\u00e1rias que antecipam, corroboram ou explicitam pontos da trama de Buarque\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O papel relevante da literatura na vida do narrador \u00e9 evidenciado em v\u00e1rios momentos da narrativa, seja quando ele quer se destacar na universidade \u2014 \u201cmeus colegas n\u00e3o me perdoavam por ostentar os livros autografados do meu pai nos corredores da faculdade de Letras\u201d \u2014 , seja nas tentativas de se aproximar do pai \u2014 \u201ch\u00e1 uma edi\u00e7\u00e3o em alfabeto \u00e1rabe das <em>Mil e uma noites <\/em>que ele n\u00e3o leu, mas cujas ilustra\u00e7\u00f5es admirou longamente, como denunciam os filetes de cinzas na jun\u00e7\u00e3o das suas p\u00e1ginas coloridas. Hoje tenho experi\u00eancia para saber quantas vezes meu pai leu um mesmo livro, posso quase medir quantos minutos ele se deteve em cada p\u00e1gina\u201d. Dados como esses igualmente se cruzam com o real, pois Buarque, em mais de uma ocasi\u00e3o, declara ter derrubado o muro que o separava do pai por meio da literatura.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O presente da narra\u00e7\u00e3o revela o contexto hist\u00f3rico do golpe militar no Brasil e, j\u00e1 no final da hist\u00f3ria, a visita inesperada de agentes da repress\u00e3o \u00e0 casa dos Hollanda em busca de Domingos, que havia desaparecido dias antes. \u00c0 procura de respostas para o sumi\u00e7o do irm\u00e3o brasileiro, Ciccio empreende uma viagem ficcional que se confunde com a viagem real feita a Berlim por Buarque para conhecer a filha e a neta de seu falecido irm\u00e3o alem\u00e3o. A cena \u00e9 importante porque antecipa a mistura que se d\u00e1 na narrativa entre a figura dos dois irm\u00e3os, expondo, uma vez mais, o jogo entre fic\u00e7\u00e3o e realidade presente em <em>O irm\u00e3o alem\u00e3o<\/em>.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ao caminhar pelas ruas berlinenses, Chico\/Ciccio imagina como teria sido a vida de Sergio sob o regime comunista. Na visita \u00e0 TV estatal da DDR (Alemanha Oriental), onde o irm\u00e3o trabalhara, ele assiste a uma de suas grava\u00e7\u00f5es e, em determinado instante, se pergunta se aquele era \u201co Mimmo\u201d: \u201c[&#8230;] passaria mesmo pela minha cabe\u00e7a que Sergio G\u00fcnther fosse o pr\u00f3prio Mimmo, aos trinta anos de idade, exilado em Berlim Oriental com passado nebuloso e nome falso\u201d. A confus\u00e3o \u2014 ou fus\u00e3o \u2014 entre o irm\u00e3o brasileiro e o alem\u00e3o \u00e9 esclarecida pelo <em>close<\/em> da c\u00e2mera, quando ele \u201cveria nele o rosto oblongo, o nariz de batata e at\u00e9 os \u00f3culos do pai\u201d, materializando, finalmente, a figura do irm\u00e3o germ\u00e2nico. A possibilidade de contar essa hist\u00f3ria e tornar-se \u201cum homem das letras\u201d o coloca em um novo patamar no seio familiar, recriando esse sujeito que faz as pazes com o pai em um universo s\u00f3 poss\u00edvel por meio da fic\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Para saber mais<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">CALQUI, Mayara de Andrade (2021). <em>Entre perdas e mem\u00f3rias: <\/em>uma leitura dos romances <em>Leite derramado <\/em>e <em>O irm\u00e3o alem\u00e3o, <\/em>de Chico Buarque. Tese (Doutorado em Letras) \u2013 Universidade de S\u00e3o Paulo, S\u00e3o Paulo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">FERNANDES, M\u00e1rcia; P\u00c9REZ-LABORDE, Elga (2015). Duas faces de uma mesma moeda: na fronteira da autofic\u00e7\u00e3o p\u00f3s-moderna em <em>O irm\u00e3o alem\u00e3o<\/em>, de Chico Buarque.&nbsp;<em>Revista Cerrados<\/em>,&nbsp;v. 23, n. 38, p. 162-173. Dispon\u00edvel em: <a href=\"http:\/\/periodicos.unb.br\/index.php\/cerrados\/article\/view\/25795\/22666\">http:\/\/periodicos.unb.br\/index.php\/cerrados\/article\/view\/25795\/22666<\/a>. Acesso em: 15 mar. 2025.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">LOPES, Maria Eduarda Pecly (2019). <em>Fic\u00e7\u00e3o, hist\u00f3ria e \u00e9tica na autofic\u00e7\u00e3o <\/em>O irm\u00e3o alem\u00e3o<em>, de Chico Buarque<\/em>. Disserta\u00e7\u00e3o (Mestrado em Letras) \u2013 Universidade Federal do Esp\u00edrito Santo, Vit\u00f3ria.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">SILVA, Fernando de Barros e (2015). O irm\u00e3o brasileiro: a busca de Chico Buarque em Berlim. <em>P\u00fablico<\/em>, Lisboa. <\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">WINK, Georg (2017). A prop\u00f3sito de um irm\u00e3o alem\u00e3o: a ficcionaliza\u00e7\u00e3o de um assunto internacional de fam\u00edlia.