{"id":6493,"date":"2025-09-22T10:02:23","date_gmt":"2025-09-22T13:02:23","guid":{"rendered":"https:\/\/pracaclovis.com\/?p=6493"},"modified":"2025-11-12T18:02:29","modified_gmt":"2025-11-12T21:02:29","slug":"o-indizivel-sentido-do-amor","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pracaclovis.com\/?p=6493","title":{"rendered":"O indiz\u00edvel sentido do amor"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"has-background wp-block-paragraph\" style=\"background-color:#e1dede\">ROCHA, Ros\u00e2ngela Vieira. <em>O indiz\u00edvel sentido do amor<\/em>. S\u00e3o Paulo: Patu\u00e1, 2017.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-right wp-block-paragraph\">Leda Cl\u00e1udia da Silva<br><em>Ilustra\u00e7\u00e3o: Manuela Dib<\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em <em>O indiz\u00edvel sentido do amor<\/em>, de Ros\u00e2ngela Vieira Rocha (Inhapim, MG, 1953), a narrativa de Nita reconstr\u00f3i sua hist\u00f3ria de amor com Jos\u00e9 Ant\u00f4nio Sim\u00f5es Filho ap\u00f3s a morte dele. Durante quarenta anos de relacionamento, Jos\u00e9 manteve deliberadamente ocultos detalhes de sua experi\u00eancia como militante pol\u00edtico de esquerda, bem como da pris\u00e3o na Ilha Grande, onde foi torturado e mantido por cerca de um ano no per\u00edodo da Ditadura (1964-1985). Enquanto acompanha os mais de vinte dias de padecimento do marido na UTI, v\u00edtima de uma infec\u00e7\u00e3o mal diagnosticada, Nita se apega \u00e0s mem\u00f3rias do casal e depara-se com a for\u00e7a do sil\u00eancio do companheiro, mantido desde que se conheceram, quando ela tinha 19 anos e ele, 25. Nos primeiros encontros dos jovens estudantes, Jos\u00e9 revelara ter sa\u00eddo recentemente da pris\u00e3o, mas jamais forneceu detalhes dessa \u00e9poca. Ao resgatar essas hist\u00f3rias, a narradora enfrenta simultaneamente o luto pela perda do companheiro e a descoberta das lacunas sufocantes que ele suportou ao longo da vida.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A obra assume um car\u00e1ter de autofic\u00e7\u00e3o, articulando autobiografia, \u201cbiografia n\u00e3o autorizada\u201d (Carbonieri, 2018), depoimento pessoal, mem\u00f3ria e fic\u00e7\u00e3o. A escritora parte de acontecimentos da pr\u00f3pria vida para ficcionaliz\u00e1-los, investigando e revisitando o passado por meio dos poucos fragmentos que ouviu, depoimentos de outras pessoas e fontes documentais, preenchendo brechas com \u201cpitadas de invencionice\u201d. Essa jornada investigativa ap\u00f3s a morte do companheiro leva a narradora at\u00e9 Portugal em busca de Al\u00edpio Cristiano de Freitas, ex-companheiro de pris\u00e3o do marido, na tentativa de reconstituir uma exist\u00eancia marcada pelo n\u00e3o dito e pelas sequelas da tortura.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ros\u00e2ngela Vieira Rocha \u00e9 escritora de forma\u00e7\u00e3o multidisciplinar, com atua\u00e7\u00e3o nas \u00e1reas de Comunica\u00e7\u00e3o Social, Jornalismo e Direito, al\u00e9m da doc\u00eancia como professora aposentada do Departamento de Jornalismo da Universidade de Bras\u00edlia. Reconhecida j\u00e1 no in\u00edcio da carreira liter\u00e1ria com o Pr\u00eamio Nacional de Literatura Editora UFMG, em 1988, pelo romance <em>V\u00e9spera de lua<\/em>, consolidou ao longo do tempo uma trajet\u00f3ria que conta com obras para o p\u00fablico adulto e infantil. Integra uma gera\u00e7\u00e3o de escritoras comprometidas em revisitar criticamente a hist\u00f3ria nacional, articulando o pessoal e o pol\u00edtico em narrativas que abordam temas marcantes para a sociedade brasileira.