{"id":4223,"date":"2025-03-25T18:26:45","date_gmt":"2025-03-25T21:26:45","guid":{"rendered":"https:\/\/pracaclovis.com\/?p=4223"},"modified":"2025-11-12T18:01:54","modified_gmt":"2025-11-12T21:01:54","slug":"o-drible","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pracaclovis.com\/?p=4223","title":{"rendered":"O drible"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"has-background wp-block-paragraph\" style=\"background-color:#e1dede\">RODRIGUES, S\u00e9rgio. <em>O drible<\/em>. S\u00e3o Paulo: Companhia das Letras, 2013.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-right wp-block-paragraph\">Ewerton Martins Ribeiro<br><em>Ilustra\u00e7\u00e3o: L\u00e9o Tavares<\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Terno e violento, s\u00e9rio e divertido, terreno e sublime, <em>O drible<\/em> \u00e9 um romance sobre futebol, rela\u00e7\u00f5es familiares, vida er\u00f3tico-afetiva, hist\u00f3ria do Brasil. Num suprassentido, o livro trata do atavismo da cultura escravocrata e patriarcal em nosso pa\u00eds, t\u00e3o vocacionada para cunhar homens ausentes, incapazes de estabelecer rela\u00e7\u00f5es saud\u00e1veis com quem quer que seja \u2013 n\u00e3o raro, verdadeiramente maus. Neste livro de S\u00e9rgio Rodrigues (Muria\u00e9, MG, 1962), vencedor do Grande Pr\u00eamio Portugal Telecom de 2014, a trama familiar convoca hist\u00f3rias e reflex\u00f5es sobre o futebol; o futebol motiva a discuss\u00e3o dos sentidos da na\u00e7\u00e3o e suas aporias (uma na\u00e7\u00e3o que se acreditou na democracia e se realizou na ditadura); essa discuss\u00e3o metaforiza quest\u00f5es daquela trama familiar relacionadas ao legado e \u00e0 impossibilidade de concilia\u00e7\u00e3o geracional.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A obra conta a hist\u00f3ria de Murilo Neto, um ressentido revisor de livros que, na vida adulta, se v\u00ea \u00e0s voltas com o pai (Murilo Filho) outrora abusivo, de quem estava h\u00e1 muito afastado. Jornalista de passado proeminente, esse pai est\u00e1 agora doente, desenganado. A doen\u00e7a imp\u00f5e a reaproxima\u00e7\u00e3o, a reaproxima\u00e7\u00e3o reaviva o conflito, o conflito faz avan\u00e7ar a hist\u00f3ria. Nessa reaproxima\u00e7\u00e3o for\u00e7ada, a frui\u00e7\u00e3o do futebol ser\u00e1 um \u00faltimo resto de sens\u00edvel comum a se partilhar. Mas o esporte n\u00e3o ser\u00e1 suficiente. Por um lado, o interesse de Neto pelo esporte \u00e9 artificial: resulta mais de uma obriga\u00e7\u00e3o moral (em rela\u00e7\u00e3o ao pai, em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 onipresen\u00e7a do futebol no imagin\u00e1rio brasileiro) que do pr\u00f3prio desejo; por outro, a mobiliza\u00e7\u00e3o que o pai faz do esporte \u00e9 arrogante, professoral: prescritiva, n\u00e3o faculta o dialogismo que \u00e9 basilar em toda experi\u00eancia l\u00fadica (considerando que o processo de fruir o esporte tamb\u00e9m se realiza como jogo).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">De diferentes modos, <em>O drible<\/em> alude \u00e0 rela\u00e7\u00e3o que o Brasil tentou estabelecer com esse esporte ao longo do s\u00e9culo 20, tomando-o como instrumento (para a realiza\u00e7\u00e3o) ou chave (para a argumenta\u00e7\u00e3o) de uma pretensa unifica\u00e7\u00e3o nacional (o livro \u00e9 de 2013, ano que antecedeu a \u00faltima Copa do Mundo do Brasil, quando o sete-a-um parece ter implodido o que restava dessa perspectiva). Ora pelo narrador, ora pela voz de Murilo Filho, o romance vai fazendo uma caracteriza\u00e7\u00e3o sociol\u00f3gica do pa\u00eds por meio da influ\u00eancia e da pervasividade do futebol em nossa realidade. O resultado, no entanto, n\u00e3o se pretende um argumento ensa\u00edstico, mas simplesmente um argumento liter\u00e1rio que, para se realizar, vale-se de um apanhado panor\u00e2mico do c\u00e2none sociol\u00f3gico brasileiro do s\u00e9culo 20, em suas buscas por oferecer explica\u00e7\u00f5es totalizantes para o pa\u00eds.