{"id":4747,"date":"2025-04-16T16:45:53","date_gmt":"2025-04-16T19:45:53","guid":{"rendered":"https:\/\/pracaclovis.com\/?p=4747"},"modified":"2025-11-12T18:02:30","modified_gmt":"2025-11-12T21:02:30","slug":"noite-dentro-da-noite-uma-autobiografia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pracaclovis.com\/?p=4747","title":{"rendered":"Noite dentro da noite \u2013 uma autobiografia"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"has-background wp-block-paragraph\" style=\"background-color:#e1dede\">TERRON, Joca Reiners. <em>Noite dentro da noite \u2013 uma autobiografia<\/em>. S\u00e3o Paulo: Companhia das Letras, 2017.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-right wp-block-paragraph\">Lilian Reichert Coelho<br><em>Ilustra\u00e7\u00e3o: L\u00e9o Tavares<\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Joca Reiners Terron (Cuiab\u00e1, MT, 1968) \u00e9 um romancista, contista, poeta, tradutor, editor, dramaturgo e designer gr\u00e1fico cuiabano radicado em S\u00e3o Paulo. Foi indicado e venceu pr\u00eamios relevantes e teve textos em antologias publicadas no Brasil e no exterior. <em>Noite dentro da noite \u2013 uma autobiografia <\/em>(2017), seu sexto romance, tem 463 p\u00e1ginas divididas em 13 cap\u00edtulos iniciados por uma fotografia em preto-e-branco sem legenda, marcada por interven\u00e7\u00f5es de tinta pinceladas nas bordas ou sobre as pessoas retratadas. As fotos e o subt\u00edtulo sugerem os problemas da identidade e da mem\u00f3ria que atravessam a narrativa.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Hist\u00f3rias engatadas umas \u00e0s outras, com tra\u00e7os de literatura policial numa din\u00e2mica de corrida contra o tempo, com personagens e acontecimentos que parecem inveross\u00edmeis, funcionam na distor\u00e7\u00e3o de fatos da hist\u00f3ria oficial, ao relacion\u00e1-los \u00e0 \u201csaga pantanosa\u201d de uma fam\u00edlia mato-grossense (os Reiners). A isso, somam-se a atmosfera de pesadelo, alcan\u00e7ada pela constru\u00e7\u00e3o de um personagem central amn\u00e9sico dopado por barbit\u00faricos, a presen\u00e7a de figuras monstruosas \u2013 humanas e inumanas \u2013 e a permanente sensa\u00e7\u00e3o de irrealidade e desconfian\u00e7a sobre a veracidade do que \u00e9 narrado.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Idas e vindas temporais, incessantes deslocamentos espaciais (envolvendo fugas, persegui\u00e7\u00f5es), narradores diversos, n\u00e3o confi\u00e1veis em sua onisci\u00eancia, s\u00e3o os elementos que supostamente reconstroem a mem\u00f3ria perdida de um rapaz sem nome que foge da pol\u00edcia em 1989 para a fazenda da fam\u00edlia, Sumidouro, ap\u00f3s ter sido obrigado a participar de um atentado ao \u201ccandidato metal\u00fargico\u201d \u00e0 presid\u00eancia, no centro do Rio de Janeiro.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A hist\u00f3ria desse rapaz se revela durante a trama: aos onze anos, ao bater a cabe\u00e7a numa brincadeira de escola no ano em que nevou em Medianeira (1975), no interior do Paran\u00e1, emudeceu e passou a ser tratado com sedativos que lhe turvavam a mente. Aparentemente, toda a narrativa serve para lhe revelar a verdade sobre sua identidade: \u00e9 o filho de um embaixador alem\u00e3o sequestrado por guerrilheiros, em 1968, deixado aos cuidados da irm\u00e3 de Karl Reiners e seu marido, funcion\u00e1rio do Banco do Brasil. O garoto acidentalmente mata o filho biol\u00f3gico do casal e \u00e9 transformado em seu substituto pela m\u00e3e, chamada de \u201ca rata\u201d. A descoberta \u00e9 tamb\u00e9m a do fundamento da fam\u00edlia e da hist\u00f3ria: a mentira. Que \u00e9 tamb\u00e9m o da