{"id":3943,"date":"2025-03-25T15:38:36","date_gmt":"2025-03-25T18:38:36","guid":{"rendered":"https:\/\/pracaclovis.com\/?p=3943"},"modified":"2025-11-12T18:01:03","modified_gmt":"2025-11-12T21:01:03","slug":"nao-veras-pais-nenhum","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pracaclovis.com\/?p=3943","title":{"rendered":"N\u00e3o ver\u00e1s pa\u00eds nenhum"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"has-background wp-block-paragraph\" style=\"background-color:#e1dede\">BRAND\u00c3O, Ign\u00e1cio de Loyola. <em>N\u00e3o ver\u00e1s pa\u00eds nenhum: <\/em>memorial descritivo<em>.<\/em> Rio de Janeiro: Codecri, 1981.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-right wp-block-paragraph\">Sheila Jacob<br><em>Ilustra\u00e7\u00e3o: Th\u00e9o Cris\u00f3stomo<\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><em>N\u00e3o ver\u00e1s pa\u00eds nenhum: <\/em>memorial descritivo<em>,<\/em> publicado em 1981, \u00e9 o quarto romance do escritor Ign\u00e1cio de Loyola Brand\u00e3o (Araraquara, SP, 1936). O autor, que teve passagem por renomados ve\u00edculos de imprensa, como o jornal <em>\u00daltima Hora<\/em> e a revista <em>Realidade<\/em>, estreou na fic\u00e7\u00e3o em 1965, com a publica\u00e7\u00e3o do livro de contos <em>Depois do sol<\/em>. Desde ent\u00e3o, j\u00e1 lan\u00e7ou mais de 45 livros, entre romances, contos, cr\u00f4nicas, obras infantojuvenis, teatro e relatos de viagem. Destaca-se, nesse conjunto, o romance <em>Zero<\/em>, publicado primeiramente na It\u00e1lia, em 1974, e no Brasil, no ano seguinte, pela editora Bras\u00edlia, sendo logo proibido pela ditadura militar por ser considerado \u201ccontr\u00e1rio \u00e0 moral e aos bons costumes\u201d. A obra s\u00f3 voltaria a circular em solo brasileiro em 1979. Brand\u00e3o foi laureado com diversos pr\u00eamios, entre eles o Jabuti nas categorias Infantil e Melhor Livro de Fic\u00e7\u00e3o, em 2008, por <em>O menino que vendia palavras<\/em>; o Machado de Assis, em 2016, pelo Conjunto da Obra; e, em 2019, tornou-se membro da Academia Brasileira de Letras. <em>N\u00e3o ver\u00e1s pa\u00eds nenhum<\/em> venceu, em 1983, o Pr\u00eamio IILA, como melhor livro latino-americano publicado na It\u00e1lia, e, em 2019, o Pr\u00eamio Juca Pato, da Uni\u00e3o Brasileira de Escritores.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O t\u00edtulo <em>N\u00e3o ver\u00e1s pa\u00eds nenhum<\/em> estabelece uma intertextualidade com o poema ufanista \u201cA p\u00e1tria\u201d, de Olavo Bilac, datado de 1904, no qual se l\u00ea: \u201cAma, com f\u00e9 e orgulho, a terra em que nasceste!\/ Crian\u00e7a! n\u00e3o ver\u00e1s nenhum pa\u00eds como este!\/ Olha que c\u00e9u! que mar! que rios! que floresta!\/ A Natureza, aqui, perpetuamente em festa\/ [&#8230;]\/ Crian\u00e7a! n\u00e3o ver\u00e1s pa\u00eds nenhum como este:\/ Imita na grandeza a terra em que nasceste!\u201d. Subvertendo o tom laudat\u00f3rio de tais versos, a narrativa publicada quase oitenta anos depois apresenta, desde os primeiros par\u00e1grafos, um cen\u00e1rio dist\u00f3pico, situado em um futuro incerto, quando n\u00e3o resta mais vest\u00edgio algum da natureza exuberante lida no texto do in\u00edcio do s\u00e9culo XX.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Na S\u00e3o Paulo futurista apresentada aos leitores, j\u00e1 n\u00e3o h\u00e1 mais \u00e1rvores; o calor \u00e9 mais do que insuport\u00e1vel, chegando a ser fatal; acumulam-se cad\u00e1veres pelas cal\u00e7adas; h\u00e1 uma imund\u00edcie permanente; os rios secaram; os lixos est\u00e3o espalhados por todos os cantos; o fedor se imp\u00f5e de maneira onipresente; partes do territ\u00f3rio nacional foram vendidas a corpora\u00e7\u00f5es estrangeiras. Com a escassez de \u00e1gua pot\u00e1vel, urina reciclada passou a ser comercializada e consumida. O pa\u00eds sofreu um intenso processo de destrui\u00e7\u00e3o dos recursos naturais; a Amaz\u00f4nia transformou-se em um deserto, ironicamente divulgado pela propaganda oficial do governo \u2014 chamado Esquema \u2014 como a nona maravilha do mundo. N\u00e3o existem mais alimentos naturais, apenas comida artificial, preparada com aditivos tranquilizantes para minar a resist\u00eancia e acomodar as pessoas a seu cotidiano degradante.