{"id":3952,"date":"2025-03-27T23:36:26","date_gmt":"2025-03-28T02:36:26","guid":{"rendered":"https:\/\/pracaclovis.com\/?p=3952"},"modified":"2026-05-13T13:48:05","modified_gmt":"2026-05-13T16:48:05","slug":"nur-na-escuridao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pracaclovis.com\/?p=3952","title":{"rendered":"Nur na escurid\u00e3o"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"has-background wp-block-paragraph\" style=\"background-color:#e1dede\">MIGUEL, Salim. <em>Nur na escurid\u00e3o<\/em>. Rio de Janeiro: TopBooks, 1999.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-right wp-block-paragraph\">Barbara Nicolle Souza Carneiro<br><em>Ilustra\u00e7\u00e3o: Francisco Dalcastagn\u00e8 Miguel<\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><em>Nur na escurid\u00e3o<\/em> (1999) \u00e9 uma obra autoficcional de Salim Miguel (Kfarssouron, L\u00edbano, 1924 \u2013 Bras\u00edlia, DF, 2016) na qual o autor narra a hist\u00f3ria de sua fam\u00edlia de imigrantes libaneses em uma jornada para e pelo Brasil, ap\u00f3s uma tentativa frustrada de migra\u00e7\u00e3o para os Estados Unidos da Am\u00e9rica. A fam\u00edlia, que deixou o L\u00edbano em busca de estabilidade econ\u00f4mica e qualidade de vida, desembarcou no porto de Mau\u00e1 em maio de 1927, estabelecendo-se em S\u00e3o Pedro de Alc\u00e2ntara, munic\u00edpio de Bigua\u00e7u, Santa Catarina, local que reverbera em toda a obra de Miguel.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Salim Miguel \u00e9 autor de mais de trinta livros, entre os mais importantes <em>Velhice e outros contos<\/em> (1951), seu primeiro livro publicado, <em>A voz submersa<\/em> (1984) e <em>Nur na escurid\u00e3o<\/em> (1999). Sua produ\u00e7\u00e3o liter\u00e1ria lhe rendeu diversos pr\u00eamios, incluindo o Pr\u00eamio Passo Fundo Zaffari\/Bourbon de Literatura (2001) por <em>Nur na escurid\u00e3o<\/em> (1999). Ademais, foi um dos expoentes do Modernismo em Santa Catarina, na d\u00e9cada de 1950, no Grupo Sul, movimento que renovou os par\u00e2metros tradicionais das artes, seja na literatura, no cinema, no teatro ou nas artes pl\u00e1sticas. Junto com sua esposa, Egl\u00ea Malheiros, escreveu o roteiro do primeiro longa-metragem catarinense, <em>O pre\u00e7o da ilus\u00e3o<\/em> (1958).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Durante o regime militar, Salim e Egl\u00ea foram presos, acusados de subvers\u00e3o e de serem suspeitos de liderar o Partido Comunista em sua regi\u00e3o. Em 1965, mudaram-se para o Rio de Janeiro, onde Salim retomou seu trabalho como roteirista de cinema e, em parceria com Laura e C\u00edcero Sandroni e Fausto Cunha, criou e editou a revista de contos <em>Fic\u00e7\u00e3o<\/em> (1976-1979).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A mescla entre realidade e fic\u00e7\u00e3o, mem\u00f3ria e hist\u00f3ria constitui a produ\u00e7\u00e3o de Salim Miguel ao longo de sua vida, sendo suas obras marcadas pela pr\u00f3pria viv\u00eancia de imigrante, preso e perseguido pol\u00edtico, por meio de personagens ficcionais e reais.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">No ensaio <em>Reflex\u00f5es sobre o ex\u00edlio<\/em> (2003, p. 46), Edward Said declara que a experi\u00eancia do ex\u00edlio \u00e9 \u201cuma fratura incur\u00e1vel entre um ser humano e um lugar natal, entre o eu e o seu verdadeiro lar, [&#8230;] permanentemente minadas pela perda de algo deixado para tr\u00e1s para sempre\u201d. A escrita, assim, torna-se um instrumento de reconstitui\u00e7\u00e3o dessa ruptura para aqueles que cruzam fronteiras n\u00e3o apenas geogr\u00e1ficas, mas tamb\u00e9m \u201cdo pensamento e da experi\u00eancia\u201d, diante da conflu\u00eancia de culturas. Na obra de Salim Miguel, esse processo se manifesta em uma narrativa autoficcional, ou ainda um romance de sua pr\u00f3pria vida, onde a escrita serve n\u00e3o apenas para reconstruir o passado, mas para reverberar suas mem\u00f3rias no presente.