{"id":7867,"date":"2026-04-28T14:42:07","date_gmt":"2026-04-28T17:42:07","guid":{"rendered":"https:\/\/pracaclovis.com\/?p=7867"},"modified":"2026-04-28T14:42:08","modified_gmt":"2026-04-28T17:42:08","slug":"nihonjin","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pracaclovis.com\/?p=7867","title":{"rendered":"Nihonjin"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"has-background wp-block-paragraph\" style=\"background-color:#e1dede\">NAKASATO, Oscar. <em>Nihonjin<\/em>. S\u00e3o Paulo: Benvir\u00e1, 2011.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-right wp-block-paragraph\">Lorena Micaela Vila Real<br><em>Ilustra\u00e7\u00e3o: Nino Palmieri<\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">As tens\u00f5es identit\u00e1rias nipo-brasileiras durante o s\u00e9culo XX s\u00e3o retratadas no romance de estreia do escritor e pesquisador Oscar Nakasato (Maring\u00e1, PR, 1963), <em>Nihonjin<\/em> (2011). Com este livro, o paranaense venceu a 54\u00aa edi\u00e7\u00e3o do Pr\u00eamio Jabuti em 2012. Relan\u00e7ado em 2025 pela Editora F\u00f3sforo, o livro teve uma adapta\u00e7\u00e3o cinematogr\u00e1fica no mesmo ano: o filme de anima\u00e7\u00e3o <em>Eu e meu av\u00f4 Nihonjin <\/em>(2025). <\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A tem\u00e1tica, entretanto, j\u00e1 estava presente na tese de doutorado de Nakasato <em>Imagens da integra\u00e7\u00e3o e da dualidade \u2013 personagens nipo-brasileiros na fic\u00e7\u00e3o<\/em> (2002), a qual analisa tanto a presen\u00e7a de personagens nipo-brasileiros quanto o fen\u00f4meno de contato entre as duas identidades em romances e contos. Ele ainda escreveu mais dois livros: <em>Dois<\/em> (2017) e <em>Ojiichan<\/em> (2024), que ampliam as representa\u00e7\u00f5es dos descendentes japoneses.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Na ep\u00edgrafe, o autor apresenta um <em>tanka<\/em> (estilo de poema japon\u00eas curto de cinco versos) com a perspectiva do olhar de uma crian\u00e7a sobre seu pai trabalhando na lavoura retirado do livro <em>Uma epopeia moderna: 80 anos de imigra\u00e7\u00e3o Japonesa no Brasil <\/em>(1992), da Comiss\u00e3o de Elabora\u00e7\u00e3o da Hist\u00f3ria dos oitenta anos de imigra\u00e7\u00e3o japonesa no Brasil. Embora n\u00e3o seja mencionado em <em>Nihonjin,<\/em> este poema, referido apenas como <em>Bosanjin <\/em>(1928), foi composto por um imigrante durante o per\u00edodo da chegada dos japoneses ao Brasil. Nakasato decide por reproduzir tanto o poema em japon\u00eas transliterado quanto sua vers\u00e3o em portugu\u00eas. Contudo, a escolha da tradu\u00e7\u00e3o de voc\u00e1bulos n\u00e3o ser\u00e1 usual na trama, que cont\u00e9m v\u00e1rios termos em japon\u00eas transliterado que n\u00e3o s\u00e3o traduzidos para o portugu\u00eas, seja no pr\u00f3prio texto da narrativa, em uma explica\u00e7\u00e3o ou em notas tradut\u00f3rias. Outro ponto interessante \u00e9 a escolha desses termos n\u00e3o estarem em negrito ou it\u00e1lico, diferenciados como estrangeirismos que s\u00e3o. Tal escolha acaba por criar segmentos que emulam a pr\u00f3pria experi\u00eancia narrada de estar entre duas culturas. Em entrevista a Osvaldo Duarte (2015), Nakasato afirma que a decis\u00e3o da n\u00e3o utiliza\u00e7\u00e3o de gloss\u00e1rios tinha como efeito provocar no leitor um estranhamento inicial que, no decorrer do texto, iria sendo substitu\u00eddo por uma certa familiaridade.