{"id":4119,"date":"2025-03-27T00:25:59","date_gmt":"2025-03-27T03:25:59","guid":{"rendered":"https:\/\/pracaclovis.com\/?p=4119"},"modified":"2025-11-12T17:57:36","modified_gmt":"2025-11-12T20:57:36","slug":"em-camara-lenta","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pracaclovis.com\/?p=4119","title":{"rendered":"Em c\u00e2mara lenta"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"has-background wp-block-paragraph\" style=\"background-color:#e1dede\">TAPAJ\u00d3S, Renato. <em>Em c\u00e2mara lenta.<\/em> S\u00e3o Paulo: Alfa Omega, 1977.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-right wp-block-paragraph\">Carolina Montebelo Barcelos<br><em>Ilustra\u00e7\u00e3o:<\/em> <em>Francisco Dalcastagn\u00e8 Miguel<\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Renato Tapaj\u00f3s (Bel\u00e9m, PA, 1943) \u00e9 cineasta e escritor. No in\u00edcio dos anos de 1960, mudou-se para S\u00e3o Paulo, onde cursou Ci\u00eancias Sociais e come\u00e7ou a trabalhar com cinema, cuja produ\u00e7\u00e3o era voltada para document\u00e1rios que abordavam movimentos sindicais, lutas populares e defesa dos direitos humanos. Ainda na d\u00e9cada de 60, como integrante da Ala Vermelha, dissid\u00eancia de linha mao\u00edsta do Partido Comunista do Brasil, envolveu-se na luta armada contra a Ditadura (1964-1985). Por isso, ficou detido no Pres\u00eddio Tiradentes (SP), que abrigava muitos presos pol\u00edticos, entre 1969 e 1974. L\u00e1, durante os anos de 1973 e 1974, escreveu o que inicialmente seria intitulado <em>Nem todas as mortes s\u00e3o iguais<\/em>, cujo manuscrito foi copiado em letras mi\u00fadas e levado pelos pais do autor embaixo da l\u00edngua para ser datilografado.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ap\u00f3s algumas tentativas frustradas de publicar o livro por editoras que o recusavam temendo censura, <em>Em c\u00e2mara lenta, <\/em>t\u00edtulo ent\u00e3o escolhido pelo autor por considerar o inicial demasiadamente sect\u00e1rio, foi publicado pela primeira vez em maio de 1977 pela editora Alfa Omega e logo esgotou. Ap\u00f3s seu lan\u00e7amento, o autor foi preso em 27 de julho sob acusa\u00e7\u00e3o de um suposto car\u00e1ter subversivo de sua escrita que, de acordo com S\u00e9rgio Paranhos Fleury, delegado do Departamento de Ordem Pol\u00edtica e Social (DOPS) de S\u00e3o Paulo, fazia incita\u00e7\u00e3o ao terrorismo e \u00e0 luta armada. Assim, o livro foi censurado e, sua venda, suspensa, embora continuasse a circular clandestinamente. Com uma defesa fundamentada por parecer de Antonio Candido sobre o livro alegando tratar-se de uma autocr\u00edtica, Tapaj\u00f3s foi libertado quase um m\u00eas depois. Somente em 1979, com o fim da censura, o livro p\u00f4de voltar a circular livremente e a Alfa Omega, ent\u00e3o, fez uma segunda tiragem. Em 2022, <em>Em c\u00e2mara lenta <\/em>ganhou uma nova edi\u00e7\u00e3o da Carambaia, na qual constam um posf\u00e1cio escrito por Jayme da Costa Pinto, o relat\u00f3rio do DOI-CODI utilizado para condenar Tapaj\u00f3s \u00e0 pris\u00e3o e o parecer elaborado por Antonio Candido.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Este romance de estreia de Renato Tapaj\u00f3s \u00e9 a primeira narrativa ficcional a abordar a luta armada durante a ditadura militar por um de seus participantes. A voz narrativa encontra-se, por vezes, na primeira pessoa, marcando um aspecto autobiogr\u00e1fico, como quando o autor reflete sobre a estada na pris\u00e3o durante o ato da escrita do livro ou sobre sua participa\u00e7\u00e3o no movimento estudantil da USP; por outras, na terceira pessoa, conferindo \u00e0 narrativa um distanciamento autoral, sem participa\u00e7\u00e3o ativa, caso das passagens sobre a luta armada na cidade e no campo. Tal qual um roteiro cinematogr\u00e1fico, est\u00e9tica cara ao autor \u2013 tanto que o t\u00edtulo do romance \u00e9, em si, um procedimento utilizado no cinema, embora, ao mesmo tempo, possa remeter tamb\u00e9m \u00e0 cela da pris\u00e3o onde o tempo demora a passar \u2013, o texto apresenta 63 fragmentos, ou cortes, com <em>flashbacks<\/em> e <em>flashforwards <\/em>idas e vindas temporais<em>, <\/em>uma cena que aparece cinco vezes, cada uma acrescentando informa\u00e7\u00f5es \u00e0quela anterior, de modo que na cena final, mais completa, o leitor entende o que aconteceu desde a primeira passagem que versa sobre tr\u00eas militantes dentro de um carro parado por um policial no tr\u00e2nsito que \u00e9 baleado por um deles.