{"id":7759,"date":"2026-04-20T22:21:40","date_gmt":"2026-04-21T01:21:40","guid":{"rendered":"https:\/\/pracaclovis.com\/?p=7759"},"modified":"2026-08-26T11:24:24","modified_gmt":"2026-08-26T14:24:24","slug":"aga","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pracaclovis.com\/?p=7759","title":{"rendered":"\u00a0Ag\u00e1"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"has-background wp-block-paragraph\" style=\"background-color:#e1dede\">BORBA FILHO, Hermilo. <em>Ag\u00e1<\/em>. Rio de Janeiro: Civiliza\u00e7\u00e3o Brasileira, 1974.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-right wp-block-paragraph\">Mykaelle de Sousa Ferreira<br><em>Ilustra\u00e7\u00e3o: Dona Dora<\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><em>Ag\u00e1<\/em> \u00e9 o t\u00edtulo do romance de Hermilo Borba Filho (Palmares, PE, 1917 \u2013 Recife, PE, 1976) publicado em 1974, sob o signo da Ditadura Civil-Militar (1964-1985). Borba Filho, figura multifacetada da cultura nordestina, atuou em diversas \u00e1reas ligadas ao teatro, ao jornalismo e \u00e0 literatura, tornando-se uma das personalidades mais relevantes do cen\u00e1rio cultural brasileiro do s\u00e9culo XX e um dos principais renovadores do teatro nacional.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">No conjunto de sua obra, marcada pelo di\u00e1logo entre cr\u00edtica social e uma profunda valoriza\u00e7\u00e3o da cultura popular, <em>Ag\u00e1 <\/em>se distingue como um livro singular, capaz de desafiar as fronteiras do romance tradicional. Nele \u00e9 not\u00e1vel um experimentalismo radical, tanto na forma quanto no conte\u00fado, que envolve a altern\u00e2ncia de vozes e personagens e a fus\u00e3o de m\u00faltiplos g\u00eaneros, como o di\u00e1rio e o drama, incluindo uma hist\u00f3ria em quadrinhos ilustrada por Jos\u00e9 Cl\u00e1udio, que n\u00e3o \u00e9 apenas um ornamento visual, mas um elemento narrativo que amplia as possibilidades de sua leitura e interpreta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><em>Ag\u00e1<\/em> teve quatro diferentes vers\u00f5es, cada uma com texto modificado e publicada com pequenos cortes ou acr\u00e9scimos. Na primeira aparece, logo abaixo do t\u00edtulo e da palavra \u201cromance\u201d, a indica\u00e7\u00e3o entre par\u00eanteses \u201cvers\u00e3o cor-de-rosa\u201d. Estudiosos da obra, ao analisarem essas diferen\u00e7as, sugerem que algumas edi\u00e7\u00f5es, inclusive esta, podem ter sido resultado da supress\u00e3o de trechos para fins de publica\u00e7\u00e3o, apontando para a exist\u00eancia de uma vers\u00e3o original mais extensa, que refletiria a inten\u00e7\u00e3o experimental do autor. Essa pr\u00e1tica explica tamb\u00e9m por que diferentes cores passaram a ser associadas a cada edi\u00e7\u00e3o do romance, funcionando quase como uma marca de suas revis\u00f5es e atualiza\u00e7\u00f5es. A edi\u00e7\u00e3o mais atual, a \u201cvers\u00e3o vermelha\u201d, apresenta cap\u00edtulos in\u00e9ditos, por exemplo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Logo no primeiro cap\u00edtulo, o narrador, em primeira pessoa, parece demonstrar ao leitor como ser\u00e1 o pr\u00f3prio desenvolvimento do romance. Em uma caminhada, ele se depara com diversas personagens e figuras c\u00e9lebres, que o entrevistam: Macuna\u00edma, Dom