{"id":3819,"date":"2025-03-25T17:23:41","date_gmt":"2025-03-25T20:23:41","guid":{"rendered":"https:\/\/pracaclovis.com\/?p=3819"},"modified":"2025-11-12T18:02:31","modified_gmt":"2025-11-12T21:02:31","slug":"atire-em-sofia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pracaclovis.com\/?p=3819","title":{"rendered":"Atire em Sofia"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"has-background wp-block-paragraph\" style=\"background-color:#e1dede\">COUTINHO, S\u00f4nia. <em>Atire em Sofia<\/em>. Rio de Janeiro: Rocco, 1989.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-right wp-block-paragraph\">Ilmara Valois Bacelar Figueiredo Coutinho<br><em>Ilustra\u00e7\u00e3o:<\/em> <em>Manuela Dib<\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><em>Atire em Sofia<\/em>, romance de S\u00f4nia Coutinho (Itabuna, BA, 1939 \u2013 Rio de Janeiro, RJ, 2013), foi publicado em 1989, quando a autora j\u00e1 reunia uma vasta produ\u00e7\u00e3o liter\u00e1ria de contos, com uma galeria de personagens femininas que transitavam pelas p\u00e1ginas da literatura brasileira. A obra trata da morte de uma mulher em uma sociedade instada a limitar possibilidades e a considerar como perdi\u00e7\u00e3o qualquer escolha capaz de contrariar os pap\u00e9is previamente estabelecidos em torno do feminino. Por meio de uma narrativa teatral, fragmentada e disruptiva, a hist\u00f3ria de Sofia Ros\u00e1rio faz-se meton\u00edmia de gera\u00e7\u00f5es de mulheres ambientadas em uma cidade envolta por mist\u00e9rios e condi\u00e7\u00f5es que perpassam o tempo, alteram as circunst\u00e2ncias, mas ratificam a conjuntura circular de um feminino que parece ter suas liberdades consideradas somente sob o v\u00e9u da excentricidade, da crueldade ou da loucura.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O romance divide-se em cinco cap\u00edtulos (&#8220;Ver\u00e3o com assombra\u00e7\u00f5es&#8221;, &#8220;L\u00e1grimas de Ians\u00e3&#8221;, &#8220;Cidade-labirinto&#8221;, &#8220;Dedo no gatilho&#8221;, &#8220;Terror e gozo&#8221;) e apresenta um enredo atravessado por referenciais diversos, que agregam dados da cultura cl\u00e1ssica, de massa e de matriz africana, recorrendo ao universo da m\u00fasica, do cinema, da literatura, dos mitos e das figuras lend\u00e1rias e hist\u00f3ricas. Envolve um grupo de jovens \u2014 Fernando, Jo\u00e3o Paulo, Tom, Ma\u00edra, Matilde, Sofia e Josu\u00e9 \u2014 que se conheceram no tempo de escola e se reencontram (exceto Josu\u00e9, que havia morrido) na cidade n\u00e3o nomeada, mas identificada como Salvador, Bahia. O tempo da narrativa \u00e9 circular, de maneira que as informa\u00e7\u00f5es v\u00e3o sendo apresentadas por meio de recortes que se colam e montam o mosaico do enredo. H\u00e1 dois momentos importantes para a constru\u00e7\u00e3o temporal da trama: o reencontro do grupo de amigos em Salvador, j\u00e1 na faixa dos 40 anos, quando ocorre a morte de Sofia; e o momento em que \u00e9 contada a hist\u00f3ria do assassinato, mais de vinte anos depois, com as rememora\u00e7\u00f5es de Fernando dando in\u00edcio a cada cap\u00edtulo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O narrador em terceira pessoa inicia o romance com Fernando relembrando, enquanto folheia um \u00e1lbum de fotografias, aquele ver\u00e3o \u201cesquisito\u201d, de chuvas torrenciais, inunda\u00e7\u00f5es, desabamentos, vis\u00f5es\/alucina\u00e7\u00f5es, \u201cver\u00e3o que tocou no mist\u00e9rio\u201d e que reuniu