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">As mem\u00f3rias do protagonista em <em>Nur na escurid\u00e3o<\/em> revelam-se tanto no L\u00edbano, por meio das hist\u00f3rias orais de seu pai, Yussef Miguel, quanto na presen\u00e7a constante da cultura libanesa no cotidiano da fam\u00edlia no Brasil. A autobiografia p\u00f3stuma de Yussef, <em>Minha vida<\/em> (1997), \u00e9 incorporada ao longo da narrativa, permitindo que o legado familiar seja resgatado e eternizado. Elementos culturais, como comidas t\u00edpicas (zatar, kibbeh, arak) e o idioma \u00e1rabe, mantido vivo principalmente pelo patriarca, fazem parte da experi\u00eancia di\u00e1ria dessa fam\u00edlia. Yussef, que foi professor no L\u00edbano e o primeiro da fam\u00edlia a aprender a ler e escrever em \u00e1rabe, tamb\u00e9m foi o primeiro a aprender portugu\u00eas, simbolizando a fus\u00e3o cultural que permeia a vida da fam\u00edlia.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u00c9 por meio da linguagem que Yussef\/Jos\u00e9\/Seu Z\u00e9\/Seu Gringo se aproxima e, ao mesmo tempo, se afasta, de sua terra natal, o L\u00edbano. Ao desembarcarem no porto de Mau\u00e1, desorientados pela longa viagem de navio e sem conhecimento de onde estavam, para onde deveriam ir e sem entender a l\u00edngua portuguesa, foram ajudados por um homem ex-escravizado, que os guia at\u00e9 a irm\u00e3 de Yussef, Sada, moradora de Mag\u00e9, Rio de Janeiro. \u00c9 tamb\u00e9m por meio desse homem expatriado pela coloniza\u00e7\u00e3o, assim como sua fam\u00edlia, que Jos\u00e9 aprende sua primeira palavra em portugu\u00eas: luz, ou <em>nur<\/em>. \u00c9 a esperan\u00e7a de uma vida melhor em um lugar, ainda, desconhecido.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Assim como muitos patr\u00edcios, \u00e9 por meio da mascateagem que a fam\u00edlia se mant\u00e9m, pelo menos no in\u00edcio. A venda de produtos de porta em porta, viajando de cidade em cidade, marca a hist\u00f3ria daqueles que vieram antes e depois deles. Essa atividade oferecia vantagens imediatas por n\u00e3o requerer habilidades ou recursos significativos, nem grande conhecimento da l\u00edngua portuguesa, podendo evoluir para pequenos com\u00e9rcios varejistas. Assim, por meio do idioma portugu\u00eas, Yussef se torna Jos\u00e9, aproximando-se de sua clientela n\u00e3o s\u00f3 pelas palavras, mas pela forma de tratamento, pelo nome. Contudo, todo ganho implica em uma perda, e aquele que um dia n\u00e3o soubera se comunicar em portugu\u00eas ao desembarcar no cais de Mau\u00e1, agora esquecia palavras em \u00e1rabe.