Casmurro, Graciliano Ramos, entre outros. Essa intera\u00e7\u00e3o cria um jogo no qual autor e narrador se confundem, estrat\u00e9gia narrativa que ser\u00e1 retomada em outros trechos do livro, evidenciando a complexidade da constru\u00e7\u00e3o da voz liter\u00e1ria de Borba Filho, como demonstra o excerto a seguir: \u201c[&#8230;] ser pernambucano \u00e9 estar ao lado dos movimentos libert\u00e1rios, \u00e9 n\u00e3o se conformar com o subdesenvolvimento da zona rural, \u00e9 tremer de horror diante dos mocambos e alagados, \u00e9 n\u00e3o admitir que os ricos se tornem mais ricos e os pobres mais pobres, \u00e9 comer os quitutes da nossa cozinha, \u00e9 falar mal do Recife e n\u00e3o conseguir desprender-se dele, \u00e9 amar e ter inimigos, \u00e9 pedir ao gar\u00e7om mais uma dose de Passport\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O Nordeste, ali\u00e1s, est\u00e1 presente na obra do autor de ponta a ponta, mas de uma maneira diferente de outros escritores como Osman Lins e Ariano Suassuna, por exemplo, como afirma Pinto (1978). N\u00e3o por acaso, o narrador, diante da figura de Graciliano Ramos, diz: \u201cVenho tentando arrancar o romance nordestino do puramente aned\u00f3tico, pretendendo colocar dentro da paisagem os problemas \u00edntimos dos meus personagens. Isto j\u00e1 estou cansado de dizer: o que me interessa \u00e9 o homem com todas as suas rea\u00e7\u00f5es internas que podem ter ou n\u00e3o repercuss\u00e3o externa. Nada do homem condicionado pelo meio, mas do homem revoltado\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os cap\u00edtulos seguintes s\u00e3o narrados pela mesma figura central, Ag\u00e1, que assume pap\u00e9is distintos: em \u201cEu, embaixador\u201d, o narrador-personagem \u00e9 um embaixador brasileiro que vive em alguma ditadura latino-americana. \u201cEu, padre\u201d adota um tom mais filos\u00f3fico e realista, com o narrador preso nas masmorras da ditadura militar brasileira, tornando-se testemunha ocular de interrogat\u00f3rios e torturas. Em \u201cEu, guerrilheiro\u201d, o narrador encarna um guerrilheiro acuado nas matas pelas tropas do ex\u00e9rcito brasileiro. \u201cEu, agente funer\u00e1rio\u201d exp\u00f5e um agente funer\u00e1rio em apuros por vender caix\u00f5es com as cores da bandeira nacional, enquanto \u201cEu, deputado\u201d apresenta uma distopia ambientada no Brasil do futuro, sob uma ditadura. O \u00edndice se completa com \u201cEu, l\u00edrico-tr\u00e1gico-c\u00f4mico-pastoral\u201d, \u201cEu, hermafrodito\u201d e \u201cEu, o-morto-carregando-o-vivo (Ep\u00edlogo)\u201d, inclu\u00eddo na \u201cvers\u00e3o vermelha\u201d do livro, em que a experi\u00eancia pessoal do autor se transforma em literatura ao relatar sua pr\u00f3pria cirurgia card\u00edaca.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A obra inclui ainda \u201cO Livro dos Mortos\u201d, HQ protagonizada por figuras que resistiram \u00e0 opress\u00e3o estatal desde o per\u00edodo colonial brasileiro, como Ant\u00f4nio Conselheiro, Zumbi dos Palmares, Greg\u00f3rio de Matos, Tiradentes e Frei Caneca; \u201cO Livro das Muta\u00e7\u00f5es\u201d, pe\u00e7a sat\u00edrica sobre a sociedade burguesa; e \u201cO Livro das Confiss\u00f5es\u201d, presente apenas nas duas primeiras vers\u00f5es do livro.