{"id":7856,"date":"2026-04-20T16:32:22","date_gmt":"2026-04-20T19:32:22","guid":{"rendered":"https:\/\/pracaclovis.com\/?p=7856"},"modified":"2026-04-20T16:35:03","modified_gmt":"2026-04-20T19:35:03","slug":"lili-passeata","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pracaclovis.com\/?p=7856","title":{"rendered":"Lili Passeata"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"has-background wp-block-paragraph\" style=\"background-color:#e1dede\">GUERRA, Guido. <em>Lili Passeata<\/em>. Rio de Janeiro: Civiliza\u00e7\u00e3o brasileira, 1978.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-right wp-block-paragraph\">Jhenifer Alves Teixeira<br><em>Ilustra\u00e7\u00e3o: Sofia Izar<\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><em>Lili Passeata<\/em>, romance de Guido Guerra (Santaluz, BA, 1943 \u2013 Salvador, BA, 2006) publicado em 1978, surge em um Brasil assolado pela repress\u00e3o e pela censura impostas pela Ditadura Militar de 1964. Ao longo de suas 167 p\u00e1ginas, a obra mescla den\u00fancia social, humor ir\u00f4nico e uma s\u00e9ria reflex\u00e3o sobre a absor\u00e7\u00e3o de valores contradit\u00f3rios com os quais se confronta toda uma gera\u00e7\u00e3o moldada a partir do grito for\u00e7osamente silenciado. Ambientada nos limites urbanos da cidade de Salvador, no Brasil, durante a vig\u00eancia do Ato Institucional n\u00ba 5, per\u00edodo em que a viol\u00eancia imposta pelo maquin\u00e1rio repressivo assumiu propor\u00e7\u00f5es hediondas, a narrativa explora temas como o irremedi\u00e1vel desvanecer do esp\u00edrito combativo de uma juventude marcada pela opress\u00e3o estatal, a conformada desilus\u00e3o e a tens\u00e3o entre os devaneios revolucion\u00e1rios e a asfixiante realidade do autoritarismo. Com um forte tom jornal\u00edstico e investigativo, Guerra constr\u00f3i a figura emblem\u00e1tica, mas sobretudo controversa, de At\u00edlia Pereira, que recebe o nome de guerra \u201cLili Passeata\u201d, cuja rebeldia insubordin\u00e1vel se torna um s\u00edmbolo de resist\u00eancia diante do poder coercitivo do Estado.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O percurso de vida do autor \u00e9 imperativo para refletir, de maneira aprofundada, sobre a obra. Jornalista desde os dezenove anos de idade, Guerra tornou-se reconhecido pela espontaneidade de suas cr\u00f4nicas, que, ao revisitarem ficcionalmente a cidade de Salvador durante o regime, assumiam um car\u00e1ter irreverente e inconformado. Essa postura lhe rendeu uma s\u00e9rie de amea\u00e7as de encarceramento durante o governo do general Em\u00edlio Garrastazu M\u00e9dici (1969-1974).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O conjunto de sua produ\u00e7\u00e3o liter\u00e1ria imprime o desconforto de sua viv\u00eancia em um regime pol\u00edtico antidemocr\u00e1tico sem, contudo, adotar o t\u00edpico tom panflet\u00e1rio comum aos textos ficcionais da \u201cgera\u00e7\u00e3o liter\u00e1ria de 64\u201d \u2013 como ficou conhecido o enquadramento de escritores que produziram obras a partir da Ditadura Militar. Para isso, muniu seus escritos de uma linguagem ir\u00f4nica e sagaz, mas, tamb\u00e9m, extremamente aversa ao ajuizamento for\u00e7ado.