{"id":580,"date":"2024-03-04T19:56:01","date_gmt":"2024-03-04T19:56:01","guid":{"rendered":"https:\/\/pracaclovis.com\/?p=580"},"modified":"2025-11-12T18:03:01","modified_gmt":"2025-11-12T21:03:01","slug":"luft-lya-a-asa-esquerda-do-anjo-rio-de-janeiro-nova-fronteira-1981","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pracaclovis.com\/?p=580","title":{"rendered":"A asa esquerda do anjo"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"has-background wp-block-paragraph\" style=\"background-color:#e1dede\">LUFT, Lya. <em>A asa esquerda do anjo.<\/em> Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1981.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-right wp-block-paragraph\">Allysson Augusto Silva Casais<br><em>Ilustra\u00e7\u00e3o: Mari\u00e2ngela Albuquerque<\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Um olhar para a produ\u00e7\u00e3o liter\u00e1ria contempor\u00e2nea no Brasil evidencia de imediato o aumento no n\u00famero de obras escritas por mulheres. Ao analisar esse dado, Eur\u00eddice Figueiredo (2020), em seu livro <em>Por uma cr\u00edtica feminista: leituras transversais de escritores brasileiras<\/em>, registra as v\u00e1rias tend\u00eancias dessa literatura, \u201cque v\u00e3o do romance hist\u00f3rico (Maria Jos\u00e9 Silveira, Eliana Alves Cruz) \u00e0s narrativas de filia\u00e7\u00e3o (Adriana Armony, Noemi Jaffe), da prosa intimista, \u00e0s vezes po\u00e9tica (Aline Bei), aos romances de um realismo bruto (Cinthia Kriemler).\u201d Observando os nomes citados pela pesquisadora, o de Lya Luft (Santa Cruz do Sul, RS, 1938 \u2013 Porto Alegre, RS, 2021) poderia facilmente ser inclu\u00eddo na listagem ao lado de escritoras que se dedicam \u00e0 prosa intimista. Os romances da escritora ga\u00facha s\u00e3o permeados por personagens femininas e frequentemente exploram os traumas vividos por mulheres. <em>A asa esquerda do anjo<\/em> talvez seja o exemplo m\u00e1ximo disso.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Publicado originalmente em 1981, o segundo romance de Luft narra a hist\u00f3ria de Gu\u00edsela. Descendente de imigrantes alem\u00e3es que moram na regi\u00e3o Sul do pa\u00eds, a personagem sofre com seu deslocamento dentro da fam\u00edlia. A rigidez imposta pela av\u00f3 paterna, Frau Wolf, \u00e9 motivo de pen\u00faria desde a inf\u00e2ncia. No n\u00facleo da trama, est\u00e1 o parto de Gu\u00edsela: cada um dos seis cap\u00edtulos abre-se com detalhes do evento, antes de adentrar as mem\u00f3rias da narradora sobre sua fam\u00edlia. O parto, contudo, n\u00e3o \u00e9 o de uma crian\u00e7a, mas o de uma criatura grotesca que ocupa o corpo da protagonista. Reprimida desde cedo pelas expectativas mis\u00f3ginas de seus familiares, Gu\u00edsela nunca chega a vivenciar um ato sexual. Sob os olhos da av\u00f3 e de outros parentes, o corpo de Gu\u00edsela \u00e9 constantemente vigiado. Determina-se onde e como ela deve se sentar (sempre \u201cem cima de uma almofadinha\u201d) e espera-se que ela esteja sempre limpa. A preocupa\u00e7\u00e3o central da fam\u00edlia \u00e9 com uma suposta pureza do corpo feminino, que precisa ser constantemente preservado.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Na narrativa, a no\u00e7\u00e3o de pureza est\u00e1 nitidamente interligada \u00e0 de virgindade. Ao final do livro, Gu\u00edsela, que sempre padecera com as expectativas de seus familiares, orgulha-se de nunca ter tido uma rela\u00e7\u00e3o sexual. A gesta\u00e7\u00e3o, portanto, tem um alto grau metaf\u00f3rico no romance. O monstro que ocupa o corpo da personagem e que precisa ser expelido pode ser interpretado como as repress\u00f5es sofridas por ela ao longo da vida. A estrutura da obra contribui para esse entendimento. Al\u00e9m de o leitor acompanhar os eventos do parto no in\u00edcio de cada cap\u00edtulo, Gu\u00edsela tamb\u00e9m narra as dificuldades da conviv\u00eancia familiar. Assim, a narrativa estabelece uma rela\u00e7\u00e3o direta entre as imposi\u00e7\u00f5es sofridas pela narradora e o verme que a inflige.