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A narrativa n\u00e3o \u00e9 linear, mas fragment\u00e1ria, em que se alternam, como em um fluxo de consci\u00eancia, relatos da inf\u00e2ncia e adolesc\u00eancia do autor em Bel\u00e9m, sua ida para S\u00e3o Paulo, bem como sua participa\u00e7\u00e3o em movimentos estudantis na USP, e a atua\u00e7\u00e3o de guerrilheiros na Amaz\u00f4nia e em S\u00e3o Paulo, representa\u00e7\u00f5es das poss\u00edveis guerrilhas rurais e urbanas. Muitos dos diversos personagens s\u00e3o nomeados, como Carlos, S\u00e9rgio, Marta, L\u00facia, Marcos; outros s\u00e3o identificados pela nacionalidade, como o venezuelano, o peruano, o americano e o japon\u00eas; e h\u00e1 ainda os algozes de todos eles, sem jamais ganharem nomes, mas sempre referidos como \u201co policial\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A a\u00e7\u00e3o dos militantes na luta armada \u00e9 o principal eixo do romance, no contexto da promulga\u00e7\u00e3o do Ato Institucional n. 5 (AI-5), de 1968, momento em que o autoritarismo alcan\u00e7ou novos patamares, a repress\u00e3o endureceu e os movimentos estudantis e a luta armada cresceram. Nesse eixo, s\u00e3o mostradas as estrat\u00e9gias adotadas para arrecadar fundos para a causa, a atua\u00e7\u00e3o dos membros nas ruas e nos aparelhos (esconderijos), os planos de trazerem o operariado e os trabalhadores do campo para a resist\u00eancia ao regime, os enfrentamentos e fugas da pol\u00edcia. Por consequ\u00eancia, h\u00e1 relatos de persegui\u00e7\u00f5es, pris\u00f5es, torturas e assassinatos realizados pelo DOPS e DOI-CODI (Departamento de Opera\u00e7\u00f5es de Informa\u00e7\u00f5es &#8211; Centro de Opera\u00e7\u00f5es de Defesa Interna).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Uma das descri\u00e7\u00f5es da tortura de uma militante \u00e9 considerada por cr\u00edticos como uma das mais chocantes da literatura brasileira. As imagens trazidas pela viol\u00eancia da cena j\u00e1 s\u00e3o em si fortes, e as hip\u00e9rboles presentes intensificam a brutalidade. N\u00e3o obstante as passagens sobre a luta armada e a repress\u00e3o, h\u00e1 tamb\u00e9m momentos em que s\u00e3o abordados o medo dos militantes e de seus parceiros e pais, a deser\u00e7\u00e3o e o ex\u00edlio. Al\u00e9m disso, as dela\u00e7\u00f5es de companheiros e seus esconderijos s\u00e3o informadas, o que contrasta com a rigorosa resist\u00eancia da militante torturada.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Recorrente no romance \u00e9 a refer\u00eancia a um \u201cjogo de armar\u201d. Quando o narrador diz \u201cHoje eu olho a parede e nela desfilam os fragmentos do passado. As pe\u00e7as do jogo de armar que podem ser organizadas numa figura\u201d, est\u00e1 fazendo uma alus\u00e3o aos tais fragmentos do passado, mas a express\u00e3o tamb\u00e9m pode ser entendida como, pelo car\u00e1ter fragment\u00e1rio do texto, um convite do autor ao leitor para ordenar, montar e reorganizar os recortes do texto e dar-lhe sentido.