{"id":4714,"date":"2025-04-17T12:30:37","date_gmt":"2025-04-17T15:30:37","guid":{"rendered":"https:\/\/pracaclovis.com\/?p=4714"},"modified":"2025-11-12T17:57:13","modified_gmt":"2025-11-12T20:57:13","slug":"imperio-caboclo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pracaclovis.com\/?p=4714","title":{"rendered":"Imp\u00e9rio caboclo"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"has-background wp-block-paragraph\" style=\"background-color:#e1dede\">SCH\u00dcLER, Donaldo. <em>Imp\u00e9rio caboclo<\/em>. Florian\u00f3polis: Editora da UFSC; Porto Alegre: Movimento, 1994.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-right wp-block-paragraph\">Claudia Miranda da Silva Moura Franco<br><em>Ilustra\u00e7\u00e3o:<\/em> <em>Dona Dora<\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os romances que se debru\u00e7am sobre o tecido historiogr\u00e1fico fazem do tempo uma fonte, alimentam-se do real e transformam-se em cria\u00e7\u00e3o ficcional. As rela\u00e7\u00f5es entre a Literatura e a Hist\u00f3ria s\u00e3o percebidas na obra <em>Imp\u00e9rio caboclo<\/em> (1994), de Donaldo Sch\u00fcler (Videira, SC, 1932). Doutor em Letras, livre-docente na UFRGS e ensa\u00edsta, Sch\u00fcler tamb\u00e9m traduziu importantes obras liter\u00e1rias como <em>Finnegans Wake<\/em>, de James Joyce, e, do grego, as trag\u00e9dias <em>Ant\u00edgona<\/em> e <em>\u00c9dipo em Colono<\/em>, de S\u00f3focles, e <em>Os sete contra Tebas<\/em>, de \u00c9squilo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A narrativa <em>Imp\u00e9rio caboclo<\/em> foi publicada pela primeira vez em 1994 pela editora Movimento, e em 2005 pela mesma editora. O romance tem como foco a Guerra do Contestado, uma batalha pol\u00edtica entre os estados do Paran\u00e1 e Santa Catarina, que disputavam um territ\u00f3rio rico, no qual seria constru\u00edda uma ferrovia. Arlene Renk (2000) corrobora a compreens\u00e3o dos interesses pela contesta\u00e7\u00e3o da posse dessa terra, destacando que havia mais interesses em jogo. Tratava-se de uma \u201czona disputada pelos dois estados, na qual estavam em contenda quest\u00f5es como a dupla titula\u00e7\u00e3o das terras, a dupla cobran\u00e7a de impostos sobre erva-mate e madeira, a distribui\u00e7\u00e3o de cargos e o aspecto religioso\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O embasamento hist\u00f3rico \u00e9 a primeira camada textual da obra, entretanto, logo no pr\u00f3logo, o romancista contextualiza a inten\u00e7\u00e3o de reminisc\u00eancia: \u201c\u00c9 meu passado, querida. Eu nasci l\u00e1. Preciso saber o que se passou. Sinto-me como se me tivessem amputado uma perna. Falta-me uma coisa essencial\u201d. Alfredo \u00e9 o narrador e est\u00e1 em viagem para comemorar os dez anos de casamento com Evangelina. Ele informa \u00e0 esposa, e ao leitor, que precisa de apenas um dia para se dedicar \u00e0 busca pela hist\u00f3ria do Contestado: \u201cConvoco o leitor para me ajudar a resolver o mist\u00e9rio. Se n\u00e3o tivermos \u00eaxito, adquiriremos, ao menos, nova vis\u00e3o de um conflito que roubou a vida de milhares de camponeses \u2013 e isso j\u00e1 \u00e9 muito\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em busca da mem\u00f3ria de um tempo, Alfredo parte em dire\u00e7\u00e3o ao seu prop\u00f3sito, e, para tanto, entra em contato com um especialista no assunto, Iaponan, que concede material para pesquisa. Ele recebe ainda a