{"id":5009,"date":"2025-04-29T09:46:06","date_gmt":"2025-04-29T12:46:06","guid":{"rendered":"https:\/\/pracaclovis.com\/?p=5009"},"modified":"2026-09-23T08:37:22","modified_gmt":"2026-09-23T11:37:22","slug":"um-rio-sem-fim","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pracaclovis.com\/?p=5009","title":{"rendered":"Um rio sem fim"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"has-background wp-block-paragraph\" style=\"background-color:#e1dede\">PEREIRA, Verenilde. <em>Um rio sem fim<\/em>. Bras\u00edlia: Thesaurus, 1998.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-right wp-block-paragraph\">Leda Cl\u00e1udia da Silva<br><em>Ilustra\u00e7\u00e3o:<\/em> <em>Dona Dora<\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A escritora Verenilde Pereira (Manaus, AM, 1956), apesar de escassamente conhecida da cr\u00edtica liter\u00e1ria h\u00e1 at\u00e9 pouco tempo, desempenha um papel importante no movimento liter\u00e1rio afro-ind\u00edgena, sendo considerada sua pioneira. Filha de m\u00e3e negra e de pai ind\u00edgena do povo Sater\u00e9 Maw\u00e9, indigenista, mestre e doutora em jornalismo pela Universidade de Bras\u00edlia (UnB), Pereira reconhece a escrita como um ato pol\u00edtico e a literatura como um instrumento de preserva\u00e7\u00e3o das mem\u00f3rias. A escritora, que mora na capital federal desde 1986, atuou como rep\u00f3rter em v\u00e1rios jornais do Norte e como professora em um seringal, no Amazonas, e em faculdades de jornalismo. \u00c9 autora de ensaios, artigos acad\u00eamicos e resenhas, al\u00e9m de ter publicado o livro <em>N\u00e3o da maneira como aconteceu<\/em> (Thesaurus, 2002). Como contadora de hist\u00f3rias, as maiores refer\u00eancias da autora circulam entre a tradi\u00e7\u00e3o oral e a escrita, e v\u00e3o das vozes ancestrais de sua m\u00e3e e suas av\u00f3s at\u00e9 o legado de escritores latino-americanos, como Jorge Luis Borges.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em <em>Um rio sem fim<\/em>, fruto da disserta\u00e7\u00e3o de mestrado da autora na Faculdade de Comunica\u00e7\u00e3o da UnB, Pereira apresenta uma narrativa labir\u00edntica e multifacetada que combina elementos de romance, reportagem e estudo antropol\u00f3gico. A hist\u00f3ria se passa em uma miss\u00e3o salesiana no norte do Amazonas, onde um bispo italiano, Dom Matias Lana, imp\u00f5e a vis\u00e3o de mundo do colonizador sobre a comunidade ind\u00edgena ao introduzir a civiliza\u00e7\u00e3o e a modernidade por meio do catolicismo, num processo que atravessa mais de tr\u00eas d\u00e9cadas, do in\u00edcio dos anos 1950 at\u00e9 o presente da narra\u00e7\u00e3o, situado em meados dos anos 1980, \u201cSacramentos, era esse o seu maior fetiche\u201d.\u00a0A narrativa se concentra na vida das meninas ind\u00edgenas internas da miss\u00e3o, que s\u00e3o submetidas a uma educa\u00e7\u00e3o rigorosa e autorit\u00e1ria que busca impor conceitos como pudor, fidelidade e matrim\u00f4nio. O romance demonstra que os religiosos se sentiam generosos ao executarem a miss\u00e3o civilizat\u00f3ria, impondo l\u00edngua, religi\u00e3o, costumes, roupas, hor\u00e1rios r\u00edgidos de rotina (acordar, comer, dormir), ditados pelo sino da igreja.