{"id":4183,"date":"2025-03-26T18:23:16","date_gmt":"2025-03-26T21:23:16","guid":{"rendered":"https:\/\/pracaclovis.com\/?p=4183"},"modified":"2025-11-12T18:02:30","modified_gmt":"2025-11-12T21:02:30","slug":"as-parceiras","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pracaclovis.com\/?p=4183","title":{"rendered":"As parceiras"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"has-background wp-block-paragraph\" style=\"background-color:#e1dede\">LUFT, Lya. <em>As parceiras<\/em>. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1980.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-right wp-block-paragraph\">L\u00facia Osana Zolin<br><em>Ilustra\u00e7\u00e3o:<\/em> <em>Manuela Dib<\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Publicado no raiar da d\u00e9cada de 1980, <em>As parceiras, <\/em>romance de estreia de Lya Luft (Santa Cruz do Sul, RS, 1938 \u2013 Porto Alegre, RS, 2021), faz reverberar o contexto sociocultural e pol\u00edtico em que emerge, marcado pelo decl\u00ednio da ditadura militar e pela consequente insurg\u00eancia de vozes dissonantes, cada vez mais conscientes da necessidade de se repensar pautas pol\u00edtico-sociais, identit\u00e1rias e culturais, at\u00e9 ent\u00e3o submetidas ao jugo do patriarcado e do autoritarismo. No que diz respeito \u00e0 arte liter\u00e1ria, tradicionalmente reconhecida como sendo da ordem do masculino, observa-se uma decisiva mudan\u00e7a de rumos. As vozes femininas, por tanto tempo silenciadas e marginalizadas, conquistam, gra\u00e7as aos avan\u00e7os feministas galgados paulatinamente no decorrer das d\u00e9cadas anteriores, o direito \u00e0 express\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Luft junta-se a dezenas de escritoras que parecem impelidas a problematizar em seus escritos as maneiras pelas quais a ordem patriarcal paralisa e tolhe a subjetividade feminina. O contexto torna-se oportuno \u00e0s representa\u00e7\u00f5es de dramas existenciais de mulheres flagradas em situa\u00e7\u00e3o-limite, em que avultam as arbitrariedades sobre seus corpos, privados do direito ao prazer, impingidos \u00e0 maternidade compuls\u00f3ria e ao confinamento nos limites da casa, submetidos a toda sorte de viol\u00eancias de g\u00eanero e, al\u00e9m disso, silenciados.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A vasta produ\u00e7\u00e3o liter\u00e1ria da autora inclui tamb\u00e9m, al\u00e9m de ensaios, literatura infantil, colet\u00e2neas de contos e de poesia e os romances <em>A asa esquerda do anjo<\/em> (1981), <em>Reuni\u00e3o de fam\u00edlia<\/em> (1982), <em>O quarto fechado<\/em> (1984), <em>A sentinela<\/em> (1994), <em>O ponto cego<\/em> (1999) e <em>O tigre na sombra<\/em> (2012). Essas narrativas, em geral, problematizam rela\u00e7\u00f5es familiares, com \u00eanfase na condi\u00e7\u00e3o feminina face aos perversos valores do patriarcado, de modo a iluminar retratos da incomunicabilidade, do silenciamento, da solid\u00e3o, da melancolia, da loucura, da morte, entre outras trag\u00e9dias que permeiam as rela\u00e7\u00f5es familiares e de g\u00eanero.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O romance em quest\u00e3o \u00e9 narrado pela protagonista, Anelise, durante o per\u00edodo em que se recolhe no chal\u00e9 da fam\u00edlia para tentar reorganizar o caos existencial que marca seu momento presente, ap\u00f3s experi\u00eancias frustradas de maternidade, materializadas em sucessivos abortos, na morte do \u00fanico filho, ainda beb\u00ea, e no decorrente fracasso do casamento. Organizado em sete cap\u00edtulos, nomeados com os dias da semana em que Anelise permanece no ref\u00fagio, o romance \u00e9 constru\u00eddo de modo a fazer avultar, em meio \u00e0s reflex\u00f5es da narradora acerca de suas dores, as trajet\u00f3rias das mulheres da fam\u00edlia, no conjunto, reconhecidas como \u201cparceiras\u201d de infort\u00fanios, \u201cfam\u00edlia de doidas\u201d, \u201cum bando de mulheres malsinadas\u201d, \u201clegi\u00e3o de perdedoras\u201d, ramifica\u00e7\u00f5es de uma \u201c\u00e1rvore temida\u201d. Trata-se de uma escolha est\u00e9tica que ganha import\u00e2ncia no \u00e2mbito da cr\u00edtica liter\u00e1ria feminista na medida em que confere voz a v\u00e1rias gera\u00e7\u00f5es de mulheres silenciadas, a quem jamais fora permitido expressar ang\u00fastias face ao sistema de valores patriarcais que regulava suas exist\u00eancias.