{"id":4788,"date":"2025-04-17T18:33:23","date_gmt":"2025-04-17T21:33:23","guid":{"rendered":"https:\/\/pracaclovis.com\/?p=4788"},"modified":"2025-09-15T09:45:19","modified_gmt":"2025-09-15T12:45:19","slug":"quase-memoria-quase-romance","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pracaclovis.com\/?p=4788","title":{"rendered":"Quase mem\u00f3ria: quase romance"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"has-background wp-block-paragraph\" style=\"background-color:#e1dede\">CONY, Carlos Heitor. <em>Quase mem\u00f3ria<\/em>: quase romance. S\u00e3o Paulo: Companhia das Letras, 1995.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-right wp-block-paragraph\">Luciana da Costa Ferreira<br><em>Ilustra\u00e7\u00e3o: Mari\u00e2ngela Albuquerque<\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Carlos Heitor Cony (Rio de Janeiro 1926 \u2013 Rio de Janeiro 2018), em <em>Quase mem\u00f3ria: quase romance<\/em>, rompeu uma lacuna de mais de vinte anos sem publicar romances. Em quase 300 p\u00e1ginas, o narrador, que seria o escritor Cony, nos faz mergulhar em hist\u00f3rias de seu pai, Ernesto Cony Filho e, tamb\u00e9m, em sua autobiografia.\u00a0 Escritas sobre a rela\u00e7\u00e3o com os pais j\u00e1 perpassaram obras como <em>Carta ao pai<\/em> (Franz Kafka, 1919), <em>O Lugar<\/em> (Annie Ernaux, 1983) e <em>Notas sobre o luto<\/em> \u00a0(Chimamanda Ngozi Adichie, 2021) e, em alguns casos, fazem esse percurso pela biografia do outro para realizar uma escrita de si mesmo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Cony, nascido no sub\u00farbio carioca, foi aluno no Semin\u00e1rio Arquidiocesano de S\u00e3o Jos\u00e9 entre 1938 e 1945. L\u00e1, adquiriu uma educa\u00e7\u00e3o erudita que reverberou em seu trabalho liter\u00e1rio e jornal\u00edstico. Aos 26 anos, estreou oficialmente como jornalista no <em>Jornal do Brasil<\/em>. Antes tivera, extraoficialmente, uma breve passagem na <em>Gazeta de Not\u00edcias<\/em> em substitui\u00e7\u00e3o ao pai, doente. Trabalhou no <em>Grupo Manchete<\/em>, <em>Correio da Manh\u00e3<\/em>, <em>Folha de S\u00e3o Paulo<\/em> e na r\u00e1dio<em> CBN<\/em>. Como escritor, foi autor de romances, contos, cr\u00f4nicas, novelas televisivas, ensaios e tradu\u00e7\u00f5es. Seu primeiro romance foi \u00a0<em>O Ventre<\/em> (1956) e, na sequ\u00eancia, destacaram-se <em>\u00a0Pessach<\/em>:<em> a travessia<\/em> (1967) e \u00a0<em>Pilatos<\/em> (1974). Recebeu quatro vezes o pr\u00eamio Jabuti e foi eleito para a cadeira tr\u00eas da Academia Brasileira de Letras (ABL) em mar\u00e7o de 2000.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O narrador inicia <em>Quase mem\u00f3ria<\/em> com a apresenta\u00e7\u00e3o de um dia rotineiro ao almo\u00e7ar com sua secret\u00e1ria e seus amigos em um hotel. Esse evento foi quebrado por um acontecimento banal: a entrega pelo porteiro do hotel de um embrulho amarrado com um barbante. O pacote, endere\u00e7ado a Cony, causou-lhe espanto, pois, em uma das faces, estava estampada simplesmente a letra de seu falecido pai. E n\u00e3o era somente a caligrafia, como tamb\u00e9m as dobras do papel e o n\u00f3 no barbante. Tudo isso tinha a marca de seu pai. Na sequ\u00eancia, o narrador isolou-se em seu escrit\u00f3rio e, na intera\u00e7\u00e3o com o pacote, deixou as suas mem\u00f3rias conduzirem os seus pensamentos. Lembrou de cheiros de seu genitor, como o de alfazema e brilhantina. Nesse vai e vem pela mem\u00f3ria, hist\u00f3rias esquecidas foram relembradas: a \u00e9poca que frequentou o internato, a romaria de seu pai e de uns conhecidos a um padre milagreiro e o dia em que seu pai lhe ensinou os pontos cardeais no alto do morro do Sumar\u00e9.