a todos. Ele se demora ao olhar Sofia, a mo\u00e7a de \u201cmaquiagem pesada\u201d, \u201csobrancelhas muito grossas\u201d e \u201ccabelo duro de laqu\u00ea\u201d. A narrativa, ent\u00e3o, \u00e9 atravessada por um fragmento em it\u00e1lico que traz parte da hist\u00f3ria de Lilith (a primeira mulher de Ad\u00e3o, antes de Eva, segundo a mitologia judaica). O fragmento funciona, a exemplo dos coros das trag\u00e9dias gregas, como um adiantamento do que est\u00e1 reservado \u00e0quela que, n\u00e3o aceitando seguir as determina\u00e7\u00f5es alheias \u00e0 sua vontade, partiu em busca da realiza\u00e7\u00e3o dos pr\u00f3prios desejos: \u201c<em>Eu, Lilith [\u2026] conquistei minha liberdade e solid\u00e3o<\/em>\u201d. No fragmento que liga as duas figuras femininas, Lilith recusa-se a voltar, mas Sofia voltou. Voltou depois de quase vinte anos para a \u201ccidade-labirinto\u201d, que n\u00e3o pode mais ser percebida como a mesma de antes e que parece devor\u00e1-la: \u201cA cidade que ensina a morte\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Tr\u00eas personagens s\u00e3o evidenciadas na trama: Sofia, Jo\u00e3o Paulo e Fernando. Sofia Ros\u00e1rio, jornalista, atriz e pintora, \u00e9 uma mulher que se casou, separou-se, foi morar no Rio de Janeiro, casou-se outra vez, descasou, viajou, teve diversos relacionamentos amorosos e realiza\u00e7\u00e3o profissional, mas sente solid\u00e3o e culpa por ter abandonado as duas filhas, Maura e Milena, com as quais tenta uma reaproxima\u00e7\u00e3o frustrada ao retornar para Salvador. Fernando, advogado e professor de grego, \u00e9 descrito como um homem que segue as normas, mas tamb\u00e9m obscuro, escondendo, sob o verniz do intelectual que assume a negritude crescente da cidade, preconceitos racistas, como ressalta o narrador: \u201cEssa negritude cada vez mais assumida \u00e9 um fen\u00f4meno que ele \u00e9 inteligente demais para rejeitar, pelo menos publicamente, talvez porque saiba que \u00e9 inevit\u00e1vel\u201d. E Jo\u00e3o Paulo, jornalista que deixou o emprego no Rio de Janeiro, \u201c\u00e0 beira de um colapso\u201d, voltou para Salvador com a finalidade de escrever um romance policial. Jo\u00e3o Paulo retoma uma rela\u00e7\u00e3o para al\u00e9m da amizade que tem com Sofia, sente-se preso \u00e0 cidade e, em muitos momentos, d\u00e1 mostras de perder o contato com a realidade.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><em>Atire em Sofia<\/em> apresenta uma trama a ser lida em muitas dire\u00e7\u00f5es, por trazer complexidades de cunho liter\u00e1rio, ps\u00edquico, social, pol\u00edtico e cultural, pr\u00f3prios de uma narrativa p\u00f3s-moderna que busca espelhar a fragmenta\u00e7\u00e3o dos sujeitos frente a uma cidade que tamb\u00e9m pode ser percebida como personagem. A narrativa marca a evid\u00eancia de uma negritude que se afirma e floresce, de forma que a cidade dos brancos, dos referenciais greco-ib\u00e9ricos, \u00e9 tamb\u00e9m a cidade dos pretos, das conquistas, realiza\u00e7\u00f5es e exalta\u00e7\u00f5es cada vez mais evidentes das culturas de matriz africana. A presen\u00e7a das divindades negras na narrativa n\u00e3o deixa de representar a \u201cexpans\u00e3o negra\u201d de que trata Tetu, personagem jovem negro que namora a filha de Sofia, Milena, tamb\u00e9m negra. Em \u201cL\u00e1grimas de Ians\u00e3\u201d, pode-se ler a lenda de Ians\u00e3, seguida de um di\u00e1logo acerca da necessidade de cria\u00e7\u00e3o de um conselho que