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Entre a cama e os frequentes momentos em que se deixa embalar pelo balan\u00e7o da rede na varanda, ou durante os passeios nas trilhas ao lado do c\u00e3o Bernardo, por entre penhascos, ou ainda quando se permite relaxar na esteira sob o sol \u00e0 beira-mar, Anelise passa em revista toda a sua trajet\u00f3ria desde a inf\u00e2ncia, salientando a perda repentina dos pais em um acidente a\u00e9reo, a inf\u00e2ncia no casar\u00e3o, junto \u00e0 av\u00f3 Catarina e \u00e0s tias Beatriz e Sibila, a primeira experi\u00eancia afetiva na adolesc\u00eancia, com o primo Ot\u00e1vio, o tempo em que morou na cidade com a tia Dora, o casamento com Tiago, o desgaste decorrente das tentativas fracassadas de experienciar a maternidade e a separa\u00e7\u00e3o, at\u00e9 chegar no presente da narrativa. Nesse percurso, tenta encontrar respostas para suas ang\u00fastias, revisitando as experi\u00eancias de dor das mulheres da fam\u00edlia e construindo uma esp\u00e9cie de mosaico, cujas pe\u00e7as v\u00e3o sendo encaixadas com vistas \u00e0 compreens\u00e3o da exata medida em que suas exist\u00eancias completam o retrato da dor e da solid\u00e3o que as irmanam.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">As mem\u00f3rias da inf\u00e2ncia e da adolesc\u00eancia s\u00e3o preenchidas por essas tr\u00e1gicas exist\u00eancias, que gravitam sem esperan\u00e7a no entorno da tirania do av\u00f4, representante do patriarcado, cujas pr\u00e1ticas de viol\u00eancia atingem de forma mais incisiva a av\u00f3 Catarina, mas se propagam sobre as demais mulheres da fam\u00edlia.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Sendo uma mulher que n\u00e3o se enquadra nos padr\u00f5es femininos de seu tempo, certamente por n\u00e3o ser capaz de aceitar a normalidade do casamento, expressa em termos de viol\u00eancia sexual, Catarina refugia-se no s\u00f3t\u00e3o do casar\u00e3o, onde constr\u00f3i uma esp\u00e9cie de mundo paralelo de menina, compat\u00edvel com seu desejo de resgatar um tempo em que ainda n\u00e3o havia tido sua subjetividade adolescente devastada. Disso decorre ela ser tachada de louca. Nas mem\u00f3rias da neta, a av\u00f3 era s\u00f3 solid\u00e3o e medo, misturados ao cheiro de alfazema que emanava dela, uma esp\u00e9cie de s\u00edmbolo de sua dor. O gesto de resgatar e problematizar as viol\u00eancias sexuais sofridas pela av\u00f3 implica, finalmente, a quebra de seu sil\u00eancio e, consequentemente, um primeiro passo rumo \u00e0 montagem do quebra-cabe\u00e7as da \u201csina\u201d de perdedoras que paira sobre as cabe\u00e7as das mulheres da fam\u00edlia.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Tamb\u00e9m a trajet\u00f3ria de Norma, m\u00e3e da protagonista, \u00e9 revisitada. \u00c9 uma das tr\u00eas filhas que a av\u00f3 teria tido, nos intervalos dos abortos, enquanto tinha o corpo imaturo \u201carrombado\u201d pelo marido insaci\u00e1vel. Tendo conhecido pouco a m\u00e3e, Anelise traz na lembran\u00e7a as marcas do alheamento dela em rela\u00e7\u00e3o ao mundo circundante. Embora sempre amparada pelo marido em sua fragilidade, diferentemente de Catarina, que tinha no dela o seu algoz, a exist\u00eancia de Norma era t\u00e3o irreal quanto a vivenciada pela m\u00e3e no