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Uma curiosidade \u00e9 a de que a cena inicial do recebimento do pacote nasceu a partir de um sonho de Cony. Ap\u00f3s esse acontecimento, o escritor teve a impress\u00e3o de que o pai queria lhe dizer algo. O autor, ent\u00e3o, resolveu escrever uma cr\u00f4nica para a <em>Folha de S\u00e3o Paulo<\/em> que, posteriormente, foi transformada nesse romance.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Se o leitor teve contato com outras obras de Cony, ver\u00e1 que em <em>Quase mem\u00f3ria<\/em> o resgate e a reconstru\u00e7\u00e3o do passado, utilizando-se da ficcionaliza\u00e7\u00e3o, \u00e9 um tema frequente. A escrita do livro em quest\u00e3o foi desencadeada por um luto antecipado por sua cachorra Mila, a quem a obra \u00e9 dedicada. Ela estava com uma doen\u00e7a terminal e sofria com fortes dores. Nos 21 dias de sofrimento de sua cadela, o escritor, no dedilhar incessante das teclas da m\u00e1quina de escrever, produzia um som que acalmava sua cadela. Ali\u00e1s, Mila foi de suma import\u00e2ncia para Cony quando seu pai falecera. A cachorra, sempre aconchegada aos seus p\u00e9s enquanto trabalhava, fez com que perdesse \u201cmedo do mundo e do vento\u201d, como afirmou em cr\u00f4nica dedicada a ela. A partida de Mila representa a perda de uma companheira de vida e um acerto de contas com algo no passado que definia como sens\u00edvel e inacabado: sua rela\u00e7\u00e3o com seu pai. A tristeza pela morte de Mila fez com que o escritor utilizasse essa escrita para (re)pensar a sua pr\u00f3pria hist\u00f3ria. Como a mem\u00f3ria n\u00e3o segue linha reta, as recorda\u00e7\u00f5es apresentadas pelo narrador s\u00e3o marcadas por um percurso ziguezagueante entre o tempo presente (do recebimento do envelope) e do passado (recorda\u00e7\u00f5es das hist\u00f3rias com seu pai).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Essa escrita apresenta ao leitor um painel hist\u00f3rico desde os anos 1930 at\u00e9 os anos 1990. Vemos um Rio de Janeiro com as tranquilas ruas do bairro do Caju antes da barulhenta e polu\u00edda Avenida Brasil; um rural bairro do Lins de Vasconcelos diferente da posterior urbaniza\u00e7\u00e3o desordenada. O olhar de um Cony cronista associa o fim do Rio antigo ao pai, vendo agora despontar uma cidade larga, vertical e impessoal. Um dos pontos altos do enredo \u00e9 acompanhar as transforma\u00e7\u00f5es da imprensa brasileira, j\u00e1 que pai e filho eram jornalistas. H\u00e1 o retrato do jornalismo cl\u00e1ssico (com rar\u00edssimas m\u00e1quinas de escrever) ao moderno (com novas m\u00e1quinas gr\u00e1ficas). Essa moderniza\u00e7\u00e3o da imprensa e a demiss\u00e3o de trabalhadores antigos \u00e9 exemplificada no livro no caso do cr\u00edtico teatral M\u00e1rio Flores. Depois de quarenta anos de jornalismo, Flores foi descartado como uma mob\u00edlia antiga que deveria ceder o lugar a algo mais moderno, apresentando, assim, um relato triste da exclus\u00e3o de figuras hist\u00f3ricas em prol da moderniza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><em>Quase mem\u00f3ria<\/em> nos remete \u00e0 oralidade dos contadores de hist\u00f3rias, pois o narrador compartilha suas hist\u00f3rias de vida com os leitores. Se fecharmos os olhos, podemos imaginar essa conta\u00e7\u00e3o de hist\u00f3rias ao redor de uma fogueira, face a face com o narrador, mobilizando todos os sentidos: o olhar acompanhando os momentos de tens\u00e3o, a voz traduzida em risadas, o tato em um aplauso, a audi\u00e7\u00e3o atenta a cada palavra, o paladar engolindo seco algumas palavras. Hist\u00f3rias po\u00e9ticas como a do bal\u00e3o de Santo Ant\u00f4nio que o jovem Cony nunca soltou, ou daquele bal\u00e3o que seu pai soltou e retornou milagrosamente ao quintal da fam\u00edlia