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O per\u00edodo hist\u00f3rico que vivenciaram foi marcado por transforma\u00e7\u00f5es pol\u00edticas e sociais: a eclos\u00e3o do fascismo na Europa e a Segunda Guerra Mundial no contexto global, al\u00e9m da ascens\u00e3o de Vargas ao poder e o movimento Integralista no Brasil. Esses eventos dificultaram a continuidade da atividade econ\u00f4mica da fam\u00edlia, vista como uma amea\u00e7a aos brasileiros conservadores e nacionalistas da regi\u00e3o. Em um epis\u00f3dio revelador, eles deixam de ser considerados moradores da regi\u00e3o e passam a ser tratados como \u201cgringos\u201d: \u201cN\u00e3o demora, a casa comercial de Yussef\/Josef se torna conhecida, afreguesada\u201d. No entanto, \u201cde repente, sem qualquer explica\u00e7\u00e3o, sem l\u00f3gica vis\u00edvel, sem nenhum fato aparente que justificasse ou provocasse, a reclama\u00e7\u00e3o dos demais comerciantes, solerte de in\u00edcio, escancarada a seguir, dois ou tr\u00eas ou quatro, nem meia d\u00fazia eram, diziam, estamos sendo prejudicados, a queixa ao padre, esse estrangeiro, esse turco, chegou ontem e nos tomou a clientela, sem se lembrarem que tamb\u00e9m eles eram imigrantes, ou filhos ou netos de\u201d. Por fim \u201cpassaram a chamar o pai de turco e gringo. [&#8230;] Pela primeira vez, sim, o pai tomava conhecimento desse termo, era assim tratado\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Apesar da busca por pertencimento, os imigrantes libaneses, como a fam\u00edlia de Yussef, continuavam a ser \u201cvistos com estranheza pelos demais, t\u00eam nomes ex\u00f3ticos, falam arrevesado, faltam-lhes palavras, se envergonham de diz\u00ea-las num arremedo de portugu\u00eas e \u00e1rabe. Passam a tudo fazer para serem aceitos e se integrarem naquele mundo\u201d, mesmo que os pais tenham vivido a maior parte da vida no Brasil, e a maioria dos filhos tamb\u00e9m tenha nascido no pa\u00eds. Em busca de um lugar de pertencimento, as viagens geogr\u00e1ficas definem n\u00e3o s\u00f3 a hist\u00f3ria narrada em <em>Nur na escurid\u00e3o<\/em>, mas a do n\u00facleo familiar de Salim e de tantos outros libaneses em busca de uma melhor oportunidade de vida.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Al\u00e9m das viagens f\u00edsicas, a obra tamb\u00e9m explora as viagens interiores dos personagens, especialmente na figura paterna: Yussef\/Jos\u00e9. Ao utilizar trechos da autobiografia <em>Minha vida<\/em> (1997), escrita pelo pai ao longo de <em>Nur na escurid\u00e3o<\/em> (1999), Salim n\u00e3o s\u00f3 o rememora no presente, mas recorda e mant\u00e9m viva a identidade libanesa: aquela de seus antepassados e a de si pr\u00f3prio. <em>Nur na escurid\u00e3o<\/em> \u00e9 a mem\u00f3ria, a trajet\u00f3ria familiar, cultural e identit\u00e1ria de sua fam\u00edlia, uma homenagem \u00e0 hist\u00f3ria de v\u00e1rias vidas libanesas que tiveram que deixar seus lares em busca de um novo lugar.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Por fim, <em>Nur na escurid\u00e3o<\/em> oferece uma reflex\u00e3o atual sobre colonialismo, guerras e regimes autorit\u00e1rios, que for\u00e7am indiv\u00edduos a migrar e enfrentar novos desafios longe de casa. Al\u00e9m disso, a obra questiona preconcep\u00e7\u00f5es e preconceitos enraizados na sociedade, que perpetuam desigualdades sociais e desvalorizam as multiplicidades culturais, diferen\u00e7as essas que fazem com que os seres humanos sejam diversos e vivenciem m\u00faltiplas realidades. \u00c9 por meio de obras como <em>Nur na escurid\u00e3o<\/em> que se pode criar a compreens\u00e3o do lugar e da viv\u00eancia do outro, ter uma maior empatia com as dores, entender a beleza na diferen\u00e7a e aprender, assim, a ouvir as vozes que um dia foram silenciadas pelos colonizadores e ditadores.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Para saber mais<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">LAAOUICHI, El Mostafa (2016). <em>A emigra\u00e7\u00e3o \u00e1rabe no romance brasileiro contempor\u00e2neo<\/em>: <em>Nur na escurid\u00e3o <\/em>e a mem\u00f3ria, a identidade, a alteridade e o estranhamento. Disserta\u00e7\u00e3o (Mestrado em Estudos Brasileiros) \u2013 Universidade de Lisboa, Lisboa.