{"id":4193,"date":"2025-03-26T16:47:28","date_gmt":"2025-03-26T19:47:28","guid":{"rendered":"https:\/\/pracaclovis.com\/?p=4193"},"modified":"2025-09-15T09:47:54","modified_gmt":"2025-09-15T12:47:54","slug":"catatau","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pracaclovis.com\/?p=4193","title":{"rendered":"Catatau"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"has-background wp-block-paragraph\" style=\"background-color:#e1dede\">LEMINSKI, Paulo. <em>Catatau. <\/em>Curitiba: Grafipar, 1975.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-right wp-block-paragraph\">Greicy Kelly Carvalho<br><em>Ilustra\u00e7\u00e3o: Rafael Trinco<\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Paulo Leminski (Curitiba, PR, 1944 \u2013 Curitiba, PR, 1989) marcou a literatura brasileira com uma escrita perform\u00e1tica, inovadora e multifacetada. Poeta, professor, tradutor, m\u00fasico e judoca, incluiu diferentes \u00e1reas de sua vida pessoal na escrita. Ele circulou por diferentes g\u00eaneros liter\u00e1rios, por exemplo, o infantojuvenil (<em>Guerra dentro da gente<\/em>, 1988), contos (<em>Gozo fabuloso, <\/em>2004) e quadrinhos er\u00f3ticos (<em>Afrodite<\/em>, 2015). Conhecido por sua po\u00e9tica com versos objetivos, tinha inspira\u00e7\u00e3o direta no haicai \u2014 g\u00eanero de poesia com forma fixa, com tr\u00eas versos \u2014; influenciado pela cultura japonesa e pelo autor Matsuo Bash\u014d, Leminski utilizava esse formato para expressar cr\u00edticas, ironias e arremates po\u00e9ticos. Ao todo, suas obras po\u00e9ticas s\u00e3o divididas em oito livros, reunidos pela Companhia das Letras em um \u00fanico volume, <em>Toda poesia <\/em>(2013), com a venda de exemplares significativa para o g\u00eanero.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A obra <em>Catatau<\/em> foi concebida oito anos antes de seu lan\u00e7amento, em 1975 \u2013 Leminski compartilhou pequenas passagens com seus colegas a partir de rascunhos e grifos. O livro n\u00e3o tem divis\u00f5es em cap\u00edtulos e \u00e9 escrito em apenas um par\u00e1grafo. A linguagem \u00e9 dividida em diferentes idiomas: tupi, latim, portugu\u00eas, italiano, holand\u00eas, franc\u00eas, grego, espanhol, alem\u00e3o e ingl\u00eas. A ideia do livro surgiu ap\u00f3s uma aula de Hist\u00f3ria ministrada pelo autor, que ficou com o questionamento: \u201cE se Descartes tivesse vindo para o Brasil com Nassau?\u201d. Foi com esse pensamento que nasceu o personagem principal, Renatus Cartesius.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Cartesius, inspirado no fil\u00f3sofo Ren\u00e9 Descartes, \u00e9 ficcionalizado em uma viagem com a tropa de navega\u00e7\u00e3o de Maur\u00edcio de Nassau a Olinda, no per\u00edodo das invas\u00f5es holandesas. No in\u00edcio do percurso, guiado pelo comandante polon\u00eas Krzysztof Arciszewski, Cartesius fuma uma erva que o faz delirar, enquanto aguarda as explica\u00e7\u00f5es daquele novo ambiente tropical. Entre del\u00edrios, s\u00e1tiras e pensamentos sobre o contexto daquela viagem, o narrador faz trocadilhos com frases memor\u00e1veis do fil\u00f3sofo: \u201cN\u00e3o, esse pensamento, n\u00e3o, ainda credo num treco. Claro que j\u00e1 n\u00e3o creio no que penso, o olho que emite uma l\u00e1grima faz seu ninho nos tornozelos dos crocodilos beira Nilo. Duvido se existo, quem sou eu se este tamandu\u00e1 existe? Da verdade n\u00e3o sai tamandu\u00e1, verdade tr\u00e1s, quero dizer: n\u00e3o se pensa, olhar lentes supra o sumo do pensar!