{"id":3939,"date":"2025-03-25T15:49:51","date_gmt":"2025-03-25T18:49:51","guid":{"rendered":"https:\/\/pracaclovis.com\/?p=3939"},"modified":"2025-11-12T18:00:06","modified_gmt":"2025-11-12T21:00:06","slug":"mulher-no-espelho","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pracaclovis.com\/?p=3939","title":{"rendered":"Mulher no espelho"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"has-background wp-block-paragraph\" style=\"background-color:#e1dede\">CUNHA, Helena Parente. <em>Mulher no espelho. <\/em>Florian\u00f3polis: FCC, 1983.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-right wp-block-paragraph\">J\u00falia Batista Bernardes Farias<br><em>Ilustra\u00e7\u00e3o: Ruben Zacarias<\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Helena Parente Cunha (Salvador, BA, 1930 \u2013 Salvador, BA, 2023) era licenciada em Letras (1952), mestre (1972) e doutora (1974) em Teoria liter\u00e1ria, e livre-docente em Letras italianas (1976), tendo lecionado na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) a partir de 1968, onde tamb\u00e9m foi professora em\u00e9rita at\u00e9 1997. Enquanto docente universit\u00e1ria e pesquisadora, sua contribui\u00e7\u00e3o \u00e9 vasta e re\u00fane diversas tradu\u00e7\u00f5es, ensaios e publica\u00e7\u00f5es de livros sobre teoria liter\u00e1ria, literatura brasileira e literatura italiana. Sua estreia como escritora se deu com <em>Corpo do gozo<\/em> (1960), um livro de poesias que d\u00e1 in\u00edcio a um pr\u00f3spero caminho de publica\u00e7\u00f5es da autora nesse g\u00eanero liter\u00e1rio. Al\u00e9m disso, tamb\u00e9m enveredou pela prosa, sendo <em>Mulher no espelho<\/em> (1983) seu primeiro romance, vencedor do segundo lugar no Pr\u00eamio Cruz e Sousa de 1982.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Embora o romance de estreia de Cunha tenha como pano de fundo a cidade de Salvador, provavelmente aquela situada entre as d\u00e9cadas de 1960 e 1970, n\u00e3o s\u00e3o poucos os momentos na narrativa em que a ambienta\u00e7\u00e3o parece ser a Bahia do s\u00e9culo XIX, haja vista os valores patriarcais e escravocratas que continuam a ditar o desenvolvimento da na\u00e7\u00e3o e a forma\u00e7\u00e3o da subjetividade de seus cidad\u00e3os e cidad\u00e3s, como \u00e9 o caso da protagonista, a \u201cmulher no espelho\u201d, e de sua coadjuvante, a \u201cmulher que escreve\u201d, as duas principais vozes que costuram a fic\u00e7\u00e3o. Esta, por sua vez, n\u00e3o apresenta um enredo tradicional, pois o encadeamento das a\u00e7\u00f5es n\u00e3o \u00e9 linear nem progressivo. Diferentemente disso, a trama de <em>Mulher no espelho<\/em> \u00e9 repleta de digress\u00f5es, saltos temporais e <em>flashbacks<\/em>, caracter\u00edsticas pr\u00f3prias de uma narrativa cujas medita\u00e7\u00f5es existenciais seguem o fluxo intempestivo da consci\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A tessitura de <em>Mulher no espelho<\/em> \u00e9 marcada por uma linguagem l\u00edrica, r\u00edtmica, repleta de alitera\u00e7\u00f5es e asson\u00e2ncias, de modo a intensificar a experi\u00eancia de quem l\u00ea, ante a vivacidade das imagens constru\u00eddas. Tal estilo impera, mas n\u00e3o \u00e9 un\u00e2nime, pois tamb\u00e9m integram a urdidura do romance frases despretensiosamente concisas, cujo sentido \u00e9 direto e preciso: \u201cEu n\u00e3o brincava com ele porque ele era preto\u201d. Sem d\u00favida, h\u00e1 passagens nas quais essa dic\u00e7\u00e3o po\u00e9tica se desequilibra e flerta com um hermetismo vertiginoso, mas seu \u00eaxito n\u00e3o se enfraquece completamente, pois trechos como o que se segue n\u00e3o s\u00e3o raros: \u201cOs meus bra\u00e7os empedrados se recusam a qualquer gesto. Os p\u00e9s dormentes se fecharam a passos e passagens. Lodo e lama no desalento de ultrapassar. Aqu\u00e9m me quedo inerente ao lento deslocar da hora calosa. Nodosa. Chumbo fundo. Teias de aranha