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Trata-se de um ambiente \u201cmef\u00edtico\u201d, adjetivo que abre o romance de maneira isolada em uma frase e que ser\u00e1 explicado posteriormente como \u201csin\u00f4nimo de coisas ruins\u201d. O contato inicial dos leitores com a narrativa j\u00e1 anuncia o n\u00edvel de degrada\u00e7\u00e3o que caracteriza a realidade ali representada, como comprovam os primeiros par\u00e1grafos da obra: \u201cMef\u00edtico. O fedor vem dos cad\u00e1veres, do lixo e excrementos que se amontoam al\u00e9m dos C\u00edrculos Oficiais Permitidos [&#8230;]. N\u00e3o h\u00e1 tempo para cremar todos os corpos. Empilham e esperam. Os esgotos se abrem ao ar livre, descarregam em vagonetes, na vala seca do rio. O lixo forma setenta e sete colinas que ondulam, habitadas, todas. E o sol, violento demais, corr\u00f3i e apodrece a carne, em poucas horas\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os habitantes que conseguiram sobreviver a essa realidade mef\u00edtica est\u00e3o, em sua maioria, mutilados e dopados. Todos convivem constantemente com o som de tiros, fichas de controle de consumo e de permiss\u00e3o para circular por determinadas \u00e1reas, al\u00e9m da corrup\u00e7\u00e3o praticada por aqueles que fazem parte do Esquema e da vigil\u00e2ncia constante dos \u201cciviltares\u201d, \u201cconhecidos e temidos pela excelente pontaria e rapidez\u201d, \u201cprovavelmente a mais estranha e misteriosa mil\u00edcia j\u00e1 criada por um governo\u201d. Trata-se de um tempo em que os \u00faltimos resqu\u00edcios de recursos h\u00eddricos est\u00e3o encerrados em uma esp\u00e9cie de museu \u2014 conhecido popularmente como a Casa dos Vidros de \u00c1gua \u2014 e o essencial \u00e9 escasso: \u201cAs pessoas trabalham em troca de um prato de comida, um copo de \u00e1gua por dia. N\u00e3o querem dinheiro, s\u00f3 comer e beber. A\u00ed est\u00e1 a grande dificuldade. Se aceitassem dinheiro, tudo bem. Mas comida? E o que dizer da \u00e1gua ent\u00e3o?\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Quem guia os leitores por esse ambiente in\u00f3spito \u00e9 o narrador-personagem Souza, um homem de cinquenta anos, ex-professor de Hist\u00f3ria, que foi aposentado compulsoriamente e destinado a um trabalho in\u00fatil: conferir e corrigir informa\u00e7\u00f5es geradas por m\u00e1quinas consideradas infal\u00edveis. Ele reflete sobre sua condi\u00e7\u00e3o: \u201cGasto um tempo enorme sem fazer nada. Sinto, forte, a sensa\u00e7\u00e3o de desperd\u00edcio\u201d. No presente da narrativa, a contagem do tempo foi transformada: n\u00e3o h\u00e1 mais dias, horas ou semanas, mas sim grandes eventos, nomeados quase sempre com tons de grandiosidade, como a \u00c9poca da Grande Locupleta\u00e7\u00e3o, o Grande Ciclo da Esterilidade, o Ciclo de Invers\u00f5es Judici\u00e1rias, a Estirada Cicl\u00f3pica, a D\u00e9cada das Declara\u00e7\u00f5es Incoerentes e os Abertos Oitenta, refer\u00eancia ao per\u00edodo de redemocratiza\u00e7\u00e3o. \u201cTivemos nomes para todas as \u00e9pocas. Nenhuma ficou sem ser habitada. Pergunto: e este momento, como ser\u00e1 chamado? Se \u00e9 que algu\u00e9m vai sobrar, para poder continuar a personificar per\u00edodos hist\u00f3ricos. Ser\u00e1 o Tempo dos Aglomerados \u00e0 Espera da Morte? Ou os Bobalh\u00f5es que Acreditaram?