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A constru\u00e7\u00e3o de Nita como narradora-protagonista demonstra a complexidade de uma voz que assume a transgress\u00e3o de expor postumamente aspectos privados e pol\u00edticos da hist\u00f3ria do marido. A confiss\u00e3o de que \u201cat\u00e9 certo ponto, fui conivente\u201d evidencia a cumplicidade com os sil\u00eancios do companheiro. Jos\u00e9 emerge como personagem constru\u00eddo por meio de fragmentos e aus\u00eancias, estrat\u00e9gia coerente com a tem\u00e1tica do sil\u00eancio imposto pelo trauma. Suas retic\u00eancias moldaram escolhas posteriores, como a busca por ocupa\u00e7\u00e3o profissional que lhe permitisse ser reservado, e conectaram-se intimamente \u00e0 sua sa\u00fade sempre fr\u00e1gil. Al\u00edpio Cristiano de Freitas assume fun\u00e7\u00e3o fundamental nessa reconstitui\u00e7\u00e3o, representando n\u00e3o apenas fonte de informa\u00e7\u00f5es, mas s\u00edmbolo da resist\u00eancia pol\u00edtica que Jos\u00e9 admirava. Portugu\u00eas que morou no Brasil, Al\u00edpio simboliza a resist\u00eancia \u00e0s ditaduras, e sua conviv\u00eancia com Jos\u00e9 na milit\u00e2ncia e na cadeia estabeleceu uma rela\u00e7\u00e3o que foi al\u00e9m da camaradagem pol\u00edtica para se tornar &#8220;quase rever\u00eancia&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O romance estrutura-se a partir da fragmenta\u00e7\u00e3o temporal, com 55 cap\u00edtulos curtos que se alternam de forma n\u00e3o linear entre diferentes per\u00edodos: namoro na gradua\u00e7\u00e3o, in\u00edcio da vida comum do jovem casal, a fase passada em Salvador, viagens, interna\u00e7\u00e3o de Jos\u00e9 e reflex\u00f5es p\u00f3s-morte. Essa estrutura n\u00e3o cronol\u00f3gica mimetiza tanto o funcionamento da mem\u00f3ria quanto o processo psicol\u00f3gico de elabora\u00e7\u00e3o do luto. Os espa\u00e7os geogr\u00e1ficos assumem fun\u00e7\u00e3o estruturante que ultrapassa o meramente cenogr\u00e1fico. O Brasil da d\u00e9cada de 1970 representa o territ\u00f3rio da juventude e dos ideais pol\u00edticos. A pris\u00e3o da Ilha Grande constitui o epicentro irradiador das sequelas que acompanhar\u00e3o Jos\u00e9 durante d\u00e9cadas. Salvador configura-se como espa\u00e7o de consolida\u00e7\u00e3o da conviv\u00eancia conjugal; Bras\u00edlia, o da maturidade e da estabilidade. O hospital constitui a geografia \u00edntima do sofrimento, espa\u00e7o limiar onde se processa a transi\u00e7\u00e3o entre vida compartilhada e in\u00edcio da elabora\u00e7\u00e3o do luto. J\u00e1 Portugal surge como territ\u00f3rio necess\u00e1rio da revela\u00e7\u00e3o, onde finalmente emergem os detalhes ocultados.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A refer\u00eancia marcante ao corpo f\u00edsico, no romance, ancora toda a experi\u00eancia na materialidade da exist\u00eancia, constituindo elemento central que vai al\u00e9m da simples descri\u00e7\u00e3o para se tornar uma das met\u00e1foras estruturantes da obra. \u00c9 por meio dele que se d\u00e1 tangibilidade \u00e0 repress\u00e3o imposta pela ditadura: corpos perseguidos, torturados, encarcerados, que envelhecem carregando marcas do trauma pol\u00edtico. Essa corporeidade manifesta-se quando Jos\u00e9, ainda jovem, revela \u00e0 namorada ter sido preso. Seu corpo j\u00e1 porta as cicatrizes de uma viol\u00eancia que permanecer\u00e1 silenciada por d\u00e9cadas. Funcionando como arquivo vivo da mem\u00f3ria hist\u00f3rica, \u00e9 o corpo que circula pelos espa\u00e7os da milit\u00e2ncia, resiste na pris\u00e3o, sofre as torturas e, posteriormente, envelhece e adoece carregando o peso desse passado marcado pelo sofrimento. A sa\u00fade sempre fr\u00e1gil desse ex-militante n\u00e3o \u00e9 apenas caracter\u00edstica pessoal, mas concretiza\u00e7\u00e3o das viol\u00eancias pol\u00edticas sofridas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Paradoxalmente, \u00e9 tamb\u00e9m o corpo que ama. A narrativa demonstra como a mesma materialidade que sofreu viol\u00eancia pol\u00edtica \u00e9 capaz de experimentar ternura, prazer e intimidade. O corpo jovem que se entrega ao prazer simples do banho de chuva \u00e9 o mesmo que carrega, invis\u00edveis, mas presentes, as marcas da tortura. Essa corporeidade evita abstra\u00e7\u00f5es ideol\u00f3gicas sobre a ditadura, humanizando a pr\u00e1tica pol\u00edtica ao ancor\u00e1-la na concretude f\u00edsica. A obra sugere que os traumas coletivos se inscrevem nos corpos individuais, estendendo-se para as rela\u00e7\u00f5es afetivas e familiares.