{"id":3816,"date":"2025-03-25T17:33:46","date_gmt":"2025-03-25T20:33:46","guid":{"rendered":"https:\/\/pracaclovis.com\/?p=3816"},"modified":"2025-11-12T18:01:30","modified_gmt":"2025-11-12T21:01:30","slug":"as-fantasias-eletivas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pracaclovis.com\/?p=3816","title":{"rendered":"As fantasias eletivas"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"has-black-color has-text-color has-background has-link-color wp-elements-1 wp-block-paragraph\" style=\"background-color:#e1dede\"><a>SCHROEDER, Carlos Henrique. <em>As fantasias eletivas<\/em>.<\/a> Rio de Janeiro: Record, 2014.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-right wp-block-paragraph\">Andr\u00e9 Luiz dos Santos Rodrigues<br><em>Ilustra\u00e7\u00e3o: Guilherme Franzoni<\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Publicado em 2014, <em>As fantasias eletivas<\/em> \u00e9 um romance curto escrito por Carlos Henrique Schroeder (Trombudo Central, SC, 1975). Unindo o arranjo formal lacunar e a representa\u00e7\u00e3o de um sujeito marginalizado, o romance parece buscar subverter o estere\u00f3tipo do que \u00e9 uma travesti, oscilando entre a inverossimilhan\u00e7a e a originalidade. Centrada na amizade entre Ren\u00ea, um recepcionista de hotel, e Copi, uma travesti argentina que trabalha como prostituta e sonha em ser escritora, a hist\u00f3ria, contada em terceira pessoa, se passa na cidade tur\u00edstica de Balne\u00e1rio Cambori\u00fa, no estado de Santa Catarina.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ambos se conhecem no hotel em que Ren\u00ea trabalha. Certa vez, Copi deixa seu <em>book<\/em> com ele, a fim de que seja chamada por algum h\u00f3spede. Quando percebe que o recepcionista n\u00e3o apresentou seu trabalho para ningu\u00e9m, Copi come\u00e7a a passar todas as noites em frente ao hotel, at\u00e9 que, revoltada, joga um salto no recepcionista. Arrependida, a travesti come\u00e7a a deixar presentes para Ren\u00ea, momento em que selam as pazes e iniciam a amizade retratada no livro.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u00c9 uma amizade nascida em um local de tr\u00e2nsito \u2013 a cidade de Balne\u00e1rio Cambori\u00fa \u2013 e impessoalidade \u2013 o hotel em que Ren\u00ea trabalha. Segundo a voz narrativa, Balne\u00e1rio era \u201ctamb\u00e9m uma cidade de recome\u00e7os, muitas pessoas vinham para a cidade sepultar o passado, como Ren\u00ea, como Copi\u201d. Ren\u00ea mudou-se para l\u00e1 porque queria sepultar o ci\u00fame, que quase matou sua ex-esposa e seu filho; Copi queria sepultar a vida que teve antes de se tornar quem queria ser, uma mulher.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Semelhan\u00e7as significativas atam Ren\u00ea e Copi, um sendo o espelhamento do outro: foram para Balne\u00e1rio Cambori\u00fa recome\u00e7ar suas vidas; ambos sentem como se n\u00e3o tivessem fam\u00edlia \u2013 ele por ter se deixado tomar pelo ci\u00fame e ter sido ejetado do c\u00edrculo familiar, ela por ser travesti; ambos s\u00e3o premidos pela necessidade de sobreviv\u00eancia \u2013 aquela que obriga \u00e0 submiss\u00e3o a esquemas, \u00e0 busca incessante por dinheiro, \u00e0s rela\u00e7\u00f5es por interesse \u2013 e pela esperan\u00e7a de conex\u00e3o genu\u00edna com o outro \u2013 aquela que alivia o peso do cotidiano, conferindo-lhe cor, e permite que o ser se mostre estranho, defeituoso e desprotegido; e ambos possuem uma rela\u00e7\u00e3o infeliz com a vida. Ren\u00ea tenta se matar, mas n\u00e3o consegue. Copi, sim.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A hist\u00f3ria e a personalidade de cada um surgem entre prosa, poesia, di\u00e1logos que poderiam ser de uma pe\u00e7a teatral e fotografias, fazendo de <em>As fantasias eletivas<\/em> um romance com forma heterog\u00eanea e fragmentada, com lacunas que devem ser preenchidas por quem l\u00ea. O livro \u00e9 dividido em quatro cap\u00edtulos: \u201cS de sangue\u201d, \u201cA solid\u00e3o das coisas\u201d, \u201cPoesia completa de Copi\u201d e \u201cAs fantasias eletivas\u201d, sendo o primeiro e o quarto complementares, propriamente narrativos e subdivididos em cap\u00edtulos intitulados com as letras do alfabeto. Os outros dois cap\u00edtulos s\u00e3o a produ\u00e7\u00e3o escrita de Copi, recuperada por Ren\u00ea.