{"id":4920,"date":"2025-04-17T12:24:33","date_gmt":"2025-04-17T15:24:33","guid":{"rendered":"https:\/\/pracaclovis.com\/?p=4920"},"modified":"2025-11-12T18:00:04","modified_gmt":"2025-11-12T21:00:04","slug":"volto-semana-que-vem","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pracaclovis.com\/?p=4920","title":{"rendered":"Volto semana que vem"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"has-background wp-block-paragraph\" style=\"background-color:#e1dede\">PILLA, Maria. <em>Volto semana que vem<\/em>. S\u00e3o Paulo: Cosac Naify, 2015.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-right wp-block-paragraph\">Lua Gill da Cruz<br><em>Ilustra\u00e7\u00e3o: Liana Timm<\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A imagem do guerrilheiro homem, heterossexual, viril, ou a utopia relacionada \u00e0 representa\u00e7\u00e3o do que seria um \u201chomem novo\u201d das revolu\u00e7\u00f5es socialistas povoou muitas das narrativas sobre as guerrilhas de resist\u00eancia \u00e0s ditaduras militares latino-americanas. Quem sabe os exemplos do continente, Che Guevara e Fidel Castro, sejam aqueles mais \u00f3bvios. Sabe-se, entretanto, que a resist\u00eancia n\u00e3o \u00e9, nem foi, apenas masculina. Desde o projeto <em>Brasil: nunca mais<\/em>, de 1985, baseado nos processos que tramitaram na Justi\u00e7a Militar entre 1964 e 1979, os dados j\u00e1 mostram que as mulheres correspondiam a pelo menos 15% ou 20% do total dos resistentes, ainda que, em grande parte, saiba-se pouco da sua atua\u00e7\u00e3o. Mas quem s\u00e3o e\/ou foram as mulheres que, desafiando a l\u00f3gica do momento, tamb\u00e9m resistiram \u00e0 ditadura? Um olhar atento a essa hist\u00f3ria e sujeitos apagados \u00e9 base do livro de estreia na literatura de Maria Pilla (Porto Alegre, RS, 1946), <em>Volto semana que vem<\/em> (2015).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Com um distanciamento temporal da sua pr\u00f3pria experi\u00eancia como militante e guerrilheira e das posteriores consequ\u00eancias de seu sequestro, pris\u00e3o e tortura, Maria Pilla busca uma estrutura narrativa, em parte autobiogr\u00e1fica e testemunhal, que passa pela inf\u00e2ncia, adolesc\u00eancia, milit\u00e2ncia posterior e relato de vida. Um dos aspectos relevantes nessa identifica\u00e7\u00e3o autobiogr\u00e1fica \u00e9 a decis\u00e3o editorial da inclus\u00e3o e presen\u00e7a de fotografias pr\u00f3prias: na capa, ao final do livro (fotografia usada na capa da segunda edi\u00e7\u00e3o), e nas primeiras p\u00e1ginas. \u00c9 poss\u00edvel reconhecer Maria Pilla como crian\u00e7a, adolescente e jovem, e acessar a sua hist\u00f3ria pessoal na parte final do livro \u201csobre a autora\u201d, em que retoma, de forma breve, organizada e linear, a narrativa do livro, agora em primeira pessoa. A autora, entretanto, afirma n\u00e3o ter um \u201ccompromisso absoluto com a realidade\u201d. O livro trata, segundo ela, de \u201cfragmentos, lampejos de vida, de lembran\u00e7as, de fatos\u201d que foram montados como em \u201cum filme\u201d. Mas n\u00e3o \u00e9 preciso montar apenas o \u201cquebra-cabe\u00e7a\u201d das hist\u00f3rias pr\u00f3prias narradas, \u00e9 tamb\u00e9m faz\u00ea-lo para as hist\u00f3rias das ditaduras do Cone Sul. Isso porque o texto inclui outras hist\u00f3rias coletivas, em grande parte, de mulheres resistentes, guerrilheiras, por exemplo, de figuras conhecidas historicamente como Myriam Muniz, Oriana Fallaci, Rodolfo Walsh ou Carlos Marighella.