{"id":4796,"date":"2025-04-17T17:54:12","date_gmt":"2025-04-17T20:54:12","guid":{"rendered":"https:\/\/pracaclovis.com\/?p=4796"},"modified":"2025-11-12T18:01:54","modified_gmt":"2025-11-12T21:01:54","slug":"raizes-do-pantanal","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pracaclovis.com\/?p=4796","title":{"rendered":"Ra\u00edzes do Pantanal"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"has-background wp-block-paragraph\" style=\"background-color:#e1dede\">PROEN\u00c7A, Augusto C\u00e9sar. <em>Ra\u00edzes do Pantanal.<\/em> Belo Horizonte: Itatiaia, 1989.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-right wp-block-paragraph\">Pen\u00e9lope Eiko Aragaki Salles<br><em>Ilustra\u00e7\u00e3o: Dona Dora<\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Professor, contista, historiador e pesquisador da cultura pantaneira, Augusto C\u00e9sar Proen\u00e7a (Corumb\u00e1, MS, 1937 \u2013 Corumb\u00e1, MS, 2023) nasceu em Corumb\u00e1, Mato Grosso do Sul. Era formado em Letras pela Faculdade de Filosofia, Ci\u00eancia e Letras da Regi\u00e3o dos Lagos, de Cabo Frio, membro da Academia Sul-Mato-Grossense de Letras, da Academia Corumbaense de Letras e do Sindicato dos Escritores do Rio de Janeiro. Al\u00e9m de seu engajamento em organiza\u00e7\u00f5es ambientais e sociais, Proen\u00e7a deixou um legado liter\u00e1rio ao retratar o Pantanal em seus textos, destacando seus costumes, lendas e falares, criticando a destrui\u00e7\u00e3o ambiental. <em>O Caso de Juanita<\/em>, cujo roteiro foi baseado no conto hom\u00f4nimo do autor, foi adaptado para o audiovisual em 2010.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><em>Ra\u00edzes do Pantanal<\/em> foi publicado em 1989 e narra a hist\u00f3ria do povo sul-mato-grossense por meio da saga de uma fam\u00edlia. A narrativa, que intercala presente e passado (coloniza\u00e7\u00e3o, imp\u00e9rio e Guerra do Paraguai), retrata a vida de um cavaleiro e sua fam\u00edlia, juntamente com alguns vaqueiros e um pequeno grupo de animais, na luta pela sobreviv\u00eancia na regi\u00e3o pantaneira. O grupo, impossibilitado de continuar a viver no espa\u00e7o que ocupava, v\u00ea-se obrigado ao deslocamento para \u00e1reas menos castigadas pelas frequentes enchentes, partindo para a antiga fazenda do pai do cavaleiro. Eles procuram terras mais pr\u00f3speras e protegidas, \u00e1reas que oferecessem melhores condi\u00e7\u00f5es para sua perman\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ao chegarem na fazenda, o sonho de uma exist\u00eancia menos ingrata e miser\u00e1vel esbo\u00e7a-se no horizonte e o cavaleiro deposita a expectativa de uma vida melhor e mais digna para a sua fam\u00edlia. Durante uma caminhada pela antiga fazenda, a mulher tentava puxar conversa com o marido. Incapaz de se comunicar, o pobre vaqueiro suporta as suas agruras calado. Ele \u00e9 um homem rude, sua companheira, al\u00e9m de cuidar dos filhos e da casa, contava lendas e outras hist\u00f3rias inventadas para entret\u00ea-los \u00e0 noite. Sonhava com um futuro melhor para seus filhos e n\u00e3o se conformava com a mis\u00e9ria em que viviam. Os dois seguiam fazendo planos para o futuro e pensando se existiria um destino melhor. Cansado da viagem, o cavaleiro ouve uma voz, a voz do pai, que conta a trajet\u00f3ria dos antepassados (bisav\u00f4, av\u00f4 e pai). O pai era uma imagem constante nos pensamentos confusos do cavaleiro, que tentar\u00e1 reconstruir os dias gloriosos da fazenda.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A narrativa se desenrola, principalmente, na antiga fazenda, numa regi\u00e3o marcada por enchentes excessivas e frequentes que transformam a paisagem em um ambiente in\u00f3spito e hostil. Um dos cap\u00edtulos que ilustra bem essa rela\u00e7\u00e3o \u00e9 quando o cavaleiro descreve a perda do pai, que, mesmo crivado de balas, mantinha-se como o propriet\u00e1rio dos elementos naturais, como rios, vazantes, corixos, gado, \u00e1rvores, peixes e aves. A terra, entre os rios, era descrita pelo pai como ingrata. A passagem sugere uma liga\u00e7\u00e3o profunda entre o pai e a terra, destacando a vis\u00e3o e o dom\u00ednio que ele mantinha sobre esse espa\u00e7o, apesar das adversidades.