{"id":5529,"date":"2025-05-18T12:21:26","date_gmt":"2025-05-18T15:21:26","guid":{"rendered":"https:\/\/pracaclovis.com\/?p=5529"},"modified":"2025-09-15T09:45:18","modified_gmt":"2025-09-15T12:45:18","slug":"armadilha-para-lamartine","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pracaclovis.com\/?p=5529","title":{"rendered":"Armadilha para Lamartine"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"has-background wp-block-paragraph\" style=\"background-color:#e1dede\">SUSSEKIND, Carlos &amp; Carlos. <em>Armadilha para Lamartine<\/em>. Rio de Janeiro: Labor, 1976.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-right wp-block-paragraph\">Gislene Maria Barral Lima Felipe da Silva<br><em>Ilustra\u00e7\u00e3o: Francisco Dalcastagn\u00e8 Miguel<\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><em>Armadilha para Lamartine<\/em>, publicada em 1976, \u00e9 a segunda obra de Carlos Sussekind de Mendon\u00e7a Filho (Rio de Janeiro, RJ, 1933 \u2013 Rio de Janeiro, RJ, 2021), romancista e tradutor que deixou uma produ\u00e7\u00e3o discreta, por\u00e9m singular, na literatura brasileira. Autor de <em>Ombros altos<\/em> (1960), <em>Que pensam voc\u00eas que ele fez<\/em> (1994) e <em>O autor mente muito<\/em> (2001), este \u00faltimo escrito em parceria com o psicanalista Francisco Daudt da Veiga, Sussekind construiu uma trajet\u00f3ria liter\u00e1ria marcada pela experimenta\u00e7\u00e3o e pela introspec\u00e7\u00e3o. Em <em>Armadilha para Lamartine<\/em>, essas caracter\u00edsticas ganham contornos mais intensos, numa narrativa que tensiona os limites entre autobiografia e fic\u00e7\u00e3o, loucura e lucidez, raz\u00e3o e del\u00edrio, ordem e colapso.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Um dos aspectos mais instigantes da obra est\u00e1 logo em sua assinatura: \u201cCarlos &amp; Carlos Sussekind\u201d. Ao compor essa dupla autoria, o autor parece ceder espa\u00e7o \u00e0 voz do pai, o jurista, ensa\u00edsta e memorialista Carlos Sussekind de Mendon\u00e7a, cujos di\u00e1rios \u00edntimos, com cerca de 30 mil p\u00e1ginas escritas ao longo de tr\u00eas d\u00e9cadas, serviriam como base documental para a cria\u00e7\u00e3o do romance. A coexist\u00eancia dessas duas figuras \u2013 pai e filho, ficcionista e memorialista \u2013 indica uma proposta narrativa fundada na simbiose de perspectivas, ecos afetivos e choques de gera\u00e7\u00e3o. A inscri\u00e7\u00e3o dupla sinaliza um pacto liter\u00e1rio e psicanal\u00edtico: contar-se a partir da escuta (ou incorpora\u00e7\u00e3o) do outro.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O enredo acompanha a trajet\u00f3ria de Lamartine, jovem de 21 anos que, em meio a uma crise existencial profunda, acaba internado em um hospital psiqui\u00e1trico. O sanat\u00f3rio, longe de oferecer acolhimento ou cura, aparece como espa\u00e7o de repress\u00e3o, apagamento e viol\u00eancia simb\u00f3lica \u2013 um cen\u00e1rio que, embora constru\u00eddo ficcionalmente, dialoga com experi\u00eancias reais de interna\u00e7\u00f5es compuls\u00f3rias na segunda metade do s\u00e9culo XX.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Contudo, <em>Armadilha para Lamartine<\/em> n\u00e3o se limita \u00e0 den\u00fancia institucional. Sua contribui\u00e7\u00e3o mais potente talvez resida na complexa tessitura formal e simb\u00f3lica da narrativa. O livro se comp\u00f5e de duas partes principais \u2013 \u201cDuas Mensagens do Pavilh\u00e3o dos Tranquilos\u201d e \u201cDi\u00e1rio da Varandola-Gabinete\u201d \u2013, antecedidas por um pre\u00e2mbulo em que um narrador-organizador apresenta o conte\u00fado. A primeira parte, atribu\u00edda