{"id":7862,"date":"2026-04-22T12:25:02","date_gmt":"2026-04-22T15:25:02","guid":{"rendered":"https:\/\/pracaclovis.com\/?p=7862"},"modified":"2026-04-22T12:25:02","modified_gmt":"2026-04-22T15:25:02","slug":"marrom-e-amarelo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pracaclovis.com\/?p=7862","title":{"rendered":"Marrom e amarelo"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"has-background wp-block-paragraph\" style=\"background-color:#e1dede\">SCOTT, Paulo. <em>Marrom e amarelo<\/em>. Rio de Janeiro: Alfaguara, 2019.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-right wp-block-paragraph\">Pen\u00e9lope Eiko Aragaki Salles<br><em>Ilustra\u00e7\u00e3o: L\u00e9o Tavares<\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Escritor premiado, Paulo Scott (Porto Alegre, RS, 1966) \u00e9 formado em Direito. Deixou a carreira como advogado e professor universit\u00e1rio para se dedicar integralmente \u00e0 escrita. Al\u00e9m de escrever ensaios e roteiros, colabora com revistas e jornais de cultura do pa\u00eds e do exterior.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O romance <em>Marrom e amarelo <\/em>(2019) acompanha a trajet\u00f3ria de dois irm\u00e3os, Federico (Amarelo) e Louren\u00e7o (Marrom), filhos de pai negro e m\u00e3e branca. A narrativa se constr\u00f3i no contraste entre suas experi\u00eancias marcadas pelo colorismo: Federico, pardo de pele clara e cabelo liso, \u00e9 frequentemente percebido como branco e se torna cientista social e ativista antirracista; j\u00e1 Louren\u00e7o, negro de pele retinta, enfrenta cotidianamente o racismo e tenta conviver com ele de forma mais naturalizada, tornando-se t\u00e9cnico de basquete de um time juvenil. O romance evidencia como o colorismo implica experi\u00eancias distintas de privil\u00e9gio ou viol\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O tempo narrativo alterna entre passado e presente, estruturando-se em flashbacks que conectam a juventude de Federico \u00e0 sua atua\u00e7\u00e3o pol\u00edtica e acad\u00eamica na vida adulta. A trama concentra-se em dois momentos centrais: em 1984, per\u00edodo de forma\u00e7\u00e3o identit\u00e1ria, no bairro do Partenon, em Porto Alegre, marcado pelo cotidiano familiar e pelas tens\u00f5es raciais vividas na juventude; e em 2016, quando Federico, j\u00e1 aos 49 anos, participa em Bras\u00edlia de uma comiss\u00e3o ministerial encarregada de discutir crit\u00e9rios de identifica\u00e7\u00e3o para cotas raciais em universidades. Bras\u00edlia surge como o espa\u00e7o institucional onde se debatem pol\u00edticas de a\u00e7\u00e3o afirmativa e se problematizam a autoidentifica\u00e7\u00e3o e a burocratiza\u00e7\u00e3o do debate racial. \u00c9 tamb\u00e9m o lugar em que a mem\u00f3ria do protagonista \u00e9 acionada, levando-o a se lembrar de epis\u00f3dios traum\u00e1ticos da inf\u00e2ncia e adolesc\u00eancia. O romance, contudo, ultrapassa esses espa\u00e7os, sugerindo uma ambienta\u00e7\u00e3o nacional, pois discute a experi\u00eancia brasileira do racismo, do mito da democracia racial e do apagamento da ancestralidade negra.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A narrativa \u00e9 conduzida em primeira pessoa por Federico, num estilo marcado pelo fluxo de consci\u00eancia, pela raiva e pela urg\u00eancia de sua fala, que mescla reflex\u00e3o pol\u00edtica e lembran\u00e7as \u00edntimas. Sua voz \u00e9 subjetiva, inquieta e fragmentada, revelando n\u00e3o apenas a milit\u00e2ncia e o engajamento do protagonista, mas tamb\u00e9m sua culpa, contradi\u00e7\u00f5es e ambiguidades identit\u00e1rias. O retorno constante ao passado exp\u00f5e feridas n\u00e3o cicatrizadas e questiona de que maneira o racismo molda as subjetividades.