{"id":3949,"date":"2025-03-27T00:36:39","date_gmt":"2025-03-27T03:36:39","guid":{"rendered":"https:\/\/pracaclovis.com\/?p=3949"},"modified":"2026-03-25T02:05:09","modified_gmt":"2026-03-25T05:05:09","slug":"nove-noites","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pracaclovis.com\/?p=3949","title":{"rendered":"Nove noites"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"has-background wp-block-paragraph\" style=\"background-color:#e1dede\">CARVALHO, Bernardo. <em>Nove noites. <\/em>S\u00e3o Paulo: Companhia das Letras, 2002.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-right wp-block-paragraph\">Carlos Wender Sousa Silva<br><em>Ilustra\u00e7\u00e3o: L\u00e9o Tavares<\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Bernardo Carvalho (Rio de Janeiro, 1960) \u00e9 escritor e jornalista. Lan\u00e7ou-se como ficcionista com <em>Aberra\u00e7\u00f5es<\/em> (1993) e escreveu, entre outros, os romances <em>Onze <\/em>(1995), <em>Os b\u00eabados e os son\u00e2mbulos<\/em> (1996), <em>Teatro<\/em> (1998), <em>Reprodu\u00e7\u00e3o<\/em> (2013) e os mais recentes <em>O \u00faltimo gozo do mundo<\/em> (2021) e <em>Os substitutos<\/em> (2023). <em>Nove noites<\/em> (2002) recebeu o Pr\u00eamio Portugal Telecom (2003) de Literatura Brasileira e o Pr\u00eamio Machado de Assis (2003) conferido pela Biblioteca Nacional. O estilo liter\u00e1rio do escritor \u00e9 marcado pela fragmenta\u00e7\u00e3o da narrativa e por tensionamentos e movimentos entre realidade e fic\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><em>Nove noites<\/em> se baseia numa hist\u00f3ria real de um antrop\u00f3logo norte-americano, Buell Quain, que se suicidou, aos 27 anos, quando retornava, acompanhado de dois ind\u00edgenas, de uma visita \u00e0 aldeia dos krah\u00f4, localizada no atual territ\u00f3rio de Tocantins. Trata-se de uma esp\u00e9cie de metafic\u00e7\u00e3o historiogr\u00e1fica, visto os aspectos culturais e pol\u00edticos que emergem como subs\u00eddios da pr\u00f3pria constitui\u00e7\u00e3o liter\u00e1ria. Bernardo Carvalho inspirou-se em um artigo de jornal escrito por uma antrop\u00f3loga que citava esse caso. Curioso pela hist\u00f3ria, o autor pesquisou a respeito do homem e buscou, na fic\u00e7\u00e3o, construir uma solu\u00e7\u00e3o para o suic\u00eddio. A narrativa \u00e9 marcada por uma dualidade entre o real e o ficcional.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O romance est\u00e1 subdividido em 19 cap\u00edtulos, nos quais se intercalam duas vozes narrativas: de um lado, Manoel Perna, narrador fict\u00edcio, amigo do protagonista, cujo texto est\u00e1 destacado em it\u00e1lico na primeira e na mais recente edi\u00e7\u00e3o da Companhia das Letras, a partir de quem s\u00e3o constitu\u00eddos alguns ind\u00edcios, ainda que vagos, das viv\u00eancias e dos embates experimentados pelo personagem central; do outro lado, um narrador autobiogr\u00e1fico em primeira pessoa que busca incluir elementos da sua pr\u00f3pria experi\u00eancia ao texto. Manoel Perna, engenheiro, era um interlocutor de Buell Quain e foi para a casa dele que os ind\u00edgenas se dirigiram para anunciar o suic\u00eddio e entregar objetos do antrop\u00f3logo. A segunda e principal voz narrativa \u00e9 do narrador-jornalista, que, durante o processo de preenchimento dos espa\u00e7os deixados pelo outro narrador com elementos investigados, suscitados, imaginados, constatados e ficcionalizados, torna-se tamb\u00e9m parte dessa hist\u00f3ria ao trazer, para o centro da narrativa, a sua autobiografia.