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><em>O drible<\/em> se organiza em seis partes. Na abertura e no desenlace, o autor desenvolve a imagem-mor que escolheu para simbolizar a complexidade transpessoal e o transbordamento socionacional de sua hist\u00f3ria: o famigerado drible de Pel\u00e9 em Mazurkiewicz. Na parte central, quatro cap\u00edtulos se alternam em duas tramas. Uma se concentra no drama familiar. A outra emula um ensaio de Murilo Filho sobre Peralvo, jogador (ficcional) que \u201cera para ter sido maior que Pel\u00e9\u201d, n\u00e3o fosse uma vicissitude que, por sua vez, pinta um quadro do Brasil em seus sentidos mais primordiais e explica o conflito subjacente \u00e0 hist\u00f3ria dos Murilos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Sobre essa trama, o livro apresenta v\u00e1rios m\u00e9ritos formais. \u00c9 o caso das cenas e suas transi\u00e7\u00f5es: com o controle que exerce delas, Rodrigues sempre consegue que causem efeitos desejados (espanto, compaix\u00e3o, desconforto) e fa\u00e7am a a\u00e7\u00e3o avan\u00e7ar cadenciadamente. De fato, no romance, os sentidos da trama v\u00e3o se revelando gradativamente, em benef\u00edcio da frui\u00e7\u00e3o; entretanto, quando tudo se esclarece, nota-se que os elementos necess\u00e1rios para a montagem do quebra-cabe\u00e7as j\u00e1 haviam sido todos dados. Tamb\u00e9m chama aten\u00e7\u00e3o o fato de este ser um romance \u201ccom hist\u00f3ria\u201d: apesar do peso das discuss\u00f5es de fundo e do apuro est\u00e9tico de sua realiza\u00e7\u00e3o, o livro nunca se esquece de se oferecer \u00e0 plena frui\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u00c9 tamb\u00e9m interessante ver como o autor, que \u00e9 tamb\u00e9m pesquisador nos campos da filologia e da etimologia, permite-se um narrador que pratica uma variante oral, em vez da estrita e artificial norma culta (adjetivos como \u201cf\u00e1cil\u201d e \u201cdisparado\u201d aparecem com fun\u00e7\u00e3o de adv\u00e9rbio, v\u00edrgulas nem sempre s\u00e3o antepostas a conjun\u00e7\u00f5es adversativas etc.). O recurso reveste o livro de organicidade. Tamb\u00e9m chama aten\u00e7\u00e3o o fato de o autor modular distintos modos enunciativos para diferentes tipos de cap\u00edtulos. No \u201censaio\u201d, por exemplo, Rodrigues assume um registro alusivo \u00e0 n\u00e3o fic\u00e7\u00e3o. Com isso, mesmo sem abandonar a fic\u00e7\u00e3o, o livro gera um efeito de credibilidade hist\u00f3rica para o que \u00e9 ficcionalmente apresentado ali.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Algo semelhante ocorre na abertura e no desenlace: num jogo lingu\u00edstico sagaz, uma at\u00edpica segunda pessoa do singular duplamente falseada \u00e9 empregada para contar o epis\u00f3dio em que Murilo Filho reproduz na tev\u00ea, para Neto assistir, o lance de Pel\u00e9. Por que \u201cduplamente falseada\u201d? Porque encena, semanticamente, a primeira pessoa do livro (usa-se \u201cvoc\u00ea\u201d para dizer do que se passa com o \u201ceu\u201d principal da hist\u00f3ria, Neto) e porque o faz num livro que, preponderantemente, modula-se na terceira pessoa.