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A narrativa de <em>Lili Passeata<\/em> acompanha a vida de At\u00edlia Pereira, uma jovem universit\u00e1ria que se torna conhecida, na trama, por seu esp\u00edrito inflamado e combativo diante dos valores conservadores prescritos pelo poder pol\u00edtico vigente. Desde o in\u00edcio, a personagem \u00e9 constru\u00edda a partir da impress\u00e3o que provocava nas pessoas que, direta ou indiretamente, tomavam conhecimento de sua hist\u00f3ria e atua\u00e7\u00e3o nos movimentos revolucion\u00e1rios dos quais participava nas ruas de Salvador na d\u00e9cada de 1960, provida de uma s\u00e9rie de tabuletas a estampar slogans panflet\u00e1rios de cunho marxista e feminista, como \u201cAbaixo a explora\u00e7\u00e3o do homem pelo homem\u201d e \u201c<em>Go home<\/em>, imperialistas!\u201d. Esses discursos ideol\u00f3gicos, gritados a plenos pulm\u00f5es pela multid\u00e3o de jovens sonhadores comandados por Lili, colidem com o asfixiante v\u00e9u da realidade social e pol\u00edtica que desaba incessantemente sobre as passeatas, enfraquecendo-as at\u00e9 que o grito, exaltado a princ\u00edpio, n\u00e3o passe de um murm\u00fario abafado.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Al\u00e9m disso, Lili representa a dissolu\u00e7\u00e3o do esp\u00edrito revolucion\u00e1rio diante da viol\u00eancia empregada pelo poderio militar. A rebeldia e a disposi\u00e7\u00e3o para enfrentar as amea\u00e7as de tortura e pris\u00e3o s\u00e3o substitu\u00eddas, ao longo da narrativa, por um sentimento infamiliar de conformidade em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s injusti\u00e7as sociais. O mundo, \u00e0s avessas, parece ser aceito sem questionamentos. A protagonista da narrativa configura, nesse sentido, uma incontorn\u00e1vel contradi\u00e7\u00e3o: ao mesmo tempo em que se engaja em lutas coletivas, liderando passeatas contra o autoritarismo dos regimes fascistas, \u00e9 incapaz de vencer as mudan\u00e7as do tempo, esquecendo-se de si e de tudo \u2013 de todas as lutas revolucion\u00e1rias que defendia nas ruas, clamando pela democracia e pelo fim do sil\u00eancio obrigat\u00f3rio; de todas as c\u00e9lebres cita\u00e7\u00f5es de Che Guevara, Marx, Vin\u00edcius de Moraes e Brecht, desaprendidas, a pulso, pela ex-grevista.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">J\u00e1 adulta e casada com Ant\u00f4nio Serafim, advogado e professor universit\u00e1rio, At\u00edlia desmorona diante dos aparelhos de repress\u00e3o caracter\u00edsticos do contexto da Ditadura Militar. Ap\u00f3s sua \u00faltima pris\u00e3o, em 1968, a personagem, abdicando de seu nome de guerra e sentindo-se \u201cpela metade, sem voz nas ruas, acuada\u201d, \u00e9 posta em liberdade sob a premissa de um \u201cdescondicionamento por meios pac\u00edficos, sil\u00eancio reobtido\u201d. As passeatas de outrora s\u00e3o substitu\u00eddas pelo encarceramento da protagonista em sua pr\u00f3pria resid\u00eancia. Ali, autorizada a sair somente mediante a permiss\u00e3o pr\u00e9via do marido, Lili se descaracteriza, mofando como os seus livros proibidos na estante. A emblem\u00e1tica roupa do julgamento, uma minissaia vermelha, que expressava sua ousadia diante da opress\u00e3o empregada pelos policiais corrompidos, cede lugar ao colar de ouro da Cartier.