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Na constru\u00e7\u00e3o do texto, Bernardo Carvalho se valeu de um di\u00e1rio de campo que trazia muitas das caracter\u00edsticas psicol\u00f3gicas e emocionais do antrop\u00f3logo, conforme relatou na entrevista <em>Um escritor na Biblioteca<\/em> (2024). Para isso, o autor incluiu fotos, informa\u00e7\u00f5es de arquivos p\u00fablicos, mem\u00f3rias e elementos de outros escritos que envolvem personagens reais e imagin\u00e1rios na constru\u00e7\u00e3o do romance. Nesse sentido, \u00e9 uma narrativa formada a partir da precariedade, de incertezas e de fragmentos da mem\u00f3ria, aspectos dos quais o leitor j\u00e1 toma conhecimento desde o in\u00edcio. Do suic\u00eddio, Buell deixou alguns objetos como roupas, fotografias e cartas. O sertanejo Manoel Perna, que conviveu com os ind\u00edgenas desde crian\u00e7a, tamb\u00e9m tentou buscar, posteriormente, os motivos do suic\u00eddio do etn\u00f3logo e se indagou sobre quais os interesses por tr\u00e1s de todos que direta ou indiretamente contribuem para a reconstitui\u00e7\u00e3o dessa hist\u00f3ria. \u201c<em>Ou voc\u00ea acha que quando nos olhamos n\u00e3o reconhecemos no pr\u00f3ximo o que em n\u00f3s mesmos tentamos esconder?<\/em>\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O narrador autobiogr\u00e1fico (principal), por sua vez, tamb\u00e9m descobre um interesse profundo pela hist\u00f3ria do etn\u00f3logo. Ele ouve falar pela primeira vez de Buell Quain em 2001, quase sessenta e dois anos ap\u00f3s a morte do antrop\u00f3logo em 1939. Ele conhece a hist\u00f3ria do personagem em um artigo que traz as cartas de outro antrop\u00f3logo que tamb\u00e9m morreu entre ind\u00edgenas. Mas o que levaria algu\u00e9m a se interessar por uma hist\u00f3ria de suic\u00eddio d\u00e9cadas depois? Ao montar um quebra-cabe\u00e7a, esse narrador constr\u00f3i uma imagem do antrop\u00f3logo que se matou, bem como a sua pr\u00f3pria: \u201cao pronunciar aquele nome em voz alta, ouvi-o pela primeira vez na minha pr\u00f3pria voz\u201d. O contexto hist\u00f3rico e pol\u00edtico dos acontecimentos \u00e9 o do Estado Novo no Brasil. Muitos intelectuais eram perseguidos e presos pelo regime, acusados de serem comunistas. As cartas deixadas por Buell Quain, por sua vez, nada dizem sobre as raz\u00f5es de sua morte. O narrador se interessa ent\u00e3o por outras cartas que n\u00e3o encontrou, por algum elemento que o personagem tentou ocultar. O mist\u00e9rio funciona como elemento estil\u00edstico e liter\u00e1rio no romance.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Esse narrador busca algum registro ou evid\u00eancia que denuncie os desejos e sentimentos do etn\u00f3logo morto. Mas, nas cartas, encontra apenas informa\u00e7\u00f5es pr\u00e1ticas sobre a passagem do personagem pelo Brasil e sobre quest\u00f5es burocr\u00e1ticas da vida civil. Entre suas pesquisas, surge o nome de uma eventual companheira afetiva do jovem antrop\u00f3logo, mas, embora tenha se apresentado como casado ao chegar ao Brasil, n\u00e3o havia \u201cnenhum outro ind\u00edcio ou refer\u00eancia a mulher alguma em nenhum outro documento ou correspond\u00eancia anterior ou posterior \u00e0 sua morte\u201d. O narrador ent\u00e3o se questiona: \u201cO que Buell Quain queria tanto esconder?\u201d. \u00c0 procura das impress\u00f5es que a figura de Quain tinha deixado nas pessoas, apenas recortes e fragmentos desse personagem eram obtidos pelo narrador. Ouvia, por exemplo, relato de que n\u00e3o se sabia nada da vida particular do etn\u00f3logo nem que tivesse algo de especial, ou que o personagem central tentava preservar a vida privada. Mas o narrador-jornalista \u201cProcurava qualquer ind\u00edcio que confirmasse ou n\u00e3o o que me parecia o ponto crucial\u201d. Mas n\u00e3o encontra qualquer elemento que forne\u00e7a alguma conclus\u00e3o, ainda que incompleta.