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A pr\u00f3pria forma narrativa tamb\u00e9m remete a fotografias: o livro se estrutura como um conjunto de 56 excertos-cap\u00edtulos que, como fotos, t\u00eam um enquadramento de tempo e espa\u00e7o bem definidos. Cada fragmento se inicia, no t\u00edtulo, com a data e uma refer\u00eancia ou ao local ou ao personagem em que se deter\u00e1; por exemplo, os dois primeiros cap\u00edtulos se intitulam \u201c1953. O quadro de Stanislau\u201d e, logo em seguida, \u201c1976. Pris\u00e3o de Villa Devoto, Buenos Aires\u201d. As descri\u00e7\u00f5es s\u00e3o exatas, cortantes e pouco adjetivadas. \u00c9 precisamente sobre o fragment\u00e1rio, o \u201cparcial\u201d, que se constr\u00f3i a narrativa de Pilla. A grande maioria dos trechos dizem respeito aos anos de 1970, momento no qual a guerrilheira foi presa, torturada e exilada na Fran\u00e7a, mas a temporalidade perpassa os anos de 1950 at\u00e9 2011. Os espa\u00e7os s\u00e3o diversos: a inf\u00e2ncia em Porto Alegre, a adolesc\u00eancia nos Estados Unidos, as excurs\u00f5es pelo Movimento Estudantil em S\u00e3o Paulo, a passagem pelo Chile e por Buenos Aires, onde \u00e9 presa e torturada, bem como o ex\u00edlio na Fran\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Alguns pontos s\u00e3o importantes no texto: a milit\u00e2ncia, a perspectiva de g\u00eanero, o ex\u00edlio e a cobran\u00e7a por repara\u00e7\u00e3o e justi\u00e7a. No que tange \u00e0 milit\u00e2ncia, a personagem envolveu-se com o movimento estudantil ainda na universidade. Naquele espa\u00e7o de questionamento, \u201cum punhado de jovens militantes contestava frontalmente a autoridade e as posi\u00e7\u00f5es pol\u00edticas de um partido tradicional povoado de figuras m\u00edticas\u201d. E essa milit\u00e2ncia tamb\u00e9m \u00e9 fundamentalmente atravessada por uma perspectiva de g\u00eanero. Em um excerto de 1976, a obra aponta para o fato de que a transgress\u00e3o n\u00e3o perpassava apenas a milit\u00e2ncia pol\u00edtica, em uma perspectiva comunista revolucion\u00e1ria, mas continha uma recusa dos valores morais e conservadores. Afirma que: \u201cindo pelos anos 60 eu j\u00e1 militava, e os ideais femininos da \u00e9poca passavam longe de minhas prefer\u00eancias\u201d. Os namorados pelos quais se interessava eram militantes, recusavam a ideia do amor rom\u00e2ntico e importavam, da Europa, a ideia do \u201camor livre\u201d. Em 1973, a personagem volta \u00e0 Am\u00e9rica Latina e, em 1975, \u00e9 torturada e presa. \u00c9 diante da pris\u00e3o e da experi\u00eancia extrema da tortura, em que o corpo tem um espa\u00e7o central, que as circunst\u00e2ncias e especificidades do g\u00eanero s\u00e3o sentidas de forma mais contundente.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Mas o texto n\u00e3o trata apenas da repress\u00e3o: durante o per\u00edodo no c\u00e1rcere, a personagem relaciona-se com uma s\u00e9rie de mulheres e percebe no contato com elas a constru\u00e7\u00e3o de uma extrema solidariedade. Tal aspecto fica evidente nos relatos sobre a divis\u00e3o da comida, a organiza\u00e7\u00e3o de eventos, o trabalho di\u00e1rio, a busca por renda extra, a resist\u00eancia ao uso de uniformes, a preocupa\u00e7\u00e3o entre elas e, ainda, a possibilidade de compartilhamento da experi\u00eancia.