{"id":3822,"date":"2025-03-25T17:05:21","date_gmt":"2025-03-25T20:05:21","guid":{"rendered":"https:\/\/pracaclovis.com\/?p=3822"},"modified":"2025-11-12T18:01:54","modified_gmt":"2025-11-12T21:01:54","slug":"canuma","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pracaclovis.com\/?p=3822","title":{"rendered":"Canum\u00e3: a travessia"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"has-background wp-block-paragraph\" style=\"background-color:#e1dede\">CARDOSO, Ytanaj\u00e9 Coelho. <em>Canum\u00e3: <\/em>a travessia<em>.<\/em> Manaus: Valer, 2019.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-right wp-block-paragraph\">Carolina Montebelo Barcelos<br><em>Ilustra\u00e7\u00e3o: Th\u00e9o Cris\u00f3stomo<\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Durante s\u00e9culos, o ind\u00edgena foi objeto da literatura. Em um primeiro momento, com a coloniza\u00e7\u00e3o e a escrita de catequese quinhentista de jesu\u00edtas como Padre Jos\u00e9 de Anchieta e Padre Manuel da N\u00f3brega, que marginalizavam o nativo; em um segundo momento, no s\u00e9culo XIX, com autores como Jos\u00e9 de Alencar e Gon\u00e7alves Dias, que elaboraram um ind\u00edgena heroico sem, contudo, perscrutarem a cultura amer\u00edndia e, em um terceiro momento, com a tese da miscigena\u00e7\u00e3o de, por exemplo, Gilberto Freyre e Darcy Ribeiro, que vem colaborar com o apagamento do car\u00e1ter aut\u00f4nomo da cultura ind\u00edgena.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u00c9 a partir dos anos de 1970 e 1980, com o fortalecimento da escrita entre ind\u00edgenas, culminando na d\u00e9cada de 1990, que come\u00e7am a surgir escritores como Eliana Potiguara, Daniel Munduruku, Kak\u00e1 Wer\u00e1 Jecup\u00e9 e Ol\u00edvio Jekupe. Trata-se, portanto, de uma autoria individual do ind\u00edgena como sujeito da escrita de sua hist\u00f3ria, n\u00e3o obstante o aspecto coletivo das obras, posto que dizem respeito a uma multiplicidade de vozes de determinados povos ind\u00edgenas. Nesse sentido, Gra\u00e7a Gra\u00fana assevera que \u00e9 por meio da auto-hist\u00f3ria na literatura ind\u00edgena contempor\u00e2nea que autoras e autores expressam seus costumes, l\u00ednguas, cren\u00e7as, organiza\u00e7\u00e3o social e rela\u00e7\u00f5es com a terra.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Dentre esses autores encontra-se Ytanaj\u00e9 Coelho Cardoso (Kwat\u00e1, Borba, AM, 1990). O autor tamb\u00e9m figura entre aqueles ind\u00edgenas que n\u00e3o s\u00e3o mais apenas objetos de pesquisas acad\u00eamicas, uma vez que ele \u00e9 bacharel e mestre em Letras e doutor em Educa\u00e7\u00e3o, com tese defendida em educa\u00e7\u00e3o e literatura ind\u00edgena, al\u00e9m de ter publicado diversos artigos sobre tais temas. Cardoso \u00e9 tamb\u00e9m professor de L\u00edngua Portuguesa da Secretaria de Educa\u00e7\u00e3o e Desporto do Amazonas (Seduc) desde 2016.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Seu romance de estreia, <em>Canum\u00e3: a travessia,<\/em> o primeiro escrito por um Munduruku, trata, em linhas gerais, da migra\u00e7\u00e3o de uma fam\u00edlia Munduruku da aldeia Kwat\u00e1, no Amazonas, para a cidade de Nova Olinda, no mesmo estado. A mudan\u00e7a para a cidade ocorre devido ao entendimento do casal Ant\u00f4nio e Maria de que, assim, seus filhos poderiam prosperar. Al\u00e9m do percurso pelo rio Canum\u00e3, um afluente do Madeira, para chegar a Nova Olinda, v\u00e1rias outras travessias est\u00e3o presentes no romance.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><em>Canum\u00e3: a travessia<\/em>, em sua primeira edi\u00e7\u00e3o, conta com o complemento \u201cromance munduruku\u201d, o que, para o autor, foi uma estrat\u00e9gia de marketing que n\u00e3o o agradou. Assim, a seu pedido, a segunda edi\u00e7\u00e3o n\u00e3o conta mais com a observa\u00e7\u00e3o. O romance \u00e9 dividido em dezoito cap\u00edtulos sem t\u00edtulos. A voz narrativa \u00e9 em primeira pessoa, a do personagem Felipe. Embora o narrador tenha um nome que n\u00e3o o do autor, h\u00e1 diversos pontos em comum entre a vida do narrador e a do escritor, fazendo com que o romance seja tamb\u00e9m um registro das mem\u00f3rias e trajet\u00f3ria de Cardoso, ou de sua auto-hist\u00f3ria.