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O estilo rico de Proen\u00e7a, expresso principalmente pelo uso abundante de substantivos (\u201cdas tocas sairiam os cascudos, os canastras; o tamandu\u00e1-bandeira abriria os bra\u00e7os saudando a manh\u00e3. Capivaras, cacha\u00e7os, queixadas, fu\u00e7ariam macegas lamacentas. Guar\u00e1s vermelhos, atentos nos olhos, ergueriam orelhas assustadas. Buscando novas lagoas jacar\u00e9s se arrastariam\u201d) para descrever a flora e a fauna pantaneiros, transmite a adversidade e a for\u00e7a do ambiente e seus efeitos sobre os habitantes locais.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ao adotar o foco narrativo em terceira pessoa, Proen\u00e7a faz uma escolha estrat\u00e9gica, essencial para manter a verossimilhan\u00e7a da obra. Esse narrador conecta as diversas vozes da narrativa (cavaleiro, a mulher, o pai) chegando at\u00e9 a dar liberdade para que os personagens, como o pai, assumam a voz, transformando o texto em uma narrativa em primeira pessoa.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Al\u00e9m disso, o autor utiliza o discurso indireto livre, uma forma h\u00edbrida na qual as falas dos personagens se misturam ao discurso do narrador em terceira pessoa. Essa abordagem \u00e9 no romance uma solu\u00e7\u00e3o perspicaz, permitindo que a voz dos marginalizados seja integrada \u00e0 narrativa sem a obriga\u00e7\u00e3o de conduzir completamente a trama. Em s\u00edntese, o autor, ao fazer essas escolhas narrativas, apresenta uma obra que se pretende mais aut\u00eantica sobre a complexa rela\u00e7\u00e3o entre os personagens e o seu meio. Al\u00e9m da not\u00e1vel aus\u00eancia de linearidade temporal na obra, destaca-se uma clara \u00eanfase no tempo psicol\u00f3gico em detrimento do cronol\u00f3gico. A valoriza\u00e7\u00e3o do tempo psicol\u00f3gico estabelece uma conex\u00e3o mais intensa entre as ang\u00fastias dos personagens e a percep\u00e7\u00e3o do leitor.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Proen\u00e7a \u00e9 h\u00e1bil ao espelhar a fragmenta\u00e7\u00e3o na estrutura do romance, adotando um m\u00e9todo de composi\u00e7\u00e3o que rompe com a linearidade temporal. Utiliza diversos recursos formais, tais como o discurso indireto livre, a narrativa n\u00e3o linear e a aus\u00eancia de nomes dos personagens, como forma de denunciar as mazelas sociais presentes na narrativa. Esses elementos contribuem para uma narrativa rica em nuances hist\u00f3ricas e sociais.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Por meio dos antepassados do cavaleiro, o escritor corumbaense descreve o processo de coloniza\u00e7\u00e3o e, posteriormente, com a chegada dos povoadores que se estabeleceram na regi\u00e3o, as consequ\u00eancias desse processo. Sugere-se um fluxo cont\u00ednuo de pessoas explorando e se estabelecendo na regi\u00e3o. Fundaram fazendas, mataram e contribu\u00edram para o decl\u00ednio da for\u00e7a dos antepassados ind\u00edgenas. A constru\u00e7\u00e3o de fortes, povoados e vilarejos sugere uma mudan\u00e7a na paisagem e na estrutura social da regi\u00e3o. Por isso, a obra \u00e9 um retrato da expans\u00e3o territorial e do impacto socioecon\u00f4mico dos povoadores, destacando a transforma\u00e7\u00e3o da paisagem, o estabelecimento de infraestrutura \u201cmoderna\u201d e as rela\u00e7\u00f5es complexas entre os colonizadores e as comunidades ind\u00edgenas locais.