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em formato de romance memorial\u00edstico a obra narra, em sete cap\u00edtulos, a vida de tr\u00eas gera\u00e7\u00f5es da fam\u00edlia Inabata. A partir da mem\u00f3ria individual obtida por cartas e recorda\u00e7\u00f5es de seu <em>ojiichan<\/em> Hideo, o narrador Noboru apresenta tamb\u00e9m a hist\u00f3ria da di\u00e1spora japonesa, desde a chegada ao Brasil durante a Era Vargas at\u00e9 a d\u00e9cada de 1980. Curiosamente, a trama come\u00e7a com a reconstitui\u00e7\u00e3o de Kimie, primeira esposa de seu av\u00f4, a partir de fotografias e lembran\u00e7as do personagem. Em uma narrativa sobre a hist\u00f3ria familiar, \u00e9 interessante que o narrador comece o relato n\u00e3o pelo av\u00f4, mas pela companheira dele naquela etapa da vida, demonstrando que o relato n\u00e3o se baseia apenas em fontes prim\u00e1rias e revelando toda a subjetividade de quem conta a hist\u00f3ria, especialmente quando Noboru assume que completa as lacunas que faltam com sua imagina\u00e7\u00e3o e que a saga familiar n\u00e3o inicia apenas com quem tem la\u00e7os consangu\u00edneos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ao contar sobre a chegada de seu av\u00f4 com Kimie ao Brasil, o narrador revela como Hideo passa da condi\u00e7\u00e3o de imigrante \u2013 visto que enviava dinheiro para os familiares que ficaram no Jap\u00e3o e pretendia passar no m\u00e1ximo cinco a seis anos no Brasil \u2013 \u00e0 condi\u00e7\u00e3o de exilado, quando lentamente percebe que a adapta\u00e7\u00e3o em terras brasileiras seria definitiva, uma vez que n\u00e3o h\u00e1 previs\u00e3o de retorno por quest\u00f5es financeiras ou por iniciativas oficiais do governo japon\u00eas de uma repatria\u00e7\u00e3o. O contato com italianos e pessoas negras nas fazendas de caf\u00e9 onde o casal come\u00e7a a trabalhar tamb\u00e9m \u00e9 relatado pela lente da alteridade. O av\u00f4 percebe a diferen\u00e7a no tratamento dos brasileiros quanto \u00e0 adapta\u00e7\u00e3o lingu\u00edstica dos italianos, os quais, mesmo que cometessem desvios da norma padr\u00e3o de prest\u00edgio da l\u00edngua portuguesa<em>,<\/em> n\u00e3o eram recha\u00e7ados como os japoneses. J\u00e1 no caso dos negros, representados pela figura da vizinha Maria, Hideo demonstrava preconceito, como se pode constatar no seguinte trecho: \u201cMe disseram que os negros foram escravos no Brasil, que t\u00eam raiva de todos os que n\u00e3o s\u00e3o como eles. S\u00e3o uma gente menor, de baixo valor\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">No pr\u00f3prio t\u00edtulo da obra, <em>Nihonjin <\/em>(palavra em japon\u00eas que pode ser traduzida para o portugu\u00eas como \u201cjapon\u00eas\u201d), a tens\u00e3o identit\u00e1ria que permeia a trama j\u00e1 se faz presente: a oscila\u00e7\u00e3o constante entre ser brasileiro e ser <em>nihonjin<\/em>. Transliterada para o portugu\u00eas, mas n\u00e3o traduzida, a palavra, assim como o indiv\u00edduo, encontra-se entre duas culturas, n\u00e3o pertencendo totalmente a nenhuma delas: n\u00e3o \u00e9 completamente assimilado ou refuta sua alteridade como Outro. A tr\u00edade fam\u00edlia-educa\u00e7\u00e3o-trabalho ser\u00e1 fundamental para pensar como a constitui\u00e7\u00e3o dos nipo-brasileiros foi formada. Na narrativa, ap\u00f3s a morte da primeira esposa, Hideo casa-se com Shizue, av\u00f3 do protagonista, com a qual formou fam\u00edlia e se mudou de cidade. Ele deixa o trabalho na lavoura em uma fazenda de caf\u00e9 no interior para se tornar dono de um com\u00e9rcio no bairro da Liberdade, em S\u00e3o Paulo e, pouco a pouco, sua adapta\u00e7\u00e3o ao novo pa\u00eds \u00e9 mais vis\u00edvel: \u201cpensou que talvez tivesse que manter Haruo no burajiru gakko e depois, ainda, matricular o outro menino e as meninas, e todos iriam \u00e0 escola aprender a falar, ler e escrever em perfeita l\u00edngua portuguesa e a fazer contas para n\u00e3o serem enganados [&#8230;] j\u00e1 pensava no futuro em terras brasileiras, talvez na cidade, onde os filhos poderiam exercer alguma profiss\u00e3o mais rent\u00e1vel que a de lavrador. Todos estudariam\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ao