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">MELLO, Ana Maria Lisboa de (2014). Mem\u00f3rias e tra\u00e7os identit\u00e1rios em <em>Nur na escurid\u00e3o<\/em>. <em>Organon<\/em>, Porto Alegre, v. 29, n. 57, p. 171-183.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Iconografia<\/strong><\/p>\n\n\n<style type=\"text\/css\">\n#foogallery-gallery-4092.fg-masonry { --fg-gutter: 10px; }<\/style>\n\t\t\t<div class=\"foogallery foogallery-container foogallery-masonry foogallery-lightbox-foogallery fg-center fg-masonry fg-ready fg-transparent fg-round-small fg-shadow-small fg-loading-dots fg-loaded-slide-up fg-captions-bottom fg-hover-fade fg-hover-plus fg-col3\" id=\"foogallery-gallery-4092\" data-foogallery=\"{&quot;item&quot;:{&quot;showCaptionTitle&quot;:true,&quot;showCaptionDescription&quot;:true},&quot;lazy&quot;:true,&quot;template&quot;:{&quot;horizontalOrder&quot;:true}}\" data-foogallery-lightbox=\"{&quot;thumbs&quot;:&quot;bottom&quot;,&quot;thumbsCaptions&quot;:false,&quot;thumbsBestFit&quot;:false,&quot;thumbsSmall&quot;:false,&quot;thumbsCaptionsAlign&quot;:&quot;default&quot;,&quot;info&quot;:&quot;bottom&quot;,&quot;infoVisible&quot;:true,&quot;infoOverlay&quot;:true,&quot;infoAlign&quot;:&quot;default&quot;,&quot;transition&quot;:&quot;fade&quot;,&quot;hoverButtons&quot;:false,&quot;fitMedia&quot;:false,&quot;noScrollbars&quot;:true,&quot;preserveButtonSpace&quot;:true,&quot;buttons&quot;:{&quot;fullscreen&quot;:true,&quot;info&quot;:true,&quot;thumbs&quot;:false},&quot;video&quot;:{&quot;autoPlay&quot;:true}}\" style=\"--fg-title-line-clamp: 0; --fg-description-line-clamp: 0;\" >\n\t\t<div class=\"fg-column-width\"><\/div>\n\t<div class=\"fg-gutter-width\"><\/div>\n\t\t<div class=\"fg-item fg-type-image fg-idle\"><figure class=\"fg-item-inner\"><a href=\"https:\/\/pracaclovis.com\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/Topbooks-1999.webp\" data-caption-title=\"Topbooks, 1999\" data-attachment-id=\"4093\" data-e-disable-page-transition=\"true\" data-type=\"image\" class=\"fg-thumb\"><span class=\"fg-image-wrap\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" title=\"Topbooks, 1999\" width=\"250\" height=\"378\" class=\"skip-lazy fg-image\" data-src-fg=\"https:\/\/pracaclovis.com\/wp-content\/uploads\/cache\/2025\/02\/Topbooks-1999\/3244959073.webp\" src=\"data:image\/svg+xml,%3Csvg%20xmlns%3D%22http%3A%2F%2Fwww.w3.org%2F2000%2Fsvg%22%20width%3D%22250%22%20height%3D%22378%22%20viewBox%3D%220%200%20250%20378%22%3E%3C%2Fsvg%3E\" loading=\"eager\"><\/span><span class=\"fg-image-overlay\"><\/span><\/a><figcaption class=\"fg-caption\"><div class=\"fg-caption-inner\"><div class=\"fg-caption-title\">Topbooks, 1999<\/div><\/div><\/figcaption><\/figure><div class=\"fg-loader\"><\/div><\/div><div class=\"fg-item fg-type-image fg-idle\"><figure class=\"fg-item-inner\"><a href=\"https:\/\/pracaclovis.com\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/Record-2008.webp\" data-caption-title=\"Record, 2008\" data-attachment-id=\"4094\" data-e-disable-page-transition=\"true\" data-type=\"image\" class=\"fg-thumb\"><span class=\"fg-image-wrap\"><img decoding=\"async\" title=\"Record, 2008\" width=\"250\" height=\"389\" class=\"skip-lazy