&nbsp; Um exemplo interessante se encontra no trecho \u201c1975. Olmos. Cachita\u201d, no qual a autora op\u00f5e a repress\u00e3o ditatorial \u00e0 resist\u00eancia de uma s\u00f3 mulher, com a qual dividiu o c\u00e1rcere. A hist\u00f3ria de Cachita \u00e9 narrada com uma Comiss\u00e3o ao fundo, com \u201cuma mesa comprida\u201d com \u201cmilitares graduados: uniformes e condecora\u00e7\u00f5es, [&#8230;] <em>hombres de los servicios<\/em>, de roupa preta e \u00f3culos escuros\u201d, na qual a personagem deve dar o seu testemunho sobre o filho, mas \u201cela, Cachita, n\u00e3o denunciara. Dois segredos guardou com unhas e dentes: a idade e o endere\u00e7o do filho\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A experi\u00eancia do ex\u00edlio tamb\u00e9m \u00e9 tema fundamental. Um dos excertos que localiza a quest\u00e3o est\u00e1 relacionado exatamente com o t\u00edtulo do livro. J\u00e1 em 1970, a personagem decide partir de Porto Alegre em dire\u00e7\u00e3o a S\u00e3o Paulo para um Congresso da Uni\u00e3o Nacional dos Estudantes (UNE). O AI-5 havia sido promulgado h\u00e1 pouco e os jovens tentavam realizar um congresso clandestino da UNE em Ibi\u00fana. O pai lhe pergunta, naquele momento, \u201cu\u00e9, guria, para onde tu vai?\u201d. A resposta, de que voltaria \u201csemana que vem\u201d, \u00e9 interpelada pela narradora do presente que responde que \u201cmais de dez anos se passaram at\u00e9 eu voltar \u00e0quela cozinha\u201d. Depois de S\u00e3o Paulo, n\u00e3o p\u00f4de rever o pai, o qual morre enquanto est\u00e1 no ex\u00edlio. Em 1970, dirige-se ao Chile, onde o governo socialista de Salvador Allende havia conquistado uma vit\u00f3ria importante, para ent\u00e3o partir para Paris. A escolha do ex\u00edlio carrega o sentimento de perda da utopia. Em meio \u00e0 suspens\u00e3o, \u201ccom o cora\u00e7\u00e3o aos saltos\u201d, desloca-se em dire\u00e7\u00e3o ao futuro, ou ao menos \u00e0 possibilidade de futuro negada, caso permanecesse. A sensa\u00e7\u00e3o de amea\u00e7a que imp\u00f5e a necessidade do ex\u00edlio, entretanto, demorou a passar: \u201cForam mais de vinte anos de ex\u00edlio e oito de div\u00e3\u201d, afirma. O ex\u00edlio n\u00e3o queria dizer, entretanto, uma suspens\u00e3o da perspectiva revolucion\u00e1ria, pelo contr\u00e1rio, configurava-se como um lugar de resist\u00eancia e de continuidade da luta. A personagem ainda participava de coletivos, de discuss\u00f5es, de momentos importantes da hist\u00f3ria do comunismo internacional.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A partir da experi\u00eancia de pris\u00e3o e do tempo no c\u00e1rcere, a quest\u00e3o da tortura \u00e9 central no relato autobiogr\u00e1fico, seja no que silencia ou no retorno t\u00edmido em men\u00e7\u00f5es, mas aparece com mais for\u00e7a no fragmento do ano de 2003. Mais de trinta anos depois da experi\u00eancia, a lembran\u00e7a traum\u00e1tica retorna a partir da elabora\u00e7\u00e3o on\u00edrica. O trecho recupera o momento da pris\u00e3o e o medo da tortura. Acompanhamos a cena como se estivesse vivendo naquele momento. O corte \u00e9 abrupto. Enquanto isso, o telefone toca. A personagem pergunta-se se algu\u00e9m teria avisado do desaparecimento, se poderia ser resgatada. Logo, Pilla reconhece que estava diante de um sonho: \u201cVirei-me debaixo do edredom e l\u00e1 estavam os olhos arregalados da gatinha \u2013 como sempre fazia \u2013 [&#8230;] Era s\u00f3 um pesadelo, repetia, contente da vida. Senti uma fisgada aguda no p\u00e9 e levantei o edredom, agora muito