no meu pensamento. Imperme\u00e1vel ao sentimento, n\u00e3o choro n\u00e3o rio n\u00e3o grito n\u00e3o calo. Desvivo. Antivivo\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O romance parte de uma investiga\u00e7\u00e3o profunda da \u201cmulher no espelho\u201d sobre si mesma, a voz que dirige a narra\u00e7\u00e3o quase como um mon\u00f3logo. Contudo, por vezes, essa mulher cede espa\u00e7o \u00e0 sua criadora, a \u201cmulher que escreve\u201d, cujas falas s\u00e3o marcadas em it\u00e1lico, indicando o (aparente) antagonismo entre as duas personagens: de um lado, a \u201cmulher no espelho\u201d, passiva, subserviente, relegada ao lar e ao mundo privado; do outro lado, a \u201cmulher que escreve\u201d, \u201cmal educada\u201d, disruptiva, contr\u00e1ria ao casamento, exploradora do pr\u00f3prio prazer sexual e das experi\u00eancias do mundo p\u00fablico. Muitas vezes, as considera\u00e7\u00f5es da \u201cmulher no espelho\u201d sofrem r\u00e9plicas da \u201cmulher que escreve\u201d, e vice-versa, como se as duas estivessem em constante embate: \u201cImagens \u00e0s avessas, no frente a frente do espelho. Avesso. O avesso \u00e9 igual ao lado contr\u00e1rio. O avesso \u00e9 diferente do mesmo lado. Eu sou eu. Ela \u00e9 ela\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Diante dessa afirma\u00e7\u00e3o, \u00e9 como se a \u201cmulher no espelho\u201d adivinhasse uma \u00e2nsia que imediatamente se imp\u00f5e \u00e0 leitura, advinda dessa din\u00e2mica de narra\u00e7\u00e3o: a \u201cmulher no espelho\u201d e a \u201cmulher que escreve\u201d s\u00e3o a mesma pessoa? Trata-se de uma mem\u00f3ria ou uma vers\u00e3o antiga da \u201cmulher que escreve\u201d? Na verdade, tais quest\u00f5es nada mais s\u00e3o do que o dilema do frente a frente no espelho articulado enquanto tema e forma: a imagem que se v\u00ea \u00e9 um Outro que, por sua vez, parte do Eu refletido, revelando duas personalidades diferentes que est\u00e3o fadadas \u00e0 perp\u00e9tua investiga\u00e7\u00e3o do que as separa. Se ora elas se aproximam, ora se distanciam, o caminho mais proveitoso \u00e9 aderir \u00e0s oscila\u00e7\u00f5es e ambiguidades do discurso narrativo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">No que tange \u00e0 \u201cmulher no espelho\u201d, merecem destaque algumas caracter\u00edsticas de sua constru\u00e7\u00e3o, a come\u00e7ar pela figura imponente de seu pai, \u201cSenhor e dono\u201d, cujo autoritarismo respalda, simultaneamente, o antigo \u2013 e ainda vivo \u2013 ideal escravocrata de poder e o regime marcadamente masculino e patriarcal vigente: a ditadura militar. \u00c9 como se a tirania do pai\/marido, al\u00e9m de ter uma base escravista, continuasse se alimentando, pois \u00e9 autorizada pelos cursos da na\u00e7\u00e3o que apenas renovam estruturas opressoras. \u00c9 por isso que esses dois homens t\u00eam atitudes similares, n\u00e3o \u00e0 toa a \u201cmulher no espelho\u201d frequentemente os aproxima em suas lembran\u00e7as, quase sem nenhuma media\u00e7\u00e3o quanto \u00e0 sua condi\u00e7\u00e3o de filha-crian\u00e7a e esposa-adulta, porque, diante de ambos, ela se sente igualmente repreendida e apequenada.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">As presen\u00e7as femininas na forma\u00e7\u00e3o da \u201cmulher do espelho\u201d s\u00e3o principalmente duas: a m\u00e3e, silenciosa e ausente; e a ama de leite, a fiel escudeira. A respeito da primeira, pouco se fala, afinal sua influ\u00eancia reduziu-se a \u201csil\u00eancios e sussurros\u201d. Em contrapartida, a segunda serve \u00e0 fam\u00edlia h\u00e1 gera\u00e7\u00f5es e \u00e9 constantemente recordada com certa nostalgia, por meio da repeti\u00e7\u00e3o da frase: \u201ca m\u00e3o preta, de um \u00e1spero bom e morno passando no meu rosto\u201d. \u00c9 l\u00edcito afirmar que um mote para a crise existencial vivenciada pela \u201cmulher no espelho\u201d \u00e9 justamente