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Manoel Perna, por seu turno, narra ter compartilhado nove noites com Buell ap\u00f3s a aproxima\u00e7\u00e3o entre os dois. Fatos que ent\u00e3o se misturam entre relato da experi\u00eancia pessoal e proje\u00e7\u00f5es psicol\u00f3gicas e imag\u00e9ticas. \u201c<em>O que agora lhe conto \u00e9 a combina\u00e7\u00e3o do que ele me contou e da minha imagina\u00e7\u00e3o ao longo de nove noites<\/em>\u201d. Revela-se que Buell assistiu no cinema, com amigos, a uma hist\u00f3ria de amor \u201c<em>proibido pelas leis de uma sociedade de nativos. Um amor condenado pelos deuses. Um tabu\u201d<\/em>. O personagem n\u00e3o sabia o quanto daquele amor proibido ele carregava dentro de si. Al\u00e9m disso, buscava, em suas pesquisas junto \u00e0 experi\u00eancia de povos ind\u00edgenas e de outras culturas, questionar as normas e leis da sua pr\u00f3pria sociedade, encontrar talvez um mundo no qual pudesse reservar para si algum espa\u00e7o. Mas esse movimento impunha tamb\u00e9m contradi\u00e7\u00f5es, dilemas, fugas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Esse narrador lembra que Buell Quain carregava consigo um sentimento de ter vivido fora de si, como um estrangeiro. Afirmava que Quain viajava para que pudesse voltar para dentro de si. A viagem aparece como met\u00e1fora de um espelho: era preciso conhecer o outro para ent\u00e3o reconhecer-se a si mesmo, seus desejos, seus sentimentos. A viagem era tamb\u00e9m uma fuga. O narrador conclui que a fuga de Quain foi resultado do seu pr\u00f3prio fracasso. A morte do personagem central revela talvez um desejo de deixar de se ver em um mundo onde n\u00e3o mais se reconhecia como parte. Em algum grau, enxergar-se exige enfrentar medos, incertezas e ideias inacabadas formuladas pelo pr\u00f3prio indiv\u00edduo e por terceiros. Esse movimento incompleto, e, por vezes, contradit\u00f3rio, perpassa toda a narrativa. Manoel Perna, um humilde sertanejo, como ele mesmo se define, aponta essas descontinuidades e a constru\u00e7\u00e3o de mapas e imagens por algu\u00e9m \u201c<em>que n\u00e3o conhece o mundo e nunca viu a neve e j\u00e1 n\u00e3o pode dissociar a sua pr\u00f3pria imagina\u00e7\u00e3o do que ouviu<\/em>\u201d. O narrador autobiogr\u00e1fico, por sua vez, ao tentar tra\u00e7ar os seus pr\u00f3prios mapas e imagens, questiona se Quain fugia apenas de um fantasma pessoal ou de algo objetivo e concreto. Certo \u00e9 que, a partir dos vest\u00edgios que pouco ou nada dizem sobre as raz\u00f5es de uma atitude humana, o narrador principal conclui: \u201cCada um l\u00ea os poemas como pode e neles entende o que quer, aplica o sentido dos versos \u00e0 sua pr\u00f3pria experi\u00eancia acumulada at\u00e9 o momento em que os l\u00ea\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O narrador autobiogr\u00e1fico fala de si tamb\u00e9m, da sua rela\u00e7\u00e3o com o pai, das visitas dos dois \u00e0s fazendas de Mato Grosso e Goi\u00e1s. O pai, que articulou em Bras\u00edlia, j\u00e1 na d\u00e9cada de 1970, a compra de latif\u00fandios no sert\u00e3o e o recebimento de subs\u00eddios para implementar seu projeto agropecu\u00e1rio, ambi\u00e7\u00f5es em conson\u00e2ncia com o programa do governo militar, \u201cque sob o pretexto de desenvolvimento da Amaz\u00f4nia n\u00e3o s\u00f3 subvencionou a compra de centenas de milhares de alqueires a pre\u00e7o de banana, como em seguida financiou nababescamente os projetos de ocupa\u00e7\u00e3o pelos fazendeiros\u201d. Esse narrador conta essa experi\u00eancia do projeto econ\u00f4mico-pol\u00edtico desenvolvimentista do regime ditatorial brasileiro, do qual seu pai se beneficiou: \u201cem geral, bastava derrubar a mata, plantar capim e encher as fazendas de gado. Meu pai devia ter os