apresentar a segunda gera\u00e7\u00e3o, Noboru foca principalmente no conflito de seu tio Haruo com o seu av\u00f4 Hideo durante a derrota japonesa na Segunda Guerra Mundial. O assunto ganha maior destaque porque abarca a quest\u00e3o dos ultranacionalistas Shindo-Renmei, j\u00e1 retratados em outras obras brasileiras, como <em>Cora\u00e7\u00f5es sujos <\/em>(2000), de Fernando Morais. Se a obra de Morais \u00e9 um romance-reportagem que pretende ser objetivo sobre o ocorrido, esta n\u00e3o \u00e9 a premissa da obra de Nakasato, que traz o acontecimento pela \u00f3tica da saga familiar e por um olhar da pr\u00f3pria comunidade, apesar de conter a men\u00e7\u00e3o a personagens reais, tal como Cassio Kenro Shimomoto.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O conflito entre <em>nihonjin<\/em> e <em>gaijin<\/em> \u2013 isto \u00e9, \u201cjapon\u00eas\u201d e \u201cestrangeiro\u201d em portugu\u00eas \u2013 \u00e9 abordado principalmente por meio da figura da m\u00e3e do protagonista, que se divide entre seguir a tradi\u00e7\u00e3o familiar, casando-se dentro da pr\u00f3pria comunidade e continuando o que \u00e9 esperado de uma esposa na cultura japonesa, ou ficar com seu amor de juventude. Entretanto, esse aspecto tamb\u00e9m \u00e9 discutido de maneira mais sutil quando, ao se despedir da vizinha Maria, ainda na fazenda Ouro Verde, Hideo afirma que o contato com ela o lembrava de que \u201cestava em terra estrangeira e que gaijin, na verdade, era ele\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A tem\u00e1tica da acultura\u00e7\u00e3o geracional tamb\u00e9m \u00e9 trabalhada de forma direta em trechos em que s\u00e3o expostos os conflitos culturais no ambiente escolar, entre o que era ensinado em casa sobre o modo de agir japon\u00eas e o comportamento exigido na escola, &nbsp;relacionado aos costumes brasileiros, algo claramente percept\u00edvel na mudan\u00e7a dos nomes dos membros familiares: a segunda e a terceira gera\u00e7\u00f5es ainda possuem prenomes japoneses; j\u00e1 os filhos do narrador apresentam nomes duplos como Pedro Hideki e Maria Hisae, mesclando ambas as culturas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Embora tenham menos destaque em compara\u00e7\u00e3o com as figuras masculinas, as personagens femininas apresentam tens\u00f5es nas quest\u00f5es identit\u00e1rias. Na primeira gera\u00e7\u00e3o est\u00e1 Kimie, que representa o prot\u00f3tipo da figura japonesa idealizada tradicional, mesmo que protagonize pequenas rupturas, como sua amizade com a personagem negra Maria. Seu fim tr\u00e1gico tamb\u00e9m simboliza o desterro \u2013 devido \u00e0 inadequa\u00e7\u00e3o \u00e0s necessidades da nova realidade \u2013 e a morte do sonho de retornar ao Jap\u00e3o. Em contraponto a ela, Shizue, a segunda esposa, representa o enraizamento no cen\u00e1rio brasileiro e concretiza o papel de esposa que Hideo reconhecia como ideal nesse est\u00e1gio de acultura\u00e7\u00e3o: \u201cE j\u00e1 se surpreendera observando Shizue na cozinha, r\u00e1pida na lavagem de panelas e pratos, em meio ao cafezal, vigorosa na capina\u00e7\u00e3o de ervas daninhas. [&#8230;] Shizue era baixinha como Kimie, mas pesava mais, seu corpo era robusto, os bra\u00e7os mais grossos. Era uma vantagem. Precisava, ao seu lado, de uma mulher forte, que n\u00e3o reclamasse do trabalho da capina ou da derri\u00e7a\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Na segunda gera\u00e7\u00e3o, Sumie, m\u00e3e do narrador, divide-se entre o dever e a busca pela felicidade individual. A decis\u00e3o de abandonar o marido e ir viver com um <em>gaijin<\/em> apresenta a total ruptura com a tradi\u00e7\u00e3o e exp\u00f5e a rachadura na identidade nipo-brasileira.