{"id":762,"date":"2024-05-03T16:00:57","date_gmt":"2024-05-03T16:00:57","guid":{"rendered":"https:\/\/pracaclovis.com\/?p=762"},"modified":"2025-11-12T17:59:39","modified_gmt":"2025-11-12T20:59:39","slug":"a-imensidao-intima-dos-carneiros","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pracaclovis.com\/?p=762","title":{"rendered":"A imensid\u00e3o \u00edntima dos carneiros"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"has-background wp-block-paragraph\" style=\"background-color:#e1dede\">MALUF, Marcelo. <em>A imensid\u00e3o \u00edntima dos carneiros.<\/em> S\u00e3o Paulo: Reformat\u00f3rio, 2015.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-group is-layout-constrained wp-block-group-is-layout-constrained\">\n<p class=\"has-text-align-right wp-block-paragraph\">Gislene Maria Barral Lima Felipe da Silva<br><em>Ilustra\u00e7\u00e3o:<\/em> <em>Manuela Dib<\/em><\/p>\n<\/div>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Herdeiro da di\u00e1spora libanesa, como muitos brasileiros, Marcelo Maluf (Santa B\u00e1rbara D\u2019Oeste, SP, 1974) resgata uma hist\u00f3ria que \u00e9 a de sua fam\u00edlia, mas tamb\u00e9m de grande parte dos imigrantes daquele pa\u00eds. O Brasil acolhe aproximadamente dez milh\u00f5es de libaneses, mais do dobro da popula\u00e7\u00e3o residente no L\u00edbano. Aquela regi\u00e3o, embora milenar, come\u00e7ou seu processo de independ\u00eancia em 1926, ap\u00f3s sair do dom\u00ednio otomano, sob o qual permaneceu por cerca de quatrocentos anos, e se tornou uma col\u00f4nia francesa. Somente em 1941, a transforma\u00e7\u00e3o consolidou-se, com a funda\u00e7\u00e3o da Rep\u00fablica do L\u00edbano, reconhecida em 1943.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Devido a esse longo per\u00edodo sob o jugo da domina\u00e7\u00e3o estrangeira, a partir de 1880, iniciou-se um grande afluxo de libaneses ao Brasil. Muitos desses migrantes eram pessoas jovens, enviadas por suas fam\u00edlias em busca de oportunidades inexistentes em seu pr\u00f3prio pa\u00eds. Muitos deles, ao embarcar, deixavam para tr\u00e1s seu passado de opress\u00e3o e suas trag\u00e9dias pessoais e familiares. Assim, os descendentes vivem em uma busca permanente por suas ra\u00edzes. \u00c9 essa busca que Marcelo Maluf transporta para o romance autoficcional, que o autor prefere denominar de \u201cautobiografia fant\u00e1stica\u201d, <em>A imensid\u00e3o \u00edntima dos carneiros<\/em>, lan\u00e7ado em 2015. Nesse mesmo ano, a obra foi finalista do pr\u00eamio da Associa\u00e7\u00e3o Paulista de Cr\u00edticos de Arte (APCA); e em 2016, foi finalista do Pr\u00eamio Jabuti e tamb\u00e9m vencedora do Pr\u00eamio S\u00e3o Paulo de Literatura, na categoria \u201cautor estreante com mais de 40 anos\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Tratando-se de um romance autoficcional, realidade e fic\u00e7\u00e3o se entrela\u00e7am em suas 150 p\u00e1ginas. Os fatos aparentemente reais s\u00e3o alternados com cenas de carneiros que se tornam humanos e depois retornam \u00e0 condi\u00e7\u00e3o de carneiros. Um rio conta hist\u00f3rias para o narrador Marcelo, que ora assume a voz do neto, ora a do av\u00f4. A altern\u00e2ncia das vozes narrativas exprime um deslizamento entre as inst\u00e2ncias do real e do ficcional, levando o leitor a se confundir sobre quem fala naquele momento: Marcelo, o neto, ou Assaad, o av\u00f4.