s\u00e3o carregadas de met\u00e1foras. Cony filho, assim como seu pai, \u00e9 um grande fabulador, pois a partir de um acontecimento real acrescentava elementos ficcionais. Cony pai gostava de variar os relatos de um mesmo epis\u00f3dio acrescentando e excluindo personagens, mudando a cronologia dos acontecimentos, modificando os locais, inventando finais. E seu filho seguiu, como fica evidente nessa narrativa, o legado de narrar as hist\u00f3rias com a ousadia de recriar os relatos ao sabor de sua imagina\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Um ponto interessante \u00e9 que essas hist\u00f3rias n\u00e3o romantizam a rela\u00e7\u00e3o com seu pai. Pelo contr\u00e1rio, exp\u00f5em ressentimentos e tens\u00f5es nesse relacionamento. O pai tinha o seguinte lema na vida: \u201cAmanh\u00e3 farei grandes coisas\u201d. Cony pai sempre cismava em p\u00f4r em pr\u00e1tica algum grande projeto e o concretizava sem se importar com o impacto na vida dos outros. Desde criar tintas de caneta, fabricar perfumes caseiros, criar galinha ou at\u00e9 um r\u00e9ptil, seu filho era sempre convocado para ser sua primeira plateia. Essas ideias mirabolantes causavam um misto de orgulho e frustra\u00e7\u00e3o em seu filho. Seu genitor tamb\u00e9m lhe causava vergonha, por exemplo, por seu tique nervoso de balan\u00e7ar seu bra\u00e7o direito descontroladamente. Essa paradoxal figura representava um pai inquieto, c\u00famplice, distante, ego\u00edsta, alegre, espa\u00e7oso. A dificuldade em entender essa personalidade se traduziu na escrita dessa obra.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">No enredo, um padr\u00e3o fica claro para o leitor: a intera\u00e7\u00e3o com o embrulho, no tempo presente, \u00e9 intercalada com <em>flashbacks<\/em>. No transcorrer do texto, essa estrutura narrativa torna-se repetitiva e cansativa. \u00c9 n\u00edtida tamb\u00e9m a associa\u00e7\u00e3o com as <em>madeleines <\/em>proustianas (\u201cEm busca do tempo perdido\u201d) quando o contato com um objeto desencadeia lembran\u00e7as do passado. No cap\u00edtulo 13, o escritor revela que o leitor poderia identificar uma \u201crefer\u00eancia, associa\u00e7\u00e3o com o escritor franc\u00eas&#8221;. Cony, ent\u00e3o, argumenta que n\u00e3o h\u00e1 semelhan\u00e7a do embrulho com as <em>madeleines<\/em>, pois, no seu enredo, n\u00e3o existe uma busca de um passado perdido, mas de \u201cum tempo desperdi\u00e7ado\u201d. Entretanto, ao lermos a obra, a compara\u00e7\u00e3o com Proust \u00e9 inevit\u00e1vel.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Para al\u00e9m disso, merece destaque o apagamento da m\u00e3e do narrador. A figura materna fica relegada a um segundo plano, atitude essa tamb\u00e9m praticada por seu pai. Mesmo sofrendo com os projetos do marido, sua m\u00e3e nunca obteve um olhar emp\u00e1tico que entendesse o quanto isso a afetava. Sua m\u00e3e sofreu um silenciamento enquanto seu pai foi posto em holofotes. Muitos veem em <em>Quase mem\u00f3ria<\/em> um livro onde homens relegam \u00e0s mulheres apenas um papel dom\u00e9stico, retirando-lhes a voz. Sua m\u00e3e, mesmo em um texto memorial\u00edstico sobre o pai, merecia um outro lugar nessa hist\u00f3ria.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Se pensamos na est\u00e9tica da obra, abriu-se uma nova dimens\u00e3o, pois Cony a definiu por meio do que intitulou teoria do \u201cQuase\u201d. \u00c9 um \u201cquase romance\u201d, porque oscila entre o romance, a cr\u00f4nica, a reportagem, a biografia, o conto. H\u00e1 um hibridismo caracterizado pelo cruzamento de diferentes g\u00eaneros textuais e uma \u201cquase-mem\u00f3ria\u201d (autofic\u00e7\u00e3o), ao cruzar autobiografia com a fic\u00e7\u00e3o. Esse rompimento com categorias fixas \u00e9 uma das marcas do romance p\u00f3s-moderno.