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O tratamento dado ao sil\u00eancio evidencia sua natureza multifacetada. A narradora reconhece que ele n\u00e3o resulta simplesmente da covardia ou da falta de interlocutores, mas constitui tamb\u00e9m um gesto amoroso, forma de preservar as pessoas amadas, pois, quanto menos souberem, menores os riscos que correm. \u00c9, simultaneamente, estrat\u00e9gia de prote\u00e7\u00e3o psicol\u00f3gica e f\u00edsica. O sil\u00eancio opera tamb\u00e9m em dimens\u00e3o coletiva, estruturando as rela\u00e7\u00f5es afetivas marcadas pela viol\u00eancia pol\u00edtica.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A investiga\u00e7\u00e3o empreendida por Nita responde \u00e0 necessidade de compreens\u00e3o que surge com o luto, mas tamb\u00e9m \u00e0 urg\u00eancia de preserva\u00e7\u00e3o da mem\u00f3ria. A narradora manifesta o desejo de transmiss\u00e3o de legados espirituais relevantes, principalmente quando possuem conte\u00fado hist\u00f3rico. O luto conecta perdas individuais e coletivas, expondo como traumas pol\u00edticos se inscrevem na estrutura familiar e afetiva da sociedade. A escrita funciona como mecanismo de elabora\u00e7\u00e3o do vazio criado pela aus\u00eancia, indo al\u00e9m da curiosidade para se configurar como necessidade de dar sentido \u00e0 perda.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O estilo da autora caracteriza-se por uma linguagem que transita entre a sofistica\u00e7\u00e3o e a for\u00e7a singela, demonstrando o dom\u00ednio t\u00e9cnico de uma profissional que atua como jornalista, advogada, revisora e escritora. Sua prosa preserva o jeito caracter\u00edstico mineiro de se comunicar, com um repert\u00f3rio vocabular e de express\u00f5es particulares que permitem quase ouvir o sotaque envolvente da escritora-narradora. Os tra\u00e7os regionais manifestam-se tamb\u00e9m nas refer\u00eancias \u00e0 culin\u00e1ria t\u00edpica, \u00e0s paisagens e aos costumes, compondo um resgate afetuoso da inf\u00e2ncia vivida no interior.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A obra desenvolve reflex\u00e3o metalingu\u00edstica sobre os limites da linguagem diante da experi\u00eancia extrema. Mesmo depois de ter acesso aos detalhes do passado de sofrimento do companheiro, a narradora reconhece que nem tudo \u00e9 diz\u00edvel, pois alguns aspectos \u201catentam contra a \u00e9tica e a est\u00e9tica\u201d. Essa abordagem configura n\u00e3o uma limita\u00e7\u00e3o, mas o reconhecimento de que o n\u00e3o dito tamb\u00e9m opera como componente estrutural da constru\u00e7\u00e3o de sentido liter\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><em>O indiz\u00edvel sentido do amor<\/em> transcende a elabora\u00e7\u00e3o est\u00e9tica do luto pessoal para se constituir como ato de resist\u00eancia pol\u00edtica. Ao resgatar a mem\u00f3ria do companheiro e revelar como a viol\u00eancia da ditadura militar penetrou nas rela\u00e7\u00f5es mais \u00edntimas, Ros\u00e2ngela Vieira Rocha constr\u00f3i uma narrativa que funciona simultaneamente como testemunho hist\u00f3rico e instrumento concreto contra o esquecimento e o negacionismo. O romance faz lembrar que dar voz ao silenciado n\u00e3o \u00e9 apenas gesto liter\u00e1rio, mas forma urgente de preservar a mem\u00f3ria das conquistas democr\u00e1ticas brasileiras, demonstrando como o amor pode ser uma arma poderosa contra o apagamento da hist\u00f3ria.