{"id":4774,"date":"2025-04-13T13:00:14","date_gmt":"2025-04-13T16:00:14","guid":{"rendered":"https:\/\/pracaclovis.com\/?p=4774"},"modified":"2025-11-12T17:57:14","modified_gmt":"2025-11-12T20:57:14","slug":"os-que-bebem-como-caes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pracaclovis.com\/?p=4774","title":{"rendered":"Os que bebem como os c\u00e3es"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"has-background wp-block-paragraph\" style=\"background-color:#e1dede\">BRASIL, Francisco de Assis Almeida. <em>Os que bebem como os c\u00e3es<\/em>. Rio de Janeiro: Nordica, 1975.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-right wp-block-paragraph\">Rafael Bonavina<br><em>Ilustra\u00e7\u00e3o: Francisco Dalcastagn\u00e8 Miguel<\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Francisco de Assis Almeida Brasil (Parna\u00edba, PI, 1929 \u2013 Teresina, PI, 2021) foi um escritor que chegou a publicar mais de cem livros de diversos g\u00eaneros liter\u00e1rios, desde romances e colet\u00e2neas de poesia contempor\u00e2nea at\u00e9 hist\u00f3rias infanto-juvenis e livros paradid\u00e1ticos. Al\u00e9m dessa produ\u00e7\u00e3o ficcional, Assis Brasil tamb\u00e9m se dedicou \u00e0 cr\u00edtica liter\u00e1ria em peri\u00f3dicos como <em>O cruzeiro<\/em> e <em>Correio da manh\u00e3.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em 1975 foi publicado <em>Os que bebem como os c\u00e3es,<\/em> romance que aborda o tema do encarceramento e da tortura sofrida por presos pol\u00edticos durante a Ditadura Militar (1964-1985). Ao tratar desse assunto, Assis Brasil toca em uma das feridas de nossa hist\u00f3ria mais recente, apresentando a viol\u00eancia ocorrida na \u00e9poca dentro de um pres\u00eddio. Atente-se ao fato de que a obra foi publicada em pleno per\u00edodo ditatorial e ainda recebeu o Pr\u00eamio Walmap no mesmo ano, o que soa um tanto ir\u00f4nico tendo em conta sua cr\u00edtica ao regime.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O primeiro ponto interessante, e que condiciona toda a obra, \u00e9 que o romance aborda o encarceramento de uma perspectiva profundamente subjetiva, psicol\u00f3gica e individualizada. Nesse aspecto, apesar de ter usado um narrador majoritariamente em terceira pessoa, o que implica um certo distanciamento, a narrativa se mostra intrinsecamente insepar\u00e1vel de seu protagonista. Como o personagem principal come\u00e7a a hist\u00f3ria em um estado de profunda dissocia\u00e7\u00e3o e amn\u00e9sia, a narrativa ganha um tom de incerteza kafkiana, em que o sujeito se v\u00ea preso sem saber o porqu\u00ea, inclusive sobre seu pr\u00f3prio passado, pois esse foi todo reprimido e apagado pelos abusos e torturas dos carcereiros.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Um dos problemas dessa rela\u00e7\u00e3o intr\u00ednseca entre a subjetividade do encarcerado e a narra\u00e7\u00e3o em terceira pessoa \u00e9 a falta de percep\u00e7\u00e3o temporal, causada em parte pela reclus\u00e3o em uma cela solit\u00e1ria, em que n\u00e3o h\u00e1 qualquer forma de mensurar o tempo nem mesmo por alguma r\u00e9stia de luz solar. Em um primeiro momento, seria poss\u00edvel supor que a rotina r\u00edgida de um c\u00e1rcere traria alguma forma de acompanhar a passagem dos dias, por exemplo, na hora das refei\u00e7\u00f5es, do banho, dos exerc\u00edcios ao sol etc. N\u00e3o \u00e9 o caso. Os prisioneiros representados no romance n\u00e3o t\u00eam quaisquer direitos humanos b\u00e1sicos, como alimenta\u00e7\u00e3o adequada