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Se, muitas vezes, travestis s\u00e3o retratadas na literatura como prostitutas e viciadas em drogas, a narrativa de Schroeder adiciona a esse desenho a figura de uma escritora, colocando a personagem entre o estere\u00f3tipo e sua subvers\u00e3o, na medida em que explora a subjetividade de Copi. O leitor percebe a personagem naquilo que possui de comum \u00e0 categoria social dela e, sobretudo, naquilo que possui de espec\u00edfico como sujeito: sua inf\u00e2ncia em Las Heras, na prov\u00edncia argentina de Mendoza; o per\u00edodo em que, na cidade de Buenos Aires, passou cursando jornalismo e estagiando em um jornal; o h\u00e1bito da personagem de fotografar, com uma Polaroid, paisagens, situa\u00e7\u00f5es, objetos e pequenos detalhes cotidianos; e o desejo de ela ser escritora. Contudo, por ser excessivamente acad\u00eamico e n\u00e3o incluir g\u00edrias de seu grupo social, o linguajar de Copi \u00e9 pouco veross\u00edmil. \u00c9 dif\u00edcil imaginar algu\u00e9m que se considera cria das ruas elaborando um discurso t\u00e3o restrito aos cacoetes universit\u00e1rios e liter\u00e1rios.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A sensibilidade de Copi \u00e9 nost\u00e1lgica. Para ela, a experi\u00eancia contempor\u00e2nea \u00e9 inaut\u00eantica, artificial e vazia. \u00c9 uma experi\u00eancia em que mais vale exibir carros e celulares do que um beijo apaixonado. \u201c\u00c9 o claro isolamento do afeto, do toque, do gesto\u201d. Seu h\u00e1bito de fotografar com uma c\u00e2mera Polaroid, e n\u00e3o com o celular ou uma c\u00e2mera digital, \u00e9 um gesto que revela sua atra\u00e7\u00e3o pelo espont\u00e2neo, pelo que passa despercebido e por aquilo que n\u00e3o pode se repetir. Uma vez que a foto \u00e9 impressa pela c\u00e2mera, n\u00e3o h\u00e1 como apag\u00e1-la, a n\u00e3o ser rasgando-a.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Copi entende que a fotografia e a literatura cristalizam a verdade do que se vive. Ela diz: \u201cO que me move para a fotografia s\u00e3o as similaridades com a literatura. A fotografia quer congelar um instante, e a literatura, recri\u00e1-lo, e ambas t\u00eam essa capacidade de permitir uma outra vis\u00e3o das coisas\u201d. Nesse sentido, tanto a fotografia quanto a literatura s\u00e3o recursos que permitem a um determinado instante eternizar-se, como rea\u00e7\u00e3o ao fluxo fren\u00e9tico comum a cidades tur\u00edsticas. S\u00e3o recursos que produzem mem\u00f3ria \u201c(que rege essas in\u00fameras fantasias eletivas que chamamos de lembran\u00e7as)\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Fantasias eletivas, afinidades eletivas. Al\u00e9m de Goethe, Copi cita em seus escritos Sartre, Beckett, Joyce e Nietzsche. Esses escritos, acompanhados de uma fotografia, jogam luz sobre a solid\u00e3o, a aus\u00eancia, a descartabilidade e o vazio. De cada instante, de cada objeto fotografado, Copi extraiu um pensamento sobre a exist\u00eancia. Entre outras coisas, ela capturou um rel\u00f3gio, um bar de hotel, um marcador de p\u00e1ginas, um corredor vazio, um espelho, uma nota de rodap\u00e9, um orelh\u00e3o. A exist\u00eancia de Copi poderia ter desaparecido, tanto por sua solid\u00e3o em Balne\u00e1rio Cambori\u00fa quanto por sua condi\u00e7\u00e3o social marginalizada. Mas Ren\u00ea guardou sua produ\u00e7\u00e3o art\u00edstica, e a voz narrativa de <em>As fantasias eletivas<\/em> enxertou-a no livro, sem ser literatura \u201cde um leitor s\u00f3, uma s\u00f3 solid\u00e3o\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Por um