visita de um \u201cmo\u00e7o\u201d misterioso, que lhe entrega um pacote com documentos in\u00e9ditos sobre o Contestado. O desconhecido informa que os documentos \u201cforam encontrados numa casa que tinha pertencido ao coronel Henrique Rupp Junior\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Nesse momento, o autor oferece pistas sobre o tempo em que a narrativa est\u00e1 inserida. O di\u00e1logo gera um ambiente de preocupa\u00e7\u00e3o e pressa, que culmina na chegada da pol\u00edcia ao quarto do casal. Alguns instantes depois de receber o material, o narrador \u00e9 perseguido pela pol\u00edcia por poss\u00edveis rela\u00e7\u00f5es com Raul Teixeira, o jovem misterioso que entregou os documentos. Tanto Teixeira quanto o coronel s\u00e3o representa\u00e7\u00f5es de personagens hist\u00f3ricos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A organiza\u00e7\u00e3o narrativa abre-se a uma possibilidade de encadeamento que foge da l\u00f3gica temporal. No aprofundar do discurso, percebe-se um presente e um passado interligados, mas tamb\u00e9m um presente inserido no passado. O discurso est\u00e1 contextualizado historicamente no per\u00edodo da ditadura militar, o que justifica a persegui\u00e7\u00e3o pol\u00edtica, o medo e a presen\u00e7a da pol\u00edcia. O texto refor\u00e7a essa proximidade, por exemplo, no epis\u00f3dio de tortura executado pela pol\u00edcia: \u201cO delegado mandou esquentar um ferro de marcar boi e colocou a caboclada em fila [&#8230;]. O delegado separou uns vinte que, depois de marcados, foram entregues \u00e0 justi\u00e7a na forma da lei\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">As ordens de dura\u00e7\u00e3o e tempo nos fatos relatados aproximam-se do conceito proposto por G\u00e9rard Genette (1979), que integra o estudo do tempo na narrativa n\u00e3o apenas como um elemento organizacional l\u00f3gico (diegese), mas como um fator que altera a sequ\u00eancia do dito e do n\u00e3o dito, e suas m\u00faltiplas implica\u00e7\u00f5es. Assim, a estrat\u00e9gia narrativa de Sch\u00fcler torna-se m\u00faltipla, recorrendo aos fen\u00f4menos elencados por Genette, como ordem, ritmo e dura\u00e7\u00e3o. A analepse incorre em uma narrativa secund\u00e1ria, subordinada \u00e0 principal, com o Contestado em di\u00e1logo com a persegui\u00e7\u00e3o da Ditadura. Passado e presente bifurcam-se, como ilustrado pela reflex\u00e3o do narrador: \u201cCome\u00e7o a escrever com uma ideia, me perco no meio do caminho e acabo com outra. Isso n\u00e3o cabe em princ\u00edpio, meio e fim. Sinto-me perdido entre um e outro fim\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O enredo polif\u00f4nico permite que a personagem de Alfredo se enrede tanto na narrativa do passado quanto no presente em que est\u00e1 inserido, oferecendo diferentes pontos de vista. A met\u00e1fora utilizada para definir o Imp\u00e9rio e a organiza\u00e7\u00e3o dos caboclos sertanejos \u00e9 elucidativa: \u201cO Imp\u00e9rio \u00e9 como a floresta: tem caminhos, tem clareiras, tem n\u00facleos [&#8230;]. Quem determina para onde ir \u00e9 voc\u00ea. O caminho voc\u00ea inventa. Esquece mapa, m\u00e3o \u00fanica e preferenciais\u201d. Esse trecho permite identificar a escolha, n\u00e3o por acaso, da ep\u00edgrafe de Cruz e Souza: \u201cEle evoca-me o colorido extravagante, ex\u00f3tico, de uma Flor selvagem e rara, destas prodigiosas florestas de ampla e verdejante