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Por meio da hist\u00f3ria dessa fam\u00edlia negra de classe m\u00e9dia composta por um pai, perito policial e descrito como negro retinto, e uma m\u00e3e, identificada como branca, que vive em um bairro de maioria branca, o romance confronta o leitor com o racismo estrutural, o colorismo, as quest\u00f5es de identidade e privil\u00e9gio, bem como com o pacto da branquitude. A figura da m\u00e3e, que insiste em considerar a fam\u00edlia toda como negra, gera para Federico um dilema identit\u00e1rio: embora educado nessa perspectiva, socialmente ele \u00e9 lido como branco. Esse n\u00e3o lugar em que se encontra provoca nele uma crise de pertencimento atravessada por dilemas de identidade e culpa. As diferentes percep\u00e7\u00f5es raciais entre os irm\u00e3os e a postura materna revelam, assim, tens\u00f5es intergeracionais no entendimento da negritude.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Para ilustrar esse ponto, apresenta-se um trecho do romance em que Federico \u00e9 interpelado por Caio, dono do bar Guitarreiro, sobre a rela\u00e7\u00e3o entre eles e o passado no bairro do Partenon: \u201c[&#8230;] Tu \u00e9 metid\u00e3o, Federico, sempre foi, olha tua cor, olha o teu cabelo, o jeito que tu usa esse teu cabelo lambido, Tu tem essa tua casca de branco, essa pele-passe livre do caralho, Tu nunca vai entender o que \u00e9 ser preto, ser um fodido perseguido vinte e quatro horas na tua rua, no teu bairro, na tua cidade, Tu n\u00e3o sabe, Tu \u00e9 metid\u00e3o\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O uso da segunda pessoa (\u201cTu\u201d) e de express\u00f5es coloquiais (\u201cmetid\u00e3o\u201d, \u201cessa pele-passe livre do caralho\u201d) cria uma cena de confronto direto, marcada pela oralidade e pela agressividade. Esse recurso estil\u00edstico faz o leitor sentir a viol\u00eancia verbal como um ataque corporal, quase perform\u00e1tico. O discurso n\u00e3o \u00e9 mediado, mas cuspido, em um ritmo que reproduz a raiva e a m\u00e1goa acumuladas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Nesse trecho, Caio evidencia a diferen\u00e7a entre ser um negro retinto (ele e Louren\u00e7o) e ser um pardo de pele clara (Federico). Este \u00e9 acusado de ter uma \u201ccasca de branco\u201d, um \u201cpasse livre\u201d que o isenta de persegui\u00e7\u00f5es policiais e de hostilidades cotidianas, enquanto Louren\u00e7o e Caio vivenciam o racismo em sua forma mais direta e inescap\u00e1vel: \u201cser um fodido perseguido vinte e quatro horas na tua rua, no teu bairro, na tua cidade\u201d. Federico, por sua pele clara, n\u00e3o partilha desse mesmo destino. Tanto Louren\u00e7o quanto Caio carregam no corpo o signo imediato da racializa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A fala de Caio mostra que, no Brasil contempor\u00e2neo, a cor ainda define as possibilidades de circula\u00e7\u00e3o, seguran\u00e7a e dignidade. Essa distin\u00e7\u00e3o revela que o racismo n\u00e3o se distribui de forma uniforme: ele opera segundo grada\u00e7\u00f5es de pele, hierarquizando subjetividades dentro da pr\u00f3pria popula\u00e7\u00e3o negra.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Durante a conversa entre os dois, Caio ironiza Federico como \u201cporta-voz da galera\u201d e \u201crei da teoria\u201d, apontando o risco de um discurso antirracista proferido a partir de um lugar de privil\u00e9gio. Federico, apesar de engajado, nunca experimentou de forma plena a viol\u00eancia cotidiana vivida pelo irm\u00e3o e pelo pr\u00f3prio Caio, ainda mais marginalizado por ter vivido na rua, pedindo esmolas e lanches quando garoto. Assim, ele exp\u00f5e uma cr\u00edtica \u00e0 milit\u00e2ncia mediada por intelectuais que, embora bem-intencionados, falam \u201cem nome de\u201d uma experi\u00eancia que n\u00e3o os atravessa com a mesma intensidade.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A interpela\u00e7\u00e3o de Caio questiona a legitimidade de Federico como porta-voz, denunciando o risco de o discurso sobre a negritude ser apropriado por quem n\u00e3o vivencia as camadas mais brutais do racismo. A cr\u00edtica \u00e9 contundente porque toca num ponto nevr\u00e1lgico: at\u00e9 que ponto Federico, com sua \u201cpele-passe livre\u201d, pode se colocar como representante da luta negra?