ou mesmo acesso a uma privada, sendo obrigados a fazerem suas necessidades em suas pr\u00f3prias roupas. Para piorar o estado de profunda degrada\u00e7\u00e3o, segundo sup\u00f5e o protagonista, eles s\u00f3 t\u00eam direito ao banho em uma frequ\u00eancia muito reduzida e, tamb\u00e9m, incerta. A irregularidade da rotina \u00e9 uma das formas de tortura implementada pelos carcereiros, visto que n\u00e3o permite que suas v\u00edtimas possam criar uma no\u00e7\u00e3o de regularidade e, consequentemente, uma sensa\u00e7\u00e3o de estabilidade.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Como se sabe, o romance moderno tem como uma de suas caracter\u00edsticas fundamentais a sua rela\u00e7\u00e3o com o tempo, seja ele psicol\u00f3gico ou cronol\u00f3gico, por\u00e9m essa experi\u00eancia vertiginosa de semiatemporalidade ou de temporalidade relativamente c\u00edclica encontrada em <em>Os que bebem como os c\u00e3es <\/em>rompe com esse elemento romanesco e cria uma instabilidade na estrutura da obra. Do ponto de vista est\u00e9tico, isso \u00e9 resolvido por meio da organiza\u00e7\u00e3o do livro n\u00e3o em cap\u00edtulos, o que pressuporia uma no\u00e7\u00e3o de desenvolvimento temporal, mas em espa\u00e7os onde ocorrem a a\u00e7\u00e3o da trama e que se alternam ao nomear as duas se\u00e7\u00f5es do livro: \u201cA cela\u201d e \u201cO p\u00e1tio\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em \u201cA cela\u201d, o personagem \u00e9 representado em reclus\u00e3o. Os carcereiros algemam as m\u00e3os dele atr\u00e1s das costas e o jogam dentro da sua solit\u00e1ria. Por ter as m\u00e3os imobilizadas, as a\u00e7\u00f5es mais simples se tornam imposs\u00edveis ou verdadeiros desafios, como a alimenta\u00e7\u00e3o. Para conseguir comer a sopa pastosa trazida pelos carcereiros, o personagem precisa mergulhar o rosto na tigela para beb\u00ea-la, ato frequentemente comparado \u00e0 alimenta\u00e7\u00e3o canina ao longo do romance. Essa situa\u00e7\u00e3o degradante em que o protagonista \u00e9 obrigado a viver o faz mergulhar nas suas pr\u00f3prias experi\u00eancias corporal e ps\u00edquica, ambas cheias de dor, confus\u00e3o e incerteza. No plano discursivo, essas caracter\u00edsticas se refletem com maior pot\u00eancia no fluxo de consci\u00eancia, que, em alguns momentos, sobrep\u00f5e passado e presente, mem\u00f3rias de inf\u00e2ncia e cenas dentro da pris\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">De tempos em tempos, os prisioneiros s\u00e3o levados para se lavar no p\u00e1tio do pres\u00eddio, local que d\u00e1 nome a outra das se\u00e7\u00f5es do romance. Em uma perspectiva estil\u00edstica, os excertos de \u201cO p\u00e1tio\u201d s\u00e3o muito diferentes dos que se centram na cela. Em primeiro lugar, o narrador se afasta da experi\u00eancia ps\u00edquica do seu protagonista, o que d\u00e1 \u00e0 narrativa um tom mais visual no qual predominam as descri\u00e7\u00f5es dos elementos da cena, como outros prisioneiros, os guardas, o c\u00e9u etc. Os demais sentidos tamb\u00e9m colaboram para compor um quadro de est\u00edmulos sensoriais do personagem, como o al\u00edvio sentido pela \u00e1gua gelada na pele ou de beb\u00ea-la depois de tanto tempo sedento, o prazer de se limpar e livrar-se do cheiro acumulado de fezes e urina etc. Esse breve respiro \u00e9 logo interrompido pelos guardas, que levam os prisioneiros de volta \u00e0s celas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Esses dois espa\u00e7os por vezes s\u00e3o entrecortados