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Tanto na oralidade quanto na escrita, a figura do narrador da literatura ind\u00edgena \u00e9 de grande relev\u00e2ncia. Assim, al\u00e9m do pr\u00f3prio narrador do romance, h\u00e1 um personagem crucial na narrativa, o anci\u00e3o Paraw\u00e1, que simboliza os anci\u00e3os e anci\u00e3s, av\u00f4s e av\u00f3s que contam hist\u00f3rias para crian\u00e7as e jovens e, desse modo, os educam. Paraw\u00e1 \u00e9 um narrador oral que, com todo seu conhecimento ancestral, conta hist\u00f3rias para os mais jovens a fim de que a mem\u00f3ria de seu povo n\u00e3o seja esquecida. Uma delas \u00e9 a de Karosakaybu, uma entidade suprema que deu in\u00edcio ao povo munduruku. Uma outra hist\u00f3ria, dessa vez trazida da mem\u00f3ria da av\u00f3 do narrador, \u00e9 sobre toda a viol\u00eancia imposta aos ind\u00edgenas da regi\u00e3o quando da chegada da catequese ap\u00f3s a cria\u00e7\u00e3o do Servi\u00e7o de Prote\u00e7\u00e3o ao \u00cdndio (SPI) em 1910, institui\u00e7\u00e3o que via no ind\u00edgena um entrave para o projeto nacional desenvolvimentista e foi respons\u00e1vel por viola\u00e7\u00f5es dos direitos dessa popula\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Embora Paraw\u00e1 defenda que sua terra, com o rio e a floresta, prov\u00ea a todos, ap\u00f3s discordar da decis\u00e3o de Ant\u00f4nio e Maria de ir para a cidade com os filhos, ele acaba concordando com a decis\u00e3o da fam\u00edlia sob a justificativa de que, por meio dos estudos na cidade, os Munduruku podem defender seu povo: \u201cPorque vai chegar o dia que v\u00e3o querer tomar nossas terra, a\u00ed a gente vai ter que falar que nem o branco, pra poder defender a nossa casa, n\u00e9\u201d. Maria j\u00e1 tinha isso em mente quando ansiava pela mudan\u00e7a da fam\u00edlia. Segundo a matriarca, se outrora os guerreiros ind\u00edgenas defendiam seu povo com arco e flecha, hoje a defesa se d\u00e1 por meio do estudo. Desse modo, ela afirma que, atualmente, o ind\u00edgena consegue crescer quando conhece a \u201cescola dos <em>pariw\u00e1t<\/em>\u201d, do homem branco.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Essa \u00e9, portanto, uma outra travessia presente no romance: da educa\u00e7\u00e3o na aldeia, realizada pelos pais e, principalmente, pelos av\u00f3s, para a educa\u00e7\u00e3o na cidade. Embora a obra reconhe\u00e7a a import\u00e2ncia da educa\u00e7\u00e3o formal, mormente pelas vozes de Maria e de Paraw\u00e1, e como a cultura e a tradi\u00e7\u00e3o ind\u00edgenas estivessem ausentes no curr\u00edculo escolar, a experi\u00eancia na escola da cidade \u00e9 narrada de forma a evidenciar o preconceito que sofriam, levando o narrador a ponderar que \u201ctalvez entrar na escola fosse uma das maiores viol\u00eancias de nossas vidas\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A morte de Paraw\u00e1 acena para uma outra travessia, o processo de dilui\u00e7\u00e3o da figura do narrador oral e, portanto, o de transposi\u00e7\u00e3o da oralidade para a escrita. Essa morte tamb\u00e9m simboliza o temor do narrador pela poss\u00edvel extin\u00e7\u00e3o da l\u00edngua munduruku. Como o autor assinala em sua tese de doutorado, a partir do final do s\u00e9culo XX, quando a hist\u00f3ria do romance transcorre, a l\u00edngua munduruku era falada apenas por alguns anci\u00e3os e anci\u00e3s. Assim, Paraw\u00e1 \u00e9 um dos \u00faltimos falantes dela na regi\u00e3o. E o temor do narrador com o fim da l\u00edngua de seu povo se d\u00e1 porque, como ele diz, na l\u00edngua h\u00e1 honra, arte, cultura, pol\u00edtica e lei, e, assim, junto com a extin\u00e7\u00e3o da l\u00edngua e do narrador oral, pode haver o apagamento da mem\u00f3ria ancestral dos Munduruku e demais povos