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A terceira gera\u00e7\u00e3o \u00e9 a de Noburo, que decide ir para o Jap\u00e3o, apresentando no \u00faltimo cap\u00edtulo um vislumbre da saga dos <em>decass\u00e9guis<\/em> brasileiros, formados na maioria por <em>nikkeis <\/em>(descendentes japoneses): \u201cN\u00e3o os convencerei dizendo que \u00e9 mais que um trabalho de decass\u00e9gui, que trabalhar como oper\u00e1rio n\u00e3o \u00e9 um objetivo, mas um meio, que outro n\u00e3o existe, e que ir ao Jap\u00e3o \u00e9 quase um retorno\u201d. O autor n\u00e3o explora a adapta\u00e7\u00e3o \u00e0 rotina das f\u00e1bricas ou \u00e0 cultura japonesa pelos nipo-brasileiros, decidindo por terminar o romance com uma dupla despedida: entre o narrador e seus parentes e entre os leitores e a saga familiar.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Mais importante do que o final da narrativa, contudo, \u00e9 observar como o autor consegue misturar realidade e fic\u00e7\u00e3o para apresentar uma parcela dos imigrantes que comp\u00f5em o povo brasileiro, mas que \u00e9 ainda pouco abordada na literatura nacional, inserindo-se na linhagem de obras como <em>O jardim japon\u00eas<\/em> (1986), de Ana Suzuki; <em>Sonhos bloqueados <\/em>(1991), de Laura Honda-Hasegawa; <em>Ip\u00ea e Sakura: em busca da identidade<\/em> (1988), de Hiroku Nakamura; <em>Sonhos que de c\u00e1 segui<\/em> (1997), de S\u00edlvio Sam e <em>O sol se p\u00f5e em S\u00e3o Paulo<\/em> (2007), de Bernardo Carvalho.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Para saber mais<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">EU e meu av\u00f4 Nihonjin (2025). Dire\u00e7\u00e3o: Celia Catunda. Produ\u00e7\u00e3o: Pinguim Content. Roteiro: Rita Catunda e Oscar Nakasato. (84 min), son., color. Brasil. <\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">ICHIKAWA, Jovanca Kamizi (2018). Nihonjin <em>e<\/em> Cora\u00e7\u00f5es sujos: uma tem\u00e1tica e duas vis\u00f5es. Trabalho de Conclus\u00e3o de Curso (Especializa\u00e7\u00e3o em L\u00edngua Portuguesa e Literatura) \u2013 Universidade Tecnol\u00f3gica Federal do Paran\u00e1, Curitiba.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">LONGHI, Clarisse Lye (2021). <em>As representa\u00e7\u00f5es da mulher nipo-brasileira em <\/em>Nihonjin<em>, de Oscar Nakasato: <\/em>perman\u00eancias e rupturas. Trabalho de Conclus\u00e3o de Curso (Licenciatura em Letras Portugu\u00eas) \u2013 Universidade Tecnol\u00f3gica Federal do Paran\u00e1, Curitiba.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">NAKASATO, Oscar Fussato (2009). <em>Imagens da integra\u00e7\u00e3o e da dualidade<\/em>: personagens nipo-brasileiros na fic\u00e7\u00e3o. S\u00e3o Paulo: Blucher.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">NAKASATO, Oscar (2015). Entrevista com Oscar Nakasato: autor de<em>Nihonjin <\/em>(romance) e imagens da integra\u00e7\u00e3o e da dualidade \u2013 personagens nipo-brasileiros na fic\u00e7\u00e3o (cr\u00edtica e an\u00e1lise liter\u00e1ria)<em>.<\/em> [Entrevista concedida a] Osvaldo Duarte. <em>Polifonia<\/em>, s. l., v. 21, n. 30, p. 289-306. Dispon\u00edvel em: <a href=\"https:\/\/periodicoscientificos.ufmt.br\/ojs\/index.php\/polifonia\/article\/view\/2313\">https:\/\/periodicoscientificos.ufmt.br\/ojs\/index.php\/polifonia\/article\/view\/2313<\/a>. Acesso em: 18 ago. 2025.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">TSUKINO, Shirley Yuri (2025). <em>A representa\u00e7\u00e3o das rela\u00e7\u00f5es migrat\u00f3rias entre Jap\u00e3o e Brasil em obras ficcionais contempor\u00e2neas escritas por autores nipo-brasileiros<\/em>. Disserta\u00e7\u00e3o (Mestrado em Estudos Brasileiros) \u2013 Universidade de Lisboa, Lisboa.