Am\u00e9rica\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Por meio da metafic\u00e7\u00e3o e da historiografia, Sch\u00fcler recorre ao passado como fio condutor entre literatura e sociedade. A mem\u00f3ria, enquanto recurso estil\u00edstico, revisita o passado e tece sobre ele uma vis\u00e3o cr\u00edtica, hist\u00f3rica e social. Linda Hutcheon (1991) situa a metafic\u00e7\u00e3o historiogr\u00e1fica na forma\u00e7\u00e3o dos romances liter\u00e1rios como um g\u00eanero discursivo analisado no campo da hist\u00f3ria, posicionando-se criticamente em uma zona de fronteira entre hist\u00f3ria e literatura. Como um paradigma subversivo, a metafic\u00e7\u00e3o realiza cr\u00edticas autoconscientes sobre as cria\u00e7\u00f5es humanas. Esta infer\u00eancia torna-se contundente ao considerar que \u201co romance, para ser hist\u00f3rico, n\u00e3o pode falsear os fatos\u201d, por\u00e9m, defendendo a ficcionalidade, acrescenta: \u201cConcedo que a imagina\u00e7\u00e3o d\u00e1 vida aos fatos\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Desse modo, o romance de metafic\u00e7\u00e3o historiogr\u00e1fica (definido por Linda Hutcheon, 1991) apresenta um elevado n\u00edvel de incorpora\u00e7\u00e3o e autoconsci\u00eancia te\u00f3rica sobre a hist\u00f3ria e a fic\u00e7\u00e3o como cria\u00e7\u00f5es humanas. Juntas, essas dimens\u00f5es reelaboram as formas e conte\u00fados do passado de maneira cr\u00edtica e sem teor saudosista. Como uma caracter\u00edstica marcante das narrativas contempor\u00e2neas, os romances combinam hist\u00f3ria e fic\u00e7\u00e3o, e o discurso historiogr\u00e1fico exp\u00f5e as fragilidades epistemol\u00f3gicas da historiografia tradicional, revisitando o passado com criticidade e reflex\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Assim, os conte\u00fados latentes presentes no conhecimento hist\u00f3rico comp\u00f5em os arquivos de mem\u00f3ria, que, como um mecanismo vivo, possuem a qualidade essencial da no\u00e7\u00e3o de temporalidade. Para Paul Ric\u0153ur (2012), as narrativas ficcionais podem servir como ve\u00edculos para a proje\u00e7\u00e3o do mundo real e tornar \u201cacess\u00edvel a experi\u00eancia humana do tempo\u201d. A reflex\u00e3o de Ric\u0153ur sobre a narrativa hist\u00f3rica aborda o tempo vivido (experi\u00eancia) e a constru\u00e7\u00e3o narrativa (consci\u00eancia). Segundo ele, \u201c\u00e9 na pr\u00f3pria passagem, no tr\u00e2nsito, que \u00e9 preciso buscar ao mesmo tempo a multiplicidade do presente e seu dilaceramento\u201d. O dilaceramento proposto pelo fil\u00f3sofo pode ser evidenciado pelo \u201cestilo apor\u00e9tico\u201d, onde a d\u00favida atua como uma ferramenta de reflex\u00e3o inconclusiva na atividade narrativa. Para identificar a rela\u00e7\u00e3o entre narrativa e temporalidade, Ric\u0153ur recorre \u00e0 compara\u00e7\u00e3o estabelecida pela organiza\u00e7\u00e3o intelig\u00edvel da narrativa.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em <em>Imp\u00e9rio caboclo<\/em>, Donaldo Sch\u00fcler faz uso de documentos jornal\u00edsticos, tais como \u201centrevistas, cartas, relat\u00f3rios e di\u00e1rios reunidos por algu\u00e9m das rela\u00e7\u00f5es de Henrique Rupp J\u00fanior\u201d. Nesse caso, os arquivos historiogr\u00e1ficos s\u00e3o desconstru\u00eddos pela literatura, humanizando os caboclos, que por muito tempo foram designados como bandidos e agentes da barb\u00e1rie. O romance <em>Imp\u00e9rio caboclo<\/em> problematiza fatos hist\u00f3ricos e provoca uma releitura cr\u00edtica de um importante momento da hist\u00f3ria brasileira.