sujo e com cheiro de urina. Debaixo dele, em vez da gatinha, vi meus p\u00e9s manchados de sangue e estrangulados pela corda\u201d. O trecho me parece essencial porque explica a recorr\u00eancia do retorno da experi\u00eancia traum\u00e1tica, \u201ccomo <em>sempre<\/em> acontecia\u201d. Ao notar que era um sonho, alivia-se, mas, ao mesmo tempo, ao levantar o edredom, reconhece e rememora o momento da tortura: os p\u00e9s manchados de sangue e acorrentados. Todo o ambiente, o \u201ccheiro inesquec\u00edvel\u201d e a dor retornam agora.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Percebemos, portanto, que as feridas s\u00e3o inscritas corporalmente e o corpo torna-se arquivo do trauma. O retorno do evento traum\u00e1tico tamb\u00e9m aparece em outro trecho referente ao ano de 2010, no qual Pilla narra a volta ao Centro Clandestino de Deten\u00e7\u00e3o Atl\u00e9tico, na Argentina, por parte de sobreviventes ou de familiares de desaparecidos e mortos. O lugar, desolado, era como \u201cuma escava\u00e7\u00e3o do tipo arqueol\u00f3gico\u201d de grupos em busca pela verdade. A import\u00e2ncia de espa\u00e7os como esse, d\u00e9cadas depois das ditaduras do Cone Sul, inserem o debate da exig\u00eancia de repara\u00e7\u00e3o. No caso da obra de Maria Pilla, quando se distancia no tempo e no espa\u00e7o para o presente da escrita, fica evidente a diferen\u00e7a no tratamento na Argentina e no Brasil. No caso do pa\u00eds vizinho, as campanhas pela verdade e a necessidade de levar \u00e0 justi\u00e7a aqueles que \u00e0 pris\u00e3o pertencem s\u00e3o postas em pr\u00e1tica, enquanto, no Brasil, os sobreviventes continuam exigindo respostas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Para saber mais<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">CAIMI, Claudia Luiza (2021). Mem\u00f3ria, hist\u00f3ria e fic\u00e7\u00e3o em <em>Volto semana que vem<\/em>, de Maria Pilla. <em>Brasil\/Brazil<\/em>, v. 24, n. 64, p. 99-111.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">GILL DA CRUZ, Lua (2017). Os sil\u00eancios na literatura p\u00f3s-ditadura: a resist\u00eancia das mulheres guerrilheiras. <em>In<\/em>: SILVA, N. F. C. E.; CRUZ, L. G; TATIM, J.; PEREIRA, M. P. T. (2017). <em>Mulheres e a literatura brasileira<\/em>. Macap\u00e1: UNIFAP, p. 510-545.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">SANTOS, Cristiana Napp dos; FONSECA, Cl\u00e1udia Lorena Vouto da (2022). <em>Volto semana que vem<\/em>: mem\u00f3rias da resist\u00eancia feminina no c\u00e1rcere. <em>Letras de Hoje<\/em>, v. 57, n.1, p. 1-12.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">SILVA, Jana\u00edna Buchweitz (2021). Mem\u00f3ria feminina e ditadura militar brasileira: um estudo sobre <em>Volto semana que vem<\/em>. <em>Scripta Uniandrade<\/em>, v. 19, n. 3, p. 162-174.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">VARGAS WELTER, Juliane (2022). Traumas, mem\u00f3rias e dramas familiares: aspectos da literatura contempor\u00e2nea escrita por mulheres. <em>SOCIOPO\u00c9TICA<\/em>, v. 1, n. 24, p. 17\u201326.