\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Definido por Leminski como \u201cromance ideia\u201d, devido ao estilo liter\u00e1rio inovador, a obra parece misturar prosa e poesia enquanto reflete a ironia daquela expedi\u00e7\u00e3o. <em>Catatau<\/em> \u00e9 constru\u00eddo a partir da intertextualidade entre palavr\u00f5es, neologismos e caricaturas de um Brasil presente em livros de hist\u00f3ria. O personagem Cartesius critica e reflete sua forma\u00e7\u00e3o em primeira pessoa: \u201cO dia em que merda for merenda, pobre de mim que nasci sem cu!\u201d. Refere-se a si mesmo com gracejos e caricaturas de um fil\u00f3sofo ocidental perdido no calor de um pa\u00eds desconhecido.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A s\u00e1tira da viagem a este \u201cnovo mundo\u201d, somada ao receio do desconhecido, os animais, as paisagens e a fauna, reflete a fragmenta\u00e7\u00e3o de Cartesius e ridiculariza seus medos. Embora seja uma figura filos\u00f3fica, ele continua sendo humano, e a gra\u00e7a das piadas feitas por Leminski esmi\u00fa\u00e7a essa concep\u00e7\u00e3o. Em paralelo a essas reflex\u00f5es, tamb\u00e9m s\u00e3o feitas cr\u00edticas \u00e0s religi\u00f5es, \u00e0s novas adapta\u00e7\u00f5es industriais e \u00e0 \u201curg\u00eancia\u201d de explica\u00e7\u00f5es para se compreender a obra. Devido ao seu estilo pr\u00f3prio, <em>Catatau<\/em> foi visualizado pelos cr\u00edticos como uma aproxima\u00e7\u00e3o aos concretistas e neobarrocos, pelo n\u00edvel de inova\u00e7\u00e3o, mas Leminski vai na contram\u00e3o e idealiza a obra como sua propriedade liter\u00e1ria, algo que nunca havia sido realizado antes. Por isso mesmo, a leitura torna-se mais densa.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">No fluxo de consci\u00eancia do personagem e na confus\u00e3o de seus pensamentos, Leminski inclui frases complexas, como: \u201cA ambiguidade est\u00e1 entre quem fala e quem pensa em tudo, a diverg\u00eancia produz um sil\u00eancio\u201d. A argumenta\u00e7\u00e3o e o conflito entre as ideias parecem perder o sentido, mas na continua\u00e7\u00e3o da leitura este \u00e9 conclu\u00eddo e possibilita novas interpreta\u00e7\u00f5es do que est\u00e1 sendo dito. A obra indica uma leitura oralizada, entre frases em latim e italiano, misturadas ao portugu\u00eas e ao tupi, em uma sincronia que parece tecer um mundo globalizado e n\u00e3o fixo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O personagem Occam \u00e9 personificado como uma entidade que mora no lago Ness e aparece na incerteza das ideias irracionais de Cartesius, mas tamb\u00e9m \u00e9 um \u201corix\u00e1 asteca-iorub\u00e1 encarnando num texto seiscentista\u201d. Esse fluxo e essa fragmenta\u00e7\u00e3o das figuras tamb\u00e9m indicam o estilo criado pelo autor, como a aglutina\u00e7\u00e3o de diferentes caracter\u00edsticas no mesmo personagem. Occam traz consigo a teoria de Descartes; ele \u00e9 um \u201c<em>malin g\u00e9nie<\/em>\u201d (g\u00eanio maligno), met\u00e1fora criada para os pensamentos falsos que, mesmo demonstrados a partir de algo concreto, n\u00e3o s\u00e3o verdadeiros. Essa ficcionaliza\u00e7\u00e3o entre criatura e criador indica as inten\u00e7\u00f5es que Leminski tem para caracterizar seus personagens, as quais podem partir das pr\u00f3prias teorias de Descartes, por