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ao convidar o leitor a participar ativamente da constru\u00e7\u00e3o do significado do texto, com a frase \u201cConvoco o leitor para me ajudar a resolver o mist\u00e9rio\u201d, Sch\u00fcler promove uma experi\u00eancia de leitura din\u00e2mica, semelhante a um quebra-cabe\u00e7as. Atrav\u00e9s dos fragmentos narrativos sobre o conflito do Contestado, o leitor se envolve na constru\u00e7\u00e3o do significado da obra. O pr\u00f3prio autor ilustra essa din\u00e2mica com a reflex\u00e3o: \u201cVoc\u00ea j\u00e1 notou que no seu quebra-cabe\u00e7a h\u00e1 pe\u00e7as que n\u00e3o se ajustam? Voc\u00ea n\u00e3o violenta os fatos? \u2013 E os fatos o que s\u00e3o? \u2013 Ora, os fatos s\u00e3o os fatos\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Para saber mais<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">CASAROTTO, Abele Marcos (2003). <em>O Contestado e os estilha\u00e7os da bala<\/em>: literatura, hist\u00f3ria e cinema. Tese (Doutorado em Literatura) \u2013 Universidade Federal de Santa Catarina, Florian\u00f3polis.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">GENETTE, G\u00e9rard (1979). <em>Discurso da narrativa<\/em>: ensaio de m\u00e9todo. Tradu\u00e7\u00e3o de Fernando Cabral Martins. Lisboa: Arc\u00e1dia.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">HUTCHEON, Linda (1991). <em>Po\u00e9tica do P\u00f3s-Modernismo<\/em>: hist\u00f3ria, teoria, fic\u00e7\u00e3o. Rio de. Janeiro: Imago.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">MIRANDA, Heloisa Pereira H\u00fcbbe de (1997). <em>Travessias pelo Sert\u00e3o Contestado<\/em>: entre fic\u00e7\u00e3o e hist\u00f3ria. Disserta\u00e7\u00e3o (Mestrado em Literatura) \u2013 Universidade Federal de Santa Catarina, Florian\u00f3polis.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">MOREIRA, Caio Ricardo Bona (2014). Imp\u00e9rio Caboclo: a literatura e o Contestado. <em>Ba\u00fa de Fragmentos<\/em>. Dispon\u00edvel em: <a href=\"http:\/\/baudefragmentos.blogspot.com\/2014\/05\/imperio-caboclo-literatura-e-o.html\">http:\/\/baudefragmentos.blogspot.com\/2014\/05\/imperio-caboclo-literatura-e-o.html<\/a>. Acesso em: 23 jun. 2024.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">PRIORI, Claudia; SPOLIAK, F\u00e1bio da Silva (2019). Entre narrativas liter\u00e1rias e historiogr\u00e1ficas, as mulheres no movimento do contestado: \u201cvirgens\u201d ou protagonistas? <em>Trama Interdisciplinar<\/em>, S\u00e3o Paulo, v. 10, n. 1, p. 107-126.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">RENK, Arlene (2000). <em>Dicion\u00e1rio nada convencional<\/em>: sobre a exclus\u00e3o no Oeste Catarinense. Chapec\u00f3: Argos Editora Universit\u00e1ria Unochapec\u00f3.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">RIC\u0152UR, Paul (2012). <em>Tempo e narrativa<\/em>. S\u00e3o Paulo: WMF Martins Fontes.