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Concluindo, observa-se a relev\u00e2ncia de <em>Quase mem\u00f3ria<\/em> \u00e0 contemporaneidade. Ler essa obra \u00e9 estar diante de elementos modernos e tradicionais. No primeiro, no que se refere \u00e0 forma, \u00e9 uma obra h\u00edbrida, com uma classifica\u00e7\u00e3o plural. No segundo, h\u00e1 o resgate da oralidade na conta\u00e7\u00e3o de hist\u00f3rias. Com a tradi\u00e7\u00e3o e modernidade, quase nos vemos, nesse quase romance, diante do pr\u00f3prio narrador, ouvindo-o atentamente contar sua vida diante de nossos atentos olhos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Para saber mais<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">BUNGART, Neto (2016). Quase autofic\u00e7\u00e3o: o embrulho misterioso como legado do pai na obra de Carlos Heitor Cony. <em>Revista Cria\u00e7\u00e3o &amp; Cr\u00edtica<\/em>, S\u00e3o Paulo, n.17, p. 119-131. Dispon\u00edvel em: <a href=\"https:\/\/www.revistas.usp.br\/criacaoecritica\/article\/view\/120781\">https:\/\/www.revistas.usp.br\/criacaoecritica\/article\/view\/120781<\/a>. Acesso em:<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><em>Caderno de Literatura Brasileira: Carlos Heitor Cony<\/em> (2001), S\u00e3o Paulo: Editora Instituto Moreira Salles, n.12. Dispon\u00edvel em: <a href=\"https:\/\/blogdoims.com.br\/cony-por-inteiro\/\">https:\/\/blogdoims.com.br\/cony-por-inteiro\/<\/a>. Acesso em:<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">CONY, Carlos Heitor (2017). <em>O Ventre<\/em>. Rio de Janeiro: Nova Fronteira.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">CONY, Carlos Heitor (2021). <em>Pessach<\/em>: a travessia. Rio de Janeiro: Nova Fronteira.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">CONY, Carlos Heitor (2020). <em>Pilatos<\/em>. Rio de Janeiro: Nova Fronteira.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">CONY, Carlos Heitor (1995). Mila. Folha de S\u00e3o Paulo. Dispon\u00edvel em: <a href=\"https:\/\/www1.folha.uol.com.br\/fsp\/1995\/6\/04\/opiniao\/5.html\">https:\/\/www1.folha.uol.com.br\/fsp\/1995\/6\/04\/opiniao\/5.html<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">ERNAUX, Annie (2021). <em>O lugar<\/em>. S\u00e3o Paulo: F\u00f3sforo Editora.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">KAFKA, Franz (1997). <em>Carta ao pai<\/em>. S\u00e3o Paulo: Companhia das Letras.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">NIGOZI, Chimamanda (2021). <em>Notas sobre o luto<\/em>. S\u00e3o Paulo: Companhia das letras.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">PROUST, Marcel (2004). <em>Em busca do tempo perdido<\/em>. Rio de Janeiro: Ediouro.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">QUASE mem\u00f3ria (2018). Dire\u00e7\u00e3o Ruy Guerra. Produ\u00e7\u00e3o: Globo Filmes, Kinossaurus Filmes. Brasil: Pandora Filmes (95 min).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">RODRIGUES, Fernanda Carvalho dos Santos (2011). <em>Rastros em Quase Mem\u00f3ria, de Carlos Heitor Cony. <\/em>Disserta\u00e7\u00e3o (Mestrado em Letras) \u2013 Universidade Federal do Rio Grande, Rio Grande, Rio Grande do Sul.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">SILVA, Camile Antunes da (2021). <em>O embrulho como met\u00e1fora em Quase mem\u00f3ria<\/em>. Disserta\u00e7\u00e3o (Mestrado em Estudos Lingu\u00edsticos) \u2013 Universidade Federal da Fronteira Sul, Chapec\u00f3, Santa Catarina.