a aus\u00eancia de uma m\u00e3e preta na sua vida adulta, pois na inf\u00e2ncia e adolesc\u00eancia, quando os ratos ro\u00edam os seus p\u00e9s \u2013 compreendendo a imagem dos \u201cratos\u201d como uma esp\u00e9cie de sintoma dessa subjetividade atormentada \u2013, quem sempre a amparou foi a mulher negra: \u201cMinha ama n\u00e3o sa\u00eda de junto\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ali\u00e1s, tens\u00f5es advindas da quest\u00e3o racial percorrem o romance, algo inevit\u00e1vel para se pensar o Brasil e, principalmente, a Bahia. Al\u00e9m da ama de leite, o \u201cmenino preto filho da cozinheira da casa do lado\u201d tamb\u00e9m se encontra na mem\u00f3ria da \u201cmulher no espelho\u201d. Impedida de ter qualquer contato com ele, a protagonista frequentemente o observa pela janela, chupando manga em cima de um muro, concreto e simb\u00f3lico, que os distancia, fato que d\u00e1 vaz\u00e3o a fantasias e confabula\u00e7\u00f5es. Em certas passagens, nota-se uma romantiza\u00e7\u00e3o do(a) negro(a), de modo a recuperar-lhe a aura nobre apagada durante o processo violento e desumanizador do tr\u00e1fico negreiro e da escraviza\u00e7\u00e3o, e tamb\u00e9m um certo paternalismo, como se o negro desconhecesse as correntes por tr\u00e1s da vulnerabilidade social \u00e0 qual est\u00e1 sujeito: \u201ca preta do acaraj\u00e9 \u00e9 t\u00e3o velha que se lembra das est\u00f3rias da senzala, s\u00f3 n\u00e3o sabe que pertence a uma fam\u00edlia real e \u00e9 tia da cozinheira da casa do lado\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u00c9 preciso reiterar que a associa\u00e7\u00e3o do povo preto diasp\u00f3rico \u00e0 tradicional realeza africana \u00e9 contempor\u00e2nea \u00e0 publica\u00e7\u00e3o do romance, sendo amplamente difundida pelos diversos movimentos pol\u00edticos e culturais negros espalhados pelo mundo \u00e0 \u00e9poca, incluindo a cidade de Salvador. No hist\u00f3rico baiano, a d\u00e9cada de 1970 \u00e9 marcada, por exemplo, pela funda\u00e7\u00e3o do N\u00facleo de Cultura Afro-Brasileiro (1972), do Il\u00ea Aiy\u00ea (1974) e do Olodum (1979), \u00f3rg\u00e3os importantes no confronto do mito da democracia racial \u2013 refor\u00e7ado pelo regime militar da \u00e9poca \u2013, \u00e0 populariza\u00e7\u00e3o do candombl\u00e9 e da capoeira. Apesar disso, em <em>Mulher no espelho<\/em>, o corpo negro, por vezes, recebe um tratamento exotizante, resultado de um fasc\u00ednio que a \u201cmulher do espelho\u201d nutre por esse \u201cmenino preto\u201d e pelos outros homens negros que aparecem na narrativa: \u201cos homens pretos s\u00e3o fortes e me assustam\u201d ou \u201cQue preto bonito se apresentando no estrado. [&#8230;] N\u00e3o cai no cair do corpo ap\u00f3s o salto. Os m\u00fasculos firmes se contornando brilhantes, sob os focos de luz. A pele lustrosa, lisa, uma casca de fruta noturna\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Opondo-se \u00e0 protagonista, a \u201cmulher que escreve\u201d confronta a institui\u00e7\u00e3o do casamento, prega a liberdade feminina e representa o ideal feminista, efervescente nos anos 1970, principalmente enquanto movimento resistente \u00e0 ditadura militar. Por\u00e9m, conforme \u00e9 refutada pela \u201cmulher no espelho\u201d, sua subjetividade se mostra igualmente atormentada, pois ela tamb\u00e9m tem os p\u00e9s ro\u00eddos por ratos: \u201cSer livre por necessidade de subverter um padr\u00e3o, \u00e9 o mesmo que se escravizar. Ela [a mulher que escreve] \u00e9 escrava da liberdade. Minha submiss\u00e3o me liberta\u201d. Nesse sentido, a \u201cmulher que escreve\u201d revela, paulatinamente, alguns impasses, tais como o escasso contato com mulheres \u00e0 margem das classes abastadas, tampouco com pessoas racializadas, evidente nos momentos em que repreende a \u201cmulher no espelho\u201d: \u201c[&#8230;] como se n\u00e3o bastasse, acabou de se apaixonar por um