fic\u00e7\u00e3o. Mas tamb\u00e9m diz respeito \u00e0 seletividade da heran\u00e7a, ao que deve ser transmitido e ao que deve ser escondido. \u201cHerdava algo que n\u00e3o pediu, o que significava dizer que enfim pertencia a uma fam\u00edlia\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A narrativa transcorre por mais de um s\u00e9culo em movimentos n\u00e3o lineares no tempo e no espa\u00e7o, abarcando a Guerra do Paraguai (1864-1870) e a tentativa de cria\u00e7\u00e3o de uma col\u00f4nia ariana no Chaco Boreal, em territ\u00f3rio tradicional ind\u00edgena, passando pelas ditaduras brasileiras do s\u00e9culo XX e a guerrilha do Araguaia, chegando at\u00e9 os \u00faltimos dias de 1989. H\u00e1 experi\u00eancias com crian\u00e7as judias em campos de concentra\u00e7\u00e3o nazistas e um bioqu\u00edmico alem\u00e3o perdido num submarino salvo por seres da mata no pantanal mato-grossense, onde vivem comunidades ind\u00edgenas de exist\u00eancia fantasmag\u00f3rica. Tudo isso contribui para criar tens\u00f5es com o absurdo e desierarquiza\u00e7\u00f5es entre ci\u00eancia, saberes tradicionais e arte, coloniza\u00e7\u00e3o e resist\u00eancias, mem\u00f3ria e amn\u00e9sia, hist\u00f3ria e fic\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Para Terron, o Brasil \u00e9 um cen\u00e1rio traum\u00e1tico de horror cuja hist\u00f3ria envolve crimes e oculta\u00e7\u00f5es, assim como acontece nas hist\u00f3rias familiares e na pr\u00f3pria fic\u00e7\u00e3o. A transmiss\u00e3o e a passagem do tempo, fundamentais para a narrativa se desenvolver \u2013 a da vida, a da hist\u00f3ria e a da literatura \u2013, s\u00e3o perturbadas por maldi\u00e7\u00f5es e fantasmas que provocam a mem\u00f3ria em sua rela\u00e7\u00e3o com o esquecimento. A mem\u00f3ria \u00e9 \u201ccontaminada\u201d, portanto, pelo movimento labir\u00edntico e em palimpsesto, como declara o cr\u00edtico Fehlauer (2020) ao analisar o romance, de quem lembra e ao mesmo tempo esquece o passado vivido ou o que s\u00f3 pode conhecer de segunda m\u00e3o, o que sempre envolve inven\u00e7\u00e3o, d\u00favidas, segredos, monstros e fantasmas.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O narrador da maior parte da hist\u00f3ria \u00e9 Curt Meyer-Clason, personagem hist\u00f3rico alem\u00e3o acusado de espionagem e preso durante a Segunda Guerra no Brasil. Durante os cinco anos de reclus\u00e3o na Ilha Grande, conheceu a literatura brasileira e, no retorno \u00e0 Alemanha, tornou-se tradutor reconhecido por escritores brasileiros como Guimar\u00e3es Rosa. No romance de Terron, ele est\u00e1 velho e \u00e9 irm\u00e3o de considera\u00e7\u00e3o dos Reiners, \u201cseu nobre tio posti\u00e7o\u201d, mediador onisciente de hist\u00f3rias ouvidas de outros, endere\u00e7adas ao garoto j\u00e1 crescido. Com sua morte, assassinado na Casa do Sol, de sua amiga Hilda Hilst, a hist\u00f3ria passa a ser contada por Hugo Reiners (pessoalmente e por cartas) e pela \u201crata\u201d (por fitas gravadas em seu ex\u00edlio). O interlocutor \u00e9 chamado apenas de \u201cvoc\u00ea\u201d e deduz-se que seja o garoto\/jovem, mas tamb\u00e9m poderia ser o leitor.