s\u00f3t\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A trajet\u00f3ria da tia Beatriz, ou Beata, n\u00e3o \u00e9 menos tr\u00e1gica que a das demais mulheres da fam\u00edlia. \u00c9 vi\u00fava, virgem e infeliz, uma vez que o marido teria se suicidado tr\u00eas semanas ap\u00f3s o casamento, por n\u00e3o conseguir desempenhar as fun\u00e7\u00f5es conjugais. Da\u00ed ela ter dedicado sua exist\u00eancia \u00e0 religi\u00e3o e aos cuidados da m\u00e3e louca e da irm\u00e3 com nanismo, Sibila, a \u00faltima filha de Catarina e, na avalia\u00e7\u00e3o da narradora, \u201co fruto mais caprichado da \u00e1rvore temida\u201d, cuja figura grotesca assombrava sua inf\u00e2ncia e adolesc\u00eancia: \u201cFeia, cabe\u00e7a pequena, olhinhos su\u00ednos, cabelo ralo e preto. Nunca lhe nasceriam os dentes\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A tia Dora \u00e9 a \u00fanica que escapa, em alguma medida, desse c\u00edrculo de horrores, uma vez que se afasta do casar\u00e3o e, ap\u00f3s dois casamentos fracassados, vive sua solid\u00e3o, cercada de pessoas igualmente solit\u00e1rias e tristes, que, atra\u00eddas pelo seu jeito maternal, embora um tanto rude, e seu humor sem amargura, estabelecem com ela uma comunidade afetiva, denominada por tia Beata de \u201cfauna de Dora\u201d: veados, mundanas e vigaristas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ao iluminar essas trajet\u00f3rias das mulheres fracassadas da fam\u00edlia, Anelise procura a causa de seu pr\u00f3prio fracasso. Ela se reconhece como a \u00faltima pe\u00e7a do mosaico que constitui esse painel de mulheres malsinadas, cujo denominador comum \u00e9, finalmente, reconhecido como derivado do perverso sistema de valores patriarcais que o av\u00f4 representa e dissemina, em cujo centro est\u00e1 a maternidade. Ela e as demais mulheres da fam\u00edlia s\u00e3o culpabilizadas e penalizadas por n\u00e3o conseguirem cumprir seu destino e darem a seus maridos o filho homem que lhes garantiria o legado. Nesse sentido, o discurso que circunscreve essas mulheres como uma legi\u00e3o de perdedoras e fracassadas, numa esp\u00e9cie de ret\u00f3rica essencialista, \u00e9 desconstru\u00eddo para, ent\u00e3o, afirmar-se que se trata, na verdade, de mulheres vitimadas pelos desmandos do patriarcado, assentados na legitimidade da subjuga\u00e7\u00e3o e na objetifica\u00e7\u00e3o feminina, segundo a qual a maternidade bem desempenhada \u00e9 tomada como \u00fanico ponto de chegada poss\u00edvel.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">No contexto do feminismo cr\u00edtico contempor\u00e2neo, esse importante romance, que marca a estreia liter\u00e1ria de Luft, nos anos 1980, tem sua atualidade reconhecida, na medida que vem provocando muitos debates, como aquele no entorno do direito das mulheres \u00e0 express\u00e3o. A \u201cescrita do eu\u201d se expande no universo da literatura recente produzida por mulheres, de modo que sujeitos femininos s\u00e3o largamente representados, a exemplo da narradora de <em>As parceiras,<\/em> tomando posse da palavra e do direito de narrar. S\u00e3o elas narradoras-protagonistas que colocam luz, a partir da pr\u00f3pria perspectiva, nos dramas pessoais e de outras parceiras de g\u00eanero, tornados tabu ao longo da hist\u00f3ria do patriarcado e silenciados pela lei do pai.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Para saber mais<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">FA\u00c9, Genevi\u00e8ve; ZINANI, Cecil Jeanine Albert (2011). Maternidade em\u00a0<em>As parceiras<\/em>, de Lya Luft: destino cultural feminino.\u00a0<em>Revista Cerrados<\/em>, Bras\u00edlia, v. 20, n. 31, p. 213-227. Dispon\u00edvel em: <a href=\"https:\/\/periodicos.unb.br\/index.php\/cerrados\/article\/view\/26057\">https:\/\/periodicos.unb.br\/index.php\/cerrados\/article\/view\/26057<\/a>. Acesso em: 13 dez. 2024.