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A estrat\u00e9gia estabelece camadas de significa\u00e7\u00e3o e reveste a obra de uma complexidade formal que <em>serve<\/em> \u00e0 hist\u00f3ria. Com o recurso, o que inicialmente restaria como uma experi\u00eancia <em>do<\/em> e circunscrita <em>ao<\/em> protagonista ganha transitividade e alcan\u00e7a o leitor, o \u201cvoc\u00ea\u201d do livro. De repente, forma e conte\u00fado est\u00e3o em plena sintonia, no objetivo de dar a ver o car\u00e1ter transpessoal da frui\u00e7\u00e3o futebol\u00edstica na hist\u00f3ria brasileira e tudo de metaf\u00f3rico que ela assume no livro.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ainda merece men\u00e7\u00e3o o uso natural, contextualizado e sem concess\u00f5es, que Rodrigues faz de termos da cultura preconceituosa brasileira, como tiziu, crioulo, neg\u00e3o, neguinho, bugres, sarar\u00e1, mulatona, bei\u00e7orra, baitola, perobo. No romance, personagens e narrador falam sem serem policiados, explicados ou justificados por qualquer inten\u00e7\u00e3o moralista do autor, o que ajuda o romance a estabelecer de forma verossimilhante o panorama nacional em que sua trama se desenvolve. Al\u00e9m disso, <em>O drible<\/em> enfileira imagens que nunca apelam para o lugar-comum, m\u00e9rito particularmente destac\u00e1vel num livro de tema t\u00e3o vocacionado para as frases feitas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O trabalho com os nomes pr\u00f3prios tamb\u00e9m merece men\u00e7\u00e3o. Filho e pai chamam-se Neto e Filho, deslocamento de chaves que simbolizar\u00e1 o car\u00e1ter <em>in media res<\/em> da inser\u00e7\u00e3o de ambos na \u201cgrande hist\u00f3ria do futebol\u201d (e da na\u00e7\u00e3o, da humanidade) e seu arestado tr\u00e2nsito entre gera\u00e7\u00f5es. Das mulheres que se instauram como mote simb\u00f3lico para a disputa <em>l\u00fadica<\/em> vivida por eles vida afora (ser\u00e3o v\u00e1rias), a mais relevante chama-se justamente L\u00fadi (aqui, paralelamente ao sentido psicanal\u00edtico, vale lembrar do termo \u201cludop\u00e9dio\u201d, sin\u00f4nimo de futebol). Por fim, temos Peralvo, a v\u00edtima arquet\u00edpica das agruras do racismo nacional. Pensemos nos sentidos que se desdobram desse nome.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Como prefixo latino, \u201cper\u201d alude a \u201catrav\u00e9s de\u201d, \u201cpor meio de\u201d, \u201cpor entre\u201d e exerce a fun\u00e7\u00e3o de refor\u00e7ar o conte\u00fado sem\u00e2ntico das palavras a que se prep\u00f5e. J\u00e1 como preposi\u00e7\u00e3o arcaica do portugu\u00eas, \u201cper\u201d tem como descendente o nosso \u201cpor\u201d, que evoca sentidos como \u201cem correspond\u00eancia a\u201d, \u201ccomo se fosse\u201d, \u201cna categoria de\u201d, \u201cno n\u00edvel de\u201d. Por fim, \u201calvo\u201d, como adjetivo, remete a \u201cmuito claro\u201d, \u201cbranco\u201d, e conota sentidos de pureza, inoc\u00eancia, ao tempo em que alude, como substantivo, ao ponto de mira que se procura atingir \u2013 o objetivo visado para destrui\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a><\/a>Em dado momento, <em>O drible<\/em> tamb\u00e9m estabelece para Peralvo a capacidade de ver a aura das pessoas e viver no futuro, \u201cum segundo na frente\u201d, num flerte moderado com o sobrenatural. Nisso, o livro tamb\u00e9m se situa na esteira de uma tradi\u00e7\u00e3o: a de se mobilizar o transcendente para dar conta do car\u00e1ter imprevis\u00edvel do fen\u00f4meno futebol\u00edstico.