{"id":4700,"date":"2025-04-17T16:47:32","date_gmt":"2025-04-17T19:47:32","guid":{"rendered":"https:\/\/pracaclovis.com\/?p=4700"},"modified":"2025-09-17T13:44:25","modified_gmt":"2025-09-17T16:44:25","slug":"chao-dos-lobos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pracaclovis.com\/?p=4700","title":{"rendered":"Ch\u00e3o dos lobos"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"has-background wp-block-paragraph\" style=\"background-color:#e1dede\">JURANDIR, Dalc\u00eddio. <em>Ch\u00e3o dos lobos<\/em>. Rio de Janeiro: Record, 1976.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-right wp-block-paragraph\">Edmon Neto<br><em>Ilustra\u00e7\u00e3o: Francisco Dalcastagn\u00e8 Miguel<\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Nono de uma s\u00e9rie de dez romances conhecida como Ciclo Extremo-Norte, <em>Ch\u00e3o dos lobos<\/em>, publicado em 1976, narra as incurs\u00f5es do jovem Alfredo pelas ruas dos sub\u00farbios de Bel\u00e9m do Par\u00e1. Frequentemente confundido com o pr\u00f3prio escritor, Dalc\u00eddio Jurandir (Ponta de Pedras, PA, 1909 \u2013 Rio de Janeiro, RJ, 1979), o protagonista tem sua trajet\u00f3ria contada desde o romance de estreia, <em>Chove nos campos de Cachoeira<\/em>, de 1941. O vilarejo referido nesse t\u00edtulo fica na Ilha do Maraj\u00f3, onde Dalc\u00eddio viveu sua inf\u00e2ncia, lugar que retorna nos romances subsequentes via mem\u00f3ria de Alfredo. Juntos, os dez volumes integram um longo projeto narrativo de express\u00e3o amaz\u00f4nica do s\u00e9culo XX.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><em>Ch\u00e3o dos lobos<\/em> volta-se para as representa\u00e7\u00f5es do espa\u00e7o urbano de Bel\u00e9m e, mais detidamente, para o N\u00e3o-se-assuste, lugar pr\u00f3ximo \u00e0 est\u00e2ncia perif\u00e9rica onde mora Alfredo. Trata-se de um conjunto de casas e palafitas erguido em meio ao piti\u00fa (mau cheiro) dos esgotos e onde reside toda sorte de indiv\u00edduos estigmatizados pela sociedade. O leitor tamb\u00e9m \u00e9 apresentado ao espa\u00e7o portu\u00e1rio de Bel\u00e9m, no qual transita a classe de trabalhadores das terras e das \u00e1guas, como o amigo e conterr\u00e2neo Bi\u00e1 do \u201ccaldeir\u00e3o das febres\u201d, personagem consciente das desigualdades sociais e atento \u00e0s lutas hist\u00f3ricas, questionando: \u201cOnde est\u00e1s, Guam\u00e1, com teus cabanos?\u201d, em refer\u00eancia \u00e0 Cabanagem no Per\u00edodo Regencial (1835-1840), quando populares conseguiram tomar o poder de uma prov\u00edncia com certa estabilidade.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O ciclo de dez romances n\u00e3o \u00e9 constru\u00eddo de forma linear. Os eventos de v\u00e1rios livros s\u00e3o retomados, sobretudo, nos dois \u00faltimos volumes da s\u00e9rie, que se encerra com <em>Ribanceira<\/em>, de 1978. Aparentemente paradoxal, a abertura de <em>Ch\u00e3o dos lobos<\/em> se d\u00e1 com a ora\u00e7\u00e3o reduzida \u201cSempre ausente do Gin\u00e1sio, \u00e0s aulas n\u00e3o faltava\u201d, constru\u00e7\u00e3o que provoca estranhamento, pois aponta para ideias inconceb\u00edveis. Acontece que ela se refere de imediato a uma quest\u00e3o que ser\u00e1 abordada no desdobramento da narrativa: os saberes mobilizados por Alfredo, diante do desafio de se pensar pela primeira vez como professor, s\u00e3o de outra ordem que n\u00e3o a institucionalizada. Afinal, a escola era um lugar com o qual ele mesmo tinha uma rela\u00e7\u00e3o problem\u00e1tica enquanto aluno.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Alfredo estudou no Liceu da cidade, mas sua escolariza\u00e7\u00e3o formal ficou comprometida devido a uma s\u00e9rie de quest\u00f5es, abordadas no romance com postura diretamente cr\u00edtica \u00e0 educa\u00e7\u00e3o. Esse tensionamento sustenta o argumento que coloca em xeque o ensino institucionalizado em proveito de saberes mais afeitos \u00e0s peculiaridades sociais, culturais e antropol\u00f3gicas, os quais tamb\u00e9m integram a agenda ideol\u00f3gica do autor marajoara, comprometido com a luta comunista. Isso fica evidente quando Alfredo \u00e9 convidado pela professora D. Nivalda (cuja escola \u00e9 sua pr\u00f3pria casa e o aluguel \u00e9 pago pelo Estado) a assumir, de modo quase compuls\u00f3rio, uma turma como mestre-escola ou professor de multiss\u00e9rie: \u201cAssuma. Assuma. De suas luzes tudo espero\u201d. Inexperiente e inseguro, nem o reencontro com a paix\u00e3o da inf\u00e2ncia, Roberta, impede Alfredo de fracassar no primeiro contato com a turma. Esse evento marca o fim da primeira parte ou \u201clote\u201d do romance, termo usado pelo pesquisador e professor Fernando Farias ao sugerir que a obra de Dalc\u00eddio Jurandir poderia ser medida em hectares.