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">FRAITAG, Katia; BATTISTA, Elisabeth (2014). Narra\u00e7\u00e3o e conex\u00e3o retrospectiva: tr\u00e2nsitos da mem\u00f3ria em\u00a0<em>As parceiras<\/em>, de Lya Luft.\u00a0<em>Revista Athena<\/em>, Tangar\u00e1 da Serra,\u00a0v. 6, n. 1, p. 44-55. Dispon\u00edvel em: <a href=\"https:\/\/periodicos.unemat.br\/index.php\/athena\/article\/view\/351\">https:\/\/periodicos.unemat.br\/index.php\/athena\/article\/view\/351<\/a>. Acesso em: 13 dez. 2024.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">SANTOS, Maria Juliana de Jesus; GOMES, Carlos Magno (2021). O duplo lugar de fala em <em>As parceiras<\/em>, de Lya Luft. <em>Revista Entrelaces<\/em>, Cear\u00e1, v. 11, n. 23, p. 163-174. Dispon\u00edvel em: <a href=\"http:\/\/www.periodicos.ufc.br\/entrelaces\/article\/view\/60803\">http:\/\/www.periodicos.ufc.br\/entrelaces\/article\/view\/60803<\/a>. Acesso em: 13 dez. 2024.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Iconografia<\/strong><\/p>\n\n\n<style type=\"text\/css\">\n#foogallery-gallery-4185.fg-masonry { --fg-gutter: 10px; }<\/style>\n\t\t\t<div class=\"foogallery foogallery-container foogallery-masonry foogallery-lightbox-foogallery fg-center fg-masonry fg-ready fg-transparent fg-round-small fg-shadow-small fg-loading-dots fg-loaded-slide-up fg-captions-bottom fg-hover-fade fg-hover-plus fg-col3\" id=\"foogallery-gallery-4185\" data-foogallery=\"{&quot;item&quot;:{&quot;showCaptionTitle&quot;:true,&quot;showCaptionDescription&quot;:true},&quot;lazy&quot;:true,&quot;template&quot;:{&quot;horizontalOrder&quot;:true}}\" 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data-caption-title=\"Nova Fronteira, 1980\" data-attachment-id=\"4186\" data-e-disable-page-transition=\"true\" data-type=\"image\" class=\"fg-thumb\"><span class=\"fg-image-wrap\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" title=\"Nova Fronteira, 1980\" width=\"250\" height=\"366\" class=\"skip-lazy fg-image\" data-src-fg=\"https:\/\/pracaclovis.com\/wp-content\/uploads\/cache\/2025\/02\/Nova-Fronteira-1980\/67602303.webp\" src=\"data:image\/svg+xml,%3Csvg%20xmlns%3D%22http%3A%2F%2Fwww.w3.org%2F2000%2Fsvg%22%20width%3D%22250%22%20height%3D%22366%22%20viewBox%3D%220%200%20250%20366%22%3E%3C%2Fsvg%3E\" loading=\"eager\"><\/span><span class=\"fg-image-overlay\"><\/span><\/a><figcaption class=\"fg-caption\"><div class=\"fg-caption-inner\"><div class=\"fg-caption-title\">Nova Fronteira, 1980<\/div><\/div><\/figcaption><\/figure><div class=\"fg-loader\"><\/div><\/div><div class=\"fg-item fg-type-image fg-idle\"><figure class=\"fg-item-inner\"><a 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class=\"fg-item-inner\"><a href=\"https:\/\/pracaclovis.com\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/Siciliano-1993.webp\" data-caption-title=\"Siciliano, 1993\" data-attachment-id=\"4188\" data-e-disable-page-transition=\"true\" data-type=\"image\" class=\"fg-thumb\"><span class=\"fg-image-wrap\"><img decoding=\"async\" title=\"Siciliano, 1993\" width=\"250\" height=\"379\" class=\"skip-lazy fg-image\" data-src-fg=\"https:\/\/pracaclovis.com\/wp-content\/uploads\/cache\/2025\/02\/Siciliano-1993\/2366649197.webp\" src=\"data:image\/svg+xml,%3Csvg%20xmlns%3D%22http%3A%2F%2Fwww.w3.org%2F2000%2Fsvg%22%20width%3D%22250%22%20height%3D%22379%22%20viewBox%3D%220%200%20250%20379%22%3E%3C%2Fsvg%3E\" loading=\"eager\"><\/span><span class=\"fg-image-overlay\"><\/span><\/a><figcaption class=\"fg-caption\"><div class=\"fg-caption-inner\"><div class=\"fg-caption-title\">Siciliano, 1993<\/div><\/div><\/figcaption><\/figure><div class=\"fg-loader\"><\/div><\/div><div class=\"fg-item fg-type-image 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class=\"fg-loader\"><\/div><\/div><div class=\"fg-item fg-type-image fg-idle\"><figure