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Iconografia<\/strong><\/p>\n\n\n<style type=\"text\/css\">\n#foogallery-gallery-4791.fg-masonry { --fg-gutter: 10px; }<\/style>\n\t\t\t<div class=\"foogallery foogallery-container foogallery-masonry foogallery-lightbox-foogallery fg-center fg-masonry fg-ready fg-transparent fg-round-small fg-shadow-small fg-loading-dots fg-loaded-slide-up fg-captions-bottom fg-hover-fade fg-hover-plus fg-col3\" id=\"foogallery-gallery-4791\" data-foogallery=\"{&quot;item&quot;:{&quot;showCaptionTitle&quot;:true,&quot;showCaptionDescription&quot;:true},&quot;lazy&quot;:true,&quot;template&quot;:{&quot;horizontalOrder&quot;:true}}\" data-foogallery-lightbox=\"{&quot;thumbs&quot;:&quot;bottom&quot;,&quot;thumbsCaptions&quot;:false,&quot;thumbsBestFit&quot;:false,&quot;thumbsSmall&quot;:false,&quot;thumbsCaptionsAlign&quot;:&quot;default&quot;,&quot;info&quot;:&quot;bottom&quot;,&quot;infoVisible&quot;:true,&quot;infoOverlay&quot;:true,&quot;infoAlign&quot;:&quot;default&quot;,&quot;transition&quot;:&quot;fade&quot;,&quot;hoverButtons&quot;:false,&quot;fitMedia&quot;:false,&quot;noScrollbars&quot;:true,&quot;preserveButtonSpace&quot;:true,&quot;buttons&quot;:{&quot;fullscreen&quot;:true,&quot;info&quot;:true,&quot;thumbs&quot;:false},&quot;video&quot;:{&quot;autoPlay&quot;:true}}\" style=\"--fg-title-line-clamp: 0; --fg-description-line-clamp: 0;\" >\n\t\t<div class=\"fg-column-width\"><\/div>\n\t<div class=\"fg-gutter-width\"><\/div>\n\t\t<div class=\"fg-item fg-type-image fg-idle\"><figure class=\"fg-item-inner\"><a href=\"https:\/\/pracaclovis.com\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/Companhia-das-Letras-1995.webp\" data-caption-title=\"Companhia das Letras, 1995\" data-attachment-id=\"4792\" data-e-disable-page-transition=\"true\" data-type=\"image\" class=\"fg-thumb\"><span class=\"fg-image-wrap\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" title=\"Companhia das Letras, 1995\" width=\"250\" height=\"369\" class=\"skip-lazy fg-image\" data-src-fg=\"https:\/\/pracaclovis.com\/wp-content\/uploads\/cache\/2025\/04\/Companhia-das-Letras-1995\/1699738961.webp\" src=\"data:image\/svg+xml,%3Csvg%20xmlns%3D%22http%3A%2F%2Fwww.w3.org%2F2000%2Fsvg%22%20width%3D%22250%22%20height%3D%22369%22%20viewBox%3D%220%200%20250%20369%22%3E%3C%2Fsvg%3E\" loading=\"eager\"><\/span><span class=\"fg-image-overlay\"><\/span><\/a><figcaption class=\"fg-caption\"><div class=\"fg-caption-inner\"><div class=\"fg-caption-title\">Companhia das Letras, 1995<\/div><\/div><\/figcaption><\/figure><div class=\"fg-loader\"><\/div><\/div><div class=\"fg-item fg-type-image fg-idle\"><figure class=\"fg-item-inner\"><a href=\"https:\/\/pracaclovis.com\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/Alfaguara-2006.webp\" data-caption-title=\"Alfaguara, 2006\" data-attachment-id=\"4793\" data-e-disable-page-transition=\"true\" data-type=\"image\" class=\"fg-thumb\"><span class=\"fg-image-wrap\"><img decoding=\"async\" title=\"Alfaguara, 2006\" width=\"250\" height=\"389\" class=\"skip-lazy fg-image\" data-src-fg=\"https:\/\/pracaclovis.com\/wp-content\/uploads\/cache\/2025\/04\/Alfaguara-2006\/1110218966.webp\" src=\"data:image\/svg+xml,%3Csvg%20xmlns%3D%22http%3A%2F%2Fwww.w3.org%2F2000%2Fsvg%22%20width%3D%22250%22%20height%3D%22389%22%20viewBox%3D%220%200%20250%20389%22%3E%3C%2Fsvg%3E\" loading=\"eager\"><\/span><span class=\"fg-image-overlay\"><\/span><\/a><figcaption class=\"fg-caption\"><div class=\"fg-caption-inner\"><div class=\"fg-caption-title\">Alfaguara, 2006<\/div><\/div><\/figcaption><\/figure><div class=\"fg-loader\"><\/div><\/div><div class=\"fg-item fg-type-image fg-idle\"><figure class=\"fg-item-inner\"><a href=\"https:\/\/pracaclovis.com\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/Nova-Fronteira-2014.webp\" data-caption-title=\"Nova Fronteira, 2014\" data-attachment-id=\"4794\" data-e-disable-page-transition=\"true\" data-type=\"image\" class=\"fg-thumb\"><span class=\"fg-image-wrap\"><img