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Na obra, personagens humanos s\u00e3o provocadores de cat\u00e1strofes, tanto os reais, hist\u00f3ricos, quanto os ficcionais: nazistas, torturadores, a m\u00e3e do menino, o bioqu\u00edmico alem\u00e3o e o pr\u00f3prio jovem. Quase todos t\u00eam ao menos um tra\u00e7o monstruoso e s\u00e3o sobreviventes de um grande mal. Tamb\u00e9m s\u00e3o agentes da cat\u00e1strofe personagens inumanos e de exist\u00eancia insinuada como atemporal, como a pyhareryepypepyhare, criatura nomeada de v\u00e1rias maneiras ao longo do livro como l\u00edquen, fungo, flor-vampiro, cristal do p\u00e2ntano, praga vegetal, rem\u00e9dio, \u00e0s vezes, veneno, por outras, um ser que transita entre o vegetal, o animal e que \u00e9 tamb\u00e9m um fantasma remanescente de mundos inacabados que coexistem no presente. A criatura \u00e9 veneno e rem\u00e9dio e n\u00e3o tem moral, apenas existe; foi \u201clibertada\u201d de seu estado parasit\u00e1rio do mineral pela a\u00e7\u00e3o da Quadrilha da Pedra Negra a partir da cratera aberta por um meteoro no Chaco e contrabandeada para laborat\u00f3rios de campos de concentra\u00e7\u00e3o nazistas, tendo regressado ao Brasil em sua exist\u00eancia perene e mutante.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Toda a narrativa do romance \u00e9 contada por uma estrutura de justaposi\u00e7\u00f5es que multiplica o enredo ao infinito, evidenciando preocupa\u00e7\u00f5es formais por meio de exerc\u00edcios de metalinguagem muitas vezes rotulados pela cr\u00edtica como complexos e herm\u00e9ticos. N\u00e3o se trata de maneirismo, constituindo a marca autoral de Terron desde seu primeiro romance, <em>N\u00e3o h\u00e1 nada l\u00e1<\/em> (2001): uma escrita liter\u00e1ria que n\u00e3o descuida da linguagem, em seus aspectos est\u00e9ticos, nem abre m\u00e3o do di\u00e1logo com os escritores que l\u00ea, admira e elege como pares (ao contr\u00e1rio da fam\u00edlia, criticada abertamente em sua produ\u00e7\u00e3o), em movimentos intertextuais que tamb\u00e9m problematizam a tradi\u00e7\u00e3o e a literatura contempor\u00e2nea, com foco na fic\u00e7\u00e3o brasileira e latino-americana (da qual \u00e9 tradutor, tendo organizado, a partir de 2013, a Cole\u00e7\u00e3o <em>Otra L\u00edngua<\/em>, pela Editora Rocco, projeto destinado a apresentar escritores latino-americanos contempor\u00e2neos ao leitor brasileiro). \u00c9 por essa filia\u00e7\u00e3o, da qual participam escritores brasileiros \u201cmalditos\u201d, que Terron fortalece sua distin\u00e7\u00e3o, acionando g\u00eaneros populares como o policial, o romance hist\u00f3rico, incluindo tra\u00e7os do horror e do absurdo, n\u00e3o sem ironia e distor\u00e7\u00e3o, acrescentando, a partir de <em>Noite dentro da noite \u2013 uma autobiografia<\/em>, uma guinada em sua produ\u00e7\u00e3o liter\u00e1ria, que passa a interpretar cr\u00edtica e politicamente o presente pela interroga\u00e7\u00e3o sobre as ra\u00edzes violentas do Brasil como pa\u00eds colonizado, assim como seus vizinhos latino-americanos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A ideia de repeti\u00e7\u00e3o, evocada pela tem\u00e1tica da viol\u00eancia e pela inser\u00e7\u00e3o deliberada em uma \u201ctradi\u00e7\u00e3o\u201d, est\u00e1 associada ao problema da transmiss\u00e3o, que perpassa todo o romance. O bom e o ruim s\u00e3o legados, tanto por parte da fam\u00edlia quanto da hist\u00f3ria. A m\u00e1xima segundo a qual \u201co processo de coloniza\u00e7\u00e3o nunca termina\u201d est\u00e1 dada desde o t\u00edtulo do romance: <em>Noite dentro da noite \u2013 uma autobiografia<\/em>, e o subt\u00edtulo parece ter m\u00faltiplos significados: pode se referir ao escritor e sua fam\u00edlia (j\u00e1 que o sobrenome dos personagens \u00e9 Reiners e s\u00e3o descendentes de imigrantes alem\u00e3es), pode ser uma autobiografia do protagonista desmemoriado, mas pode ser tamb\u00e9m do pa\u00eds. Esse subt\u00edtulo \u00e9 mais uma brincadeira do escritor, afinal, \u201co motor das narrativas \u00e9 sempre uma inten\u00e7\u00e3o alheia \u00e0 verdade e mais pr\u00f3xima ao crime\u201d, que envolve tamb\u00e9m enganar e matar o leitor: \u201cO escritor encontra-se sob o signo de Escorpi\u00e3o: \u00e9 da sua natureza assassinar o leitor que o carrega, feito o sapo na grande travessia da f\u00e1bula de Esopo\u201d. \u00c9 a esse leitor que o livro interessar\u00e1: curioso, atento aos detalhes, disposto ao jogo com diferentes g\u00eaneros e refer\u00eancias, que vai rir ao ser ludibriado.