a Lamartine, traz as anota\u00e7\u00f5es do jovem durante sua interna\u00e7\u00e3o no Sanat\u00f3rio Tr\u00eas Cruzes. A segunda, atribu\u00edda a Esp\u00e1rtaco M., seu pai, re\u00fane trechos de um di\u00e1rio que registra os eventos cotidianos, familiares e pol\u00edticos que cercam o epis\u00f3dio de loucura do filho. A justaposi\u00e7\u00e3o dessas duas vozes \u2013 com seus estilos, l\u00e9xicos e inten\u00e7\u00f5es pr\u00f3prios \u2013 cria um efeito de espelhamento que confunde as fronteiras entre autor e personagem, documento e inven\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em \u201cDuas Mensagens do Pavilh\u00e3o dos Tranquilos\u201d, Lamartine adota a voz de um suposto companheiro de interna\u00e7\u00e3o para relatar sua experi\u00eancia no hosp\u00edcio. Trata-se de uma escolha narrativa que j\u00e1 desloca o centro de gravidade do texto: n\u00e3o se trata de um di\u00e1rio \u00edntimo, tampouco de um relato cl\u00ednico, mas de um testemunho encenado, que, por meio da ironia e da cr\u00edtica, revela a degrada\u00e7\u00e3o do sujeito num ambiente que deveria promover a cura. Um dos epis\u00f3dios mais marcantes \u00e9 sua participa\u00e7\u00e3o no jornal interno <em>O Ataque<\/em>, iniciativa que acaba motivando sua transfer\u00eancia para o pavilh\u00e3o de pacientes submetidos a \u201ctratamentos especiais\u201d, como a eletroterapia. A escrita assume aqui um duplo papel: \u00e9, ao mesmo tempo, forma de resist\u00eancia \u2013 registro de lucidez diante do absurdo \u2013 e meio de puni\u00e7\u00e3o \u2013 prova de insubordina\u00e7\u00e3o diante da ordem institucional.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Lamartine narra sua rotina no sanat\u00f3rio com aguda sensibilidade, atentando para os gestos, os sil\u00eancios e as pequenas viol\u00eancias do cotidiano. Sua prosa alterna entre o descritivo e o filos\u00f3fico, entre a cr\u00f4nica e a reflex\u00e3o subjetiva, compondo um retrato multifacetado do confinamento. A fronteira entre realidade e alucina\u00e7\u00e3o se dilui; os internos e os m\u00e9dicos tornam-se figuras quase indistintas, embaralhadas em um jogo de poder no qual a \u201cloucura\u201d aparece mais como diagn\u00f3stico social do que como condi\u00e7\u00e3o cl\u00ednica. As imagens simb\u00f3licas, o uso reiterado de met\u00e1foras e a fragmenta\u00e7\u00e3o do texto sugerem que Lamartine encontra, na linguagem, uma sa\u00edda poss\u00edvel para a experi\u00eancia do sofrimento \u2013 ou, ao menos, uma forma de organiz\u00e1-lo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Se a primeira parte oferece uma imers\u00e3o no mundo interno de Lamartine, a segunda parte \u2013 \u201cDi\u00e1rio da Varandola-Gabinete\u201d \u2013 desloca o foco para Esp\u00e1rtaco M., pai do protagonista, promotor de justi\u00e7a e homem de h\u00e1bitos r\u00edgidos, que v\u00ea na escrita uma tentativa de dar ordem ao caos familiar e pol\u00edtico. O di\u00e1rio abarca os anos de 1954 e 1955, marcados por turbul\u00eancias que v\u00e3o da morte de Get\u00falio Vargas \u00e0 posse de Juscelino Kubitschek. Os acontecimentos pol\u00edticos surgem como pano de fundo para a narrativa dom\u00e9stica, mas tamb\u00e9m como extens\u00e3o simb\u00f3lica da instabilidade emocional do autor do di\u00e1rio. A queda da autoridade estatal e a fragmenta\u00e7\u00e3o do regime encontram paralelo na desestrutura\u00e7\u00e3o da autoridade paterna e na crise da masculinidade moderna.