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A face mais conhecida dessa tradi\u00e7\u00e3o talvez seja o \u201cSobrenatural de Almeida\u201d de Nelson Rodrigues, fantasma respons\u00e1vel pelas derrotas do Fluminense. A menos conhecida, talvez mais estruturante, \u00e9 a do \u201cEspectro da Ponte Preta\u201d, mito criado por Renato Pompeu em <em>A sa\u00edda do primeiro tempo<\/em> (Editora Alfa-Omega, 1978) como uma visagem que vagaria por Campinas provocando altera\u00e7\u00f5es nos pensamentos e atos das pessoas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><em>O drible<\/em> tamb\u00e9m se insere no rasto de uma segunda \u201ctradi\u00e7\u00e3o\u201d estabelecida por Pompeu: a de se entremear, na fic\u00e7\u00e3o do futebol, um ensaio sobre o esporte. Na parte central de <em>A sa\u00edda do primeiro tempo<\/em>, Pompeu j\u00e1 apresentava um cap\u00edtulo denominado \u201cO futebol: cr\u00edtica da economia pol\u00edtica\u201d, em que discutia, em voz pr\u00f3pria e n\u00e3o ficcionalizada, a rela\u00e7\u00e3o do futebol com o trabalho e o lazer.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em seu livro, Rodrigues faz avan\u00e7ar o procedimento est\u00e9tico de Pompeu, pois, diferentemente dele, concebe seu \u201censaio\u201d \u2013 denominado &#8220;Por que Peralvo n\u00e3o jogou a Copa&#8221; \u2013 com enredo e ludicidade, divide-o em duas partes, distribuindo seu impacto no conjunto, e atribui sua autoria a um personagem do pr\u00f3prio livro (Murilo Filho) em que ambos (ensaio e personagem) est\u00e3o. Por fim, o autor ainda \u201censaia\u201d n\u00e3o sobre a objetiva realidade extraficcional do futebol, mas sobre um jogador fict\u00edcio que \u00e9 tamb\u00e9m personagem do romance.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Com esse procedimento, o romance promove um jogo de tensionamento e retroalimenta\u00e7\u00e3o entre a fic\u00e7\u00e3o sobre o futebol e a reflex\u00e3o conscienciosa que, historicamente, sempre tentou objetivar a sua subjetividade. O recurso acrescenta uma sutil, mas sofisticada camada de metalinguagem \u00e0 obra, incorporando-a de ainda mais complexidade.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Para saber mais<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">VALENTE, Valdemar (2015). S\u00e9rgio Rodrigues \u2013 O drible. <em>Estudos de Literatura Brasileira Contempor\u00e2nea<\/em>, Bras\u00edlia, n. 45, p. 479-483. Dispon\u00edvel em: <a href=\"https:\/\/periodicos.unb.br\/index.php\/estudos\/article\/view\/10030\">https:\/\/periodicos.unb.br\/index.php\/estudos\/article\/view\/10030<\/a>. Acesso em: 15 dez. 2024.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">EFFTING, Marilda Aparecida de Oliveira (2018). Mem\u00f3rias a passos e passes em <em>O Drible<\/em>. <em>Revista Cria\u00e7\u00e3o &amp; Cr\u00edtica<\/em>, S\u00e3o Paulo, n. 22, p. 132-142. Dispon\u00edvel em: <a href=\"https:\/\/www.revistas.usp.br\/criacaoecritica\/article\/view\/145772\">https:\/\/www.revistas.usp.br\/criacaoecritica\/article\/view\/145772<\/a>. Acesso em: 15 dez. 2024.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">FACCIOLI, Luiz Paulo (2013). O futebol-arte na literatura: Resenha do romance \u201cO drible\u201d, de S\u00e9rgio Rodrigues. <em>Jornal Rascunho<\/em>, Paran\u00e1, n. 164, dez. Dispon\u00edvel em: <a href=\"https:\/\/rascunho.com.br\/ensaios-e-resenhas\/o-futebol-arte-na-literatura\/\">https:\/\/rascunho.com.br\/ensaios-e-resenhas\/o-futebol-arte-na-literatura\/<\/a>. Acesso em: 15 dez. 2024.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">RODRIGUES, S\u00e9rgio (2018). Paiol liter\u00e1rio: S\u00e9rgio Rodrigues. <em>Jornal Rascunho<\/em>, Paran\u00e1, n. 220, ago. Dispon\u00edvel em: <a href=\"https:\/\/rascunho.com.br\/paiol-literario\/sergio-rodrigues\/\">https:\/\/rascunho.com.br\/paiol-literario\/sergio-rodrigues\/<\/a>. Acesso em: 15 dez. 2024.