exemplo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Inspirado nas obras de Haroldo de Campos, James Joyce e Guimar\u00e3es Rosa, <em>Catatau<\/em> explora a tens\u00e3o entre a irracionalidade e a raz\u00e3o em Cartesius, evidenciando a transgress\u00e3o de Leminski ao vincular del\u00edrio e alucina\u00e7\u00f5es \u00e0 figura de um fil\u00f3sofo mundialmente conhecido por sua l\u00f3gica cartesiana. Assim como as leituras cr\u00edticas das obras dos autores citados anteriormente, que mencionam \u201cdificuldades\u201d para a compreens\u00e3o, nesta obra os leitores tamb\u00e9m n\u00e3o s\u00e3o poupados. Apesar disso, os questionamentos, as piadas, as met\u00e1foras e as analogias s\u00e3o introdut\u00f3rios para que se tente facilitar o entendimento da obra, at\u00e9 porque o pr\u00f3prio autor tamb\u00e9m questiona sua cria\u00e7\u00e3o e ficcionaliza\u00e7\u00e3o ao longo do texto.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Leminski interpreta <em>Catatau<\/em> como \u201co fracasso da l\u00f3gica cartesiana branca no calor, o fracasso do leitor em entend\u00ea-lo, emblema do fracasso do projeto batavo, branco, no tr\u00f3pico\u201d, ou seja, a obra tem o intuito de causar desconforto e questionar qual foi a forma\u00e7\u00e3o dessa l\u00f3gica cartesiana ocidental deixada nos comp\u00eandios filos\u00f3ficos. A narrativa possibilita levantar marcas decoloniais sobre quem \u00e9 esse mundo ocidental, quem forma essa l\u00f3gica cartesiana e como ela chegou aos tr\u00f3picos. A somatiza\u00e7\u00e3o de diferentes concep\u00e7\u00f5es e conceitos escritos numa mesma linha s\u00e3o intencionais para induzir reflex\u00f5es ou causar gargalhadas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A obra tamb\u00e9m serviu de inspira\u00e7\u00e3o cinematogr\u00e1fica. O filme <em>Ex Isto <\/em>(2010), dirigido por Cao Guimar\u00e3es, \u00e9 baseado integralmente em <em>Catatau<\/em>, mostrando os del\u00edrios, as investiga\u00e7\u00f5es geom\u00e9tricas e as \u00f3ticas sobre esse outro mundo em que Cartesius foi parar e como ele percebe a sociedade contempor\u00e2nea.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O deslocamento da realidade tamb\u00e9m ultrapassa novas defini\u00e7\u00f5es sobre quem \u00e9 esse personagem, como ele mesmo diz: \u201cDebrucei-me sobre livros a ver passar rios de palavras. Naveguei com sucesso entre a higiene e o batismo, entre o catecismo e o ceticismo, a idolatria e a iconoclastia, o ecletismo e o fanatismo, o pelagianismo e o quietismo, entre o hero\u00edsmo e o ego\u00edsmo, entre a apatia e o nervosismo (\u2026)\u201d. E conclui: \u201ce sa\u00ed inc\u00f3lume para o sol nascente da doutrina boa, entre a aba e o abismo\u201d. A transposi\u00e7\u00e3o de quem \u00e9 essa <em>persona<\/em>, que escorrega entre dualismos e segue sendo m\u00faltipla, elabora uma imagem de Cartesius como um homem semi\u00f3tico dentro de um mundo difundido de ideias, at\u00e9 mesmo pelas pr\u00f3prias distin\u00e7\u00f5es das linhas te\u00f3ricas em que o personagem caminha. Por isso, esse \u201chomem semi\u00f3tico\u201d corresponde \u00e0s idealiza\u00e7\u00f5es que Cartesius cria e recria sobre si mesmo e sobre as diferen\u00e7as desse mundo que o rodeia e suas concep\u00e7\u00f5es te\u00f3ricas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ao final, <em>Catatau<\/em> suaviza as quest\u00f5es existenciais que foram levantadas ao longo da