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Para saber mais<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">CARBONIERI, Divanize (2018). Um retrato necess\u00e1rio do Brasil em <em>O indiz\u00edvel sentido do amor<\/em>. <em>Letras Escreve<\/em>, v. 8, n. 3. Dispon\u00edvel em: <a href=\"https:\/\/www.academia.edu\/93649838\/Um_retrato_necess%C3%A1rio_do_Brasil_em_O_indiz%C3%ADvel_sentido_do_amor\">https:\/\/www.academia.edu\/93649838\/Um_retrato_necess%C3%A1rio_do_Brasil_em_O_indiz%C3%ADvel_sentido_do_amor<\/a>. Acesso em: 10 ago. 2025.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">CARDEAL, Nic (2020). Um mergulho n\u2019<em>O indiz\u00edvel sentido do amor<\/em>. <em>Sermulherarte<\/em>: Revista feminina de arte contempor\u00e2nea. Dispon\u00edvel em: <a href=\"https:\/\/www.sermulherarte.com\/2020\/08\/resenha-do-livro-o-indizivel-sentido-do.html\">https:\/\/www.sermulherarte.com\/2020\/08\/resenha-do-livro-o-indizivel-sentido-do.html<\/a>. Acesso em: 10 ago. 2025.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Iconografia<\/strong><\/p>\n\n\n<style type=\"text\/css\">\n#foogallery-gallery-6498.fg-masonry { --fg-gutter: 10px; }<\/style>\n\t\t\t<div class=\"foogallery foogallery-container foogallery-masonry foogallery-lightbox-foogallery fg-center fg-masonry fg-ready fg-transparent fg-round-small fg-shadow-small fg-loading-dots fg-loaded-slide-up fg-captions-bottom fg-hover-fade fg-hover-plus fg-col3\" id=\"foogallery-gallery-6498\" data-foogallery=\"{&quot;item&quot;:{&quot;showCaptionTitle&quot;:true,&quot;showCaptionDescription&quot;:true},&quot;lazy&quot;:true,&quot;template&quot;:{&quot;horizontalOrder&quot;:true}}\" data-foogallery-lightbox=\"{&quot;thumbs&quot;:&quot;bottom&quot;,&quot;thumbsCaptions&quot;:false,&quot;thumbsBestFit&quot;:false,&quot;thumbsSmall&quot;:false,&quot;thumbsCaptionsAlign&quot;:&quot;default&quot;,&quot;info&quot;:&quot;bottom&quot;,&quot;infoVisible&quot;:true,&quot;infoOverlay&quot;:true,&quot;infoAlign&quot;:&quot;default&quot;,&quot;transition&quot;:&quot;fade&quot;,&quot;hoverButtons&quot;:false,&quot;fitMedia&quot;:false,&quot;noScrollbars&quot;:true,&quot;preserveButtonSpace&quot;:true,&quot;buttons&quot;:{&quot;fullscreen&quot;:true,&quot;info&quot;:true,&quot;thumbs&quot;:false},&quot;video&quot;:{&quot;autoPlay&quot;:true}}\" style=\"--fg-title-line-clamp: 0; --fg-description-line-clamp: 0;\" >\n\t\t<div class=\"fg-column-width\"><\/div>\n\t<div class=\"fg-gutter-width\"><\/div>\n\t\t<div class=\"fg-item fg-type-image fg-idle\"><figure class=\"fg-item-inner\"><a href=\"https:\/\/pracaclovis.com\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/Editora-Patua-2017.webp\" data-caption-title=\"Editora Patu\u00e1, 2017\" data-attachment-id=\"6499\" data-e-disable-page-transition=\"true\" data-type=\"image\" class=\"fg-thumb\"><span class=\"fg-image-wrap\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" title=\"Editora Patu\u00e1, 2017\" width=\"250\" height=\"374\" class=\"skip-lazy fg-image\" data-src-fg=\"https:\/\/pracaclovis.com\/wp-content\/uploads\/cache\/2025\/09\/Editora-Patua-2017\/484360444.webp\" src=\"data:image\/svg+xml,%3Csvg%20xmlns%3D%22http%3A%2F%2Fwww.w3.org%2F2000%2Fsvg%22%20width%3D%22250%22%20height%3D%22374%22%20viewBox%3D%220%200%20250%20374%22%3E%3C%2Fsvg%3E\" loading=\"eager\"><\/span><span class=\"fg-image-overlay\"><\/span><\/a><figcaption class=\"fg-caption\"><div class=\"fg-caption-inner\"><div class=\"fg-caption-title\">Editora Patu\u00e1, 2017<\/div><\/div><\/figcaption><\/figure><div class=\"fg-loader\"><\/div><\/div><\/div><style type=\"text\/css\">.fg-caption-title {font-family: \"Montserrat\", Sans-serif; font-size: 16px; text-align: center;}<\/style>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>ROCHA, Ros\u00e2ngela Vieira. O indiz\u00edvel sentido do amor. S\u00e3o Paulo: Patu\u00e1, 2017. Leda Cl\u00e1udia da SilvaIlustra\u00e7\u00e3o: Manuela Dib Em O indiz\u00edvel sentido do amor, de Ros\u00e2ngela Vieira Rocha (Inhapim, MG, 1953), a narrativa de Nita reconstr\u00f3i sua hist\u00f3ria de amor com Jos\u00e9 Ant\u00f4nio Sim\u00f5es Filho ap\u00f3s a morte dele. 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