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cTerei coragem\u201d, Gu\u00edsela pergunta-se pouco antes do in\u00edcio do parto, \u201cde, num ritual \u00faltimo, abrir a boca como nunca abri as pernas e parir minha purifica\u00e7\u00e3o?\u201d Se as pernas da personagem permaneceram fechadas ao longo dos anos para preservar seu sexo, a salva\u00e7\u00e3o parece estar na expuls\u00e3o do verme pela via oral. A purifica\u00e7\u00e3o maior s\u00f3 \u00e9 poss\u00edvel se Gu\u00edsela tamb\u00e9m abrir aquilo que sempre manteve fechado por imposi\u00e7\u00e3o familiar: a sua boca. No livro <em>A mulher, o l\u00fadico e o grotesco em Lya Luft<\/em>, Maria Osana de Medeiros Costa (1996) resume bem a simbologia desse ato, afirmando que o \u201cparto realiza-se pela boca, numa met\u00e1fora de que s\u00f3 dando \u00e0 luz a linguagem [Gu\u00edsela] pode se libertar. O parto \u00e9 uma explos\u00e3o de vida e de linguagem, pois s\u00f3 a palavra \u00e9 capaz de expressar o reprimido e purific\u00e1-la.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A salva\u00e7\u00e3o est\u00e1 na linguagem. Dar palavras \u00e0s viol\u00eancias vividas ao longo da vida significa enfrentar os traumas do passado. Contudo, no romance, esses traumas n\u00e3o s\u00e3o somente de Gu\u00edsela, mas de gera\u00e7\u00f5es de mulheres da fam\u00edlia Wolf. Gu\u00edsela, que \u00e9 a neta e a \u00faltima sobrevivente da linhagem familiar, usa a linguagem para expelir o monstro representante n\u00e3o s\u00f3 de seu tormento particular mas tamb\u00e9m o de sua m\u00e3e, de sua av\u00f3, de sua prima e de suas tias.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><em>A asa esquerda do anjo<\/em> apresenta uma gama de personagens femininas. Al\u00e9m de Gu\u00edsela, h\u00e1 a m\u00e3e, Maria da Gra\u00e7a, a \u00fanica n\u00e3o descendente de alem\u00e3es na fam\u00edlia. Apesar de um casamento aparentemente feliz, a vida da m\u00e3e da protagonista \u00e9 marcada por sacrif\u00edcios impostos pelo papel de esposa. O abandono da terra natal, a imposi\u00e7\u00e3o da l\u00edngua e dos costumes alem\u00e3es, a expectativa de preparar pratos culin\u00e1rios que lhe provocam repulsa s\u00e3o os problemas que assolam Maria da Gra\u00e7a \u2013 al\u00e9m do velado racismo que sofre da fam\u00edlia do esposo pelo fato de n\u00e3o ter ascend\u00eancia alem\u00e3.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">As tias paternas s\u00e3o duas: Helga e Marta. A primeira \u00e9 doente e fr\u00e1gil, passando grande parte da narrativa isolada no quarto. Uma das cenas mais impactantes no livro \u00e9 justamente o estupro de Helga pelo marido, Ernst. <em>A asa esquerda do anjo <\/em>n\u00e3o \u00e9 a primeira obra em que Lya Luft trata da viol\u00eancia sexual dentro do casamento. Em seu primeiro romance, <em>As parceiras<\/em>, de 1980, a av\u00f3 da protagonista \u00e9 estuprada repetidamente pelo esposo. Casada aos 14 anos, Catarina Van Sassen passa a vida sendo violentada pelo marido que tinha \u201csuas virilhas em fogo\u201d e acaba suicidando-se. A hist\u00f3ria de Catarina, a matriarca, vira tabu para os Van Sassen e seu trauma atravessa diferentes gera\u00e7\u00f5es. Em <em>A asa esquerda do anjo<\/em>, Gu\u00edsela presencia o estupro de Helga ao entrar no quarto para dar o rem\u00e9dio a sua tia. A cena repulsiva e violenta leva Gu\u00edsela a se fechar. Ela decide transformar-se &#8220;numa velha ereta e seca&#8221;, tal como a av\u00f3, pois esse era o \u00fanico ref\u00fagio poss\u00edvel da viol\u00eancia representada por Ernst.