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u00c9 o reencontro inesperado com o Outro, ex-grevista tamb\u00e9m, que provoca em Lili um desconforto diante do novo papel que desempenha socialmente. Ao observar o estado envelhecido, ausente e, sobretudo, conformado de Jo\u00e3o Porta de Sindicato (como era apelidado pelos colegas de passeata), a protagonista \u00e9 estimulada a refletir sobre a pr\u00f3pria condi\u00e7\u00e3o: a de estar sepultada dentro de si. Essa tens\u00e3o ocasionada pelo encontro evidencia, ainda mais, a degrada\u00e7\u00e3o das personagens diante das mudan\u00e7as que assolaram o cen\u00e1rio urbano no per\u00edodo de maior vigor da Ditadura Militar, isto \u00e9, a imposi\u00e7\u00e3o de uma esp\u00e9cie de tortura emudecida e o ataque aos direitos civis e pol\u00edticos de quaisquer indiv\u00edduos que ousassem desestruturar as r\u00edgidas amarras erguidas pelo Regime e por seus valores patriarcais ultraconservadores. Sob essa perspectiva, o leitor, ao mesmo tempo em que simpatiza com o destino solit\u00e1rio e ir\u00f4nico das figuras narrativas, reconhece, tamb\u00e9m, a presen\u00e7a de uma estrutura engessada e imperme\u00e1vel que circunda a realidade pr\u00e1tica na qual a trama \u00e9 desencadeada.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O t\u00edtulo da obra expressa precisamente essa ironia. <em>Lili Passeata<\/em> \u00e9 um contrassenso por si s\u00f3, pois sugere uma narrativa quase \u00e9pica dos feitos da rebelde que liderava multid\u00f5es pelas ruas de Salvador. No entanto, o que o leitor encontra, reunidos na sucinta obra, s\u00e3o trechos do antigo di\u00e1rio de At\u00edlia Pereira, textos de documentos oficiais e depoimentos de outros personagens que entraram em contato com a protagonista. A figura feminina controversa que imprime seu nome no t\u00edtulo da obra j\u00e1 n\u00e3o existe. Tudo o que se sabe sobre sua hist\u00f3ria e suas lutas revolucion\u00e1rias depende do olhar sens\u00edvel de quem, durante a narrativa, a acompanhou \u2013 Jos\u00e9 da Costa, rep\u00f3rter; Bico de Bule, testemunha ocular respons\u00e1vel pela pris\u00e3o da jovem incorrig\u00edvel; Lamenha J\u00fanior, ex-rep\u00f3rter que a entrevistou no dia de seu julgamento; al\u00e9m de outras micronarrativas que revisitam o passado da hero\u00edna, j\u00e1 morta no interior de si.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Cabe salientar, nesse sentido, que, ao combinar esses variados g\u00eaneros textuais com o intuito de construir uma verdade multifacetada e polif\u00f4nica, Guerra evidencia ainda mais a impossibilidade de se enfrentar, por conta pr\u00f3pria, os desafios impostos pelo regime. A busca pela mem\u00f3ria coletiva assume, nesse \u00ednterim, um papel crucial para a narrativa, pois \u00e9 somente a partir do resgate fragmentado e impreciso da vida de Lili Passeata, gravado \u00e0 for\u00e7a nos relatos das demais personagens, fascinadas pela insubordina\u00e7\u00e3o e pela ousadia da ex-grevista, que o leitor toma conhecimento de sua imagem ficcionalizada e, portanto, atemporal.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Por meio de sua escrita sagaz e de suas personagens perdidas no interior de um passado brutal e inolvid\u00e1vel, Guerra criou uma narrativa que transborda os limites do contexto social e pol\u00edtico no qual foi publicada, configurando, destarte, uma obra perene e imperativa em tempos de propaga\u00e7\u00e3o de discursos totalit\u00e1rios. A reflex\u00e3o velada no subtexto do inevit\u00e1vel senso de conformidade que assola, como praga infecciosa, os elementos narrativos da obra evidencia uma necessidade crescente de resist\u00eancia humana frente ao surgimento de sistemas opressores. Tal \u00e9 a eterna luta contra \u201ca explora\u00e7\u00e3o do homem pelo homem\u201d que estampava os cartazes de Lili enquanto, aos gritos, marchava pelas ruas da cidade a fim de defender a abertura pol\u00edtica.