{"id":5708,"date":"2025-06-03T09:28:55","date_gmt":"2025-06-03T12:28:55","guid":{"rendered":"https:\/\/pracaclovis.com\/?p=5708"},"modified":"2025-11-12T18:00:04","modified_gmt":"2025-11-12T21:00:04","slug":"o-deu-para-fazer-em-materia-de-historia-de-amor","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pracaclovis.com\/?p=5708","title":{"rendered":"O que deu para fazer em mat\u00e9ria de hist\u00f3ria de amor"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"has-background wp-block-paragraph\" style=\"background-color:#e1dede\">VIGNA, Elvira. <em>O que deu para fazer em mat\u00e9ria de hist\u00f3ria de amor<\/em>. S\u00e3o Paulo: Companhia das Letras, 2012.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-right wp-block-paragraph\">Leda Cl\u00e1udia da Silva<br><em>Ilustra\u00e7\u00e3o: Carolina Vigna<\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em <em>O que deu para fazer em mat\u00e9ria de amor<\/em>, Elvira Vigna (Rio de Janeiro, 1947 \u2013 S\u00e3o Paulo, 2017) constr\u00f3i uma narrativa fragmentada em que o passado e o presente se entrela\u00e7am em um jogo de mem\u00f3rias, inven\u00e7\u00f5es, sil\u00eancios e interroga\u00e7\u00f5es. A protagonista, uma narradora de meia-idade e sem nome, encarrega-se de esvaziar para colocar \u00e0 venda um apartamento, no Guaruj\u00e1, que fora de Rose e Arno, um casal de judeus alem\u00e3es que migraram para o Brasil nos anos 1940. Entre objetos abandonados e pistas dispersas, ela tenta reconstruir a hist\u00f3ria desse casal cuja rela\u00e7\u00e3o parece ecoar seu pr\u00f3prio v\u00ednculo amb\u00edguo com Roger (filho de Rose e Arno), com quem mant\u00e9m uma liga\u00e7\u00e3o inst\u00e1vel h\u00e1 d\u00e9cadas. No presente da narrativa, essa viagem do Rio de Janeiro para S\u00e3o Paulo transforma-se em uma investiga\u00e7\u00e3o \u00edntima da narradora, que percorre tempos e espa\u00e7os diversos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ao longo do romance, percebe-se que a rela\u00e7\u00e3o entre a narradora e Rose constr\u00f3i-se como uma sofisticada partida de resist\u00eancia (narradora-p\u00f4quer; Rose-<em>brigde<\/em>), em que a tens\u00e3o do jogo provoca uma tens\u00e3o er\u00f3tica. Assim, corpo e palavra desafiam, cada qual \u00e0 sua maneira, as estruturas patriarcais e os regimes totalit\u00e1rios que tentaram moldar suas exist\u00eancias: \u201ccom minha desenvoltura verbal\u201d e \u201ca desenvoltura corporal de Rose\u201d. Imigrante alem\u00e3 no Brasil p\u00f3s-guerra, Rose transforma seu corpo em territ\u00f3rio de insurg\u00eancia \u2013 sua nudez dan\u00e7ante subverte as expectativas acerca dos pap\u00e9is sociais das mulheres. J\u00e1 a narradora, que era jovem na \u00e9poca da ditadura militar brasileira, por sua vez, \u00e9 tamb\u00e9m n\u00f4made e desafia as conven\u00e7\u00f5es familiares (\u201cm\u00e3e solteira\u201d), deslocando-se entre um relacionamento afetivo indefinido, uma gradua\u00e7\u00e3o n\u00e3o conclu\u00edda e mudan\u00e7as constantes de moradia: \u201cS\u00f3 ao ouvir o tlec da porta percebo como \u00e9 f\u00e1cil, e \u00e9, sempre, ir embora. \u00c9 s\u00f3 sair\u201d. \u00c9 como um jogo que a narradora manipula a narrativa, em que cada revela\u00e7\u00e3o e cada omiss\u00e3o s\u00e3o cartadas estrat\u00e9gicas contra as normas que pretendem subjug\u00e1-la, inclusive as do discurso.