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Esp\u00e1rtaco M. registra obsessivamente os movimentos do filho, suas leituras, seus h\u00e1bitos alimentares e seu comportamento. Mas esse controle n\u00e3o se restringe a Lamartine: a m\u00e3e e a irm\u00e3 Anita tamb\u00e9m aparecem sob o olhar meticuloso do patriarca. A m\u00e3e, debilitada f\u00edsica e emocionalmente, sofre de problemas hormonais e intestinais, sintomas que Esp\u00e1rtaco anota com frequ\u00eancia, como se o corpo da esposa fosse um campo de experimenta\u00e7\u00e3o para sua compuls\u00e3o classificat\u00f3ria. Anita, por sua vez, se aproxima do pai na escrita, mas n\u00e3o escapa da vigil\u00e2ncia simb\u00f3lica que permeia toda a fam\u00edlia. O di\u00e1rio de Esp\u00e1rtaco, mais do que uma tentativa de narrar a realidade, revela-se um instrumento de poder \u2013 uma forma de manter o mundo sob controle diante da imin\u00eancia do colapso.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A rela\u00e7\u00e3o entre pai e filho \u00e9 marcada por um v\u00ednculo simbi\u00f3tico. A raz\u00e3o hipertrofiada de Esp\u00e1rtaco parece projetar-se sobre a \u201cdesraz\u00e3o\u201d de Lamartine, criando um ciclo de depend\u00eancia emocional que alimenta o desmoronamento de ambos. A narrativa, nesse sentido, n\u00e3o \u00e9 apenas o registro de duas subjetividades em crise, mas a encena\u00e7\u00e3o de um processo de dissolu\u00e7\u00e3o das identidades, em que o eu s\u00f3 se constitui na alteridade.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Essa fus\u00e3o de vozes e perspectivas reflete tamb\u00e9m a tens\u00e3o entre tradi\u00e7\u00e3o e ruptura. Esp\u00e1rtaco \u00e9 um comunista ateu, disciplinado, racionalista; Lamartine, por outro lado, \u00e9 um liberal m\u00edstico, dado \u00e0 filosofia, \u00e0 m\u00fasica, ao teatro e \u00e0 escrita. A oposi\u00e7\u00e3o ideol\u00f3gica entre ambos simboliza transforma\u00e7\u00f5es mais amplas \u2013 o embate entre a ordem patriarcal e os anseios libert\u00e1rios da juventude p\u00f3s-guerra. A religiosidade de Lamartine, lida pelo pai como sinal de desajuste, pode ser compreendida como tentativa de transcend\u00eancia diante do vazio. Seu misticismo n\u00e3o \u00e9 fuga, mas cr\u00edtica \u00e0 racionalidade instrumental que permeia tanto o ambiente familiar quanto o sistema psiqui\u00e1trico.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A experi\u00eancia de interna\u00e7\u00e3o n\u00e3o anula sua pot\u00eancia criadora. Pelo contr\u00e1rio, o per\u00edodo no sanat\u00f3rio \u00e9 descrito como um momento de intensa produ\u00e7\u00e3o art\u00edstica: Lamartine escreve, toca piano, desenha, reflete. A loucura, nesse contexto, \u00e9 tamb\u00e9m uma forma de reinven\u00e7\u00e3o. A representa\u00e7\u00e3o ambivalente da doen\u00e7a mental \u2013 ora como dor, ora como pot\u00eancia \u2013 coloca o romance em di\u00e1logo com autores como Antonin Artaud e R. D. Laing, para quem o del\u00edrio pode ser uma forma de revela\u00e7\u00e3o. A cr\u00edtica \u00e0s institui\u00e7\u00f5es psiqui\u00e1tricas n\u00e3o se restringe \u00e0 den\u00fancia dos m\u00e9todos violentos (como os eletrochoques), mas alcan\u00e7a uma dimens\u00e3o existencial, ao questionar os limites da racionalidade moderna.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A estrutura formal da obra acentua essa ambival\u00eancia. A justaposi\u00e7\u00e3o dos textos, a invers\u00e3o da ordem de leitura, os sil\u00eancios e as lacunas exigem do leitor um esfor\u00e7o ativo de interpreta\u00e7\u00e3o. N\u00e3o se trata de uma narrativa linear, mas de um mosaico fragmentado, que convida \u00e0 montagem. A linguagem \u00e9 precisa, densa, marcada por imagens sugestivas e por uma pulsa\u00e7\u00e3o filos\u00f3fica que atravessa os dois registros \u2013 o do del\u00edrio e o da disciplina. A recusa em oferecer uma explica\u00e7\u00e3o totalizante refor\u00e7a o car\u00e1ter enigm\u00e1tico do texto, que se constitui na tens\u00e3o entre o dito e o n\u00e3o dito.