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A obra \u00e9 o primeiro romance do autor, que tem publicados ainda dois livros infantojuvenis: <em>Jorge do p\u00e2ntano que fica logo ali<\/em> (FTD, 2008) e <em>Meu pai sabe voar <\/em>(FTD, 2009), este \u00faltimo em parceria com Daniela Pinotti, selecionado pela Funda\u00e7\u00e3o Nacional do Livro Infantil e Juvenil (FNLIJ) para o cat\u00e1logo da Feira de Bolonha de 2010. Em 2012, publicou a colet\u00e2nea de contos <em>Esquece tudo agora<\/em> e, em 2013, lan\u00e7ou o livro infantil <em>As mil e uma hist\u00f3rias de Manuela<\/em>, selecionado no \u00e2mbito do Pacto Nacional pela Alfabetiza\u00e7\u00e3o na Idade Certa, do Programa Nacional do Livro Did\u00e1tico (PNAIC\/PNLD). Tamb\u00e9m organizou a antologia de contos infantojuvenis <em>Era uma vez para sempre<\/em> (2009), reunindo obras de v\u00e1rios autores.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O romance, dividido em quatro partes \u2013 cada uma representando um elemento da natureza: o ar, O Vento; a terra, A Montanha; o fogo, O Fogo; e a \u00e1gua, O Oceano \u2013, inicia-se introduzindo um medo heredit\u00e1rio que persegue o narrador\/personagem e sua fam\u00edlia desde 724 d.C., ano em que um ancestral seu foi morto pelos mu\u00e7ulmanos com 128 golpes de sabre apenas por ser crist\u00e3o. Esse medo conduz a narrativa. Marcelo viveu sua inf\u00e2ncia durante o per\u00edodo da Ditadura Militar brasileira, na qual os generais assassinavam impunemente, e a guerra civil libanesa, que acontecia desde 1975 e durou at\u00e9 a sua adolesc\u00eancia, em 1990. O narrador, que saiu ileso da opress\u00e3o no L\u00edbano por causa da dist\u00e2ncia e da ditatura brasileira pela prote\u00e7\u00e3o da inf\u00e2ncia, tenta entender a origem desse medo e o impacto que ele causou nos relacionamentos familiares ao longo das gera\u00e7\u00f5es e em si pr\u00f3prio.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A trama desenrola-se entre as montanhas do L\u00edbano, na cidade de Zahle, na qual o av\u00f4 Assaad Sim\u00e3o Maluf nasceu, e Santa B\u00e1rbara do Oeste, S\u00e3o Paulo, cidade natal do narrador-personagem Marcelo e na qual ele fixou resid\u00eancia. Assaad veio do L\u00edbano para o Brasil ainda menino, depois de viver uma trag\u00e9dia na fam\u00edlia em 1920. Utilizando recursos do realismo fant\u00e1stico, o narrador busca recuperar sua hist\u00f3ria e a de sua fam\u00edlia, que se confundem com a hist\u00f3ria de muitos descendentes de libaneses. O estado de opress\u00e3o, que \u00e9 a causa do medo ancestral e heredit\u00e1rio, coincide com a \u00e9poca em que o av\u00f4 \u00e9 enviado ao Brasil, aos 8 anos, fugindo do dom\u00ednio turco-otomano.