una comunidade e Estado em prol das aspira\u00e7\u00f5es negras em diversos \u00e2mbitos: \u201csocial, cultural, jur\u00eddico, econ\u00f4mico e pol\u00edtico\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Enquanto reflex\u00e3o sobre a escrita liter\u00e1ria, o romance traz o processo de constru\u00e7\u00e3o de um outro romance, uma metafic\u00e7\u00e3o que critica a escrita masculina patriarcal-controladora (explicada por Coutinho em <em>Rainhas do crime<\/em> (1994), seu livro de cr\u00edtica liter\u00e1ria) e sua destina\u00e7\u00e3o de se apoderar das hist\u00f3rias das mulheres de forma insuficiente e egoc\u00eantrica. A personagem Jo\u00e3o Paulo e seu romance policial representam bem essa condi\u00e7\u00e3o, pois, ao tentar realizar a obra, ele se coloca como protagonista, assumindo a figura de um \u201cjornalista-investigador cl\u00e1ssico\u201d que busca desvendar o assassinato de uma \u201cex-Miss\u201d (Laura Luedi), \u201cmadura\u201d, \u201csofisticada\u201d e \u201cperversa\u201d. Para tanto, lan\u00e7a m\u00e3o da pr\u00f3pria hist\u00f3ria e da hist\u00f3ria de Sofia (\u201cLaura\/Sofia\/Eu Mesmo\u201d), perde-se no feminino da cidade e fracassa na tentativa de escrever o romance policial pretendido.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">As mulheres da trama parecem presas a uma condi\u00e7\u00e3o de vida que transita entre a liberdade que conquistaram ou almejam e as amarras sociais que vivenciam, com casamentos fracassados, filhos sob a cust\u00f3dia dos pais \u2013 detentores de melhores condi\u00e7\u00f5es financeiras \u2013, sexualidade reprimida ou por realizar, abandono e solid\u00e3o, mesmo tendo asseguradas as condi\u00e7\u00f5es de sobreviv\u00eancia. Por isso mesmo, ao tratar das chuvas intensas, Sofia entende serem as l\u00e1grimas de Ians\u00e3 \u201cpor muitas mulheres, gera\u00e7\u00f5es inteiras de mulheres que foram espezinhadas nesta cidade e nunca puderam protestar\u201d, mulheres que estavam ainda aprendendo uma fala pr\u00f3pria. Para al\u00e9m da figura\u00e7\u00e3o, h\u00e1, no romance, a indica\u00e7\u00e3o de um desafio a enfrentar al\u00e9m da solid\u00e3o: culpa e autopuni\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><em>\u201cAtire em Sofia\u201d<\/em> \u00e9 um imperativo, e o assassinato dela, com tr\u00eas tiros no peito, espelhado tamb\u00e9m na inacabada fic\u00e7\u00e3o de Jo\u00e3o Paulo, n\u00e3o tem uma investiga\u00e7\u00e3o descrita. Os notici\u00e1rios d\u00e3o conta de que o principal suspeito \u00e9 Jo\u00e3o Paulo, que n\u00e3o mais foi visto depois da morte de Sofia. No processo da narra\u00e7\u00e3o, \u00e9 Fernando quem tra\u00e7a uma linha para o que teria sido o crime, mas suas lembran\u00e7as aparecem como produto da imagina\u00e7\u00e3o, envolvendo o ver\u00e3o em que teve vis\u00f5es, sendo ele mesmo um suspeito. O assassinato trata-se de \u201cvingan\u00e7a\u201d ou \u201csacrif\u00edcio\u201d? Talvez apenas a tentativa, que se renova atrav\u00e9s dos tempos, de regredir, oprimir e manter privil\u00e9gios. O que fica patente \u00e9 que uma mulher foi morta por ser mulher, e que esta \u00e9 uma morte envolta em mist\u00e9rios que n\u00e3o chegam a ser desvendados. Longe de ser uma exce\u00e7\u00e3o, representa, no m\u00faltiplo mural que \u00e9 a cidade \u201cviscosa\u201d, uma hist\u00f3ria banal, \u201cuma hist\u00f3ria de classe m\u00e9dia brasileira, num determinado per\u00edodo\u201d. Ao final do romance, pode ser