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Outra imagem recorrente \u00e9 a do sil\u00eancio. Ele marca, por exemplo, o temor dos militantes quando da presen\u00e7a da pol\u00edcia, o que ocorre na cena que se repete cinco vezes, e \u00e9 quebrado com o estampido do tiro de rev\u00f3lver direcionado ao policial. Ou \u00e9 rompido quando um casal de militantes est\u00e1 na sala de casa e ouve a not\u00edcia de que o AI-5 havia sido decretado. O sil\u00eancio aparece, ainda, na solid\u00e3o do narrador ao refletir sobre sua participa\u00e7\u00e3o na luta armada, no choro da militante cujo parceiro havia sido assassinado pelo regime, ou naqueles que resistem \u00e0 dor da tortura e n\u00e3o delatam os companheiros.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><em>Em c\u00e2mara lenta<\/em> est\u00e1 em conson\u00e2ncia com o movimento de autocr\u00edtica da Ala Vermelha de reconhecer o equ\u00edvoco de uma luta armada na conjuntura da ditadura militar cuja estrutura b\u00e9lica e t\u00e1tica n\u00e3o era poss\u00edvel de ser enfrentada e superada. Das mem\u00f3rias do autor, nas quais o fluxo de consci\u00eancia e a escrita fragment\u00e1ria acenam para um certo distanciamento em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 atua\u00e7\u00e3o da luta armada, o romance \u00e9 atravessado pela autocr\u00edtica. Desse modo, as reflex\u00f5es do narrador alternam entre um sentimento de que a revolu\u00e7\u00e3o \u00e9 o \u00fanico caminho poss\u00edvel para enfrentar o regime militar e a constata\u00e7\u00e3o de que a luta fora in\u00fatil. Tamb\u00e9m, em determinado momento, o narrador se refere a um malogro do movimento por n\u00e3o ter angariado apoio do povo, e, ao realizar uma esp\u00e9cie de balan\u00e7o final no desfecho do romance, ele diz: \u201cAgora eu sei. E saber n\u00e3o deixa mais nada al\u00e9m do \u00f3dio\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ao que pese o relat\u00f3rio do DOI-CODI apontar propaganda subversiva, emula\u00e7\u00e3o da guerrilha e ensinamentos de t\u00e9cnicas consideradas terroristas, foi esse aspecto da autocr\u00edtica presente no romance que fundamentou o parecer de Antonio Candido ao asseverar o car\u00e1ter in\u00f3cuo da guerrilha armada como resist\u00eancia \u00e0 ditadura militar. O cr\u00edtico tamb\u00e9m ressalta a literariedade do livro, o \u201cteor est\u00e9tico da linguagem usada\u201d, sem que houvesse nele algum aspecto document\u00e1rio que fizesse apologia \u00e0 luta armada.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Com <em>Em c\u00e2mara lenta,<\/em> Renato Tapaj\u00f3s traz para a nossa literatura uma maneira de narrar o trauma, quer seja pela sua pr\u00f3pria viv\u00eancia na luta armada que o levou \u00e0 pris\u00e3o; pela viol\u00eancia do aparato policial militar sofrida pelos militantes e o horror; ou pelo abjeto, no\u00e7\u00e3o desenvolvida por M\u00e1rcio Seligmann-Silva a respeito da viol\u00eancia extrema impingida ao corpo e que norteia uma an\u00e1lise de Jaime Ginzburg sobre a cena brutal da tortura de uma militante.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Para saber mais<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">CURY, M. Z. F.; PEREIRA, R. S. (2018). <em>Em c\u00e2mara lenta<\/em>, de Renato Tapaj\u00f3s, 40 anos: autocr\u00edtica p\u00fablica e sobreviv\u00eancia. <em>Estudos de Literatura Brasileira Contempor\u00e2nea,&nbsp;<\/em>Bras\u00edlia, n. 54, p. 435\u2013454. Dispon\u00edvel em:&nbsp;<a href=\"https:\/\/periodicos.unb.br\/index.php\/estudos\/article\/view\/10379\">https:\/\/periodicos.unb.br\/index.php\/estudos\/article\/view\/10379<\/a>. Acesso em: 15 jan. 2024.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">FIGUEIREDO, Eur\u00eddice (2017). A literatura sobre a ditadura: estrat\u00e9gias de escrita. In: <em>A literatura como arquivo da ditadura brasileira<\/em>. Rio de Janeiro: 7Letras, p. 41-123.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">GINZBURG, J. (2011). Imagens da tortura: fic\u00e7\u00e3o e autoritarismo em Renato Tapaj\u00f3s. <em>Estudos de Literatura Brasileira Contempor\u00e2nea,<\/em> Bras\u00edlia, n. 21, p. 129\u2013142. Dispon\u00edvel em:&nbsp;<a href=\"https:\/\/periodicos.unb.br\/index.php\/estudos\/article\/view\/8935\">https:\/\/periodicos.unb.br\/index.php\/estudos\/article\/view\/8935<\/a>. Acesso em: 15 jan. 2024.