crioulo de baixa categoria, que nem sabe falar direito\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em suma, esse constante processo de descobrimento da \u201cmulher no espelho\u201d e da \u201cmulher que escreve\u201d deflagra contradi\u00e7\u00f5es em n\u00edvel micro e macro, cujo desvelar de tom intimista e confidencial confronta, simultaneamente, as v\u00e1rias imagens de si e de Brasil: \u201cAli sentada, eu via os quatro s\u00e9culos de Bahia passando\u201d. <em>Mulher no espelho<\/em> \u00e9 uma obra que convida o leitor ao caminho das m\u00faltiplas perspectivas, pois, ao denunciar que nada \u00e9 o que aparenta, revela as conflu\u00eancias entre os antag\u00f4nicos, desequilibrando aquilo que \u00e9 comumente pr\u00e9-concebido: \u201cvelho\u201d e \u201cnovo\u201d; \u201cpai\u201d e \u201cmarido\u201d; \u201cmulher submissa\u201d e \u201cmulher disruptiva\u201d; \u201ccriador\u201d e \u201ccriatura\u201d etc. \u00c9 um romance que fomenta discuss\u00f5es interessantes para a literatura brasileira contempor\u00e2nea dos anos 1970 e dos dias de hoje.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Para saber mais<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">DUTRA, Maria Telma (2004).\u00a0<em>A narrativa especular em Helena Parente Cunha<\/em>. Disserta\u00e7\u00e3o (Mestrado em Lingu\u00edstica) \u2013 Universidade Federal de Pernambuco, Recife. Dispon\u00edvel em:\u00a0<a href=\"https:\/\/repositorio.ufpe.br\/handle\/123456789\/7976\">https:\/\/repositorio.ufpe.br\/handle\/123456789\/7976<\/a>. \u00a0Acesso em: 7 mai. 2024.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">GONZALEZ, L\u00e9lia (2020). Racismo e sexismo na cultura brasileira. <em>In<\/em>: RIOS, Flavia; LIMA, M\u00e1rcia (Orgs.). <em>Por um feminismo afro-latino-americano<\/em>: ensaios, interven\u00e7\u00f5es e di\u00e1logos. S\u00e3o Paulo: Zahar. p. 75-93.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">HOFF, Patr\u00edcia Cristine (2020). Representatividade estilha\u00e7ada: uma leitura de\u00a0<em>Mulher no espelho<\/em>, de Helena Parente Cunha.\u00a0<em>Esta\u00e7\u00e3o liter\u00e1ria<\/em>,\u00a0<em>[S. l.]<\/em>, v. 25, p. 146-157. Dispon\u00edvel em:\u00a0<a href=\"https:\/\/ojs.uel.br\/revistas\/uel\/index.php\/estacaoliteraria\/article\/view\/40322\/pdf.\">https:\/\/ojs.uel.br\/revistas\/uel\/index.php\/estacaoliteraria\/article\/view\/40322\/pdf<\/a>. Acesso em: 7 mai. 2024.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">MACENO, Regilane Barbosa (2018). A influ\u00eancia do patriarcalismo na identidade feminina em\u00a0<em>Mulher no espelho<\/em>, de Helena Parente Cunha.\u00a0<em>Revista Ininga<\/em>,\u00a0<em>[S. l.]<\/em>, v. 5, n. 2, p. 14-23. Dispon\u00edvel em:\u00a0<a href=\"https:\/\/revistas.ufpi.br\/index.php\/ininga\/article\/view\/8214.\">https:\/\/revistas.ufpi.br\/index.php\/ininga\/article\/view\/8214<\/a>. Acesso em: 7 mai. 2024.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">RECHE, Let\u00edcia Mendez Perez (2017).\u00a0<em>As m\u00faltiplas faces do espelho<\/em>: uma an\u00e1lise da obra\u00a0<em>Mulher no espelho<\/em>, de Helena Parente Cunha. Trabalho de Conclus\u00e3o de Gradua\u00e7\u00e3o (Letras) \u2013 Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Porto Alegre.\u00a0 Dispon\u00edvel em:\u00a0<a href=\"https:\/\/lume.ufrgs.br\/handle\/10183\/171705\">https:\/\/lume.ufrgs.br\/handle\/10183\/171705<\/a>. \u00a0Acesso em: 7 mai. 2024.