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Iconografia<\/strong><\/p>\n\n\n<style type=\"text\/css\">\n#foogallery-gallery-4923.fg-masonry { --fg-gutter: 10px; }<\/style>\n\t\t\t<div class=\"foogallery foogallery-container foogallery-masonry foogallery-lightbox-foogallery fg-center fg-masonry fg-ready fg-transparent fg-round-small fg-shadow-small fg-loading-dots fg-loaded-slide-up fg-captions-bottom fg-hover-fade fg-hover-plus fg-col3\" id=\"foogallery-gallery-4923\" data-foogallery=\"{&quot;item&quot;:{&quot;showCaptionTitle&quot;:true,&quot;showCaptionDescription&quot;:true},&quot;lazy&quot;:true,&quot;template&quot;:{&quot;horizontalOrder&quot;:true}}\" data-foogallery-lightbox=\"{&quot;thumbs&quot;:&quot;bottom&quot;,&quot;thumbsCaptions&quot;:false,&quot;thumbsBestFit&quot;:false,&quot;thumbsSmall&quot;:false,&quot;thumbsCaptionsAlign&quot;:&quot;default&quot;,&quot;info&quot;:&quot;bottom&quot;,&quot;infoVisible&quot;:true,&quot;infoOverlay&quot;:true,&quot;infoAlign&quot;:&quot;default&quot;,&quot;transition&quot;:&quot;fade&quot;,&quot;hoverButtons&quot;:false,&quot;fitMedia&quot;:false,&quot;noScrollbars&quot;:true,&quot;preserveButtonSpace&quot;:true,&quot;buttons&quot;:{&quot;fullscreen&quot;:true,&quot;info&quot;:true,&quot;thumbs&quot;:false},&quot;video&quot;:{&quot;autoPlay&quot;:true}}\" style=\"--fg-title-line-clamp: 0; --fg-description-line-clamp: 0;\" >\n\t\t<div class=\"fg-column-width\"><\/div>\n\t<div class=\"fg-gutter-width\"><\/div>\n\t\t<div class=\"fg-item fg-type-image fg-idle\"><figure class=\"fg-item-inner\"><a href=\"https:\/\/pracaclovis.com\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/Cosac-Naify-2015.webp\" data-caption-title=\"Cosac Naify, 2015\" data-attachment-id=\"4924\" data-e-disable-page-transition=\"true\" data-type=\"image\" class=\"fg-thumb\"><span class=\"fg-image-wrap\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" title=\"Cosac Naify, 2015\" width=\"250\" height=\"362\" class=\"skip-lazy fg-image\" data-src-fg=\"https:\/\/pracaclovis.com\/wp-content\/uploads\/cache\/2025\/04\/Cosac-Naify-2015\/1883229477.webp\" src=\"data:image\/svg+xml,%3Csvg%20xmlns%3D%22http%3A%2F%2Fwww.w3.org%2F2000%2Fsvg%22%20width%3D%22250%22%20height%3D%22362%22%20viewBox%3D%220%200%20250%20362%22%3E%3C%2Fsvg%3E\" loading=\"eager\"><\/span><span class=\"fg-image-overlay\"><\/span><\/a><figcaption class=\"fg-caption\"><div class=\"fg-caption-inner\"><div class=\"fg-caption-title\">Cosac Naify, 2015<\/div><\/div><\/figcaption><\/figure><div class=\"fg-loader\"><\/div><\/div><div class=\"fg-item fg-type-image fg-idle\"><figure class=\"fg-item-inner\"><a href=\"https:\/\/pracaclovis.com\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/Ama-Livros-2022.webp\" data-caption-title=\"Ama Livros, 2022\" data-attachment-id=\"4925\" data-e-disable-page-transition=\"true\" data-type=\"image\" class=\"fg-thumb\"><span class=\"fg-image-wrap\"><img decoding=\"async\" title=\"Ama Livros, 2022\" width=\"250\" height=\"370\" class=\"skip-lazy fg-image\" data-src-fg=\"https:\/\/pracaclovis.com\/wp-content\/uploads\/cache\/2025\/04\/Ama-Livros-2022\/1610563248.webp\" src=\"data:image\/svg+xml,%3Csvg%20xmlns%3D%22http%3A%2F%2Fwww.w3.org%2F2000%2Fsvg%22%20width%3D%22250%22%20height%3D%22370%22%20viewBox%3D%220%200%20250%20370%22%3E%3C%2Fsvg%3E\" loading=\"eager\"><\/span><span class=\"fg-image-overlay\"><\/span><\/a><figcaption class=\"fg-caption\"><div class=\"fg-caption-inner\"><div class=\"fg-caption-title\">Ama Livros, 2022<\/div><\/div><\/figcaption><\/figure><div class=\"fg-loader\"><\/div><\/div><\/div><style type=\"text\/css\">.fg-caption-title {font-family: \"Montserrat\", Sans-serif; font-size: 16px; text-align: center;}<\/style>\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>PILLA, Maria. 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