contatos certos\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os elementos autobiogr\u00e1ficos se misturam \u00e0 estrutura ficcional, nos conduzindo para o que ora s\u00e3o proje\u00e7\u00f5es da mem\u00f3ria ora s\u00e3o constru\u00e7\u00f5es ficcionais. O narrador-jornalista conclui que esse interesse pelo passado de algu\u00e9m \u2013 e pelo seu pr\u00f3prio \u2013 n\u00e3o teria consequ\u00eancias concretas, afinal, s\u00e3o apenas pontos de tens\u00e3o entre fragmentos da mem\u00f3ria pessoal e hist\u00f3rias inventadas. Mas \u00e9 justamente nesses espa\u00e7os de tens\u00e3o que a literatura se revela como ferramenta capaz de suscitar em n\u00f3s a constru\u00e7\u00e3o de um movimento de consci\u00eancia cr\u00edtica das experi\u00eancias e dos interesses humanos. <em>Nove noites<\/em> assume essa postura. De um lado, um narrador-autobiogr\u00e1fico que tenta buscar no outro, em um desconhecido, respostas para sua pr\u00f3pria experi\u00eancia. De outro, um narrador fict\u00edcio que assume trazer consigo uma mistura entre fato e imagina\u00e7\u00e3o, propondo ao leitor mesmo que imagine aquilo que ele, narrador, n\u00e3o pode contar ou escrever sobre n\u00f3s. Esse movimento de dupla-biografia exp\u00f5e uma narrativa na qual a multiplicidade de posicionamentos e perspectivas vai se ajustando para constituir um todo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ao leitor, marcado pela sua pr\u00f3pria experi\u00eancia e vis\u00e3o de mundo, \u00e9 transferida a responsabilidade de completar as lacunas, construir um sentido para a hist\u00f3ria que lhe fa\u00e7a sentido. <em>\u201cS\u00f3 voc\u00ea pode entender o que quer dizer, pois tem a chave que me falta. S\u00f3 voc\u00ea tem a outra parte da hist\u00f3ria\u201d. <\/em>E \u00e9 justamente dessa multiplicidade de vozes, sons, imagens e perspectivas que se desenvolve <em>Nove noites<\/em>, formando uma dimens\u00e3o da reflex\u00e3o humana ora real ora ficcional.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Para saber mais<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">BIBLIOTECA P\u00daBLICA DO PARAN\u00c1 (2024). Um escritor na Biblioteca \u2013 Bernardo Carvalho. C\u00e2ndido 149. Dispon\u00edvel em: <a href=\"https:\/\/www.bpp.pr.gov.br\/Candido\/Pagina\/Um-Escritor-na-Biblioteca-Bernardo-Carvalho\">https:\/\/www.bpp.pr.gov.br\/Candido\/Pagina\/Um-Escritor-na-Biblioteca-Bernardo-Carvalho<\/a>. Acesso em: 6 maio 2024.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">COSTA, Claudia (2020). <em>Nove noites<\/em> desconstr\u00f3i as estrat\u00e9gias da narrativa realista. In: <em>Jornal da USP<\/em>. Publicado em 05 de jun. 2020. Dispon\u00edvel em: <a href=\"https:\/\/jornal.usp.br\/cultura\/nove-noites-desconstroi-as-estrategias-da-narrativa-realista\/\">https:\/\/jornal.usp.br\/cultura\/nove-noites-desconstroi-as-estrategias-da-narrativa-realista\/<\/a>. Acesso em: 6 maio 2024.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">MATA, Anderson Lu\u00eds Nunes da (2005). \u00c0 deriva: espa\u00e7o e movimento em Bernardo de Carvalho. In: <em>F\u00eanix \u2013 Revista de Hist\u00f3ria e Estudos Culturais<\/em>, Abril\/Maio\/Junho, Vol. 2, Ano II, n. 2, p. 1-20.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">MICALI, Danilo Luiz Carlos (2008). A viagem de <em>Nove noites<\/em> rumo ao \u201coutro\u201d. In: <em>Travessias \u2013 Educa\u00e7\u00e3o, Cultura, Linguagem e Arte<\/em>, v. 3, p. 1-22.