\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O leitor \u00e9 instigado a decifrar essa rela\u00e7\u00e3o espelhada dessa dupla insurg\u00eancia \u2013 n\u00e3o apenas interpretando os c\u00f3digos corporais de Rose e as suposi\u00e7\u00f5es ou sil\u00eancios narrativos da protagonista, mas tamb\u00e9m reconhecendo como ambas desestabilizam, cada uma do seu jeito, alguns dos pilares do patriarcado (no casamento, na maternidade, nas rela\u00e7\u00f5es afetivas) e os traumas hist\u00f3ricos que as cercam. A alem\u00e3 que dan\u00e7a nua e a brasileira que conta hist\u00f3rias alheias compartilham, no fundo, um projeto semelhante: reescrever, cada qual com suas armas dispon\u00edveis, as regras do jogo que lhes foi imposto. E, embora a dan\u00e7a da narradora seja \u201cdesajeitada\u201d, ela se reconhece na de Rose: \u201cPorque a dan\u00e7a-base a partir da qual fa\u00e7o a outra, a dela, \u00e9 de fato minha.\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Cabe ao leitor n\u00e3o apenas assistir, mas participar ativamente dessa reescritura, completando com sua interpreta\u00e7\u00e3o o que ficou nas entrelinhas da dan\u00e7a e da narrativa. O que une essas duas narrativas encavaladas, a de Rose e a da narradora, s\u00e3o as rela\u00e7\u00f5es permeadas por vazios, desencontros, trai\u00e7\u00f5es e supostos crimes \u201c(Porque matou, viu, digo logo: matou sim, \u00e9 o que eu acho.)\u201d, mas tamb\u00e9m por escolhas. Enquanto a narradora remexe no passado alheio, ela busca decifrar a si mesma, confrontando-se com as cicatrizes desse amor que foi poss\u00edvel viver.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Esta obra \u00e9 o oitavo romance dessa artista multifacetada. Formada em Literatura, com mestrado em Comunica\u00e7\u00e3o, Vigna tamb\u00e9m se dedicou ao estudo de desenho, hist\u00f3ria da arte e roteiro, consolidando uma trajet\u00f3ria singular como romancista, tradutora, ensa\u00edsta, jornalista, ilustradora, editora, artista pl\u00e1stica e cr\u00edtica de arte. No campo editorial, enfrentou desafios caracter\u00edsticos de um mercado inst\u00e1vel, em que iniciativas liter\u00e1rias muitas vezes n\u00e3o vingavam. Ainda assim, deixou um legado marcante com projetos como <em>A Pomba<\/em> (1970-1972), uma revista marginal-liter\u00e1ria. Como escritora, transitou entre a fic\u00e7\u00e3o adulta e a infantil, recebendo pr\u00eamios tanto por suas narrativas quanto por suas ilustra\u00e7\u00f5es.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Traduzido para o sueco, pela editora Tranan, em 2016, com repercuss\u00e3o entre a cr\u00edtica internacional, esse romance, escrito em 2006, foi enviado \u00e0 Companhia das Letras em 2007, mas enfrentou problemas: primeiro, o original se perdeu; depois, foi recusado. Ao revis\u00e1-lo para uma nova tentativa, a autora percebeu que algumas partes estavam muito duras e decidiu aprimor\u00e1-las, acrescentando trechos. Assim, o romance destaca-se por uma linguagem que mescla trechos prosaicos e coloquiais com tra\u00e7os de poeticidade, o que confere \u00e0 narrativa um ritmo singular, entre os &nbsp;\u201ctalvez\u201d, \u201cn\u00e3o sei\u201d e \u201cpode ser que\u201d&nbsp; que permeiam a narrativa.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A autora emprega o discurso indireto livre, permitindo que vozes narrativas e di\u00e1logos se fundam sem demarca\u00e7\u00f5es r\u00edgidas, criando por vezes um fluxo de consci\u00eancia que oscila entre o presente e as reminisc\u00eancias. A estrutura f\u00edsica da obra \u2013 dividida em tr\u00eas partes, com cap\u00edtulos numerados e par\u00e1grafos em que predominam frases curtas \u2013 contribui para a constru\u00e7\u00e3o fragmentada, refor\u00e7ando a ideia de uma narrativa que n\u00e3o segue uma linearidade convencional, mas, sim, um movimento espiralado, em que os eventos se repetem e se desdobram.