por uma terceira se\u00e7\u00e3o denominada de \u201cO grito\u201d, que, para ser compreendida, demanda uma breve explica\u00e7\u00e3o sobre a rotina dos prisioneiros. Quando os encarcerados s\u00e3o retirados das celas, al\u00e9m das m\u00e3os algemadas, suas bocas s\u00e3o tapadas com fitas adesivas para evitar que falem durante o percurso at\u00e9 o p\u00e1tio. Pouco antes do banho, essas s\u00e3o removidas para que eles possam beber a \u00e1gua das torneiras, mas, logo depois da limpeza, s\u00e3o recolocadas. Entre esses dois momentos, os presos est\u00e3o todos juntos, sem morda\u00e7as ou algemas, e, nesse breve instante, alguns dos personagens lan\u00e7am gritos com palavras desconexas, nomes e grunhidos incompreens\u00edveis. Essa \u00e9 uma das poucas formas encontradas por eles para reafirmarem uma parte de sua liberdade e a resist\u00eancia \u00e0 desumaniza\u00e7\u00e3o que lhes \u00e9 imposta. A princ\u00edpio n\u00e3o s\u00e3o evidentes os efeitos desses gritos, mas \u00e9 por meio deles que o protagonista come\u00e7a a resgatar sua pr\u00f3pria individualidade. Dessa maneira, ele se reconecta com seu passado e recupera sua hist\u00f3ria, que havia sido apagada pela tortura f\u00edsica e psicol\u00f3gica.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A partir de seus primeiros contatos com sua pr\u00f3pria hist\u00f3ria, o protagonista decide se juntar ao coro de gritos, mas n\u00e3o consegue pensar em nada espec\u00edfico do seu passado, sendo apenas capaz de soltar um gemido animalesco. Com o passar do tempo e a recorr\u00eancia dessa pr\u00e1tica, ele recupera certa autoconsci\u00eancia e, em dado momento, essa percep\u00e7\u00e3o salta para o plano narrativo: \u201cSe ao menos pudesse pensar no passado. No seu passado. Mas tudo parecia estar em branco para tr\u00e1s \u2013 onde ter\u00e1 ficado a mulher que \u00e9 a minha m\u00e3e? Os homens no p\u00e1tio gritavam pela sua m\u00e3e, por um nome querido, e eu n\u00e3o pude gritar por nome algum. Por qu\u00ea?\u201d. Durante essa confus\u00e3o e d\u00favida, o personagem principal passa a falar com sua voz, sem a media\u00e7\u00e3o de um narrador em terceira pessoa, o que simboliza estilisticamente uma tomada de consci\u00eancia de si.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Como era de se esperar, os guardas n\u00e3o ficavam parados apenas ouvindo os gritos dos prisioneiros. Rapidamente se mobilizavam para amorda\u00e7ar os encarcerados que gritavam, realizando tal a\u00e7\u00e3o com especial viol\u00eancia. Diante da falta de resultado na repress\u00e3o desse \u00faltimo resqu\u00edcio de resist\u00eancia, as repres\u00e1lias crescem exponencialmente, passando do amorda\u00e7amento mais violento para a retirada da alimenta\u00e7\u00e3o, j\u00e1 t\u00e3o miser\u00e1vel, e eventualmente chegando \u00e0 viol\u00eancia f\u00edsica.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Como o pr\u00f3prio narrador aponta, o grito traz lembran\u00e7as e d\u00e1 for\u00e7a para os prisioneiros, uma esp\u00e9cie de apoio m\u00fatuo, por isso os carcereiros n\u00e3o gostam da pr\u00e1tica e chegam mesmo a tem\u00ea-la, mas isso n\u00e3o parece resumir toda a quest\u00e3o. Surge, ent\u00e3o, uma pergunta: o que poderia incomodar tanto os guardas? Por certa perspectiva, isso n\u00e3o se daria apenas pela consci\u00eancia do relativo fracasso de todas as torturas corporais e ps\u00edquicas em subjugar os condenados, mas pelo s\u00fabito estranhamento causado pela cena. Em outras palavras, ao