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">ROSALEN, Eloisa (2017). Em tempos de ditadura brasileira: analisando <em>O drible<\/em> sob uma perspectiva de g\u00eanero. SEMIN\u00c1RIO INTERNACIONAL FAZENDO G\u00caNERO 11 &amp; 13\u00ba WOMEN\u2019S WORLDS CONGRESS, 2017, FLORIAN\u00d3POLIS. <em>Anais eletr\u00f4nicos<\/em>&#8230; Florian\u00f3polis: UFSC, 2017, p. 01-11. Dispon\u00edvel em: <a href=\"https:\/\/www.en.wwc2017.eventos.dype.com.br\/resources\/anais\/1498663106_ARQUIVO_fazendogenero11.pdf\">https:\/\/www.en.wwc2017.eventos.dype.com.br\/resources\/anais\/1498663106_ARQUIVO_fazendogenero11.pdf<\/a>. Acesso em: 15 dez. 2024.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Iconografia<\/strong><\/p>\n\n\n<style type=\"text\/css\">\n#foogallery-gallery-4225.fg-masonry { --fg-gutter: 10px; }<\/style>\n\t\t\t<div class=\"foogallery foogallery-container foogallery-masonry foogallery-lightbox-foogallery fg-center fg-masonry fg-ready fg-transparent fg-round-small fg-shadow-small fg-loading-dots fg-loaded-slide-up fg-captions-bottom fg-hover-fade fg-hover-plus fg-col3\" id=\"foogallery-gallery-4225\" data-foogallery=\"{&quot;item&quot;:{&quot;showCaptionTitle&quot;:true,&quot;showCaptionDescription&quot;:true},&quot;lazy&quot;:true,&quot;template&quot;:{&quot;horizontalOrder&quot;:true}}\" data-foogallery-lightbox=\"{&quot;thumbs&quot;:&quot;bottom&quot;,&quot;thumbsCaptions&quot;:false,&quot;thumbsBestFit&quot;:false,&quot;thumbsSmall&quot;:false,&quot;thumbsCaptionsAlign&quot;:&quot;default&quot;,&quot;info&quot;:&quot;bottom&quot;,&quot;infoVisible&quot;:true,&quot;infoOverlay&quot;:true,&quot;infoAlign&quot;:&quot;default&quot;,&quot;transition&quot;:&quot;fade&quot;,&quot;hoverButtons&quot;:false,&quot;fitMedia&quot;:false,&quot;noScrollbars&quot;:true,&quot;preserveButtonSpace&quot;:true,&quot;buttons&quot;:{&quot;fullscreen&quot;:true,&quot;info&quot;:true,&quot;thumbs&quot;:false},&quot;video&quot;:{&quot;autoPlay&quot;:true}}\" style=\"--fg-title-line-clamp: 0; --fg-description-line-clamp: 0;\" >\n\t\t<div class=\"fg-column-width\"><\/div>\n\t<div class=\"fg-gutter-width\"><\/div>\n\t\t<div class=\"fg-item fg-type-image fg-idle\"><figure class=\"fg-item-inner\"><a href=\"https:\/\/pracaclovis.com\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/Companhia-das-letras-2013.webp\" data-caption-title=\"Companhia das letras, 2013\" data-attachment-id=\"4226\" data-e-disable-page-transition=\"true\" data-type=\"image\" class=\"fg-thumb\"><span class=\"fg-image-wrap\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" title=\"Companhia das letras, 2013\" width=\"250\" height=\"319\" class=\"skip-lazy fg-image\" data-src-fg=\"https:\/\/pracaclovis.com\/wp-content\/uploads\/cache\/2025\/02\/Companhia-das-letras-2013\/1723438569.webp\" src=\"data:image\/svg+xml,%3Csvg%20xmlns%3D%22http%3A%2F%2Fwww.w3.org%2F2000%2Fsvg%22%20width%3D%22250%22%20height%3D%22319%22%20viewBox%3D%220%200%20250%20319%22%3E%3C%2Fsvg%3E\" loading=\"eager\"><\/span><span class=\"fg-image-overlay\"><\/span><\/a><figcaption class=\"fg-caption\"><div class=\"fg-caption-inner\"><div class=\"fg-caption-title\">Companhia das letras, 2013<\/div><\/div><\/figcaption><\/figure><div class=\"fg-loader\"><\/div><\/div><\/div><style type=\"text\/css\">.fg-caption-title {font-family: \"Montserrat\", Sans-serif; font-size: 16px; text-align: center;}<\/style>\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>RODRIGUES, S\u00e9rgio. O drible. S\u00e3o Paulo: Companhia das Letras, 2013. Ewerton Martins RibeiroIlustra\u00e7\u00e3o: L\u00e9o Tavares Terno e violento, s\u00e9rio e divertido, terreno e sublime, O drible \u00e9 um romance sobre futebol, rela\u00e7\u00f5es familiares, vida er\u00f3tico-afetiva, hist\u00f3ria do Brasil. 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