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O subt\u00edtulo \u00e9 uma trapa\u00e7a que tamb\u00e9m pode ser uma esp\u00e9cie de brincadeira cr\u00edtica de Terron pelo apelo subjetivista dos g\u00eaneros (auto)biogr\u00e1ficos e memorial\u00edsticos\/testemunhais no cen\u00e1rio contempor\u00e2neo (na literatura e na cultura de modo mais amplo) e um discurso em favor da imagina\u00e7\u00e3o, capaz de torcer a realidade e a hist\u00f3ria, sem a pretens\u00e3o de desvendar as mentiras, mas prendendo a aten\u00e7\u00e3o do leitor ao inserir mais informa\u00e7\u00f5es, personagens e possibilidades pelo emaranhamento do enredo. Talvez por isso o personagem da crian\u00e7a desmemoriada afetada pelos rem\u00e9dios; conforme Curt Meyer-Clason, a crian\u00e7a (assim como o leitor desatento ou mesmo um livro em particular) \u201cLembra das coisas \u00ednfimas vistas de perto. \u00c9 um ser desprovido de causalidade. A mem\u00f3ria infantil opera em extremo <em>close-up<\/em>, enquanto a hist\u00f3ria familiar [e uma tradi\u00e7\u00e3o liter\u00e1ria] \u00e9 vista em panor\u00e2mica atrav\u00e9s da lente grande angular\u201d. Esse movimento de aproxima\u00e7\u00e3o e afastamento \u00e9 a opera\u00e7\u00e3o de Terron na montagem do livro, juntando pe\u00e7as e tamanhos diferentes sem concluir o quebra-cabe\u00e7a, deixando aberturas \u00e0 imagina\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Para saber mais<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">CHECCHIA, Cristiane (2020). Fronteiras e esquecimento: <em>Noite dentro da noite<\/em>, de Joca Reiners Terron. <em>Revista Estudos de Literatura Brasileira Contempor\u00e2nea<\/em>, Bras\u00edlia, n. 60, p. 1-10. Dispon\u00edvel em: <a href=\"https:\/\/periodicos.unb.br\/index.php\/estudos\/article\/view\/30764\">https:\/\/periodicos.unb.br\/index.php\/estudos\/article\/view\/30764<\/a>. Acesso em: 15 fev. 2024.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">ESTEVES, Bernardo (2012). O jagun\u00e7o de Munique. Revista <em>piau\u00ed<\/em>, S\u00e3o Paulo, edi\u00e7\u00e3o 67, abr. Dispon\u00edvel em: <a href=\"https:\/\/piaui.folha.uol.com.br\/materia\/o-jagunco-de-munique\/\">https:\/\/piaui.folha.uol.com.br\/materia\/o-jagunco-de-munique\/<\/a>.&nbsp; Acesso em: 15 fev. 2024.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">FEHLAUER, Paulo Marcelo (2020). <em>Fantasmas em palimpsesto<\/em>: leituras a partir de <em>Noite dentro da noite<\/em>, de Joca Reiners Terron. Disserta\u00e7\u00e3o (Mestrado em Letras) \u2013 Universidade Federal de S\u00e3o Paulo, S\u00e3o Paulo. Dispon\u00edvel em: <a href=\"https:\/\/repositorio.unifesp.br\/items\/1793cd70-d4b5-4593-8d24-0d3842498763\">https:\/\/repositorio.unifesp.br\/items\/1793cd70-d4b5-4593-8d24-0d3842498763<\/a>. Acesso em: 16 fev. 2024.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">OLIVEIRA, C\u00e1tia Maria de Ara\u00fajo (2023). <em>A desconstru\u00e7\u00e3o na fic\u00e7\u00e3o latino-americana p\u00f3s-ditadura: <\/em>uma outra estrat\u00e9gia discursiva? Tese (Doutorado em Literatura) \u2013 Universidade Federal de Bras\u00edlia, Distrito Federal. Dispon\u00edvel em: <a href=\"https:\/\/repositorio.unb.br\/handle\/10482\/45939\">https:\/\/repositorio.unb.br\/handle\/10482\/45939<\/a>. Acesso em: 23 abr. 2024.