obra e as deixa sem desfecho, inspirando-se nos poemas dos concretistas (Augusto de Campos, Haroldo de Campos e D\u00e9cio Pignatari), que reordenam suas interpreta\u00e7\u00f5es a partir de diferentes perspectivas, assim como Leminski faz na prosa: \u201c\u00c9 esta terra: \u00e9 um descuido, um acerca, um engano de natura, um desvario, um desvio que s\u00f3 n\u00e3o vendo. Doen\u00e7a do mundo! E a doen\u00e7a doendo, eu aqui com lentes, esperando e aspirando. Vai me ver com outros olhos ou com os olhos dos outros? [&#8230;] Vem b\u00eabado, Artyschewsky b\u00eabado&#8230; B\u00eabado como polaco que \u00e9. B\u00eabado, quem me compreender\u00e1?\u201d. Quem compreender <em>Catatau<\/em> conseguir\u00e1 compreender a polariza\u00e7\u00e3o do mundo contempor\u00e2neo, com a difus\u00e3o de ideias ditadas o tempo inteiro nas redes sociais; quem n\u00e3o compreender, seguir\u00e1 como outros leitores, relendo o livro at\u00e9 ele ganhar seu pr\u00f3prio sentido.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Para saber mais<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">BYLLART, Cid Ottoni; LEMOS, Saulo de Ara\u00fajo (2016). <em>Catatau<\/em>, imagem e tr\u00e2nsito. <em>Estudos de Literatura Brasileira Contempor\u00e2nea, <\/em>Bras\u00edlia, n. 48, p. 1-22. Dispon\u00edvel em: <a href=\"https:\/\/www.scielo.br\/j\/elbc\/a\/q8GRxGfZGCg6WWnjdxSJyYc\/?lang=pt\">https:\/\/www.scielo.br\/j\/elbc\/a\/q8GRxGfZGCg6WWnjdxSJyYc\/?lang=pt<\/a>. Acesso em: 26 set. 2024.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">NOVAIS, Carlos Augusto (2008). <em>As trapa\u00e7as de Occam<\/em>: montagem, palavra-valise e alegoria no \u201cCatatau\u201d, de Paulo Leminski. Tese (Doutorado em Letras) \u2013 Universidade Federal de Minas Gerais, Belo Horizonte.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">PENIDO, Luis; CAETANO, Paulo (2023). M\u00e1quina de mo(v)er p\u00e1trias e bras\u00edlias: <em>Catatau<\/em> (1975) de Paulo Leminski. <em>A Cor das Letras<\/em>, Feira de Santana, v. 24, n. esp., p. 173-183. Dispon\u00edvel em: <a href=\"https:\/\/ojs3.uefs.br\/index.php\/acordasletras\/article\/view\/9367\">https:\/\/ojs3.uefs.br\/index.php\/acordasletras\/article\/view\/9367<\/a>. Acesso em: 1\u00ba out. 2024. <\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">TEIXEIRA, Danilo Bernardes (2020). O del\u00edrio de Descartes no <em>Catatau<\/em> de Paulo Leminski. <em>Fronter\u00eda<\/em>, Nova Igua\u00e7u, v. 1, n. 1, p. 115-140. Dispon\u00edvel em: <a href=\"https:\/\/revistas.unila.edu.br\/litcomparada\/article\/view\/1967\">https:\/\/revistas.unila.edu.br\/litcomparada\/article\/view\/1967<\/a>. Acesso em: 1 out. 2024<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Iconografia<\/strong><\/p>\n\n\n<style type=\"text\/css\">\n#foogallery-gallery-4195.fg-masonry { --fg-gutter: 10px; }<\/style>\n\t\t\t<div class=\"foogallery foogallery-container foogallery-masonry foogallery-lightbox-foogallery fg-center fg-masonry fg-ready fg-transparent fg-round-small fg-shadow-small fg-loading-dots fg-loaded-slide-up fg-captions-bottom fg-hover-fade fg-hover-plus fg-col3\" id=\"foogallery-gallery-4195\" data-foogallery=\"{&quot;item&quot;:{&quot;showCaptionTitle&quot;:true,&quot;showCaptionDescription&quot;:true},&quot;lazy&quot;:true,&quot;template&quot;:{&quot;horizontalOrder&quot;:true}}\" 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data-caption-title=\"Grafipar, 