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Iconografia<\/strong><\/p>\n\n\n<style type=\"text\/css\">\n#foogallery-gallery-4096.fg-masonry { --fg-gutter: 10px; }<\/style>\n\t\t\t<div class=\"foogallery foogallery-container foogallery-masonry foogallery-lightbox-foogallery fg-center fg-masonry fg-ready fg-transparent fg-round-small fg-shadow-small fg-loading-dots fg-loaded-slide-up fg-captions-bottom fg-hover-fade fg-hover-plus fg-col3\" id=\"foogallery-gallery-4096\" data-foogallery=\"{&quot;item&quot;:{&quot;showCaptionTitle&quot;:true,&quot;showCaptionDescription&quot;:true},&quot;lazy&quot;:true,&quot;template&quot;:{&quot;horizontalOrder&quot;:true}}\" 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data-caption-title=\"Companhia das Letras, 2002\" data-attachment-id=\"4097\" data-e-disable-page-transition=\"true\" data-type=\"image\" class=\"fg-thumb\"><span class=\"fg-image-wrap\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" title=\"Companhia das Letras, 2002\" width=\"250\" height=\"421\" class=\"skip-lazy fg-image\" data-src-fg=\"https:\/\/pracaclovis.com\/wp-content\/uploads\/cache\/2025\/02\/Companhia-das-Letras-2002\/528282310.webp\" src=\"data:image\/svg+xml,%3Csvg%20xmlns%3D%22http%3A%2F%2Fwww.w3.org%2F2000%2Fsvg%22%20width%3D%22250%22%20height%3D%22421%22%20viewBox%3D%220%200%20250%20421%22%3E%3C%2Fsvg%3E\" loading=\"eager\"><\/span><span class=\"fg-image-overlay\"><\/span><\/a><figcaption class=\"fg-caption\"><div class=\"fg-caption-inner\"><div class=\"fg-caption-title\">Companhia das Letras, 2002<\/div><\/div><\/figcaption><\/figure><div class=\"fg-loader\"><\/div><\/div><div class=\"fg-item fg-type-image fg-idle\"><figure class=\"fg-item-inner\"><a href=\"https:\/\/pracaclovis.com\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/Portugal-Editora-COTOVIA-2003.webp\" data-caption-title=\"Portugal, Editora COTOVIA, 2003\" data-attachment-id=\"4098\" data-e-disable-page-transition=\"true\" data-type=\"image\" class=\"fg-thumb\"><span class=\"fg-image-wrap\"><img decoding=\"async\" title=\"Portugal, Editora COTOVIA, 2003\" width=\"250\" height=\"400\" class=\"skip-lazy fg-image\" data-src-fg=\"https:\/\/pracaclovis.com\/wp-content\/uploads\/cache\/2025\/02\/Portugal-Editora-COTOVIA-2003\/2474308819.webp\" src=\"data:image\/svg+xml,%3Csvg%20xmlns%3D%22http%3A%2F%2Fwww.w3.org%2F2000%2Fsvg%22%20width%3D%22250%22%20height%3D%22400%22%20viewBox%3D%220%200%20250%20400%22%3E%3C%2Fsvg%3E\" loading=\"eager\"><\/span><span class=\"fg-image-overlay\"><\/span><\/a><figcaption class=\"fg-caption\"><div class=\"fg-caption-inner\"><div class=\"fg-caption-title\">Portugal, Editora COTOVIA, 2003<\/div><\/div><\/figcaption><\/figure><div 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class=\"fg-caption-title\">S\u00e9rvia, Editora Laguna, 2005<\/div><\/div><\/figcaption><\/figure><div class=\"fg-loader\"><\/div><\/div><div class=\"fg-item fg-type-image fg-idle\"><figure class=\"fg-item-inner\"><a href=\"https:\/\/pracaclovis.com\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/Holanda-Atlas-2006.webp\" data-caption-title=\"Holanda, Atlas, 2006\" data-attachment-id=\"4100\" data-e-disable-page-transition=\"true\" data-type=\"image\" class=\"fg-thumb\"><span class=\"fg-image-wrap\"><img decoding=\"async\" title=\"Holanda, Atlas, 2006\" width=\"250\" height=\"381\" class=\"skip-lazy fg-image\" data-src-fg=\"https:\/\/pracaclovis.com\/wp-content\/uploads\/cache\/2025\/02\/Holanda-Atlas-2006\/3447524901.webp\" src=\"data:image\/svg+xml,%3Csvg%20xmlns%3D%22http%3A%2F%2Fwww.w3.org%2F2000%2Fsvg%22%20width%3D%22250%22%20height%3D%22381%22%20viewBox%3D%220%200%20250%20381%22%3E%3C%2Fsvg%3E\" loading=\"eager\"><\/span><span class=\"fg-image-overlay\"><\/span><\/a><figcaption 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2011<\/div><\/div><\/figcaption><\/figure><div class=\"fg-loader\"><\/div><\/div><div class=\"fg-item fg-type-image fg-idle\"><figure class=\"fg-item-inner\"><a