\u201d, questiona o narrador com ironia ao final do romance.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Souza \u00e9 casado com Adelaide e, durante a narrativa, passa por uma transforma\u00e7\u00e3o repentina e inexplic\u00e1vel: sem causa aparente, enquanto se dirigia ao trabalho, um buraco se abriu em sua m\u00e3o. A partir desse acontecimento ins\u00f3lito, sua conduta muda drasticamente. Antes acomodado e vivendo de forma autom\u00e1tica, \u201ca vida absurda se repetindo dia ap\u00f3s dia\u201d, ele ousa se desviar de seu caminho pr\u00e9-estabelecido e come\u00e7a a questionar e reagir ao sistema. Para Souza, esse acontecimento ins\u00f3lito simboliza a presen\u00e7a do imprevis\u00edvel \u2014 uma brecha no sistema aparentemente impenetr\u00e1vel, um ponto de fuga em meio a tanto controle e opress\u00e3o. Esse evento representa uma ruptura com o funcionamento mec\u00e2nico da vida, metaforizado pela ideia de um \u201cmoto-cont\u00ednuo\u201d \u2014 um objeto recorrente na narrativa. \u201cPor isso, amo este furo. Ele me mostra de repente que existe o n\u00e3o. A possibilidade de tudo mudar. De um dia para o outro\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A trama de <em>N\u00e3o ver\u00e1s pa\u00eds nenhum<\/em> desenvolve-se a partir das transforma\u00e7\u00f5es que ocorrem na vida de Souza desde o surgimento do buraco em sua m\u00e3o. Esse evento parece desencadear uma s\u00e9rie de reviravoltas: ele \u00e9 demitido; sua esposa, Adelaide, o abandona sem explica\u00e7\u00f5es; sua casa \u00e9 invadida por desconhecidos envolvidos em esquemas obscuros; e cad\u00e1veres come\u00e7am a aparecer no quartinho dos fundos. Al\u00e9m disso, ele passa a explorar a cidade, descobrindo lugares e paisagens antes ignorados, e reencontra um velho amigo da inf\u00e2ncia. Com isso, ele redescobre sensa\u00e7\u00f5es h\u00e1 muito adormecidas, como a gargalhada e o desejo sexual, s\u00edmbolos de uma humanidade esquecida em meio \u00e0 repeti\u00e7\u00e3o autom\u00e1tica do cotidiano.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Come\u00e7am, ent\u00e3o, a surgir lampejos de mem\u00f3ria, lembran\u00e7as borradas de quem ele era antes de a exce\u00e7\u00e3o se transformar em normalidade. O protagonista reencontra-se consigo mesmo \u2014 e com os (des)caminhos de seu pa\u00eds natal \u2014 ao recordar do tempo da inf\u00e2ncia, do namoro com Adelaide, das viv\u00eancias como professor universit\u00e1rio, das amizades antigas, do filho que teve, de quando ainda era poss\u00edvel ler e ele consumia romances policiais. Ali\u00e1s, o exerc\u00edcio da mem\u00f3ria \u00e9 percebido como estrat\u00e9gia de retomada da pr\u00f3pria identidade e de resist\u00eancia em um tempo no qual os livros de hist\u00f3ria omitem o passado e as not\u00edcias s\u00e3o censuradas. O protagonista diz: \u201cTentei apagar a mem\u00f3ria, imbecil que sou. Apagar, quando devemos fazer o contr\u00e1rio, lembrar, conservar vivo o horror, para lutar contra ele\u201d. As trajet\u00f3rias particular e coletiva se sobrep\u00f5em, tratando-se de um \u201cmemorial descritivo\u201d \u2014 subt\u00edtulo do romance \u2014 tanto da hist\u00f3ria de um indiv\u00edduo quanto da pr\u00f3pria na\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Escrito no final dos anos 1970 e publicado no in\u00edcio da d\u00e9cada de 1980, o romance destoa, portanto, da euforia experimentada em parte do pa\u00eds com a Lei da Anistia em 1979 e o in\u00edcio do processo de redemocratiza\u00e7\u00e3o, apresentando uma vis\u00e3o negativa de um poss\u00edvel futuro p\u00f3s-ditadura, marcado por total falta de liberdade gra\u00e7as \u00e0 vigil\u00e2ncia permanente do Esquema. O livro tamb\u00e9m \u00e9 considerado uma obra cr\u00edtica e de den\u00fancia do que estaria por vir ao antecipar temas recorrentes nos notici\u00e1rios de hoje, como o aquecimento global e os sucessivos recordes de temperatura, a devasta\u00e7\u00e3o dos recursos naturais e o desprezo pelos cientistas, que no romance s\u00e3o considerados paranoicos e passam a ser perseguidos por tentarem alertar a popula\u00e7\u00e3o sobre os perigos iminentes que a natureza j\u00e1 evidenciava.