ind\u00edgenas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Feita a travessia da tradi\u00e7\u00e3o\/aldeia para a modernidade\/cidade, s\u00e3o apresentadas ao leitor as dificuldades com que os ind\u00edgenas se deparam: o acesso a trabalho, vestu\u00e1rio e moradia dignos, bem como os olhares preconceituosos e coment\u00e1rios humilhantes dos n\u00e3o ind\u00edgenas. Mas \u00e9 tamb\u00e9m na cidade que o acesso do personagem Ra\u00e7\u00e2p, irm\u00e3o mais velho do narrador, \u00e0 universidade garante \u00e0quele forma\u00e7\u00e3o em Antropologia e, com ela, suas cr\u00edticas \u00e0 representa\u00e7\u00e3o dos ind\u00edgenas a partir do ponto de vista de n\u00e3o ind\u00edgenas, como \u00e9 o caso da discuss\u00e3o do personagem em torno de <em>Macuna\u00edma<\/em>, de M\u00e1rio de Andrade, e <em>Nove noites<\/em>, de Bernardo Carvalho. Tamb\u00e9m o estudo universit\u00e1rio faz o narrador conjecturar que, devido \u00e0 academia, faz-se uma trajet\u00f3ria de ignor\u00e2ncia-arrog\u00e2ncia-ignor\u00e2ncia.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Apesar de o romance enaltecer a vida na aldeia no que se refere \u00e0 cultura e \u00e0 tradi\u00e7\u00e3o, sobretudo na figura dos anci\u00e3os e anci\u00e3s que representam a sabedoria ancestral, h\u00e1 tamb\u00e9m cr\u00edticas sociais, como a feita ao alcoolismo que acomete alguns e que, no romance, \u00e9 solucionado por uma lideran\u00e7a ind\u00edgena. Outro problema apresentado \u00e9 o uso de tecnologia pelos jovens. Como alega o narrador, com a chegada da televis\u00e3o no in\u00edcio da d\u00e9cada de 1990, a maioria dos jovens deixou de ouvir os mais velhos para se prostrar de frente \u00e0 tela, afastando-se da tradi\u00e7\u00e3o e, portanto, do resgate da mem\u00f3ria de seu povo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A televis\u00e3o, segundo o narrador, seria um instrumento de aliena\u00e7\u00e3o n\u00e3o somente para os Munduruku, como tamb\u00e9m para toda a sociedade brasileira. Assim, programas da grande m\u00eddia que apresentam o ind\u00edgena nu, pintado, correndo na mata e gritando s\u00e3o criticados, pois, dessa forma, estabelecem uma identidade un\u00edvoca para o ind\u00edgena, \u201csem respeitar a diversidade e o processo de ressignifica\u00e7\u00e3o\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><em>Canum\u00e3: a travessia<\/em>, juntamente com outros romances ind\u00edgenas, mostra a heterogeneidade amer\u00edndia, o que foi por muito tempo incompreendido ou ignorado. Inclusive, a leitura de Ytanaj\u00e9 Coelho Cardoso e de Daniel Munduruku apresenta diferentes perspectivas dos povos Munduruku do Amazonas e do Par\u00e1. Destarte, Cardoso entra para o rol de autores que imprimem na escrita a mem\u00f3ria ancestral e a rela\u00e7\u00e3o do passado com o presente, da tradi\u00e7\u00e3o com a modernidade. Essa literatura ind\u00edgena contempor\u00e2nea \u00e9, portanto, um ato de resist\u00eancia ao preconceito, \u00e0 opress\u00e3o cultural, ao apagamento da mem\u00f3ria e da tradi\u00e7\u00e3o, e tudo isso pela voz autoral do pr\u00f3prio ind\u00edgena.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Para saber mais<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">CARDOSO, Ytanaj\u00e9 Coelho (2023). <em>A interculturalidade dial\u00f3gica no curr\u00edculo de linguagens da educa\u00e7\u00e3o escolar Munduruku<\/em>: a ascens\u00e3o da literatura ind\u00edgena. Tese (Doutorado em Educa\u00e7\u00e3o) \u2013 Universidade Federal do Amazonas, Manaus. Dispon\u00edvel em: <a href=\"https:\/\/tede.ufam.edu.br\/bitstream\/tede\/9640\/11\/Tese_YtanajeCardoso_PPGE.pdf\">https:\/\/tede.ufam.edu.br\/bitstream\/tede\/9640\/11\/Tese_YtanajeCardoso_PPGE.pdf<\/a>. Acesso em: 14 abr. 2024.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">FIGUEIREDO, Eur\u00eddice (2017). Eliane Potiguara e Daniel Munduruku: por uma cosmovis\u00e3o amer\u00edndia. <em>Estudos de Literatura Brasileira Contempor\u00e2nea<\/em>, Bras\u00edlia, n. 53, p. 291-304. Dispon\u00edvel em: <a href=\"https:\/\/periodicos.unb.br\/index.php\/estudos\/article\/view\/10345\">https:\/\/periodicos.unb.br\/index.php\/estudos\/article\/view\/10345<\/a>. Acesso em: 14 abr. 2024.