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Iconografia<\/strong><\/p>\n\n\n<style type=\"text\/css\">\n#foogallery-gallery-4717.fg-masonry { --fg-gutter: 10px; }<\/style>\n\t\t\t<div class=\"foogallery foogallery-container foogallery-masonry foogallery-lightbox-foogallery fg-center fg-masonry fg-ready fg-transparent fg-round-small fg-shadow-small fg-loading-dots fg-loaded-slide-up fg-captions-bottom fg-hover-fade fg-hover-plus fg-col3\" id=\"foogallery-gallery-4717\" data-foogallery=\"{&quot;item&quot;:{&quot;showCaptionTitle&quot;:true,&quot;showCaptionDescription&quot;:true},&quot;lazy&quot;:true,&quot;template&quot;:{&quot;horizontalOrder&quot;:true}}\" data-foogallery-lightbox=\"{&quot;thumbs&quot;:&quot;bottom&quot;,&quot;thumbsCaptions&quot;:false,&quot;thumbsBestFit&quot;:false,&quot;thumbsSmall&quot;:false,&quot;thumbsCaptionsAlign&quot;:&quot;default&quot;,&quot;info&quot;:&quot;bottom&quot;,&quot;infoVisible&quot;:true,&quot;infoOverlay&quot;:true,&quot;infoAlign&quot;:&quot;default&quot;,&quot;transition&quot;:&quot;fade&quot;,&quot;hoverButtons&quot;:false,&quot;fitMedia&quot;:false,&quot;noScrollbars&quot;:true,&quot;preserveButtonSpace&quot;:true,&quot;buttons&quot;:{&quot;fullscreen&quot;:true,&quot;info&quot;:true,&quot;thumbs&quot;:false},&quot;video&quot;:{&quot;autoPlay&quot;:true}}\" style=\"--fg-title-line-clamp: 0; --fg-description-line-clamp: 0;\" >\n\t\t<div class=\"fg-column-width\"><\/div>\n\t<div class=\"fg-gutter-width\"><\/div>\n\t\t<div class=\"fg-item fg-type-image fg-idle\"><figure class=\"fg-item-inner\"><a href=\"https:\/\/pracaclovis.com\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/Movimento-1994.webp\" data-caption-title=\"Movimento, 1994\" data-attachment-id=\"4718\" data-e-disable-page-transition=\"true\" data-type=\"image\" class=\"fg-thumb\"><span class=\"fg-image-wrap\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" title=\"Movimento, 1994\" width=\"250\" height=\"383\" class=\"skip-lazy fg-image\" data-src-fg=\"https:\/\/pracaclovis.com\/wp-content\/uploads\/cache\/2025\/03\/Movimento-1994\/930777224.webp\" src=\"data:image\/svg+xml,%3Csvg%20xmlns%3D%22http%3A%2F%2Fwww.w3.org%2F2000%2Fsvg%22%20width%3D%22250%22%20height%3D%22383%22%20viewBox%3D%220%200%20250%20383%22%3E%3C%2Fsvg%3E\" loading=\"eager\"><\/span><span class=\"fg-image-overlay\"><\/span><\/a><figcaption class=\"fg-caption\"><div class=\"fg-caption-inner\"><div class=\"fg-caption-title\">Movimento, 1994<\/div><\/div><\/figcaption><\/figure><div class=\"fg-loader\"><\/div><\/div><div class=\"fg-item fg-type-image fg-idle\"><figure class=\"fg-item-inner\"><a href=\"https:\/\/pracaclovis.com\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/Movimento-2005.webp\" data-caption-title=\"Movimento, 2005\" data-attachment-id=\"4719\" data-e-disable-page-transition=\"true\" data-type=\"image\" class=\"fg-thumb\"><span class=\"fg-image-wrap\"><img decoding=\"async\" title=\"Movimento, 2005\" width=\"250\" height=\"384\" class=\"skip-lazy fg-image\" data-src-fg=\"https:\/\/pracaclovis.com\/wp-content\/uploads\/cache\/2025\/03\/Movimento-2005\/2329733929.webp\" src=\"data:image\/svg+xml,%3Csvg%20xmlns%3D%22http%3A%2F%2Fwww.w3.org%2F2000%2Fsvg%22%20width%3D%22250%22%20height%3D%22384%22%20viewBox%3D%220%200%20250%20384%22%3E%3C%2Fsvg%3E\" loading=\"eager\"><\/span><span class=\"fg-image-overlay\"><\/span><\/a><figcaption class=\"fg-caption\"><div class=\"fg-caption-inner\"><div class=\"fg-caption-title\">Movimento, 2005<\/div><\/div><\/figcaption><\/figure><div class=\"fg-loader\"><\/div><\/div><\/div><style type=\"text\/css\">.fg-caption-title {font-family: \"Montserrat\", Sans-serif; font-size: 16px; text-align: center;}<\/style>\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>SCH\u00dcLER, Donaldo. 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