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Esse cortejo de personagens \u00e9 apresentado como em um teatro, com uma troca constante de m\u00e1scaras. Cada cap\u00edtulo apresenta um fragmento do perfil de Ag\u00e1, situado em diferentes espa\u00e7os e tempos na Am\u00e9rica Latina e, principalmente, no Brasil, entre os anos 1960 e 2005. No entanto, os diferentes cap\u00edtulos mant\u00eam alguns aspectos em comum em torno de seus narradores, seja em rela\u00e7\u00e3o a elementos ou mem\u00f3rias que constituem sua personalidade, seja em rela\u00e7\u00e3o ao autoritarismo dos espa\u00e7os em que residem. \u201cIsto de ser um Ag\u00e1 \u00e9 muito importante\u201d, declara o narrador nas primeiras linhas do livro, \u00e0s voltas com o seu pr\u00f3prio processo de escrita. Para ele, inventar hist\u00f3rias n\u00e3o seria t\u00e3o importante quanto tornar a sua pr\u00f3pria hist\u00f3ria uma fic\u00e7\u00e3o. A organiza\u00e7\u00e3o do livro faz com que ele se abra e feche com a mesma persona, mais pr\u00f3xima da do autor, refor\u00e7ando o car\u00e1ter de experimenta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O romance de Borba Filho ainda revela um trabalho profundo com a linguagem, que se reflete nas diferentes edi\u00e7\u00f5es que recebeu. Trata-se de um romance fragmentado, marcado por uma estrutura n\u00e3o linear que desafia a progress\u00e3o narrativa convencional, o que refor\u00e7a a intensidade de sua leitura.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Al\u00e9m da ironia que caracteriza a narrativa, a intertextualidade \u00e9 um recurso bastante utilizado pelo autor. Um bom exemplo disso acontece no cap\u00edtulo \u201cEu, hermafrodito\u201d, em que o narrador se compara a diversos personagens mitol\u00f3gicos ou liter\u00e1rios, como Hermes, ou o cego adivinho Tir\u00e9sias, e at\u00e9 Orlando, de Virginia Woolf. Esse procedimento de Borba Filho convida o leitor a conhecer essas fontes, suscitando analogias e diferen\u00e7as.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O estilo do autor \u00e9 caracterizado por uma linguagem c\u00ednica, \u00e1cida e incisiva, ora expl\u00edcita em erotismo e viol\u00eancia, ora grotesca, denunciando estruturas opressoras e criticando tanto os males quanto as virtudes humanas. Como afirma o pr\u00f3prio narrador: \u201cFoi Joyce quem disse n\u00e3o saber escrever sem ferir ningu\u00e9m e isto se aplica a mim como uma carapu\u00e7a, eu mesmo me incluindo no n\u00famero de feridos. Assim, \u00e9 tocar para a frente e denunciar todos os males e todos os bens, os que de mim partem e os que dos outros v\u00eam\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Por outro lado, segundo Farias (2017), o grotesco surge neste romance pela rela\u00e7\u00e3o com o corpo humano e seus fluidos ou excrementos, bem como pela representa\u00e7\u00e3o dos horrores que assombram o homem. \u201cE esse horror \u00e9 efeito tanto do pesadelo de quem dorme quanto dos que, em vig\u00edlia, vivem sob o jugo de tiranos e d\u00e9spotas, ou at\u00e9 subjugados por m\u00e1quinas de tortura e exterm\u00ednio que assumem o papel de bestas, naquilo que poderia pertencer perfeitamente \u00e0 qualquer narrativa apocal\u00edptica\u201d (Farias, 2017).