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">GRA\u00daNA, Gra\u00e7a (2013). <em>Contrapontos da literatura ind\u00edgena contempor\u00e2nea no Brasil<\/em>. Belo Horizonte: Mazza.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">HONORATO, Suene (2021). O caderno e o l\u00e1pis, armas ind\u00edgenas contempor\u00e2neas: uma leitura de Canum\u00e3, de Ytanaj\u00e9 Coelho Cardoso. <em>Aletria<\/em>, Belo Horizonte, v. 31, n. 3, p. 35-53. Dispon\u00edvel em: <a href=\"https:\/\/periodicos.ufmg.br\/index.php\/aletria\/article\/view\/27030\">https:\/\/periodicos.ufmg.br\/index.php\/aletria\/article\/view\/27030<\/a>. Acesso em: 14 abr. 2024.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">SICS\u00da, Delma Pacheco; PEREIRA, Danglei de Castro (2021). Den\u00fancia e dialogismo em <em>Canum\u00e3.<\/em> <em>In<\/em>: PEREIRA, Danglei de Castro; SANTOS, Rosana Cristina Zanelatto (Orgs.). <em>A insustent\u00e1vel leveza<\/em>: a literatura e sua an\u00e1lise. Bras\u00edlia: Editora da Universidade de Bras\u00edlia. p. 29-64. Dispon\u00edvel em: <a href=\"https:\/\/livros.unb.br\/index.php\/portal\/catalog\/view\/120\/335\/1040\">https:\/\/livros.unb.br\/index.php\/portal\/catalog\/view\/120\/335\/1040<\/a>. Acesso em: 14 abr. 2024.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Iconografia<\/strong><\/p>\n\n\n<style type=\"text\/css\">\n#foogallery-gallery-3855.fg-masonry { --fg-gutter: 10px; }<\/style>\n\t\t\t<div class=\"foogallery foogallery-container foogallery-masonry foogallery-lightbox-foogallery fg-center fg-masonry fg-ready fg-transparent fg-round-small fg-shadow-small fg-loading-dots fg-loaded-slide-up fg-captions-bottom fg-hover-fade fg-hover-plus fg-col3\" id=\"foogallery-gallery-3855\" data-foogallery=\"{&quot;item&quot;:{&quot;showCaptionTitle&quot;:true,&quot;showCaptionDescription&quot;:true},&quot;lazy&quot;:true,&quot;template&quot;:{&quot;horizontalOrder&quot;:true}}\" data-foogallery-lightbox=\"{&quot;thumbs&quot;:&quot;bottom&quot;,&quot;thumbsCaptions&quot;:false,&quot;thumbsBestFit&quot;:false,&quot;thumbsSmall&quot;:false,&quot;thumbsCaptionsAlign&quot;:&quot;default&quot;,&quot;info&quot;:&quot;bottom&quot;,&quot;infoVisible&quot;:true,&quot;infoOverlay&quot;:true,&quot;infoAlign&quot;:&quot;default&quot;,&quot;transition&quot;:&quot;fade&quot;,&quot;hoverButtons&quot;:false,&quot;fitMedia&quot;:false,&quot;noScrollbars&quot;:true,&quot;preserveButtonSpace&quot;:true,&quot;buttons&quot;:{&quot;fullscreen&quot;:true,&quot;info&quot;:true,&quot;thumbs&quot;:false},&quot;video&quot;:{&quot;autoPlay&quot;:true}}\" style=\"--fg-title-line-clamp: 0; --fg-description-line-clamp: 0;\" >\n\t\t<div class=\"fg-column-width\"><\/div>\n\t<div class=\"fg-gutter-width\"><\/div>\n\t\t<div class=\"fg-item fg-type-image fg-idle\"><figure class=\"fg-item-inner\"><a href=\"https:\/\/pracaclovis.com\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/Valer-2019.webp\" data-caption-title=\"Valer, 2019\" data-attachment-id=\"3856\" data-e-disable-page-transition=\"true\" data-type=\"image\" class=\"fg-thumb\"><span class=\"fg-image-wrap\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" title=\"Valer, 2019\" width=\"250\" height=\"395\" class=\"skip-lazy fg-image\" data-src-fg=\"https:\/\/pracaclovis.com\/wp-content\/uploads\/cache\/2025\/01\/Valer-2019\/3755692011.webp\" src=\"data:image\/svg+xml,%3Csvg%20xmlns%3D%22http%3A%2F%2Fwww.w3.org%2F2000%2Fsvg%22%20width%3D%22250%22%20height%3D%22395%22%20viewBox%3D%220%200%20250%20395%22%3E%3C%2Fsvg%3E\" loading=\"eager\"><\/span><span class=\"fg-image-overlay\"><\/span><\/a><figcaption class=\"fg-caption\"><div class=\"fg-caption-inner\"><div class=\"fg-caption-title\">Valer, 2019<\/div><\/div><\/figcaption><\/figure><div class=\"fg-loader\"><\/div><\/div><div class=\"fg-item fg-type-image fg-idle\"><figure class=\"fg-item-inner\"><a