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">OLIVIERI-GODET, Rita (2020). Estilha\u00e7os da mem\u00f3ria nos p\u00e2ntanos da hist\u00f3ria: <em>Noite dentro da noite<\/em>, de J. R. Terron. <em>Revista Estudos de Literatura Brasileira Contempor\u00e2nea,<\/em> Bras\u00edlia, n. 60, p. 1-12. Dispon\u00edvel em: <a href=\"https:\/\/periodicos.unb.br\/index.php\/estudos\/article\/view\/30756\">https:\/\/periodicos.unb.br\/index.php\/estudos\/article\/view\/30756<\/a>. Acesso em: 15 fev. \u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a02024.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Iconografia<\/strong><\/p>\n\n\n<style type=\"text\/css\">\n#foogallery-gallery-4750.fg-masonry { --fg-gutter: 10px; }<\/style>\n\t\t\t<div class=\"foogallery foogallery-container foogallery-masonry foogallery-lightbox-foogallery fg-center fg-masonry fg-ready fg-transparent fg-round-small fg-shadow-small fg-loading-dots fg-loaded-slide-up fg-captions-bottom fg-hover-fade fg-hover-plus fg-col3\" id=\"foogallery-gallery-4750\" data-foogallery=\"{&quot;item&quot;:{&quot;showCaptionTitle&quot;:true,&quot;showCaptionDescription&quot;:true},&quot;lazy&quot;:true,&quot;template&quot;:{&quot;horizontalOrder&quot;:true}}\" data-foogallery-lightbox=\"{&quot;thumbs&quot;:&quot;bottom&quot;,&quot;thumbsCaptions&quot;:false,&quot;thumbsBestFit&quot;:false,&quot;thumbsSmall&quot;:false,&quot;thumbsCaptionsAlign&quot;:&quot;default&quot;,&quot;info&quot;:&quot;bottom&quot;,&quot;infoVisible&quot;:true,&quot;infoOverlay&quot;:true,&quot;infoAlign&quot;:&quot;default&quot;,&quot;transition&quot;:&quot;fade&quot;,&quot;hoverButtons&quot;:false,&quot;fitMedia&quot;:false,&quot;noScrollbars&quot;:true,&quot;preserveButtonSpace&quot;:true,&quot;buttons&quot;:{&quot;fullscreen&quot;:true,&quot;info&quot;:true,&quot;thumbs&quot;:false},&quot;video&quot;:{&quot;autoPlay&quot;:true}}\" style=\"--fg-title-line-clamp: 0; --fg-description-line-clamp: 0;\" >\n\t\t<div class=\"fg-column-width\"><\/div>\n\t<div class=\"fg-gutter-width\"><\/div>\n\t\t<div class=\"fg-item fg-type-image fg-idle\"><figure class=\"fg-item-inner\"><a href=\"https:\/\/pracaclovis.com\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/Companhia-das-Letras-2017.webp\" data-caption-title=\"Companhia das Letras, 2017\" data-attachment-id=\"4751\" data-e-disable-page-transition=\"true\" data-type=\"image\" class=\"fg-thumb\"><span class=\"fg-image-wrap\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" title=\"Companhia das Letras, 2017\" width=\"250\" height=\"366\" class=\"skip-lazy fg-image\" data-src-fg=\"https:\/\/pracaclovis.com\/wp-content\/uploads\/cache\/2025\/04\/Companhia-das-Letras-2017\/2992061566.webp\" src=\"data:image\/svg+xml,%3Csvg%20xmlns%3D%22http%3A%2F%2Fwww.w3.org%2F2000%2Fsvg%22%20width%3D%22250%22%20height%3D%22366%22%20viewBox%3D%220%200%20250%20366%22%3E%3C%2Fsvg%3E\" loading=\"eager\"><\/span><span class=\"fg-image-overlay\"><\/span><\/a><figcaption class=\"fg-caption\"><div class=\"fg-caption-inner\"><div class=\"fg-caption-title\">Companhia das Letras, 2017<\/div><\/div><\/figcaption><\/figure><div class=\"fg-loader\"><\/div><\/div><\/div><style type=\"text\/css\">.fg-caption-title {font-family: \"Montserrat\", Sans-serif; font-size: 16px; text-align: center;}<\/style>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>TERRON, Joca Reiners. Noite dentro da noite \u2013 uma autobiografia. S\u00e3o Paulo: Companhia das Letras, 2017. Lilian Reichert CoelhoIlustra\u00e7\u00e3o: L\u00e9o Tavares Joca Reiners Terron (Cuiab\u00e1, MT, 1968) \u00e9 um romancista, contista, poeta, tradutor, editor, dramaturgo e designer gr\u00e1fico cuiabano radicado em S\u00e3o Paulo. 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