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><em>Armadilha para Lamartine<\/em> \u00e9, tamb\u00e9m, uma cr\u00edtica sutil \u00e0 moralidade burguesa. A fam\u00edlia retratada \u00e9 composta por sujeitos letrados, frequentadores de cinema, teatro, leitores ass\u00edduos de jornais e livros. H\u00e1, por\u00e9m, um abismo entre o capital cultural dessa elite e sua incapacidade de lidar com o diferente. A sensibilidade de Lamartine, seu gosto pela arte, sua recusa ao modelo viril e produtivista, confrontam as expectativas do pai, para quem a ordem familiar est\u00e1 fundada na autoridade e na disciplina. O colapso do filho exp\u00f5e a fragilidade de um modelo que j\u00e1 n\u00e3o se sustenta \u2013 e que responde \u00e0 crise com repress\u00e3o, em vez de escuta.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A contribui\u00e7\u00e3o do romance \u00e0 literatura contempor\u00e2nea brasileira consiste justamente em sua capacidade de articular o \u00edntimo e o pol\u00edtico, o est\u00e9tico e o ps\u00edquico. Ao dar forma \u00e0 experi\u00eancia da loucura sem reduzi-la ao clich\u00ea ou ao espet\u00e1culo, Carlos Sussekind oferece ao leitor uma obra densa, cr\u00edtica e profundamente humana. A loucura, aqui, n\u00e3o \u00e9 apenas tema: \u00e9 tamb\u00e9m forma, m\u00e9todo e desafio ao leitor.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><em>Armadilha para Lamartine<\/em> permanece atual porque interroga os modos como a sociedade lida com o sofrimento ps\u00edquico, questiona os mecanismos de exclus\u00e3o e sugere que a cria\u00e7\u00e3o art\u00edstica \u2013 mesmo em meio \u00e0 dor \u2013 \u00e9 uma forma de resist\u00eancia. Ao mesclar literatura, filosofia e psicologia, Carlos Sussekind constr\u00f3i um romance que escapa \u00e0s classifica\u00e7\u00f5es f\u00e1ceis e convida \u00e0 reflex\u00e3o. Uma armadilha, sim \u2013 mas n\u00e3o para Lamartine: para o leitor, que \u00e9 levado a enfrentar as zonas mais inst\u00e1veis da raz\u00e3o e da linguagem, do afeto e da identidade.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Para saber mais<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">BARCELLOS, Sergio da Silva (2004). <em>Armadilhas para a narrativa<\/em>: estrat\u00e9gias narrativas em dois romances de Carlos Sussekind. Pontif\u00edcia Universidade Cat\u00f3lica do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro. Dispon\u00edvel em: <a href=\"https:\/\/doi.org\/10.17771\/PUCRio.acad.4972\">https:\/\/doi.org\/10.17771\/PUCRio.acad.4972<\/a>. Acesso em: 19 dez. 2024.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">SILVA, Gislene Maria Barral Lima Felipe da Silva (2001). <em>Vozes da loucura, ecos na literatura<\/em>: o espa\u00e7o do louco em <em>O ex\u00e9rcito de um homem s\u00f3<\/em>, de Moacyr Scliar, e <em>Armadilha para Lamartine<\/em>, de Carlos &amp; Carlos Sussekind. Disserta\u00e7\u00e3o (Mestrado em Literatura Brasileira) \u2013 Universidade de Bras\u00edlia, Bras\u00edlia.