&nbsp;<em>Estudos de Literatura Brasileira Contempor\u00e2nea<\/em>, Bras\u00edlia, n. 50, p. 47-66. Dispon\u00edvel em: <a href=\"https:\/\/periodicos.unb.br\/index.php\/estudos\/article\/view\/10167\/9008\">https:\/\/periodicos.unb.br\/index.php\/estudos\/article\/view\/10167\/9008<\/a>. Acesso em: 15 mar. 2025.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Iconografia<\/strong><\/p>\n\n\n<style type=\"text\/css\">\n#foogallery-gallery-8177.fg-masonry { --fg-gutter: 10px; }<\/style>\n\t\t\t<div class=\"foogallery foogallery-container foogallery-masonry foogallery-lightbox-foogallery fg-center fg-masonry fg-ready fg-transparent fg-round-small fg-shadow-small fg-loading-dots fg-loaded-slide-up fg-captions-bottom fg-hover-fade fg-hover-plus fg-col3\" id=\"foogallery-gallery-8177\" data-foogallery=\"{&quot;panel&quot;:{&quot;buttons&quot;:{&quot;download&quot;:false}},&quot;item&quot;:{&quot;showCaptionTitle&quot;:true,&quot;showCaptionDescription&quot;:true},&quot;lazy&quot;:true,&quot;template&quot;:{&quot;horizontalOrder&quot;:true}}\" data-foogallery-lightbox=\"{&quot;thumbs&quot;:&quot;bottom&quot;,&quot;thumbsCaptions&quot;:false,&quot;thumbsBestFit&quot;:false,&quot;thumbsSmall&quot;:false,&quot;thumbsCaptionsAlign&quot;:&quot;default&quot;,&quot;info&quot;:&quot;bottom&quot;,&quot;infoVisible&quot;:true,&quot;infoOverlay&quot;:true,&quot;infoAlign&quot;:&quot;default&quot;,&quot;transition&quot;:&quot;fade&quot;,&quot;hoverButtons&quot;:false,&quot;fitMedia&quot;:false,&quot;noScrollbars&quot;:true,&quot;preserveButtonSpace&quot;:true,&quot;buttons&quot;:{&quot;fullscreen&quot;:true,&quot;info&quot;:true,&quot;thumbs&quot;:false,&quot;download&quot;:false},&quot;video&quot;:{&quot;autoPlay&quot;:true}}\" style=\"--fg-title-line-clamp: 0; --fg-description-line-clamp: 0;\" >\n\t\t<div class=\"fg-column-width\"><\/div>\n\t<div class=\"fg-gutter-width\"><\/div>\n\t\t<div class=\"fg-item fg-type-image fg-idle\"><figure class=\"fg-item-inner\"><a href=\"https:\/\/pracaclovis.com\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/Cia-das-Letras-2014.avif\" data-caption-title=\"Companhia das Letras, 2014\" data-attachment-id=\"7899\" data-e-disable-page-transition=\"true\" data-type=\"image\" class=\"fg-thumb\"><span class=\"fg-image-wrap\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" title=\"Companhia das Letras, 2014\" width=\"250\" height=\"358\" class=\"skip-lazy fg-image\" data-src-fg=\"https:\/\/pracaclovis.com\/wp-content\/uploads\/cache\/2026\/03\/Cia-das-Letras-2014\/2891103832.avif\" src=\"data:image\/svg+xml,%3Csvg%20xmlns%3D%22http%3A%2F%2Fwww.w3.org%2F2000%2Fsvg%22%20width%3D%22250%22%20height%3D%22358%22%20viewBox%3D%220%200%20250%20358%22%3E%3C%2Fsvg%3E\" loading=\"eager\"><\/span><span class=\"fg-image-overlay\"><\/span><\/a><figcaption class=\"fg-caption\"><div class=\"fg-caption-inner\"><div class=\"fg-caption-title\">Companhia das Letras, 2014<\/div><\/div><\/figcaption><\/figure><div class=\"fg-loader\"><\/div><\/div><div class=\"fg-item fg-type-image fg-idle\"><figure class=\"fg-item-inner\"><a href=\"https:\/\/pracaclovis.com\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/123-1.png\" data-caption-title=\"Portugal, Companhia das Letras, 2015\" data-caption-desc=\"Portugal, Companhia das Letras, 2015\" data-attachment-id=\"8181\" data-e-disable-page-transition=\"true\" data-type=\"image\" class=\"fg-thumb\"><span class=\"fg-image-wrap\"><img decoding=\"async\" title=\"Portugal, Companhia das Letras, 2015\" width=\"250\" height=\"388.75\" class=\"skip-lazy fg-image\" data-src-fg=\"https:\/\/pracaclovis.com\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/123-1.png\" src=\"data:image\/svg+xml,%3Csvg%20xmlns%3D%22http%3A%2F%2Fwww.w3.org%2F2000%2Fsvg%22%20width%3D%22250%22%20height%3D%22388.75%22%20viewBox%3D%220%200%20250%20388.75%22%3E%3C%2Fsvg%3E\" loading=\"eager\"><\/span><span class=\"fg-image-overlay\"><\/span><\/a><figcaption class=\"fg-caption\"><div class=\"fg-caption-inner\"><div class=\"fg-caption-title\">Portugal, Companhia das Letras, 2015<\/div><div class=\"fg-caption-desc\">Portugal, Companhia das Letras, 2015<\/div><\/div><\/figcaption><\/figure><div class=\"fg-loader\"><\/div><\/div><\/div><style type=\"text\/css\">.fg-caption-title {font-family: \"Montserrat\", Sans-serif; font-size: 16px; text-align: center;}<\/style>\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>BUARQUE, Chico. 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