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Iconografia<\/strong><\/p>\n\n\n<style type=\"text\/css\">\n#foogallery-gallery-7868.fg-masonry { --fg-gutter: 10px; }<\/style>\n\t\t\t<div class=\"foogallery foogallery-container foogallery-masonry foogallery-lightbox-foogallery fg-center fg-masonry fg-ready fg-transparent fg-round-small fg-shadow-small fg-loading-dots fg-loaded-slide-up fg-captions-bottom fg-hover-fade fg-hover-plus fg-col3\" id=\"foogallery-gallery-7868\" data-foogallery=\"{&quot;item&quot;:{&quot;showCaptionTitle&quot;:true,&quot;showCaptionDescription&quot;:true},&quot;lazy&quot;:true,&quot;template&quot;:{&quot;horizontalOrder&quot;:true}}\" data-foogallery-lightbox=\"{&quot;thumbs&quot;:&quot;bottom&quot;,&quot;thumbsCaptions&quot;:false,&quot;thumbsBestFit&quot;:false,&quot;thumbsSmall&quot;:false,&quot;thumbsCaptionsAlign&quot;:&quot;default&quot;,&quot;info&quot;:&quot;bottom&quot;,&quot;infoVisible&quot;:true,&quot;infoOverlay&quot;:true,&quot;infoAlign&quot;:&quot;default&quot;,&quot;transition&quot;:&quot;fade&quot;,&quot;hoverButtons&quot;:false,&quot;fitMedia&quot;:false,&quot;noScrollbars&quot;:true,&quot;preserveButtonSpace&quot;:true,&quot;buttons&quot;:{&quot;fullscreen&quot;:true,&quot;info&quot;:true,&quot;thumbs&quot;:false},&quot;video&quot;:{&quot;autoPlay&quot;:true}}\" style=\"--fg-title-line-clamp: 0; --fg-description-line-clamp: 0;\" >\n\t\t<div class=\"fg-column-width\"><\/div>\n\t<div class=\"fg-gutter-width\"><\/div>\n\t\t<div class=\"fg-item fg-type-image fg-idle\"><figure class=\"fg-item-inner\"><a href=\"https:\/\/pracaclovis.com\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/Benvira-2011.avif\" data-caption-title=\"Benvir\u00e1, 2011\" data-attachment-id=\"7869\" data-e-disable-page-transition=\"true\" data-type=\"image\" class=\"fg-thumb\"><span class=\"fg-image-wrap\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" title=\"Benvir\u00e1, 2011\" width=\"250\" height=\"381\" class=\"skip-lazy fg-image\" data-src-fg=\"https:\/\/pracaclovis.com\/wp-content\/uploads\/cache\/2026\/03\/Benvira-2011\/1951086116.avif\" src=\"data:image\/svg+xml,%3Csvg%20xmlns%3D%22http%3A%2F%2Fwww.w3.org%2F2000%2Fsvg%22%20width%3D%22250%22%20height%3D%22381%22%20viewBox%3D%220%200%20250%20381%22%3E%3C%2Fsvg%3E\" loading=\"eager\"><\/span><span class=\"fg-image-overlay\"><\/span><\/a><figcaption class=\"fg-caption\"><div class=\"fg-caption-inner\"><div class=\"fg-caption-title\">Benvir\u00e1, 2011<\/div><\/div><\/figcaption><\/figure><div class=\"fg-loader\"><\/div><\/div><div class=\"fg-item fg-type-image fg-idle\"><figure class=\"fg-item-inner\"><a href=\"https:\/\/pracaclovis.com\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/Espanha-Textofilia-2021.avif\" data-caption-title=\"Espanha, Textofilia, 2021\" data-attachment-id=\"7870\" data-e-disable-page-transition=\"true\" data-type=\"image\" class=\"fg-thumb\"><span class=\"fg-image-wrap\"><img decoding=\"async\" title=\"Espanha, Textofilia, 2021\" width=\"250\" height=\"388\" class=\"skip-lazy fg-image\" data-src-fg=\"https:\/\/pracaclovis.com\/wp-content\/uploads\/cache\/2026\/03\/Espanha-Textofilia-2021\/1678335711.avif\" src=\"data:image\/svg+xml,%3Csvg%20xmlns%3D%22http%3A%2F%2Fwww.w3.org%2F2000%2Fsvg%22%20width%3D%22250%22%20height%3D%22388%22%20viewBox%3D%220%200%20250%20388%22%3E%3C%2Fsvg%3E\" loading=\"eager\"><\/span><span class=\"fg-image-overlay\"><\/span><\/a><figcaption class=\"fg-caption\"><div class=\"fg-caption-inner\"><div class=\"fg-caption-title\">Espanha, Textofilia, 2021<\/div><\/div><\/figcaption><\/figure><div class=\"fg-loader\"><\/div><\/div><div class=\"fg-item fg-type-image fg-idle\"><figure class=\"fg-item-inner\"><a href=\"https:\/\/pracaclovis.com\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/Fosforo-2025.avif\" data-caption-title=\"F\u00f3sforo, 2025\" data-attachment-id=\"7871\" data-e-disable-page-transition=\"true\" data-type=\"image\" class=\"fg-thumb\"><span