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O pessimismo que acompanha os leitores ao longo das p\u00e1ginas \u00e9 pontuado por coment\u00e1rios ir\u00f4nicos do narrador, cedendo espa\u00e7o, j\u00e1 no final do livro, a sutis sinais de esperan\u00e7a. Entre eles, o broto de uma planta que surge nas fissuras de uma paisagem \u00e1rida e o cheiro de chuva que invade o ar, sugerindo que, mesmo diante de um cen\u00e1rio desolador, h\u00e1 a possibilidade de mudan\u00e7a. Esses sinais anunciam que, por menor que seja a perspectiva, a transforma\u00e7\u00e3o pode come\u00e7ar a germinar, mesmo que venha de um ponto t\u00e3o remoto.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Para saber mais<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">ALMEIDA, Pedro Caio Sousa; SILVA, Ant\u00f4nio de P\u00e1dua Dias da (2021). O significado da distopia em <em>N\u00e3o ver\u00e1s pa\u00eds nenhum<\/em>: uma reflex\u00e3o sobre literatura e pol\u00edtica. <em>Leitura<\/em>, Macei\u00f3, n. 68, p. 281-296. Dispon\u00edvel em: <a href=\"https:\/\/www.seer.ufal.br\/index.php\/revistaleitura\/article\/view\/10486\/8395\">https:\/\/www.seer.ufal.br\/index.php\/revistaleitura\/article\/view\/10486\/8395<\/a>. Acesso em: 24 mar. 2024.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">GIROLDO, Ramiro (2010). Mem\u00f3ria e a\u00e7\u00e3o: aspectos de <em>N\u00e3o ver\u00e1s pa\u00eds nenhum<\/em>, de Ign\u00e1cio de Loyola Brand\u00e3o. <em>Revista Eletr\u00f4nica Literatura e Autoritarismo<\/em> \u2013 Dossi\u00ea \u201cEscritas da Viol\u00eancia II\u201d, Santa Maria, p. 160-170. Dispon\u00edvel em: <a href=\"http:\/\/w3.ufsm.br\/grpesqla\/revista\/dossie03\/art_15.php\">http:\/\/w3.ufsm.br\/grpesqla\/revista\/dossie03\/art_15.php<\/a>. Acesso em: 12 abr. 2024.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">SANTOS, Ta\u00eds Leme; ASSUN\u00c7\u00c3O, Eronildo Lino (2012). Mem\u00f3ria e esquecimento em <em>N\u00e3o ver\u00e1s pa\u00eds nenhum.<\/em> <em>Nau Liter\u00e1ria<\/em>: cr\u00edtica e teoria de literaturas, Porto Alegre, v. 8, n. 1, p. 1-14. Dispon\u00edvel em: <a href=\"https:\/\/seer.ufrgs.br\/index.php\/NauLiteraria\/article\/view\/22229\/22152\">https:\/\/seer.ufrgs.br\/index.php\/NauLiteraria\/article\/view\/22229\/22152<\/a>. Acesso em: 15 abr. 2024.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Iconografia<\/strong><\/p>\n\n\n<style type=\"text\/css\">\n#foogallery-gallery-4035.fg-masonry { --fg-gutter: 10px; }<\/style>\n\t\t\t<div class=\"foogallery foogallery-container foogallery-masonry foogallery-lightbox-foogallery fg-center fg-masonry fg-ready fg-transparent fg-round-small fg-shadow-small fg-loading-dots fg-loaded-slide-up fg-captions-bottom fg-hover-fade fg-hover-plus fg-col3\" id=\"foogallery-gallery-4035\" data-foogallery=\"{&quot;item&quot;:{&quot;showCaptionTitle&quot;:true,&quot;showCaptionDescription&quot;:true},&quot;lazy&quot;:true,&quot;template&quot;:{&quot;horizontalOrder&quot;:true}}\" 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data-caption-title=\"Codecri, 1981\" data-attachment-id=\"4036\" data-e-disable-page-transition=\"true\" data-type=\"image\" class=\"fg-thumb\"><span