presenciarem diversos adultos gritando por suas m\u00e3es e esposas, falando palavras de ordem ou mesmo clamando por Deus, seria muito dif\u00edcil que os guardas n\u00e3o fossem abatidos por uma s\u00fabita, ainda que discreta, humaniza\u00e7\u00e3o daquelas figuras at\u00e9 ent\u00e3o fantasmag\u00f3ricas e reificadas. A consci\u00eancia do absurdo daquela cena seria, nessa leitura, uma esp\u00e9cie de crise moral que precisava ser evitada a todo custo, seja por meio das morda\u00e7as, amea\u00e7as, castigos f\u00edsicos e, em \u00faltimo caso, o exterm\u00ednio.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><em>Os que bebem como os c\u00e3es <\/em>\u00e9 uma obra interessante tanto pelo seu car\u00e1ter cr\u00edtico em rela\u00e7\u00e3o aos problemas de seu tempo quanto pela profus\u00e3o de elementos est\u00e9ticos inovadores, em alguma medida, como a intrincada rela\u00e7\u00e3o entre a experi\u00eancia subjetiva do encarceramento e a pr\u00f3pria linguagem da narrativa; a ruptura com o romance tradicional e sua temporalidade linear. Outro ponto interessante \u00e9 a exist\u00eancia de certa recursividade na descri\u00e7\u00e3o, ainda que discreta, da rea\u00e7\u00e3o dos guardas \u00e0 humaniza\u00e7\u00e3o dos encarcerados; isto \u00e9, os pr\u00f3prios guardas temem os encarcerados, o que se afasta bastante de um modelo muito comum e manique\u00edsta de representa\u00e7\u00e3o do tema central do livro.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Para saber mais<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">CARVALHO, Ederson Dias de (2021). <em>O espa\u00e7o ficcional em <\/em>Os que bebem como os c\u00e3es<em>, de Assis Brasil:<\/em> um estudo sobre a topoan\u00e1lise. Disserta\u00e7\u00e3o (Mestrado em Letras) \u2013 Universidade Estadual do Piau\u00ed, Teresina.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">FONTINELES, Cl\u00e1udia Cristina da Silva; FONTINELES FILHO, Pedro Pio (2020). Resist\u00eancia \u00e0s morda\u00e7as: hist\u00f3ria e luta contra a opress\u00e3o na literatura de Assis Brasil. <em>Topoi<\/em>, Rio de Janeiro, v. 21, n. 43, p. 45-67, abr. Dispon\u00edvel em: <a href=\"http:\/\/dx.doi.org\/10.1590\/2237-101x02104303\">http:\/\/dx.doi.org\/10.1590\/2237-101&#215;02104303<\/a>. Acesso em: 24 nov. 2023.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">SOUSA, Caio Henrique Medeiros; FROTA, Wander Nunes (2021). <em>Os que bebem como os c\u00e3es<\/em> (1975), de Assis Brasil, diante da defesa dos direitos humanos no s\u00e9culo XXI. <em>Scripta Alumni Curitiba<\/em>, Paran\u00e1, v. 24, n. 1, p. 59-76, jan-jun. Dispon\u00edvel em: <a href=\"https:\/\/revista.uniandrade.br\/index.php\/ScriptaAlumni\/article\/view\/1973\">https:\/\/revista.uniandrade.br\/index.php\/ScriptaAlumni\/article\/view\/1973<\/a>. Acesso em: 13 abr. 2025.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Iconografia<\/strong><\/p>\n\n\n<style type=\"text\/css\">\n#foogallery-gallery-4777.fg-masonry { --fg-gutter: 10px; }<\/style>\n\t\t\t<div class=\"foogallery foogallery-container foogallery-masonry foogallery-lightbox-foogallery fg-center fg-masonry fg-ready fg-transparent fg-round-small fg-shadow-small fg-loading-dots fg-loaded-slide-up fg-captions-bottom fg-hover-fade fg-hover-plus