fg-image\" data-src-fg=\"https:\/\/pracaclovis.com\/wp-content\/uploads\/cache\/2025\/02\/Record-2008\/3809674639.webp\" src=\"data:image\/svg+xml,%3Csvg%20xmlns%3D%22http%3A%2F%2Fwww.w3.org%2F2000%2Fsvg%22%20width%3D%22250%22%20height%3D%22389%22%20viewBox%3D%220%200%20250%20389%22%3E%3C%2Fsvg%3E\" loading=\"eager\"><\/span><span class=\"fg-image-overlay\"><\/span><\/a><figcaption class=\"fg-caption\"><div class=\"fg-caption-inner\"><div class=\"fg-caption-title\">Record, 2008<\/div><\/div><\/figcaption><\/figure><div class=\"fg-loader\"><\/div><\/div><\/div><style type=\"text\/css\">.fg-caption-title {font-family: \"Montserrat\", Sans-serif; font-size: 16px; text-align: center;}<\/style>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>MIGUEL, Salim. Nur na escurid\u00e3o. Rio de Janeiro: TopBooks, 1999. Barbara Nicolle Souza CarneiroIlustra\u00e7\u00e3o: Francisco Dalcastagn\u00e8 Miguel Nur na escurid\u00e3o (1999) \u00e9 uma obra autoficcional de Salim Miguel (Kfarssouron, L\u00edbano, 1924 \u2013 Bras\u00edlia, DF, 2016) na qual o autor narra a hist\u00f3ria de sua fam\u00edlia de imigrantes libaneses em uma jornada para e pelo Brasil, [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":4,"featured_media":8188,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"categories":[555],"tags":[111,443,103,151,115,92],"cronologia":[32],"estado":[132],"regiaodaautoria":[42],"autoria":[250,249],"class_list":["post-3952","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-romance","tag-autoficcao","tag-ditadura","tag-ditadura-1964-1985","tag-drama-familiar","tag-memoria","tag-migracao","cronologia-32","estado-santa-catarina","regiaodaautoria-sul","autoria-autoriabranca","autoria-autoriamasculina"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pracaclovis.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/3952","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pracaclovis.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pracaclovis.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pracaclovis.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/4"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pracaclovis.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=3952"}],"version-history":[{"count":4,"href":"https:\/\/pracaclovis.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/3952\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":5411,"href":"https:\/\/pracaclovis.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/3952\/revisions\/5411"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pracaclovis.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/8188"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pracaclovis.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=3952"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pracaclovis.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=3952"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pracaclovis.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=3952"},{"taxonomy":"cronologia","embeddable":true,"href":"https:\/\/pracaclovis.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcronologia&post=3952"},{"taxonomy":"estado","embeddable":true,"href":"https:\/\/pracaclovis.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Festado&post=3952"},{"taxonomy":"regiaodaautoria","embeddable":true,"href":"https:\/\/pracaclovis.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fregiaodaautoria&post=3952"},{"taxonomy":"autoria","embeddable":true,"href":"https:\/\/pracaclovis.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fautoria&post=3952"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}