<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A acusa\u00e7\u00e3o de que Federico \u201cnunca vai entender o que \u00e9 ser preto\u201d explicita essa cis\u00e3o subjetiva: mesmo dentro da mesma fam\u00edlia, o racismo divide, hierarquiza e instala ressentimentos. Esse ataque verbal evidencia o dilema identit\u00e1rio do narrador: reconhecido como negro dentro de casa, mas como branco fora dela, Federico ocupa um lugar amb\u00edguo e contradit\u00f3rio, que lhe confere tanto privil\u00e9gios quanto culpas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A repeti\u00e7\u00e3o da palavra \u201cmetid\u00e3o\u201d refor\u00e7a a acusa\u00e7\u00e3o e funciona como martelada discursiva, reduzindo-o \u00e0 sua contradi\u00e7\u00e3o: algu\u00e9m que goza de privil\u00e9gios enquanto se apresenta como protagonista da luta racial. Essa viol\u00eancia verbal \u00e9 tamb\u00e9m uma forma de resist\u00eancia, pois Caio devolve, pela linguagem, a desigualdade hist\u00f3rica que o atravessa.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O discurso de Caio \u00e9 exemplar ao ilustrar o colorismo, n\u00e3o em termos abstratos, mas na carne da linguagem e nas rela\u00e7\u00f5es familiares. A cena apresenta a impossibilidade de uma viv\u00eancia homog\u00eanea da negritude no Brasil, expondo o abismo entre teoria e pr\u00e1tica na milit\u00e2ncia e tensionando o lugar do narrador, que, embora engajado, nunca poder\u00e1 acessar plenamente a experi\u00eancia do racismo sofrido pelo irm\u00e3o. Trata-se, portanto, de um momento-chave do romance, em que identidade, ressentimento, privil\u00e9gio e dor se condensam.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A passagem evidencia um dilema mais amplo da identidade negra no Brasil: a experi\u00eancia da negritude \u00e9 fragmentada, atravessada por grada\u00e7\u00f5es de pele que implicam diferentes n\u00edveis de privil\u00e9gio ou opress\u00e3o. A milit\u00e2ncia racial enfrenta, nesse contexto, o desafio de equilibrar a voz dos que t\u00eam maior visibilidade com a experi\u00eancia dos que sofrem a viol\u00eancia de forma mais direta. A raiva de Caio cumpre uma dupla fun\u00e7\u00e3o, de den\u00fancia e resist\u00eancia, ao desvelar as contradi\u00e7\u00f5es do mito da democracia racial brasileira.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Assim, o centro da trama em <em>Marrom e amarelo<\/em> concentra-se justamente na mem\u00f3ria traum\u00e1tica e nas reverbera\u00e7\u00f5es subjetivas e pol\u00edticas de epis\u00f3dios como esse na vida de Federico e de sua fam\u00edlia. Scott utiliza essa premissa para explorar a complexa rela\u00e7\u00e3o entre brancos, negros e pardos no Brasil, bem como os mecanismos de um racismo estrutural que, ainda hoje, ecoa os resqu\u00edcios da escravid\u00e3o. Sua complexidade reside em mostrar que o racismo tamb\u00e9m atua no interior da pr\u00f3pria popula\u00e7\u00e3o negra, a partir das hierarquias produzidas pelo colorismo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ao examinar as identidades raciais, <em>Marrom e amarelo<\/em> revela o lugar amb\u00edguo do pardo claro no Brasil, dividido entre a identidade negra da fam\u00edlia e os privil\u00e9gios concedidos por sua apar\u00eancia. Al\u00e9m disso, afirma-se como um romance relevante na literatura brasileira contempor\u00e2nea, por articular subjetividade e pol\u00edtica em torno do racismo e do colorismo. Sua narrativa n\u00e3o oferece respostas f\u00e1ceis, mas exp\u00f5e as contradi\u00e7\u00f5es hist\u00f3ricas e individuais da sociedade brasileira com uma prosa contundente, que entrela\u00e7a mem\u00f3ria, den\u00fancia social e trauma racial.