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O cen\u00e1rio \u00e9 t\u00e3o importante quanto as caracter\u00edsticas das personagens: um Guaruj\u00e1 outonal, despovoado e encharcado pela chuva, em que o apartamento em ru\u00ednas parece mimetizar o estado interior da narradora. Detalhes aparentemente insignificantes \u2013 trechos de conversas com pessoas que frequentam o pr\u00e9dio do casal falecido, uma obra de arte desaparecida, um rem\u00e9dio fora do lugar \u2013 ganham carga simb\u00f3lica, revelando camadas de uma hist\u00f3ria marcada pela heran\u00e7a da Segunda Guerra, pelos deslocamentos, pelos fantasmas que acompanham gera\u00e7\u00f5es, pelos fracassos, pelas rela\u00e7\u00f5es afetivas ancoradas no vazio e na incompreens\u00e3o: \u201cVou precisar detalhar porque \u00e9 nos detalhes que est\u00e1 o todo. \u00c9 por isso que me ponho aqui, nessa recupera\u00e7\u00e3o\/inven\u00e7\u00e3o de min\u00facias\u201d.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O tempo narrativo \u00e9 descont\u00ednuo, marcado por idas e vindas entre d\u00e9cadas \u2013 dos anos 1940 ao in\u00edcio dos anos 2000, com \u201cexplos\u00f5es isl\u00e2micas\u201d operando como um marco hist\u00f3rico mais aproximado do presente da narrativa. A estada no Guaruj\u00e1, que durou um m\u00eas, torna-se um microcosmo temporal, em que a protagonista rememora e reconstr\u00f3i hist\u00f3rias familiares. Essa n\u00e3o linearidade \u00e9 acentuada pelo ritornelo, t\u00e9cnica que reitera certos eventos sob novas perspectivas, como um tema musical que retorna com varia\u00e7\u00f5es, incitando a diferen\u00e7a.\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A narrativa alimenta-se de ind\u00edcios (fotografias, documentos, fofocas), muitas vezes amb\u00edguos, como a frase \u201cmeu crime ficar\u00e1 impune\u201d, que paira como uma sombra sobre a trama. A autora recorre a tons variados \u2013 ironia, comicidade, suspense, erotismo \u2013 para explorar a subjetividade da narradora, que oscila entre a investiga\u00e7\u00e3o meticulosa e a aceita\u00e7\u00e3o de que algumas verdades permanecer\u00e3o inacess\u00edveis.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A inven\u00e7\u00e3o e a rememora\u00e7\u00e3o se confundem, pois a protagonista preenche lacunas com suposi\u00e7\u00f5es e &#8220;restos de n\u00e9voas esgar\u00e7adas&#8221;. A pr\u00f3pria linguagem, por vezes c\u00ednica, por vezes l\u00edrica, revela a dificuldade de fixar uma vers\u00e3o definitiva dos fatos. Assim, o romance n\u00e3o apenas narra uma hist\u00f3ria, mas tamb\u00e9m exp\u00f5e o processo de sua constru\u00e7\u00e3o \u2013 um jogo entre o que foi documentado e o que foi imaginado, entre o que se sabe e o que se desconfia, e suas m\u00faltiplas perspectivas. A obra, por isso, \u00e9 tanto uma investiga\u00e7\u00e3o acerca do passado quanto uma reflex\u00e3o acerca dos limites da mem\u00f3ria e da constru\u00e7\u00e3o narrativa, forjada pela linguagem. E o t\u00edtulo do romance funciona como uma senten\u00e7a ir\u00f4nica. A narradora n\u00e3o est\u00e1 em busca de reden\u00e7\u00e3o ou li\u00e7\u00e3o moral. H\u00e1, em vez disso, a franqueza com que