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Al\u00e9m da foto em uma l\u00e1pide \u00e0 qual ele era levado para beijar de vez em quando e que o pai lhe apresenta como sendo de seu av\u00f4, Marcelo s\u00f3 tivera not\u00edcia de Assaad pelas hist\u00f3rias contadas por seus pais e tios e por sonhos em que o av\u00f4 lhe diz: \u201ctenho uma hist\u00f3ria para te contar\u201d. Como o av\u00f4 n\u00e3o lhe conta essa hist\u00f3ria nos pr\u00f3prios sonhos, Marcelo se transporta para a cidade natal dele, muitos anos antes de seu nascimento e da morte de Assaad, buscando uma conviv\u00eancia que lhe fora negada pelo tempo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O av\u00f4 havia presenciado uma trag\u00e9dia familiar que o atormentara profundamente, mas manteve esse segredo. Com sua vinda ao Brasil, ele relega o passado de opress\u00e3o, por\u00e9m essas lembran\u00e7as continuam a persegui-lo por toda a vida. O medo parece superado quando Assaad recebe a not\u00edcia do assassinato do pai no L\u00edbano. Esse fato liberta-o do desejo de seu pai de que concretizasse o que os irm\u00e3os, Adib e Rafiq, n\u00e3o tiveram oportunidade de fazer. Marcelo, j\u00e1 adulto, retorna a Santa B\u00e1rbara do Oeste, muito antes de seu nascimento, por meio da leitura das mem\u00f3rias do av\u00f4 e o acompanha durante a escrita dessas mem\u00f3rias. O neto, uma presen\u00e7a invis\u00edvel, observa e se comunica com o av\u00f4, por\u00e9m este n\u00e3o o v\u00ea nem percebe sua presen\u00e7a espectral. Ele tem muita dificuldade para escrever, pois, sendo mascate, n\u00e3o tomara \u201cintimidade\u201d com a leitura e a escrita.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A narrativa utiliza recursos do imagin\u00e1rio \u00e1rabe por meio da fantasia e da f\u00e1bula. A narra\u00e7\u00e3o dos fatos hist\u00f3ricos vividos pela fam\u00edlia \u00e9 cortada por conversa com carneiros, com <em>djins <\/em>(g\u00eanios) e at\u00e9 mesmo com um rio. \u00c9 um carneiro que adverte Assaad da trag\u00e9dia que iria acontecer. Ele estava pastoreando os carneiros da fam\u00edlia nas montanhas quando seu carneiro Mustafa pede que ele n\u00e3o des\u00e7a; no entanto, parece que esse alerta o impele a seguir adiante e ele acaba por testemunhar os soldados turcos enforcando seus irm\u00e3os mais velhos, Rafiq e Adib, na presen\u00e7a dos pais e das irm\u00e3s mais novas, Vid\u00f3kia e Lucia. Essa \u00e9 a desgra\u00e7a familiar que o pai pedira que ele guardasse em segredo, pois \u201cningu\u00e9m gosta de estar ao lado de gente que vive lamentando as suas trag\u00e9dias\u201d. As conversas com os carneiros e com o rio ajudam Marcelo a compreender os medos que ele e toda a sua fam\u00edlia receberam de heran\u00e7a. Mas a conviv\u00eancia com o av\u00f4 \u00e9 fundamental para que ambos ponham fim \u00e0 afli\u00e7\u00e3o que os persegue.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><em>A imensid\u00e3o \u00edntima dos carneiros<\/em> pode propiciar importantes reflex\u00f5es na atualidade, em que o confronto entre v\u00e1rios pa\u00edses, os regimes autorit\u00e1rios, as guerras civis, v\u00eam se intensificando, \u201cexpulsando\u201d cidad\u00e3os de seus pa\u00edses. Pessoas como a representada pela personagem Assaad, inclusive libaneses, saem de sua terra natal \u201ccom a roupa do corpo\u201d, sem conhecer l\u00ednguas estrangeiras e muitas vezes sem os documentos que lhes permitiriam se estabelecer profissionalmente. Essa di\u00e1spora, que poderia gerar um potente interc\u00e2mbio de culturas e valorizar a riqueza das diferen\u00e7as para a evolu\u00e7\u00e3o da humanidade, d\u00e1 ensejo a uma crise humanit\u00e1ria e refor\u00e7a o recrudescimento de pol\u00edticas de extrema direita devido ao sentimento de invas\u00e3o de espa\u00e7os j\u00e1 consolidados.