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Uma chuva torrencial cria a transi\u00e7\u00e3o para o segundo lote, momento em que a narrativa \u00e9 protagonizada por D. Nivalda e seu marido, o senhor Amanaj\u00e1s. Usando um ritmo digressivo que sugere o singrar dos barcos e as paragens nas cidades ribeirinhas, passa-se a narrar as viagens do casal pelas regi\u00f5es do rio Amazonas, suas surpresas diante do outro, a explora\u00e7\u00e3o dos homens, o trabalho infantil dos meninos carregadores de lenha, a prostitui\u00e7\u00e3o de mulheres, tudo isso hist\u00f3rias rememoradas pelo casal. Amanaj\u00e1s, homem rude e zombeteiro, que despreza o trabalho da esposa como professora e a escola ofertada aos mais novos, por outro lado, \u00e9 quem ensina sobre as configura\u00e7\u00f5es fluviais e sobre a vida \u201cbeiradeira\u201d em diversas formas. Numa das paradas, na pens\u00e3o de D. Quit\u00e9ria no vilarejo de Guimar\u00e3es, a narrativa ganha contornos sat\u00edricos quando a moralidade de tr\u00eas cat\u00f3licas, D. Enilda, D. Generosa e D. Quit\u00e9ria, \u00e9 provocada pelos atributos de um homem religioso que habitava o imagin\u00e1rio daquelas senhoras: \u201c\u2013 Olhemzinho s\u00f3 para a boca daquele frei\u201d. Al\u00e9m disso, os bailes do Val\u00eancia, muito famosos em Guimar\u00e3es, destacam o talento lascivo de homens e mulheres em busca das divers\u00f5es da carne.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">No terceiro lote narrativo, o leitor mergulha nas festas do boi e cord\u00f5es do p\u00e1ssaro, com suas toadas, vaqueiros, amos, comidas e bebidas, com toda uma tradi\u00e7\u00e3o amaz\u00f4nica j\u00e1 registrada pelo folclorista Bruno de Menezes, que tamb\u00e9m \u00e9 poeta do modernismo paraense e influ\u00eancia para Dalc\u00eddio Jurandir. Ao recorrer \u00e0 tradi\u00e7\u00e3o das festas, Alfredo articula suas atividades com os alunos de D. Nivalda e \u00e9 nesse momento que a presen\u00e7a de Roberta, tendo seduzido o rapaz desde o encontro na escola, traz \u00e0 tona as mem\u00f3rias afetivas da inf\u00e2ncia no Maraj\u00f3 por meio de <em>flashbacks<\/em> que se alternam com a dissimula\u00e7\u00e3o atual da jovem. Mesmo que o interesse por Roberta seja praticamente o pretexto para ir todos os dias \u00e0 escola, Alfredo, sob a vigil\u00e2ncia da professora, pensa nas festas culturais como algo a oferecer que n\u00e3o seja o sofrimento costumeiro dos que s\u00e3o subjugados pelos lobos. N\u00e3o fosse a recusa da menina em participar como fada da apresenta\u00e7\u00e3o do boi-bumb\u00e1, talvez o rapaz pudesse ter come\u00e7ado a construir uma atua\u00e7\u00e3o mais expressiva como mestre-escola. Contudo, a ida de Roberta para uma f\u00e1brica de borracha e um bilhete que ela escrevera, interditando qualquer expectativa amorosa de Alfredo, confluem para uma desilus\u00e3o e para a decis\u00e3o dele de ir embora de Bel\u00e9m. Despedindo-se da capital na esteira de sua tradi\u00e7\u00e3o folcl\u00f3rica, Alfredo embarca em uma viagem que seguir\u00e1 pelo litoral brasileiro at\u00e9 chegar \u00e0 cidade do Rio de Janeiro. Isso ir\u00e1 acontecer no quarto e \u00faltimo lote do romance, criando um desfecho ainda mais errante para o protagonista, cujas a\u00e7\u00f5es s\u00e3o influenciadas pelo impacto dos \u00faltimos eventos e pelas rela\u00e7\u00f5es desenvolvidas durante o trajeto e durante sua estadia no Rio.