exp\u00f5e a precariedade do que chamou de amor. N\u00e3o h\u00e1 hero\u00edsmo nem trag\u00e9dia, apenas a constata\u00e7\u00e3o de que, no fim, sobrou s\u00f3 isso: o que deu para fazer, nem mais, nem menos. E o humor \u00e1cido est\u00e1 em chamar isso de &#8220;hist\u00f3ria de amor&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em <em>O que deu para fazer em mat\u00e9ria de hist\u00f3ria de amor<\/em>, Elvira Vigna consolida sua prosa experimental, desafiando n\u00e3o apenas as conven\u00e7\u00f5es narrativas, mas tamb\u00e9m as estruturas que organizam afetos, mem\u00f3rias e hist\u00f3rias. Com uma narrativa que oscila entre o \u00edntimo e o pol\u00edtico, a autora desvela as engrenagens do patriarcado, do autoritarismo e da viol\u00eancia cotidiana, expondo suas fissuras por meio de uma protagonista que reconta \u2013 e reinventa \u2013 passados alheios como forma de resist\u00eancia. Seu estilo ir\u00f4nico transforma o banal em mat\u00e9ria liter\u00e1ria densa, revelando como o pessoal e o hist\u00f3rico se entrela\u00e7am em jogos de poder, sil\u00eancios e pequenas insurg\u00eancias. Aqui, a forma \u00e9 tamb\u00e9m conte\u00fado: a fragmenta\u00e7\u00e3o narrativa espelha a desordem das experi\u00eancias compartilhadas, enquanto a linguagem recusa qualquer consolo. Mais do que uma obra sobre amor, este \u00e9 um romance sobre as muitas maneiras de n\u00e3o se deixar capturar \u2013 pelas narrativas prontas, pelos regimes opressivos, pelos pap\u00e9is de g\u00eanero. Uma literatura que, ao desestabilizar, afirma seu lugar como voz contundente e disruptiva na fic\u00e7\u00e3o brasileira contempor\u00e2nea.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Para saber mais<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">HELENA, Lucia (2016). A queda das a\u00e7\u00f5es no mercado dos afetos: medo, amor e solid\u00e3o em Ana Luiza Escorel, Mariana Portella e Elvira Vigna. <em>Estudos de Literatura Brasileira Contempor\u00e2nea<\/em>,\u00a0[S. l.], n. 48, p. 67-86, 2016. Dispon\u00edvel em: <a href=\"https:\/\/periodicos.unb.br\/index.php\/estudos\/article\/view\/10110\">https:\/\/periodicos.unb.br\/index.php\/estudos\/article\/view\/10110<\/a>. Acesso em: 28 mar. 2025.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">SILVA, Hellyana Rocha e (2024). Construir, desconstruir, reconstruir: percursos da voz, da mem\u00f3ria e da identidade em Elvira Vigna. Tese (Doutorado em Estudos da Linguagem) \u2013 Universidade Federal de Catal\u00e3o, Goi\u00e1s. Dispon\u00edvel em: <a href=\"https:\/\/repositorio.ifgoiano.edu.br\/bitstream\/prefix\/4391\/1\/Tese%20vers%c3%a3o%20final%20-%20Hellyana%20Rocha%20e%20Silva.pdf\">https:\/\/repositorio.ifgoiano.edu.br\/bitstream\/prefix\/4391\/1\/Tese%20vers%c3%a3o%20final%20-%20Hellyana%20Rocha%20e%20Silva.pdf<\/a><a>.<\/a> Acesso em 28 mar. 2025.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">TONUS, Leonardo (2021). Espa\u00e7amentos em Elvira Vigna. <em>Veredas<\/em>: Revista da Associa\u00e7\u00e3o Internacional de Lusitanistas,\u00a0[S. l.], n. 34, p. 134-142. Dispon\u00edvel em: <a href=\"https:\/\/revistaveredas.org\/index.php\/ver\/article\/view\/698\">https:\/\/revistaveredas.org\/index.php\/ver\/article\/view\/698<\/a>. Acesso em: 28 mar. 2025.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">VIGNA, Elvira (2014). Comunica\u00e7\u00e3o no evento Paiol Liter\u00e1rio. <em>Revista<\/em> <em>Rascunho<\/em>, n. 165. Dispon\u00edvel em: <a href=\"https:\/\/rascunho.com.br\/paiol-literario\/elvira-vigna\/\">https:\/\/rascunho.com.br\/paiol-literario\/elvira-vigna\/<\/a>. Acesso em: 30 abr. 2025.