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A narrativa \u00e9 disruptiva e polif\u00f4nica, entrela\u00e7ando diversas vozes e olhares, o que proporciona uma vis\u00e3o m\u00faltipla dos conflitos e das viv\u00eancias das personagens, enriquecendo a compreens\u00e3o da trama. No entanto, h\u00e1 uma personagem que se caracteriza como uma jornalista ou pesquisadora que, tempos depois do in\u00edcio da miss\u00e3o salesiana, investiga como o processo se deu e entrevista pessoas, coleta informa\u00e7\u00f5es. Essa personagem, que guarda tra\u00e7os de semelhan\u00e7a com a autora da obra, conduz uma parte da narrativa em trechos narrados em primeira pessoa. Em outros trechos, tem-se a narra\u00e7\u00e3o em terceira pessoa em uma perspectiva onisciente, detalhando pensamentos e sentimentos de outras personagens. Al\u00e9m disso, h\u00e1 momentos em que a \u201cNarradora fatal dessa hist\u00f3ria\u201d (jornalista, pesquisadora) divide espa\u00e7o com outras personagens, como Maria Assun\u00e7\u00e3o, que assume tamb\u00e9m a conta\u00e7\u00e3o da hist\u00f3ria em primeira pessoa, no trecho em que conta o epis\u00f3dio da gata \u00e0 qual nomeou com o seu pr\u00f3prio nome.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Estruturalmente, a obra possui pouco mais de cem p\u00e1ginas, divididas em partes que apresentam ou retomam acontecimentos distintos a todo momento. O trabalho com a linguagem se destaca a partir de trechos repletos de plasticidade imag\u00e9tica e outros com repeti\u00e7\u00e3o de palavras e de express\u00f5es que geram um efeito po\u00e9tico e de proximidade com a linguagem oral.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os acontecimentos s\u00e3o contados de forma espiralar, n\u00e3o linear, com <em>flashbacks<\/em> e saltos temporais que refletem a mem\u00f3ria e a experi\u00eancia dos personagens. As mulheres s\u00e3o as protagonistas da obra e suas vozes e perspectivas s\u00e3o centrais na narrativa. A autora apresenta um conjunto de personagens femininas batizadas com o nome crist\u00e3o de Maria, das quais quatro s\u00e3o centrais na narrativa: Maria Assun\u00e7\u00e3o, Rosa Maria, Maria Rita e Maria \u00cdndia: \u201ctr\u00eas \u00edndias e uma cabocla\u201d. Das quatro, as duas primeiras se destacam na obra. Nesse processo de coloniza\u00e7\u00e3o, o batismo crist\u00e3o menospreza o nome dos povos origin\u00e1rios e contribui com o assujeitamento desses indiv\u00edduos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s diversas Marias que surgem, a autora aponta para a tentativa de despersonaliza\u00e7\u00e3o dessas figuras femininas: \u201cem 1985 foram batizados 760 \u00edndios de um at\u00e9 seis anos e 372 ap\u00f3s esta idade. (&#8230;) Das crian\u00e7as batizadas, 308 receberam o nome de Maria. Observe: Maria Etelvina, Maria Eug\u00eania, Maria Bernadete, Maria da Esperan\u00e7a, Maria&#8230;\u201d. Assim, <em>Um rio sem fim<\/em> acompanha, particularmente, Maria Assun\u00e7\u00e3o (cabocla) e Rosa Maria (ind\u00edgena) da inf\u00e2ncia at\u00e9 a vida adulta, passando por um povoado no Rio Negro (atravessado pela linha imagin\u00e1ria do Equador) e por Manaus, para onde s\u00e3o encaminhadas crian\u00e7as para trabalharem na casa de fam\u00edlias apoiadoras das miss\u00f5es religiosas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Por meio dessas personagens, a autora explora tamb\u00e9m a educa\u00e7\u00e3o e a socializa\u00e7\u00e3o das crian\u00e7as ind\u00edgenas no Brasil, revelando um quadro de opress\u00e3o e viol\u00eancia. Pereira descreve como as crian\u00e7as eram punidas e humilhadas pelos mission\u00e1rios por n\u00e3o conseguirem se adaptar \u00e0s normas impostas por eles. Isso inclui a proibi\u00e7\u00e3o de falar em sua l\u00edngua materna e a de usar roupas e sapatos inadequados. A narrativa \u00e9 um testemunho da forma como as crian\u00e7as ind\u00edgenas foram desumanizadas e despojadas de sua identidade cultural, e como elas lutaram para sobreviver em um ambiente hostil e opressor.