lado, os fragmentos que comp\u00f5em o primeiro e o \u00faltimo cap\u00edtulos s\u00e3o marcados pelo excesso de a\u00e7\u00f5es e informa\u00e7\u00f5es, por um movimento constante em que pouco \u00e9 efetivamente retido pelo leitor. Cada subcap\u00edtulo serve como a fotografia, o <em>flash<\/em>, de um instante expressivo da vida dos personagens, um \u00e1lbum de fotografias que n\u00e3o obedece a cronologias ou rela\u00e7\u00f5es diretas de causa e efeito, desierarquizando o passado e o presente, abrindo vazios entre um e outro acontecimento. Cada um desses <em>flashes<\/em> de vida est\u00e1 encimado por uma letra do alfabeto \u2013 este sendo, ali\u00e1s, a \u00fanica ordem linear que o romance apresenta \u2013, sugerindo a tentativa de organizar os fatos e recome\u00e7ar do zero, a partir do abec\u00ea. Por outro lado, as fotografias de Copi e sua escrita po\u00e9tica fazem o romance inclinar-se para a paralisia, para a realidade est\u00e1tica e inabitada. A realidade percebida por um olhar prostrado, melanc\u00f3lico e nost\u00e1lgico \u2013 o olhar de uma escritora.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O nome da travesti, \u00e9 importante dizer, n\u00e3o \u00e9 gratuito. \u00c9 uma homenagem ao argentino Raul Damonte Botana, escritor, cartunista e dramaturgo conhecido como Copi. Morto em 1987 em raz\u00e3o de complica\u00e7\u00f5es com o HIV, Copi \u00e9 considerado um artista de vanguarda, abordando em suas obras temas como sexualidade, g\u00eanero e ex\u00edlio, temas nos quais <em>As fantasias eletivas<\/em> toca de forma expl\u00edcita e impl\u00edcita.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A contribui\u00e7\u00e3o que <em>As fantasias eletivas<\/em> faz consiste precisamente naquilo que Schroeder afirmou em entrevista \u00e0 revista <em>Francisca<\/em>: o fato de que, na \u00e9poca de seu lan\u00e7amento, poucos eram os livros sobre travestis e outros grupos minorit\u00e1rios publicados por grandes editoras.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ao contar a hist\u00f3ria de Copi de forma n\u00e3o convencional e ao mostr\u00e1-la entre o estere\u00f3tipo e a quebra deste, o livro de Schroeder retrata uma travesti mais em seus dilemas existenciais, e n\u00e3o tanto sociais. Diferentemente do que se esperaria, a dor que sente em viver \u00e9 mais ontol\u00f3gica, j\u00e1 manifesta em sua inf\u00e2ncia, do que advinda do preconceito. A dor que fragmenta o sujeito e a estrutura do romance, fazendo conte\u00fado e forma dialogarem. Consci\u00eancia art\u00edstica.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Para saber mais<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">CAJATY, Paula (2015). Solid\u00e3o e esquecimento. <em>Rascunho<\/em><strong>,<\/strong> Curitiba, ed. 177, 30 jan. Dispon\u00edvel em: <a href=\"https:\/\/rascunho.com.br\/ensaios-e-resenhas\/solidao-e-esquecimento-2\/\">https:\/\/rascunho.com.br\/ensaios-e-resenhas\/solidao-e-esquecimento-2\/<\/a>. Acesso em: 23 abr. 2024.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">FRANCO, Adenize Aparecida; SOARES, Luiz Henrique Moreira (2018). A configura\u00e7\u00e3o da cidade no romance <em>As fantasias eletivas<\/em>, de Carlos Henrique Schroeder. <em>Opini\u00e3es<\/em><strong>,<\/strong> S\u00e3o Paulo, n. 12, p. 250-260. Dispon\u00edvel em: <a href=\"https:\/\/www.revistas.usp.br\/opiniaes\/article\/view\/142402\/142116\">https:\/\/www.revistas.usp.br\/opiniaes\/article\/view\/142402\/142116<\/a>. Acesso em: 23 abr. 2024.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">FRANCO, Adenize Aparecida; SOARES, Luiz Henrique Moreira (2018). Tornar-se corpo, desejo e palavra: a personagem travesti no romance <em>As fantasias eletivas<\/em>, de Carlos Henrique Schroeder. <em>Revista Letras Raras<\/em>, Campina Grande, v. 7, n. 1, p. 89-107. Dispon\u00edvel em: <a href=\"https:\/\/revistas.editora.ufcg.edu.br\/index.php\/RLR\/article\/view\/1563\">https:\/\/revistas.editora.ufcg.edu.br\/index.php\/RLR\/article\/view\/1563<\/a>. Acesso em: 23 abr. 2024.