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Iconografia<\/strong><\/p>\n\n\n<style type=\"text\/css\">\n#foogallery-gallery-5711.fg-masonry { --fg-gutter: 10px; }<\/style>\n\t\t\t<div class=\"foogallery foogallery-container foogallery-masonry foogallery-lightbox-foogallery fg-center fg-masonry fg-ready fg-transparent fg-round-small fg-shadow-small fg-loading-dots fg-loaded-slide-up fg-captions-bottom fg-hover-fade fg-hover-plus fg-col3\" id=\"foogallery-gallery-5711\" data-foogallery=\"{&quot;item&quot;:{&quot;showCaptionTitle&quot;:true,&quot;showCaptionDescription&quot;:true},&quot;lazy&quot;:true,&quot;template&quot;:{&quot;horizontalOrder&quot;:true}}\" data-foogallery-lightbox=\"{&quot;thumbs&quot;:&quot;bottom&quot;,&quot;thumbsCaptions&quot;:false,&quot;thumbsBestFit&quot;:false,&quot;thumbsSmall&quot;:false,&quot;thumbsCaptionsAlign&quot;:&quot;default&quot;,&quot;info&quot;:&quot;bottom&quot;,&quot;infoVisible&quot;:true,&quot;infoOverlay&quot;:true,&quot;infoAlign&quot;:&quot;default&quot;,&quot;transition&quot;:&quot;fade&quot;,&quot;hoverButtons&quot;:false,&quot;fitMedia&quot;:false,&quot;noScrollbars&quot;:true,&quot;preserveButtonSpace&quot;:true,&quot;buttons&quot;:{&quot;fullscreen&quot;:true,&quot;info&quot;:true,&quot;thumbs&quot;:false},&quot;video&quot;:{&quot;autoPlay&quot;:true}}\" style=\"--fg-title-line-clamp: 0; --fg-description-line-clamp: 0;\" >\n\t\t<div class=\"fg-column-width\"><\/div>\n\t<div class=\"fg-gutter-width\"><\/div>\n\t\t<div class=\"fg-item fg-type-image fg-idle\"><figure class=\"fg-item-inner\"><a href=\"https:\/\/pracaclovis.com\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/Cia-das-Letras-2012.webp\" data-caption-title=\"Companhia das Letras, 2012\" data-attachment-id=\"5712\" data-e-disable-page-transition=\"true\" data-type=\"image\" class=\"fg-thumb\"><span class=\"fg-image-wrap\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" title=\"Companhia das Letras, 2012\" width=\"250\" height=\"387\" class=\"skip-lazy fg-image\" data-src-fg=\"https:\/\/pracaclovis.com\/wp-content\/uploads\/cache\/2025\/06\/Cia-das-Letras-2012\/1874731216.webp\" src=\"data:image\/svg+xml,%3Csvg%20xmlns%3D%22http%3A%2F%2Fwww.w3.org%2F2000%2Fsvg%22%20width%3D%22250%22%20height%3D%22387%22%20viewBox%3D%220%200%20250%20387%22%3E%3C%2Fsvg%3E\" loading=\"eager\"><\/span><span class=\"fg-image-overlay\"><\/span><\/a><figcaption class=\"fg-caption\"><div class=\"fg-caption-inner\"><div class=\"fg-caption-title\">Companhia das Letras, 2012<\/div><\/div><\/figcaption><\/figure><div class=\"fg-loader\"><\/div><\/div><div class=\"fg-item fg-type-image fg-idle\"><figure class=\"fg-item-inner\"><a href=\"https:\/\/pracaclovis.com\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/Suecia-bokforlaget-Tranan-2016.webp\" data-caption-title=\"Su\u00e9cia, bokf\u00f6rlaget Tranan, 2016\" data-attachment-id=\"5713\" data-e-disable-page-transition=\"true\" data-type=\"image\" class=\"fg-thumb\"><span class=\"fg-image-wrap\"><img decoding=\"async\" title=\"Su\u00e9cia, bokf\u00f6rlaget Tranan, 2016\" width=\"250\" height=\"371\" class=\"skip-lazy fg-image\" data-src-fg=\"https:\/\/pracaclovis.com\/wp-content\/uploads\/cache\/2025\/06\/Suecia-bokforlaget-Tranan-2016\/4100200144.webp\" src=\"data:image\/svg+xml,%3Csvg%20xmlns%3D%22http%3A%2F%2Fwww.w3.org%2F2000%2Fsvg%22%20width%3D%22250%22%20height%3D%22371%22%20viewBox%3D%220%200%20250%20371%22%3E%3C%2Fsvg%3E\" loading=\"eager\"><\/span><span