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Iconografia<\/strong><\/p>\n\n\n<style type=\"text\/css\">\n#foogallery-gallery-5532.fg-masonry { --fg-gutter: 10px; }<\/style>\n\t\t\t<div class=\"foogallery foogallery-container foogallery-masonry foogallery-lightbox-foogallery fg-center fg-masonry fg-ready fg-transparent fg-round-small fg-shadow-small fg-loading-dots fg-loaded-slide-up fg-captions-bottom fg-hover-fade fg-hover-plus fg-col3\" id=\"foogallery-gallery-5532\" data-foogallery=\"{&quot;item&quot;:{&quot;showCaptionTitle&quot;:true,&quot;showCaptionDescription&quot;:true},&quot;lazy&quot;:true,&quot;template&quot;:{&quot;horizontalOrder&quot;:true}}\" data-foogallery-lightbox=\"{&quot;thumbs&quot;:&quot;bottom&quot;,&quot;thumbsCaptions&quot;:false,&quot;thumbsBestFit&quot;:false,&quot;thumbsSmall&quot;:false,&quot;thumbsCaptionsAlign&quot;:&quot;default&quot;,&quot;info&quot;:&quot;bottom&quot;,&quot;infoVisible&quot;:true,&quot;infoOverlay&quot;:true,&quot;infoAlign&quot;:&quot;default&quot;,&quot;transition&quot;:&quot;fade&quot;,&quot;hoverButtons&quot;:false,&quot;fitMedia&quot;:false,&quot;noScrollbars&quot;:true,&quot;preserveButtonSpace&quot;:true,&quot;buttons&quot;:{&quot;fullscreen&quot;:true,&quot;info&quot;:true,&quot;thumbs&quot;:false},&quot;video&quot;:{&quot;autoPlay&quot;:true}}\" style=\"--fg-title-line-clamp: 0; --fg-description-line-clamp: 0;\" >\n\t\t<div class=\"fg-column-width\"><\/div>\n\t<div class=\"fg-gutter-width\"><\/div>\n\t\t<div class=\"fg-item fg-type-image fg-idle\"><figure class=\"fg-item-inner\"><a href=\"https:\/\/pracaclovis.com\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/Labor-1976.webp\" data-caption-title=\"Labor, 1976\" data-attachment-id=\"5533\" data-e-disable-page-transition=\"true\" data-type=\"image\" class=\"fg-thumb\"><span class=\"fg-image-wrap\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" title=\"Labor, 1976\" width=\"250\" height=\"392\" class=\"skip-lazy fg-image\" data-src-fg=\"https:\/\/pracaclovis.com\/wp-content\/uploads\/cache\/2025\/05\/Labor-1976\/1681391435.webp\" src=\"data:image\/svg+xml,%3Csvg%20xmlns%3D%22http%3A%2F%2Fwww.w3.org%2F2000%2Fsvg%22%20width%3D%22250%22%20height%3D%22392%22%20viewBox%3D%220%200%20250%20392%22%3E%3C%2Fsvg%3E\" loading=\"eager\"><\/span><span class=\"fg-image-overlay\"><\/span><\/a><figcaption class=\"fg-caption\"><div class=\"fg-caption-inner\"><div class=\"fg-caption-title\">Labor, 1976<\/div><\/div><\/figcaption><\/figure><div class=\"fg-loader\"><\/div><\/div><div class=\"fg-item fg-type-image fg-idle\"><figure class=\"fg-item-inner\"><a href=\"https:\/\/pracaclovis.com\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/Brasiliense-1991.webp\" data-caption-title=\"Brasiliense, 1991\" data-attachment-id=\"5534\" data-e-disable-page-transition=\"true\" data-type=\"image\" class=\"fg-thumb\"><span class=\"fg-image-wrap\"><img decoding=\"async\" title=\"Brasiliense, 1991\" width=\"250\" height=\"385\" class=\"skip-lazy fg-image\" data-src-fg=\"https:\/\/pracaclovis.com\/wp-content\/uploads\/cache\/2025\/05\/Brasiliense-1991\/3105216907.webp\" src=\"data:image\/svg+xml,%3Csvg%20xmlns%3D%22http%3A%2F%2Fwww.w3.org%2F2000%2Fsvg%22%20width%3D%22250%22%20height%3D%22385%22%20viewBox%3D%220%200%20250%20385%22%3E%3C%2Fsvg%3E\" loading=\"eager\"><\/span><span class=\"fg-image-overlay\"><\/span><\/a><figcaption class=\"fg-caption\"><div class=\"fg-caption-inner\"><div class=\"fg-caption-title\">Brasiliense, 1991<\/div><\/div><\/figcaption><\/figure><div class=\"fg-loader\"><\/div><\/div><div class=\"fg-item fg-type-image fg-idle\"><figure class=\"fg-item-inner\"><a href=\"https:\/\/pracaclovis.com\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/Cia-das-Letras-1998.webp\" data-caption-title=\"Cia das Letras, 1998\" data-attachment-id=\"5535\" data-e-disable-page-transition=\"true\" data-type=\"image\" class=\"fg-thumb\"><span class=\"fg-image-wrap\"><img decoding=\"async\" title=\"Cia das Letras, 1998\" width=\"250\" height=\"384\" class=\"skip-lazy