1975\" data-attachment-id=\"4198\" data-e-disable-page-transition=\"true\" data-type=\"image\" class=\"fg-thumb\"><span class=\"fg-image-wrap\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" title=\"Grafipar, 1975\" width=\"250\" height=\"388\" class=\"skip-lazy fg-image\" data-src-fg=\"https:\/\/pracaclovis.com\/wp-content\/uploads\/cache\/2025\/02\/Grafipar-1975-1\/180031320.webp\" src=\"data:image\/svg+xml,%3Csvg%20xmlns%3D%22http%3A%2F%2Fwww.w3.org%2F2000%2Fsvg%22%20width%3D%22250%22%20height%3D%22388%22%20viewBox%3D%220%200%20250%20388%22%3E%3C%2Fsvg%3E\" loading=\"eager\"><\/span><span class=\"fg-image-overlay\"><\/span><\/a><figcaption class=\"fg-caption\"><div class=\"fg-caption-inner\"><div class=\"fg-caption-title\">Grafipar, 1975<\/div><\/div><\/figcaption><\/figure><div class=\"fg-loader\"><\/div><\/div><div class=\"fg-item fg-type-image fg-idle\"><figure class=\"fg-item-inner\"><a href=\"https:\/\/pracaclovis.com\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/Sulina-1989-1.webp\" data-caption-title=\"Sulina, 1989\" data-attachment-id=\"4199\" data-e-disable-page-transition=\"true\" data-type=\"image\" class=\"fg-thumb\"><span class=\"fg-image-wrap\"><img decoding=\"async\" title=\"Sulina, 1989\" width=\"250\" height=\"364\" class=\"skip-lazy fg-image\" data-src-fg=\"https:\/\/pracaclovis.com\/wp-content\/uploads\/cache\/2025\/02\/Sulina-1989-1\/241980695.webp\" src=\"data:image\/svg+xml,%3Csvg%20xmlns%3D%22http%3A%2F%2Fwww.w3.org%2F2000%2Fsvg%22%20width%3D%22250%22%20height%3D%22364%22%20viewBox%3D%220%200%20250%20364%22%3E%3C%2Fsvg%3E\" loading=\"eager\"><\/span><span class=\"fg-image-overlay\"><\/span><\/a><figcaption class=\"fg-caption\"><div class=\"fg-caption-inner\"><div class=\"fg-caption-title\">Sulina, 1989<\/div><\/div><\/figcaption><\/figure><div class=\"fg-loader\"><\/div><\/div><div class=\"fg-item fg-type-image fg-idle\"><figure class=\"fg-item-inner\"><a 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class=\"fg-item fg-type-image fg-idle\"><figure class=\"fg-item-inner\"><a href=\"https:\/\/pracaclovis.com\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/Iluminuras-2010.webp\" data-caption-title=\"Iluminuras, 2010\" data-attachment-id=\"4201\" data-e-disable-page-transition=\"true\" data-type=\"image\" class=\"fg-thumb\"><span class=\"fg-image-wrap\"><img decoding=\"async\" title=\"Iluminuras, 2010\" width=\"250\" height=\"378\" class=\"skip-lazy fg-image\" data-src-fg=\"https:\/\/pracaclovis.com\/wp-content\/uploads\/cache\/2025\/02\/Iluminuras-2010\/3538196874.webp\" src=\"data:image\/svg+xml,%3Csvg%20xmlns%3D%22http%3A%2F%2Fwww.w3.org%2F2000%2Fsvg%22%20width%3D%22250%22%20height%3D%22378%22%20viewBox%3D%220%200%20250%20378%22%3E%3C%2Fsvg%3E\" loading=\"eager\"><\/span><span class=\"fg-image-overlay\"><\/span><\/a><figcaption class=\"fg-caption\"><div class=\"fg-caption-inner\"><div class=\"fg-caption-title\">Iluminuras, 2010<\/div><\/div><\/figcaption><\/figure><div 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Catatau. Curitiba: Grafipar, 1975. Greicy Kelly CarvalhoIlustra\u00e7\u00e3o: Rafael Trinco Paulo Leminski (Curitiba, PR, 1944 \u2013 Curitiba, PR, 1989) marcou a literatura brasileira com uma escrita perform\u00e1tica, inovadora e multifacetada. Poeta, professor, tradutor, m\u00fasico e judoca, incluiu diferentes \u00e1reas de sua vida pessoal na escrita. 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