class=\"fg-image-wrap\"><img decoding=\"async\" title=\"F\u00f3sforo, 2025\" width=\"250\" height=\"365\" class=\"skip-lazy fg-image\" data-src-fg=\"https:\/\/pracaclovis.com\/wp-content\/uploads\/cache\/2026\/03\/Fosforo-2025\/2115167232.avif\" src=\"data:image\/svg+xml,%3Csvg%20xmlns%3D%22http%3A%2F%2Fwww.w3.org%2F2000%2Fsvg%22%20width%3D%22250%22%20height%3D%22365%22%20viewBox%3D%220%200%20250%20365%22%3E%3C%2Fsvg%3E\" loading=\"eager\"><\/span><span class=\"fg-image-overlay\"><\/span><\/a><figcaption class=\"fg-caption\"><div class=\"fg-caption-inner\"><div class=\"fg-caption-title\">F\u00f3sforo, 2025<\/div><\/div><\/figcaption><\/figure><div class=\"fg-loader\"><\/div><\/div><\/div><style type=\"text\/css\">.fg-caption-title {font-family: \"Montserrat\", Sans-serif; font-size: 16px; text-align: center;}<\/style>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>NAKASATO, Oscar. Nihonjin. S\u00e3o Paulo: Benvir\u00e1, 2011. Lorena Micaela Vila RealIlustra\u00e7\u00e3o: Nino Palmieri As tens\u00f5es identit\u00e1rias nipo-brasileiras durante o s\u00e9culo XX s\u00e3o retratadas no romance de estreia do escritor e pesquisador Oscar Nakasato (Maring\u00e1, PR, 1963), Nihonjin (2011). Com este livro, o paranaense venceu a 54\u00aa edi\u00e7\u00e3o do Pr\u00eamio Jabuti em 2012. Relan\u00e7ado em 2025 [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":4,"featured_media":7957,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"categories":[555],"tags":[151,114,115,92,59],"cronologia":[34],"estado":[202],"regiaodaautoria":[42],"autoria":[249],"class_list":["post-7867","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-romance","tag-drama-familiar","tag-identidade","tag-memoria","tag-migracao","tag-romance-historico","cronologia-34","estado-parana","regiaodaautoria-sul","autoria-autoriamasculina"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pracaclovis.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/7867","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pracaclovis.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pracaclovis.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pracaclovis.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/4"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pracaclovis.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=7867"}],"version-history":[{"count":4,"href":"https:\/\/pracaclovis.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/7867\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":8102,"href":"https:\/\/pracaclovis.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/7867\/revisions\/8102"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pracaclovis.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/7957"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pracaclovis.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=7867"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pracaclovis.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=7867"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pracaclovis.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=7867"},{"taxonomy":"cronologia","embeddable":true,"href":"https:\/\/pracaclovis.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcronologia&post=7867"},{"taxonomy":"estado","embeddable":true,"href":"https:\/\/pracaclovis.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Festado&post=7867"},{"taxonomy":"regiaodaautoria","embeddable":true,"href":"https:\/\/pracaclovis.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fregiaodaautoria&post=7867"},{"taxonomy":"autoria","embeddable":true,"href":"https:\/\/pracaclovis.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fautoria&post=7867"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}