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">LASCH, M. (2012). <em>Em c\u00e2mara lenta<\/em>: representa\u00e7\u00f5es do trauma no romance de Renato Tapaj\u00f3s. <em>Remate de Males, <\/em>Campinas, SP, v. 30, n. 2, p. 277\u2013291. Dispon\u00edvel em:&nbsp;<a href=\"https:\/\/periodicos.sbu.unicamp.br\/ojs\/index.php\/remate\/article\/view\/8636252\">https:\/\/periodicos.sbu.unicamp.br\/ojs\/index.php\/remate\/article\/view\/8636252<\/a>. Acesso em: 15 jan. 2024.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">SELIGMANN-SILVA, M. (2014). Imagens prec\u00e1rias: inscri\u00e7\u00f5es t\u00eanues de viol\u00eancia ditatorial no Brasil. <em>Estudos de Literatura Brasileira Contempor\u00e2nea,<\/em> Bras\u00edlia, n. 43, p. 13\u201334, 2014. Dispon\u00edvel em:&nbsp;<a href=\"https:\/\/periodicos.unb.br\/index.php\/estudos\/article\/view\/9942\">https:\/\/periodicos.unb.br\/index.php\/estudos\/article\/view\/9942<\/a>. Acesso em: 23 jan. 2024.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Iconografia<\/strong><\/p>\n\n\n<style type=\"text\/css\">\n#foogallery-gallery-4129.fg-masonry { --fg-gutter: 10px; }<\/style>\n\t\t\t<div class=\"foogallery foogallery-container foogallery-masonry foogallery-lightbox-foogallery fg-center fg-masonry fg-ready fg-transparent fg-round-small fg-shadow-small fg-loading-dots fg-loaded-slide-up fg-captions-bottom fg-hover-fade fg-hover-plus fg-col3\" id=\"foogallery-gallery-4129\" data-foogallery=\"{&quot;item&quot;:{&quot;showCaptionTitle&quot;:true,&quot;showCaptionDescription&quot;:true},&quot;lazy&quot;:true,&quot;template&quot;:{&quot;horizontalOrder&quot;:true}}\" data-foogallery-lightbox=\"{&quot;thumbs&quot;:&quot;bottom&quot;,&quot;thumbsCaptions&quot;:false,&quot;thumbsBestFit&quot;:false,&quot;thumbsSmall&quot;:false,&quot;thumbsCaptionsAlign&quot;:&quot;default&quot;,&quot;info&quot;:&quot;bottom&quot;,&quot;infoVisible&quot;:true,&quot;infoOverlay&quot;:true,&quot;infoAlign&quot;:&quot;default&quot;,&quot;transition&quot;:&quot;fade&quot;,&quot;hoverButtons&quot;:false,&quot;fitMedia&quot;:false,&quot;noScrollbars&quot;:true,&quot;preserveButtonSpace&quot;:true,&quot;buttons&quot;:{&quot;fullscreen&quot;:true,&quot;info&quot;:true,&quot;thumbs&quot;:false},&quot;video&quot;:{&quot;autoPlay&quot;:true}}\" style=\"--fg-title-line-clamp: 0; --fg-description-line-clamp: 0;\" >\n\t\t<div class=\"fg-column-width\"><\/div>\n\t<div class=\"fg-gutter-width\"><\/div>\n\t\t<div class=\"fg-item fg-type-image fg-idle\"><figure class=\"fg-item-inner\"><a href=\"https:\/\/pracaclovis.com\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/Alfa-Omega-1979.webp\" data-caption-title=\"Alfa Omega, 1979\" data-attachment-id=\"4130\" data-e-disable-page-transition=\"true\" data-type=\"image\" class=\"fg-thumb\"><span class=\"fg-image-wrap\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" title=\"Alfa Omega, 1979\" width=\"250\" height=\"396\" class=\"skip-lazy fg-image\" data-src-fg=\"https:\/\/pracaclovis.com\/wp-content\/uploads\/cache\/2025\/02\/Alfa-Omega-1979\/3123642637.webp\" src=\"data:image\/svg+xml,%3Csvg%20xmlns%3D%22http%3A%2F%2Fwww.w3.org%2F2000%2Fsvg%22%20width%3D%22250%22%20height%3D%22396%22%20viewBox%3D%220%200%20250%20396%22%3E%3C%2Fsvg%3E\" loading=\"eager\"><\/span><span class=\"fg-image-overlay\"><\/span><\/a><figcaption class=\"fg-caption\"><div class=\"fg-caption-inner\"><div class=\"fg-caption-title\">Alfa Omega, 1979<\/div><\/div><\/figcaption><\/figure><div class=\"fg-loader\"><\/div><\/div><div class=\"fg-item fg-type-image fg-idle\"><figure class=\"fg-item-inner\"><a href=\"https:\/\/pracaclovis.com\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/Carambaia-2022.webp\" data-caption-title=\"Carambaia, 