href=\"https:\/\/pracaclovis.com\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/Atma-2023.webp\" data-caption-title=\"Atma, 2023\" data-attachment-id=\"3857\" data-e-disable-page-transition=\"true\" data-type=\"image\" class=\"fg-thumb\"><span class=\"fg-image-wrap\"><img decoding=\"async\" title=\"Atma, 2023\" width=\"250\" height=\"387\" class=\"skip-lazy fg-image\" data-src-fg=\"https:\/\/pracaclovis.com\/wp-content\/uploads\/cache\/2025\/01\/Atma-2023\/1481286519.webp\" src=\"data:image\/svg+xml,%3Csvg%20xmlns%3D%22http%3A%2F%2Fwww.w3.org%2F2000%2Fsvg%22%20width%3D%22250%22%20height%3D%22387%22%20viewBox%3D%220%200%20250%20387%22%3E%3C%2Fsvg%3E\" loading=\"eager\"><\/span><span class=\"fg-image-overlay\"><\/span><\/a><figcaption class=\"fg-caption\"><div class=\"fg-caption-inner\"><div class=\"fg-caption-title\">Atma, 2023<\/div><\/div><\/figcaption><\/figure><div class=\"fg-loader\"><\/div><\/div><\/div><style type=\"text\/css\">.fg-caption-title {font-family: \"Montserrat\", Sans-serif; font-size: 16px; text-align: center;}<\/style>\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>CARDOSO, Ytanaj\u00e9 Coelho. Canum\u00e3: a travessia. Manaus: Valer, 2019. Carolina Montebelo BarcelosIlustra\u00e7\u00e3o: Th\u00e9o Cris\u00f3stomo Durante s\u00e9culos, o ind\u00edgena foi objeto da literatura. Em um primeiro momento, com a coloniza\u00e7\u00e3o e a escrita de catequese quinhentista de jesu\u00edtas como Padre Jos\u00e9 de Anchieta e Padre Manuel da N\u00f3brega, que marginalizavam o nativo; em um segundo momento, [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":4,"featured_media":3807,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"categories":[555],"tags":[177,115,105,577,83],"cronologia":[34],"estado":[170],"regiaodaautoria":[43],"autoria":[251,249],"class_list":["post-3822","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-romance","tag-amazonia","tag-memoria","tag-povos-indigenas","tag-questoes-raciais","tag-resistencia","cronologia-34","estado-amazonas","regiaodaautoria-norte","autoria-autoriaindigena","autoria-autoriamasculina"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pracaclovis.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/3822","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pracaclovis.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pracaclovis.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pracaclovis.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/4"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pracaclovis.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=3822"}],"version-history":[{"count":5,"href":"https:\/\/pracaclovis.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/3822\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":5094,"href":"https:\/\/pracaclovis.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/3822\/revisions\/5094"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pracaclovis.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/3807"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pracaclovis.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=3822"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pracaclovis.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=3822"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pracaclovis.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=3822"},{"taxonomy":"cronologia","embeddable":true,"href":"https:\/\/pracaclovis.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcronologia&post=3822"},{"taxonomy":"estado","embeddable":true,"href":"https:\/\/pracaclovis.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Festado&post=3822"},{"taxonomy":"regiaodaautoria","embeddable":true,"href":"https:\/\/pracaclovis.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fregiaodaautoria&post=3822"},{"taxonomy":"autoria","embeddable":true,"href":"https:\/\/pracaclovis.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fautoria&post=3822"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}