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Cidad\u00e3os dos pa\u00edses destinat\u00e1rios dessas migra\u00e7\u00f5es em massa sentem-se amea\u00e7ados por uma popula\u00e7\u00e3o \u201cex\u00f3tica\u201d, que julgam desequilibrar sua comunidade. No entanto, ao elaborar as viv\u00eancias de sujeitos expatriados e colocar em cena a vers\u00e3o da hist\u00f3ria pela voz do imigrante, a obra possibilita o reconhecimento da diversidade cultural que nos forma e a constru\u00e7\u00e3o de outros discursos de valores e de vida. Esse contato com outras subjetividades favorece, inclusive, um contraponto com vis\u00f5es sociais estereotipadas sobre essas alteridades, oportunizando a sensibiliza\u00e7\u00e3o e os posicionamentos contr\u00e1rios a discrimina\u00e7\u00f5es com base em diferen\u00e7as culturais.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Para saber mais<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">CARREIRA, Shirley de Souza Gomes; OLIVEIRA, Paulo C\u00e9sar Silva de (2018). Escritas migrantes: deslocamento e identidade na narrativa brasileira contempor\u00e2nea. <em>Aletria<\/em>, Belo Horizonte, v. 28, n. 2, p. 35-50. Dispon\u00edvel em: <a href=\"https:\/\/periodicos.ufmg.br\/index.php\/aletria\/article\/download\/18794\/15744\/50176\">https:\/\/periodicos.ufmg.br\/index.php\/aletria\/article\/download\/18794\/15744\/50176<\/a>. Acesso em: 31 jan. 2023.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">TEIXEIRA, Mirvana Luz (2021). <em>Rastros migrat\u00f3rios na palavra escrita<\/em>: os espa\u00e7os da mem\u00f3ria em a imensid\u00e3o \u00edntima dos carneiros, de Marcelo Maluf. Disserta\u00e7\u00e3o (Mestrado em Estudos Liter\u00e1rios Aplicados) \u2013 Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Porto Alegre. Dispon\u00edvel em: <a href=\"https:\/\/lume.ufrgs.br\/bitstream\/handle\/10183\/225485\/00112966%207.pdf?sequence=1&amp;isAllowed=y\">https:\/\/lume.ufrgs.br\/bitstream\/handle\/10183\/225485\/00112966 7.pdf?sequence=1&amp;isAllowed=y<\/a>. Acesso em: 31 jan. 2023.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Iconografia<\/strong><\/p>\n\n\n<style type=\"text\/css\">\n#foogallery-gallery-3079.fg-masonry { --fg-gutter: 10px; }<\/style>\n\t\t\t<div class=\"foogallery foogallery-container foogallery-masonry foogallery-lightbox-foogallery fg-center fg-masonry fg-ready fg-transparent fg-round-small fg-shadow-small fg-loading-dots fg-loaded-slide-up fg-captions-bottom fg-hover-fade fg-hover-plus fg-col3\" id=\"foogallery-gallery-3079\" data-foogallery=\"{&quot;item&quot;:{&quot;showCaptionTitle&quot;:true,&quot;showCaptionDescription&quot;:true},&quot;lazy&quot;:true,&quot;template&quot;:{&quot;horizontalOrder&quot;:true}}\" data-foogallery-lightbox=\"{&quot;thumbs&quot;:&quot;bottom&quot;,&quot;thumbsCaptions&quot;:false,&quot;thumbsBestFit&quot;:false,&quot;thumbsSmall&quot;:false,&quot;thumbsCaptionsAlign&quot;:&quot;default&quot;,&quot;info&quot;:&quot;bottom&quot;,&quot;infoVisible&quot;:true,&quot;infoOverlay&quot;:true,&quot;infoAlign&quot;:&quot;default&quot;,&quot;transition&quot;:&quot;fade&quot;,&quot;hoverButtons&quot;:false,&quot;fitMedia&quot;:false,&quot;noScrollbars&quot;:true,&quot;preserveButtonSpace&quot;:true,&quot;buttons&quot;:{&quot;fullscreen&quot;:true,&quot;info&quot;:true,&quot;thumbs&quot;:false},&quot;video&quot;:{&quot;autoPlay&quot;:true}}\" style=\"--fg-title-line-clamp: 