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">LIMA, Amcle (2021). Autor revela detalhes da cria\u00e7\u00e3o de <em>As fantasias eletivas<\/em>. <em>Revista Francisca<\/em>, Joinville, 1\u00ba out. Dispon\u00edvel em:<a href=\" https:\/\/www.revistafrancisca.com.br\/autor-revela-detalhes-da-criacao-de-as-fantasias-eletivas\"> https:\/\/www.revistafrancisca.com.br\/autor-revela-detalhes-da-criacao-de-as-fantasias-eletivas<\/a>. Acesso em: 23 abr. 2024.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">TIBURI, Marcia. Morte do amor, sorte da fic\u00e7\u00e3o. <em>Revista Cult<\/em>, S\u00e3o Paulo, 2 dez. 2014. Dispon\u00edvel em: <a href=\"https:\/\/revistacult.uol.com.br\/home\/morte-do-amor-sorte-da-ficcao\">https:\/\/revistacult.uol.com.br\/home\/morte-do-amor-sorte-da-ficcao<\/a>. Acesso em: 23 abr. 2024.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Iconografia<\/strong><\/p>\n\n\n<style type=\"text\/css\">\n#foogallery-gallery-3848.fg-masonry { --fg-gutter: 10px; }<\/style>\n\t\t\t<div class=\"foogallery foogallery-container foogallery-masonry foogallery-lightbox-foogallery fg-center fg-masonry fg-ready fg-transparent fg-round-small fg-shadow-small fg-loading-dots fg-loaded-slide-up fg-captions-bottom fg-hover-fade fg-hover-plus fg-col3\" id=\"foogallery-gallery-3848\" data-foogallery=\"{&quot;item&quot;:{&quot;showCaptionTitle&quot;:true,&quot;showCaptionDescription&quot;:true},&quot;lazy&quot;:true,&quot;template&quot;:{&quot;horizontalOrder&quot;:true}}\" data-foogallery-lightbox=\"{&quot;thumbs&quot;:&quot;bottom&quot;,&quot;thumbsCaptions&quot;:false,&quot;thumbsBestFit&quot;:false,&quot;thumbsSmall&quot;:false,&quot;thumbsCaptionsAlign&quot;:&quot;default&quot;,&quot;info&quot;:&quot;bottom&quot;,&quot;infoVisible&quot;:true,&quot;infoOverlay&quot;:true,&quot;infoAlign&quot;:&quot;default&quot;,&quot;transition&quot;:&quot;fade&quot;,&quot;hoverButtons&quot;:false,&quot;fitMedia&quot;:false,&quot;noScrollbars&quot;:true,&quot;preserveButtonSpace&quot;:true,&quot;buttons&quot;:{&quot;fullscreen&quot;:true,&quot;info&quot;:true,&quot;thumbs&quot;:false},&quot;video&quot;:{&quot;autoPlay&quot;:true}}\" style=\"--fg-title-line-clamp: 0; --fg-description-line-clamp: 0;\" >\n\t\t<div class=\"fg-column-width\"><\/div>\n\t<div class=\"fg-gutter-width\"><\/div>\n\t\t<div class=\"fg-item fg-type-image fg-idle\"><figure class=\"fg-item-inner\"><a href=\"https:\/\/pracaclovis.com\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/Record-2014.webp\" data-caption-title=\"Record, 2014\" data-attachment-id=\"3849\" data-e-disable-page-transition=\"true\" data-type=\"image\" class=\"fg-thumb\"><span class=\"fg-image-wrap\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" title=\"Record, 2014\" width=\"250\" height=\"376\" class=\"skip-lazy fg-image\" data-src-fg=\"https:\/\/pracaclovis.com\/wp-content\/uploads\/cache\/2025\/01\/Record-2014\/2973244611.webp\" src=\"data:image\/svg+xml,%3Csvg%20xmlns%3D%22http%3A%2F%2Fwww.w3.org%2F2000%2Fsvg%22%20width%3D%22250%22%20height%3D%22376%22%20viewBox%3D%220%200%20250%20376%22%3E%3C%2Fsvg%3E\" loading=\"eager\"><\/span><span class=\"fg-image-overlay\"><\/span><\/a><figcaption class=\"fg-caption\"><div class=\"fg-caption-inner\"><div class=\"fg-caption-title\">Record, 2014<\/div><\/div><\/figcaption><\/figure><div class=\"fg-loader\"><\/div><\/div><\/div><style type=\"text\/css\">.fg-caption-title {font-family: \"Montserrat\", Sans-serif; font-size: 16px; text-align: center;}<\/style>\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>SCHROEDER, Carlos Henrique. As fantasias eletivas. Rio de Janeiro: Record, 2014. Andr\u00e9 Luiz dos Santos RodriguesIlustra\u00e7\u00e3o: Guilherme Franzoni Publicado em 2014, As fantasias eletivas \u00e9 um romance curto escrito por Carlos Henrique Schroeder (Trombudo Central, SC, 1975). 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