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Para saber mais<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">GOMES, Fernanda de Souza (2022). <em>Marrom e amarelo<\/em>: os efeitos \u00edntimos do modelo de racializa\u00e7\u00e3o no Brasil. <em>Gama Revista<\/em>, nov. Dispon\u00edvel em: <a href=\"https:\/\/gamarevista.uol.com.br\/cultura\/marrom-e-amarelo-os-efeitos-intimos-do-modelo-de-racializacao-no-brasil\/\">https:\/\/gamarevista.uol.com.br\/cultura\/marrom-e-amarelo-os-efeitos-intimos-do-modelo-de-racializacao-no-brasil\/<\/a>. Acesso em: 3 set. 2025.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">RABELLO, Ivone Dar\u00e9 (2022). Pol\u00edticas institucionais e movimentos sociais: a trajet\u00f3ria de Federico \u2013 sobre <em>Marrom e amarelo<\/em>, de Paulo Scott. <em>Opini\u00e3es,<\/em> S\u00e3o Paulo, n. 21, p. 103-112. Dispon\u00edvel em: <a href=\"http:\/\/www.revistas.usp.br\/opiniaes\/article\/view\/204454\">http:\/\/www.revistas.usp.br\/opiniaes\/article\/view\/204454<\/a>. Acesso em: 2 set. 2025.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Iconografia<\/strong><\/p>\n\n\n<style type=\"text\/css\">\n#foogallery-gallery-7863.fg-masonry { --fg-gutter: 10px; }<\/style>\n\t\t\t<div class=\"foogallery foogallery-container foogallery-masonry foogallery-lightbox-foogallery fg-center fg-masonry fg-ready fg-transparent fg-round-small fg-shadow-small fg-loading-dots fg-loaded-slide-up fg-captions-bottom fg-hover-fade fg-hover-plus fg-col3\" id=\"foogallery-gallery-7863\" data-foogallery=\"{&quot;item&quot;:{&quot;showCaptionTitle&quot;:true,&quot;showCaptionDescription&quot;:true},&quot;lazy&quot;:true,&quot;template&quot;:{&quot;horizontalOrder&quot;:true}}\" data-foogallery-lightbox=\"{&quot;thumbs&quot;:&quot;bottom&quot;,&quot;thumbsCaptions&quot;:false,&quot;thumbsBestFit&quot;:false,&quot;thumbsSmall&quot;:false,&quot;thumbsCaptionsAlign&quot;:&quot;default&quot;,&quot;info&quot;:&quot;bottom&quot;,&quot;infoVisible&quot;:true,&quot;infoOverlay&quot;:true,&quot;infoAlign&quot;:&quot;default&quot;,&quot;transition&quot;:&quot;fade&quot;,&quot;hoverButtons&quot;:false,&quot;fitMedia&quot;:false,&quot;noScrollbars&quot;:true,&quot;preserveButtonSpace&quot;:true,&quot;buttons&quot;:{&quot;fullscreen&quot;:true,&quot;info&quot;:true,&quot;thumbs&quot;:false},&quot;video&quot;:{&quot;autoPlay&quot;:true}}\" style=\"--fg-title-line-clamp: 0; --fg-description-line-clamp: 0;\" >\n\t\t<div class=\"fg-column-width\"><\/div>\n\t<div class=\"fg-gutter-width\"><\/div>\n\t\t<div class=\"fg-item fg-type-image fg-idle\"><figure class=\"fg-item-inner\"><a href=\"https:\/\/pracaclovis.com\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/Alfaguara-2019.avif\" data-caption-title=\"Alfaguara, 2019\" data-attachment-id=\"7864\" data-e-disable-page-transition=\"true\" data-type=\"image\" class=\"fg-thumb\"><span class=\"fg-image-wrap\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" title=\"Alfaguara, 2019\" width=\"250\" height=\"391\" class=\"skip-lazy fg-image\" data-src-fg=\"https:\/\/pracaclovis.com\/wp-content\/uploads\/cache\/2026\/03\/Alfaguara-2019\/2758327609.avif\" src=\"data:image\/svg+xml,%3Csvg%20xmlns%3D%22http%3A%2F%2Fwww.w3.org%2F2000%2Fsvg%22%20width%3D%22250%22%20height%3D%22391%22%20viewBox%3D%220%200%20250%20391%22%3E%3C%2Fsvg%3E\" loading=\"eager\"><\/span><span class=\"fg-image-overlay\"><\/span><\/a><figcaption class=\"fg-caption\"><div class=\"fg-caption-inner\"><div class=\"fg-caption-title\">Alfaguara, 2019<\/div><\/div><\/figcaption><\/figure><div class=\"fg-loader\"><\/div><\/div><\/div><style type=\"text\/css\">.fg-caption-title {font-family: \"Montserrat\", Sans-serif; font-size: 16px; text-align: center;}<\/style>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>SCOTT, Paulo. Marrom e amarelo. Rio de Janeiro: Alfaguara, 2019. Pen\u00e9lope Eiko Aragaki SallesIlustra\u00e7\u00e3o: L\u00e9o Tavares Escritor premiado, Paulo Scott (Porto Alegre, RS, 1966) \u00e9 formado em Direito. Deixou a carreira como advogado e professor universit\u00e1rio para se dedicar integralmente \u00e0 escrita. 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