class=\"fg-image-overlay\"><\/span><\/a><figcaption class=\"fg-caption\"><div class=\"fg-caption-inner\"><div class=\"fg-caption-title\">Su\u00e9cia, bokf\u00f6rlaget Tranan, 2016<\/div><\/div><\/figcaption><\/figure><div class=\"fg-loader\"><\/div><\/div><\/div><style type=\"text\/css\">.fg-caption-title {font-family: \"Montserrat\", Sans-serif; font-size: 16px; text-align: center;}<\/style>\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>VIGNA, Elvira. O que deu para fazer em mat\u00e9ria de hist\u00f3ria de amor. S\u00e3o Paulo: Companhia das Letras, 2012. Leda Cl\u00e1udia da SilvaIlustra\u00e7\u00e3o: Carolina Vigna Em O que deu para fazer em mat\u00e9ria de amor, Elvira Vigna (Rio de Janeiro, 1947 \u2013 S\u00e3o Paulo, 2017) constr\u00f3i uma narrativa fragmentada em que o passado e o [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":4,"featured_media":5709,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"categories":[555],"tags":[443,103,211,535,97,92,574,93],"cronologia":[34],"estado":[125],"regiaodaautoria":[45],"autoria":[250,248],"class_list":["post-5708","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-romance","tag-ditadura","tag-ditadura-1964-1985","tag-fragmentacao","tag-metalinguagem","tag-metaliteratura","tag-migracao","tag-mulheres","tag-relacoes-familiares","cronologia-34","estado-rio-de-janeiro","regiaodaautoria-sudeste","autoria-autoriabranca","autoria-autoriafeminina"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pracaclovis.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/5708","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pracaclovis.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pracaclovis.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pracaclovis.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/4"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pracaclovis.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=5708"}],"version-history":[{"count":5,"href":"https:\/\/pracaclovis.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/5708\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":5720,"href":"https:\/\/pracaclovis.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/5708\/revisions\/5720"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pracaclovis.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/5709"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pracaclovis.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=5708"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pracaclovis.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=5708"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pracaclovis.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=5708"},{"taxonomy":"cronologia","embeddable":true,"href":"https:\/\/pracaclovis.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcronologia&post=5708"},{"taxonomy":"estado","embeddable":true,"href":"https:\/\/pracaclovis.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Festado&post=5708"},{"taxonomy":"regiaodaautoria","embeddable":true,"href":"https:\/\/pracaclovis.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fregiaodaautoria&post=5708"},{"taxonomy":"autoria","embeddable":true,"href":"https:\/\/pracaclovis.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fautoria&post=5708"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}