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><em>Ch\u00e3o dos lobos<\/em> exp\u00f5e a decad\u00eancia da cidade de Bel\u00e9m de meados do s\u00e9culo XX por meio de uma cartografia incidental criada pelas andan\u00e7as do jovem Alfredo nos espa\u00e7os da periferia que s\u00e3o taxados pelos lobos invis\u00edveis do latif\u00fandio urbano. \u00c9 de se notar que os acontecimentos que ocorrem com Alfredo e com outros personagens adensam suas subjetividades n\u00e3o apreendidas com facilidade. Trata-se de uma leitura que exige demora, pesquisa e concentra\u00e7\u00e3o para que seja capaz de despertar a frui\u00e7\u00e3o ou o prazer diante da experi\u00eancia est\u00e9tica com a \u201caquonarrativa\u201d dalcidiana, como o definiu o professor Paulo Nunes quanto ao estilo do romancista. Os eventos desse nono livro do Ciclo Extremo-Norte ainda influenciar\u00e3o o protagonista em <em>Ribanceira<\/em>, obra na qual as viv\u00eancias de Alfredo seguem na busca pela compreens\u00e3o de si mesmo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Para saber mais<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">FARIAS, Fernando (Org.) (2022). <em>Ch\u00e3o de Dalc\u00eddio:<\/em> perspectivas. Bel\u00e9m: Dalc\u00eddio Jurandir.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">FARIAS, Fernando (2019). Todo filho \u00e9 pr\u00f3digo: bate\u00e7\u00e3o de pernas do <em>fl\u00e2neur<\/em> Alfredo, em <em>Ch\u00e3o dos Lobos<\/em>. <em>In<\/em>: JURANDIR, Dalc\u00eddio. <em>Ch\u00e3o dos Lobos<\/em>. Bragan\u00e7a: Par\u00e1.grafo. p. 7-20.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">NUNES, Paulo (2023). <em>Aquonarrativa ou o encharcar-se na po\u00e9tica de Dalc\u00eddio Jurandir<\/em>. Dispon\u00edvel em: <a href=\"https:\/\/docplayer.com.br\/42655672-Aquonarrativa-ou-o-encharcar-se-na-poetica-de-dalcidio-jurandir-paulo-nunes-1.html#google_vignette\">https:\/\/docplayer.com.br\/42655672-Aquonarrativa-ou-o-encharcar-se-na-poetica-de-dalcidio-jurandir-paulo-nunes-1.html#google_vignette<\/a>. Acesso em: 29 out. 2023.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Iconografia<\/strong><\/p>\n\n\n<style type=\"text\/css\">\n#foogallery-gallery-4703.fg-masonry { --fg-gutter: 10px; }<\/style>\n\t\t\t<div class=\"foogallery foogallery-container foogallery-masonry foogallery-lightbox-foogallery fg-center fg-masonry fg-ready fg-transparent fg-round-small fg-shadow-small fg-loading-dots fg-loaded-slide-up fg-captions-bottom fg-hover-fade fg-hover-plus fg-col3\" id=\"foogallery-gallery-4703\" data-foogallery=\"{&quot;item&quot;:{&quot;showCaptionTitle&quot;:true,&quot;showCaptionDescription&quot;:true},&quot;lazy&quot;:true,&quot;template&quot;:{&quot;horizontalOrder&quot;:true}}\" data-foogallery-lightbox=\"{&quot;thumbs&quot;:&quot;bottom&quot;,&quot;thumbsCaptions&quot;:false,&quot;thumbsBestFit&quot;:false,&quot;thumbsSmall&quot;:false,&quot;thumbsCaptionsAlign&quot;:&quot;default&quot;,&quot;info&quot;:&quot;bottom&quot;,&quot;infoVisible&quot;:true,&quot;infoOverlay&quot;:true,&quot;infoAlign&quot;:&quot;default&quot;,&quot;transition&quot;:&quot;fade&quot;,&quot;hoverButtons&quot;:false,&quot;fitMedia&quot;:false,&quot;noScrollbars&quot;:true,&quot;preserveButtonSpace&quot;:true,&quot;buttons&quot;:{&quot;fullscreen&quot;:true,&quot;info&quot;:true,&quot;thumbs&quot;:false},&quot;video&quot;:{&quot;autoPlay&quot;:true}}\" style=\"--fg-title-line-clamp: 0; --fg-description-line-clamp: 0;\" >\n\t\t<div class=\"fg-column-width\"><\/div>\n\t<div class=\"fg-gutter-width\"><\/div>\n\t\t<div class=\"fg-item fg-type-image fg-idle\"><figure class=\"fg-item-inner\"><a href=\"https:\/\/pracaclovis.com\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/Record-1976.webp\" data-caption-title=\"Record, 1976\" data-attachment-id=\"4704\" data-e-disable-page-transition=\"true\" data-type=\"image\" class=\"fg-thumb\"><span class=\"fg-image-wrap\"><img decoding=\"async\" title=\"Record, 1976\" width=\"250\" height=\"382.35294117647\" class=\"skip-lazy fg-image\" data-src-fg=\"https:\/\/pracaclovis.com\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/Record-1976.webp\" src=\"data:image\/svg+xml,%3Csvg%20xmlns%3D%22http%3A%2F%2Fwww.w3.org%2F2000%2Fsvg%22%20width%3D%22250%22%20height%3D%22382.35294117647%22%20viewBox%3D%220%200%20250%20382.35294117647%22%3E%3C%2Fsvg%3E\" loading=\"eager\"><\/span><span class=\"fg-image-overlay\"><\/span><\/a><figcaption class=\"fg-caption\"><div class=\"fg-caption-inner\"><div class=\"fg-caption-title\">Record, 1976<\/div><\/div><\/figcaption><\/figure><div