fg-col3\" id=\"foogallery-gallery-4777\" data-foogallery=\"{&quot;item&quot;:{&quot;showCaptionTitle&quot;:true,&quot;showCaptionDescription&quot;:true},&quot;lazy&quot;:true,&quot;template&quot;:{&quot;horizontalOrder&quot;:true}}\" data-foogallery-lightbox=\"{&quot;thumbs&quot;:&quot;bottom&quot;,&quot;thumbsCaptions&quot;:false,&quot;thumbsBestFit&quot;:false,&quot;thumbsSmall&quot;:false,&quot;thumbsCaptionsAlign&quot;:&quot;default&quot;,&quot;info&quot;:&quot;bottom&quot;,&quot;infoVisible&quot;:true,&quot;infoOverlay&quot;:true,&quot;infoAlign&quot;:&quot;default&quot;,&quot;transition&quot;:&quot;fade&quot;,&quot;hoverButtons&quot;:false,&quot;fitMedia&quot;:false,&quot;noScrollbars&quot;:true,&quot;preserveButtonSpace&quot;:true,&quot;buttons&quot;:{&quot;fullscreen&quot;:true,&quot;info&quot;:true,&quot;thumbs&quot;:false},&quot;video&quot;:{&quot;autoPlay&quot;:true}}\" style=\"--fg-title-line-clamp: 0; --fg-description-line-clamp: 0;\" >\n\t\t<div class=\"fg-column-width\"><\/div>\n\t<div class=\"fg-gutter-width\"><\/div>\n\t\t<div class=\"fg-item fg-type-image fg-idle\"><figure class=\"fg-item-inner\"><a href=\"https:\/\/pracaclovis.com\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/Nordica-1975.webp\" data-caption-title=\"N\u00f3rdica, 1975\" data-attachment-id=\"4779\" data-e-disable-page-transition=\"true\" data-type=\"image\" class=\"fg-thumb\"><span class=\"fg-image-wrap\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" title=\"N\u00f3rdica, 1975\" width=\"250\" height=\"352\" class=\"skip-lazy fg-image\" data-src-fg=\"https:\/\/pracaclovis.com\/wp-content\/uploads\/cache\/2025\/04\/Nordica-1975\/2240961642.webp\" src=\"data:image\/svg+xml,%3Csvg%20xmlns%3D%22http%3A%2F%2Fwww.w3.org%2F2000%2Fsvg%22%20width%3D%22250%22%20height%3D%22352%22%20viewBox%3D%220%200%20250%20352%22%3E%3C%2Fsvg%3E\" loading=\"eager\"><\/span><span class=\"fg-image-overlay\"><\/span><\/a><figcaption class=\"fg-caption\"><div class=\"fg-caption-inner\"><div class=\"fg-caption-title\">N\u00f3rdica, 1975<\/div><\/div><\/figcaption><\/figure><div class=\"fg-loader\"><\/div><\/div><div class=\"fg-item fg-type-image fg-idle\"><figure class=\"fg-item-inner\"><a href=\"https:\/\/pracaclovis.com\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/Ediouro-1975.webp\" data-caption-title=\"Ediouro, 1979\" data-attachment-id=\"4778\" data-e-disable-page-transition=\"true\" data-type=\"image\" class=\"fg-thumb\"><span class=\"fg-image-wrap\"><img decoding=\"async\" title=\"Ediouro, 1979\" width=\"250\" height=\"450\" class=\"skip-lazy fg-image\" data-src-fg=\"https:\/\/pracaclovis.com\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/Ediouro-1975.webp\" src=\"data:image\/svg+xml,%3Csvg%20xmlns%3D%22http%3A%2F%2Fwww.w3.org%2F2000%2Fsvg%22%20width%3D%22250%22%20height%3D%22450%22%20viewBox%3D%220%200%20250%20450%22%3E%3C%2Fsvg%3E\" loading=\"eager\"><\/span><span class=\"fg-image-overlay\"><\/span><\/a><figcaption class=\"fg-caption\"><div class=\"fg-caption-inner\"><div class=\"fg-caption-title\">Ediouro, 1979<\/div><\/div><\/figcaption><\/figure><div class=\"fg-loader\"><\/div><\/div><div class=\"fg-item fg-type-image fg-idle\"><figure class=\"fg-item-inner\"><a href=\"https:\/\/pracaclovis.com\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/Nova-Alianca-2013.webp\" data-caption-title=\"Nova Alian\u00e7a, 2013\" data-attachment-id=\"4780\" data-e-disable-page-transition=\"true\" data-type=\"image\" class=\"fg-thumb\"><span class=\"fg-image-wrap\"><img decoding=\"async\" title=\"Nova Alian\u00e7a, 2013\" width=\"250\" height=\"429\" class=\"skip-lazy