lida, no \u00faltimo atravessamento em it\u00e1lico, uma nova aproxima\u00e7\u00e3o de Sofia como Lilith, as Harpias, Medusa: \u201c<em>um dos meus privil\u00e9gios \u00e9 causar a loucura. Assim me viram os homens porque eu era livre e solit\u00e1ria<\/em>\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em <em>Atire em Sofia<\/em>, Coutinho adentra o campo da escrita de autoria feminina voltada aos romances de crime \u2013 publicou tamb\u00e9m <em>O caso Alice<\/em> (1991) e <em>Os seios de Pandora<\/em> (1998) \u2013, rompendo com a figura do detetive cl\u00e1ssico e agregando referenciais que colocam em discuss\u00e3o o feminino em uma cidade ainda provinciana e amb\u00edgua demais para permitir que a mulher ultrapassasse a condi\u00e7\u00e3o da morte. Mas n\u00e3o cabe colocar r\u00f3tulos no romance; pode-se considerar que o feminic\u00eddio circulou a escrita da autora, antecipando um tema que somente encontrou espa\u00e7o amplo anos depois. A escrita de Coutinho marca sua relev\u00e2ncia no cen\u00e1rio contempor\u00e2neo justamente por desconstruir modelos, por trazer discuss\u00f5es de relev\u00e2ncia e atualidade inquestion\u00e1veis, e por assumir uma abordagem feminista voltada a criar caminhos diferenciados para a escrita liter\u00e1ria.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Para saber mais<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">CASTRO, Janio Roque Barros de (2007). A cidade no romance <em>Atire em Sofia<\/em>, de S\u00f4nia Coutinho: um olhar geogr\u00e1fico. <em>Textura<\/em>, Cruz das Almas, v. 2., n. 2, p. 29-42. Dispon\u00edvel em: <a href=\"https:\/\/textura.emnuvens.com.br\/textura\/article\/view\/257\">https:\/\/textura.emnuvens.com.br\/textura\/article\/view\/257<\/a>. Acesso em: 12 abr. 2024.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">COUTINHO, Sonia (1994). <em>Rainhas do crime<\/em>: \u00f3tica feminina no romance policial. Rio de Janeiro: Sette Letras.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">LOBO, Luiza (1999). <em>Micro-hist\u00f3ria e narrativa<\/em>: o \u201cciclo dos romances de crime\u201d de S\u00f4nia Coutinho. <em>In<\/em>: CONGRESSO DA ASSOCIA\u00c7\u00c3O INTERNACIONAL DE LUSITANISTAS, 6. <em>Anais\u2026<\/em>, v. 1, p. 958-996. Dispon\u00edvel em: <a href=\"https:\/\/lusitanistasail.press\/index.php\/ailpress\/catalog\/view\/28\/43\/426\">https:\/\/lusitanistasail.press\/index.php\/ailpress\/catalog\/view\/28\/43\/426<\/a>. Acesso em: 3 jul. 2024.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">LOPES, N\u00eamia Ribeiro Alves (2019). <em>Representa\u00e7\u00e3o do feminino<\/em>: espa\u00e7o e mito em <em>Atire em Sofia<\/em>, de S\u00f4nia Coutinho. Disserta\u00e7\u00e3o (Mestrado em Letras\/Estudos Liter\u00e1rios) \u2013 Universidade Estadual de Montes Claros, Montes Claros.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">RESENDE, Beatriz (2018). Sofia e a cidade. <em>Revista Helena<\/em>, n. 11. Dispon\u00edvel em: <a href=\"https:\/\/www.bpp.pr.gov.br\/Helena\/Noticia\/Sofia-e-cidade\">https:\/\/www.bpp.pr.gov.br\/Helena\/Noticia\/Sofia-e-cidade<\/a>. Acesso em: 12 abr. 2024.