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Iconografia<\/strong><\/p>\n\n\n<style type=\"text\/css\">\n#foogallery-gallery-4029.fg-masonry { --fg-gutter: 10px; }<\/style>\n\t\t\t<div class=\"foogallery foogallery-container foogallery-masonry foogallery-lightbox-foogallery fg-center fg-masonry fg-ready fg-transparent fg-round-small fg-shadow-small fg-loading-dots fg-loaded-slide-up fg-captions-bottom fg-hover-fade fg-hover-plus fg-col3\" id=\"foogallery-gallery-4029\" data-foogallery=\"{&quot;item&quot;:{&quot;showCaptionTitle&quot;:true,&quot;showCaptionDescription&quot;:true},&quot;lazy&quot;:true,&quot;template&quot;:{&quot;horizontalOrder&quot;:true}}\" data-foogallery-lightbox=\"{&quot;thumbs&quot;:&quot;bottom&quot;,&quot;thumbsCaptions&quot;:false,&quot;thumbsBestFit&quot;:false,&quot;thumbsSmall&quot;:false,&quot;thumbsCaptionsAlign&quot;:&quot;default&quot;,&quot;info&quot;:&quot;bottom&quot;,&quot;infoVisible&quot;:true,&quot;infoOverlay&quot;:true,&quot;infoAlign&quot;:&quot;default&quot;,&quot;transition&quot;:&quot;fade&quot;,&quot;hoverButtons&quot;:false,&quot;fitMedia&quot;:false,&quot;noScrollbars&quot;:true,&quot;preserveButtonSpace&quot;:true,&quot;buttons&quot;:{&quot;fullscreen&quot;:true,&quot;info&quot;:true,&quot;thumbs&quot;:false},&quot;video&quot;:{&quot;autoPlay&quot;:true}}\" style=\"--fg-title-line-clamp: 0; 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Mulher no espelho. Florian\u00f3polis: FCC, 1983. J\u00falia Batista Bernardes FariasIlustra\u00e7\u00e3o: Ruben Zacarias Helena Parente Cunha (Salvador, BA, 1930 \u2013 Salvador, BA, 2023) era licenciada em Letras (1952), mestre (1972) e doutora (1974) em Teoria liter\u00e1ria, e livre-docente em Letras italianas (1976), tendo lecionado na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) a [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":4,"featured_media":3941,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"categories":[555],"tags":[256,233,443,103,129,97,574,90],"cronologia":[31],"estado":[169],"regiaodaautoria":[44],"autoria":[250,248],"class_list":["post-3939","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-romance","tag-conflito-psicologico","tag-diaspora-negra","tag-ditadura","tag-ditadura-1964-1985","tag-fluxo-de-consciencia","tag-metaliteratura","tag-mulheres","tag-relacoes-de-genero","cronologia-31","estado-bahia","regiaodaautoria-nordeste","autoria-autoriabranca","autoria-autoriafeminina"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pracaclovis.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/3939","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pracaclovis.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pracaclovis.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pracaclovis.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/4"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pracaclovis.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=3939"}],"version-history":[{"count":5,"href":"https:\/\/pracaclovis.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/3939\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":5643,"href":"https:\/\/pracaclovis.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/3939\/revisions\/5643"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pracaclovis.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/3941"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pracaclovis.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=3939"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pracaclovis.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=3939"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pracaclovis.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=3939"},{"taxonomy":"cronologia","embeddable":true,"href":"https:\/\/pracaclovis.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcronologia&post=3939"},{"taxonomy":"estado","embeddable":true,"href":"https:\/\/pracaclovis.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Festado&post=3939"},{"taxonomy":"regiaodaautoria","embeddable":true,"href":"https:\/\/pracaclovis.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fregiaodaautoria&post=3939"},{"taxonomy":"autoria","embeddable":true,"href":"https:\/\/pracaclovis.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fautoria&post=3939"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}