class=\"fg-loader\"><\/div><\/div><div class=\"fg-item fg-type-image fg-idle\"><figure class=\"fg-item-inner\"><a href=\"https:\/\/pracaclovis.com\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/Paragrafo-Editora-2019.webp\" data-caption-title=\"Par\u00e1grafo Editora, 2019\" data-attachment-id=\"4705\" data-e-disable-page-transition=\"true\" data-type=\"image\" class=\"fg-thumb\"><span class=\"fg-image-wrap\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" title=\"Par\u00e1grafo Editora, 2019\" width=\"250\" height=\"361\" class=\"skip-lazy fg-image\" data-src-fg=\"https:\/\/pracaclovis.com\/wp-content\/uploads\/cache\/2025\/03\/Paragrafo-Editora-2019\/1193973198.webp\" src=\"data:image\/svg+xml,%3Csvg%20xmlns%3D%22http%3A%2F%2Fwww.w3.org%2F2000%2Fsvg%22%20width%3D%22250%22%20height%3D%22361%22%20viewBox%3D%220%200%20250%20361%22%3E%3C%2Fsvg%3E\" loading=\"eager\"><\/span><span class=\"fg-image-overlay\"><\/span><\/a><figcaption class=\"fg-caption\"><div class=\"fg-caption-inner\"><div class=\"fg-caption-title\">Par\u00e1grafo Editora, 2019<\/div><\/div><\/figcaption><\/figure><div class=\"fg-loader\"><\/div><\/div><\/div><style type=\"text\/css\">.fg-caption-title {font-family: \"Montserrat\", Sans-serif; font-size: 16px; text-align: center;}<\/style>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>JURANDIR, Dalc\u00eddio. Ch\u00e3o dos lobos. Rio de Janeiro: Record, 1976. Edmon NetoIlustra\u00e7\u00e3o: Francisco Dalcastagn\u00e8 Miguel Nono de uma s\u00e9rie de dez romances conhecida como Ciclo Extremo-Norte, Ch\u00e3o dos lobos, publicado em 1976, narra as incurs\u00f5es do jovem Alfredo pelas ruas dos sub\u00farbios de Bel\u00e9m do Par\u00e1. Frequentemente confundido com o pr\u00f3prio escritor, Dalc\u00eddio Jurandir (Ponta [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":4,"featured_media":4701,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"categories":[555],"tags":[177,100,320,203,142],"cronologia":[30],"estado":[121],"regiaodaautoria":[43],"autoria":[249,252],"class_list":["post-4700","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-romance","tag-amazonia","tag-espaco-urbano","tag-miseria","tag-regionalismo","tag-romance-de-formacao","cronologia-30","estado-para","regiaodaautoria-norte","autoria-autoriamasculina","autoria-autorianegra"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pracaclovis.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/4700","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pracaclovis.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pracaclovis.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pracaclovis.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/4"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pracaclovis.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=4700"}],"version-history":[{"count":4,"href":"https:\/\/pracaclovis.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/4700\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":6604,"href":"https:\/\/pracaclovis.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/4700\/revisions\/6604"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pracaclovis.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/4701"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pracaclovis.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=4700"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pracaclovis.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=4700"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pracaclovis.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=4700"},{"taxonomy":"cronologia","embeddable":true,"href":"https:\/\/pracaclovis.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcronologia&post=4700"},{"taxonomy":"estado","embeddable":true,"href":"https:\/\/pracaclovis.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Festado&post=4700"},{"taxonomy":"regiaodaautoria","embeddable":true,"href":"https:\/\/pracaclovis.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fregiaodaautoria&post=4700"},{"taxonomy":"autoria","embeddable":true,"href":"https:\/\/pracaclovis.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fautoria&post=4700"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}