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">J\u00e1 tia Marta \u00e9 descrita como uma mulher resignada aos pap\u00e9is de esposa e de m\u00e3e. Nesse sentido, ela \u00e9 similar \u00e0 Maria da Gra\u00e7a, s\u00f3 que mais claramente infeliz. Casada duas vezes, Marta teve quatro filhos na primeira uni\u00e3o; na segunda, foi tra\u00edda pelo marido, Stefan, com a pr\u00f3pria sobrinha, Anemarie. Sua rea\u00e7\u00e3o ao caso \u00e9 elogiada na narrativa por ela simplesmente voltar \u00e0 rotina de cuidar dos filhos e cozinhar para a fam\u00edlia \u2013 a possibilidade de dar voz \u00e0s suas m\u00e1goas lhe \u00e9 negada. \u201cO que havia nela de pacato e dom\u00e9stico\u201d, Gu\u00edsela narra, \u201cajudava-a a resistir\u201d. Sua \u00fanica salva\u00e7\u00e3o aparenta ser o ciclo de amizade que nutre com outras mulheres.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Anemarie, por sua vez, \u00e9 a neta amada de Frau Wolf. Se Gu\u00edsela sempre sofreu com as expectativas da fam\u00edlia, sentindo-se insuficiente sob o olhar da av\u00f3, Anemarie aparenta encarnar perfeitamente os valores dos Wolf. Assim, a fuga com Stefan representa o in\u00edcio da ru\u00edna da fam\u00edlia. Ainda mais, Anemarie, a neta perfeita, \u00e9 a que rejeita com maior ferocidade as expectativas colocadas sobre as mulheres da fam\u00edlia ao fugir para viver um amor proibido. E ela \u00e9 severamente punida por isso. Dez anos ap\u00f3s partir com Stefan, Anemarie retorna \u00e0 casa para morrer de um c\u00e2ncer no \u00fatero. Frau Wolf, todavia, recusa-se a ver a neta, aparecendo somente em seu vel\u00f3rio. O cuspe da matriarca perante o caix\u00e3o de Anemarie solidifica a rejei\u00e7\u00e3o sofrida pela neta que ousou escandalizar a sociedade e viver com o homem amado.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u00c9 tamb\u00e9m com a personagem de Anemarie que a narrativa explora outra tem\u00e1tica comum nos primeiros romances de Luft: o homoerotismo. Ao longo de <em>A asa esquerda do anjo<\/em>, Gu\u00edsela nutre uma paix\u00e3o por sua prima. Sob o olhar da narradora, as cenas de Anemarie tocando o violoncelo ganham uma sensualidade n\u00e3o expressada em outros momentos do romance. A j\u00e1 mencionada Catarina, personagem do romance <em>As parceiras<\/em>, por sua vez, tem um momento \u00edntimo com sua enfermeira. Descoberta, a jovem \u00e9 demitida e pouco depois se suicida. Anelise, narradora e neta de Catarina, define a nega\u00e7\u00e3o dessa intimidade como uma \u201ctrag\u00e9dia sutil\u201d, que impediu a salva\u00e7\u00e3o de sua av\u00f3. A pr\u00f3pria Anelise se apaixona por sua amiga de inf\u00e2ncia, Ad\u00e9lia, seu primeiro amor, \u201cnuma idade em que as almas interessam muito mais do que os corpos\u201d. A tem\u00e1tica do homoerotismo tamb\u00e9m est\u00e1 presente no terceiro romance de Luft, <em>Reuni\u00e3o de fam\u00edlia<\/em> (1982), com momentos \u00edntimos entre a narradora e uma amiga. Desse modo, as mulheres na literatura de Luft s\u00e3o reprimidas de in\u00fameras maneiras, inclusive na possibilidade de explorar seus desejos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Frau Wolf \u00e9 o pilar da fam\u00edlia. Imigrante alem\u00e3, a personagem se esfor\u00e7a para manter suas tradi\u00e7\u00f5es e construir uma fam\u00edlia indestrut\u00edvel. Tir\u00e2nica e autorit\u00e1ria, a matriarca \u00e9 apresentada por Gu\u00edsela como uma mulher seca e odiosa. As exig\u00eancias para falar somente alem\u00e3o, para aprender a bordar, tocar piano e cozinhar, entre tantas outras coisas, fazem com que a narradora sempre se sinta como uma incapaz sob os olhos da av\u00f3. O desgosto de Gu\u00edsela por Frau Wolf \u00e9 tamb\u00e9m devido ao modo como a matriarca trata Maria da Gra\u00e7a. Como brasileira numa fam\u00edlia de ascend\u00eancia alem\u00e3, a m\u00e3e da protagonista \u00e9 vista como inferior. A m\u00e1goa de Frau Wolf por seu querido filho n\u00e3o ter se casado com uma mulher descendente de alem\u00e3es fica clara na narrativa. Assim, a no\u00e7\u00e3o de pureza no romance estende-se tamb\u00e9m para o sangue. O deslocamento de Gu\u00edsela na fam\u00edlia tamb\u00e9m est\u00e1 relacionado com o fato de ela ser encarada como a neta com sangue impuro. Desse modo, Luft n\u00e3o hesita em tocar na ferida do fascismo ainda evidente na regi\u00e3o Sul do Brasil.