class=\"fg-item-inner\"><a href=\"https:\/\/pracaclovis.com\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/Record-2008-2.webp\" data-caption-title=\"Record, 2008\" data-attachment-id=\"4191\" data-e-disable-page-transition=\"true\" data-type=\"image\" class=\"fg-thumb\"><span class=\"fg-image-wrap\"><img decoding=\"async\" title=\"Record, 2008\" width=\"250\" height=\"387\" class=\"skip-lazy fg-image\" data-src-fg=\"https:\/\/pracaclovis.com\/wp-content\/uploads\/cache\/2025\/02\/Record-2008-2\/1087410815.webp\" src=\"data:image\/svg+xml,%3Csvg%20xmlns%3D%22http%3A%2F%2Fwww.w3.org%2F2000%2Fsvg%22%20width%3D%22250%22%20height%3D%22387%22%20viewBox%3D%220%200%20250%20387%22%3E%3C%2Fsvg%3E\" loading=\"eager\"><\/span><span class=\"fg-image-overlay\"><\/span><\/a><figcaption class=\"fg-caption\"><div class=\"fg-caption-inner\"><div class=\"fg-caption-title\">Record, 2008<\/div><\/div><\/figcaption><\/figure><div 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As parceiras. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1980. L\u00facia Osana ZolinIlustra\u00e7\u00e3o: Manuela Dib Publicado no raiar da d\u00e9cada de 1980, As parceiras, romance de estreia de Lya Luft (Santa Cruz do Sul, RS, 1938 \u2013 Porto Alegre, RS, 2021), faz reverberar o contexto sociocultural e pol\u00edtico em que emerge, marcado pelo decl\u00ednio da [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":4,"featured_media":4986,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"categories":[555],"tags":[151,115,574,90,138,164],"cronologia":[31],"estado":[119],"regiaodaautoria":[42],"autoria":[250,248],"class_list":["post-4183","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-romance","tag-drama-familiar","tag-memoria","tag-mulheres","tag-relacoes-de-genero","tag-saude-mental","tag-violencia","cronologia-31","estado-rio-grande-do-sul","regiaodaautoria-sul","autoria-autoriabranca","autoria-autoriafeminina"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pracaclovis.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/4183","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pracaclovis.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pracaclovis.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pracaclovis.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/4"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pracaclovis.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=4183"}],"version-history":[{"count":5,"href":"https:\/\/pracaclovis.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/4183\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":5198,"href":"https:\/\/pracaclovis.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/4183\/revisions\/5198"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pracaclovis.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/4986"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pracaclovis.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=4183"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pracaclovis.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=4183"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pracaclovis.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=4183"},{"taxonomy":"cronologia","embeddable":true,"href":"https:\/\/pracaclovis.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcronologia&post=4183"},{"taxonomy":"estado","embeddable":true,"href":"https:\/\/pracaclovis.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Festado&post=4183"},{"taxonomy":"regiaodaautoria","embeddable":true,"href":"https:\/\/pracaclovis.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fregiaodaautoria&post=4183"},{"taxonomy":"autoria","embeddable":true,"href":"https:\/\/pracaclovis.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fautoria&post=4183"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}