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em determinados momentos, o pai do cavaleiro assume a voz narrativa, transformando o texto em primeira pessoa. Em um dos cap\u00edtulos, aborda v\u00e1rias quest\u00f5es relacionadas \u00e0 explora\u00e7\u00e3o e \u00e0 gest\u00e3o dos recursos naturais, especialmente no contexto do Pantanal. O pai expressa preocupa\u00e7\u00e3o com a explora\u00e7\u00e3o desenfreada dos recursos naturais, como o gado que engorda em terras alheias, a extra\u00e7\u00e3o de subprodutos do boi por m\u00e3os estranhas e a explora\u00e7\u00e3o indiscriminada de recursos como ouro, diamante, borracha, penas de aves, entre outros, al\u00e9m de destacar a devasta\u00e7\u00e3o ambiental causada por contrabandistas e invasores, incluindo a falta de respeito pela flora, pela fauna e por interesses locais e criticar a gan\u00e2ncia que espolia a terra e esgota seus recursos, apontando para a necessidade de mudan\u00e7as a fim de garantir um desenvolvimento mais equitativo e sustent\u00e1vel na regi\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O autor aborda diversas tem\u00e1ticas que refletem as tens\u00f5es e as lutas enfrentadas pelas comunidades locais. Em um cap\u00edtulo, descreve sua resist\u00eancia contra as invas\u00f5es colonizadoras, destacando a surpresa e a incredulidade dos nativos diante dos invasores e enfatizando as diferen\u00e7as cultural e tecnol\u00f3gica. A resposta \u00e0 invas\u00e3o \u00e9 marcada por uma mistura de choque, perplexidade e a\u00e7\u00e3o. Os locais n\u00e3o apenas se defendem, mas tamb\u00e9m aprendem estrat\u00e9gias para enfrentar o inimigo, tirando proveito das situa\u00e7\u00f5es de combate para melhorar suas pr\u00f3prias habilidades e recursos. Essas estrat\u00e9gias destacam a determina\u00e7\u00e3o e a resist\u00eancia dessas comunidades em proteger suas terras.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O narrador destaca a situa\u00e7\u00e3o de desvantagem dos ind\u00edgenas diante da chegada dos colonizadores brancos. O texto sugere que os colonizadores se aproveitaram da ingenuidade ou da falta de conhecimento das comunidades locais em fazer neg\u00f3cios, resultando em acordos desiguais e desfavor\u00e1veis para os povos nativos. Al\u00e9m de invadir \u00e1reas que antes eram habitadas por comunidades ind\u00edgenas, os colonizadores n\u00e3o hesitaram em envolv\u00ea-los em pr\u00e1ticas de escravid\u00e3o, seja por meio de contratos enganosos ou coer\u00e7\u00e3o. O texto destaca a explora\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica, o avan\u00e7o territorial desigual e as pr\u00e1ticas injustas adotadas pelos colonizadores brancos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Assim, <em>Ra\u00edzes do Pantanal<\/em> \u00e9 um romance que explora as complexidades da coloniza\u00e7\u00e3o e do desenvolvimento na regi\u00e3o pantaneira. Proen\u00e7a aborda temas como a luta dos povos origin\u00e1rios contra invas\u00f5es e explora\u00e7\u00f5es desenfreadas, destacando a resist\u00eancia diante das mudan\u00e7as impostas por colonizadores brancos e povoadores da regi\u00e3o ao longo dos anos. A narrativa revela as consequ\u00eancias desses conflitos, incluindo a transforma\u00e7\u00e3o da paisagem, a distribui\u00e7\u00e3o desigual de recursos e as pr\u00e1ticas de viol\u00eancia cometidas contra povos ind\u00edgenas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Al\u00e9m disso, Proen\u00e7a examina quest\u00f5es ambientais, como a devasta\u00e7\u00e3o da natureza, e critica pr\u00e1ticas que levam \u00e0 perda de identidade cultural e territorial das comunidades locais. <em>Ra\u00edzes do Pantanal<\/em> oferece uma reflex\u00e3o profunda sobre os impactos sociais, econ\u00f4micos e ambientais da coloniza\u00e7\u00e3o na regi\u00e3o do Pantanal, explorando as ra\u00edzes hist\u00f3ricas e culturais que moldaram esse cen\u00e1rio complexo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Para saber mais<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">ALVARES, Kelly Caroline; ABR\u00c3O, Daniel (2021). Resgate da identidade cultural do pantaneiro pela \u00f3tica de Augusto C\u00e9sar Proen\u00e7a. Anais do XVIJNLFLP.