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ao longo da narrativa, todavia, compreende-se que a frieza de Frau Wolf \u00e9 seu ref\u00fagio. Assim como sua prole, a personagem tamb\u00e9m sofre com as imposi\u00e7\u00f5es sociais devido a seu sexo. Isso fica aparente com as poucas informa\u00e7\u00f5es reveladas sobre o casamento de Frau Wolf. Ap\u00f3s o nascimento da filha ca\u00e7ula, Marta, Frau Wolf expulsou o marido do quarto. Assim, os dois passaram \u201cos \u00faltimos cinco anos da vida dele sem trocar uma palavra\u201d. Nada mais \u00e9 dito sobre a uni\u00e3o, por\u00e9m, com o desfile de mulheres desafortunadas da fam\u00edlia Wolf, \u00e9 f\u00e1cil imaginar que a matriarca \u00e9 mais uma delas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os romances de Lya Luft est\u00e3o voltados para a explora\u00e7\u00e3o do \u00edntimo de suas narradoras. Todavia, como evidenciado por <em>A asa esquerda do anjo<\/em>, olhar para o particular n\u00e3o significa ignorar o social. Atrav\u00e9s de suas personagens femininas, Luft explora os efeitos perversos do patriarcado. Em sua obra, gera\u00e7\u00f5es de mulheres s\u00e3o marcadas por traumas ligados \u00e0 experi\u00eancia de ser mulher em uma sociedade como a brasileira. Por\u00e9m, resistir ainda \u00e9 poss\u00edvel. Frau Wolf expulsa o marido do quarto, tia Marta fortalece suas rela\u00e7\u00f5es de amizade com outras mulheres e Anemarie escolhe viver seu amor. Apesar de suas trag\u00e9dias, todas travam uma luta por suas exist\u00eancias com as ferramentas que lhes s\u00e3o dispon\u00edveis. Para Gu\u00edsela, a resist\u00eancia s\u00f3 \u00e9 poss\u00edvel na linguagem.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Refer\u00eancias<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">COSTA, Maria Osana de Medeiros (1996). <em>A mulher, o l\u00fadico e o grotesco em Lya Luft<\/em>. S\u00e3o Paulo: Annablume.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">FIGUEIREDO, Eur\u00eddice (2020). <em>Por uma cr\u00edtica feminista<\/em>: leituras transversais de escritores brasileiras. Porto Alegre: Zouk, 2020.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">LUFT, Lya (1980). <em>As parceiras.<\/em> Rio de Janeiro: Record.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">LUFT, Lya (1982). <em>Reuni\u00e3o de fam\u00edlia.<\/em> Rio de Janeiro: Record.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Para saber mais<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">CARRIJO, Silvana Augusta Barbosa (2013). <em>Trama t\u00e3o mesma e t\u00e3o v\u00e1ria<\/em>: g\u00eaneros, mem\u00f3ria e imagin\u00e1rio na prosa liter\u00e1ria de Lya Luft. Curitiba: Prismas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">MELO, Cimara Valim de (2005). <em>Lya Luft<\/em>: percursos entre intimismo e modernidade. Disserta\u00e7\u00e3o (Mestrado em Letras) \u2013 Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Porto Alegre.