class=\"fg-image-wrap\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" title=\"Codecri, 1981\" width=\"250\" height=\"409\" class=\"skip-lazy fg-image\" data-src-fg=\"https:\/\/pracaclovis.com\/wp-content\/uploads\/cache\/2025\/02\/Codecri-1981\/3866467451.webp\" src=\"data:image\/svg+xml,%3Csvg%20xmlns%3D%22http%3A%2F%2Fwww.w3.org%2F2000%2Fsvg%22%20width%3D%22250%22%20height%3D%22409%22%20viewBox%3D%220%200%20250%20409%22%3E%3C%2Fsvg%3E\" loading=\"eager\"><\/span><span class=\"fg-image-overlay\"><\/span><\/a><figcaption class=\"fg-caption\"><div class=\"fg-caption-inner\"><div class=\"fg-caption-title\">Codecri, 1981<\/div><\/div><\/figcaption><\/figure><div class=\"fg-loader\"><\/div><\/div><div class=\"fg-item fg-type-image fg-idle\"><figure class=\"fg-item-inner\"><a 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N\u00e3o ver\u00e1s pa\u00eds nenhum: memorial descritivo. Rio de Janeiro: Codecri, 1981. Sheila JacobIlustra\u00e7\u00e3o: Th\u00e9o Cris\u00f3stomo N\u00e3o ver\u00e1s pa\u00eds nenhum: memorial descritivo, publicado em 1981, \u00e9 o quarto romance do escritor Ign\u00e1cio de Loyola Brand\u00e3o (Araraquara, SP, 1936). O autor, que teve passagem por renomados ve\u00edculos de imprensa, como o jornal \u00daltima [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":4,"featured_media":3944,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"categories":[555],"tags":[383,443,103,115,575],"cronologia":[31],"estado":[122],"regiaodaautoria":[45],"autoria":[250,249],"class_list":["post-3943","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-romance","tag-distopia","tag-ditadura","tag-ditadura-1964-1985","tag-memoria","tag-questoes-ambientais","cronologia-31","estado-sao-paulo","regiaodaautoria-sudeste","autoria-autoriabranca","autoria-autoriamasculina"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pracaclovis.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/3943","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pracaclovis.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pracaclovis.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pracaclovis.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/4"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pracaclovis.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=3943"}],"version-history":[{"count":4,"href":"https:\/\/pracaclovis.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/3943\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":4516,"href":"https:\/\/pracaclovis.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/3943\/revisions\/4516"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pracaclovis.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/3944"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pracaclovis.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=3943"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pracaclovis.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=3943"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pracaclovis.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=3943"},{"taxonomy":"cronologia","embeddable":true,"href":"https:\/\/pracaclovis.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcronologia&post=3943"},{"taxonomy":"estado","embeddable":true,"href":"https:\/\/pracaclovis.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Festado&post=3943"},{"taxonomy":"regiaodaautoria","embeddable":true,"href":"https:\/\/pracaclovis.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fregiaodaautoria&post=3943"},{"taxonomy":"autoria","embeddable":true,"href":"https:\/\/pracaclovis.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fautoria&post=3943"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}