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em suma, <em>Lili Passeata<\/em> \u00e9 uma obra que articula, a partir da ironia, da den\u00fancia social e da linguagem jornal\u00edstica, o esfacelamento da alma revolucion\u00e1ria durante a Ditadura Militar de 1964 no Brasil. A trajet\u00f3ria de At\u00edlia Pereira, uma jovem silenciada pelo sistema pol\u00edtico que combate, encarna as tens\u00f5es entre o sonho da mocidade e a realidade, sisuda e atroz. Guerra, dotado de uma linguagem que transita entre a subjetividade dos textos pessoais e a objetividade dos documentos de car\u00e1ter jornal\u00edstico, constr\u00f3i um retrato rico e ir\u00f4nico da sociedade brasileira durante a instaura\u00e7\u00e3o de regimes totalit\u00e1rios. A narrativa permanece atual ao denunciar, com sutileza e sagacidade, os perigos do esquecimento e da conformidade, evidenciando, portanto, a necessidade de resgate da mem\u00f3ria coletiva para que o passado, mascarado sob a forma de discursos falsamente libertadores, n\u00e3o venha a se repetir.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Para saber mais<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">SANTOS, Elmo (2019). Discursos meia-oito e o dialogismo em movimentos. <em>Conex\u00e3o Letras<\/em>, Porto Alegre, v. 14, n. 22, p. 119-134. Dispon\u00edvel em: <a href=\"https:\/\/seer.ufrgs.br\/conexaoletras\/article\/view\/98125\">https:\/\/seer.ufrgs.br\/conexaoletras\/article\/view\/98125<\/a>. Acesso em: 16 ago. 2025.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">SILVA, Paulo Santos (2011). O caminho das letras: literatura e pol\u00edtica na Bahia do s\u00e9culo XX. <em>Letras de Hoje<\/em>, Porto Alegre, v. 46, n. 4, p. 75-82. Dispon\u00edvel em: <a href=\"https:\/\/revistaseletronicas.pucrs.br\/fale\/article\/view\/10209\">https:\/\/revistaseletronicas.pucrs.br\/fale\/article\/view\/10209<\/a>. Acesso em: 16 ago. 2025.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Iconografia<\/strong><\/p>\n\n\n<style type=\"text\/css\">\n#foogallery-gallery-7857.fg-masonry { --fg-gutter: 10px; }<\/style>\n\t\t\t<div class=\"foogallery foogallery-container foogallery-masonry foogallery-lightbox-foogallery fg-center fg-masonry fg-ready fg-transparent fg-round-small fg-shadow-small fg-loading-dots fg-loaded-slide-up fg-captions-bottom fg-hover-fade fg-hover-plus fg-col3\" id=\"foogallery-gallery-7857\" data-foogallery=\"{&quot;item&quot;:{&quot;showCaptionTitle&quot;:true,&quot;showCaptionDescription&quot;:true},&quot;lazy&quot;:true,&quot;template&quot;:{&quot;horizontalOrder&quot;:true}}\" data-foogallery-lightbox=\"{&quot;thumbs&quot;:&quot;bottom&quot;,&quot;thumbsCaptions&quot;:false,&quot;thumbsBestFit&quot;:false,&quot;thumbsSmall&quot;:false,&quot;thumbsCaptionsAlign&quot;:&quot;default&quot;,&quot;info&quot;:&quot;bottom&quot;,&quot;infoVisible&quot;:true,&quot;infoOverlay&quot;:true,&quot;infoAlign&quot;:&quot;default&quot;,&quot;transition&quot;:&quot;fade&quot;,&quot;hoverButtons&quot;:false,&quot;fitMedia&quot;:false,&quot;noScrollbars&quot;:true,&quot;preserveButtonSpace&quot;:true,&quot;buttons&quot;:{&quot;fullscreen&quot;:true,&quot;info&quot;:true,&quot;thumbs&quot;:false},&quot;video&quot;:{&quot;autoPlay&quot;:true}}\" style=\"--fg-title-line-clamp: 0; --fg-description-line-clamp: 0;\" >\n\t\t<div class=\"fg-column-width\"><\/div>\n\t<div class=\"fg-gutter-width\"><\/div>\n\t\t<div class=\"fg-item