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Iconografia<\/strong><\/p>\n\n\n<style type=\"text\/css\">\n#foogallery-gallery-3063.fg-masonry { --fg-gutter: 10px; }<\/style>\n\t\t\t<div class=\"foogallery foogallery-container foogallery-masonry foogallery-lightbox-foogallery fg-center fg-masonry fg-ready fg-transparent fg-round-small fg-shadow-small fg-loading-dots fg-loaded-slide-up fg-captions-bottom fg-hover-fade fg-hover-plus fg-col3\" id=\"foogallery-gallery-3063\" data-foogallery=\"{&quot;item&quot;:{&quot;showCaptionTitle&quot;:true,&quot;showCaptionDescription&quot;:true},&quot;lazy&quot;:true,&quot;template&quot;:{&quot;horizontalOrder&quot;:true}}\" data-foogallery-lightbox=\"{&quot;thumbs&quot;:&quot;bottom&quot;,&quot;thumbsCaptions&quot;:false,&quot;thumbsBestFit&quot;:false,&quot;thumbsSmall&quot;:false,&quot;thumbsCaptionsAlign&quot;:&quot;default&quot;,&quot;info&quot;:&quot;bottom&quot;,&quot;infoVisible&quot;:true,&quot;infoOverlay&quot;:true,&quot;infoAlign&quot;:&quot;default&quot;,&quot;transition&quot;:&quot;fade&quot;,&quot;hoverButtons&quot;:false,&quot;fitMedia&quot;:false,&quot;noScrollbars&quot;:true,&quot;preserveButtonSpace&quot;:true,&quot;buttons&quot;:{&quot;fullscreen&quot;:true,&quot;info&quot;:true,&quot;thumbs&quot;:false},&quot;video&quot;:{&quot;autoPlay&quot;:true}}\" style=\"--fg-title-line-clamp: 0; --fg-description-line-clamp: 0;\" >\n\t\t<div class=\"fg-column-width\"><\/div>\n\t<div class=\"fg-gutter-width\"><\/div>\n\t\t<div class=\"fg-item fg-type-image fg-idle\"><figure class=\"fg-item-inner\"><a href=\"https:\/\/pracaclovis.com\/wp-content\/uploads\/2023\/08\/A-asa-esquerda-do-Anjo.-1a-edicao.-Rio-de-Janeiro.-Editora-Nova-Fronteira-1981-.jpg\" data-caption-title=\"Nova Fronteira, 1981\" data-attachment-id=\"320\" data-e-disable-page-transition=\"true\" data-type=\"image\" class=\"fg-thumb\"><span class=\"fg-image-wrap\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" title=\"Nova Fronteira, 1981\" width=\"250\" height=\"375\" class=\"skip-lazy fg-image\" data-src-fg=\"https:\/\/pracaclovis.com\/wp-content\/uploads\/2023\/08\/A-asa-esquerda-do-Anjo.-1a-edicao.-Rio-de-Janeiro.-Editora-Nova-Fronteira-1981-.jpg\" src=\"data:image\/svg+xml,%3Csvg%20xmlns%3D%22http%3A%2F%2Fwww.w3.org%2F2000%2Fsvg%22%20width%3D%22250%22%20height%3D%22375%22%20viewBox%3D%220%200%20250%20375%22%3E%3C%2Fsvg%3E\" loading=\"eager\"><\/span><span class=\"fg-image-overlay\"><\/span><\/a><figcaption class=\"fg-caption\"><div class=\"fg-caption-inner\"><div class=\"fg-caption-title\">Nova Fronteira, 1981<\/div><\/div><\/figcaption><\/figure><div class=\"fg-loader\"><\/div><\/div><div class=\"fg-item fg-type-image fg-idle\"><figure class=\"fg-item-inner\"><a href=\"https:\/\/pracaclovis.com\/wp-content\/uploads\/2023\/08\/A-asa-esquerda-do-Anjo.-7a-edicao.-Editora-Siciliano-1991.jpg\" data-caption-title=\"Siciliano, 1991\" data-attachment-id=\"322\" data-e-disable-page-transition=\"true\" data-type=\"image\" class=\"fg-thumb\"><span class=\"fg-image-wrap\"><img decoding=\"async\" title=\"Siciliano, 1991\" width=\"250\" height=\"370\" class=\"skip-lazy fg-image\" data-src-fg=\"https:\/\/pracaclovis.com\/wp-content\/uploads\/cache\/2023\/08\/A-asa-esquerda-do-Anjo_-7a-edicao_-Editora-Siciliano-1991\/3645198016.jpg\" src=\"data:image\/svg+xml,%3Csvg%20xmlns%3D%22http%3A%2F%2Fwww.w3.org%2F2000%2Fsvg%22%20width%3D%22250%22%20height%3D%22370%22%20viewBox%3D%220%200%20250%20370%22%3E%3C%2Fsvg%3E\" loading=\"eager\"><\/span><span class=\"fg-image-overlay\"><\/span><\/a><figcaption class=\"fg-caption\"><div class=\"fg-caption-inner\"><div class=\"fg-caption-title\">Siciliano, 1991<\/div><\/div><\/figcaption><\/figure><div class=\"fg-loader\"><\/div><\/div><\/div><style type=\"text\/css\">.fg-caption-title {font-family: \"Montserrat\", Sans-serif; font-size: 16px; text-align: center;}<\/style>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>LUFT, Lya. A asa esquerda do anjo. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1981. Allysson Augusto Silva CasaisIlustra\u00e7\u00e3o: Mari\u00e2ngela Albuquerque Um olhar para a produ\u00e7\u00e3o liter\u00e1ria contempor\u00e2nea no Brasil evidencia de imediato o aumento no n\u00famero de obras escritas por mulheres. 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