fg-image\" data-src-fg=\"https:\/\/pracaclovis.com\/wp-content\/uploads\/cache\/2025\/05\/Cia-das-Letras-1998\/3508459632.webp\" src=\"data:image\/svg+xml,%3Csvg%20xmlns%3D%22http%3A%2F%2Fwww.w3.org%2F2000%2Fsvg%22%20width%3D%22250%22%20height%3D%22384%22%20viewBox%3D%220%200%20250%20384%22%3E%3C%2Fsvg%3E\" loading=\"eager\"><\/span><span class=\"fg-image-overlay\"><\/span><\/a><figcaption class=\"fg-caption\"><div class=\"fg-caption-inner\"><div class=\"fg-caption-title\">Cia das Letras, 1998<\/div><\/div><\/figcaption><\/figure><div class=\"fg-loader\"><\/div><\/div><\/div><style type=\"text\/css\">.fg-caption-title {font-family: \"Montserrat\", Sans-serif; font-size: 16px; text-align: center;}<\/style>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>SUSSEKIND, Carlos &amp; Carlos. Armadilha para Lamartine. Rio de Janeiro: Labor, 1976. Gislene Maria Barral Lima Felipe da SilvaIlustra\u00e7\u00e3o: Francisco Dalcastagn\u00e8 Miguel Armadilha para Lamartine, publicada em 1976, \u00e9 a segunda obra de Carlos Sussekind de Mendon\u00e7a Filho (Rio de Janeiro, RJ, 1933 \u2013 Rio de Janeiro, RJ, 2021), romancista e tradutor que deixou uma [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":4,"featured_media":5530,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"categories":[555],"tags":[199,256,151,100,531,138],"cronologia":[30],"estado":[125],"regiaodaautoria":[45],"autoria":[250,249],"class_list":["post-5529","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-romance","tag-classes-medias","tag-conflito-psicologico","tag-drama-familiar","tag-espaco-urbano","tag-republica-de-1945-1945-1964","tag-saude-mental","cronologia-30","estado-rio-de-janeiro","regiaodaautoria-sudeste","autoria-autoriabranca","autoria-autoriamasculina"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pracaclovis.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/5529","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pracaclovis.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pracaclovis.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pracaclovis.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/4"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pracaclovis.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=5529"}],"version-history":[{"count":6,"href":"https:\/\/pracaclovis.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/5529\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":6356,"href":"https:\/\/pracaclovis.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/5529\/revisions\/6356"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pracaclovis.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/5530"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pracaclovis.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=5529"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pracaclovis.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=5529"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pracaclovis.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=5529"},{"taxonomy":"cronologia","embeddable":true,"href":"https:\/\/pracaclovis.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcronologia&post=5529"},{"taxonomy":"estado","embeddable":true,"href":"https:\/\/pracaclovis.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Festado&post=5529"},{"taxonomy":"regiaodaautoria","embeddable":true,"href":"https:\/\/pracaclovis.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fregiaodaautoria&post=5529"},{"taxonomy":"autoria","embeddable":true,"href":"https:\/\/pracaclovis.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fautoria&post=5529"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}