fg-type-image fg-idle\"><figure class=\"fg-item-inner\"><a href=\"https:\/\/pracaclovis.com\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/Civilizacao-Brasileira-1978.avif\" data-caption-title=\"Civiliza\u00e7\u00e3o Brasileira, 1978\" data-attachment-id=\"7858\" data-e-disable-page-transition=\"true\" data-type=\"image\" class=\"fg-thumb\"><span class=\"fg-image-wrap\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" title=\"Civiliza\u00e7\u00e3o Brasileira, 1978\" width=\"250\" height=\"385\" class=\"skip-lazy fg-image\" data-src-fg=\"https:\/\/pracaclovis.com\/wp-content\/uploads\/cache\/2026\/03\/Civilizacao-Brasileira-1978\/3650058752.avif\" src=\"data:image\/svg+xml,%3Csvg%20xmlns%3D%22http%3A%2F%2Fwww.w3.org%2F2000%2Fsvg%22%20width%3D%22250%22%20height%3D%22385%22%20viewBox%3D%220%200%20250%20385%22%3E%3C%2Fsvg%3E\" loading=\"eager\"><\/span><span class=\"fg-image-overlay\"><\/span><\/a><figcaption class=\"fg-caption\"><div class=\"fg-caption-inner\"><div class=\"fg-caption-title\">Civiliza\u00e7\u00e3o Brasileira, 1978<\/div><\/div><\/figcaption><\/figure><div class=\"fg-loader\"><\/div><\/div><div class=\"fg-item fg-type-image fg-idle\"><figure class=\"fg-item-inner\"><a href=\"https:\/\/pracaclovis.com\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/Circulo-do-Livro-1980.avif\" data-caption-title=\"C\u00edrculo do Livro, 1980\" data-attachment-id=\"7859\" data-e-disable-page-transition=\"true\" data-type=\"image\" class=\"fg-thumb\"><span class=\"fg-image-wrap\"><img decoding=\"async\" title=\"C\u00edrculo do Livro, 1980\" width=\"250\" height=\"426\" class=\"skip-lazy fg-image\" data-src-fg=\"https:\/\/pracaclovis.com\/wp-content\/uploads\/cache\/2026\/03\/Circulo-do-Livro-1980\/788414900.avif\" src=\"data:image\/svg+xml,%3Csvg%20xmlns%3D%22http%3A%2F%2Fwww.w3.org%2F2000%2Fsvg%22%20width%3D%22250%22%20height%3D%22426%22%20viewBox%3D%220%200%20250%20426%22%3E%3C%2Fsvg%3E\" loading=\"eager\"><\/span><span class=\"fg-image-overlay\"><\/span><\/a><figcaption class=\"fg-caption\"><div class=\"fg-caption-inner\"><div class=\"fg-caption-title\">C\u00edrculo do Livro, 1980<\/div><\/div><\/figcaption><\/figure><div class=\"fg-loader\"><\/div><\/div><div class=\"fg-item fg-type-image fg-idle\"><figure class=\"fg-item-inner\"><a href=\"https:\/\/pracaclovis.com\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/Record-1985.avif\" data-caption-title=\"Record, 1985\" data-attachment-id=\"7860\" data-e-disable-page-transition=\"true\" data-type=\"image\" class=\"fg-thumb\"><span class=\"fg-image-wrap\"><img decoding=\"async\" title=\"Record, 1985\" width=\"250\" height=\"378\" class=\"skip-lazy fg-image\" data-src-fg=\"https:\/\/pracaclovis.com\/wp-content\/uploads\/cache\/2026\/03\/Record-1985\/477767856.avif\" src=\"data:image\/svg+xml,%3Csvg%20xmlns%3D%22http%3A%2F%2Fwww.w3.org%2F2000%2Fsvg%22%20width%3D%22250%22%20height%3D%22378%22%20viewBox%3D%220%200%20250%20378%22%3E%3C%2Fsvg%3E\" loading=\"eager\"><\/span><span class=\"fg-image-overlay\"><\/span><\/a><figcaption class=\"fg-caption\"><div class=\"fg-caption-inner\"><div class=\"fg-caption-title\">Record, 1985<\/div><\/div><\/figcaption><\/figure><div class=\"fg-loader\"><\/div><\/div><\/div><style type=\"text\/css\">.fg-caption-title {font-family: \"Montserrat\", Sans-serif; font-size: 16px; text-align: center;}<\/style>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>GUERRA, Guido. 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