href=\"https:\/\/pracaclovis.com\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/Grecia-Kaotaulwthg-2011.webp\" data-caption-title=\"Grecia Kaotaulwthg, 2011\" data-attachment-id=\"4108\" data-e-disable-page-transition=\"true\" data-type=\"image\" class=\"fg-thumb\"><span class=\"fg-image-wrap\"><img decoding=\"async\" title=\"Grecia Kaotaulwthg, 2011\" width=\"250\" height=\"364\" class=\"skip-lazy fg-image\" data-src-fg=\"https:\/\/pracaclovis.com\/wp-content\/uploads\/cache\/2025\/02\/Grecia-Kaotaulwthg-2011\/2182197934.webp\" src=\"data:image\/svg+xml,%3Csvg%20xmlns%3D%22http%3A%2F%2Fwww.w3.org%2F2000%2Fsvg%22%20width%3D%22250%22%20height%3D%22364%22%20viewBox%3D%220%200%20250%20364%22%3E%3C%2Fsvg%3E\" loading=\"eager\"><\/span><span class=\"fg-image-overlay\"><\/span><\/a><figcaption class=\"fg-caption\"><div 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Nove noites. S\u00e3o Paulo: Companhia das Letras, 2002. Carlos Wender Sousa SilvaIlustra\u00e7\u00e3o: L\u00e9o Tavares Bernardo Carvalho (Rio de Janeiro, 1960) \u00e9 escritor e jornalista. Lan\u00e7ou-se como ficcionista com Aberra\u00e7\u00f5es (1993) e escreveu, entre outros, os romances Onze (1995), Os b\u00eabados e os son\u00e2mbulos (1996), Teatro (1998), Reprodu\u00e7\u00e3o (2013) e os mais recentes O [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":4,"featured_media":7785,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"categories":[555],"tags":[114,115,97,105,575,576],"cronologia":[33],"estado":[125],"regiaodaautoria":[45],"autoria":[250,249],"class_list":["post-3949","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-romance","tag-identidade","tag-memoria","tag-metaliteratura","tag-povos-indigenas","tag-questoes-ambientais","tag-questoes-lgbt","cronologia-33","estado-rio-de-janeiro","regiaodaautoria-sudeste","autoria-autoriabranca","autoria-autoriamasculina"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pracaclovis.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/3949","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pracaclovis.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pracaclovis.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pracaclovis.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/4"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pracaclovis.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=3949"}],"version-history":[{"count":5,"href":"https:\/\/pracaclovis.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/3949\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":7786,"href":"https:\/\/pracaclovis.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/3949\/revisions\/7786"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pracaclovis.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/7785"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pracaclovis.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=3949"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pracaclovis.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=3949"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pracaclovis.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=3949"},{"taxonomy":"cronologia","embeddable":true,"href":"https:\/\/pracaclovis.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcronologia&post=3949"},{"taxonomy":"estado","embeddable":true,"href":"https:\/\/pracaclovis.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Festado&post=3949"},{"taxonomy":"regiaodaautoria","embeddable":true,"href":"https:\/\/pracaclovis.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fregiaodaautoria&post=3949"},{"taxonomy":"autoria","embeddable":true,"href":"https:\/\/pracaclovis.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fautoria&post=3949"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}