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A personagem Maria Assun\u00e7\u00e3o Augusta n\u00e3o tinha pai nem m\u00e3e, sobreviveu pela bondade e \u201cgenerosidade\u201d das freiras. Era selvagem. N\u00e3o temia o vento. Ela representa a resist\u00eancia cultural diante do processo de catequiza\u00e7\u00e3o imposto pelos mission\u00e1rios comandados pelo bispo Dom Matias. Esse processo caracteriza-se pela viol\u00eancia simb\u00f3lica e f\u00edsica, com a imposi\u00e7\u00e3o da f\u00e9 crist\u00e3 sobre as tradi\u00e7\u00f5es e cren\u00e7as ind\u00edgenas e caboclas da regi\u00e3o amaz\u00f4nica. Personagem complexa, marcada por sua identidade h\u00edbrida de cabocla, ao longo da narrativa, ela se revolta contra essa opress\u00e3o, recusando-se a aceitar passivamente a destrui\u00e7\u00e3o de sua cultura e identidade. Por meio dessa personagem, o romance exp\u00f5e criticamente o processo de catequiza\u00e7\u00e3o como um mecanismo de domina\u00e7\u00e3o, ao mesmo tempo que confere protagonismo a uma figura feminina que resiste \u00e0 imposi\u00e7\u00e3o externa e busca afirmar sua autonomia. Foi contando hist\u00f3rias desde crian\u00e7a que Maria Assun\u00e7\u00e3o conseguiu preservar-se e seguir sua luta, sendo esse um tra\u00e7o biogr\u00e1fico da escritora que pode ser associado a suas personagens femininas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Rosa Maria, \u201c\u00edndia mijona\u201d e estranha, era neta de Laura Dimas. Em Manaus, ainda crian\u00e7a, na casa de Judite \u2014 crian\u00e7a branca da qual ajudava a cuidar \u2014, Rosa Maria era espancada pela mulher negra e gorda: \u201cDefenda-te de mim, Rosa Maria, \u00edndia lerda, \u00edndia da fala atrapalhada. Mas que, mesmo assim, vejam s\u00f3&#8230; teve a felicidade de nascer com a pele mais branca do que eu! Maria Rosa, \u00edndia branca desgra\u00e7ada!\u201d. J\u00e1 adulta, Rosa Maria casou-se com Ismael e transformou-se em uma pessoa que o bispo reprovaria, segundo irm\u00e3 Isabel \u2014 ajudante fiel de Dom Matias \u2014, pois entrou em decad\u00eancia, e era vista pedindo dinheiro e cigarro aos turistas na porta do museu. Teve um colapso ps\u00edquico e passou a morar nas ruas. Em um de seus del\u00edrios, imaginou que era uma enguia.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Enquanto Maria Assun\u00e7\u00e3o \u00e9 uma personagem que desafia os padr\u00f5es impostos pelos mission\u00e1rios e representa uma forma de resist\u00eancia e de afirma\u00e7\u00e3o da ind\u00edgena, cabocla; Rosa Maria \u00e9 uma representa\u00e7\u00e3o de na\u00e7\u00e3o aniquilada e humilhada, simbolizando a forma como as mulheres e os povos ind\u00edgenas foram tratados como objetos e explorados pela sociedade colonial.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Entre as personagens, h\u00e1 outra que tamb\u00e9m se destaca, a ind\u00edgena idosa Laura Dimas, av\u00f3 de Rosa Maria, que representa um conflito identit\u00e1rio intenso, resultado do choque entre a cultura ind\u00edgena e a sociedade n\u00e3o ind\u00edgena. Ela \u00e9 descrita como um \u201csimulacro de \u00edndia civilizada e pecadora\u201d porque, ao longo da narrativa, sua trajet\u00f3ria revela as contradi\u00e7\u00f5es entre tradi\u00e7\u00e3o e modernidade, entre os valores de seu povo e as imposi\u00e7\u00f5es da sociedade ocidental: \u201cO mo\u00e7o contrariava os que transformavam Laura Dimas num empecilho \u2014 apesar de an\u00f4nimo e disperso \u2014 para a na\u00e7\u00e3o brasileira\u201d. Ela encarna a complexidade das identidades ind\u00edgenas em contextos colonizados, expondo a opress\u00e3o sofrida por seu povo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ainda no que se refere \u00e0 complexidade com que as personagens s\u00e3o constru\u00eddas, tem-se o casal Ant\u00f4nio S\u00e1vio e Mariana Aparecida (ele, \u00edndio, e ela, mesti\u00e7a) que, mesmo n\u00e3o figurando entre os principais na trama, protagoniza cenas variadas que v\u00e3o de cr\u00edticas diretas \u00e0 subalternidade colonizadora (\u201cEu s\u00f3 odeio tua humilha\u00e7\u00e3o\u201d, dizia a esposa para o marido), \u00e0 resist\u00eancia por meio do erotismo e da comicidade. At\u00e9 o bispo Dom Matias Lana \u00e9 descrito na inf\u00e2ncia como um jovem gentil e sonhador que queria ser poeta, mas que foi impelido para o sacerd\u00f3cio. E ainda h\u00e1 o paj\u00e9 Lauriano Navarro, que encena, logo no in\u00edcio da trama, um epis\u00f3dio impactante em que livros de autoria dos mission\u00e1rios s\u00e3o queimados na fogueira porque, segundo o l\u00edder ind\u00edgena, s\u00f3 traziam mentiras sobre ele e seu povo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Embora quase no in\u00edcio da obra j\u00e1 se tenha conhecimento do que aconteceu entre Maria Assun\u00e7\u00e3o e o bispo, quando esta retorna de Manaus para a aldeia tempos depois, a fim de contar para o religioso o que aconteceu com Maria Rosa, as \u00faltimas p\u00e1ginas do livro culminam em um final aberto. N\u00e3o h\u00e1 um desfecho definido dando conta dos rumos que a vida de cada personagem pode ter seguido. A autora convida o leitor a criar caminhos diversos para que o rio sem fim continue fluindo, escapando da viol\u00eancia e fortalecendo formas de resist\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Diante de uma obra com tantas qualidades como esta, \u00e9 inevit\u00e1vel o questionamento quanto ao atraso de 25 anos no reconhecimento da autora e da obra. Uma explica\u00e7\u00e3o poss\u00edvel talvez seja o fato de que, apenas mais recentemente, tem aumentado o interesse e a valoriza\u00e7\u00e3o da literatura ind\u00edgena, negra e afro-ind\u00edgena no Brasil, a partir de uma perspectiva decolonial, culminando no devido reconhecimento de autores desses grupos, como a escritora Verenilde Pereira, mulher afro-ind\u00edgena.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Para saber mais<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">MEDEIROS, Jotab\u00ea (2023). As curvas de um rio sem fim. <em>Amaz\u00f4nia latitude<\/em>: ci\u00eancia e jornalismo pela floresta, 10 ago. Dispon\u00edvel em: <a href=\"https:\/\/www.amazonialatitude.com\/2023\/08\/10\/as-curvas-de-um-rio-sem-fim\/\">https:\/\/www.amazonialatitude.com\/2023\/08\/10\/as-curvas-de-um-rio-sem-fim\/<\/a>. Acesso em: 28 fev. 2025.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">OLIVEIRA, Priscila Lira de (2025). <em>Fios verdes-sangue<\/em>: o pensamento da floresta na literatura amazonense. Tese (Doutorado em Estudos Liter\u00e1rios) \u2013 Universidade Federal do Paran\u00e1, Curitiba. Dispon\u00edvel em: <a href=\"https:\/\/acervodigital.ufpr.br\/handle\/1884\/94523\">https:\/\/acervodigital.ufpr.br\/handle\/1884\/94523<\/a>. Acesso em: 28 fev. 2025.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">SIMON, Rodrigo (2022). Quem \u00e9 Verenilde Pereira, pioneira da literatura afroind\u00edgena no Brasil. <em>Folha de S. Paulo<\/em>, 20 maio 2022. Dispon\u00edvel em: <a href=\"https:\/\/www1.folha.uol.com.br\/amp\/ilustrissima\/2022\/05\/quem-e-verenilde-pereira-pioneira-da-literatura-afroindigena-no-brasil.shtml\">https:\/\/www1.folha.uol.com.br\/amp\/ilustrissima\/2022\/05\/quem-e-verenilde-pereira-pioneira-da-literatura-afroindigena-no-brasil.shtml<\/a>. Acesso em: 28 fev. 2025.