0; --fg-description-line-clamp: 0;\" >\n\t\t<div class=\"fg-column-width\"><\/div>\n\t<div class=\"fg-gutter-width\"><\/div>\n\t\t<div class=\"fg-item fg-type-image fg-idle\"><figure class=\"fg-item-inner\"><a href=\"https:\/\/pracaclovis.com\/wp-content\/uploads\/2024\/05\/Reformatorio-2015.jpg\" data-caption-title=\"Reformat\u00f3rio, 2015\" data-attachment-id=\"769\" data-e-disable-page-transition=\"true\" data-type=\"image\" class=\"fg-thumb\"><span class=\"fg-image-wrap\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" title=\"Reformat\u00f3rio, 2015\" width=\"250\" height=\"375\" class=\"skip-lazy fg-image\" data-src-fg=\"https:\/\/pracaclovis.com\/wp-content\/uploads\/cache\/2024\/05\/Reformatorio-2015\/1615007452.jpg\" src=\"data:image\/svg+xml,%3Csvg%20xmlns%3D%22http%3A%2F%2Fwww.w3.org%2F2000%2Fsvg%22%20width%3D%22250%22%20height%3D%22375%22%20viewBox%3D%220%200%20250%20375%22%3E%3C%2Fsvg%3E\" loading=\"eager\"><\/span><span class=\"fg-image-overlay\"><\/span><\/a><figcaption class=\"fg-caption\"><div class=\"fg-caption-inner\"><div class=\"fg-caption-title\">Reformat\u00f3rio, 2015<\/div><\/div><\/figcaption><\/figure><div class=\"fg-loader\"><\/div><\/div><div class=\"fg-item fg-type-image fg-idle\"><figure class=\"fg-item-inner\"><a href=\"https:\/\/pracaclovis.com\/wp-content\/uploads\/2024\/05\/Faria-e-Silva-2023.png\" data-caption-title=\"Faria e Silva, 2023\" data-attachment-id=\"765\" data-e-disable-page-transition=\"true\" data-type=\"image\" class=\"fg-thumb\"><span class=\"fg-image-wrap\"><img decoding=\"async\" title=\"Faria e Silva, 2023\" width=\"250\" height=\"375\" class=\"skip-lazy fg-image\" data-src-fg=\"https:\/\/pracaclovis.com\/wp-content\/uploads\/cache\/2024\/05\/Faria-e-Silva-2023\/322457871.png\" src=\"data:image\/svg+xml,%3Csvg%20xmlns%3D%22http%3A%2F%2Fwww.w3.org%2F2000%2Fsvg%22%20width%3D%22250%22%20height%3D%22375%22%20viewBox%3D%220%200%20250%20375%22%3E%3C%2Fsvg%3E\" loading=\"eager\"><\/span><span class=\"fg-image-overlay\"><\/span><\/a><figcaption class=\"fg-caption\"><div class=\"fg-caption-inner\"><div class=\"fg-caption-title\">Faria e Silva, 2023<\/div><\/div><\/figcaption><\/figure><div class=\"fg-loader\"><\/div><\/div><\/div><style type=\"text\/css\">.fg-caption-title {font-family: \"Montserrat\", Sans-serif; font-size: 16px; text-align: center;}<\/style>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>MALUF, Marcelo. A imensid\u00e3o \u00edntima dos carneiros. S\u00e3o Paulo: Reformat\u00f3rio, 2015. Gislene Maria Barral Lima Felipe da SilvaIlustra\u00e7\u00e3o: Manuela Dib Herdeiro da di\u00e1spora libanesa, como muitos brasileiros, Marcelo Maluf (Santa B\u00e1rbara D\u2019Oeste, SP, 1974) resgata uma hist\u00f3ria que \u00e9 a de sua fam\u00edlia, mas tamb\u00e9m de grande parte dos imigrantes daquele pa\u00eds. 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