\u00a0<em>Revista Philologus<\/em>, Rio de Janeiro, ano 27, n. 81, p. 2241-2248, set.\/dez. Dispon\u00edvel em:\u00a0<a href=\"https:\/\/www.revistaphilologus.org.br\/index.php\/rph\/article\/view\/1036\">https:\/\/www.revistaphilologus.org.br\/index.php\/rph\/article\/view\/1036<\/a>.  Acesso em: 23 fev. 2024.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">LEITE, Eudes Fernando; PINHEIRO, Alexandra Santos (2023). <em>Ra\u00edzes do Pantanal<\/em>: cultura e literatura tecidas por Augusto C\u00e9sar Proen\u00e7a.\u00a0<em>Veredas: Revista da Associa\u00e7\u00e3o Internacional de Lusitanistas<\/em>, n. 39, p. 119-134, jan.\/jun. Dispon\u00edvel em:\u00a0 <a href=\"https:\/\/revistaveredas.org\/index.php\/ver\/article\/view\/827\">https:\/\/revistaveredas.org\/index.php\/ver\/article\/view\/827<\/a>. Acesso em: 23 fev. 2024.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Iconografia<\/strong><\/p>\n\n\n<style type=\"text\/css\">\n#foogallery-gallery-4799.fg-masonry { --fg-gutter: 10px; }<\/style>\n\t\t\t<div class=\"foogallery foogallery-container foogallery-masonry foogallery-lightbox-foogallery fg-center fg-masonry fg-ready fg-transparent fg-round-small fg-shadow-small fg-loading-dots fg-loaded-slide-up fg-captions-bottom fg-hover-fade fg-hover-plus fg-col3\" id=\"foogallery-gallery-4799\" data-foogallery=\"{&quot;item&quot;:{&quot;showCaptionTitle&quot;:true,&quot;showCaptionDescription&quot;:true},&quot;lazy&quot;:true,&quot;template&quot;:{&quot;horizontalOrder&quot;:true}}\" data-foogallery-lightbox=\"{&quot;thumbs&quot;:&quot;bottom&quot;,&quot;thumbsCaptions&quot;:false,&quot;thumbsBestFit&quot;:false,&quot;thumbsSmall&quot;:false,&quot;thumbsCaptionsAlign&quot;:&quot;default&quot;,&quot;info&quot;:&quot;bottom&quot;,&quot;infoVisible&quot;:true,&quot;infoOverlay&quot;:true,&quot;infoAlign&quot;:&quot;default&quot;,&quot;transition&quot;:&quot;fade&quot;,&quot;hoverButtons&quot;:false,&quot;fitMedia&quot;:false,&quot;noScrollbars&quot;:true,&quot;preserveButtonSpace&quot;:true,&quot;buttons&quot;:{&quot;fullscreen&quot;:true,&quot;info&quot;:true,&quot;thumbs&quot;:false},&quot;video&quot;:{&quot;autoPlay&quot;:true}}\" style=\"--fg-title-line-clamp: 0; --fg-description-line-clamp: 0;\" >\n\t\t<div class=\"fg-column-width\"><\/div>\n\t<div class=\"fg-gutter-width\"><\/div>\n\t\t<div class=\"fg-item fg-type-image fg-idle\"><figure class=\"fg-item-inner\"><a href=\"https:\/\/pracaclovis.com\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/Itatiaia-1989.webp\" data-caption-title=\"Itatiaia, 1989\" data-attachment-id=\"4800\" data-e-disable-page-transition=\"true\" data-type=\"image\" class=\"fg-thumb\"><span class=\"fg-image-wrap\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" title=\"Itatiaia, 1989\" width=\"250\" height=\"366\" class=\"skip-lazy fg-image\" data-src-fg=\"https:\/\/pracaclovis.com\/wp-content\/uploads\/cache\/2025\/04\/Itatiaia-1989\/504830083.webp\" src=\"data:image\/svg+xml,%3Csvg%20xmlns%3D%22http%3A%2F%2Fwww.w3.org%2F2000%2Fsvg%22%20width%3D%22250%22%20height%3D%22366%22%20viewBox%3D%220%200%20250%20366%22%3E%3C%2Fsvg%3E\" loading=\"eager\"><\/span><span class=\"fg-image-overlay\"><\/span><\/a><figcaption class=\"fg-caption\"><div class=\"fg-caption-inner\"><div class=\"fg-caption-title\">Itatiaia, 1989<\/div><\/div><\/figcaption><\/figure><div class=\"fg-loader\"><\/div><\/div><\/div><style type=\"text\/css\">.fg-caption-title {font-family: \"Montserrat\", Sans-serif; font-size: 16px; text-align: center;}<\/style>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>PROEN\u00c7A, Augusto C\u00e9sar. Ra\u00edzes do Pantanal. Belo Horizonte: Itatiaia, 1989. Pen\u00e9lope Eiko Aragaki SallesIlustra\u00e7\u00e3o: Dona Dora Professor, contista, historiador e pesquisador da cultura pantaneira, Augusto C\u00e9sar Proen\u00e7a (Corumb\u00e1, MS, 1937 \u2013 Corumb\u00e1, MS, 2023) nasceu em Corumb\u00e1, Mato Grosso do Sul. 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