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Iconografia<\/strong><\/p>\n\n\n<style type=\"text\/css\">\n#foogallery-gallery-3851.fg-masonry { --fg-gutter: 10px; }<\/style>\n\t\t\t<div class=\"foogallery foogallery-container foogallery-masonry foogallery-lightbox-foogallery fg-center fg-masonry fg-ready fg-transparent fg-round-small fg-shadow-small fg-loading-dots fg-loaded-slide-up fg-captions-bottom fg-hover-fade fg-hover-plus fg-col3\" id=\"foogallery-gallery-3851\" data-foogallery=\"{&quot;item&quot;:{&quot;showCaptionTitle&quot;:true,&quot;showCaptionDescription&quot;:true},&quot;lazy&quot;:true,&quot;template&quot;:{&quot;horizontalOrder&quot;:true}}\" data-foogallery-lightbox=\"{&quot;thumbs&quot;:&quot;bottom&quot;,&quot;thumbsCaptions&quot;:false,&quot;thumbsBestFit&quot;:false,&quot;thumbsSmall&quot;:false,&quot;thumbsCaptionsAlign&quot;:&quot;default&quot;,&quot;info&quot;:&quot;bottom&quot;,&quot;infoVisible&quot;:true,&quot;infoOverlay&quot;:true,&quot;infoAlign&quot;:&quot;default&quot;,&quot;transition&quot;:&quot;fade&quot;,&quot;hoverButtons&quot;:false,&quot;fitMedia&quot;:false,&quot;noScrollbars&quot;:true,&quot;preserveButtonSpace&quot;:true,&quot;buttons&quot;:{&quot;fullscreen&quot;:true,&quot;info&quot;:true,&quot;thumbs&quot;:false},&quot;video&quot;:{&quot;autoPlay&quot;:true}}\" style=\"--fg-title-line-clamp: 0; --fg-description-line-clamp: 0;\" >\n\t\t<div class=\"fg-column-width\"><\/div>\n\t<div class=\"fg-gutter-width\"><\/div>\n\t\t<div class=\"fg-item fg-type-image fg-idle\"><figure class=\"fg-item-inner\"><a href=\"https:\/\/pracaclovis.com\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/Rocco-1989-1.webp\" data-caption-title=\"Rocco, 1989\" data-attachment-id=\"3852\" data-e-disable-page-transition=\"true\" data-type=\"image\" class=\"fg-thumb\"><span class=\"fg-image-wrap\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" title=\"Rocco, 1989\" width=\"250\" height=\"378\" class=\"skip-lazy fg-image\" data-src-fg=\"https:\/\/pracaclovis.com\/wp-content\/uploads\/cache\/2025\/01\/Rocco-1989-1\/989067062.webp\" src=\"data:image\/svg+xml,%3Csvg%20xmlns%3D%22http%3A%2F%2Fwww.w3.org%2F2000%2Fsvg%22%20width%3D%22250%22%20height%3D%22378%22%20viewBox%3D%220%200%20250%20378%22%3E%3C%2Fsvg%3E\" loading=\"eager\"><\/span><span class=\"fg-image-overlay\"><\/span><\/a><figcaption class=\"fg-caption\"><div class=\"fg-caption-inner\"><div class=\"fg-caption-title\">Rocco, 1989<\/div><\/div><\/figcaption><\/figure><div class=\"fg-loader\"><\/div><\/div><div class=\"fg-item fg-type-image fg-idle\"><figure class=\"fg-item-inner\"><a href=\"https:\/\/pracaclovis.com\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/7-letras-2010.webp\" data-caption-title=\"7 Letras, 2010\" data-attachment-id=\"3853\" data-e-disable-page-transition=\"true\" data-type=\"image\" class=\"fg-thumb\"><span class=\"fg-image-wrap\"><img decoding=\"async\" title=\"7 Letras, 2010\" width=\"250\" height=\"378\" class=\"skip-lazy fg-image\" data-src-fg=\"https:\/\/pracaclovis.com\/wp-content\/uploads\/cache\/2025\/01\/7-letras-2010\/1929890460.webp\" src=\"data:image\/svg+xml,%3Csvg%20xmlns%3D%22http%3A%2F%2Fwww.w3.org%2F2000%2Fsvg%22%20width%3D%22250%22%20height%3D%22378%22%20viewBox%3D%220%200%20250%20378%22%3E%3C%2Fsvg%3E\" loading=\"eager\"><\/span><span class=\"fg-image-overlay\"><\/span><\/a><figcaption class=\"fg-caption\"><div class=\"fg-caption-inner\"><div class=\"fg-caption-title\">7 Letras, 2010<\/div><\/div><\/figcaption><\/figure><div class=\"fg-loader\"><\/div><\/div><\/div><style type=\"text\/css\">.fg-caption-title {font-family: \"Montserrat\", Sans-serif; font-size: 16px; text-align: center;}<\/style>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>COUTINHO, S\u00f4nia. 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