2022\" data-attachment-id=\"4131\" data-e-disable-page-transition=\"true\" data-type=\"image\" class=\"fg-thumb\"><span class=\"fg-image-wrap\"><img decoding=\"async\" title=\"Carambaia, 2022\" width=\"250\" height=\"402\" class=\"skip-lazy fg-image\" data-src-fg=\"https:\/\/pracaclovis.com\/wp-content\/uploads\/cache\/2025\/02\/Carambaia-2022\/2241232734.webp\" src=\"data:image\/svg+xml,%3Csvg%20xmlns%3D%22http%3A%2F%2Fwww.w3.org%2F2000%2Fsvg%22%20width%3D%22250%22%20height%3D%22402%22%20viewBox%3D%220%200%20250%20402%22%3E%3C%2Fsvg%3E\" loading=\"eager\"><\/span><span class=\"fg-image-overlay\"><\/span><\/a><figcaption class=\"fg-caption\"><div class=\"fg-caption-inner\"><div class=\"fg-caption-title\">Carambaia, 2022<\/div><\/div><\/figcaption><\/figure><div class=\"fg-loader\"><\/div><\/div><\/div><style type=\"text\/css\">.fg-caption-title {font-family: \"Montserrat\", Sans-serif; font-size: 16px; text-align: center;}<\/style>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>TAPAJ\u00d3S, Renato. Em c\u00e2mara lenta. S\u00e3o Paulo: Alfa Omega, 1977. Carolina Montebelo BarcelosIlustra\u00e7\u00e3o: Francisco Dalcastagn\u00e8 Miguel Renato Tapaj\u00f3s (Bel\u00e9m, PA, 1943) \u00e9 cineasta e escritor. No in\u00edcio dos anos de 1960, mudou-se para S\u00e3o Paulo, onde cursou Ci\u00eancias Sociais e come\u00e7ou a trabalhar com cinema, cuja produ\u00e7\u00e3o era voltada para document\u00e1rios que abordavam movimentos sindicais, [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":4,"featured_media":4850,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"categories":[555],"tags":[177,443,103,129,113,83],"cronologia":[30],"estado":[122],"regiaodaautoria":[45],"autoria":[250,249],"class_list":["post-4119","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-romance","tag-amazonia","tag-ditadura","tag-ditadura-1964-1985","tag-fluxo-de-consciencia","tag-repressao","tag-resistencia","cronologia-30","estado-sao-paulo","regiaodaautoria-sudeste","autoria-autoriabranca","autoria-autoriamasculina"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pracaclovis.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/4119","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pracaclovis.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pracaclovis.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pracaclovis.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/4"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pracaclovis.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=4119"}],"version-history":[{"count":5,"href":"https:\/\/pracaclovis.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/4119\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":5082,"href":"https:\/\/pracaclovis.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/4119\/revisions\/5082"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pracaclovis.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/4850"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pracaclovis.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=4119"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pracaclovis.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=4119"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pracaclovis.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=4119"},{"taxonomy":"cronologia","embeddable":true,"href":"https:\/\/pracaclovis.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcronologia&post=4119"},{"taxonomy":"estado","embeddable":true,"href":"https:\/\/pracaclovis.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Festado&post=4119"},{"taxonomy":"regiaodaautoria","embeddable":true,"href":"https:\/\/pracaclovis.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fregiaodaautoria&post=4119"},{"taxonomy":"autoria","embeddable":true,"href":"https:\/\/pracaclovis.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fautoria&post=4119"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}