fg-image\" data-src-fg=\"https:\/\/pracaclovis.com\/wp-content\/uploads\/cache\/2025\/04\/Nova-Alianca-2013\/3583526816.webp\" src=\"data:image\/svg+xml,%3Csvg%20xmlns%3D%22http%3A%2F%2Fwww.w3.org%2F2000%2Fsvg%22%20width%3D%22250%22%20height%3D%22429%22%20viewBox%3D%220%200%20250%20429%22%3E%3C%2Fsvg%3E\" loading=\"eager\"><\/span><span class=\"fg-image-overlay\"><\/span><\/a><figcaption class=\"fg-caption\"><div class=\"fg-caption-inner\"><div class=\"fg-caption-title\">Nova Alian\u00e7a, 2013<\/div><\/div><\/figcaption><\/figure><div class=\"fg-loader\"><\/div><\/div><\/div><style type=\"text\/css\">.fg-caption-title {font-family: \"Montserrat\", Sans-serif; font-size: 16px; text-align: center;}<\/style>\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>BRASIL, Francisco de Assis Almeida. 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Rafael BonavinaIlustra\u00e7\u00e3o: Francisco Dalcastagn\u00e8 Miguel Francisco de Assis Almeida Brasil (Parna\u00edba, PI, 1929 \u2013 Teresina, PI, 2021) foi um escritor que chegou a publicar mais de cem livros de diversos g\u00eaneros liter\u00e1rios, desde romances e colet\u00e2neas de poesia contempor\u00e2nea [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":4,"featured_media":4775,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"categories":[555],"tags":[443,103,129,115,113,160],"cronologia":[30],"estado":[509],"regiaodaautoria":[44],"autoria":[250,249],"class_list":["post-4774","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-romance","tag-ditadura","tag-ditadura-1964-1985","tag-fluxo-de-consciencia","tag-memoria","tag-repressao","tag-romance-psicologico","cronologia-30","estado-piaui","regiaodaautoria-nordeste","autoria-autoriabranca","autoria-autoriamasculina"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pracaclovis.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/4774","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pracaclovis.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pracaclovis.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pracaclovis.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/4"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pracaclovis.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=4774"}],"version-history":[{"count":5,"href":"https:\/\/pracaclovis.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/4774\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":6102,"href":"https:\/\/pracaclovis.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/4774\/revisions\/6102"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pracaclovis.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/4775"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pracaclovis.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=4774"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pracaclovis.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=4774"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pracaclovis.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=4774"},{"taxonomy":"cronologia","embeddable":true,"href":"https:\/\/pracaclovis.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcronologia&post=4774"},{"taxonomy":"estado","embeddable":true,"href":"https:\/\/pracaclovis.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Festado&post=4774"},{"taxonomy":"regiaodaautoria","embeddable":true,"href":"https:\/\/pracaclovis.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fregiaodaautoria&post=4774"},{"taxonomy":"autoria","embeddable":true,"href":"https:\/\/pracaclovis.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fautoria&post=4774"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}