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Iconografia<\/strong><\/p>\n\n\n<style type=\"text\/css\">\n#foogallery-gallery-5011.fg-masonry { --fg-gutter: 10px; }<\/style>\n\t\t\t<div class=\"foogallery foogallery-container foogallery-masonry foogallery-lightbox-foogallery fg-center fg-masonry fg-ready fg-transparent fg-round-small fg-shadow-small fg-loading-dots fg-loaded-slide-up fg-captions-bottom fg-hover-fade fg-hover-plus fg-col3\" id=\"foogallery-gallery-5011\" data-foogallery=\"{&quot;item&quot;:{&quot;showCaptionTitle&quot;:true,&quot;showCaptionDescription&quot;:true},&quot;lazy&quot;:true,&quot;template&quot;:{&quot;horizontalOrder&quot;:true}}\" data-foogallery-lightbox=\"{&quot;thumbs&quot;:&quot;bottom&quot;,&quot;thumbsCaptions&quot;:false,&quot;thumbsBestFit&quot;:false,&quot;thumbsSmall&quot;:false,&quot;thumbsCaptionsAlign&quot;:&quot;default&quot;,&quot;info&quot;:&quot;bottom&quot;,&quot;infoVisible&quot;:true,&quot;infoOverlay&quot;:true,&quot;infoAlign&quot;:&quot;default&quot;,&quot;transition&quot;:&quot;fade&quot;,&quot;hoverButtons&quot;:false,&quot;fitMedia&quot;:false,&quot;noScrollbars&quot;:true,&quot;preserveButtonSpace&quot;:true,&quot;buttons&quot;:{&quot;fullscreen&quot;:true,&quot;info&quot;:true,&quot;thumbs&quot;:false},&quot;video&quot;:{&quot;autoPlay&quot;:true}}\" style=\"--fg-title-line-clamp: 0; --fg-description-line-clamp: 0;\" >\n\t\t<div class=\"fg-column-width\"><\/div>\n\t<div class=\"fg-gutter-width\"><\/div>\n\t\t<div class=\"fg-item fg-type-image fg-idle\"><figure class=\"fg-item-inner\"><a href=\"https:\/\/pracaclovis.com\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/Thesaurus-1998-1.webp\" data-caption-title=\"Thesaurus, 1998\" data-attachment-id=\"5014\" data-e-disable-page-transition=\"true\" data-type=\"image\" class=\"fg-thumb\"><span class=\"fg-image-wrap\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" title=\"Thesaurus, 1998\" width=\"250\" height=\"378\" class=\"skip-lazy fg-image\" data-src-fg=\"https:\/\/pracaclovis.com\/wp-content\/uploads\/cache\/2025\/04\/Thesaurus-1998-1\/1345785068.webp\" src=\"data:image\/svg+xml,%3Csvg%20xmlns%3D%22http%3A%2F%2Fwww.w3.org%2F2000%2Fsvg%22%20width%3D%22250%22%20height%3D%22378%22%20viewBox%3D%220%200%20250%20378%22%3E%3C%2Fsvg%3E\" loading=\"eager\"><\/span><span class=\"fg-image-overlay\"><\/span><\/a><figcaption class=\"fg-caption\"><div class=\"fg-caption-inner\"><div class=\"fg-caption-title\">Thesaurus, 1998<\/div><\/div><\/figcaption><\/figure><div class=\"fg-loader\"><\/div><\/div><div class=\"fg-item fg-type-image fg-idle\"><figure class=\"fg-item-inner\"><a href=\"https:\/\/pracaclovis.com\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/Alfaguara-2025.webp\" data-caption-title=\"Alfaguara, 2025\" data-attachment-id=\"5622\" data-e-disable-page-transition=\"true\" data-type=\"image\" class=\"fg-thumb\"><span class=\"fg-image-wrap\"><img decoding=\"async\" title=\"Alfaguara, 2025\" width=\"250\" height=\"391\" class=\"skip-lazy fg-image\" data-src-fg=\"https:\/\/pracaclovis.com\/wp-content\/uploads\/cache\/2025\/04\/Alfaguara-2025\/1312053478.webp\" src=\"data:image\/svg+xml,%3Csvg%20xmlns%3D%22http%3A%2F%2Fwww.w3.org%2F2000%2Fsvg%22%20width%3D%22250%22%20height%3D%22391%22%20viewBox%3D%220%200%20250%20391%22%3E%3C%2Fsvg%3E\" loading=\"eager\"><\/span><span class=\"fg-image-overlay\"><\/span><\/a><figcaption class=\"fg-caption\"><div class=\"fg-caption-inner\"><div class=\"fg-caption-title\">Alfaguara, 2025<\/div><\/div><\/figcaption><\/figure><div class=\"fg-loader\"><\/div><\/div><\/div><style type=\"text\/css\">.fg-caption-title {font-family: \"Montserrat\", Sans-serif; font-size: 16px; text-align: center;}<\/style>\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>PEREIRA, Verenilde. Um rio sem fim. Bras\u00edlia: Thesaurus, 1998. Leda Cl\u00e1udia da SilvaIlustra\u00e7\u00e3o: Dona Dora A escritora Verenilde Pereira (Manaus, AM, 1956), apesar de escassamente conhecida da cr\u00edtica liter\u00e1ria h\u00e1 at\u00e9 pouco tempo, desempenha um papel importante no movimento liter\u00e1rio afro-ind\u00edgena, sendo considerada sua pioneira. 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