decoding=\"async\" title=\"Nova Fronteira, 2014\" width=\"250\" height=\"371\" class=\"skip-lazy fg-image\" data-src-fg=\"https:\/\/pracaclovis.com\/wp-content\/uploads\/cache\/2025\/04\/Nova-Fronteira-2014\/774655846.webp\" src=\"data:image\/svg+xml,%3Csvg%20xmlns%3D%22http%3A%2F%2Fwww.w3.org%2F2000%2Fsvg%22%20width%3D%22250%22%20height%3D%22371%22%20viewBox%3D%220%200%20250%20371%22%3E%3C%2Fsvg%3E\" loading=\"eager\"><\/span><span class=\"fg-image-overlay\"><\/span><\/a><figcaption class=\"fg-caption\"><div class=\"fg-caption-inner\"><div class=\"fg-caption-title\">Nova Fronteira, 2014<\/div><\/div><\/figcaption><\/figure><div class=\"fg-loader\"><\/div><\/div><\/div><style type=\"text\/css\">.fg-caption-title {font-family: \"Montserrat\", Sans-serif; font-size: 16px; text-align: center;}<\/style>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>CONY, Carlos Heitor. Quase mem\u00f3ria: quase romance. S\u00e3o Paulo: Companhia das Letras, 1995. Luciana da Costa FerreiraIlustra\u00e7\u00e3o: Mari\u00e2ngela Albuquerque Carlos Heitor Cony (Rio de Janeiro 1926 \u2013 Rio de Janeiro 2018), em Quase mem\u00f3ria: quase romance, rompeu uma lacuna de mais de vinte anos sem publicar romances. Em quase 300 p\u00e1ginas, o narrador, que seria [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":4,"featured_media":4789,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"categories":[555],"tags":[111,129,115,185,160],"cronologia":[32],"estado":[125],"regiaodaautoria":[45],"autoria":[250,249],"class_list":["post-4788","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-romance","tag-autoficcao","tag-fluxo-de-consciencia","tag-memoria","tag-morte","tag-romance-psicologico","cronologia-32","estado-rio-de-janeiro","regiaodaautoria-sudeste","autoria-autoriabranca","autoria-autoriamasculina"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pracaclovis.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/4788","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pracaclovis.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pracaclovis.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pracaclovis.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/4"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pracaclovis.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=4788"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/pracaclovis.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/4788\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":4980,"href":"https:\/\/pracaclovis.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/4788\/revisions\/4980"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pracaclovis.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/4789"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pracaclovis.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=4788"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pracaclovis.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=4788"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pracaclovis.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=4788"},{"taxonomy":"cronologia","embeddable":true,"href":"https:\/\/pracaclovis.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcronologia&post=4788"},{"taxonomy":"estado","embeddable":true,"href":"https:\/\/pracaclovis.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Festado&post=4788"},{"taxonomy":"regiaodaautoria","embeddable":true,"href":"https:\/\/pracaclovis.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fregiaodaautoria&post=4788"},{"taxonomy":"autoria","embeddable":true,"href":"https:\/\/pracaclovis.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fautoria&post=4788"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}