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em resumo, entre os principais temas abordados em <em>Ag\u00e1<\/em> est\u00e3o as rela\u00e7\u00f5es autorit\u00e1rias que atravessam as personagens, a viol\u00eancia, o erotismo e a morte. Ao mesmo tempo, o autor antecipa tend\u00eancias da fic\u00e7\u00e3o brasileira contempor\u00e2nea, como a autofic\u00e7\u00e3o e a distopia, articulando um olhar cr\u00edtico sobre a realidade social e pol\u00edtica do pa\u00eds. Dessa forma, a obra n\u00e3o apenas dialoga com sua \u00e9poca, mas tamb\u00e9m aponta caminhos est\u00e9ticos e tem\u00e1ticos que reverberam nas narrativas mais recentes da literatura brasileira.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Apesar de ter sido publicado por editoras de prest\u00edgio, como a Civiliza\u00e7\u00e3o Brasileira e a Editora Globo, o nome de Hermilo Borba Filho permaneceu, por muitas gera\u00e7\u00f5es, associado quase exclusivamente ao seu sucesso como dramaturgo. De certo modo, isso se refletiu na divulga\u00e7\u00e3o e na recep\u00e7\u00e3o de sua obra liter\u00e1ria, contribuindo para uma relativa escassez de fortuna cr\u00edtica em torno de sua fic\u00e7\u00e3o. Em tempos de retrocessos pol\u00edticos, <em>Ag\u00e1<\/em> se mant\u00e9m como um verdadeiro ato de resist\u00eancia na literatura brasileira, merecendo aten\u00e7\u00e3o cont\u00ednua.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Para saber mais<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">AZEVEDO, Estev\u00e3o (s.d.).\u201c<em>Ag\u00e1<\/em>\u201d, de Hermilo Borba Filho: o levante armado de um cl\u00e1ssico perdido. <em>Acervo Pernambucano<\/em>. Dispon\u00edvel em: <a href=\"https:\/\/pernambucorevista.com.br\/acervo\/resenhas\/2377-%C3%A1g%C3%A1-,-de-hermilo-borba-filho-o-levante-armado-de-um-cl%C3%A1ssico-perdido.html\">https:\/\/pernambucorevista.com.br\/acervo\/resenhas\/2377-%C3%A1g%C3%A1-,-de-hermilo-borba-filho-o-levante-armado-de-um-cl%C3%A1ssico-perdido.html<\/a>. Acesso em: 15 ago. 2025.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">FARIAS, Luiz Roberto Leite (2017). <em>O grotesco e as imagens do corpo no romance <\/em>Ag\u00e1 <em>de Hermilo Borba Filho<\/em>. Disserta\u00e7\u00e3o (Mestrado em Teoria da Literatura) \u2013 Universidade Federal de Pernambuco, Recife.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">PINTO,&nbsp;Heleno Afonso de Oliveira (1978). Hermilo Borba Filho: um&nbsp;escritor maldito? <em>Letras de Hoje<\/em>, Porto Alegre, n. 33, p. 41-45, set. Dispon\u00edvel em: <a href=\"https:\/\/pucrs.emnuvens.com.br\/fale\/article\/view\/18813\/11943\">https:\/\/pucrs.emnuvens.com.br\/fale\/article\/view\/18813\/11943<\/a>. Acesso em: 15 ago. 2025.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Iconografia<\/strong><\/p>\n\n\n<style type=\"text\/css\">\n#foogallery-gallery-7761.fg-masonry { --fg-gutter: 10px; }<\/style>\n\t\t\t<div class=\"foogallery foogallery-container foogallery-masonry foogallery-lightbox-foogallery fg-center fg-masonry fg-ready fg-transparent fg-round-small fg-shadow-small fg-loading-dots fg-loaded-slide-up fg-captions-bottom fg-hover-fade fg-hover-plus fg-col3\" id=\"foogallery-gallery-7761\" data-foogallery=\"{&quot;item&quot;:{&quot;showCaptionTitle&quot;:true,&quot;showCaptionDescription&quot;:true},&quot;lazy&quot;:true,&quot;template&quot;:{&quot;horizontalOrder&quot;:true}}\" data-foogallery-lightbox=\"{&quot;thumbs&quot;:&quot;bottom&quot;,&quot;thumbsCaptions&quot;:false,&quot;thumbsBestFit&quot;:false,&quot;thumbsSmall&quot;:false,&quot;thumbsCaptionsAlign&quot;:&quot;default&quot;,&quot;info&quot;:&quot;bottom&quot;,&quot;infoVisible&quot;:true,&quot;infoOverlay&quot;:true,&quot;infoAlign&quot;:&quot;default&quot;,&quot;transition&quot;:&quot;fade&quot;,&quot;hoverButtons&quot;:false,&quot;fitMedia&quot;:false,&quot;noScrollbars&quot;:true,&quot;preserveButtonSpace&quot;:true,&quot;buttons&quot;:{&quot;fullscreen&quot;:true,&quot;info&quot;:true,&quot;thumbs&quot;:false},&quot;video&quot;:{&quot;autoPlay&quot;:true}}\" style=\"--fg-title-line-clamp: 0; --fg-description-line-clamp: 0;\" >\n\t\t<div class=\"fg-column-width\"><\/div>\n\t<div class=\"fg-gutter-width\"><\/div>\n\t\t<div class=\"fg-item fg-type-image fg-idle\"><figure class=\"fg-item-inner\"><a href=\"https:\/\/pracaclovis.com\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/Civilizacao-Brasileira-1970.avif\" data-caption-title=\"Civiliza\u00e7\u00e3o Brasileira, 1970\" data-attachment-id=\"7762\" data-e-disable-page-transition=\"true\" data-type=\"image\" class=\"fg-thumb\"><span class=\"fg-image-wrap\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" title=\"Civiliza\u00e7\u00e3o Brasileira, 1970\" width=\"250\" height=\"388\" class=\"skip-lazy fg-image\" data-src-fg=\"https:\/\/pracaclovis.com\/wp-content\/uploads\/cache\/2026\/03\/Civilizacao-Brasileira-1970\/3040777253.avif\" src=\"data:image\/svg+xml,%3Csvg%20xmlns%3D%22http%3A%2F%2Fwww.w3.org%2F2000%2Fsvg%22%20width%3D%22250%22%20height%3D%22388%22%20viewBox%3D%220%200%20250%20388%22%3E%3C%2Fsvg%3E\" loading=\"eager\"><\/span><span class=\"fg-image-overlay\"><\/span><\/a><figcaption class=\"fg-caption\"><div class=\"fg-caption-inner\"><div class=\"fg-caption-title\">Civiliza\u00e7\u00e3o Brasileira, 1970<\/div><\/div><\/figcaption><\/figure><div class=\"fg-loader\"><\/div><\/div><div class=\"fg-item fg-type-image fg-idle\"><figure class=\"fg-item-inner\"><a href=\"https:\/\/pracaclovis.com\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/Cepe-Editora-2019.avif\" data-caption-title=\"Cepe Editora, 2019\" data-attachment-id=\"7763\" data-e-disable-page-transition=\"true\" data-type=\"image\" class=\"fg-thumb\"><span class=\"fg-image-wrap\"><img decoding=\"async\" title=\"Cepe Editora, 2019\" width=\"250\" height=\"333\" class=\"skip-lazy fg-image\" data-src-fg=\"https:\/\/pracaclovis.com\/wp-content\/uploads\/cache\/2026\/03\/Cepe-Editora-2019\/951708792.avif\" src=\"data:image\/svg+xml,%3Csvg%20xmlns%3D%22http%3A%2F%2Fwww.w3.org%2F2000%2Fsvg%22%20width%3D%22250%22%20height%3D%22333%22%20viewBox%3D%220%200%20250%20333%22%3E%3C%2Fsvg%3E\" loading=\"eager\"><\/span><span class=\"fg-image-overlay\"><\/span><\/a><figcaption class=\"fg-caption\"><div class=\"fg-caption-inner\"><div class=\"fg-caption-title\">Cepe Editora, 2019<\/div><\/div><\/figcaption><\/figure><div class=\"fg-loader\"><\/div><\/div><\/div><style type=\"text\/css\">.fg-caption-title {font-family: \"Montserrat\", Sans-serif; font-size: 16px; text-align: center;}<\/style>\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>BORBA FILHO, Hermilo. 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